quinta-feira, 31 de maio de 2012

NÃO CAIA NA CONVERSA DOS AMBIENTALISTAS: Reciclagem, conservação, sustentabilidade não combinam com a realidade

Reciclagem, conservação, sustentabilidade e realidade
Escrito por Roy Cordato e publicado no site www.midiasemmascara.org

As crianças também são doutrinadas a acreditar que reciclar irá reduzir a poluição. Mas a elas não é dito que o processo de reciclagem é, em si, extremamente poluente.
Quer salvar árvores e diminuir a poluição? Enfie seus papeis em uma grande sacola plástica e jogue-a fora.

A reciclagem adquiriu um status moral quase que inquestionável, em grande parte porque crianças e adolescentes, doutrinados pela propaganda ambientalista continuamente regurgitada pelas escolas e universidades, chegam às suas casas munidos de informações falaciosas e as utilizam para intimidar seus pais. Não seria exagero algum dizer que mais de 70% da juventude quer que seus pais reciclem.

Porém, aqui vai meu humilde conselho aos pais: não se envergonhem e não se deixem intimidar! Joguem fora todo e qualquer lixo. Não há nenhuma virtude em reciclar algo que o mercado não está disposto a lhe pagar. Se reciclagem fosse realmente uma necessidade premente, tal ato teria um enorme preço de mercado, e as pessoas seriam pagas para incorrer em tal atividade. O que nossas crianças e adolescentes estão aprendendo nada mais é do que ideologia esquerdista, sem nenhum respaldo em fatos ou na ciência.

Um dos argumentos utilizados em prol da reciclagem é que o mundo está ficando sem aterros sanitários, pois o espaço para eles estaria acabando. Os meios de comunicação se esmeram em propagandear, principalmente em canais voltados para o público infantil, imagens sombrias de cidades soterradas sob seu próprio lixo. É exatamente isto o que se passa por educação ambientalista no mundo atual.

Porém, a realidade é que não há e nem nunca houve qualquer escassez de espaço para a construção de aterros. Se houvesse de fato tal escassez, o preço de mercado para tal espaço seria tão astronômico, que as pessoas estariam demolindo suas próprias casas para construir aterros em seus lugares. Ato contínuo, elas iriam embolsar o lucro e comprariam mansões. No entanto, a verdade é que se todo o lixo sólido a ser produzido nos próximos mil anos fosse concentrado em um único lugar, ele ocuparia apenas 114 quilômetros quadrados — o equivalente a 0,001% de toda a área dos EUA.

E o que dizer sobre a tão propalada alegação de que a reciclagem, principalmente a de papel, irá "salvar a vida" de várias árvores? Toda criança tem este mantra na ponta da língua. O papel, afinal, é feito da madeira das árvores. Por que não produzir papel novo utilizando papel antigo e, assim, evitar que mais árvores sejam derrubadas? Simplesmente porque não é assim que funciona a lógica econômica. A oferta sempre será comandada pela demanda. Se amanhã repentinamente pararmos de utilizar trigo para fazer pão, haveria menos trigo no mundo daqui a um ano. A oferta de trigo cairia drasticamente. Não mais haveria incentivos de mercado para se cultivar trigos, seus preços despencariam e o cultivo de trigo seria uma atividade totalmente deficitária. Da mesma forma, se todo o mundo parasse de comer frango, a população de frango diminuiria, e não aumentaria, como supõem quase todos os ambientalistas.

A mesma lógica se aplica à relação entre papel e árvores. Se pararmos de utilizar papel, menos árvores seriam plantadas. Não haveria incentivos de mercado para a conservação de florestas. Na indústria papeleira, 87% das árvores utilizadas são plantadas para a produção de papel. Isto significa que, de cada 13 árvores que seriam "salvas" pela reciclagem, 87 jamais seriam plantadas. É exatamente por causa da demanda por papel que o número de árvores plantadas no mundo aumentou nos últimos 60 anos. Eis, portanto, uma lição incômoda para os ambientalistas: se o seu objetivo é maximizar o número de árvores, não recicle papel. Outra lição: se você quer aumentar o número de árvores, defenda o capitalismo e a propriedade privada. Quando se é dono da sua própria terra, há vários incentivos econômicos para se cuidar muito bem desta sua terra. Sua preocupação é com a produtividade de longo prazo. Assim, o proprietário de uma floresta, por exemplo, irá permitir que uma madeireira ceife apenas um número limitado de árvores, pois ele não apenas terá de replantar todas as que foram ceifadas, como também terá de deixar um número suficiente para a colheita do próximo ano.

Outras declarações feitas por defensores da reciclagem são igualmente problemáticas. Reciclar não poupa recursos. Pelo contrário, desperdiça recursos valiosos. Em geral, reciclar é mais caro do que construir aterros, com a única exceção para esta regra sendo o alumínio. As crianças também são doutrinadas a acreditar que reciclar irá reduzir a poluição. Mas a elas não é dito que o processo de reciclagem é, em si, extremamente poluente. A reciclagem de jornais, por exemplo, requer que a tinta velha utilizada nos jornais seja retirada das páginas. Este é um processo quimicamente intensivo que gera enormes quantidades de lixo tóxico. Muito mais "ambientalmente saudável" seria simplesmente jogar os jornais fora.

Adicionalmente, um programa de coleta de recicláveis exige o uso de caminhões diferentes dos caminhões utilizados para a coleta de lixo comum. Isto, por sua vez, significa mais caminhões circulando diariamente (ou semanalmente) nas cidades. E isto, por sua vez, significa mais poluição do ar. Em Nova York, por exemplo, após instituir a reciclagem compulsória, a prefeitura teve de acrescentar duas coletas adicionais por semana. Já em Los Angeles, a prefeitura teve de duplicar sua frota de caminhões de lixo.

Mas o fato é que os recicladores têm uma agenda muito mais ambiciosa do que aquela com que doutrinam as crianças e os adolescentes. No livro Waste Management: Towards a Sustainable Society, seus autores, O.P. Kharband and E.A. Stallworthy, chegam a reclamar que as construtoras descartam pregos envergados e que os hospitais utilizam seringas descartáveis. "O chamado 'padrão de vida'", concluem os autores, "terá de ser reduzido".

Eis aí o real objetivo da elite defensora de programas compulsórios de reciclagem. E, tragicamente, esta redução no padrão de vida já foi alcançada em várias cidades que construíram monstruosas e caras fábricas de reciclagem, o que levou a desperdícios inacreditáveis, impostos mais altos, e prefeituras financeiramente estropiadas.

A realidade econômica do debate ambientalista
Debates sobre questões ambientais nada mais são do que debates sobre como estamos precificando o futuro. Em economês, diz-se que estamos atribuindo ao futuro um valor presente muito descontado. Questões sobre "o mundo que estamos deixando para nossos filhos" e reclamações sobre a suposta miopia das gerações atuais são, em última instância, alegações de que estamos precificando o futuro de maneira incorreta e inapropriada — ou, mais especificamente, que estamos descontando acentuadamente o valor presente do futuro.

Em seu livro The Armchair Economist, Steven Landsburg apresentou um excelente ponto sobre a alegação de que temos de conservar a terra para as gerações futuras. Ele pergunta como podemos saber com total certeza se nossos filhos e netos irão preferir uma floresta a toda a renda e riqueza que seriam geradas por, digamos, um estacionamento ou um shopping. E a resposta é que nós simplesmente não sabemos, pois, novamente recorrendo ao economês, é impossível fazer comparações interpessoais de utilidade. Mas podemos utilizar o princípio da preferência temporal para nortear nossas decisões.

Alguns dizem que não podemos precificar o futuro de maneira tão baixa — ou que, se o fizermos, deveríamos descontar seu valor presente de uma maneira extremamente ínfima. Tais pessoas argumentam que, ao fazermos nossos cálculos ambientais de hoje, as gerações futuras deveriam ser incluídas nele e consideradas como tendo o mesmo peso da geração atual. Certo, mas qual a consequência real e lógica de tal postura? Ora, se realmente fizermos isso para todos os assuntos envolvendo o ambiente, então qualquer questão sobre a proteção do planeta irá se tornar irrelevante por causa de um fato incômodo e perturbador já apontado pelo economista Walter Block: em algum momento futuro, o sol irá desaparecer, e o planeta com o qual estamos tão preocupados hoje irá simplesmente desaparecer. E isso é um fato para o qual não há alternativas.

Logo, se estamos tão preocupados com a preservação das espécies, e se já sabemos de antemão que, um dia, o planeta Terra irá inevitavelmente desaparecer, então temos de buscar um conjunto de ideias radicalmente distintas e uma abordagem radicalmente diferente da atual maneira de se pensar o ambiente. Temos de levar em conta que haverá um momento em que o principal problema ambiental a ser enfrentado pela humanidade não será como reduzir a poluição da terra, do ar e do mar, mas sim como sair deste planeta ou como alterar sua posição no sistema solar, duas tarefas que estão muito além das fronteiras da nossa atual capacidade tecnológica, mas que podem ser alcançadas, pelo menos em princípio.

Uma solução para este inevitável problema seria o acúmulo de recursos e capital, algo que requer um nível muito maior de criatividade e engenho humano, e uma divisão do trabalho muito mais acentuada que a atual, de modo que as pessoas possam se concentrar nos problemas e desafios gerados por uma viagem interplanetária. Isto significa que seriam necessárias mais pessoas habitando o planeta, e elas teriam de ser muito mais ricas do que são hoje, e teriam de enriquecer de maneira bem mais acelerada, pois isso liberaria o recursos necessários para solucionar todos estes problemas.

Embora isto — aumento populacional e enriquecimento acelerado — seja algo que vá exatamente contra as ideias ambientalistas convencionais, trata-se exatamente da consequência lógica de se dizer que as gerações futuras devem ser consideradas como tendo o mesmo valor da nossa geração atual. A tese de que não devemos dar ao futuro — e às gerações futuras — um valor presente descontado implica que todos os outros problemas atuais devem ser relegados a segundo plano, dando-se prioridade ao urgente problema de como impedir a inevitável extinção humana que irá ocorrer quando o sol morrer.

Conclusão
À primeira vista, o objetivo de se reciclar mais e de se conservar mais pode parecer muito apropriado, até mesmo desejável. No entanto, os defensores de tais práticas não possuem as informações econômicas necessárias para se tomar as decisões corretas nestas questões, pois não há direitos de propriedade claramente definidos sobre os recursos naturais escassos. Não há propriedade privada sobre aterros sanitários e não há livre mercado para a reciclagem de lixo. Adicionalmente, como mostra o exemplo de Block, se realmente nos importamos com as gerações futuras, se dermos a ela exatamente a mesma importância que damos a nós mesmos e, consequentemente, se estamos dispostos a nos sacrificar por ela — pois, afinal, damos a ela o mesmo valor que damos a nós mesmos —, então o inevitável fato de que o sol irá morrer um dia significa que, em vez de estarmos hoje preocupados com a reciclagem de lixo, deveríamos, isto sim, estar preocupados em construir colônias planetárias, exatamente como no seriado Battlestar Galáctica. Quem for contra isso, ou achar que se trata de um exagero, então tal pessoa realmente não está preocupada com as gerações futuras que presumivelmente irão habitar a terra daqui a vários bilhões de anos.

