sábado, 21 de janeiro de 2012

A CRISE DA ECONOMIA DA GRÉCIA E DA EUROPA É UMA CRISE SOCIALISTA. SACRIFICA-SE O POVO PARA SALVAR O PRÓPRIO GOVERNO

A Grécia é um país membro da União Européia com 10,5 milhões de habitantes e um PIB per capita de 30.000 dólares anuais. O Brasil tem 190 milhões de habitantes e um PIB per capita por volta de 10.500 dólares anuais. A participação do setor público na economia é 40% em ambos os países.

Em 2009, a Grécia era a 34ª economia do mundo, com um PIB de 341 bilhões de dólares (menos que um décimo do brasileiro). A partir daquele ano, porém, o país enfrentou uma forte crise econômica. A taxa de desemprego, que em 2007 era de 8,0%, passou a 9,5% em 2009 e a 12,5% em 2010.

A Grécia é um dos países que mais se beneficiaram da união dos países europeus. Obteve um crescimento de 3,3% em sua economia após a união e vem obtendo taxas de crescimento na casa dos 4% desde o ano 2000, excedendo em mais de 1% a média da União Européia. Depois de 1993, a primeira vez que o crescimento econômico foi negativo foi em 2009.

Em abril de 2010, o governo “socialista” eleito em outubro de 2009, pediu ajuda ao Fundo Monetário Internacional – FMI – e à própria União Européia para enfrentar a crise. Em maio, anunciou um plano de austeridade, visando reduzir o déficit público.

Em troca de um pacote de ajuda da União Europeia e do FMI, no valor de 110 bilhões de euros, desembolsados ao longo de três anos, o governo grego concordou com um programa de medidas e de reformas a ser executado no mesmo período. Nesse conjunto de medidas incluíam-se:
- redução dos benefícios a funcionários públicos;
- redução de pensões e aposentados;
- redução dos investimentos públicos e das despesas de custeio do estado;
- congelamento de salários dos setores público e privado;
- 60 anos como idade mínima para aposentadoria;
- liberalização das leis trabalhistas, facilitando as demissões e abrindo à concorrência a várias profissões protegidas;
- criação de novos tributos e aumento imediato de 10% nas alíquotas sobre combustíveis, tabaco e álcool;
- elevação de 2% na alíquota do imposto sobre o valor agregado, que a partir de 1º de julho passaria a 23%.

Eu não considero que a Europa esteja em crise capitalista. Veja meu artigo "crise socialista que começou na Grécia". O interessante dessas soluções de crises socialistas é que o governo impõe sacrifício ao povo para salvar banqueiros dizendo que salvará todos.

Se a solução da crise fosse pelas regras do capitalismo, então a falência de comerciantes, banqueiros e industriais deveria ocorrer sem que o governo os socorresse. Aqueles ineficientes ou parasitas, verdadeiros culpados pela crise, perderiam as vantagens sociais. É o preço de se correr riscos para ganhar mais do que quem não é dono do próprio nariz.

Ora, se o povo será sacrificado, então que se deixem os banqueiros assumirem a parte deles. A parte sacrificada dos comerciantes, dos banqueiros, dos industriais e dos trabalhadores é a mesma para todos.

Nas crises capitalistas, cada um perde uma parte da renda. Se um comerciante vai à falência, outro o substitui e se algum banqueiro perde dinheiro, outro agente econômico ganha. Não é assim nas crises socialistas por que os poderosos do governo querem salvar os banqueiros para salvar a si próprios.

O resultado é que a crise demora muito mais para acabar e o povo sofre mais ainda por ter que sustentar parasitas do governo. O que ocorre na Grécia ocorrerá em toda a Europa e em todo país que, como o Brasil, o governo quer resolver a própria crise de excesso de intervencionismo socialista.

Todas as informações deste texto têm origem na Wikipédia, a enciclopédia livre.

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