sábado, 31 de dezembro de 2011

2011 - ANO BOM PARA OS BANDIDOS


Escrito por Rodolfo Oliveira e publicado no site www.midiasemmascara.org

Os bandidos no Brasil estão em polvorosa. Enquanto os nobres parlamentares brasileiros aprovam a Lei da Palmada e o desarmamento civil, os criminosos impõem, a ferro e fogo, a Lei da Bala. O Brasil é uma festa. Aqui, as pessoas chamam assassinos de “ex-ativista político” e terroristas de “jovens guerrilheiros ideológicos”. Tentem dar uma palmada no seu filho.

O moleque jogou gasolina na irmãzinha mais nova e tentou atear fogo na coitada. Você corre lá, arranca os fósforos da mão do guri e lhe aplica uma palmada no bumbum. Pronto. Você terá agora que lidar com todo tipo de militante politicamente correto e pró “direitos humanos” pelo resto da vida, militantes estes que lhe encherão o saco até você reconhecer que sim, “sou um monstro ignóbil, um ser vil, um destruidor de infâncias alheias e mereço ir para a cadeia por causada daquele atentado contra a juventude (a palmada)”.

Mas eu falava sobre a violência. De acordo com o Mapa da Violência 2012, 50 mil brasileiros morrem vítima da violência todos os anos. Um ser extraterrestre, vendo tais números, poderia me questionar. “Mas como?”. Simples, meu caro ET. Esses dados são consequência direta de uma política pró-bandido.

O pacote é completo e inclui a adequação de certas nomenclaturas à nova realidade (assassino de 17 anos de idade não é um assassino, e sim, um jovem em situação de risco e em conflito com a lei), a criação de mitos (vamos todos promover o desarmamento civil, ainda que 99% dos crimes sejam cometidos por bandidos com armas ilegais) e, também, a glorificação da carreira de bandido (no cinema, na literatura, na música popular brasileira, bandido é sempre o excluído lutando contra a falta de oportunidade de um mundo indiferente e capitalista, enquanto as forças da lei são os caretas).

O fato é que carreira de bandido, no Brasil, compensa, e muito. Ora, eu tenho uma arma ilegal (que eu comprei à luz do dia em um mercado popular) e a lei a meu favor (sabe como é, só faço 18 anos no ano que vem). Vou pular o muro da casa do leitor e roubar lá o que tiver de roubar, afinal, eu sei que o governo praticamente impede que cidadão de bem tenha uma arma legal para defender a si e a sua família.

Para o azar do leitor, ele estava em casa na hora do ocorrido e, ossos do ofício, toma um tiro e morre. Pergunta. O que acontecerá com o bandido? Nada, é um “jovem em conflito com a lei”. O que acontece ao leitor? Vira estatística. Feliz Natal, leitores, e se não desejo um feliz Natal para os bandidos também, é só porque eu sei que eles já tiveram um ótimo ano.

Publicado no jornal O Estado em 22 de dezembro.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A CRISE SOCIALISTA QUE COMEÇOU NA GRÉCIA ESTENDEU-SE PARA TODA A EUROPA E SE ESTENDERÁ AO BRASIL E A TODO PAÍS EM QUE O ESTADO INTERVÊM NA ECONOMIA

O economista Nivaldo Cordeiro escreveu em 06 de maio de 2010 um artigo denominado "A TRAGÉDIA GREGA". Disse que a crise esterder-se-ia a quase todos os países em que a social democracia governava (quase por que, em alguns, a intervenção do estado ainda é pequena, mas a tendência é aumentar rapidamente).

Foi exatamente isso que ocorreu durante todo o ano de 2011. A Europa está numa crise sem fim. Em apenas alguns meses, semanas ou em dias a crise mudava de gravidade e apareciam novos fatos que demonstravam a crise do modelo socialista de estado. Sim! É uma crise do modelo socialista por que não é uma crise de lucros e sim de incapacidade dos estados em garantirem seus compromissos de pagar pelos salários de seus funcionários públicos ou de seus aposentados ou de outro tipo de benefícios estatais.

Essa crise não tem solução com mais intervenção do estado. Não adianta empréstimo do FMI, do Banco Central Europeu ou de ajuda dos países emergentes por que a crise é de ausência de produção de riqueza. O estado da social democracia (socialista) não produz riquezas, mas promete tudo ao seu povo. É uma mentira por que o estado só pode fazer alguma coisa por alguém se tirar riquezas de outro. Tirar muitas riquezas por que, antes de transferir a riqueza, ele a tem que gastar em seus próprios custos.

O trabalho do estado é improdutivo. Não produz riqueza. O resultado é que quanto mais aumenta a intervenção do estado na economia mais aumenta a pobreza do povo do país em questão. O Brasil está no mesmo caminho. Está muito próximo da crise da Europa reproduzida no vídeo a seguir. Depois do vídeo, veja o artigo do Nivaldo Cordeiro (A TRAGÉDIA GREGA).
´
VÍDEO:
O “Eurodesastre”. Pouco mais de 2 minutos com Nigel Farage ao microfone no Parlamento Europeu ensinam e informam mais do que meses assistindo aquilo que a imprensa brasileira dilmista chama de “cobertura internacional”.

A TRAGÉDIA GREGA (06 de maio de 2010)(http://www.nivaldocordeiro.net/atragediagrega)
NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado
As mortes registradas nos distúrbios de ontem, na Grécia, são só o prelúdio do que nos espera nos próximos meses, talvez nos próximos anos. E não apenas naquele infeliz país, mas em todo Ocidente, onde a social-democracia prevaleceu. Estamos vendo seu projeto político desmoronar. Quem, minimamente letrado em ciência econômica, observou os acontecimentos sabia que a construção de uma sociedade de rentistas sem capital, munidos apenas de “direitos”e de “conquistas”, protegidos pela lei estatal injusta, iria se deparar com esse beco sem saída.