Recicladores e ambientalistas não são cidadãos melhores ou mais bem intencionados. São apenas mal informados. Quer salvar árvores e diminuir a poluição? Enfie seus papeis em uma grande sacola plástica e jogue-a fora.

Colaborou para este artigo Art Carden.

Roy Cordato é vice-presidente para pesquisas e acadêmico residente da John Locke Foundation. É também pesquisador adjunto do Mises Institute.

Tradução: Leandro Roque

Publicado no site do Instituto Ludwig Von Mises Brasil.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

GOVERNO FEDERAL E MONTADORAS: A MÃO QUE PROTEGE É A MÃO QUE INTERVÉM

Escrito por Magno Karl** e publicado no site www.ordemlivre.org

As montadoras de veículos instaladas no Brasil pediram uma forcinha ao governo federal, mas podem acabar tendo que engolir uma intervenção maior do que a requisitada.

Segundo matéria da Folha de São Paulo, a presidente Dilma Rousseff estuda a possibilidade de pedir às montadoras que abram as suas contas e suas margens de lucro:

O Executivo avalia que dá incentivos a um setor sem conhecer a real situação financeira das fabricantes.

Por isso, deseja “sair do escuro” e, eventualmente, cobrar reduções mais agressivas de preços, sobretudo, quando houver incentivos federais, como os anunciados na segunda.

Por lei, companhias de capital fechado, a maioria do setor, não são obrigadas a divulgar seus balancetes.

A intervenção governamental no mercado é certamente parte daquela categoria de coisas que sabemos como começam, mas jamais como vão terminar. As montadoras pediram para que o governo interferisse em seu favor; o convidaram a intervir em seus negócios, acreditando que jamais acabariam vítimas.

A movimentação do governo em direção ao controle dos lucros dos fabricantes de veículos está longe de ser surpresa: a mão que protege é a mesma que intervém. O controle governamental sobre os preços de uma empresa privada é uma aberração. Nenhuma empresa deve ser obrigada a divulgar os seus lucros e nenhuma, entre as de capital fechado, deve abrir o seu balancete.

Mas o caso das montadoras em solo nacional guarda uma particularidade. Depois de ser convidado tantas vezes a ajudá-las, o governo brasileiro parece não mais as ver como companhias privadas. Ele se vê como um dos seus sócios.

Governo é força — e o governo brasileiro é intervencionista. Disso, as montadoras estrangeiras já sabiam. Agora, deve chegar a vez das montadoras nacionais. E elas não podem dizer que não sabiam de nada…
______________
* A matéria completa está disponível aqui (para assinantes da Folha)
**Magno Karl, cientista social pela UFRJ, é tradutor e gerente de operações do Ordem Livre.

Tags: ajuda governamental, intervenção estatal, intervenção econômica, abertura das contas privadas, governo do PT

Explodem a violência retórica e o ódio dos nazistoides nas redes sociais e na esgotosfera. O JEG abre suas páginas para o vale-tudo contra a imprensa livre, o Judiciário independente e a civilidade. No comando da SA, Lula!

Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Nunca, como agora, nem nos momentos mais tensos da mensalão, a rede suja apelou tanto à violência retórica, ao baixo calão, às ameaças. Que fiquem sozinhos na baixaria. Essa é a linguagem deles. Nós respondemos e responderemos com a verdade, com a reflexão, com a ponderação. Estão desesperados. Leiam o que segue abaixo e dividam com os amigos.
*
Não, leitores! Em seis anos de blog, a se completarem no dia 24 do mês que vem, nunca vi nada parecido. Quando o escândalo do mensalão veio à luz, em 2005, eu estava ainda no site e na revista Primeira Leitura. Havia, sim, as tropas de defesa do petismo na Internet, mas os governos do partido e as estatais ainda não financiavam de modo tão ostensivo e obsceno o JEG (Jornalismo da Esgotosfera Governista, a caminho de ser JEL — Jornalismo da Esgotosfera Lulista) ou a BESTA (Blogosfera Estatal).

Aqui e ali, havia simpatias compradas, mas não se tratava de um sistema, de uma, não há outra expressão, quadrilha formada para atender a interesses partidários. Franklin Martins se encarregou de criar essa rede, que não tem nenhum receio de avançar Código Penal adentro. Seus próceres apostam na lentidão da Justiça e no saco sem fundo do dinheiro público para arcar com eventuais indenizações judiciais. Nunca se viu nada parecido. A virulência, a agressão gratuita, o deboche rombudo, a ignorância ignominiosa, a estupidez de aluguel, tudo, em suma, que pode compor as páginas mais asquerosas da rede está posto hoje a serviço de Luiz Inácio Lula da Silva e da banda do partido que está sob seu domínio.

Assim como Lula perdeu a noção do limite ao encaminhar uma conversa com um ministro do Supremo Tribunal Federal que pode ser caracterizada, sem sombra de dúvidas, como chantagem, seus bate-paus na rede perderam a noção da própria violência que andam a estimular. Abrem suas páginas para o xingamento, para o baixo calão, para as manifestações mais odiosas de preconceito, para a difamação, para a calúnia, para a injúria. Pior: tentam elevar o festival de baixaria à categoria de exercício da liberdade de expressão. Quem não sabe a diferença entre o direito à opinião e a ofensa não sabe a diferente entre o argumento e o xingamento.

Mas me ponho aqui a pensar: o que representa Lula, tomado numa mirada histórica, senão o triunfo da mentira sobre a verdade, do falso sobre o autêntico, da mistificação sobre os fatos? Foi assim que ele submeteu a uma nefasta reescritura a biografia de homens honrados, sujando-a com o seu verbo fácil, e lavou a reputação de notáveis larápios. Bastava, para tanto, que estes se ajoelhassem a seus pés e o declarassem “o líder”. Desde que o fizessem, o Apedeuta permitia que mantivessem intacto o seu reinado, por mais desonrado e desonroso que fosse. Este senhor mandou intervir no PT no Maranhão para que o partido fizesse a aliança com Roseana Sarney e seu pai, José Sarney, presidente do Senado. Poucos anos antes, ele havia satanizado a dupla em cima de um palanque. Mas eles se ajoelharam e rezaram.

Eis Lula! A política, para ele, existe como exercício de guerra. Se o primado de uma sociedade aberta, democrática, liberal, é a tolerância com a divergência, é a aceitação tácita de que “o outro” — a oposição — é que legitima a democracia, já que situação existe também nas ditaduras, o líder petista entende ser esta uma etapa anterior à chegada do PT ao poder. Com a vitória nas urnas, o partido teria ganhado também o direito de solapar as bases que garantiram a sua própria ascensão. Ora, provou isso ao longo de seus oito anos de mandato. Não lhe bastou, como vimos, exaltar as próprias glórias, magnificar as próprias conquistas, glorificar a própria gestão. Seu grande prazer estava em espezinhar, amesquinhar e satanizar a obra do antecessor, de que herdou, como é sabido — e isso não é mera questão de opinião — régua e compasso.

Descumprindo mais uma de suas promessas, Lula, por óbvio, não “desencarnou” do papel de presidente, conforme disse que faria. Por mais que Dilma Rousseff lhe jure fidelidade — e haverá a chance de se ver isso mais uma vez nesta quarta—, o fato é, já escrevi aqui, que é ele hoje o único risco de instabilidade política que ela enfrenta. A presidente que aí está não chega a representar, vamos dizer, um período termidoriano, depois do suposto jacobinismo lulista — até porque ele foi tudo, menos um radical, como sabem os bancos —, mas parece evidente que ela estava disposta a falar, no poder, uma linguagem mais tolerante do que ele, ainda que, e isto é um despropósito, ela mantenha inalterada a máquina suja do subjornalismo financiado. É bem verdade que, hoje, essa gente asquerosa está mais a serviço de Lula e do PT do que propriamente do governo. Há até alguns financiados que se aventuram a fazer uma crítica ou outra ao governo federal —sempre coisa leve, quase periférica.

Mas chegou a haver, num dado momento, a suspeita de que o país pudesse funcionar como uma democracia regular, em que a política é o exercício da divergência informada, não da destruição do outro. Não, senhores! Isso não serve a Lula! Se é assim, então ele não gosta de brincar. Sua carreira é toda forjada segundo outra lógica. Das esquerdas tradicionais, herdou a mística vigarista da luta de classes. Por intermédio da adesão a essa farsa, entende-se que a disputa pública é um contínuo acúmulo de forças para derrotar o inimigo. Ocorre que esse fundamento é, no petismo, a farsa da farsa — já que ninguém conseguiria operar esse confronto de braços dados com alguns potentados da economia, não é? Da política à moda latino-americana, herdou a vocação do caudilho, que não aceita que a liderança política — vejam os EUA, por exemplo — tem um tempo de duração, não é propriedade privada do líder. Do sindicalismo, herdou os métodos e um, como posso dizer?, realismo cru que é, na prática, brutalidade, vale-tudo, porrada se preciso.

Assim se formou a têmpera do condutor, que não reconhece limites. Nos oito anos em que esteve à frente do poder e nos nove e poucos de governo petista, seu trabalho contínuo, cotidiano, incansável, tem sido tentar desmoralizar as instituições, rebaixá-las, submetê-las à sua vontade. Uma leitura rápida de sua trajetória vai encontrá-lo em rota de confronto com o próprio STF (esta não é a primeira vez), com o TCU, com o Ministério Público, com a Lei de Licitações e, evidentemente, com a imprensa — IMPRENSA ESTA QUE, VAI TUDO EM MAIÚSCULAS, TEVE COM ELE UM COMPORTAMENTO CORDATO QUE NÃO DISPENSOU A NENHUM OUTRO PRESIDENTE, INCLUINDO O ÚLTIMO DO CICLO MILITAR, JOÃO FIGUEIREDO, QUE JÁ APANHOU BASTANTE. Não foram raros os momentos em que foi tratado com mais mesuras do que aquelas que Mino Carta dispensava aos generais. Nunca foi o bastante porque nunca ninguém conseguirá ter de Lula uma impressão tão boa quanto a que ele tem de si mesmo. No mundo de Lula, ninguém conseguirá puxar o saco de Lula tão bem quanto o próprio Lula.

Os nazistoides
Aquela súcia patrocinada, criada para defender o seu governo e para atacar as instituições, continua, ainda hoje, a seu serviço e a serviço do partido. Como o Babalorixá de Banânia, em muitos aspectos, nunca se viu tão exposto quanto agora, assiste-se, então, a isso que chamo “explosão de violência”. Mandam-me comentários espantosos publicados na esgotosfera, que incentivam a agressão física de adversários. As tropas da SA consideram uma ofensa de caráter quase religioso as críticas a seu Führer. Então gritam na rede: “Pega, mata, esfola, aniquila, ataca!”. E a tudo isso, a exemplo do que se fazia na Alemanha da década de 30, chamam exercício da “democracia”.

