quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

PLANO TUCANO NACIONAL-PAULISTANO ERA ACABAR COM SERRA

Escrito pelo editor do blog coturnonoturno.blogspot.com

Pelas declarações de FHC, sempre dadas cirurgicamente para minar José Serra, além de escalar seus principais assessores para liderar um esquema de prévias que dessem como fato consumado a sua desistência de concorrer a cargos eletivos, isolando-o de toda e qualquer possibilidade eleitoral, começa a ficar claro que existia um movimento interno para destruir de vez a ala serrista do PSDB. Vale ressaltar dois nomes que foram essenciais para que isto não acontecesse: Andrea Matarazzo e, principalmente, Gilberto Kassab. A lealdade e a genialidade política do prefeito paulistano, que dá nó até no Lula, salvou Serra da sanha dos seus inimigos internos e vai dar o suporte necessário para que ele vença os inimigos do lado de fora. José Serra que não pense que terá o partido ao seu lado. O seu partido é o PK, Partido do Kassab. Unido aos 44 milhões de eleitores que vão nacionalizar a campanha à prefeitura de São Paulo. O tucanismo nacional-paulistano do FHC, do Aécio, do Guerra, do Tasso, do Alckmin, vai traí-lo de novo. Ou alguém ouviu o boquirroto FHC cobrar de Aécio Neves que ele rompa a aliança espúria do PSDB em Belo Horizonte que, pela quarta vez, vai eleger um prefeito ou um vice prefeito do PT? Não, FHC agora deu em dormir e sonhar com Lula. Por isso, Serra continua sendo o seu pior pesadelo.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

MILITARES, NUNCA MAIS! A IRONIA DO MILLÔR FERNANDES E O SUCESSO DOS MILITARES INCOMODAM O PT

a ironia do Millôr.
Militares, nunca mais !
A autoria do texto abaixo é do Anselmo Cordeiro (no blog Net 7 Mares). Registro a autoria conforme pedido em 30/03/2013.

Ainda bem que hoje tudo é diferente, temos um PT sério, honesto e progressista. Cresce o grupo que não quer mais ver militares no poder, pelas razões abaixo.

Militar no poder, nunca mais. Só fizeram lambanças.

Tiraram o cenário bucólico que havia na Via Dutra de uma só pista, que foi duplicada e recebeu melhorias; acabaram aí com as emoções das curvas mal construídas e os solavancos estimulantes provocados pelos buracos na pista.

Não satisfeitos, fizeram o mesmo com a rodovia Rio-Juiz de Fora.

Com a construção da ponte Rio-Niterói, acabaram com o sonho de crescimento da pequena Magé, cidade nos fundos da Baía de Guanabara, que era caminho obrigatório dos que iam de um lado ao outro e não queriam sofrer na espera da barcaça que levava meia dúzia de carros.

Criaram esse maldito do Proálcool, com o medo infundado de que o petróleo vai acabar um dia. Para apressar logo o fim do chamado "ouro negro", deram um impulso gigantesco à Petrobras, que passou a extrair petróleo 10 vezes mais (de 75 mil barris diários, passou a produzir 750 mil); sem contar o fedor de bêbado que os carros passaram a ter com o uso do álcool.

Enfiaram o Brasil numa disputa estressante, levando-o da posição de 45ª economia do mundo para a posição de 8ª, trazendo com isso uma nociva onda de inveja mundial.

Tiraram o sossego da vida ociosa de 13 milhões de brasileiros, que, com a gigantesca oferta de emprego, ficaram sem a desculpa do "estou desempregado".

Em 1971, no governo militar, o Brasil alcançou a posição de segundo maior construtor de navios no mundo. Uma desgraça completa.

Com gigantesca oferta de empregos, baixaram consideravelmente os índices de roubos e assaltos. Sem aquela emoção de estar na iminência de sofrer um assalto, os nossos passeios perderem completamente a graça.

Alteraram profundamente a topografia do território brasileiro com a construção de hidrelétricas gigantescas (Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipu), o que obrigou as nossas crianças a aprenderem sobre essas bobagens de nomes esquisitos. O Brasil, que antes vivia o romantismo do jantar à luz de velas ou de lamparinas, teve que tolerar a instalação de milhares de torres de alta tensão espalhadas pelo seu território, para levar energia elétrica a quem nunca precisou disso.

Implementaram os metrôs de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, deixando tudo pronto para atazanar a vida dos cidadãos e o trânsito nestas cidades.

Baniram do Brasil pessoas bem intencionadas, que queriam implantar aqui um regime político que fazia a felicidade dos russos, cubanos e chineses, em cujos países as pessoas se reuniam em fila nas ruas apenas para bater-papo, e ninguém pensava em sair a passeio para nenhum outro país. Foram demasiadamente rigorosos com os simpatizantes daqueles regimes, só porque soltaram uma "bombinha de São João" no aeroporto de Guararapes, onde alguns inocentes morreram de susto apenas.

Os militares são muito estressados. Fazem tempestade em copo d'água só por causa de alguns assaltos a bancos, sequestros de diplomatas.. . ninharias que qualquer delegado de polícia resolve.

Tiraram-nos o interesse pela Política, vez que os deputados e senadores daquela época não nos brindavam com esses deliciosos escândalos que fazem a alegria da gente hoje.

Inventaram um tal de FGTS, PIS e PASEP, só para criar atritos entre empregados e patrões. Para piorar a coisa, ainda criaram o MOBRAL, que ensinou milhões a ler e escrever, aumentando mais ainda o poder desses empregados contra os seus patrões. Nem o homem do campo escapou, porque criaram para ele o FUNRURAL, tirando do pobre coitado a doce
preocupação que ele tinha com o seu futuro. Era tão bom imaginar-se velhinho, pedindo esmolas para sobreviver.

Outras desgraças criadas pelos militares: Trouxeram a TV a cores para as nossas casas, pelas mãos e burrice de um Oficial do Exército, formado pelo Instituto Militar de Engenharia, que inventou o sistema PAL-M.

Criaram a EMBRATEL; TELEBRÁS; ANGRA I e II; INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM. Tudo isso e muito mais os militares fizeram em 22 anos de governo.

Depois que entregaram o governo aos civis, estes, nos vinte anos seguintes, não fizeram nem 10% dos estragos que os militares fizeram.

Graças a Deus!

Tem muito mais coisas horrorosas que eles, os militares, criaram, mas o que está escrito acima é o bastante para dizermos: "Militar no poder, nunca mais!!!", exceto os domesticados.

ALÉM DISSO, NENHUM DESSES MILITARES CONSEGIU FICAR RICO. ETA INCOMPETÊNCIA!!!

Tags: Millôr, militares, 1964, Embratel, Telebras, Angra I e II, TV a cores, Rio-Niteroi, Tucuruí, Ilha Solteira, Itaipu, Via Dutra, Jupiá, Rio-Juiz de Fora, incompetência do PT, governo dos militares, Anselmo Cordeiro, Net 7 Mares

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A PRISÃO DO FUTURO: O ANO É 2030 E O NOVO PRESIDENTE DO GABÃO VEIO AO BRASIL APRENDER COM O PT COMO FICAR 27 ANOS NO PODER


Por Rodrigo Constantino no site www.ordem.livre.org
O ano é 2030, e o novo presidente do Gabão veio ao Brasil aprender com o PT como ficar 27 anos no poder. Sabendo que as prisões andavam abarrotadas de gente, e que este era um dos grandes segredos do governo, qual seja, manter a população refém de leis arbitrárias, o presidente decidiu fazer uma visita ao presídio de Bangu, um dos mais famosos. Acompanhando o presidente, o Ministro da Justiça, Cesare Battisti, ia explicando cada caso dos prisioneiros:

– Aquele senhor foi preso porque deu uma palmada no filho. Parece que o garoto se recusou a estudar, xingou a mãe e bateu no irmão mais novo. O pai, um selvagem, em vez de conversar com o filho e lhe dar uma educação mais livre, deixando o pobrezinho se expressar nos moldes ensinados pela cartilha do governo, apelou para a violência física e deu uma palmada no garoto. Por sorte uma testemunha viu e denunciou o bandido. Pegou dez anos.

– Aquele outro ali tem concessão para um canal de TV por assinatura, mas se recusou a cumprir a cota estabelecida de 90% de conteúdo nacional e sócio-educativo. Resolveu, em vez disso, passar em horário nobre um enlatado de Hollywood, louvando as conquistas do imperialismo estadunidense. Os nossos ilustres burocratas da Ancine, muito atentos, detectaram o crime no ato, e minutos depois o empresário estava atrás das grades. Doze anos de xilindró para valorizar o interesse nacional.

– O que está no canto, cabisbaixo, foi preso em flagrante pelos nossos Agentes da Saúde, tentando comprar uma aspirina sem receita médica na farmácia. Ele alegou que sofria de fortes dores de cabeça, mas não tinha dinheiro para ir ao médico. Como se isso fosse justificativa para cometer um crime! Pegou cinco anos.

– O ruivo alto do canto direito foi pego em nossa famosa Lei Seca, que há décadas vem salvando vidas (ano passado, por exemplo, morreram somente 80 mil pessoas em acidentes de carro). Ele disse que tomou apenas uma taça de vinho, informação que batia com o teor etílico do bafômetro. Por este crime, ficaria preso só dois anos. Mas resolveu gritar com o policial, e por desacato pegou outros dois anos.

– Aquele branquelo da esquerda foi enquadrado na lei contra o racismo. Foi surpreendido por um de nossos agentes à paisana contando piada de negro em plena praça pública! Tentou argumentar que era apenas uma piada, que na roda tinha até um amigo negro que também ria da piada, mas claro que nada disso serviu para livrar a cara do racista safado. Sabemos como uma piada pode ser subversiva e espalhar o ódio racista de forma sub-reptícia. São sete anos para o branco azedo!

– O malandro deitado ali foi preso por calúnia, difamação e atentado contra a ordem pública. Escreveu uma coluna para aquele jornal de oposição acusando nosso governo de viés autoritário. Os juízes aproveitaram para condenar os donos do jornal também, que terão de pagar uma multa de cem milhões. O articulista vai ver o sol nascer quadrado por oito anos, para aprender a não inventar coisas absurdas.

– Está vendo aquele obeso jogado ali no canto esquerdo? Pois é, esse pegou treze anos por desobedecer à rotina de exercícios diários e, ainda por cima, ser pego comendo fritura e gordura em local público. Só falta agora querer resgatar aquela imagem proibida de um Papai Noel gorducho!

– Aquele outro ao lado dele foi punido pela lei anti-homofobia. Testemunhas o viram afirmar aos quatro ventos que ele preferia ter um filho heterossexual em vez de um homossexual ou bissexual. Onde já se viu uma coisa dessas? Vai ficar preso seis anos para ver se supera este preconceito pequeno-burguês.

– O magrinho ali no meio foi preso quando desafiava a lei da garupa, levando sua namorada, segundo ele diz, na garupa da moto. E se fosse um assaltante? Não podemos tolerar estes abusos sob risco de cair na barbárie. Todos sabem que muitas motocicletas são usadas para a prática de assalto pelo comparsa da garupa. Desde 2014 esta prática está proibida. As taxas de assalto teriam subido bem mais do que os 13% ao ano sem esta medida!