A social-democracia é a variante comunista que propõe manter formalmente o regime de propriedade privada, reconhecendo o fracasso do planejamento socialista, mas retirando os recursos de quem trabalha manipulando a via dos impostos e da inflação, emitindo moeda e alargando o endividamento público. Vemos que os limites da carga tributária foram batidos; agora estamos diante do esgotamento da via inflacionária. Na Grécia, como de resto em toda a Europa ocidental, assim como nos EUA, vemos que o setor financeiro está em vias de quebrar ou colocou limites claros aos tomadores de empréstimos. O limite é técnico, além do qual os próprios banqueiros poderão ir à bancarrota.

Na Grécia todas as vias foram esgotadas. Impostos elevados convivem com dívidas impagáveis e a impossibilidade de desvalorizar a moeda comum, o euro. Só restou a via do corte de gastos públicos, com demissões de funcionários e a abolição de “conquistas” para aqueles que permanecerem no serviço público. Pouco a pouco a imprensa internacional vai informando o quanto o Estado grego tem sido generoso com seus empregados e aposentados. A casa ruiu.

Ao ler a coluna de Clóvis Rossi, na Folha de São Paulo de hoje (O arrastão financeiro), não pude conter o meu espanto. Ele escreveu sobre a crise grega: “A ganância desenfreada tornou-se o combustível que move uma parte importante do setor financeiro. O que surpreende é o silêncio de governantes, acadêmicos e até dos bancos não corsários, igualmente vítimas”.

O jornalista da Folha ignorou a causa única da crise grega, a irresponsabilidade fiscal, atribuindo a culpa aos banqueiros internacionais. Caro leitor, não caia nessa falsa explicação. O governo grego, assim como o de toda a zona do euro, dos EUA e mesmo do Brasil sofrem de um único mal: o populismo econômico. Ele quer distribuir benesses sem contrapartida, pagando rendimentos crescentes a legiões de desocupados, na forma de salários aos funcionários públicos, aos aposentados, aos recebedores de bolsas e aos rentistas de forma geral. Quando a massa parasita dependente do Tesouro é pequena não há desequilíbrio, mas quando se torna um fenômeno de multidão, legiões cada vez mais numerosas vivendo à custa de uma população que trabalha, cada vez mais escassa, o jogo termina por ilogicismo. O parasita não pode ser maior do que o hospedeiro.

O jogo da social-democracia acabou, e não apenas na Grécia. É chegada a hora dos ajustes dolorosos. Bem sabemos que há gerações de pessoas vivendo à custa dos que trabalham, recebendo ilegitimamente seu quinhão de impostos. A interrupção do ócio dourado será dolorida. Nada dura para sempre, nem mesmo a injustiça. Resta saber como a equação política será montada para a aplicação dos ajustes necessários. Haverá choro e ranger de dentes. Tempos de grandes perigos.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

BRASIL: DOS ELEITOS E SEUS ELEITORES. OU: A IMPUNIDADE DO PT E SUA TRUPE SE TORNOU O FUNDAMENTO DA GOVERNABILIDADE

Brasil: dos eleitos e seus eleitores
Escrito por Edson Camargo e publicado no site www.midiasemmascara.org

Temos aí o governo do PT. Os eleitos. Vamos lá:

(1) Começando por algo de mais recente: Carlos Marighella é o novo herói nacional, segundo o PT.Vamos a um trecho da sua obra “intelectual”:

"os modelos de ação que o guerrilheiro urbano pode realizar são os seguintes:

a. assaltos
b. invasões
c. ocupações
d. emboscadas
e. táticas de rua
f. greves e interrupções de trabalho
g. deserções, desvios, tomas, expropriações de armas, munições e explosivos
h. libertação de prisioneiros
i. execuções
j. seqüestros
l. sabotagem
m. terrorismo
n. propaganda armada
o. guerra de nervos"
(do Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano, cap. 9)

Alguém aí ainda estranha por que o PCC orienta seus cães a votar no PT?

Quanto às famílias das vítimas da “obra” de Marighella e da sua Aliança Libertadora Nacional, fico esperando (sentado) as honrarias, reparações e indenizações vindas das hostes petistas encalacradas no governo.

Adiante.

(2) A seguida queda de ministros enlameados até o cocoruto – e as desconversas após a demissão, como se a mera perda do cargo os anistiasse diante da Justiça e da opinião pública. Alguém aí sabe se algo de realmente sério, do ponto de vista jurídico, foi aplicado ao caso Palocci, o ministro que enriquece à velocidade da luz?

(3) O governo paralelo do Pajé Dirceu, que visa, sobretudo, manter, compensar, e se possível (e é, infelizmente) “lavar a égua” com os esquemões surgidos desde a chegada de Lula a Brasília.

(4) A tentativa de calar a imprensa, por meio do “controle social” revolucionário, apoiado por todo um bando de jornalistas contrários à liberdade de imprensa, grande invenção brasileira for export.

(5) A doutrinação socialista descarada nas escolas, além do kit-gay (aguarde o kit-Marighella), e as palhaçadas fraudulentas e ideologicamente manipulatórias do ENEM.

(6) A insistência nas políticas pró-aborto e as intervenções na família por meio de leis como a da “palmada” (anticristã, sobretudo), e da proibição do homeschooling.

(7) Nem é necessário falar do histórico e contínuo apoio do PT às FARC, ao ELN, a Chávez, a Fidel, a Evo Morales, vide o papel central do PT nas atividades do Foro de São Paulo. Da desinformação ao narcoterror em toda a América Latina, o PT sempre dá seu empurrãozinho.