Desta vez, Lula encontrou uma parada dura pela frente. Ele sabe muito bem o que fez. Os ministros que foram alvos de seu assédio — incluindo o corajoso Gilmar Mendes — também. Notem a barbaridade a que se assistiu nesta terça-feira: NINGUÉM MENOS DO QUE UM MINISTRO DO SUPREMO TEVE DE VIR A PÚBLICO, COM RESERVAS AÉREAS NAS MÃOS, PARA PROVAR QUE ERA INOCENTE. Eu escrevo de novo, agora em negrito: um dos 11 brasileiros que integram o tribunal constitucional do país, guardião da máxima de que, nas democracias, é preciso provar culpa, não inocência, viu-se na contingência, para cessar a rede de maledicências e canalhices, de provar que não era culpado. E por quê? Porque a ameaça velada que lhe foi feita pelo próprio Lula prosperou naquela teia financiada por estatais. Pior: até o jornalismo sério, responsável, se deixou contaminar.

Lula comanda uma escória dedicada hoje a tentar livrar a cara de mensaleiros, a atacar a imprensa independente e a manchar a reputação de pessoas honradas que não se vergam à vontade do partido. Por quê? Porque o Apedeuta, curtido na vigarice da luta de classes vivida como farsa, no caudilhismo cucaracha e no autoritarismo sindical, entende a política como arte da dominação do outro — ou de sua destruição. E saibam os senhores: vagabundos para fazer o trabalho sujo na rede não são exclusividade do Brasil, não! Há congêneres seus hoje na Argentina, na Venezuela, no Equador, na Bolívia… Todos, invariavelmente, sustentados com dinheiro público.

Caminhando para a conclusão
Ninguém deve reagir na mesma moeda. Quanto mais eles megulharem na abjeção e na linguagem de esgoto, mais estarão indo ao encontro da própria natureza e dizendo quem são e que mundo querem. Isso também é expressão de desespero. Ao afirmar isso, não estou querendo dizer que o PT esteja prestes a perder o poder ou algo do gênero. Salvo uma deterioração grave da economia e numa velocidade que me parece improvável, Dilma pode realizar um feito que Lula nunca realizou (para seu ódio infindo): reeleger-se no primeiro turno. O ponto é outro. Essa sujeira toda, de que Lula desponta como o chefe, é expressão de uma batalha pelo poder que está hoje no seio do próprio PT. Dirceu precisa ser inocentado para tentar tomar as rédeas do partido e, assim, buscar dividir o poder com Dilma, mesmo sem ser eleito por ninguém, e continuar a assombrar a democracia.

Reitero: não rebatam a sujeira com a sujeira. As vocações estão se revelando como nunca. O desespero deles está no fato de que, fazendo o que fazem, terão os leitores que têm. Dedicam-se a provocações ridículas porque gostariam de convencer os leitores que jamais terão: vocês!
Texto publicado originalmente às 5h02

Tags: Lula, Mensalão, chantagem, STF, ameaça à liberdade

NOVO CÓDIGO PENAL: DESCRIMINAÇÃO DAS DROGAS, HOMOFOBIA, PERSEGUIÇÃO ANTICRISTÃ

Novo Código Penal: uso de drogas não será crime
Escrito por Julio Severo e publicado no blog Cavaleiro do Templo
A comissão de juristas que está tratando da reforma do Código Penal no Senado aprovou nesta segunda-feira (28) texto que descriminaliza o uso, compra, porte ou depósito de qualquer droga para consumo próprio.

A recomendação, aprovada pelos juristas, não teve como origem um grupo de drogados de esquina. A autora é a defensora pública Juliana Belloque, que afirmou que se baseou na tendência mundial de descriminalização do uso de drogas.

Ela explicou que há uma diferença entre usuário e traficante de drogas. Com essa explicação, a comissão aprovou a diminuição da pena máxima para o preso por tráfico.

Se a reza dos viciados do Brasil era “Dá-nos hoje a droga de cada dia”, a resposta do chifrudo vermelho veio através de sua assessoria jurídica.

“Eu e minha assessoria jurídica estamos preparando uma surpresa legal para o Brasil!”

Aliás, mais rezadores estão aproveitando a boa vontade infernal tal assessoria. Os supremacistas gays querem a “sodomia de cada dia”, os índios assassinos de bebês e crianças querem o “sacrifício de inocentes de cada dia”, os matadores de velhinhos e doentes estão rezando pela eutanásia, os médicos empresários estão rezando pelo “lucro de cada dia” que se fará com a culminação da legalização do aborto total mediante a brecha do aborto anencefálico e os homonazistas estão rezando “pelo cristão de cada dia a ser jogado na arena dos leões” com suas leis anti-“homofobia”. E a fila deverá trazer outros rezadores também.

Semana passada, a mesma comissão de juristas aprovou o aborto por anencefalia (que é a cabeça de praia para outros abortos) e a criminalização da “homofobia”. O infanticídio e outras aberrações éticas já estão no cardápio dos adeptos da “cultura da morte”.

São temas que, em passado recente, seriam normalmente aprovados por viciados alucinados e enlouquecidos. O Tribunal de Nurembergue teria condenado tais criaturas à forca. Mas mentes jurídicas modernas fizeram tal aprovação.

Se fizeram seus estudos universitários do jeito que já vi muitos jovens brasileiros fazendo — sob a inspiração de depravações e “fumanças legais” —, então os resultados dessa comissão estão explicados. É impossível esperar princípios éticos de quem estudou sob tais inspirações.

As fortalezas da ética — as igrejas e grupos de cristãos que adoram Jesus Cristo — que estão mobilizadas contra o aborto legal, o supremacismo gay, as drogas e o infanticídio de crianças como mera cultura indígena precisam estar alerta para a nova frente de batalha contra a vida e a família.

Mentes jurídicas, que estão se comportando como fumadores de esquina, estão dispostas a traficar para o Código Penal a própria cultura da morte sob pretextos progressistas e até de “direitos humanos” — palavra-mágica que permite a realização social dos desejos das profundezas mais escuras do chifrudo e sua assessoria jurídica.

Se não reagirmos agora, seremos governados por leis que exigirão da sociedade brasileira o respeito ao aborto, à sodomia, às drogas e ao infanticídio indígena, trazendo como consequência o desrespeito à ética e aos valores familiares e cristãos. No final, o Brasil estará se prostrando diante do chifrudo e sua sede de sacrifícios.

Como sugere o Salmo 125:3, quando as leis dos maus governam uma sociedade, até as pessoas boas começam a cometer maldades.

Se não houver oposição firme das fortalezas da ética, seremos governados por leis que nos levarão ao mal e à destruição.

A boa notícia é que o Congresso Nacional ainda não aprovou o novo Código Penal. Quem o aprovou foram apenas os juristas com cabeça de fumadores de esquina.

A notícia não tão boa é que o povo ainda não se mobilizou contra as novas leis que estão pretendo nos enfiar goela abaixo.

É hora de nos mobilizarmos contra essas drogas de leis, antes que seja tarde demais.
O que fazer?

Telefone ou escreva agora mesmo ao senador e deputado federal do seu estado. Para encontrar informações sobre o senador do seu estado, vá a este site: www.senado.gov.br

Para encontrar informações sobre o deputado federal do seu estado, vá a este site:www.camara.gov.br

Além disso, telefone e pressione imediatamente a Frente Parlamentar Evangélica para agir: (61) 3215-5315.

Fonte: www.juliosevero.com

Comissão do Senado aprova criminalização da “homofobia” no novo Código Penal

Pais não estão conscientes dos problemas de drogas de seus filhos

Médico cristão é demitido de conselho consultivo de drogas devido a preocupações envolvendo a homossexualidade

terça-feira, 29 de maio de 2012

PROMESSA CUMPRIDA. Ou: Nenhuma comissão investigadora com alguma idoneidade pode prometer, antecipadamente, "a verdade"

Promessa cumprida
Escrito por Olavo de Carvalho e publicado no site www.midiasemmascara.org
Quem já não conhece, para além de toda dúvida razoável, o enredo, os heróis, os vilões e a moral da história no script da novela que os sete membros da Comissão terão dois anos para redigir?

Nenhuma comissão investigadora com alguma idoneidade pode prometer, antecipadamente, "a verdade".

Amigos e leitores perguntam o que penso da "Comissão da Verdade". Nem há muito o que pensar. Ao entregar à admiração pública essa criatura dos seus sonhos, a presidenta Dilma Rousseff prometeu "transparência", e confesso raramente ter visto coisa tão transparente, tão aberta à inspeção de seus mais íntimos segredos.

Tão cândido é o despudor com que ela se apresenta que vai até um pouco além da obscenidade. A mais exaurida das imagens diria que desde a roupa nova do rei não se via nada igual. Mas, comparadas a este espetáculo, as vestes inexistentes de Sua Majestade têm a impenetrabilidade de uma burca. De um só lance, o sistema que nos governa rasga as vestes e, lançando às urtigas até o manto diáfano da fantasia, exibe ao mundo suas banhas, suas partes pudendas e suas entranhas com o devido conteúdo excrementício.

O nome da porcaria já diz tudo. Nenhuma comissão investigadora com alguma idoneidade e honradez pode prometer, antecipadamente, "a verdade". No máximo, uma busca criteriosa, o respeito aos fatos e documentos e um esforço sincero de interpretá-los com isenção.

Se antes mesmo de constituir-se a coisa já ostentava o rótulo de "a verdade", é porque seus membros não esperam encontrar pelo caminho aquelas incertezas, aquelas ambiguidades que são inerentes tanto ao processo histórico quanto, mais ainda, à sua investigação. Se têm tanta certeza de que o resultado de seus trabalhos será "a verdade", é porque sentem que de algum modo já a possuem, que nada mais têm a fazer do que reforçar com novos pretextos aquilo que já sabem, acreditam saber ou desejariam fazer-nos crer.

E quem, ó raios, ignora que verdade é essa? Quem já não conhece, para além de toda dúvida razoável, o enredo, os heróis, os vilões e a moral da história no script da novela que os sete membros da Comissão terão dois anos para redigir? Quem não sabe que o produto final da sua criatividade literária será apenas o remake, retocado num ou noutro detalhe, de um espetáculo já mil vezes encenado na TV, nas páginas dos jornais e revistas, em livros e teses universitárias, em manuais escolares e em discursos no Parlamento?

Se é certo que quem domina o passado domina o futuro, qualquer observador atento poderia prever, já nos anos 60, a conquista do poder pela esquerda revolucionária e a instauração de um sistema hegemônico que eliminaria de uma vez por todas a mera possibilidade de uma oposição "direitista" ou "conservadora".

