terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O FORO SOCIAL MUNDIAL 2012 EM PORTO ALEGRE É UM GRANDE HOSPÍCIO A CÉU ABERTO; SÓ LOUCOS NÃO ENXERGAM QUE A CRISE ECONÔMICA MUNDIAL É DO SOCIALISMO

Escrito por Nivaldo Cordeiro no endereço www.nivaldocordeiro.net

Desde que Miguel de Cervantes escreveu o Dom Quixote sabe-se que a humanidade, na modernidade, embarcou em um universo paralelo que veio a ser conhecido, entre os melhores escritores, como Segunda Realidade. Em imaginação teórica os loucos criaram o "outro mundo possível", dando as costas ao real. O abandono do Direito Natural foi o primeiro gesto, assim como a elevação do Estado ao status de substituto de Deus.

Nessa marcha alucinante tudo que era sagrado foi profanado, como Marx celebrou no prólogo do Manifesto Comunista. Significa: o real foi profanado. Não mais importava o mundo como ele é, mas como deveria ser construído ao arbítrio da loucura dos revolucionários.
Um exemplo do mecanismo como essa loucura é cultivada e praticada está na realização e na temática do famigerado Foram Social Mundial, ajuntamento de esquerdistas alucinados, patrocinado por governos esquerdistas igualmente alucinados, como o do PT. Seu lema: "Crise capitalista, justiça social e ambiental".

É preciso ser muito louco para não enxergar que a crise econômica mundial ora em curso é do socialismo (= Estado gigante e distributivista). Há um evidente esgotamento do modelo socialista pela exaustão provocada pelo excesso de endividamento público, que chegou ao nível do impagável, e de cobrança exagerada de impostos. A engenharia econômica socialista, fundada no roubo tributário, encontrou seu próprio limite. O desmonte socialista está em toda parte, a começar pela Grécia. Falar em crise do capitalismo não é simples ignorância: essa gente alucinada não quer ver as coisas como elas são.

O mesmo pode ser dito do que chama justiça social. A locução é um pleonasmo, posto que toda justiça é social. Esta palavra está aí para reafirmar o programa socialista de criar privilégios para os que não querem trabalhar, às custas dos que trabalham. Insistem na locução porque ela é usada para reafirmação de sua ética de afanação do alheio. A palavra social serve de slogan para mobilizar os interessados em se apropriar do butim roubado.

E a tal justiça ambiental? Sandice pura, obviamente. Foi inventada pelos engenheiros socais que querem implantar o governo mundial. Questões climáticas não estão ao arbítrio do ser humano, mas servem de palavra de mobilização para os alucinados viventes no reino da Segunda Realidade.

O Foro Social Mundial que ora ocorre em Porto Alegre é isso, um grande hospício a céu aberto, em que uma multidão de auto-enganados é conduzida por espertalhões que manobram politicamente. Ao seu lado, os escribas e fariseus da causa alienada, a serviços das sinecuras propiciadas pelo revolucionários. Tudo temperado com dose elevada de mau-caratismo. É claro que esse ajuntamento de ignorantes e mal intencionados, numa tenda de loucos, não é coisa boa. É a anti-sala da destruição.

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