(8, 9, 10, 11...) E há mais absurdos, mas é impossível lembrar de tudo. Opa, lembram do Aerolula? Há alguns escândalos que basta a menção de um nome, ou um mero substantivo, e logo se percebe que é impossível reaver tantas investigações nas estranhas do poder político, para tentar, nem digo lavar a roupa suja, mas ao menos manter alguma legitimidade jurídica à permanência do PT no governo. Delúbio. Erenice. Valdomiro. Sarney. Cueca. Rafale. Lulinha. ONG's. Petrobras. Orlando Silva. Aloprados. Francenildo. Cartões Corporativos. Mensalão. A carga tributária. A dívida pública exorbitante: 1,5 trilhão. Fernando Pimentel. Its never ends...

Abomino a ideia do governo se metendo no mercado, na saúde, e na economia. O PT ama, é da essência totalitária. E o grosso do nosso povo também, afinal, para muitos Getúlio Vargas ainda é ícone. E o que o PT prometeu? O de sempre, o paraíso proporcionado pelo Estado. E como estão as coisas após uma década de PT no governo? SUS para um adoentado queridinho da mídia e da elite acadêmica? "Ah, pare, que ofensa."

É difícil listar, num breve artigo, tantos escândalos, tanto golpes, tanta patifaria.

Diante de tudo isso, só se pode concluir que, no Brasil, a impunidade do PT e sua trupe se tornou o fundamento da governabilidade.


E os eleitores, onde entram nessa? Como se comporta nosso típico eleitor "politizado", aspirante a formador de opinião no Facebook (aquele aterro sanitário)?

Bem, ele não sabe quem é Aleksandr Dugin, ou Herman Von Rumpuy, e quer falar do jogo geopolítico no mundo.

Não sabe o que é keynesianismo, nem da estratégia Cloward-Piven, e quer falar da economia mundial.

Confunde gay com gayzista, negro com afronazi, trabalhador rural com militante do MST, e quer não só posar de bem informado, como impor rótulos odiosos a quem discorda.

Louva o saber científico, mas adere a qualquer slogan catastrofista de ongueiro vegan. Só para ficar na moda.

Louva a liberdade, mas, da regulação dos mercados à proibição de certas palavras, ele defende absolutamente tudo. Afinal, ele é “do bem”.

E ele é sempre “crítico”. Mas sua “crítica” não é nada além do que o repeteco do consenso. Afinal, ele é “antenado”. “Antenado” é o novo nome do “maria-vai-com-as-outras”, da vaca que vai ao matadouro seguindo “as novas tendências, as novas ‘demandas sociais’”. Tanto que, veja só, ele acreditou piamente na “primavera árabe”. E na seriedade do Protocolo de Kyoto, afinal, as "mudanças climáticas" estão aí... Pergunta se ele soube do primeiro Climategate? Nunca! E do segundo? Jamais.

E até se diz cristão. Mas diante da foto de um entusiasta do aborto amigo de velhos terroristas, que foi financiado a vida toda pela elite saudita, perseguidora brutal de cristãos, a figura vibra: “Esse Obama é o cara!”

Eis a “pessoa bem informada” dos dias de hoje.

Ele até tem um amigo que pensa bem diferente dele, e o confronta: “Ih, o fulano, o “teórico da conspiração”! (No Brasil, esse é o nome de quem sabe mais do que o Bonner contou, ou, dependendo do ambiente, mais do que saiu nas páginas 2 e 3 da Falha de São Paulo.) Para este cidadão “bem informado”, o amigo “vê coisas”, é “paranóico”, “se acha muito inteligente”, está sempre “revoltado” e “gosta de discordar”. Como Festus ao apóstolo, ele escarnece: “as muitas leituras o deixam louco”.

E nem desconfia que essa afetação de superioridade não passa de uma variante modernete do velho farisaísmo.

Nem desconfia que conhecer a realidade tem um preço. E que dificilmente são muitos os que querem pagá-lo. E que assistir ao telejornal não basta, e do jeito que as coisas andam, mais atrapalha do que ajuda.

Nem desconfia de que mais importante que o "acesso democrático à informação", é a conquista árdua, solitária e exigente, de uma autêntica formação. Intelectual e moral. Sem ela, não se interpretam os fatos, nem se identificam os nexos entre eles. Sem a formação, não se conhece a história, nem as implicações de se interpretá-la deste ou daquele jeito.

Sim, formação. Que o eleitor médio no Brasil hoje confunde com o seu diploma, com sua especialização, com os cursos que concluiu. Tudo com o carimbo do MEC, é claro. Esse, do Haddad. Das últimas colocações nos exames internacionais.

Faz algum sentido o fato de um povo que tem o “malandro” como ícone seja feito de otário da forma que tem sido, e ainda esbanje uma confiança prepotente em si mesmo, na grande imprensa e nesta classe política delinquente que controla o país?

Filme Triste, Dominique e Ritmo da Chuva são músicas inesquecíveis criadas pelo homem que precisa da liberdade que é negada pelo socialismo castrador








quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O FETICHISMO DA BATINA. OU: O “papa”, por assim dizer, da esquerda católica e da CNBB, é o PT, é o comunismo internacional.

O fetichismo da batina
Escrito por Leonardo Bruno e publicado no site www.midiasemmascara.org

É interessante escutar as falácias de alguns ditos “conservadores”: eles dizem que não adianta nada criticar a CNBB. Alguns propõem rezar para que a Igreja se recupere. A esquerda católica, porém, não mede esforços em destruir a ortodoxia, os conservadores e espalhar a mentira, a heresia e a apostasia.

Uma questão bastante incômoda, pela inércia ou mesmo quietismo entre os católicos, é a incapacidade de denunciar a infiltração maciça dos esquerdistas e comunistas na Igreja Católica e na CNBB. E pior, ninguém, nem mesmo alguns autonomeados conservadores (pelo menos eles se identificam como tais), possuem a coragem para se confrontar com a realidade cristalina de um clero decadente e comprometido com as causas petistas, como o aborto, o “casamento” gay, a campanha anti-“homofobia”, o desarmamento civil, o MST e outras bandeiras vermelhas. Com exceção da TFP e de alguns grupos tradicionalistas autênticos, a espiral do silêncio domina o espírito da Igreja.