Sim, desde aquela época, quando os generais acreditavam mandar no País porque controlavam a burocracia estatal, a esquerda, dominando a mídia, o movimento editorial e as universidades, já tinha o monopólio da narrativa histórica e, portanto, o controle virtual do curso dos acontecimentos.

Os militares, que em matéria de guerra cultural eram menos que amadores, nada perceberam. Imaginaram que a derrota das guerrilhas havia aleijado a esquerda para sempre, quando já então uma breve leitura dos Cadernos do Cárcere de Gramsci teria bastado para mostrar que as guerrilhas nunca tinham sido nada mais que um boi de piranha, jogado às águas para facilitar a passagem da boiada gramsciana, conduzida pelo velho Partidão, no qual os luminares dos serviços de "inteligência" militares só enxergavam um adversário inofensivo, cansado de guerra, ansioso de paz e democracia, quase um amigo, enfim.

A história que a "Comissão da Verdade" vai publicar daqui a dois anos está pronta desde a década de 60.

O simples fato de que os comissionados se comprometam a excluir do seu campo de investigações os crimes cometidos pelos terroristas já determina que, no essencial, nada na narrativa consagrada será alterado, exceto para reforçar algum ponto em que a maldade da direita e a santidade da esquerda não tenham sido realçadas com a devida ênfase.

Com toda a evidência, não é possível a reconstituição histórica de delitos cometidos por uma tropa em combate sem perguntar quem ela combatia, por que combatia e quais critérios de moralidade, iguais para ambos os lados, eram vigentes na ocasião dos combates. O prof. Paulo Sérgio Pinheiro não entende essa obviedade, mas quando foi que ele entendeu alguma coisa?

Os membros da Comissão enfatizam que os trabalhos da entidade "não terão caráter jurisdicional nem persecutório", que visarão apenas a reconstituir a "verdade histórica". Mas quem não enxerga que essa presunção já nasce desmascarada pelo fato de que, entre os incumbidos da missão historiográfica, não há um único historiador, nem unzinho: só juízes, advogados e – sem outra razão plausível fora a homenagem de praxe ao charme e à beleza da mulher brasileira – uma psicanalista.

Já imaginaram um tribunal penal ou cível sem um único juiz, mas tão somente professores de História e um ginecologista? Juristas não têm treinamento profissional para a averiguação histórica de fatos, só para a sua posterior catalogação e avaliação legal. E é precisamente disso que se trata. Não é preciso pensar nem por um minuto para enxergar que a finalidade da coisa não é a verdade histórica, mas o julgamento, a condenação moral e publicitária, a humilhação dos acusados, preparando o terreno para um festival de punições sob o título cínico de "reconciliação".

Tudo isso é óbvio, transparente à primeira vista. A promessa da presidenta, portanto, já está cumprida. Apenas, S. Ex.ª se esqueceu de avisar, ou de perceber, que o objeto visível por trás da transparência não é a verdade do passado, mas a do presente: não o que sucedeu entre militares e guerrilheiros nos anos 60-70, mas o que se passa nas cabeças daqueles que hoje têm o poder de julgar e condenar.

Publicado no Diário do Comércio.

Tags: governo do PT | Dilma Rousseff | terrorismo | ditadura | história | socialismo | comunismo | movimento revolucionário | Brasil | direito

Autoritários do Brasil, vocês perderam! Se Lula insistir em violar a Constituição, tem de fazer a sua pregação na cadeia! Ou: Queremos os mensaleiros algemados! Ou: CHEGA, LULA!!!

Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Duas expressões do território do sagrado se confrontaram nesta segunda-feira nas redes sociais: a falsa e a verdadeira. De um lado, Luiz Inácio Lula da Silva, o falso sagrado; de outro, a Constituição da República Federativa do Brasil, o verdadeiro. De um lado, a mistificação, a empulhação político-ideológica, a mesquinharia travestida de força popular; de outro, os fundamentos do estado de direito, da democracia e da liberdade.

De um lado, o vale-tudo que está na raiz das ditaduras, da violência institucional, do mandonismo; de outro, as instituições. De um lado, a lógica dos privilégios, da inimputabilidade, da impunidade; de outro, o triunfo da igualdade perante a lei, que faz de Lula um homem como outro qualquer.

E EU LHES DIGO: DESTA FEITA, E NÃO TEM SIDO ASSIM TÃO USUAL, O BEM TRIUNFOU SOBRE O MAL; a legalidade rechaçou o arbítrio; a democracia repudiou a vocação tirana.

Nas redes sociais, os porta-vozes das trevas gritavam: “Não toquem em Lula, ou haverá rebelião popular!”. E uma autêntica rede da legalidade tecia a sua teia para gritar em uníssono: “Demos a Lula, segundo os limites da lei, o direito de governar o país por oito anos, mas não lhe entregamos a nossa honra, a nossa dignidade, a nossa liberdade!”. De um lado, em suma, um passado que não quer passar vociferava: “Ele é intocável!”. Do outro, com voz ainda mais potente, ouvia-se a resposta: “Intocável é a Constituição da República Federativa do Brasil”!.

E a luz se impôs sobre as trevas.

Eles bem que tentaram. Os falsos perfis e os robôs atuaram com força inédita nas redes sociais, buscando dar o tom do debate, “trollando” os que ousavam manifestar uma voz divergente, molestando os adversários, atacando-os com a brutalidade oficialista, cavalgando as mentiras de sempre, esgrimindo as generalizações mais grosseiras, ressuscitando os preconceitos mais rombudos. Mas nada conseguia disfarçar o real propósito de sua ação. Ali estava uma súcia encarregada de defender bandidos, de amparar malandros, de endossar larápios, de apoiar ladrões de dinheiro público e ladrões da institucionalidade.

Lula tentou roubar do Brasil e dos brasileiros aquilo que não o faz especialmente rico, mas que nos deixa pobres como nação, como país, como povo: o império da lei. Lula tem tentando reescrever o passado à custa do futuro. A constatação indeclinável e a verdade inescapável é que um país que deixe impunes os mensaleiros estará assinando um compromisso com a fraude, com a mentira, com a empulhação, com a roubalheira. Um país que — desta feita sim, com a devida condenação legal — não meta algemas nos pulsos desses malandros estará condenando a si mesmo ao atraso, ao vexame, à ignomínia.

Há muito Lula ultrapassou o limite do aceitável, com seus discursos bucéfalos, com suas escandalosas falsificações da história; com sua vocação para mentir sobre o próprio passado e o passado do país; com sua disposição para empenhar o futuro em nome de arranjos presentes; com sua disposição para acomodar interesses subalternos; com sua inclinação para lavar a reputação, por mais suja que fosse, de quantos lhe prestassem vassalagem e sujar a biografia, por mais limpa que se mostrasse, de qualquer um que ousasse enfrentá-lo. Há muito Lula escandaliza o bom senso com sua incrível capacidade de amordaçar o debate, reduzindo-o a um mero arranca-rabo de classes — já que “luta de classes” é debate para gente com mais preparo intelectual do que ele, ainda que equivocada —, enquanto, que espanto!, se beneficia dos privilégios que ele e os seus concederam e concedem a alguns eleitos da República. Não por acaso, em 2011, num ano não eleitoral, empresas doaram a seu partido mais de R$ 50 milhões! Essa é a República de Lula, que faz da concessão desses privilégios um ato de resistência ideológica.

Dada a condescendência com que sempre foi tratado, pouco importava a besteira que dissesse ou fizesse, Lula foi criando balda. Com o tempo, até ele próprio acreditou que, de fato, era o Lula criado pela máquina de propaganda e endeusado pela súcia de “funcionários” do partido. Com o tempo, ele passou realmente a acreditar que era aquela figura mágica que recebe títulos de doutor honoris causa às baciadas. Com o tempo, imaginou que o Brasil inteiro cabia naquela sala de professores e reitores áulicos, que se dispunham a lhe entregar tudo, muito especialmente a honra. E partiu, então, para o gesto tresloucado: chantagear um ministro do Supremo Tribunal Federal, depois de ter molestado, ainda que com sua famosa e falsa candura, alguns outros.

Desta feita, no entanto, deu tudo errado. Um valor mais alto se alevantou. O verdadeiro se impôs sobre o falso. Acabou a era do bezerro de ouro. Ou Lula se submete à Constituição ou diz na cadeia por que não. Este país, como estado, adora um único Deus: a Constituição!

Chega, Lula!
Chega de Lula!
Lula já era e não quer que o Brasil seja!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

SOMOS SÍSIFOS. Ou: Trabalhamos, trabalhamos e transportamos pedras até o alto do morro e as vemos sendo rolada morro abaixo pelos governos, principalmente dos socialistas

Somos Sísifos? Postado no blog Cavaleiro do Templo. Por: Redação Midia@Mais

Conta o mito que Sísifo, rei de Corinto, ao desafiar os deuses e enganar a morte por duas vezes (na primeira vez, acorrentou Tânathos; na segunda, conseguiu tapear o próprio Hades), foi condenado ao terrível trabalho de levar uma imensa pedra até o alto de uma montanha.

Isso já não seria agradável se não fosse por um detalhe a mais: ao chegar ao cume, a pedra rolaria novamente até o sopé. Ou seja, era a condenação ao esforço inútil para todo o sempre.

Passados tantos séculos em relação às fontes literárias gregas, associou-se o Mito de Sísifo à questão da alienação do trabalho da teoria marxista. Ou seja, o elevar contínuo da pedra seria como o esforço dos trabalhadores condenados ao eterno ofício de serem explorados. O homem, trabalhando na linha de produção, ao vender sua força produtiva descaracterizaria a importância do trabalho em transformar a si mesmo e ao meio. Ele perderia a noção de começo, meio e fim do objeto que fabrica. Perderia a noção da importância do trabalho. Perderia a consciência de si enquanto homem que trabalha.

Sísifo era um herói trágico justamente por ter consciência de seu castigo. Ele mantinha certo desprezo tanto pelos deuses, quanto pelo seu próprio destino mortal. E isso o levou à pena.

Essa apropriação do mito para explicar a dureza do trabalhador é, portanto, inadequada.

No entanto, Albert Camus, em seu livro O Mito de Sísifo, vai tratar do absurdo da existência e comenta logo nas primeiras páginas que “Cultivamos o hábito de viver antes de adquirir o hábito de pensar”. Por esse aspecto, o mito nos fala hoje como arquétipo de muitas questões que são pouco discutidas.

Analisemos o Brasil hoje. Diferente de Sísifo, o brasileiro não é, em absoluto, um heroi trágico. Há, no máximo, redutos de Sísifos desafiadores, conscientes da condenação ao peso mortal do trabalho de sustentar um Olimpo burocrático e manipulador chamado de Estado. Trabalha-se para os outros roubarem com maestria e explicitamente.