– O mais novinho foi preso por descumprir o toque de recolher. Ousou ficar vagando pelas ruas depois das onze da noite. E o garoto não tem nem 25 anos! Prendemos seus pais também, por irresponsabilidade. Um aninho só para aprenderem como educar direito o filho.

– O moreninho foi pego em uma clínica clandestina para bronzeamento artificial. Depois que a Anvisa vetou esta prática, surgiram algumas clínicas de fundo de quintal com aparelhos de péssima qualidade. Agora o narciso terá que tomar banho de sol natural no pátio do presídio!

Os dois caíram na gargalhada. Enquanto o ministro contava cada caso, o presidente do Gabão anotava tudo com a maior atenção, preocupado em não perder nenhum detalhe. Ele sabia estar diante de uma mina de ouro, de uma receita infalível para se perpetuar no poder. Chegou a vez do último preso daquela unidade:

– O careca ali foi preso por fumar um cigarro dentro de casa, na presença de sua empregada! Mesmo depois de tantas campanhas, dos cadáveres estampados nos maços do cigarro, o imbecil ainda tem a cara-de-pau de acender um cigarro com sua pobre empregada em casa! Colocando em risco um fumante passivo! Expondo a coitada ao risco enorme de um câncer mortal. Vai passar duas décadas na cadeia para aprender o que é bom para a tosse! Até porque o desgraçado não para de tossir por causa do pigarro…

Nova gargalhada. Enquanto Cesare Battisti ciceroneava seu convidado pelo presídio, um subalterno preparava os comes e bebes na sala de visitas, com direito a uma enorme carreira de cocaína para animar a festa.

PS: Para quem acha a ironia absurda demais, recomendo o filme “O Homem do Futuro”, com Wagner Moura e Alinne Moraes. Há uma cena que capturou minha atenção. Zero, o personagem de Wagner Moura, entra em um bar no passado, em 1991, e pergunta ao barman se pode fumar ali. O atendente faz cara de espanto e rebate algo assim: “Isso aqui é um bar, meu amigo, claro que pode fumar!” Pois é. Passaram-se apenas duas décadas, e o que era inimaginável e absurdo de se pensar na época, tornou-se realidade agora. Um bar onde fumar é proibido! Alguém ainda acha a distopia acima tão inacreditável mesmo?

SOBRE O AUTOR
Rodrigo Constantino é economista pela PUC-Rio, com MBA de Finanças pelo IBMEC e trabalha no mercado financeiro desde 1997. É articulista e autor de diversos livros, dentre os quais o novo Liberal com orgulho.

O verdadeiro confronto de posições hoje em dia se dá entre “a direita” (como os petistas chamam) que trabalha para arrecadar impostos e “a esquerda” que vive pendurada nas tetas do estado chinês, com seus plutocratas agregados

Por que o capitalismo sempre foi o verdadeiro socialismo. Agora a prova aritmética
Escrito por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Vocês sabem que a tirania chinesa é o grande farol do petismo. Os companheiros são fascinados por aquele misto de estatismo, ditadura, elite pistoleira e, ora veja, crescimento econômico. Se há um lugar onde o capitalismo exibe a sua face realmente selvagem — sem, vamos dizer, os requintes civilizatórios dos direitos sociais —, esse lugar é a China. Fez-se uma sociedade de mercado para uns 400 milhões de pessoas, mantém-se uns 900 milhões debaixo de chicote, e a vida continua.

- Os petistas são obcecados pela “ditadura que funciona”.
- Alguns plutocratas nativos são obcecados pela “parceria” lá existente entre estado e iniciativa privada. Chamam ”parceria” a mais pura pistolagem.
- Alguns que se querem “pragmáticos” são obcecados pelo, como chamarei?, “produtivismo”.

Como todo mundo sabe, a China só pode fazer o dumping clássico e exportar ao mundo a preço de banana porque faz um outro dumping, o de vidas humanas. Até alguns que se querem da minha turma, liberais, acham aquilo lindo! Lixo! Não são da minha turma. O liberalismo que não supõe o exercício das liberdades individuais e de organização é só a pistolagem dos mais fortes. Assim como o comunismo original era a pistolagem dos mais fracos. É claro que não poderia dar em nada.

Por que isso tudo? No Radar Econômico do Estadão Online, Sílvio Guedes Crespo traz uma informação espetacular, veiculada pela agência Bloomberg. Leiam trechos:

Um levantamento da agência Bloomberg a partir de dados da Hurun Report, instituição que mede riqueza na China, mostrou que a elite política do país asiático tem um patrimônio dezenas de vezes superior ao das autoridades americanas. Em reportagem intitulada “Congresso bilionário chinês faz seus pares americanos parecerem pobres”, a Bloomberg informa que os 70 delegados mais ricos do Congresso Popular da China (que tem no total 3 mil membros) possuem, juntos, uma fortuna de US$ 89,8 bilhões. Enquanto isso, nos Estados Unidos, os 535 membros do Congresso, o presidente, os secretários (equivalente a ministros) e os nove membros da Suprema Corte - 660 pessoas no total - detêm, juntos, um patrimônio de US$ 7,5 bilhões.

A Bloomberg acredita que isso seja uma amostra de como o crescimento econômico chinês tem ocorrido de forma desequilibrada. É muito provável que seja verdade, mas, para não deixar dúvida, a agência poderia ter mostrado a evolução desses números ao longo do tempo. “É extraordinário ver esse grau de casamento entre riqueza e política”, disse à Bloomberg um analista do Brookings Institution, em Washington.

Na China, vários bilionários têm cargo público. Por exemplo, Zong Qinghou, segundo homem mais rico do país de acordo com a lista mais recente da Hurun Report, é um delegado do Congresso. Zhang Yin, a mulher mais rica da China, é membro da Conferência Consultiva Política Popular da China. Segundo a Bloomberg, o ex-presidente chinês Jiang Zemin promoveu a inclusão de empresários privados no Partido Comunista.

Essa diferença entre o patrimônio das autoridades americanas e o das chinesas ocorre porque na China parte considerável da elite econômica é ligada diretamente ao governo ou ao partido. Já nos EUA, as autoridades e os legisladores não são necessariamente bilionários.
(…)

Encerro
A democracia liberal é o único regime que permitiu, até hoje, a efetiva participação do homem comum no processo político: não precisa ser um plutocrata nem um membro do “partido”. Tudo aquilo que os comunas sempre pregaram é garantido, ora vejam, pelo capitalismo — desde que exercido sob a tutela democrática. Verdade insofismável: existe capitalismo sem democracia, mas não há democracia sem capitalismo. Se livres, é claro que a tendência dos homens será em favor da redistribuição da riqueza. O verdadeiro “socialismo”, pois, é a democracia capitalista. Sob ditaduras, o que se terá sempre será a concentração da riqueza.

O PT só não consegue ser “chinês” porque é incompetente. No mais, aquele modelo os inspira. O partido também ama o estado, a ditadura e vive de braços dados com espertalhões subsidiados, convertidos em grandes esteios da economia nacional.

Não se esqueçam jamais, meus queridos: o verdadeiro confronto de posições hoje em dia se dá entre “a direita” (como eles chamam) que trabalha para arrecadar impostos e “a esquerda” que vive pendurada nas tetas do estado, com seus plutocratas agregados.

Voltando ao centro: aquela desproporção entre a concentração de riqueza dos políticos chineses e dos homens de Estado nos EUA é ainda mais eloqüente se nos lembrarmos que os EUA têm um PIB de US$ 15 trilhões para uma população de 300 milhões de habitantes, e a China, de US$ 7 trilhões para a uma população de 1,3 bilhão! Os EUA, nação mais rica do planeta, tem o 15º PIB per capita do mundo (US$ 48.147); a China, o 90º (US$ 5.184). Só para vocês terem uma idéia, o PIB per capita de Banânia (US$ 11,177) é mais do que o dobro do chinês, o que nos coloca em 71º no ranking.

De novo: o modelo chinês, tão admirado pelos “companheiros”, consegue ter o 90º PIB per capita do mundo e concentrar nas mãos de 70 políticos a estratosférica quantia de US$ 89,8 bilhões. Em 15º lugar, toda a elite política americana tem apenas o correspondente a 1/12 desse total.

Ah, sim: o comunismo, o tal “regime da igualdade” tão apreciado pela petezada, é o chinês, tá, pessoal? Do modelo americano, os companheiros não gostam. Acham que ele é muito concentrador de renda…

Essa é uma das razões por que esses homens justos me encantam tanto. É por isso que os JEGs (Jornalistas da Esgotosfera Governista) os defendem tanto!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

GOVERNO DO PT ESTERILIZA BRASILEIROS. LAQUEADURAS AUMENTARAM 98,1% ENTRE 2003 E 2008 E VASECTOMIAS AUMENTARAM 338% ENTRE 2001 E 2009

Ainda o aborto: também em matéria de contracepção, o Brasil é um estado-babá
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo

Escrevi ontem de manhã um texto sobre uma audiência pública em que se debateu uma proposta de tornar legal o aborto quando o médico constatar que a mulher não “reúne condições psicológicas” — seja lá o que isso signifique. Apontei o óbvio: trata-se de uma agressão a uma cláusula pétrea da Constituição e de uma tentativa de desconstitucionalizar o direito à vida. Num post abaixo, há o relato de uma leitora que participou do evento. Merece ser lido com atenção porque o texto expõe o amor que certos militantes têm pela democracia, sua gentileza, sua tolerância. Poucas pessoas são tão violentas como aquelas que se consideram donas de causas e monopolistas do bem. Sigamos.

Naquela audiência, falou o pr0curador da República Luiz Carlos dos Santos Gonçalves, um defensor do anteprojeto. Disse uma coisa verdadeiramente fabulosa. Relembro:
“O aborto é o pior método contraceptivo que existe, mas criminalizá-lo pode ser simplesmente uma grande injustiça para com a mulher”.

Erro, meu senhor! Erro e, com todo o respeito, trapaça intelectual.

O aborto não pode ser o “pior método contraceptivo” pela simples e evidente razão de que ele não é “contraceptivo”. Por óbvio, só pode ser praticado depois da concepção. A fala, de resto, deixa claro que a audiência para debater algumas propostas se transformou num ato pró-legalização do aborto. Voltem às aspas do procurador. Não parece estar se referindo apenas às mulheres “sem condições psicológicas”. Trata-se de uma defesa da descriminação do aborto e ponto. Sem ressalvas.

O Brasil é um dos países em que o Estado está mais empenhado em fornecer aos casais métodos contraceptivos. E DE GRAÇA! Transcrevo (em azul) parte do conteúdo de uma página do Ministério da Saúde:

Para aqueles casais que não desejam ter filhos, o Ministério da Saúde, por meio do programa Saúde da Mulher e das secretarias estaduais e municipais de saúde, fornece medicamentos anticoncepcionais, DIU e diafragmas aos estados.