Ao que parece, os católicos brasileiros atuantes sofrem de uma curiosa síndrome, o fetiche da batina. Não interessa se o padre é comunista, gayzista, pedófilo, homossexual, apologeta do MST ou eleitor do PT. Basta que o sacripanta tenha uma batina e os fiéis entram numa confusão mental entre o hábito e a autoridade moral do monge. É como se a formalidade e a aparência superassem a própria essência do sacerdócio, que é a autoridade moral implicada no sacramento, nas ações e no caráter de quem é ordenado.

Imaginemos que o nosso país fosse a Rússia, se tornasse realmente comunista e todas as esferas da sociedade civil fossem pulverizadas por um sistema totalitário. Alguém comungaria com um padre de alguma KGB da vida, para ouvir nossas confissões ou ministrar a missa? Se a confissão católica fosse escutada por algum membro da polícia política, não sobraria um católico livre para contar a história. No entanto, bestializados, alguns católicos, ainda que conscientes da realidade, reverenciam a batina fake do petismo clerical. Reverenciam seus próprios algozes, pela ficção de parecerem amigos.

Aliás, é interessante escutar as falácias de alguns ditos “conservadores”: eles dizem que não adianta nada criticar a CNBB. Alguns propõem rezar para que a Igreja se recupere. Outros se acovardam, com medo cego das batinas dos padres e bispos. E os demais justificam a reverência tosca do sacerdócio, como se este fosse um fim em si mesmo, para se eximirem de defender a doutrina católica e a Santa Madre Igreja.

A esquerda católica, porém, não mede esforços em destruir a ortodoxia, os conservadores e espalhar a mentira, a heresia e a apostasia. Não poupa nem mesmo o papa e o Vaticano. O “papa”, por assim dizer, da esquerda católica e da CNBB, é o PT, é o comunismo internacional. Ou quem sabe, Lula é o seu Messias e Salvador. Para padres e bispos esquerdistas, a igreja é tão somente um instrumento útil e dócil do Partido-Estado auto-divinizado.

É obrigação moral de qualquer católico sério exigir a compostura dos padres. Nenhuma batina deve dar imunidade, permitindo que alguns membros do clero corrompam a Igreja. Nenhum padre ou bispo pode justificar quaisquer alianças com os inimigos da Igreja, sem estar sob o preço de traí-la e de não merecer o menor respeito dos seus próprios fiéis. Na verdade, deveriam rasgar as vestes desses padres e bispos vermelhos, pois eles podem o ser em aparência, mas não o são em espírito. São indignos do sacerdócio pelo qual foram investidos. São os santos do pau oco. Estão longe de serem vigários de Cristo. No máximo, são vigaristas.

Por que os bispos da CNBB se sentaram para conversar com Marta Suplicy, já que esta se declara inimiga dos cristãos e quer impor atribulações e perseguições aos católicos? Por que se rebaixam tanto? Com certeza ela teve esse espaço entre o clero, menos pelo amor evangélico aos inimigos do que pela traição de Judas contra Nosso Senhor Jesus Cristo.

O clero da CNBB é como um pastor que joga o seu rebanho de ovelhas aos lobos. Com a lei anti-“homofobia” e demais políticas da esquerda, os fiéis católicos sinceros serão jogados aos leões. Com as bênçãos dos bispos e padres de passeata.

UMA SOCIEDADE QUE NÃO TEM NADA POR QUE MORRER TAMBÉM NÃO TEM NADA POR QUE VIVER. NÃO É COMO UM RIO, MAS É COMO UMA POÇA ESTAGNADA

Reversão demográfica irá acabar com o assistencialismo estatal
Escrito por Mark Steyn e publicado no site www.midiasemmascara.org

Não é preciso fazer sacrifícios materiais: o Estado toma conta de tudo. Não é preciso ter filhos. E certamente não será preciso morrer pelo rei ou pelo país. Mas uma sociedade que não tem nada por que morrer, também não tem nada por que viver.


Nossa lição hoje vem do Evangelho segundo Lucas. Não, não é sobre a manjedoura, os pastores, os sábios, nada disso, mas o outro nascimento:

“Mas o anjo lhe disse: Não temais, Zacarias; Porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, e lhes porás o nome de João.”

Esse pedacinho de história bíblica não recebe muita atenção, mas está lá: Lucas 1:13, parte do que chamaríamos de história prévia, se ele fosse um roteirista de Hollywood, e não um estudioso.

Dos quatro evangelhos, apenas dois se deram ao trabalho de contar o nascimento de Cristo, e apenas Lucas começa com a história de duas gestações. Zacarias fica surpreso com sua iminente paternidade: “pois eu sou velho, e minha mulher também está avançada em idade”.

Apesar de tudo, uma senhora de idade e estéril como Isabel concebe, e no sexto mês de gravidez, o anjo visita sua prima Maria e lhe diz que ela, também, irá conceber.

Se você ler o livro de Lucas, o nascimento da virgem parece uma extensão lógica do milagre anterior: a gravidez de uma senhora de idade.

O estudioso/autor não teve dificuldades em aceitar ambos. Para Mateus, o nascimento de Jesus foi um milagre; Lucas nos deixa com a impressão de que todos os nascimentos, toda a vida é de algum modo miraculosa e um presente de Deus.

Nós agora vivemos no mundo de Isabel; não só porque a tecnologia alcançou a divindade e permitiu que mulheres nos seus 50 e 60 anos se tornassem mães, mas também num sentido mais fundamental.

