sábado, 24 de dezembro de 2011

O EMPRESÁRIO QUE TRABALHA DEVE SER REMUNERADO. OU: O LUCRO DECORRE DO TRABALHO. OU: SE NÃO HOUVER TRABALHO NÃO HÁ LUCRO


Descreve-se que a essência do capitalismo é o empresário correndo atrás do lucro sem alcançá-lo definitivamente. Então a sociedade seria demasiadamente injusta se não lhe remunerasse pelo trabalho direto e pelo emprego de suas coisas.

Logo, se no preço de mercado não entra BDI, então na composição de custos de preços unitários deve entrar a remuneração do trabalho e do emprego direto das coisas do empresário.

Então qual é a remuneração do empresário? A remuneração do empresário está no gerenciamento da mão-de-obra diretamente aplicada no produto. Isto é, o encarregado ou gerente do trabalho é o próprio empresário. Assim surgiram as grandes empresas. Principalmente aquelas que subsistem até hoje. O empresário que não trabalha no próprio negócio vai à falência muito cedo.

Não se fala aqui do empresário mero aplicador da bolsa de valores. Como já explicado em outro artigo, há grande diferença entre empresário inovador e empresário aplicador de capital. O sócio cotista das empresas sociedades anônimas é um mero aplicador de capital.

Como os equipamentos e as ferramentas são forças de trabalho apropriadas pelo capitalista que são diretamente empregadas na fabricação do produto, então essa força de trabalho deve constar da composição de custos como se fosse mão-de-obra do próprio capitalista.

Isso mais a inclusão do custo do encarregado tornam idênticos os custos variáveis da Economia e os custos diretos levantados pelos sistemas de referência de preços usualmente existentes no Brasil. Pode-se dizer que o trabalho do dono do capital é remunerado pelo salário de administração ou por ter sido, ele próprio, o encarregado do serviço.

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