Veja a seguir a lista de produtos financiados pelo Ministério da Saúde:
- anticoncepcional injetável trimestral
- anticoncepcional injetável mensal
- pílula oral combinada
- diafragma
- DIU
- Preservativo masculino e feminino
- Pílula de emergência
- Minipílula

A mulheres têm à sua disposição, também, informa o Ministério, laqueadura.
Procedimentos de laqueadura dobraram desde 2003
A laqueadura é um método definitivo, por isso é importante que o casal tome essa decisão bastante ciente das consequências.
Segundo a Lei do Planejamento Familiar a laqueadura pode ser feita apenas por mulheres:
- com capacidade civil plena e maiores de vinte e cinco anos de idade ou,
- com dois filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade e a cirurgia. Nesse período, será propiciado à pessoa interessada acesso a serviço de regulação da fecundidade, incluindo aconselhamento por equipe multidisciplinar e a desencorajar a esterilização precoce;
- situação de risco à vida ou à saúde da mulher ou do futuro concepto, testemunhado em relatório escrito e assinado por dois médicos.

Desde 2003 o número de laqueaduras praticamente dobrou. Isso significa que as mulheres estão tendo mais acesso e que o Ministério da Saúde já atingiu a meta do programa Mais Saúde de ampliar o número de procedimentos para 51 mil/ano em 2008.

Veja a seguir o número de laqueaduras financiadas pelo SUS desde 2003:
2003 - 31.216
2004 - 40.656
2005 - 40.865
2006 - 50.343
2007 - 58.513
2008 - 61.847

O governo oferece também a possibilidade da vasectomia. Vejam o número de procedimentos a cada ano.
2001 - 7.798
2002 - 12.960
2003 - 19.103
2004 - 26.466
2005 - 25.647
2006 - 34.111
2007 - 37.245
2008 - 35.015
2009 - 34.144

No que diz respeito à contracepção, temos um verdadeiro estado-babá. Sem um trabalho mais organizado, que chame os indivíduos à responsabilidade individual, o Brasil pode é virar um açougue. Por que digo isso? Há pessoas da minha família que trabalham em postos de saúde, que distribuem a tal pílula do dia seguinte. E são elas que me relatam: o que deveria ser uma excepcionalidade, uma medida de emergência, se transformou numa facilidade perigosa; porque o remédio existe e está ao alcance da mão, sem qualquer custo, acaba sendo visto como uma alternativa à camisinha. É evidente que a legalização do aborto, realizado pelos SUS, como querem, aumentaria essa irresponsabilidade. Nessa hora, há os protestos: “Ninguém gosta de fazer aborto; isso não aconteceria!” Por que não? Se milhares de procedimentos, como querem os militantes, são feitos na clandestinidade, é de se supor que muito mais se faria sob a proteção da lei. É questão de lógica elementar.

Não! Não temos um estado omisso nessa matéria. Ao contrário: ele se mete em demasia na vida das pessoas. Com raras exceções, só engravida no Brasil quem quer. Que fique claro: não estou endossando esse excesso de intromissão, não. Só estou lembrando que a um estado não cabe premiar a omissão e a irresponsabilidade.

Isso não tem nada a ver com religião. É só uma questão de civilidade.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

CONGRESSO NACIONAL: Balcão de negócios onde uma minoria de 15% (PT), mas organizada, impõe ao país o aborto, o gaysismo, a corrupção e posições morais sem aceitação social. Porém, governar é tarefa para partido grande (mais de 50%)

Muito obrigado, senhores ministros!
Escrito por Percival Puggina e publicado no site www.midiasemmascara.org

Em fins de 2006, o STF julgou inconstitucional a lei que estabelecera cláusula de barreira para os partidos chamados nanicos. Essa lei fora aprovada pelo Congresso Nacional em 1995 para viger dez anos mais tarde. Foi uma das muitas vezes em que os ministros estiveram mais para opiniáticos do que para constitucionalistas. Caramba! Se o Congresso Nacional não tiver autonomia sequer para legislar sobre partidos políticos, então que se fechem suas portas e se transfiram suas atribuições para os Onze Sábios da República. A surpreendente decisão fundamentou-se no direito de representação das minorias. Entenderam suas excelências que a cláusula restringia direito fundamental das parcelas minoritárias da cidadania. Como resultado, graças ao STF, já contamos com a inestimável contribuição ao bem comum prestada por 29 partidos. O 30º está na reta de chegada para completar seu registro. Trata-se do PEN, o Partido Ecológico Nacional. Muito obrigado, senhores ministros. Valeu!

Abro parêntesis. É interessante notar que pelo menos dois dos partidos que impetraram aquela Ação Direta de Inconstitucionalidade acolhida pelo STF (PCdoB e PSOL) consideram perfeitamente normal e democrático o monopartidarismo cubano, mas acham que, no Brasil, não pode haver democracia sem um multipartidarismo que os inclua como representação de certas minorias ideológicas. Fecho parêntesis.

Como recusar o fato de que o excessivo número de partidos complica a política em todos os seus níveis e em todas as suas etapas? Anoto algumas dessas mazelas: 1) o custeio das legendas; 2) as cada vez mais difíceis e onerosas campanhas eleitorais; 3) as extravagantes coligações com que convivemos; 4) a multiplicidade de espaços em rádio e tevê; 5) a sobrecarga incidente na Justiça Eleitoral; 6) o excessivo número de candidatos que poluem a vitrine das campanhas e dificultam a escolha do eleitor; 7) a formação de um número demasiado de bancadas nos parlamentos; 8) a descaracterização filosófica das siglas; 9) o tumulto que geram na constituição dos governos e no processo legislativo, e por aí vai.

Vinte e três partidos políticos têm representação na Câmara dos Deputados! Os 86 deputados da maior bancada, a do PT, representam apenas 15% do plenário... Ou seja, nesse modelo que seduziu o STF, a maior bancada acaba sendo, também ela, uma pequena minoria. Como organizar de modo adequado atividade tão relevante ao bem comum quanto é a política com um sistema que só produz minorias irrelevantes? Como erguer essa atividade a um patamar mais elevado se a necessária formação de maiorias leva os partidos a se debruçarem sobre um cada vez mais seboso e menos digno balcão de negociações onde, a cada ano, é necessário criar novas moedas de troca?

É certo, o grau de civilidade de um país tem a ver, entre outras coisas, com a forma como trata suas minorias. Sair-se daí, porém, para transformar o sistema partidário em instrumento dessa organização e representação é clara demasia. As minorias deveriam compor-se dentro dos partidos que as acolhessem em suas plataformas e diretórios. Isso evitaria todos os males do multipartidarismo e mais este: a possibilidade de que o acesso ao poder seja franqueado a uma minoria organizada. Atenção! O nosso modelo permite que circunstancialmente, um partido minoritário, nanico, sectário (quem sabe até totalitário!) tendo cooptado para seus quadros uma figura carismática e popular qualquer, chegue ao governo trazendo na manga do casaco posições filosóficas, ideológicas e morais sem aceitação social. Governar é tarefa para partido grande. É direito e dever das maiorias.

O AI-5 dos Abortistas - Atenção, brasileiros! Estão tentando fraudar a Constituição e impor a legalização do aborto ao arrepio da vontade dos brasileiros. É uma tentativa de golpe!

Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/
Abaixo, demonstrarei como uma simples comissão de revisão do Código Penal está se mobilizando para cassar um direito constitucional — violando uma cláusula pétrea da Carta, que não pode ser mudada nem mesmo por emenda — ao arrepio da população e do próprio Congresso Nacional. E tudo para aprovar o aborto. A síntese é esta: se o povo não faz o que eles querem, decidem, então, tirar o tal povo da jogada. Antes do caso, algumas indagações e considerações.

Por que os militantes em favor da legalização do aborto são tão determinados, tão fanáticos, tão sectários? Ainda que discorde de muitas causas, que as considere eventualmente estúpidas, compreendo, às vezes, o fervor de alguns. Tomo como exemplo os ecologistas, em especial os apocalípticos do desmoralizado aquecimento global. Não estando eles a serviço de alguma empresa alemã que forneça a tecnologia das tais energias alternativas, podemos considerar que seu propósito é meritório, ainda que suas teses sejam cretinas. Mas ser um fanático do aborto? Por que mistificar, trapacear, fraudar os números? Demonstrei ontem aqui, de maneira inequívoca, a mentira escandalosa que é a afirmação de que 200 mil mulheres morrem todo ano em razão de abortos de risco. Boa parte da grande imprensa vive repetindo essa farsa, inventada pela militância abortista, sem nem mesmo levar em consideração o total de óbitos no país. Uma simples consulta aos dados do IBGE exporia a falácia. Mas essa não seria uma prática… progressista!

Ainda que a legalização do aborto pudesse ser objeto de um plebiscito — não pode, já digo por quê! —, a esmagadora maioria dos brasileiros diria o que já diz em pesquisas de opinião: é contrária à mudança da legislação atual, que permite a interrupção da gravidez só em caso de estupro e risco de morte da mãe. Não demora, e o STF se pronunciará sobre o aborto de anencéfalos. Será certamente aprovado, o que pode, sim, abrir caminho para a interrupção da gravidez em outros casos muito menos graves de malformação do feto. Estaremos “abrindo uma vereda para a terra dos mortos”.

Os militantes pró-aborto são, como disse, determinados. E são também organizados. Vivem numa mobilização permanente para tentar ganhar a opinião pública, que sabem majoritariamente contrária à sua tese. Mas sabem também que um bom trabalho de militância, associados a movimentos sociais, ONGs, redes sócias e imprensa, pode fazer milagres. Vejam, num caso bem mais prosaico, essa bobagem que é a proibição dos saquinhos de supermercado. A natureza ganha pouco — já que haverá um aumento do consumo dos sacos de lixo —, os supermercados economizam, e os consumidores pagam o pato. Mas aplaudiram a medida. Afinal, foram convencidos de que estão ajudando a salvar a natureza…

É claro que o aborto é uma causa bem mais complicada. O importante, para a militância, é jamais descansar. Enquanto dona Eleonora Menicucci vai à ONU e endossa a mentira das 200 mil mortes anuais de mulheres em decorrência da interrupção da gravidez, partidários da causa atuam na frente doméstica para aplicar um passa-moleque na Constituição, tentando cassar um direito constitucional por intermédio de outros códigos legais. Leiam o que informa a Folha de hoje. Volto em seguida.

Proposta quer liberar aborto a mulher sem “condição psicológica”

Por Flávio Ferreira:
A comissão de reforma do Código Penal do Senado apresentou em audiência pública proposta que descriminaliza o aborto realizado até a 12ª semana de gravidez quando, a partir de um pedido da gestante, o “médico constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade”. O texto também prevê que o aborto de anencéfalos não será considerado crime - a questão está sob julgamento do Supremo Tribunal Federal. Atualmente, o Código Penal só não considera crimes os abortos feitos para salvar a vida da gestante e quando a gravidez resulta de estupro.

O anteprojeto apresentando ontem ainda promove a descriminalização da eutanásia nos casos em que houver desligamento de aparelhos que mantenham a vida de um paciente com doença grave e irreversível atestada por dois médicos, com consentimento do paciente ou da família. Outra proposta também aumenta a pena atual para casos de homicídio causado por embriaguez ao volante. O texto cria a “culpa gravíssima”, com punição de quatro a seis anos, para os casos em que houver “excepcional temeridade” na conduta do causador da morte. Está em estudo também a inclusão de um capítulo para os crimes de trânsito.