O problema com o avançado Ocidente não é que ele está quebrado, mas que está velho e estéril. Isso explica por que ele está quebrado.

Veja por exemplo a Grécia, que se tornou sinônimo de insolvência nacional: “Os EUA estão rumando para o mesmo destino da Grécia se não mudarem sua atitude”, etc.

Isso quer dizer que a Grécia tem problemas de gastos, de receitas, e algo nesse sentido, certo?

Em um nível superficial, sim. Mas a questão fundamental é bastante primordial: a Grécia tem uma das menores taxas de fertilidade do planeta. Na Grécia, 100 avós têm 42 netos; ou seja, a árvore genealógica está de cabeça para baixo.

Em um Estado social democrata onde os trabalhadores em profissões “de risco” (como, digamos, cabeleireiros) se aposentam aos 50 anos, não há jovens suficientes para pagar a aposentadoria deles de três décadas. E as próximas gerações terão mais problemas ainda.

Veja por outro ângulo: Os bancos são um mecanismo pelo qual as pessoas idosas com capital emprestam para jovens cheios de energia e ideias.

O mundo ocidental inverteu esse conceito. Se 100 velhinhos acumularem milhões de dólares de dívida, será que 42 jovens algum dia conseguirão pagá-la?

Como destacou Angela Merkel em 2009, o estímulo financeiro de Obama para a Alemanha estava fora de cogitação, simplesmente porque os credores internacionais sabiam que não haveria jovens alemães suficientes para quitá-lo.

A Alemanha, a potência econômica do continente europeu, tem a maior proporção de mulheres sem filhos na Europa: Uma em cada três jovens alemãs abrem mão da maternidade em caráter definitivo.

“A população economicamente ativa da Alemanha provavelmente irá cair 30% nas próximas décadas”", afirma Steffen Kroehnert do Instituto de Desenvolvimento Populacional de Berlin.

“As áreas rurais estão vendo um declínio populacional em larga escala, e alguns vilarejos irão simplesmente desaparecer”.

Se o problema com o socialismo é, como afirma a Sra. Thatcher, é que mais cedo ou mais tarde acaba o dinheiro dos outros, o Ocidente avançou para o próximo nível: Acabaram os outros, ponto final. A Grécia é uma terra de cada vez menos consumidores e trabalhadores, mas cada vez mais aposentados e mais governo. Como é que dá para expandir a economia em um mercado em contração?

O primeiro mundo, assim como Isabel, está estéril. Coletivamente estéril, devo acrescentar.

Individualmente, ele está repleto de milhões de mulheres férteis, mas que infelizmente optam por não terem sequer um filho, ou terem um sob medida aos 39 anos. Na Itália, berço da Igreja Católica, a taxa de natalidade é de 1,2 ou 1,3 por casal, ou metade da taxa de reposição populacional.

Japão, Alemanha e Rússia já estão com crescimento vegetativo em declínio. 50% das mulheres japonesas nascidas na década de 70 não têm filhos. De 1990 a 2000, a porcentagem de mulheres espanholas sem filhos aos 30 anos dobrou, de pouco mais de 30% para quase 60%.

Na Suécia, Finlândia, Áustria, Suíça, Holanda e no Reino Unido, 20% das mulheres de 40 anos não têm filhos. Em uma recente pesquisa de opinião que pedia aos alemães que dissessem o número “ideal” de filhos, 16,6% disseram “nenhum”.

Estamos vivendo no mundo de Zacarias e Isabel, por escolha própria.

Os EUA não estão em uma situação tão perigosa, ainda. Mas o seu encontro com o apocalipse fiscal também tem raízes demográficas: A geração do pós-guerra não teve filhos suficientes para manter a solvência dos sistemas assistencialistas que surgiram na metade do século XX, estruturados com base nas taxas de nascimento daquela época.

A “década do eu [onde as pessoas queriam independência de casamento e filhos]” se transformou em “duas décadas e meia de eu”, e até mais. Os “eus” estão todos ficando velhos, mas não se deram conta de que pode chegar um tempo em que irão precisar de mais alguns “eles” para continuar alimentando o tesouro nacional.

A noção de vida como uma experiência de crescimento pessoal é mais radical do que parece.

Durante a maior parte da história humana, as sociedades funcionais privilegiaram o longo prazo. Essa é a razão pela qual milhões de pessoas têm filhos, constroem casas, plantam árvores, abrem negócios, fazem testamentos, constroem belas igrejas em simples aldeias, lutam, e se necessário morrem pelo seu país.

A nação, a sociedade, a comunidade é um pacto entre passado, presente e futuro, no qual os cidadãos, nas palavras de Tom Wolfe no seu artigo The “Me” Decade and the Third Great Awakening: “concebe a si mesma, embora inconscientemente, como parte de um grande rio biológico”.

Boa parte do mundo desenvolvido saiu desse rio. Não é preciso fazer sacrifícios materiais: o Estado toma conta de tudo. Não é preciso ter filhos. E certamente não será preciso morrer pelo rei ou pelo país.

Mas uma sociedade que não tem nada por que morrer, também não tem nada por que viver. Não é mais um rio, mas uma poça estagnada.

Se você acredita em Deus, o argumento utilitário em favor da religião irá parecer insuficiente e simplista: “São narrativas úteis que contamos a nós mesmos”, como escutei uma vez de uma pastora frouxa ao defender sua posição sobre a Bíblia.

Mas se o cristianismo é nada mais do que uma estorinha “útil”, é uma estória perfeitamente bem construída, a começar pela decisão de estabelecer a divindade de Cristo no milagre do Seu nascimento.

Os hiperracionalistas devem pelo menos ser capazes de entender que o “racionalismo” pós-cristão entregou boa parte da cristandade a um modelo de negócio totalmente irracional: um esquema de pirâmide construído em uma pirâmide invertida. Lucas, um homem de fé e um homem de ciência, teria visto aonde isso iria levar.


