domingo, 8 de abril de 2012

HISTÓRIA DA PÁSCOA JUDAICA OU HISTÓRIA DA PÁSCOA ANTES DE CRISTO CONTADA NA PEDREIRA PAULO LEMINSKI DE CURITIBA

Na cidade de Curitiba, na Pedreira batizada com o nome do poeta Paulo Leminski, é realizada anualmente uma representação teatral que conta histórias da páscoa. Ontem, dia 07/04/2012 foi representada a história produzida por Deus antes de Cristo. O destaque foi dado à páscoa judaica.

Já escrevi sobre o significado da páscoa cristã. Resumi, no artigo anterior, que a páscoa significa passagem. Em termos cristãos é sinal de vida e de vida feliz, mas a páscoa judaica é a passagem do anjo da morte sobre o povo egípcio e a libertação do povo hebreu.

Deus marcou nossas vidas com muita força. Na história de nossa civilização, o primeiro sinal da força de Deus ocorreu como contado na história da Arca de Noé. Os céticos aventaram a hipótese de que o dilúvio ocorreu quando o Oceano Atlântico forçou passagem pelo Estreito de Gibraltar e inundou uma região baixa que seria o atual Mar Mediterrâneo. Observo que, nessa hipótese da formação do Mar Mediterrâneo a partir do Oceano Atlântico, nem os céticos negaram a existência do dilúvio.

O segundo sinal, mais ou menos oitocentos anos depois do dilúvio, ocorreu com Abraão que conheceu pessoalmente a força de Deus. Abraão não tinha filhos e sua mulher Sara tinha setenta anos, mas Deus lhe disse que ela engravidaria. Assim ocorreu e nasceu Isaac. Mas Deus, novamente, testou a fé de Abraão e mandou que seu filho único fosse sacrificado. Nos segundos finais ante de Abraão cumprir a exigência, Deus interveio e salvou Isaac da morte.


Os filhos de Isaac foram Esaú e Jacó que nasceram gêmeos, mas disputaram a primogenitura. Jacó teve a vitória dada por Deus. Teve doze filhos e os criou na região do atual Estado de Israel. Um deles, Josué, era o escolhido por Deus. Por isso mesmo foi invejado pelos irmãos que o venderam como escravo para um rico mercador egípcio.

Vivendo como escravo no Egito, mas tendo a proteção de Deus, Josué decifrou os sonhos do Faraó Ramsés. Seriam sete anos de grandes safras agrícolas e sete anos de miséria produzida pelas secas na bacia do Rio Nilo. Além de decifrar o sonho, Josué propôs uma solução administrativa para as desgraças que viriam. O Faraó deveria guardar o excesso dos anos de fartura para consumir nos anos de miséria. Essa sabedoria divina o tornou superintendente geral do império egípcio.

Vieram os sete anos de seca e miséria. Tanta miséria ocorreu nas regiões do Egito e de Israel que os doze filhos de Jacó vieram pedir comida ao Superintendente Egípcio. Foram perdoados e atendidos por Josué. Gostaram e ficaram morando no Egito. Mas os anos se passaram, Josué morreu, e o povo hebreu (filhos de Jacó) tornou-se escravo dos egípcios. Foram quatrocentos anos de escravidão.

Depois de quatrocentos anos da ocorrência da história de Josué, o crescimento populacional maior dos escravos hebreus ameaçava o domínio egípcio. Por isso, o Faraó mandou assassinar os filhos homens do povo escravo. Mas um deles, Moisés, foi salvo por Deus e colocado aos cuidados de uma irmã do Faraó que indiretamente cuidou do seu futuro destruidor. A história de Moisés ocorreu aproximadamente mil e duzentos anos antes de Cristo.


Moisés, depois de adulto rebelou-se contra o Faraó e foi viver junto ao seu povo. Passados mais de quarenta anos, Deus veio e falou pessoalmente com Moisés que deveria ir a Faraó pedir a libertação do povo hebreu. Deus prometeu usar a força divina contra o povo egípcio em caso de negativa. A cada negativa ocorreria uma grande desgraça ao povo egípcio. E assim ocorreu.

Depois da décima negativa, veio a maior das desgraças: Todos os filhos primogênitos do povo egípcio morreram à meia noite de um dia fixado por Deus. Até o filho do Faraó morreu. Esse dia, ou melhor, essa noite ficou marcada para sempre como a passagem do anjo da morte. A páscoa judaica é comemorada todo ano no mesmo dia da passagem do anjo da morte. Nenhum filho dos hebreus (judeus) morreu e o Faraó aceitou libertar o povo judeu que se deslocou para a terra prometida (voltou a Israel).

Mas o Faraó arrependeu-se de libertar os judeus e mandou soldados trazê-los de volta. Mas Deus estava com Moisés e abriu o Mar Vermelho para que os judeus passassem e fechou a passagem sobre os soldados egípcios que os perseguiam.

Percebam que a força de Deus já existia muito antes de Cristo que é o próprio Deus que veio de novo trazer a mensagem de salvação a todos nós. Dessa vez, não só para o povo judeu, mas para todos os habitantes do planeta terra. Foi na páscoa judaica que ocorreu a morte e ressurreição de Jesus Cristo que é a páscoa cristã.

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