domingo, 29 de janeiro de 2012

CAUSAS DOS DESABAMENTOS DOS TRÊS EDIFÍCIOS CONTÍGUOS DA ÁREA CENTRAL DO RIO DE JANEIRO NO DIA 25 DE JANEIRO DE 2012. A FALTA DE BUROCRACIA NÃO FOI UMA DELAS


Acidentes dessa magnitude geralmente têm várias causas. Cito três principais:
1) - Idade do edifício (mais de 70 anos);
2) – Inúmeras reformas de janelas, de paredes e de pavimentos inteiros;
3) – Profissionais responsáveis negligentes ou ausentes.

Especialistas dizem que o concreto armado, material base da construção civil, endurece com o tempo. Mas isso não torna um edifício castigado pelo uso mais seguro. O concreto endurece, mas as reformas, as trocas de materiais, as ferrugens, as novas aberturas e as vibrações vão enfraquecendo a ligação entre as partes estruturais do prédio.

A falha humana é mais comum na maioria dos acidentes de pequena e de grande monta. Algum profissional pode ter falhado, mas não se pode acusar apenas um. Quando uma lâmpada queima, não se pode acusar que o último que a acionou é o responsável pela queima.

Mas existem responsabilidades que devem ser eliminadas, sob pena de se culparem inocentes, como é o caso do último que acionou o interruptor da lâmpada. Os jornais televisivos, radiofônicos e escritos apontaram que a falta de licença é uma das causas. Ora, nesse caso, se a última reforma (do nono andar) tivesse um engenheiro responsável, então ele seria o responsável pelo desabamento dos edifícios.

Felizmente, a burocracia não funcionou e a injustiça de se culpar o último que acionou o interruptor não ocorreu. É claro que existem profissionais negligentes ou de responsáveis que não pagam por esses profissionais. Parece que é o caso da reforma do nono andar.

Que não se culpe alguém que se livrou da burocracia pela queda dos edifícios. Definitivamente, não é mais burocracia que evitará a queda de velhos edifícios ou de outros acidentes. Os jornalistas que apontam essa causa não passam de defensores do corporativismo que só preserva vantagens e que não melhora nada em termos de custos ou de segurança para o consumidor.

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