Entidades e ativistas contra e a favor da descriminalização do aborto promoveram um debate acalorado na audiência de ontem, feita no Tribunal de Justiça paulista. Segundo o relator da comissão, o procurador regional da República em São Paulo Luiz Carlos dos Santos Gonçalves, o texto do anteprojeto traz uma “posição intermediária” em relação à descriminalização do aborto. “É preciso enfatizar que a proposta não acaba com o crime de aborto, ele apenas amplia as situações em que não haverá pena”, afirmou. Segundo o relator, a previsão de atestado médico sobre as condições psicológicas da mulher foi incluída para proteger mulheres em situação de muita fragilidade. “O aborto é o pior método contraceptivo que existe, mas criminalizá-lo pode ser simplesmente uma grande injustiça para com a mulher”, disse.


Voltei
Fico aqui a pensar no que terá querido dizer Luiz Carlos dos Santos Gonçalves. O que significa “posição intermediária em relação à descriminalização do aborto”? Estamos diante de um óbvio esforço para fraudar a Constituição. A decisão sobre o aborto de anencéfalos só está no Supremo, ora vejam!, porque se trata de matéria Constitucional. Está lá no Artigo 5º:
“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade (…)”.
Esse é o texto que impede que se aprove a pena de morte no país mesmo para os piores facínoras. Como lembra o jurista Ives Gandra da Silva Martins, o parágrafo 2º desse mesmo Artigo 5º afirma que tratados internacionais sobre direitos individuais são incorporados à Carta e têm status de norma constitucional. O Brasil é signatário do Pacto de São José da Costa Rica, de direitos humanos. Está lá no Artigo 4º:
“Toda a pessoa tem direito a que se respeite sua vida. Este direito está protegido pela lei e, em geral, a partir do momento da concepção”.

Mas agora vem o mais importante: o Parágrafo 4º, inciso IV do Artigo 60 é claro:
“Não será objeto de deliberação proposta de emenda tendente a abolir (…) os direitos e garantias individuais”.
Assim, a legalização do aborto não pode ser aprovada por qualquer procedimento constitucional ou infraconstitucional porque isso significaria violar uma cláusula pétrea da Carta.

Agora o mérito
Desde quando um médico, a menos que seja psiquiatra, está habilitado a avaliar, com esse grau de profundidade e em caso de tamanha gravidade, as “condições psicológicas” de uma mulher? Permitir o aborto, nesse caso, corresponde simplesmente a legalizar a prática ao arrepio da Constituição e do próprio Congresso.

Depois da falácia com os números, já desmoralizada, estamos diante de um truque descarado para impor à maioria do povo brasileiro aquilo que é vontade de uma minoria. Derrotados no debate, incapazes, até agora, de ganhar a opinião pública, os abortistas querem aprovar o AI-5 do aborto, que torna letra morta a Carta Constitucional. “Ah, como esse Reinaldo exagera!” Exagero do cinismo é tentar dar um golpe na Constituição!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A GRANDE MENTIRA SOBRE AS 200 MIL MULHERES QUE MORRERIAM EM DECORRÊNCIA DO ABORTO. PIOR: O GOVERNO BRASILEIRO AJUDA A ESPALHAR A FALÁCIA

Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/
Sim, queridos, Tio Rei vai para a praia, fica com os pés na areia, mas jamais com a cabeça nas nuvens. Estávamos lá eu e meu iPed (cuidado com protetor solar gel…) navegando aqui e acolá, e eis que leio a seguinte reportagem, de Jamil Chade, de Genebra, correspondente do Estadão (íntegra aqui):
“O governo de Dilma Rousseff foi colocado contra a parede ontem por peritos da ONU, que acusam o Executivo de falta de ação sobre a morte de 200 mil mulheres a cada ano por causa de abortos de risco. Eles pedem que o País supere suas diferenças políticas e de opinião para salvar essas vítimas.
A entidade apresentou seu exame sobre a situação das mulheres no Brasil e não poupou críticas ao governo. “O que é que vocês vão fazer com esse problema político enorme que têm?”, cobrou a perita suíça Patricia Schulz. Para os especialistas, a criminalização do aborto está ligada à alta taxa de mortes por ano.”
(…)

É mesmo, é? Caberia uma pergunta de saída: quem é a ONU para “colocar o governo contra parede” num assunto como esse? Instituíram, por acaso, o governo mundial e não me encontraram para dar o recado? Teria eu bebido muito caipirinha e não entendido a mensagem? Acho que não… Mas isso importa pouco agora. O que me incomoda é a mentira estúpida veiculada logo na segunda linha do texto. É MENTIRA COMPROVÁVEL ESSA HISTÓRIA DE QUE MORREM 200 MIL MULHERES POR ANO POR CAUSA DE “ABORTOS DE RISCO”. Em outros tempos, um número como esse seria submetido à matemática elementar. Hoje em dia, tudo pode. Mas como se chegou a ele?

Essa é a conta que fazem os abortistas e aborteiros confessos — caso de Eleonora Menicucci — e acaba sendo admitida como oficial pelo próprio governo, o que é de lascar. O Estadão — e quase toda a imprensa — fica devendo a seus leitores a correção dessa barbaridade. Por que digo isso?

Comecemos pelo óbvio: INEXISTE UMA BASE DE DADOS QUE PERMITA DIZER QUANTAS MULHERES MORREM EM DECORRÊNCIA DE ABORTOS DE RISCO. Logo, de onde tiram os números? Mas isso, se querem sabe, é o de menos. O maior escândalo vem agora.

Em 2010, o Censo, do IBGE, passou a investigar a ocorrência de óbitos de pessoas que haviam residido como moradoras do domicílio pesquisado. ATENÇÃO! Entre agosto de 2009 e julho de 2010, foram contabilizados 1.034.418 mortes, sendo 591.252 homens (57,2%) e 443.166 mulheres (42,8%). Houve, pois, 133,4 mortes de homens para cada grupo de 100 óbitos de mulheres.

Vocês começam a se dar conta da estupidez fantasiosa daquele número? Segundo o Mapa da Violência (aqui), dos 49.932 homicídios havidos no país em 2010, 4.273 eram mulheres. Muito bem: dados oficiais demonstram que as doenças circulatórias respondem por 27,9% das mortes no Brasil — 123.643 mulheres. Em seguida, vem o câncer, com 13,7% (no caso das mulheres, 60.713). Adiante. Em 2009, morreram no trânsito 37.594 brasileiros — 6.496 eram mulheres. As doenças do aparelho respiratório matam 9,3% dos brasileiros — 41.214 mulheres. As infecciosas e parasitárias levam outros 4,7% (20.828). A lista seria extensa.

Agora eu os convido a um exercício aritmético elementar. Peguemos aquele grupo de 443.166 óbitos de mulheres e subtraiamos as que morreram assassinadas, de doenças circulatórias, câncer, acidentes de trânsito, doenças do aparelho respiratório, infecções (e olhem que não esgotei as causas). Chegamos a este número: 185.999!!!

Já começou a faltar mulher. Ora, para que pudessem morrer 200 mil mulheres vítimas de abortos de risco, é forçoso reconhecer, então, que essas mortes teriam se dado na chamada idade reprodutiva — entre 15 e 49 anos. É mesmo? Ocorre que, segundo o IBGE, 43,9% dos óbitos são de idosos, e 3,4% de crianças com menos de um ano. Então vejam que fabuloso:
Total de mortes de mulheres - 443.166
Idosas mortas - 194.549
Meninas mortas com menos de um ano - 15.067
Sobra - 233.550
Dessas, segundo os delirantes, 200 mil teriam morrido em decorrência do aborto — e necessariamente na faixa dos 15 aos 49 anos!!!

Para encerrar
Aquele número estupidamente fantasioso das 200 mil mulheres mortas a cada ano deriva de outro delírio: chegariam a um milhão os abortos provocados no país. Que coisa! Nascem, por ano, no país, mais ou menos 3 milhões de crianças. Acompanhem. Estima-se que pelo menos 25% das concepções resultem em abortos espontâneos. Não houvesse, pois, um só provocado, aqueles 3 milhões de bebês seriam apenas 75% do total original, de concepções — 4 milhões. Segundo os abortistas, pois, o número de abortos provocados seria igual ao de abortos espontâneos. Mais: das cinco milhões de mulheres que engravidariam por ano, nada menos de 20% decidiria interromper a gravidez. Nem na Roma pré-cristã ou na China pós-Mao…

Por que esses números não são contestados por ninguém? Ora, porque se estabeleceu que ser favorável à legalização do aborto é coisa de “progressistas”, de gente bacana, que quer um mundo melhor. Assim, que mal há que eles mintam um pouco e fraudem a lógica, a matemática e os fatos?

Por que os defensores do aborto mentem? Porque a verdade é devastadora para a sua tese. Precisam inventar a morte de milhares de mulheres para que possam justificar a morte de milhares de fetos. Somam à covardia original a covardia intelectual.

OS LIBERAIS NAS URNAS: MENOS IMPOSTOS, MAIS LIBERDADE, MENOS ESTADO. OU: Em 2012, nós precisamos de políticos novos, que se apresentem e abram uma nova frente das idéias de liberdade


Os liberais nas urnas
Por Magno Karl no site www.ordemlivre.org

Nesse ano, alguns bravos libertários se arriscarão nas urnas nos mais de 5 mil municípios brasileiros que elegerão prefeitos e vereadores. É de se admirar a coragem de jovens liberais que aceitaram essa tarefa, não apenas pela associação comum entre a prática política e a corrupção, mas principalmente porque será deles a tarefa inglória de trazer um pouco de realismo a um mundo em que a fantasia é a moeda corrente. Em meio a uma feira livre de benesses aparentemente gratuitas – já que José e João raramente sabem quem paga os presentes distribuídos pelos políticos a um e a outro – os liberais defenderão um programa claramente diferente das propostas de seus concorrentes. Ao invés de prometer subsídios e favores a grupos de interesse, os liberais concorrerão com a certeza de a população poderia fazer algo por ela mesma, se apenas os políticos e a regulamentação estatal a deixassem em paz para fazê-lo. Não nos enganemos: a batalha será árdua, e o bote libertário navegará contra a corrente e morro acima.

Imaginemos o seguinte quadro:
É o primeiro dia do horário eleitoral e depois de meia hora de promessas para José e para João, o candidato aparece na tevê do eleitor comum e diz: “Boa noite. As senhoras e os senhores devem estar esperando ouvir mais promessas de obras e melhorias que nós poderíamos, como mágica, fazer aparecer no seu bairro. Mas hoje eu estou aqui para lhes prometer apenas uma coisa: caso eu seja eleito, eu prometo deixar-los em paz. E os meus esforços, a partir do primeiro dia do meu mandato, serão direcionados para que eu e meus colegas vereadores trabalhemos cada vez menos, produzamos cada vez menos legislação e revoguemos boa parte das que estão em vigor.” Imaginem um candidato que parafraseasse Roberto Campos, que, eleito para fazer o bem, acabou resignado, buscando apenas evitar fazer o mal.