Sim. A pedra ascendente é comparável ao trabalho que todos executamos. Vê-la rolar, descer atrás da rocha para novamente subi-la até o cume, equivale aos tantos impostos que nos amarram à burocracia estatal brasileira. Consequentemente, nos amarram à corrupção desmedida, absurda, vergonhosa e explícita que se tornou sinônimo do poder público.

Por causa disso, o trabalho torna-se um fim em si mesmo, feito apenas para manter o Estado. Um Estado POPULISTA, ineficiente e corrupto. Seja qual for a sua ocupação, você está condenado a alimentar o Estado. Que vil ironia para aqueles (esquerdistas) que se consideram herdeiros do “pensamento sacro” de Marx. E eles que sempre criticaram a Aranha Capital! Essa é a perfeita ironia trágica mesmo! Afinal, sempre se analisou o capitalismo como um sistema em que as liberdades não são liberdades verdadeiras, em que a democracia é uma invenção burguesa e que somos todos aprisionados no fetichismo da mercadoria, na exploratória mais-valia e na ambição sem fim dos capitalistas.

Por causa disso, nos damos conta de que não somos todos Sísifos. Não. A consciência está por demais dormente para que se possa chorar a pedra que rola. Pelo contrário. A militância intelectualizada justifica e promete aos que habitam um reino inferior (o reino de Hades) o próprio jardim do Éden. Usa de argumentos sofísticos para buscar apoio maciço para seus absurdos. E consegue.

Por esse aspecto, nossa situação é ainda mais trágica que a de Sísifo. Somos poucos a perceber que, após a euforia de uma copa, a subida será mais íngreme e a descida mais aterradora. Somos poucos a reconhecer o vexame da educação, a falta de estrutura e o avanço da ignorância. Ao fim de um governo federal como o nosso, a pedra será ainda mais pesada e há de se perguntar quanto tempo mais aguentaremos o esforço.

Não há oposição organizada. Os que tentam discordar são exilados do reconhecimento acadêmico. Que produção científica podemos ter na área de humanidades se há uma ditadura intelectual?

São bem poucos os que têm coragem de escrever que o assistencialismo do Bolsa-Família, a reforma ortográfica, o politicamente correto nem sempre são expressões da democracia ou da bondade do governo. É preciso parar de adjetivar a realidade hoje como sinônimo de uma chegada à terra prometida, como se Lula fosse o próprio condutor do povo sofrido que, até a tomada do poder pelo PT, era escravizado pela direita branca e egoísta. Essa visão simplista e ideológica tem que ser combatida! Mas nem questionada é!

No mito, Sísifo não morre, pois já habita o submundo. Isso faz pensar que estamos todos meio mortos. O esforço será eterno e a recompensa jamais virá. Ela não existe. Enquanto isso, o Olimpo Estatal resplandece em toda a sua riqueza oriunda do suor de tantos Sísifos.

É preciso que, para libertar cada Sísifo que carrega a pedra dos impostos, surja bem mais que uma Consciência. Consciências são mudas, silenciosas e muitas vezes covardes. Seria necessária uma união civil. Uma união daqueles que discordam do governo e reconhecem que a mesma força que carrega a pedra, pode também destruí-la.

O desafio mora aí. Quem tem coragem de assumir os riscos de nadar contra a maré? Quem poderia liderar uma revolta contra os deuses da Academia, da Imprensa, do Estado?

Heráclito de Éfeso dizia que o pensar é comum a todos. Que a pedra que nos esmaga não impeça que essa frase possa ser realidade.

domingo, 27 de maio de 2012

DESCONFIE DO DEPOIMENTO DA XUXA NO FANTÁSTICO. ELA NÃO É BOM EXEMPLO DE FAMÍLIA. MARTA SUPLICY APÓIA. É CLARO!

Vídeo: Xuxa e Marta Suplicy
Escrito por Nivaldo Cordeiro e publicado no site www.midiasemmascara.org

As declarações da Xuxa ao Fantástico e, depois, o reprise no Jornal Nacional, da Rede Globo, foi um momento deprimente da mídia brasileira. O objetivo é o Ibope, ou seja, o faturamento, e Xuxa ganhou muito dinheiro relatando suas próprias misérias pessoais. Foi além, porque suas declarações são políticas no mais alto grau, pois alinhou-se com a agenda do marxismo cultural, cuja meta é a destruição da família tradicional. Xuxa tem feito comércio de sexo desde que se fez adulta, ao estampar capas de revistas pornográficas, ao estrelar filmes pornográficos e ao fazer um programa infantil que, por décadas, erotizou as crianças. Xuxa tem sido uma das grandes desencaminhadoras das crianças e agora foi adotada pela ícone maior do marxismo cultural entre nós, Marta Suplicy, que levou seu relato deprimente, sob elogios, às páginas da Folha de São Paulo.



Tags: Xuxa, Xuxa pelada, Fantástico, mau exemplo, família, marxismo cultural

QUE FIQUE CLARO! AVANÇO DE LULA SOBRE O STF É AINDA MAIS GRAVE DO QUE ESCÂNDALO DO MENSALÃO. É A MAIS GRAVE AGRESSÃO AO ESTADO DE DIREITO DESDE A REDEMOCRATIZAÇÃO. O DICIONÁRIO REGISTRA O QUE LULA TENTOU PRATICAR: “CHANTAGEM”!!!

Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Caros, é preciso dar à iniciativa de Lula, de tentar encabrestar o Supremo (ver post na home), a sua devida dimensão. Espalhem a verdade na rede. Um ex-presidente da República, chefe máximo do maior partido do país — que está no poder —, atuou e atua como chantagista da nossa corte suprema. Lula se coloca no papel de quem pode chantagear ministros do STF.

Nosferatu não quer largar o nosso pescoço e o do estado de direito! Chega, Nosferatu! Vá militar no Sindicato dos Vampiros Aposentados!

A reportagem que VEJA traz na edição desta semana expõe aquela que é a mais grave agressão sofrida pelo estado de direito desde a redemocratização do país — muito mais grave do que o mensalão!!! Alguns setores da própria imprensa resistem em dar ao caso a sua devida dimensão, preferindo emprestar relevo a desmentidos tão inverossímeis quanto ridículos, porque se acostumaram a ter no país um indivíduo inimputável, que se considera acima das leis, das instituições, do decoro, dos costumes, do razoável e do bom senso. Quanto ao dito “desmentido” de Nelson Jobim, acho que o post publicado pelo jornalista Jorge Moreno (ver abaixo) fala por si mesmo.

Não há por que dourar a pílula. O que Lula tentou fazer com Gilmar Mendes tem nome nos dicionários: “chantagem”. O Houaiss assim define a palavra, na sua primeira acepção:
“pressão exercida sobre alguém para obter dinheiro ou favores mediante ameaças de revelação de fatos criminosos ou escandalosos (verídicos ou não)”.
Atenção, minhas caras, meus caros, para a precisão do conceito: “verídicos ou não”!!! No “Grande Dicionário Sacconi da Língua Portuguesa”, aquele que já registra o verbete “petralha”, lemos:
“Pressão que se exerce sobre alguém mediante ameaça de provocar escândalo público, para obter dinheiro ou outro proveito; extorsão de dinheiro ou favores sob ameaça de revelações escandalosas”.
Atenção para a precisão do conceito: “mediante ameaça de provocar escândalo público”. A questão, pois, está em “provocar o escândalo”, pouco importando se com fatos “verídicos ou não”.

Aplausos para o ministro Gilmar Mendes, que não se acovardou! É bom lembrar que, pouco depois dessa conversa, seu nome circulou nos blogs sujos, financiados com dinheiro público, associado à suposição de que teria viajado à Alemanha com o patrocínio de Carlinhos Cachoeira. Não aconteceu, claro! Mendes tomou as devidas precauções: comunicou o fato a dois senadores, ao procurador-geral da República e ao Advogado Geral da União. Poderia mesmo, dada a natureza da conversa e seu roteiro, ter, no limite, dado voz de prisão a Lula. Imaginem o bafafá!

Não é segredo para ninguém
As ações de Lula nos bastidores não são segredo pra ninguém. TODOS — REITERO: TODOS!!! — OS JORNALISTAS DE POLÍTICA COM UM GRAU MÍNIMO DE INFORMAÇÃO PARA SE MANTER NA PROFISSÃO SABEM DISSO! E sabem porque Lula, além de notavelmente truculento na ação política — característica que passa mais ou menos despercebido por causa de estilo aparentemente companheiro e boa-praça —, é também um falastrão. Conta vantagens pelos cotovelos. Dias Toffoli, por exemplo, é um que deveria lhe dar um pito. O ex-presidente e seus estafetas têm a pretensão não só de assegurar que ele participará do julgamento como a de que conhecem o conteúdo do seu voto.

Lula perdeu a mão e a noção de limite. Não aceita que seu partido seja julgado pelas leis do país, assim como jamais aceitou os limites institucionais nos quais tinha de se mover. Considera que a legalidade existe para tolher seus movimentos e para impedir que faça o que tem de ser feito “nestepaiz”.

Sua ação para encabrestar ministros do Supremo é, se quiserem saber, mais nefasta do que o avanço do Regime Militar contra o Supremo. Aquele cassou ministros — ação que me parece, em muitos aspectos, menos deletéria do que chantageá-los. O mensalão foi uma tentativa de comprar o Poder Legislativo, de transformá-lo em mero caudatário do Executivo. A ação de agora busca anular o Judiciário — na prática, o Poder dos Poderes.

Obrigação do Supremo
O Supremo está obrigado, entendo, a se reunir para fazer uma declaração, ainda que simbólica, à nação: trata-se de uma corte independente, de homens livres, que não se submete nem à voz rouca das ruas nem à pressão de alguém que se coloca como o dono da democracia — e, pois, como o líder de uma tirania.

Chegou a hora de rechaçar os avanços deste senhor contra as instituições e lhe colocar um limite. A Venezuela não é aqui, senhor Luiz Inácio. E nunca será! De resto, é inescapável constatar: ainda que haja ministros que acreditem, sinceramente e por razões que considera técnicas, que os mensaleiros devem ser inocentados, não haverá brasileiro nestepaiz que não suspeitará de razões subalternas. Pior para o ministro? Pode até ser, mas, acima de tudo, pior para o país.

Lula se tornou um vampiro de instituições. É um passado que não quer passar. É o Nosferatu do estado de direito!
Texto publicado originalmente às 5h36

Tags: democracia, estado de direito, Lula, chantagem, Nosferatu

sábado, 26 de maio de 2012

ESCÂNDALO, ABSURDO E DEBOCHE: Lula sugere troca de favores a um ministro do STF e revela como tem pressionado outros membros da corte. Ex-presidente degrada as instituições

Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/
Caras e caros, o que vai abaixo é muito grave. Espalhem a informação na rede, debatam, organizem-se em defesa da democracia. O que se vai ler revela uma das mais graves agressões ao estado de direito desde a redemocratização do país.

