sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A CRISE SOCIALISTA QUE COMEÇOU NA GRÉCIA ESTENDEU-SE PARA TODA A EUROPA E SE ESTENDERÁ AO BRASIL E A TODO PAÍS EM QUE O ESTADO INTERVÊM NA ECONOMIA

O economista Nivaldo Cordeiro escreveu em 06 de maio de 2010 um artigo denominado "A TRAGÉDIA GREGA". Disse que a crise esterder-se-ia a quase todos os países em que a social democracia governava (quase por que, em alguns, a intervenção do estado ainda é pequena, mas a tendência é aumentar rapidamente).

Foi exatamente isso que ocorreu durante todo o ano de 2011. A Europa está numa crise sem fim. Em apenas alguns meses, semanas ou em dias a crise mudava de gravidade e apareciam novos fatos que demonstravam a crise do modelo socialista de estado. Sim! É uma crise do modelo socialista por que não é uma crise de lucros e sim de incapacidade dos estados em garantirem seus compromissos de pagar pelos salários de seus funcionários públicos ou de seus aposentados ou de outro tipo de benefícios estatais.

Essa crise não tem solução com mais intervenção do estado. Não adianta empréstimo do FMI, do Banco Central Europeu ou de ajuda dos países emergentes por que a crise é de ausência de produção de riqueza. O estado da social democracia (socialista) não produz riquezas, mas promete tudo ao seu povo. É uma mentira por que o estado só pode fazer alguma coisa por alguém se tirar riquezas de outro. Tirar muitas riquezas por que, antes de transferir a riqueza, ele a tem que gastar em seus próprios custos.

O trabalho do estado é improdutivo. Não produz riqueza. O resultado é que quanto mais aumenta a intervenção do estado na economia mais aumenta a pobreza do povo do país em questão. O Brasil está no mesmo caminho. Está muito próximo da crise da Europa reproduzida no vídeo a seguir. Depois do vídeo, veja o artigo do Nivaldo Cordeiro (A TRAGÉDIA GREGA).
´
VÍDEO:
O “Eurodesastre”. Pouco mais de 2 minutos com Nigel Farage ao microfone no Parlamento Europeu ensinam e informam mais do que meses assistindo aquilo que a imprensa brasileira dilmista chama de “cobertura internacional”.

A TRAGÉDIA GREGA (06 de maio de 2010)(http://www.nivaldocordeiro.net/atragediagrega)
NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado
As mortes registradas nos distúrbios de ontem, na Grécia, são só o prelúdio do que nos espera nos próximos meses, talvez nos próximos anos. E não apenas naquele infeliz país, mas em todo Ocidente, onde a social-democracia prevaleceu. Estamos vendo seu projeto político desmoronar. Quem, minimamente letrado em ciência econômica, observou os acontecimentos sabia que a construção de uma sociedade de rentistas sem capital, munidos apenas de “direitos”e de “conquistas”, protegidos pela lei estatal injusta, iria se deparar com esse beco sem saída.

A social-democracia é a variante comunista que propõe manter formalmente o regime de propriedade privada, reconhecendo o fracasso do planejamento socialista, mas retirando os recursos de quem trabalha manipulando a via dos impostos e da inflação, emitindo moeda e alargando o endividamento público. Vemos que os limites da carga tributária foram batidos; agora estamos diante do esgotamento da via inflacionária. Na Grécia, como de resto em toda a Europa ocidental, assim como nos EUA, vemos que o setor financeiro está em vias de quebrar ou colocou limites claros aos tomadores de empréstimos. O limite é técnico, além do qual os próprios banqueiros poderão ir à bancarrota.

Na Grécia todas as vias foram esgotadas. Impostos elevados convivem com dívidas impagáveis e a impossibilidade de desvalorizar a moeda comum, o euro. Só restou a via do corte de gastos públicos, com demissões de funcionários e a abolição de “conquistas” para aqueles que permanecerem no serviço público. Pouco a pouco a imprensa internacional vai informando o quanto o Estado grego tem sido generoso com seus empregados e aposentados. A casa ruiu.

Ao ler a coluna de Clóvis Rossi, na Folha de São Paulo de hoje (O arrastão financeiro), não pude conter o meu espanto. Ele escreveu sobre a crise grega: “A ganância desenfreada tornou-se o combustível que move uma parte importante do setor financeiro. O que surpreende é o silêncio de governantes, acadêmicos e até dos bancos não corsários, igualmente vítimas”.

O jornalista da Folha ignorou a causa única da crise grega, a irresponsabilidade fiscal, atribuindo a culpa aos banqueiros internacionais. Caro leitor, não caia nessa falsa explicação. O governo grego, assim como o de toda a zona do euro, dos EUA e mesmo do Brasil sofrem de um único mal: o populismo econômico. Ele quer distribuir benesses sem contrapartida, pagando rendimentos crescentes a legiões de desocupados, na forma de salários aos funcionários públicos, aos aposentados, aos recebedores de bolsas e aos rentistas de forma geral. Quando a massa parasita dependente do Tesouro é pequena não há desequilíbrio, mas quando se torna um fenômeno de multidão, legiões cada vez mais numerosas vivendo à custa de uma população que trabalha, cada vez mais escassa, o jogo termina por ilogicismo. O parasita não pode ser maior do que o hospedeiro.

O jogo da social-democracia acabou, e não apenas na Grécia. É chegada a hora dos ajustes dolorosos. Bem sabemos que há gerações de pessoas vivendo à custa dos que trabalham, recebendo ilegitimamente seu quinhão de impostos. A interrupção do ócio dourado será dolorida. Nada dura para sempre, nem mesmo a injustiça. Resta saber como a equação política será montada para a aplicação dos ajustes necessários. Haverá choro e ranger de dentes. Tempos de grandes perigos.

Um comentário:

Guilherme disse...

Boa análise. Também acho que a crise vai chegar ao Brasil em 2012. Abraço e um ótimo 2012.