Tradução: Luis Gustavo Gentil
Título original: Demographic Reversal Will Finish The Welfare State
Fonte em português: www.juliosevero.com

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Jean Wyllys e Luiz Mott: Pais devem ter filhos para serem doutrinados pelos ativistas gays no homossexualismo. OU: PLC 122: DO MUNDO HÉTERO PARA O GAY

Jean Wyllys: "igreja que prega libertação para gays deve ser punida"

Escrito por Julio Severo e publicado no site www.midiasemmascara.org

Wyllys não está incomodado com a grande mídia, que é descaradamente pró-homossexualismo. O incômodo dele está direcionado às poucas rádios, TVs e sites que pertencem às igrejas e pregam o que ele define como “injúria”.

O ativista homossexual e deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), ganhador do Big Brother Brasil de 2005, afirmou em entrevista ao UOL e à Folha de S. Paulo que padres e pastores devem ser punidos por oferecerem, em seus programas de TV e rádio, recuperação, libertação ou cura da homossexualidade. Para ele, tal oferta é crime. “A afirmação de que homossexualidade é uma doença gera sofrimento psíquico para a pessoa homossexual e para a família dessa pessoa”, disse a ex-estrela do BBB.

O atuante ativista gay no Congresso Nacional afirmou que, por enquanto, os religiosos “são livres para dizerem no púlpito de suas igrejas que a homossexualidade é pecado”. Mas o problema surge, segundo ele, quando os religiosos usam os meios públicos como internet, rádio e TV para dizerem que a homossexualidade é pecado ou perversão, que para ele é “demonizar e desumanizar uma comunidade inteira, como é a comunidade homossexual”.

Na entrevista, Wyllys disse que um PLC 122 que só pune lesão corporal ou assassinato é inútil, pois o Código Penal já pune esses crimes. O PLC 122, segundo ele, deveria punir “expressões da homofobia, como a injúria”. Se um homossexual, por exemplo, se sente injuriado com informações escritas ou orais que descrevem os atos homossexuais como pecado, ele poderia acionar a polícia contra o autor das informações.

Por outro lado, pais e mães que se sentem injuriados com informações, cenas e aulas que expõem seus filhos à atividade homossexual como normal não contam com nenhuma lei de proteção, pois ao abrirem a boca para protestar contra a exposição gay eles podem sofrer represálias politicamente corretas. O clima governamental e midiático é tão violentamente pró-homossexualismo que os adultos sentem medo de expressar que eles mesmos se sentem injuriados com a carga de cenas e informações homossexuais que lhes são impostas de todos os lados.

A entrevista ainda diz:

Folha/UOL: No relatório da senadora Marta Suplicy é tratado o caso de cultos religiosos. E há uma certa leniência em relação ao que acontece dentro de templos religiosos. Como ficou essa parte e o que o sr. acha dessa abordagem.

Jean Wyllys: Eu acho que as religiões, elas têm liberdade para propagar da maneira que elas melhor escolheram, definiram, os seus valores. A sua concepção de vida boa. Isso é uma coisa garantida na Constituição e que a gente tem que defender. As religiões são livres para isso. E os pastores são livres para dizer no púlpito de suas igrejas que a homossexualidade é pecado, já que eles assim o entendem. Entretanto, eu não acho que os pastores que estão ali explorando uma concessão pública de rádio e TV tenham que aproveitar esses espaços para demonizar e desumanizar uma comunidade inteira, como é a comunidade homossexual.

Folha/UOL: Como tratar isso?

Jean Wyllys: Isso é uma injúria. É uma injúria contra um coletivo. E essa injúria motivada pela homofobia, ou seja, a promoção da desqualificação pública da homossexualidade e da dignidade, e ferindo a dignidade dos homossexuais, ela tem que ser enfrentada.


Wyllys não está incomodado com a grande mídia, que é descaradamente pró-homossexualismo. O incômodo dele está direcionado às poucas rádios, TVs e sites que pertencem às igrejas e pregam o que ele define como “injúria”.

Assim, enquanto que de um lado a população nada faz contra a exaltação do homossexualismo nos grandes meios de comunicação que sobrevivem às custas de patrocínio e verbas governamentais, a minoria gay, com ampla ajuda do Estado, quer suprimir, silenciar e até prender a maioria que quer liberdade para denunciar o pecado homossexual a partir de seus pequenos meios de comunicação.

Se o deputado-ativista gay conseguir o que quer, a única opinião permitida nas escolas, TV, rádio e internet será a glorificação do homossexualismo, expondo as crianças a um onipresente “kit gay” midiático, onde meninos e meninas aprenderão que homossexualismo é só bom e nada mais — sem jamais terem acesso a informações científicas, médicas, filosóficas e bíblicas.

Os homossexuais, sejam ativistas ou não, não podem alegar que a maciça doutrinação homossexual que eles querem para as crianças nas escolas, TV, rádio e internet tem como objetivo educar seus próprios filhos, pois o homossexualismo não gera filhos. Gera apenas doenças.

Como disse Luiz Mott, líder máximo do movimento homossexual do Brasil:

“Eu costumo falar: Nós precisamos de vocês, heterossexuais. Nós amamos vocês, para que reproduzam filhos que se tornem homossexuais: novos gays e novas lésbicas”.

A declaração de Mott se encontra registrada neste vídeo: http://youtu.be/mF3Z9dO2IBE

Sobre nós, pais e mães, fica, na visão de Jean Wyllys e Luiz Mott, a missão de ter filhos. Aos ativistas gays fica a missão de doutrinar nossos filhos no homossexualismo, para que se tornem os novos gays e as novas lésbicas que o movimento homossexual precisa.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

SAUDAÇÃO DE NATAL E ANO NOVO POLITICAMENTE CORRETA

Escrito por Heitor De Paola e publicado no site www.midiasemmascara.org

Heitor de Paola traduz mensagem de Natal escrita do jeito que o progressista gosta, e comenta alguns “presentes” dados à população brasileira neste fim de ano pela nossa elite política.