Luiz Inácio Lula da Silva perdeu completamente a noção de limite, quesito em que nunca foi muito bom. VEJA publica hoje uma reportagem estarrecedora. O ex-presidente iniciou um trabalho direto de pressão contra os ministros do Supremo para livrar a cara dos mensaleiros. Ele nomeou seis dos atuais membros da corte — outros dois foram indicados por Dilma Rousseff. Sendo quem é, parece achar que os integrantes da corte suprema do país lhe devem obediência. Àqueles que estariam fora de sua alçada, tenta constranger com expedientes ainda menos republicanos. E foi o que fez com Gilmar Mendes. A reportagem de Rodrigo Rangel e Otavio Cabral na VEJA desta semana é espantosa!

Lula, acreditem, supondo que Mendes tivesse algo a temer na CPI do Cachoeira, fez algumas insinuações e ofereceu-lhe uma espécie de “proteção” desde que o ministro se comportasse direitinho. Expôs ainda a forma como está abordando os demais ministros. Leiam trecho. Volto em seguida.

(…)
Há um mês, o ministro Gilmar Mendes, do STF, foi convidado para uma conversa com Lula em Brasília. O encontro foi realizado no escritório de advocacia do ex-presidente do STF e ex-ministro da Justiça Nelson Jobim, amigo comum dos dois. Depois de algumas amenidades, Lula foi ao ponto que lhe interessava: “É inconveniente julgar esse processo agora”. O argumento do ex-presidente foi que seria mais correto esperar passar as eleições municipais de outubro deste ano e só depois julgar a ação que tanto preocupa o PT, partido que tem o objetivo declarado de conquistar 1.000 prefeituras nas urnas.

Para espíritos mais sensíveis, Lula já teria sido indecoroso simplesmente por sugerir a um ministro do STF o adiamento de julgamento do interesse de seu partido. Mas vá lá. Até aí, estaria tudo dentro do entendimento mais amplo do que seja uma ação republicana. Mas o ex-presidente cruzaria a fina linha que divide um encontro desse tipo entre uma conversa aceitável e um evidente constrangimento. Depois de afirmar que detém o controle político da CPI do Cachoeira, Lula magnanimamente, ofereceu proteção ao ministro Gilmar Mendes, dizendo que ele não teria motivo para preocupação com as investigações. O recado foi decodificado. Se Gilmar aceitasse ajudar os mensaleiros, ele seria blindado na CPI. (…) “Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula”, disse Gilmar Mendes a VEJA. O ministro defende a realização do julgamento neste semestre para evi¬tar a prescrição dos crimes.
(…)


Voltei
Interrompo para destacar uma informação importante. Na conversa, Lula insinuou que Mendes manteria relações não-repubicanas com o senador Demóstenes Torres. Quando ouviu do interlocutor um “vá em frente porque você não vai encontrar nada”, ficou surpreso. Segue a reportagem de VEJA. Retomo depois:

A certa altura da conversa com Mendes. Lula perguntou: “E a viagem a Berlim?”. Ele se referia a boatos de que o ministro e o senador Demóstenes Torres teriam viajado para a Alemanha à custa de Carlos Cachoeira e usado um avião cedido pelo contraventor. Em resposta, o ministro confirmou o encontro com o senador em Berlim, mas disse que pagou de seu bolso todas as suas despesas, tendo como comprovar a origem dos recursos. “Vou a Berlim como você vai a São Bernardo. Minha filha mora lá”, disse Gilmar, que, sentindo-se constrangido, desabafou com ex-presidente: “Vá fundo na CPI”. O ministro Gilmar relatou o encontro a dois senadores, ao procurador-geral da República e ao advogado-geral da União.

Retomando
Sabem o que é impressionante? A “bomba” que Lula supostamente teria contra Mendes começou a circular nos blogs sujos logo depois. O JEG — a jornalismo financiado pelas estatais — pôs para circular a informação falsa de que Mendes teria viajado às expensas de Cachoeira. Muitos jornalistas sabem que o ex-presidente está na origem de boatos que procuravam associar o ministro ao esquema Cachoeira. Ou por outra: Lula afirma ter o “controle político” da CPI e parece controlar, também, todas as calúnias e difamações que publicadas na esgotosfera. Sigamos.

Lula deixou claro que está investindo em outros ministros da corte. Revelou já ter conversado com Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão — só depende dele o início do julgamento — sobre a conveniência de deixar o processo para o ano que vem. Sobre José Antônio Dias Toffoli, foi peremptório e senhorial: “Eu disse ao Toffoli que ele tem de participar do julgamento”. Qual a dúvida? O agora ministro já foi advogado do PT e assessor de José Dirceu; sua namorada advoga para um dos acusados. A prudência e o bom senso indicam que se declare impedido. Lula pensa de modo diferente — e o faz como quem tem certeza do voto. Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo e um dos porta-vozes informais do chefão do PT, já disse algo mais sério: “Ele não tem o direito de não participar”.

A ministra Carmen Lúcia, na imaginação de Lula, ficaria por conta de Sepúlveda Pertence, ex-ministro do STF e atual presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República: “Vou falar com o Pertence para cuidar dela”. Com Joaquim Barbosa, o relator, Lula está bravo. Rotula o ministro de “complexado”. Ayres Britto, que vai presidir o julgamento se ele for realizado até novembro, estaria na conta do jurista Celso Antonio Bandeira de Mello, amigo de ambos, que ficaria encarregado de marcar a conversa. Leia mais um trecho da reportagem

(…)
Ayres Britto contou que o relato de Gilmar ajudou-o a entender uma abordagem que Lula lhe fizera uma semana antes, durante um almoço no Palácio da Alvorada, onde estiveram a convite da presidente Dilma Rousseff. Diz o ministro Ayres Britto: “O ex-presidente Lula me perguntou se eu tinha notícias do Bandeirinha e completou dizendo que, “qualquer dia desses, a gente toma um vinho”. Confesso que, depois que conversei com o Gilmar, acendeu a luz amarela, mas eu mesmo tratei de apagá-la”. Ouvido por VEJA, Jobim confirmou o encontro de Lula e Gilmar em seu escritório em Brasília, mas, como bom político, disse que as partes da conversa que presenciou “foram em tom amigável”. VEJA tentou entrevistar Lula a respeito do episódio. Sem sucesso, enviou a seguinte mensagem aos assessores: “Estamos fechando uma matéria sobre o julgamento do mensalão para a edição desta semana. Gostaríamos de saber a versão do ex-presidente Lula sobre o encontro ocorrido em 26 de abril, no escritório do ex-ministro Nelson Jobim, com a presença do anfitrião e do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, no qual Lula fez gestões com Mendes sobre o julgamento do mensalão”. Obteve a seguinte frase como resposta: “Quem fala sobre mensalão agora são apenas os ministros do Supremo Tribunal Fe¬deral”. Certo. Mas eles têm ouvido muito também sobre o mensalão”.


Encerro
É isso aí. Não há um só jornalista de política que ignore essas gestões de Lula, sempre contadas em off. Ele mesmo não tem pejo de passar adiante supostas informações sobre comprometimentos deste ou daquele. Desde o início, estava claro que pretendia usar a CPI como instrumento de vingança contra desafetos — inclusive a imprensa — e como arma para inocentar os mensaleiros.

As informações estarrecedoras da reportagem da VEJA dão conta da degradação institucional a que Lula tenta submeter a República. Como já afirmei aqui, ele exerce, como ex-presidente, um papel muito mais nefasto do que exerceu como presidente. O cargo lhe impunha, por força dos limites legais, certos impedimentos. Livre para agir, certo de que é o senhor de ao menos seis vassalos do Supremo (que estes lhe dêem a resposta com a altivez necessária, pouco impota seu voto), tenta fazer valer a sua vontade junto àqueles que, segundo pensa, lhe devem obrigações. Aos que estariam fora do que supõe ser sua área de mando, tenta aplicar o que pode ser caracterizado como uma variante da chantagem.

Tudo isso para reescrever a história e livrar a cara de larápios. Mas também essa operação foi desmascarada. Por VEJA! Por que não seria assim?

Nem a ditadura militar conseguiu do Supremo Tribunal Federal o que Lula anseia: transformar o tribunal num quintal de recreação de um partido político.Por Reinaldo Azevedo

Tags: Gilmar Mendes, Lula, Mensalão, STF

sexta-feira, 25 de maio de 2012

COMO FAZER UMA BOA CONTRATAÇÃO PÚBLICA 2: Depois de garantir a isonomia entre licitantes, a elaboração do projeto básico completo é a maior garantia do sucesso de qualquer contratação. A construção do metrô de Curitiba ainda não tem orçamento detalhado

O artigo 6º, inciso IX, da Lei 8.666/93 define que o projeto básico deve ter estudo de viabilidade técnica que possibilite avaliação do custo da obra. Isto é, projeto básico sem escolha da alternativa mais econômica ou sem orçamento da alternativa de maior viabilidade técnica e econômica é um projeto deficiente.
Não há como fornecer a visão global da obra e identificar todos os seus elementos constitutivos com clareza, sem que o projeto esteja completo e com todas as variantes ou alternativas de maneira que se escolha a construção mais econômica que atenda ao princípio da eficiência contido no caput do artigo 37 da Constituição da República.
Depois de escolhida a solução mais eficiente para resolver o problema submetido à Administração Pública, deve-se elaborar o orçamento detalhado do custo global da obra, fundamentado em quantitativos de serviços e de fornecimentos propriamente avaliados, conforme explicitamente determina o artigo 6º, inciso IX, alínea “f” da Lei 8.666/93.
Em seguida a essa importante fase de elaboração do projeto básico, descrita nos parágrafos anteriores, que podemos denominar fase interna do processo de contratação (licitação), vem a divulgação do edital, que podemos denominar fase externa.
A fase externa só terá sucesso se a fase interna tiver sido bem executada e, por isso, o artigo 7º, §2º, incisos I e II, exige que a fase externa só possa ser iniciada (edital publicado) se:
I - houver projeto básico aprovado pela autoridade competente e disponível para exame dos interessados em participar do processo licitatório;
II - existir orçamento detalhado em planilhas que expressem a composição de todos os seus custos unitários.
Infelizmente, a Administração Pública do Brasil negligencia frequentemente esta regra básica da boa licitação. O exemplo mais recente é a minuta do edital de licitação do metrô de Curitiba, que está para ser publicado sem que exista o orçamento da obra de construção do metrô. Sugiro aos leitores que se dirijam ao site www.metro.curitiba.pr.gov.br (faleconosco) e peçam para ver o orçamento detalhado da construção da obra do metrô de Curitiba. Talvez apareça.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A religião é um fenômeno humano, enraizado em sua história, tal como é a economia, a política e a história. O ateísta é minoria e não é inteligente

O sonho de Lennon e gêniozinho-ateu
Publicado no blog Cavaleiro do Templo
FIDES ET RATIO
Por franciscorazzo, abril 26, 2012 2:54 am

Existem aproximadamente umas 7 bilhões de pessoas e umas 300 mil religiões em todo mundo. A religião é um fenômeno humano, enraizado em sua história, tal como é a economia, política, a história, a “ciência”, a ação proposital racional, a vida psíquica, biológica, social etc.

