quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL E QUE VENHA LOGO 2012! ESTE NOSSO CORAÇÃO SE ALEGRA É NA BATALHA DOS JUSTOS!


Venha logo, 2012! Este nosso coração se alegra é na batalha dos justos!

Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Caras e caros.

Conforme já havia anunciado ontem, este blog faz um pausa na reta final de 2011 e início de 2012, como acontece todos os anos. Estará de volta, com a produção regular — a minha regularidade, que vocês sabem qual é —, a partir de 9 de janeiro. Isso não significa que eu não possa aparecer antes caso considere necessário. Se acontecer, dou um toque no Twitter (twitter.com/reinaldoazevedo). Há dois anos, vocês se lembram, interrompi o meu descanso para denunciar as imposturas do tal Plano Nacional de Direitos Humanos, aquele que introduzia a censura prévia no Brasil e extinguia o direito de propriedade. Vocês sabem: em nome dos “direitos humanos”, eles acham que tudo lhes é permitido. E pode ser que eu escreva um post ou outro nesse período para matar a saudade de vocês, ora… Passem por aqui de vez em quando. Se a mediação dos comentários demorar um pouco, não se zanguem. Daremos conta de tudo.

Desejo a todos vocês um ótimo Natal, voto que estendo àqueles para os quais a data nada diz de especial seja por que razão for. Que sejam dias de solução de conflitos, de caminhos que se abrem, de alternativas que se desenham no horizonte. E que 2012 chegue com todas as suas exigências. Enfrentaremos a vida e seu ofício como temos feito desde sempre. Essa é a nossa tarefa.

Travamos o bom combate. Este blog continuará a ser uma trincheira, e há outras, em defesa do estado democrático e de direito, do pluralismo político, da liberdade individual e da livre iniciativa. Este blog continuará a ser um defensor contumaz do um estado controlado pela sociedade, não o contrário. Este blog continuará a ser uma voz em defesa dos direitos fundamentais garantidos pela Constituição, que não pode ser assaltada por grupos de pressão, maiorias de ocasião e clamores organizados por interesses corporativos. E não vai arredar pé.

Vocês conhecem as falanges do ódio e da desqualificação tão bem quanto eu conheço porque as enfrentam também nas redes sociais. Eles não combatem o que dizemos — e nem saberiam como fazê-lo; preferem combater aquilo que eles próprios dizem que dizemos. Não debatem no mundo dos fatos, mas no das fantasias ideológicas. Não têm adversários políticos, mas inimigos. E, sendo assim, não aceitam jogar segundo as regras: não lhes basta eventualmente vencer o oponente: querem também destruí-lo.

Mas não vão!

O ano que vem será denso, como é todo ano eleitoral. É possível que o Supremo Tribunal Federal julgue, finalmente, o maior caso de corrupção da história republicana: o mensalão. Essa possibilidade está na origem de uma verdadeira rede criminosa que se criou na Internet com o intuito de proteger a outra rede criminosa, aquela que tentou tornar irrelevante o processo democrático. A falsa lista de Furnas é o emblema de um método: com ela, pretendem incriminar inocentes para inocentar culpados.

O Supremo poderá ser palco de outros embates que têm tudo para ser memoráveis — para o bem ou para o mal. Isso exigirá a nossa atenção, a nossa vigilância e a nossa militância. Qual militância? A partidária? Ainda que eles lá digam o contrário, sabem vocês que falo, sim, sobre partidos — porque meu assunto principal é a política —, mas não sob um ponto de vista partidário. As minhas convicções não são hoje representadas por nenhuma das legendas que estão aí organizadas. E duvido que venham a ser.

Em 2012, vocês encontrarão em textos novos, que tratarão das questões da hora, os princípios de sempre. Se, em algum momento, esta página refugar diante da defesa da democracia e do estado de direito, então vocês me denunciem como farsante; se, em algum momento, esta página condescender com a violência institucional, então vocês me acusem de fraude intelectual; se, em algum momento, este blog abandonar a lógica e aderir à mistificação, então vocês apontem a trapaça.

E continuarei a defender esses princípios com a alegria e a satisfação de sempre. Há quem sofra escrevendo; eu me divirto. Há aqueles para os quais esse trabalho é uma condenação; para mim, é um exercício de liberdade. Estaremos, se Deus quiser, juntos em 2012, firmes, fortes e plenos de bons sentimentos. Como o rei Davi, enfrentamos os que “teimam no mau propósito e conspiram para armar ciladas”. Sabemos ser “um abismo o pensamento e o coração de cada um deles”, mas temos a convicção de que “a própria língua se voltará contra eles”.

Minhas caras, meus caros, obrigado por mais este ano que passamos juntos. Outros virão. Muitos outros. Sentimo-nos glorificados porque temos “o coração reto”.

Venha logo, 2012! Este nosso coração se alegra é na batalha dos justos!

Até a volta!

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