Tudo o que eu gostaria de dizer era “Feliz Natal e Próspero Ano Novo”, mas atualmente tudo deve ser revisado pelo Departamento de Regras e Diretrizes Legais. Feito isto, seguindo as regras politicamente corretas, eis o resultado:

De mim (o “desejante”) para você (destinatário que suponho estar desejando):

Aceite, por favor, sem nenhuma obrigação implícita ou explícita de sua parte, meus melhores votos de uma feliz comemoração do solstício de verão (ou inverno, dependendo do seu hemisfério) praticado com as mais saudáveis tradições de sua(s) convicção(ões) religiosa(s), ou práticas seculares de sua escolha e respeitando as demais tradições dos outros ou de sua escolha de não praticar nenhuma tradição religiosa ou secular, dentro de uma maior consciência ambiental, responsabilidade social, idéias politicamente corretas, baixo stress sem dependência química, neutralidade de gênero (o que os antigos incorretamente chamavam de sexo, pois hoje se sabe que isto é de escolha própria).

Desejo sucesso financeiro e realização de seus desejos, sem complicações médicas, para este início do ano 2012 do calendário geralmente aceito, mas com todo respeito para com as demais escolhas de calendários de outras culturas ou seitas, levando em consideração sua raça, crenças, cor, idade, habilidades físicas, fé religiosa, livre escolha de navegador da internet ou sua preferência(s) sexual(ais).

Ao aceitar esta saudação você se compromete com os seguintes termos legais:

- Esta saudação está sujeita a futuros esclarecimentos ou anulação.

- Esta saudação pode ser livremente retransmitida, desde que sem alterações ao original, e deverá reconhecer os direitos autorais do desejante.

- Esta saudação não implica em promessa de parte do desejante de realmente implementar nenhum dos desejos acima referidos.

- Esta saudação não poderá ser acionada juridicamente, tanto quanto nenhuma das restrições contidas neste documento obrigarão aos demais destinatários, e somente será revogada se o desejante livremente assim decidir.

- Esta saudação está garantida nos limites adequados e dependendo de boas notícias de sua parte, pelo período de um ano, ou até o envio de nova saudação de feriados vazada em outros termos, o que ocorrer antes.

- O desejante garante seus desejos somente dentro dos limites destes desejos, e poderá revogá-los a seu exclusivo critério.

Qualquer referência a “Nosso Senhor”, “Papai Noel”, “Nosso Salvador”, “a rena de nariz vermelho” ou quaisquer outros personagens festivos, reais ou fictícios, mortos ou vivos não implicará em endosso destes nomes com respeito a esta saudação, ficando pelo presente documento implicitamente respeitados todos os direitos de propriedade de outros nomes ou imagens reservados às demais partes.


***

Presente de Natal I
O Legislativo não poupa despesas! Depois de fixar o mínimo em R$ 622,73, e ter os centavos cortados pela “presidenta” (sic) para economizar R$ 200 milhões anuais, o presidente do Senado José Sarnento abrirá concurso para contratar 246 novos analistas, técnicos legislativos e policiais no início de 2012. O salário inicial do consultor (ele consulta o quê? para quem?) é de R$ 23.826,57. Os novos servidores (de quê, ou de quem?) custarão R$ 53,3 milhões aos cofres públicos por ano!

Receio que logo surja um "movimento contra a ganância do Legislativo" ou sei lá o quê, sem atentar para o geral: a formação e consolidação da Nova Classe, a Nomenklatura!

Presente de Natal II

Dois dias depois de eu ter escrito meu último artigo, seu Cristovam inova: durante uma reunião na UnB, preparatória da Conferência Rio+20, seu Bruaca, perdão Buarque, defendeu a criação do Tribunal do Futuro! (nothing less!) Sua tarefa seria julgar os governantes mundiais por decisões que possam comprometer o meio ambiente, os recursos naturais da Terra e o bem estar da população. Este Tribunal, diz o gajo referido, seria "constituído por grandes personalidades mundiais".


Saudação de fim de ano do mesmo gajo:

Em seu último pronunciamento do ano, nesta quinta-feira (22), o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) desejou a paz como os índios bolivianos, ou sete tipos de paz diferentes. A primeira delas é a paz para frente, o que, para esses índios, simboliza o passado.


Cristovam Buarque deseja a paz como os índios bolivianos
SEX, 23 DE DEZEMBRO DE 2011 03:18

Em seu último pronunciamento do ano, nesta quinta-feira (22), o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) desejou a paz como os índios bolivianos, ou sete tipos de paz diferentes. A primeira delas é a paz para frente, o que, para esses índios, simboliza o passado.

- Dizer que o futuro está à frente é uma arrogância nossa, ocidentais, porque o futuro a gente não conhece. À frente está o passado. Ter paz com o passado é viver sem remorsos - afirmou o parlamentar.

Em seguida, prosseguiu Cristovam Buarque, vem a paz para trás, que é o futuro, ou o que a gente não conhece. Essa paz, explicou o senador, é para que as pessoas não temam o que vem adiante.

Os índios desejam ainda a paz para lado direito, que é a paz com a família, e para a esquerda, que é a paz com vizinhos. O representante do Distrito Federal lembrou que, no mundo globalizado, cada um tem sete bilhões de vizinhos.

Na tradição boliviana há ainda a paz para cima, que simboliza a paz com Deus (UÉ, SEU CRISTOVAM, EU PENSEI QUE ALGUÉM, CUJO ANIVERSÁRIO COMEMORAMOS DE HOJE PARA AMANHÃ, TIVESSE DITO ISTO HÁ MAIS DE DOIS MIL ANOS. JÁ OUVIU FALAR EM JESUS CRISTO, SEU CRISTOVAM?) e com os antepassados e a paz para baixo, com a terra por onde a gente caminha.

