quarta-feira, 16 de maio de 2012

DESESTATIZAÇÃO TOTAL DA ECONOMIA. Ou: Mudanças na poupança, uma resposta sobre a corrupção, e o quinto dos infernos

Mudanças na poupança, uma resposta sobre a corrupção, e o quinto dos infernos
Escrito por Heitor de Paola e publicado no site www.midiasemmascara.org

Reafirmo: prender corruptos na cadeia é tratar a febre, e não a infecção cuja terapia deve ser de choque: desestatização total da economia!

A Caderneta de Poupança foi criada por D Pedro II para atingir dois objetivos:

1- Criar no povo a noção da necessidade de poupar, ao invés de gastar tudo no consumo

2- Financiamento das obras do governo. Para tanto oferecia uma taxa de juros de 0,5 % ao mês, taxa que era consagrada mundialmente como razoável rendimento de títulos seguros.

As ações, como sempre, eram um mercado oscilante, mais rendoso e mais arriscado. E assim foi durante quase 120 anos! O monstro inflacionário surgido após as políticas demagógico-populistas da ditadura Vargas e, mais tarde, os gastos exagerados de JK principalmente para construir uma inutilidade no meio do nada, obra entregue a dois comunistas e outros empreiteiros espertalhões e ladrões que hoje representa ainda um dos maiores gastos governamentais para sustentar uma corja (leia abaixo o texto “Os dois quintos dos Infernos”). A expansão para o Oeste não necessitava de Brasília, como o demonstra aquela feita com muito mais proveito e menos gastos governamentais nos Estados Unidos.

Nem Collor, um liberal aloprado que deixou a economia nas mãos de marxistas-leninistas, mexeu na Popança de forma definitiva, confiscando o capital, mas devolvendo em prestações 18 meses depois, sem mexer nos rendimentos. A Poupança jamais foi responsável por taxa de juros, criada para financiar a corja através de títulos públicos, estes sim deveriam simplesmente desaparecer, mantendo a poupança que reúne ricos e pobres no mesmo barco. Mas, quem disse que comunistas se preocupam com igualdade, uma das maiores mentiras de Marx? Importam-se sim com a manutenção de gastos crescentes para reforçar o Partido Príncipe (apud Gramsci) ou a Nova Classe (apud Millovan Djilas) ou como era oficialmente chamada no “paraíso dos proletários”: a Nomenklatura, como o demonstrou Mikhail Voslensky).

Fico pasmo de ver economistas liberais defendendo esta medida totalitária como meio de baixar a taxa de juros e não a única medida cabível: a diminuição dos gastos estatais com o encolhimento do governo e sua retirada da economia, através da desestatização total, a começar, como eu sempre disse, pela Petrobrás, Banco do Brasil, Caixas Econômicas e extinção do câncer chamado BNDES! Mas nem o “super-liberal” Roberto Campos, com a faca e o queijo nas mãos, mexeu nestes cancros nacionais e depois de que deixou o governo passou a criticar os outros pelo que ele mesmo não fez, criando o corretíssimo termo Petrossauro, que ele não liquidou porque não era tão liberal assim! No Brasil todos os governos, com a exceção dos três primeiros governos militares, seguem a máxima de Cícero sobre um Governador da Sicilia: “Entrou pobre na Sicilia rica e saiu rico da Sicilia pobre”!

*

Peço também encarecidamente que não me mandem mais petições ou o que seja contra a corrupção. Este não é um problema! Serve apenas para esconder o óbvio: diminuam o Estado e a corrupção diminuirá de forma espetacular! Acabem com a farra do BNDES e ela cairá a uns 20% do nível atual. Capitalistas devem investir do próprio bolso e não mendigando dinheiro público - ou não são capitalistas. Assim são os canalhas gerdaus, os eikes, etc.: rastejadores do Palácio do Planalto, envergonhando os verdadeiros capitalistas que construíram o mundo ocidental.

Corrupção: respondendo a críticas

Recebi algumas críticas relacionadas com a minha posição a respeito da corrupção, que referi não ser importante. Mantenho o que eu disse. Fazendo um paralelo com a medicina: se o paciente tem febre persistente não adianta receitar antipiréticos, pois a febre é apenas um sintoma de uma infecção. Há que examinar com cuidado, determinar a causa da infecção e prescrever o antibiótico de eleição em doses adequadas. Esta última é importante: mesmo que o antibiótico esteja correto, se houver interrupção antes do prazo mínimo, parte dos micro-organismos se reveste de carapaça protetora e saem dela ainda com mais virulência porque “aprendem” a se defender.

Pois a corrupção é tão somente o sintoma de uma doença que no Brasil já se tornou crônica: a estatização total da macroeconomia e quase total da economia dos demais setores. Por estatização não quero dizer somente propriedade estatal mas também o controle estatal da produção, seja através das malfadas “agências controladoras”, seja o financiamento estatal para as empresas.A agências reguladoras resultantes da privataria tucana controlam até os preços! Estamos novamente no pior dos mundos: o dos preços “cipados” no velho Conselho Interministerial de preços, criado pelo Decreto n. 63.196, de 1968, com o fito de implantar "uma sistemática reguladora de preços, através da análise e avaliação do comportamento dos preços no mercado interno". Já se fala até em ressuscitar um zumbi, o CADE, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, que tem andado em estado latente, para controlar o âmago mais profundo da economia de mercado: a livre concorrência.

Privatizaram-se no Brasil, para valer, apenas a Vale, a CSN e a Embraer, todas bem sucedidas, obviamente ao sabor do mercado e tendo que se submeter a estas variações. O que o tucanato fez foi privataria: privatizam-se os lucros, mas as empresas continuam sob controle quase total do Estado.

Numa economia liberal com estado mínimo não existe corrupção: existem roubos, desfalques, etc., mas quem paga o pato são os proprietários ou acionistas, e não os contribuintes.

Reafirmo: prender corruptos na cadeia é tratar a febre, e não a infecção cuja terapia deve ser de choque: desestatização total da economia!

Uma pergunta: será que Dilma pensa em estatizar os bancos?

O quinto dos infernos
(Recebi sem identificação da fonte. Meu comentário está abaixo).

Durante o Século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso País e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto". Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro. O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele,diziam "O Quinto dos Infernos". E isso virou sinônimo de tudo que é ruim.

A Coroa portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama". Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), a carga tributária brasileira deverá chegar ao final do ano de 2011 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção. Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de impostos...

Para quê? Para sustentar a corrupção? Os mensaleiros? O Senado com sua legião de "Diretores"? A festa das passagens, o bacanal (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e jetons, a farra familiar nos 3 Poderes (Executivo/Legislativo e Judiciário)?!?Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do "quinto dos infernos" para sustentar essa corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte portuguesa!

E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente...

Heitor De Paola: A Corte portuguesa levava tudo e nada deixava. Os atuais criadores de impostos são mais hipócritas: grande parte da população não sabe que paga impostos indiretos que fazem parte dos dois quintos, pelo contrário, recebe através de "bolsas" de toda sorte, cotas em empregos e universidades, etc. Os muito ricos se benficiam dos impostos através de contratos magnânimos com sta excrescência chamada BNDES. E pagam um percentual mínimo do que ganham. E quem sustenta essas farras todas é a classe média!

Tags: governo do PT | Brasil | direito | história | corrupção | economia | socialismo | esquerdismo, estatização dos bancos, desestatização

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