É provável que a ousadia rendesse ao candidato alguma dose de propaganda espontânea. Difícil mesmo seria arriscar a reação dos eleitores. Durante um processo eleitoral em que os políticos brigam para provar quem entre eles podefazer mais pelo povo, quando a percepção da sociedade é que políticos não trabalham o suficiente, o discurso liberal traria estranhamento e certamente alguma chacota. Entretanto, o retorno dessas idéias ao debate político brasileiro será um processo longo e esse estranhamento não deve ser indicação da inadequação do liberalismo à realidade brasileira, mas do quanto ele e seus defensores são necessários nesse momento. No Brasil de hoje, a causa da liberdade também precisa fincar bandeira no campo político partidário. Nós precisamos de candidatos-empreendedores, dispostos a desbravar esse campo ainda não explorado e reintroduzir as idéias liberais no debate. Se é verdade que boa parte dos brasileiros prefere pagar menos impostos e contratar mais serviços privados, deve haver um bom mercado para esses empreendedores no país.

A questão é como fazer esse produto chegar à prateleira. As restrições impostas à criação de novos partidos são imensas. Os partidos estabelecidos dividiram essemercado entre si e fecharam a porta aos novos participantes. Sem poder concorrer por um partido que verdadeiramente o represente, o liberal acaba tendo que procurar abrigo em outra legenda, acomodando-se entre correligionários com idéias iliberais e partidos que exigem contribuições para aprovar a sua candidatura. Se a política for mesmo the art of compromise, o possível candidato libertário é condenado a exercitar tal arte um pouco antes de seus concorrentes, já que própria existência de sua candidatura está condicionada à sua capacidade de acomodação em um partido não-libertário.

Mas então, com todos esses problemas, por que um liberal deveria entrar na política? Se é para ser visto como corrupto, se é para concorrer em uma campanha longa e cara, contra candidatos que possuem os recursos da máquina pública e o apoio de empresários que dela dependem, por que se arriscar? Por que valeria a pena?

A resposta está no número de leis esdrúxulas que vemos aprovadas todos os dias. Nos ataques às liberdades que passam sem que nenhuma voz se levante contra elas no parlamento ou no poder executivo.

É válida a participação dos liberais na política, mesmo sem a pretensão de eleger maiorias ou participar de governos. Poucas vozes podem ser o bastante para que iniciemos um debate e a existência de uma discussão sobre o papel do estado já seria um avanço frente ao quadro atual. E não nos esqueçamos de algo importante nos tempos que vivemos: de uma hora para outra, um político solitário pode se tornar o símbolo de um movimento. A internet pode trabalhar em favor dos liberais, dos potenciais “Doutores No” escondidos pelas cidades brasileiras. Idéias fazem eco. Em 2012, nós precisamos de políticos novos, que se apresentem e abram essa nova frente para as idéias da liberdade.

SOBRE O AUTOR

Magno Karl, cientista social pela UFRJ, é tradutor e gerente de operações de Ordem Livre.

Aborto, eutanásia, eliminação de deficientes ou de opositores do regime? Nas sociedades livres, se há dez cabeças e nove chapéus, fabrica-se mais um chapéu; nas sociedades socialistas, corta-se uma cabeça!

"Sakanamoto": "eutanásia não é morte, é dignidade"
Escrito por Klauber Cristofen Pires e publicado no site www.midiasemmascara.org

Para a esquerda, aborto e eutanásia não dizem respeito à vida ou à liberdade do indivíduo, mas ao controle e à engenharia social gerida pelo estado.

Hoje fui ao Blog do Sakamoto para ver quais foram os absurdos que ele andou escrevendo. Fazia já um tempo que eu não me dedicava a desmascarar suas falácias arrotadas sob o argumento de autoridade. Menos mal é que os amigos Luciano Ayan e Leonardo Bruno têm se revezado comigo neste mister, e diga-se, com grande competência e estilo.

Para quem o desconhece, Leonardo Sakamoto, por ele mesmo, é “jornalista” (tem um blog no UOL) e doutor em Ciência Política. Cobriu conflitos armados e o desrespeito aos direitos humanos em Timor Leste, Angola e no Paquistão. Professor de Jornalismo na PUC-SP, é coordenador da ONG Repórter Brasil e seu representante na Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo.”.

Agora vejam bem: ele é professor de jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Ôôô, cadê os católicos da USP? Ou todos trocaram a imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo pela do purulento barbudo alemão? Então é assim: vocês empregam um sujeito que prega abertamente o aborto e a eutanásia, sem falar do comunismo, que também merece excomunhão automática?

Eu não tenho nada contra o direito de Leonardo Sakamoto e nem de ninguém proferir suas tenebrosas ideias, desde que o façam em um fórum condigno. Mas numa universidade católica? Os diretores, professores e alunos da PUC que são cristãos e que possuam um pingo de vergonha na cara têm o dever de exigir a revogação de seu contrato.

Ainda, como há muito tenho dito: respeito inteiramente o direito de alguém ser socialista e de declamar as suas convicções, segundo o direito universal de liberdade de pensamento e de expressão (nos seus respectivos quadrados, bem relembrado). Entretanto, não confiro a esta gente o direito de sustentar suas alegações com base em mentiras e empulhações. O problema é que até agora não vi um só socialista, esquerdista, progressista, petista, comunista ou o diabo vermelho que seja que não faça uso da desonestidade intelectual como instrumento de persuasão.

No caso do Leonardo Sakamoto, sua compulsão pelo logro é tanta que há de se perceber como ele mesmo acredita em suas próprias mistificações conscientemente forjadas com fim de induzir seus leitores - e consequentemente, seus alunos de cátedra – ao erro. Algo tão sintomático como o famoso dito do chefe do mensalão, José Dirceu “ - Estou cada vez mais convencido da minha inocência…”

Agora, vamos a alguns comentários sobre um de seus últimos textos. Olhem só este aqui: “Holanda fará Eutanásia em Domicílio. Por aqui, aliviar a dor é crime”

Como vocês podem constatar, já no título ele induz o leitor distraído à confusão, levando-o a concordar que drogas letais “aliviam” a dor. Ora, aliviar a dor é atenuá-la. Se eu tenho dor de cabeça, tomo um analgésico e ela, a dor, é aliviada. Como pode uma droga letal “aliviar” a dor? O que se pode dizer, quando muito, é que esta interrompe um período prolongado de sofrimento, mas não que o próprio seja aliviado!

Sem muitas delongas, o trombeteiro dos cavaleiros do apocalipse elogia a Holanda por praticar a eutanásia em domicílio, em atendimento aos pacientes que alegam o desejo de morrerem lúcidos, enquanto no Brasil o tema ainda gera “olhares de repreensão e nojo em muita gente”. Como corolário da técnica erística da inversão do discurso, o japariba (mistura de “japonês” com “paraíba”, hehe...) vem com aquele papo de que “não é uma discussão sobre a morte, mas sobre a vida e sua dignidade”. Ah, tá, me engana que eu gosto!

O que ele não diz é que é crescente o número de cidadãos holandeses que se mudam para a Alemanha e outros países para fugir de seus cruéis filhos que visam a herança e o fim do sofrimento... deles, isto é, de cuidar de seus velhos! E o que ele também não diz é sobre o grande número de pessoas que sob os pretextos mais imaginativos pretendem cometer não a eutanásia, mas o suicídio assistido, haja vista suas consideráveis probabilidades de se tratarem.

Agora imaginem a eutanásia liberada em solo sob a jurisdição do SUS! Estaria resolvido o problema da superlotação dos hospitais públicos, não é mesmo? Que tal delegarmos ao mesmo órgão que deve cuidar da saúde a prerrogativa de controlar a sua própria demanda?
Não se enganem: aborto e eutanásia nunca teve nada a ver com liberdade do indivíduo, este ser que inexiste em uma sociedade estatizada. Trata-se apenas de instrumentos de controle e de engenharia social. Em uma sociedade onde os cidadãos se vêm dependentes do estado para tudo, ele é que decidirá quem pode nascer e quem deve morrer. Dissidente do regime? Eutanásia. Filho de dissidente? Aborto! Síndrome de Down? Se vivo, injeção letal; se feto, sucção AMIU!

Há uma frase cabal para explicar bem o que o “nosso” japonês (parece que os deles ainda são melhores que os nossos, infelizmente...) pretende fazer valer: nas sociedades livres, se há dez cabeças e nove chapéus, fabrica-se mais um chapéu; nas sociedades socialistas, corta-se uma cabeça! Deu bem pra entender o recado?

Quando eu era criança, nutria certa dúvida quanto à assertiva de que Jesus Cristo liberta. Ouvia isto como uma frase de efeito, algo de marketing. Hoje, na infância da minha velhice, percebo o quanto mais livre um cristão é, frente àqueles que preferem fugir do sofrimento ao invés de enfrentá-lo. Sim, porque o sofrimento nos acomete a todos, queiramos ou não.

Por exemplo, o casamento tem, sim, muito de sacrifício, especialmente passados aqueles deslumbrantes anos iniciais. Mas é ele quem protege e educa as crianças, fornecendo a elas o direito a um lar cheio de amor. E todos nós fomos crianças um dia. Da mesma forma, o dever de estar ao lado do doente terminal nos rouba os momentos de lazer, mas quanto de verdadeiro alívio se encontra na alma daquele que se despede da vida ao sentir-se acolhido por seus próximos?

Jesus Cristo veio para oferecer vida em abundância e para todos, e o modo cristão de viver garante isto, de fato. Mas que garantia de vida e dignidade há em delegarmos ao estado o poder de interromper a vida de nascituros porque malformados, ou de uma raça minoritária, ou filho de uma classe social considerada desnecessária? Que garantia de vida há em ver crianças sem pai e mãe sendo conduzidas por burocratas que só têm números na boca e ódio no coração? Que garantia de vida há em você ficar doente e o estado optar pela eutanásia para cortar custos ou se livrar do sujeito indesejado?

Caros leitores: não hei de descansar enquanto não constatar que esse militante de sua espúria doutrina esteja desacreditado perante aqueles que se encontram sob sua esfera de influência, e vou fazer isto simplesmente assim: denunciando suas inverdades e engodos. Vai dar trabalho? Não me importa.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A PROSPERIDADE DEPENDE DO TRABALHO E NÃO DA EMISSÃO DE MOEDA. OU: GRÉCIA, EUROPA E BRASIL => PAPEL MOEDA NÃO É DINHEIRO

Papel-moeda não é dinheiro
Escrito por Klauber Cristofen Pires no site www.midiasemmascara.org

Papel-moeda não é dinheiro porque não é mercadoria (não tem valor intrínseco), não é raro e não é aceito de forma espontânea e universal.

As crises que têm convulsionado os Estados Unidos e que atualmente vão assolando a Europa têm causas já bem conhecidas, especialmente pelos economistas chamados de “austríacos”, muito embora continuem sendo negadas por razões de interesse da parte de certos grupos que compartilham o poder.

E não se enganem. O Brasil está muito longe da alegada imunidade que o governo tem proclamado. Em outras palavras: nós somos eles amanhã.

O propósito das linhas a seguir é explicar de uma maneira bem didática e fácil aos leitores um pouco mais leigos as três principais razões pelas quais o Ocidente passa por mais essa fogueira tão pouco depois da “irracional prosperidade”, segundo as palavras de um dos principais responsáveis por tal estado de coisas, o ex-presidente do Banco Central norte-americano, Alan Greenspan.