É fato também que as pessoas entram em conflito e que também existe violência… desde que o homem é homem.

O gêniozinho-ateu olha pro mundo e vê violência, vê também pessoas religiosas que, por serem pessoas, praticam religião e violência, vê a si mesmo como um bom mocinho e “descobre”, olha como é gênio!, que a causa necessária da violência é o conflito religioso, logo, né?, propõe a solução que ninguém em 150 mil anos de humanidade conseguiu pensar: acabando com as religiões acabará a violência e todos viverão felizes para sempre.

Ele é um rapaz de coração muito bom, certamente tem boas intenções e espera que todos os sete bilhões de seres humanos vivam e sejam no fundo apenas felizes, tal como ele, nosso gêniozinho-ateu, é feliz!

O que estou chamando de gêniozinho-ateu é uma espécie de versão high tech dos sonhos de John Lenonn:

Imagine there’s no countries
It isn’t hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace

And the world will live as one

Esse tipo de frase é daquelas que “dão ou merecem um doutorado” pra Ciência da Religião ou pra Filosofia! A esperança desse tipo de ateu – pois nem todo ateu é geniozinho, há os ateus realmente honestos e que reconhecem os seus limites e os limites da natureza humana – é como tentar um dia acabar com a lei da gravitação pra resolver com o problema do leite derramado ou custurar o cu de todos os homens a fim de resolver o problema do saneamento básico.

É difícil desenhar pra essa gente que a religião é um componente da própria estrutura da consciência humana, isto é, é uma condição necessária da própria humanidade do homem e não uma invenção de uma porção de homens angustiados e a fim de enganar os otários, tal como é também um componente da humanidade do homem o fato dele ser desonesto, conflituoso, torpe, limitado, mortal, paradoxal etc.

Ninguém acabará com a religião sem antes acabar com o próprio homem. O sonho de Lennon é o fim do próprio humano. “The world will live as one”?, sim!, porém só se existir apenas um único homem delimitado por esse tipo de tolice, e isso é uma espécie de “autismo moral”, com todo respeito com aqueles cuja condição mental dramática não é voluntária. Viva absolutamente consigo mesmo e nunca terá um único conflito além de ter de dormir com o peso da própria consciência!

A complexidade da realidade humana é o limite desse tipo de “piração”. O problema não é acabar com a religião pra se viver em completa paz, o jeito de viver em paz é acabar com o “outro” e acabar com o outro é também acabar com um componente fundamental da natureza humana, isto é, a vida em comunidade. Como diz um grande historiador das religiões: “ser ou tornar-se um homem significa ser religioso”.

A CPI, Cachoeira e a Delta. Ou: A Polícia Federal brasileira, herança de Márcio Thomaz Bastos, grampeia demais e investiga de menos. Melhor para os bandidos!

Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Neste texto, digo por que a CPI deveria ter duas subcomissões: uma para investigar a contravenção e outra para investigar a Delta. Mas PT e PMDB não querem. E também trato de um vício da nossa PF, adquirido com a passagem de Márcio Thomaz Bastos pelo Ministério da Justiça: grampeia demais e investiga de menos. Resultado: provas capengas. Analisem. Se gostarem, divulguem.
*
Assistimos ontem a um triste e previsível espetáculo na CPI. É claro que os parlamentares não têm nada com isso. Carlinhos Cachoeira, instruído por Márcio Thomaz Bastos, uma figura única nas democracias do mundo inteiro — já expliquei por quê —, recorreu a seu direito de permanecer calado. Coube à senadora Kátia Abreu (PSD-TO) tirar o grupo da monocórdia letargia e encaminhar um requerimento para pôr fim àquela pantomima. Se Cachoeira e Bastos continuassem ali a ouvir as questões, os parlamentares seriam transformados em laranjas da defesa.

Como a CPI sai do enrosco?

Pois é… À diferença, suponho, do que escreve Elio Gaspari hoje num estranho texto chamado O Linchamento da Delta, é evidente que a resposta passa por uma ampla investigação das ações da construtora que era comandada até outro dia por Fernando Cavendish. Gaspari acha que a pobre empresa está sendo linchada. Pois é… O antes tão severo acusador de privatarias parece não ver nada de impróprio nem mesmo na operação de venda da empresa para o grupo JBS, aquele mesmo que se transformou, por obra e graça do BNDES, que decidiu financiar “players” globais, em uma espécie de semiestatal. Não parece sentir aí o cheiro da privataria. Vai ver os 30 mil empregados da Delta justificam o “S” do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e… Social…

Vocês já notaram que praticamente não há grampos que tratem das atividades que primeiro deram visibilidade ao contraventor: o jogo? Lembro-me de um só em que Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira tratam da legalização da atividade. Todos os outros se referem a obras públicas, licitações, acertos, arranjos etc. E, invariavelmente, Cachoeira e seus asseclas estão atuando em benefício da… Delta! Ocorre que, também invariavelmente, o raio de ação de Cachoeira é restrito ao Centro-Oeste. Pode até cuidar de uma questão ou outra mais geral, mas isso se devia ao fato de ter Demóstenes como um operador no Congresso.

Ainda que isso possa ofender o senso particular de lógica de Gaspari, que quer proteger a Delta do linchamento, pergunto que motivos a empreiteira teria para recorrer nos demais estados — o Rio, por exemplo — a métodos distintos daqueles empregados no Centro-Oeste. Ou por que atuaria de modo distinto nas suas relações com o governo federal. Resta evidente que a empresa apenas usou, nas áreas que estavam no raio de ação de Cachoeira, a estrutura que ele já tinha montada.

Se os governistas da CPI quisessem mesmo trabalhar a sério, ao menos duas subcomissões teriam de ser criadas: uma para analisar o Cachoeira como contraventor. Essa atividade nada tem a ver com fraudes em licitações, sobrepreços, roubo de dinheiro público etc. Trata-se um assunto específico: contravenção. Outra subcomissão teria de cuidar dos negócios da Delta e identificar onde estão os demais Cachoeiras. Aquele que vimos ontem, vênia máxima, está mais para um matuto que enricou no mundo do jogo. Tem de ser punido, sim, mas não me venham dizer que tem perfil para “capo di tutti capi”. Não mesmo! Gente assim está, de algum modo, um pouco mais preparada para a ribalta, ainda que costume atuar nas sombras. Cachoeira mal conseguiu dizer, sem ser atropelado pela falta de tarimba, o “eu me reservo o direito de permanecer calado”. Engrolava fragmentos de frase que juntávamos com boa vontade.

Sócio ou mero operador da Delta no Centro-Oeste, não importa, resta evidente que ele não é o único. Os afoitos petistas — que viram a chance de criar uma CPI para ter um “novo Arruda” na eleição de 2012 e tentar desmoralizar imprensa, Procuradoria-Geral da República e, quem sabe, um ou outro no Supremo — não se deram conta do monstro que estavam cutucando. E agora assistimos a esse frenético bater de cabeças.

Boa parte do establishment político sabe que está nas mãos de Carlinhos Cachoeira e de Fernando Cavendish. Emissários do empreiteiro, que falam em nome de um passado nem tão remoto, já estão forçando a memória de muitos, lembrando os milhões jogados em campanhas eleitorais segundo o método consagrado por Delúbio Soares: recursos não contabilizados.

O que falta
A presença de Márcio Thomaz Bastos como advogado de Cachoeira não deixa de ter seu lado irônico. Essa Polícia Federal fanática por gravações — e por vazá-las — é uma das heranças que Bastos deixou quando de sua passagem pelo Ministério da Justiça, pasta à qual está subordinado o departamento. Atenção! A PF brasileira — ou, se quiserem, a polícia brasileira — é, provavelmente, em todo o mundo democrático, a que mais grampeia pessoas. Da mesma sorte, o Judiciário brasileiro talvez seja o mais lasso na concessão de autorizações de grampo. Ainda que não fosse, os “Dadás” da vida o fazem por conta própria. E sempre há alguém interessado em comprar o material e sair divulgando por aí.

Pois bem: já cansei de conversar com juízes que me dizem que os métodos de investigação no Brasil estão se limitando a essa, se me permite, “xeretice“. Vejam o caso de Demóstenes: parece-me muito difícil que escape da cassação. Mas se produziu contra ele alguma outra prova além do festival de gravações? Vai se produzir? Caso isso não tenha acontecido, é bom saber que, na Justiça criminal, não existem punições políticas. Ora, uma polícia que se contenta em ficar gravando pessoas, sem se ocupar de produzir as provas dos crimes que as conversas sugerem, é tudo aquilo de que precisam bandidos bem-sucedidos que podem pagar bons advogados. Os policiais federais que levam a sério o seu trabalho sabem que estou tratando de um problema real. O mesmo vale para a banda boa do Ministério Público.

Dados o tempo exíguo que tem para trabalhar, o tamanho do enrosco e o número de pessoas que precisam ser ouvidas (e todas com direito de ficar caladas…), duvido que a CPI possa avançar muito. Boa parte dos parlamentares nem mesmo teve acesso à transcrição das conversas.

Sim, meus caros, essa Polícia Federal supergravadora e supervazadora não é, necessariamente, uma polícia que combate a impunidade porque ela costuma, infelizmente, produzir poucas provas que um Bastos ou um Kakai (advogado de Demóstenes) não consigam derrubar num tribunal. O juiz, por mais indignado e convicto que esteja da culpa do réu, só vai condenar com as evidências incontestes nos autos.

O grampo deveria ser um suplemento, um elemento a mais, o adorno e o brocado de um exaustivo trabalho de investigação. Em vez disso, tornou-se seu principal elemento — quando não é o único. A consequência disso, infelizmente, é a impunidade. Se não acreditam em mim, perguntem a experientes advogados, policiais, promotores e juízes. Eles sabem que estou certo.

Acabar com a impunidade requer muito mais do que ficar jogando para a torcida.Por Reinaldo Azevedo

Tags: CPI do Cachoeira, Marcio Thomaz Bastos, grampos da PF

quarta-feira, 23 de maio de 2012

LEI DE LICITAÇÕES: PRECISAMOS ESTATIZAR O BRASIL, QUE FOI PRIVATIZADO PELO PT

Precisamos estatizar o Brasil, que foi privatizado pelo PT
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

O governo brasileiro resolveu editar uma espécie de AI-5 das obras públicas, o chamado RDC (Regime Diferenciado de Contratações), que joga no lixo a Lei de Licitações. Há toda uma escolástica mixuruca para tentar provar que o RDC é um modelo mais severo do que o outro, mas é conversa mole. O governo lulo-petista assumiu o compromisso de sediar a Copa do Mundo e passou quase seis anos sem se mexer. Aí foi preciso, então, criar um regime diferenciado para ver se as obras saíam do papel.