Cabem os méritos a Ludwig von Mises por ter descoberto por que ocorrem os chamados “ciclos econômicos”, conhecidos em inglês pela expressão “Boom-Bust” (“boom” = explosão, no sentido de grande momento de prosperidade; “bust”= explosão ou estouro também, mas agora com o sentido inverso, isto é, de golpe, pancada, ou mais precisamente, quebra e falência).

Apenas como um aposto, digne-se mencionar o quanto os defensores dos ideais socialistas prezam os “ciclos econômicos”, que segundo eles, refletem não mais do que as contradições do capitalismo e a sua natural propensão histórica a ser substituído pela implantação do socialismo (“devenir histórico”). Todavia, o que precisa ser desmascarado é que os ciclos econômicos são o resultado de intervenções estatais concebidas justamente à moda socialista, mais especificamente sob as teorias keynesianas.

A saga da moeda percorreu por milênios um caminho tortuoso marcado por erros e acertos, bem como, em certa medida, também pelas condições tecnológicas disponíveis. A humanidade, em seus atos comerciais, deu um grande passo à frente ao descobrir as vantagens das triangulações das trocas, mediante a realização de transações com uma mercadoria que fosse universalmente aceitável e divisível (Um boi, por exemplo, seria inviável para adquirir, digamos, uma peça de roupa cujo valor de troca fosse menor). Daí por diante, tornou-se questão de aprimorá-la.

O antigo império romano já fez uso do sal para tal fim, daí a origem do termo “salário”, que era pago aos seus soldados. Entretanto, hoje esta mercadoria, embora ainda universalmente aceitável, demandaria grandes quantidades físicas para adquirir bens de pouco valor, donde se conclui que outra qualidade desejável para a moeda é a de ser relativamente rara.

Por fim, consagrou-se o ouro, pelas seguintes razões: é uma mercadoria (isto é, possui um valor intrínseco); é relativamente raro, é divisível (cunhável em moedas e barras de diferentes tamanhos), e é universalmente aceito de modo espontâneo.

Nos dias atuais, entretanto, não realizamos mais transações em ouro, mas por algo que recebe o nome de papel-moeda de curso forçado. Para que ninguém tenha dúvidas, trata-se de um mero pedaço de papel pintado (com alguns artifícios para dificultar a sua falsificação por terceiros), que não possui um valor intrínseco nenhum, não é relativamente raro (já explico adiante e detalhadamente por quê), e não é universalmente aceito de forma espontânea, mas ao contrário, tem a sua circulação tornada obrigatória pelo seu emissor, e é válido apenas em seu território (salvo algumas exceções, e ainda assim limitadas, como o dólar, o ouro e o yen).

Vamos agora às consequências práticas da diferença entre o padrão-ouro e o papel-moeda.

Por primeiro, quem tem moedas de ouro, tem as mesmas moedas em qualquer lugar do mundo. Pode ser que este ou aquele bem ou serviço custem mais caro em um país do que em outro, o que é muito normal, haja vista a diferença de disponibilidades de recursos naturais entre eles. Ainda assim, a pessoa que detiver uma certa quantia em ouro permanecerá com ela, que é sua propriedade e que tem valor.

Muito ao contrário, quem tem, digamos, reais em mãos, dificilmente há de conseguir trocá-los no exterior, a não ser em certos países vizinhos e mediante relações de troca bem desfavoráveis, de modo que, se alguém decidir fazer uma viagem para a Austrália, já terá chegado lá com uma significativa perda do seu poder aquisitivo antes mesmo de comprar um mero cartão postal.

A bem da verdade, manter reais consigo no próprio Brasil já implica em perda de poder aquisitivo, por conta do primeiro fator causador de crises que Mises apontou: o poder estatal de imprimir dinheiro.

Não é possível criar ouro. Há quem diga que isto seja possível, mas mesmo assim, seria anti-econômico (gastar-se-ia mais com o processo do que com o resultado). Porém, é possível imprimir mais notas, e é isto o que os governos mais fazem para custear seus gastos cada vez maiores.

Imprimir mais notas implica em realizar uma espécie de tributação, porque cada nota que temos em mãos, por tornar-se menos rara, perderá uma parte do seu valor de compra. É como se recebêssemos diariamente como salário um copo de leite e dia após dia o governo fosse adicionando, progressivamente, um pouco mais de água ao leite, com a finalidade de prover mais copos a mais pessoas. Em determinado dia, o copo de cada um permaneceria cheio, mas então de uma mistura praticamente transparente formada basicamente por água com algumas gotinhas de leite.

Arrecadar tributos sob a forma de expansão monetária (impressão de notas, ou mais modernamente, por meros comandos eletrônicos) é algo que os governos prezam e não abrem mão, por ser muito mais discreto do que decretar formalmente aumentos dos impostos, o que seria impossível no padrão-ouro.

Não bastante, outra forma de criar riqueza do nada, ou melhor, uma aparência de riqueza, prosperou com a invenção do papel-moeda: as chamadas reservas fracionárias bancárias.

Tratam-se de operações contábeis efetuadas pelos bancos segundo as quais se possibilita que o mesmo dinheiro que foi emprestado a João o seja também a Márcio, Paulo, Juliana, e assim por diante, praticamente sem solução de continuidade.

Se alguém vender um mesmo lote de terra a João e em seguida a José, ninguém duvidará que este sujeito praticou um ato de estelionato. Contudo, os bancos fazem exatamente isto, e o fazem sob proteção legal (às vezes ilegal também, eis que prosperam denúncias de vendas “a granel” de títulos de papel que dizem representar ouro físico!).

Com mais dinheiro impresso pelo governo ou mais créditos oferecidos pelos bancos sem que haja uma verdadeira produção de riqueza que lhes legitime, os beneficiários disputarão no mercado pela mesma quantidade de bens produzidos. Agora basta raciocinar com base na lei da oferta e da procura: se há mais pessoas disputando os mesmos bens, é óbvio que estes últimos aumentarão de preço.

Além disso, no antigo padrão-ouro os bancos somente podiam emprestar dinheiro a terceiros mediante contrato com os donos dos depósitos, sendo que, ao autorizarem suas disponibilidades, viam-se automaticamente sem elas. Desta forma, quem tomasse empréstimos tinha as matérias-primas para seus investimentos sob condição de oferta (e portanto, de preço) inalterada, já que os emprestadores ficaram temporariamente desprovidos exatamente daquelas quantias. Na verdade, ambos, emprestadores e tomadores tinham por acordo tácito justamente isto: segurar voluntariamente o consumo para investir e lucrar com o resultado futuro.

Porém, no atual sistema de papel-moeda e crédito praticamente ilimitado, as matérias-primas não estão à disposição dos investidores, porque os emprestadores continuam com o mesmo poder de compra, quiçá até mesmo aumentado. Isto significa que seus investimentos custarão mais caro do que o esperado, se não tiverem de esperar que se tornem fisicamente disponíveis. Isto fará com que os investimentos se malogrem, e daí, as crises.

Ainda, isto não é toda a desgraça a ser contada. No antigo regime do padrão-ouro, detinha moedas de ouro quem trabalhava e produzia, ou quem deles recebesse alguma quantia, e o governo possuía exatamente o fruto da arrecadação dos impostos, que não podiam ser majorados ilimitadamente sob pena de revolta ou colapso de toda a economia. Com o novo poder de criar dinheiro do nada, mediante a simples impressão de cédulas de papel, a cada dia os governos puderam aumentar seus gastos com funcionários públicos, aposentados, pensionistas e beneficiários de programas assistenciais, e foram neste rumo transformando significativamente a estrutura social, ao criar a cada dia mais pessoas dependentes. Isto é exatamente o que está acontecendo na Europa, onde há mais pessoas recebendo salários como funcionários públicos, como aposentadorias ou pensões, do que gente trabalhando e produzindo.

Aos amigos leitores que ultimamente têm assistido às chocantes cenas de revoltas na Grécia, podem ter certeza de uma coisa: quem por lá carrega o piano nas costas não participou de nenhum daqueles atos de vandalismo.

Resumindo, para fechar: impressão de dinheiro falso, empréstimo falso de dinheiro falso e estilo falso de vida e de estrutura social. Não é imprevisível de que um dia um grande acerto de contas teria de vir à tona. Veio.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

OS SOCIALISTAS EXPLORAM O TRABALHO ALHEIO. OS CAPITALISTAS TRABALHAM

Este blog já publicou diversos posts provando que todo homem é capitalista. Veja aqui, aqui e aqui. Por isso, posso dizer que socialistas são exploradores de trabalho alheio e capitalistas são trabalhadores. Proteger interesses de trabalhadores significa proteger capitalistas. O estado que realiza essa proteção é o estado mínimo que garante apenas liberdade, segurança de vida e propriedade.

Social-democratas, petistas, socialistas, progressistas e esquerdistas são exploradores do trabalho alheio. Os conservadores são os trabalhadores que pagam imposto para sustentar o governo do PT. Logicamente que o trabalhador é dono dos valores dos bens por eles produzidos desde que não os tenham vendido no mercado.

É importante lembrar que os trabalhadores (sempre capitalistas) trocam seus produtos ou trabalhos no mercado. Na troca há vantagem para vendedores e compradores. Isto é, não há necessidade de se ver o outro perder para perceber a vantagem própria.

Não se pode dizer que o valor que o dono de algumas vacas que tira o leite e o vende recebe salário. O pequeno pecuarista não se diferencia do operário da indústria pelo motivo de que ambos vendem algum produto no mercado. Ambos acordam muito cedo e trabalham muito, mas recebem o valor do produto que venderam.

No entanto, existe gente esperta nesse mercado: São os socialistas. Eles não trabalham e vivem bem em cargos públicos explorando trabalhadores por intermédio do imposto. Isso sim é exploração, haja vista que o governo não dá nada em troca do valor recebido. Se pelo menos fizessem obras e garantissem a liberdade, a vida e a propriedade.

Mas não! Os socialistas do governo do PT apropriam-se de trabalho alheio e não devolvem nada em troca. Devolvem injustiça, corrupção, kit gay, lei da palmada, aborto livre etc. Eles querem que o hospital público façam aborto livre até a última semana de gravidez. Isso é assassinato feito com nosso dinheiro.

Os socialistas, para ocuparem os cargos governamentais, dizem que o pecuarista é capitalista explorador do trabalho alheio e o operário é um explorado. É uma mentira usada para dividir tipos de trabalhadores e, depois de enganá-los, explorá-los cobrando impostos por intermédio do aparato governamental.

Você já viu algum prédio, investimento, estrada ou qualquer obra que se tenha iniciado no governo do PT e terminado? Eu não vi! Eles só fazem cena com o dinheiro do povo. Se algum petista quiser enumerar obras prontas e funcionando podem escrever-me. Não há dúvida que eles estão no governo apenas para não trabalhar. Consideram-se mais espertos que os outros e se acham bons administradores do trabalho alheio. Não fazem nada com nosso dinheiro a não ser gastá-lo muito mal.

ESTE É O BRASIL QUE VAI PRA FRENTE, COM UMA MASSA OCIOSA E CONTENTE! Ouça vídeo com música censurada pelo PT de Pernambuco



Publicado por Aluizio Amorim no blog www.aluizioamorim.blogspot.com. A letra é impagável e irreverente. Detona o Fome Zero e a bolsa-família. Lamentavelmente foi proibida pelo PT, de acordo com a Lei de Controle da Mídia.
Vade retro!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A CRISE NA EUROPA É SOCIALISTA. HOUVE IRRESPONSABILIDADE DOS GOVERNOS NA EMISSÃO DE MOEDA SEM LASTRO, MAS NO BRASIL A DESONESTIDADE INTELECTUAL ESQUERDISTA DIZ QUE A EUROPA VIVE UMA CRISE CAPITALISTA

A crise e a desonestidade intelectual
Escrito por Nivaldo Cordeiro e publicado no site www.midiasemmascara.org

Culpa mesmo é de quem emitiu moeda sem lastro, quem elevou os gastos do Estado à estratosfera, quem regulou cada um dos mercados, e que tributou no limite da asfixia quem trabalha e produz.

Lendo o artigo de Rubem Ricúpero, publicado ontem (20) na Folha de São Paulo ("Perdão pela crise"), é que me dei conta do tamanho da desonestidade intelectual dos escribas engajados na causa socialista. Escritos como o de Rubem Ricúpero são cortinas de fumaça que buscam precisamente esconder a origem da presente crise, que tem na Grécia seu momento mais trágico.

Rubem Ricúpero quer fazer crer a seus leitores que a crise é resultado de um erro técnico (não precisado por ele) e da soberba dos economistas. Ele também acusa uma indefinida "liberalização financeira" como sua causa imediata e, com isso, tenta fazer crer que é uma crise do capitalismo, fundada na luta de classes: "Não foi a falha de imaginação ou inteligência a culpada da imprevisão. A causa é a ideologia, o disfarce de interesses de classe e setores sob roupagem científica". Qual ideologia? Para o ideólogo Ricúpero, a de mercado.

Aqui temos uma dupla desonestidade, pois se há um elemento de luta de classe no processo, são as classes letradas vendidas ao socialismo que, engendrando decisões financeiras fundadas no mefistofélico Keynes, tentam desesperadamente construir uma sociedade falsamente igualitária, supondo que não existe a lei da escassez. Mas ela existe e nem toda emissão de moeda do mundo será capaz de suspendê-la. Tentar colocar o problema como sendo a luta de classes em termos marxistas, de ricos contra pobres, é um abuso teórico. São os engenheiros sociais, patronos do socialismo, os que lutam para reconstruir a realidade em outros termos, ou uma Segunda Realidade, em acesso de loucura que não passa de uma rebelião contra o mundo como ele é.

É desonesto também atribuir a crise ao capitalismo. Os teóricos socialistas que tomaram conta do Estado fizeram todas as estripulias proibidas pelos manuais de livre mercado e como a corda arrebentou tentam agora dizer que é culpa do mercado. Ora, culpa mesmo é de quem emitiu moeda sem lastro, quem elevou os gastos do Estado à estratosfera, quem regulou cada um dos mercados, que tributou no limite da asfixia quem trabalha e produz, a começar pelo mercado de trabalho. Aliás, os EUA sairão bem dessa crise precisamente porque são o país que menos regulou este mercado. A Europa, bem vemos, a pátria do socialismo fabiano, se afunda mais e mais.

Se há uma luta de classes nesse processo é dos que se fizeram donos do Estado sob promessas falsas e passaram a roubar impunemente os produtores de riquezas. Do sindicato dos charlatães socialistas contra os que labutam noite e dia.

É preciso repudiar textos como esse de Rubem Ricúpero, porque não passam de panfletos enganadores da opinião pública. A crise é do socialismo, não do capitalismo.

ESPANHA INVADIDA POR MUÇULMANOS. A RESISTÊNCIA DOS ESPANHÓIS É QUASE NULA

Já escrevi neste blog (aqui) que o mundo ocidental e sua civilização cristã corre risco de desaparecer. A fertilidade das mulheres muçulmanas é aproximadamente cinco vezes superior à das mulheres ocidentais. Alguns países da Europa terão 50% da população de origem muçulmana em apenas duas décadas.
Esse fato, aliado ao crescimento do mundo gay, do socialismo, da desagregação da família e da esquerdopatia ocidental pode causar extinção do modo de vida ocidental, da democracia, do cristianismo e do progresso tão desejado pelos esquerdistas.
Vejo agora que o artigo escrito por Dale Hurd no site www.midiasemmascara.org confirma essa previsão para algumas cidades da Espanha, talvez antes dos vinte anos. Veja parte do artigo de Dale Hurd:
“Os imigrantes muçulmanos não estão aqui para se adaptar. Estão aqui para conquistar".
"Algumas cidades espanholas agora se parecem mais com o Oriente Médio. Os muçulmanos, que um dia já dominaram grande parte da nação, agora estão retornando em grande número. (...) O número de muçulmanos na cidade de Salt está crescendo tão rapidamente que é apenas uma questão de tempo até que eles governem a cidade."
“Quando o primeiro partido político islâmico se apresentar, todos os muçulmanos irão votar nele, e vamos acabar vestindo véus e turbantes. Estamos com um problema muito sério”, disse a vereadora da cidade de Salt, Maria Osuna, à CBN News.

Espanhóis desaparecendo
"Já se fala em mais de 100 mesquitas dos radicais wahhabistas na Espanha. E duas emissoras de TV radicais muçulmanas do Oriente Médio agora estão transmitindo para o país.
Enquanto a imigração muçulmana está em ascensão, os espanhóis nativos estão lentamente desaparecendo. Seu índice de natalidade está abaixo do número de reposição.
Além disso, um grande número de espanhóis em idade universitária está deixando o país fugindo da taxa de desemprego de 50% da população jovem.
Enquanto isso, as taxas de natalidade dos muçulmanos são de pelo menos o dobro da taxa dos espanhóis, e o número deles hoje é dez vezes maior do que há 20 anos.
Um relatório secreto do serviço secreto espanhol vazado na mídia revelou que grupos radicais do Oriente Médio estão mandando enormes quantias em dinheiro à Espanha para controlar os muçulmanos do país."
“A maior ameaça à Espanha, à Catalunha e à Europa é a imigração muçulmana”, disse Anglada à CBN News.
“Sabemos que eles estão vindo para cá para conquistar o que, de acordo com os muçulmanos, já foi deles. Temos um dever moral, de modo que no futuro eles possam dizer que pelo menos houve alguém, um partido, que não estava disposto a se render à islamização do Ocidente”.
Tradução: Luis Gustavo Gentil
Do CBN News: 
Under Siege? Spain Resists Islamic 'Invasion'

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O PROBLEMA DO BRASIL É O MODELO DE ESTADO CENTRALISTA OU DEPENDE DE QUEM O ADMINISTRA? SÃO OS DOIS, MAS UM MENOS QUE O OUTRO

O indivíduo muda todos os dias, mas o ser humano não muda. Isso vale para o Brasil e para outros países. Países que têm um modelo de estado não intervencionista na economia ou na vida do cidadão tendem a ser mais ricos e mais livres. Ou, se o leitor preferir: mais ricos por que mais livres.
Neste caso, o problema do Brasil é o modelo centralista, intervencionista ou quase fascista assumido (escondido) pelo governo do PT. Especificamente, no caso do PT, além do modelo, o problema também é de administração. Os administradores do PT admitem que se pratique a corrupção desde que seja para transferir o dinheiro ao PT que pretende implantar o modelo socialista ou ditadura petista.
Abstraindo-nos desta característica do PT, se acharmos que o problema está nos administradores, então trocamo-los sem trocar o modelo e veremos, em seguida, o novo administrador fazendo a mesma coisa. Isso indica um problema predominante de modelo.
Logicamente, a partir do diagnóstico dado, vamos então trocar o modelo. Porém, não devemos impor ao ser humano nenhum modelo que não garanta a liberdade. Todos os modelos são invenções do homem (sempre capitalista e imperfeito) e tendem a falhar principalmente tirando algumas liberdades do outro por que vê as falhas do outro e não às próprias que, no caso, são iguais.
O bom modelo não restringe a liberdade em nome da igualdade. Os modelos socialistas falham justamente por que valorizam mais a igualdade que a liberdade. A liberdade deve ser total e ela termina onde começa a do outro. O homem é livre até para matar, mas deve ser preso pagando o preço do erro. Se for erro de homem de governo, deve perder o cargo.
Em suma, não se troca um petista por um pessedebista por que não muda o modelo e só muda o homem. Diria que nesses dois partidos ou na esquerda em geral, não há bons administradores por que eles valorizam a igualdade e não prezam a liberdade. Porém, os homens não são iguais.
Não se deve aceitar imposição de modelos socialistas, centralistas, humanistas, ambientalistas etc. O homem nasceu capitalista (capitalismo não é um sistema), cresceu capitalista, é capitalista e sempre será capitalista cheio de defeitos. O melhor dele ocorre quando está livre de modelos e todos levam vantagem. O estado deve existir só para garantir liberdade e segurança de liberdade. 
Se o homem estiver livre de modelos, a humanidade ganha os frutos do trabalho de todos e o pretenso socialista pode até folgar como gosta (na verdade, o socialista é aquele que vive explorando o trabalho alheio). Veja a definição de homem capitalista e seu modelo de estado nos links aqui e aqui e aqui.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