Medida Provisória estende o mesmo sistema para as obras do PAC. O PAC não é, vamos dizer assim, uma “coisa”; é só uma marca. Pertence à sigla aquilo que o governo decidir que a ela pertence. E pronto! Notem bem: o governo está acabando, na prática, com a Lei de Licitações sem que isso tenha sido debatido no Congresso.

O pior é que a MP está sendo negociada na base do toma lá dá cá. O Legislativo não está exercendo o seu papel institucional. Bancadas disso e daquilo estão fazendo as suas exigências setoriais de sempre para votar a medida.

É impressionante que esse debate esteja em curso quando uma CPI topa com uma Delta no meio do caminho… Precisamos iniciar um movimento em favor da estatização do Brasil, que foi privatizado pelo PT.

Tags: Lei de Licitações, RDC, preço secretoobras públicas, Copa do Mundo

A TEMPESTADE VEM CHEGANDO. Segure seu emprego. Não faça dívidas. Cuide da sua fé. Trabalhe e vigie!

A tempestade vem chegando
Escrito por Klauber Cristofen Pires

A inflação tem aumentado mais do que o previsto? Ponham a culpa nas empregadas domésticas! O dólar está disparando? Ah, mas isto é bom para os exportadores! Tungada na poupança? Ah, foi só um pouquinho...

Prezados leitores,

Nesta semana, tenho acompanhado os principais jornais televisivos, para extrair do conjunto uma constatação: o Brasil está começando a embicar a proa.

Percebam o esforço do governo e dos seus mandarins da área econômica no afã de minimizar ou justificar os índices desanimadores que estão chegando, ainda relativamente suaves, como a fina chuva que antecede as trágicas tempestades tropicais.

A inflação tem aumentado mais do que o previsto? Ponham a culpa nas empregadas domésticas! O dólar está disparando? Ah, mas isto é bom para os exportadores! Tungada na poupança? Ah, foi só um pouquinho, e continua a ser o investimento mais seguro e tão rentável quanto sempre...

Ora, as domésticas! A inflação somente tenderá a subir, desde que o salário mínimo está indexado a uma fórmula que soma inflação passada e PIB. Não aprendemos nada com os erros de Dilson Funaro! A inflação não tem outro caminho que não subir a rampa, uma vez que o país atravessa um notório processo de desindustrialização e redução da produção de alimentos, promovido pelo duplo garrote tributário-burocrático, e pela ostensiva perseguição ao agronegócio, a deprimir a oferta em face do crescimento da demanda, ainda mais estando esta última artificialmente estimulada pela irresponsável expansão do crédito para além de todos os limites.

Ora, o dólar! Ora, os exportadores! Não tem sido o dólar mantido em alta até então pelo próprio governo? Porque só agora o governo foi atinar que a desvalorização da moeda americana é boa para o Brasil – por ser boa para os exportadores? Não foi a própria Dilma, que com palavras postas na boca dela por seu ministro “Mantega” (ou será ministro “Maionese”?), ficou a reclamar do tsunami de dólares a invadir o país? - Percebam bem: reclamava daqueles que acediam à sua generosa oferta de títulos públicos! Imaginem um dono de uma churrascaria reclamar de seu estabelecimento estar lotado por cobrar dez reais pelo rodízio? Ora, se os dólares estão chegando, deveriam estar decrescendo em valor.

Ora, a poupança! Em cento e vinte anos, jamais a poupança foi tungada, a não ser por breve período em que o então presidente Collor a reteve como empréstimo compulsório – e mesmo assim sem ter os seus rendimentos afetados. Agora, olhem por quais mãos foi ferida: as do Partido dos Trabalhadores - PT, aquele que sempre se posicionou ante os holofotes como o defensor das classes pobres e operárias! Foi pouco? Foi, sim, mas foi no “seu”, caro amigo! A diferença entre o dinheiro captado pela poupança e o dinheiro emprestado pelos bancos continua praticamente intocada, assim como incólume a ganância tributária estatal.

E já que estamos a falar dos juros, vamos a outro termômetro preocupante: os pátios das montadoras estão repletos! A mídia, abonadora do governo, tem investido no discurso das ótimas condições favoráveis aos consumidores e no “crédito responsável” praticado pelos bancos, negligenciando ao público que os calotes do setor têm escaldado os financiadores e que afinal, as pessoas não estão podendo mesmo trocar os seus carros, por já estarem atoladas em dívidas.

Estamos apenas vivenciando um momento de brumas. A tempestade vem chegando da Europa. Preparem-se.

Maus presságios que se confirmam

Publiquei na sexta-feira (18) o prognóstico acima, nada abonador, da situação econômica pela qual vivemos no país, desmentido o que vinha sendo divulgado pela grande mídia, a endossar as declarações diversionistas do governo ou servindo como antepara amortecedora às más notícias.

O artigo, em resumo, colocou aos leitores os fatos como estão acontecendo na realidade: Salário mínimo indexado, desindustrialização, redução da produção agrícola, aumento do crédito e tungada na poupança não podem resultar em prosperidade “sustentável” como agora está na moda dizer, mas apenas em um quadro duplamente depressivo e inflacionário.

Como há muito venho dizendo: não sou um gênio e gentilmente declino dos títulos que alguns leitores mais empolgados a mim conferem, como o de “doutor” e por favor, muito menos, o tal de “especialista”, ainda que eu tenha realmente um diploma de especialização em Direito Tributário. Faço isto em combate à “síndrome de doutorismo”, que assola o nosso país, pela qual qualquer imbecil acredita que com um canudo na mão se lhe atribua automaticamente a prerrogativa de afirmar com um olímpico semblante qualquer besteira sobre qualquer assunto que desconheça por completo. Está aí uma boa sugestão aos psiquiatras, para incluírem uma nova CID, isto é, se já não há.

Não, meus amigos! Sou só um brasileiro comum! A única diferença, e que parece cada vez mais se destacar, é que mantenho intacto o meu juízo, ciente que estou de todas as manobras gramscistas e marxistas performadas pelos empulhadores ideológicos, as quais acompanho permanentemente as pegadas. Só isto.

Se a mim se reputa algum “poder” de prever as coisas– e vocês podem conferir nos artigos que tenho publicado – não é por outra razão que não o conhecimento dos fundamentos da Escola Austríaca de Economia e de alguns grandes intelectuais clássicos, bem como o faro treinado para perceber o fedor dos embusteiros comuno-social-petistas. Quanto a estes, a regra é uma só: desconfie sempre do que dizem – todo discurso vindo de um comuno-social-petista tem segundas, terceiras e quartas intenções – aliás, frequentemente eles mesmos confessam isto ostensivamente, embora costumem imputar tal sentença a todas as pessoas, num gesto que em si já é a prova flagrante de suas urdiduras.

Meus textos tem gozado de credibilidade progressiva, considerando o número crescente de pessoas que passam a ler dos meus artigos com fidelidade e que repassam aos seus conhecidos! Sem nenhum tipo de patrocínio ou de propaganda – nem mesmo um mero cartão de visitas, dou-me o trabalho de distribuir - vou me virando para encontrar a verdade e apresentá-la aos leitores em linguagem destituída de tecnicismos que mais servem aos propósitos de ocultar.

Pois, ora, ora, vejam vocês que na própria noite da mesma data em que expus os maus fundamentos da nossa economia, o Jornal Nacional solta a boiada com a reportagem Índice considerado prévia do PIB cai pelo terceiro mês seguido, na qual que “a economia perdeu fôlego”. Segundo a matéria, “Os dados mais recentes mostram que a produção industrial e a demanda por crédito estão em queda, assim como a geração de empregos. A venda de carros nos primeiros meses de 2012 foi mais fraca e por isso os estoques das montadoras estão cheios.”

Agora, preocupem-se e antecipem-se cada vez mais, porque o que vai agora é de lascar:

Como a atividade econômica está abaixo do que o próprio governo esperava, a presidente Dilma Rousseff pediu providências ao Ministério da Fazenda. Nesta sexta-feira, o ministro Guido Mantega se reuniu no fim da tarde, em São Paulo, com representantes do setor automotivo. Essa reunião faz parte de uma série de consultas que o ministro está fazendo com setores da economia. Em entrevista ao jornal Valor Econômico,Guido Mantega disse que na semana que vem vai anunciar um pacote de medidas para aumentar a oferta de crédito ao consumidor.

Como vocês podem ver, o ministro Maionese, isto é, Mantega, está anunciando que pretende conter o fogo com gasolina, ou ainda, que pretende tratar o diabético com doses extras de soro glicosado, para usar duas expressões bem clichês mas perfeitamente apropriadas.

A demanda por crédito está em queda, e não é por outra razão os brasileiros já estão fartos de se endividar!

Quem começar a atrair para si mais dívidas, tende a fazer faltar para si o básico, inclusive a feira. Acabou-se a farra do dinheiro ex-nihilo! O que o governo que fazer é insistir em torcer a garrafa vazia para ver se ainda sai uma gotinha da sua cachaça destilada lá em Keynesilândia.

Percebam os leitores o comportamento cúmplice do governo com relação aos seus “intocáveis”, a ponto de se consultar com o setor automotivo para saber deles o que é preciso para a economia começar a crescer! Mais protecionismo, é o que dirão! Ei, ei, ei! Eu também sou brasileiro! Eu também trabalho e pago impostos, assim como o “Seu” João, dono de uma fábrica de panelas, ou a “Dona” Maria, dona de um restaurante!

Para piorar um quadro nada alentador, ainda na semana passada, em ocasião em a “presidanta” Dilma Roussef condecorou a economista Maria da Conceição Tavares com o prêmio Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia de 2011, a suprema mandatária aproveitou para decretar que “o Brasil vive momento de ruptura com a prática de delegar a condução do crescimento exclusivamente às forças de autorregulação do mercado, excluindo o interesse da sociedade das decisões econômicas” e que “o país vive uma “benigna” transformação de subordinação da lógica econômica à agenda dos valores indissociáveis da democracia e da inclusão social.”

Alguém aí quer apostar contra um avanço da malfadada interferência estatal na economia daqui por diante?

Para quem não conhece a condecorada ou andava meio esquecido, trata-se daquela bolorenta portuguesa naturalizada petista que com sua voz de taquara rachada e modos de um dono de bar de estivadores vivia em frente às câmeras televisivas a declamar as piores críticas às medidas econômicas realizadas pelos governos antecessores de Lula. Nunca falou algo que prestasse. Um amigo meu aludiu ao seu título de doutorado como o mais mixuruca do sistema de ensino, praticamente o “Mobral” da pós-graduação. Como lhe respondi, a um petista o que importa é o canudo, as comendas vêm no automático.

Pelo visto, o governo pretende simbolizar na figura da homenageada a fórmula da sua condução da política econômica. Escrevam aí: cuidem-se!

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