FEITIÇO PARA ENRIQUECER: LEVANTA BEM CEDO, TOMA UM BANHO E VAI TRABALHAR. SÓ NÃO FUNCIONA NO PAÍS SOCIALISTA

Uma amiga inteligente e bem humorada contou, numa conferência de trabalho, um feitiço para enriquecer: Levanta bem cedo, toma um banho e vai trabalhar. Foi uma excelente piada por que todos esperavam uma daquelas simpatias tipo molhar um lenço, colocar na geladeira, esperar três dias e depois enterrar no jardim.
Dei risada, mas considero que trabalhar enriquece. Principalmente em negócio próprio. Não te enganes pensando que o enriquecimento vem de imediato. Ele vem mais cedo que tu pensas, desde que não te preocupes com o dia de amanhã. Vai seguindo a rotina de levantar bem cedo, tomar banho e ir trabalhar. De repente, estarás rico.
Rico de duas maneiras: A primeira por que tens fé e não te preocupas com o dia de amanhã. Problemas de hoje resolves hoje. Problemas de amanhã resolves amanhã. Com isso, estarás seguindo a palavra de Deus e, consequentemente, garantindo um lugar no céu. Cristo disse:
Não vos inquieteis dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? O pai celeste sabe que tu precisas dessas coisas. Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e sua justiça e todas essas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados. Basta ao dia (de hoje) o seu próprio mal (Mateus, §6º, versículos 31 a 34).
A segunda riqueza vem do teu trabalho. Tu trabalhas e recebes algo em troca. É a parte material da vida. Quanto mais trabalhas, mais ficas rico. Quero que vê que foi assim que o homem foi criado por Deus: Condenado a trabalhar para obter o pão com o suor do próprio rosto. Ou seja, capitalista desde nascença.
No início, teu único capital era o próprio corpo. Depois, com trabalho, fostes adquirindo coisas. Essa posse de coisas advindas do teu trabalho deu-te o direito de propriedade. Tu trabalhas para ter coisas de comer, de beber, de vestir e de gozar o poder das coisas acumuladas. Estás desobedecendo às palavras de Cristo ditas acima? Sim, por que estás trabalhando mais do que precisas para garantires o dia de hoje.
Mas esse problema da acumulação de capital vem de antes de Cristo que puniu a ganância. Porém, o homem é capitalista desde antes de Cristo e não mudará. Mas Cristo não veio para mudar o homem. Ele veio para perdoar, para mostrar que é possível conviver com nossos defeitos, principalmente o da ganância. Ele veio para mostrar ao homem capitalista ganancioso o reino dos céus por que nesse mundo em que o planeta terra foi amaldiçoado e não há fartura, a preocupação com as coisas materiais para garantir o amanhã é predominante.
Parece um discurso socialista, mas não é. Não é porque não se quer proibir o homem de pensar no amanhã e nem de ter coisas materiais. O mundo na terra é capitalista, mas lá no céu não. Mas só lá! O socialismo aqui na terra é o inferno material por que tu és pobres e é um inferno espiritual por que elimina Deus. Veja o que Deus disse no antigo testamento:
Acreditastes na serpente e não em mim! Maldita é a terra por tua causa. Em fadiga obterás dela o sustento durante todos os dias de tua vida. No suor do teu rosto comerás o teu pão (Gênesis, § 3º, versículos 14 a 19).
Aqui no planeta terra estás condenado a trabalhar. Há escassez e não há fartura. Se tu trabalhares enriquecerás e viverás com mais conforto material. O conforto espiritual dificilmente está nos ricos e, por isso, não devemos invejá-los. Trabalhar para além daquilo que o dia de hoje precisa não é um pecado que transforma a nossa vida na terra num inferno. Pode nos afastar do céu, mas nos proporciona desfrutar do progresso material daqueles que trabalham muito mais e que acabam deixando todas as coisas produzidas para o gozo de teus descendentes, mas só se houver o direito de propriedade.
Alguns já nascem ricos. Por que invejá-los? O que achastes do feitiço para enriquecer? Ah!! Ia me esquecendo: No socialismo, a fé em Cristo é proibida e não há prazer em trabalhar por que o estado socialista não garante o direito de propriedade. Tudo é do estado (do ditador), o Deus dos socialistas! Por isso, no socialismo ou no estado que o PT quer implantar no Brasil, o feitiço para enriquecer não funciona. Vê que os países que foram ou são socialistas são pobres de coisas e de espírito (Cuba, Coréia do Norte, Venezuela). Estão no inferno aqui na terra e muito longe do céu por que não têm fé.

Tags: Enriquecimento, trabalho enriquece, fé cristã e trabalho, riqueza material espiritual

sábado, 18 de fevereiro de 2012

SER CONTRA O ABORTO É UM VALOR CRISTÃO A FAVOR DA VIDA QUE DEFINIRÁ AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES

É o aborto, estúpido!
Publicado por Nivaldo Cordeiro no site www.midiasemmascara.org
A presidente Dilma Rousseff e o PT estão tentando engabelar os cristãos com essa conversa que o aborto é questão de saúde pública. Isso é uma agressão à inteligência.

É claro que o aborto é um momento capital da questão da moralidade cristã. Nenhum sofisma poderá esconder essa questão. O governo anda preocupado com os evangélicos, a quem Gilberto Carvalho andou pedido desculpas por sua incontinência verbal. Devia se preocupar mais ainda com os católicos conservadores, que resolveram sair das sacristias e militar pela vida.

Os conservadores estão indo à luta com o apoio do Vaticano. Basta ver o sinal emitido com a recente nomeação de Dom Airton José dos Santos arcebispo de Campinas. Ele é um prelado que lidera a luta contra o aborto, tendo influído decisivamente nas últimas eleições. O povo católico está se levantando contra a usurpação do espaço político pelos militantes da Escola de Frankfurt. Quem cativar o voto cristão ganhará as eleições em 2012.

Assista ao comentário de Nivaldo Cordeiro:

REFORMA AGRÁRIA FOI UM DELÍRIO DE AGRICULTURA PRÓSPERA, MARXISMO DA CNBB, ATAQUE AO AGRONEGÓCIO E UM ANACRONISMO DO SÉCULO 19 QUE NÃO EMPOLGOU NEM UM EM CADA DUZENTOS ELEITORES

Mas e a reforma agrária, pessoal?
Escrito por Percival Puggina e publicado no site www.midiasemmascara.org

Que fim levou o delírio de uma agricultura próspera através da política de assentamentos defendida e imposta pelo PT e seus aliados?

Volta e meia, repassando arquivos de antigos textos, deparo-me com cartas que recebi e guardei. Há entre elas mensagens de religiosos atacando-me como a um renegado. Afirmavam que a fé cristã me obrigaria a apoiar as tropelias do MST. Sustentavam que a própria racionalidade me imporia estar ao lado do progresso e do desenvolvimento social e econômico que adviriam dos assentamentos e da limitação da propriedade da terra.

Esta última, a limitação das propriedades em um número máximo de módulos rurais, foi tentada na Constituinte, pretendida, depois, como objeto de plebiscito, e incluída, por fim, como pauta da Campanha da Fraternidade de 2010. Virou mero abaixo assinado e não conseguiu 500 mil assinaturas malgrado mobilização feita em todo o país. Ou seja, a luminosa ideia empolgou apenas um em cada 200 eleitores brasileiros. Mesmo assim, claro, o elenco dos promotores festejou o resultado como uma unanimidade nacional, porque cem por cento dos signatários foram totalmente favoráveis ao projeto.

Há que reconhecer como memoráveis as energias que atuaram durante décadas contra o desenvolvimento rural e contra o agronegócio! E porque foram memoráveis não podem mergulhar nas sombras do esquecimento as hordas que investiam contra os projetos florestais, a metódica destruição de lavouras experimentais e o vandalismo contra máquinas agrícolas.

Como olvidar a fúria dos ataques à biotecnologia e aos produtos transgênicos, avanços tecnológicos que nos levaram aos sucessivos recordes de produtividade e produção festejados, agora, pelos governos petistas? Em que prateleira perdida foi parar a história de que "ninguém come soja" (tolice que desconhece o processo de transformação de proteína vegetal em proteína animal)? Cadê a paparicação internacional ao MST, que tanto lhe rendia em dadivosos auxílios de nebulosas ONGs estrangeiras?

Que fim levou o delírio de uma agricultura próspera através da política de assentamentos defendida e imposta pelo PT e seus aliados? Bilhões de reais foram para o ralo de aventuras agrárias mal concebidas e pessimamente executadas, das quais pouco se fala porque qualquer murmúrio a respeito seria o relatório de seu fracasso. Não importa, dirão os recalcitrantes. Como sempre, os fracassos da esquerda não ganham notoriedade porque, "no fundo a ideia era boa". Não deu certo por causa dos mal intencionados que a ela se opunham.

O sociólogo Dr. Zander Navarro, especialista internacionalmente reconhecido em desenvolvimento rural, numa entrevista concedida à Folha em 2007, apontou o óbvio: se fosse apenas algo determinado pela agenda presidencial, a reforma agrária já estaria fora das ações do governo. E o que então restava provinha da inércia inerente a tal bandeira junto "a setores sociais incapazes de perceber que o mundo rural brasileiro mudou radicalmente nos últimos 30 anos". E prosseguiu: "O Brasil não tem mais razões, de nenhuma ordem, para mobilizar consideráveis recursos para promover uma ampla redistribuição de terras. Passamos a ser um país predominantemente urbano e insistir na existência de uma 'questão agrária brasileira' é uma miopia de quem tem os pés no passado remoto. As demandas sociais apropriadas à população rural mais pobre são outras (...)".

O esvaziamento do MST por perda de militância mostra que o país se urbaniza cada vez mais, como qualquer nação desenvolvida ou emergente. O sonho dos assentamentos é um anacronismo de quem quer reproduzir, em pleno século 21, o modelo que fez prosperar os imigrantes alemães e italianos no século 19, articulando, esse modelo, a uma simplória ideologia coletivista que, durante longos anos, salpicaram de água benta.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O GOVERNO DO PT PROMOVE CONFERÊNCIAS SOBRE TRANSPARÊNCIA E CONTROLE SOCIAL - CONSOCIAL. DIZ QUE O OBJETIVO É COMBATER CORRUPÇÃO, MAS É CONTROLE SOBRE O CIDADÃO

Controle social pode ser entendido como a participação do cidadão na gestão pública, no planejamento, na fiscalização, no monitoramento e no controle das ações da Administração Pública (www.cgu.gov.br/consocial). Resumindo, é o controle do cidadão sobre o governo.

O controle social não existe no Brasil, mas o governo do PT criou as Conferências Sobre Transparência e Controle Social - Consociais - para fazer o controle pelo povo. Você acredita nisso? Quando a proposta vem do PT, desconfio que o objetivo é controlar o povo. As Consociais servirão para o contrário do que pregam.

Assim como as Conferências de Comunicação - Confecoms - eram propostas de "democratização" da mídia, mas se transformaram em controle rígido ou censura sobre a imprensa, as Consociais são instrumentos de controle do governo sobre o cidadão.

Muitos participantes das conferências sociais combatem o capitalismo sem saber que eles próprios são capitalistas. Isto é, todo homem é capitalista desde o berço e desde sempre. Não existe homem socialista, por que se assim o fosse não gostaria de gozar o poder ou de ser proprietário.

Dizem os participantes das tais conferências que o objetivo é a prevenção e o combate à corrupção. Disso surgem as mais disparatadas idéias para se prender o cidadão capitalista, mas que não conseguem prender o verdadeiro corrupto. Idéias de criação de banco de dados sobre as riquezas individuais, de quebra de sigilo fiscal e de maiores exigências para que as empresas, cujos donos são vistos como ladrões, participem de licitação.

No entanto, a corrupção, que significa o uso ilegal do poder político e financeiro de organismos estatais com objetivo de desviar renda pública ou privada para indivíduos ou grupos ligados por interesses comuns, teria combate mais efetivo com menos governo. Neste caso, a melhor proposta de prevenção, de redução e de combate à corrupção é reduzir o tamanho do estado. Se a corrupção vem de dentro do governo, então a solução contra ela é diminuir cargos, órgãos, entidades e empregos da Administração Pública.

Não adianta inventar novas leis, novas restrições ou aumentar a pena para os crimes contra a Administração por que cada nova restrição é uma nova oportunidade de burlá-la por intermédio da corrupção. No crime de corrupção, as restrições, quaisquer que sejam, serão burladas, principalmente se as leis não forem efetivamente aplicadas. Não adianta a lei tornar corrupção um crime hediondo. O que adianta é a efetividade da lei.

Pior de tudo isso é que, depois de as conferências terminarem, o governo do PT terá em mãos muitas idéias de controle. Aquelas que forem controle sobre o governo serão esquecidas e aquelas que forem controle sobre o cidadão capitalista serão impostas com ajuda da imprensa quase que totalmente pelega (dominada pelas Confecoms), por decretos nas madrugadas dos últimos dias do ano como foi o PNDH3, ou por lei como foi a "comi(e)ssão da verdade", ou, se o PT estiver em estágio mais avançado da ditadura socialista, a ferro e fogo.