- Não estamos em paz se destruímos florestas, se poluímos o ar, se degradamos a água - afirmou Cristovam Buarque, antes de desejar a todos o sétimo tipo de paz, que é a paz pra dentro, ou a paz consigo mesmo.
(ÊTA PSICOLOGIA DE QUINTA, SÔ!)

Tradução e comentários: Heitor de Paola

COMO FUNCIONAM OS MECANISMOS DE MERCADO. OU: QUEM PROPÕE PREÇO ABAIXO DO MERCADO VAI À FALÊNCIA E QUEM PROPÕE ACIMA TAMBÉM SOFRERÁ FALÊNCIA


O mercado fixa o preço. Aquele que vender por preço abaixo ou acima sairá do mercado. Nenhuma empresa vende por preço aquém do mercado porque, quando ela oferece preço menor, este passa a ser o novo preço de mercado.

Todos deveriam vender exatamente pelo preço de mercado. Quem está abaixo tem prejuízo e vai à falência. Quem está acima nada vende e também vai à falência.

Nesse mercado com preços predeterminados, o empresário se dispõe a participar buscando a vantagem. Esta aparece por conta de o empresário conseguir, momentaneamente, custo menor que o preço de mercado. Nesse caso, é de direito que o empresário obtenha um lucro residual por ter sido mais eficiente.

Em momento seguinte, um concorrente descobre como produzir de maneira ainda mais eficiente e baixa novamente o preço, o qual será o novo preço de mercado com nova vantagem ou lucro de curto prazo para o novo empresário.

Enfim, nenhum empresário ficará definitivamente com o lucro. O primeiro lucro de curto prazo não se repetirá em um segundo momento. Em um terceiro momento, o primeiro empresário consumirá seu próprio lucro. Isso ocorrerá porque outro empresário inovador baixará os custos ainda mais e um novo preço de mercado causará prejuízo ao primeiro empresário. Se ele parar, perderá o investimento inicial.

Dessa maneira, o empresário continuará trabalhando no mercado e sendo remunerado apenas por aquilo que efetivamente acrescentou de valor ao produto que vendeu. Como consequência, o lucro é anulado em concorrência pura, mas a sociedade consumiu uma produção maior.

Essa é a essência dos mecanismos do mercado capitalista, a qual não comporta direito a lucro garantido e nem direito da Administração Pública exigir dos licitantes que mostrem seus segredos de produzir com menor custo.

domingo, 25 de dezembro de 2011

SOBRE A TENDÊNCIA DE LUCRO ZERO NO MERCADO EQUILIBRADO. OU: O EMPRESÁRIO TRABALHA BUSCANDO O LUCRO, MAS A SOCIEDADE FICA COM A RIQUEZA


A teoria econômica tem paradigmas. Um deles é este: “O empresário busca o lucro, que é um excedente sobre os custos, mas, no longo prazo, o lucro excedente é zero, pois esta é a tendência do mercado submetido às suas próprias regras de concorrência e da busca do lucro.”

Hoje em dia, a empresa que mais progride é aquela que vê cada um de seus funcionários como um pequeno empresário. O estado que inibe esse tipo de empresa ou que desconhece o potencial inovador de cada um é um estado castrador que prejudica o desenvolvimento econômico e social do seu povo.

Manoel Gonçalves Ferreira Filho (Livro: Direito Constitucional Econômico) descreveu dois tipos de constituições econômicas: 1)descentralizada e 2)centralizada). Segundo ele, não haveria lugar para um tipo intermediário:
“ou o setor público obedece às indicações do mercado, ou não o faz, seguindo um plano. Na primeira hipótese, indubitavelmente existe economia de mercado, apesar da participação de um setor público mais ou menos amplo, mais ou menos importante. Na segunda, caso o setor seja público e dominante, existe uma economia centralizada, ou uma variante desta”

O estado intervencionista que tabela preços ou que fixa BDI está trabalhando como os estados de economias centralizadas idealizados por Marx, que calculava preços apenas como uma questão de custos e não como fruto de um livre mercado. Além disso, o estado intervencionista elimina a iniciativa individual, cobra alto percentual de tributos e é ineficiente.

Nos dias de hoje, não há mais economias puramente de mercado ou puramente planejadas. Contudo há economias, como a do Brasil, em que a Constituição Federal aponta ser de livre iniciativa, mas a Administração Pública age como se participasse de uma economia puramente planejada.

Ao agir dessa maneira, a Administração Pública não está sendo isonômica, haja vista que alguns empresários recebem benefícios e outros são desestimulados a produzir. Também é um erro de foco, pois a economia brasileira não é centralizada e não garante lucro a ninguém.

A Administração Pública, ao permitir a adição de BDI e de custos fixos ao custo do produto, fixa um preço acima de todos os custos dos empresários. Preço que fica acima até dos custos do empresário mais ineficiente ou acima do preço do monopolista. É como se a Administração pagasse pelos custos de um único produtor estatal. É como se inibisse qualquer iniciativa do empresário inovador.

No longo prazo, o mercado livre se depura e não permite que alguns tenham lucro permanente e a concorrência se estabelece. Sendo assim, o lucro desaparece, haja vista que aquele empresário que obteve lucro por ter sido, momentaneamente, o mais eficiente foi superado por outro.

Conclui-se que, no mundo descrito pela Ciência Econômica, há um elevado número de empresários inovadores, os quais, juntos com os consumidores, tornam o lucro igual a zero, mas proporcionam uma grande produção que beneficia a todos e o Direito veio para confirmar, punir desvios ou excessos em relação ao Direito de Concorrência capitalista e para facilitar essa regra natural de produção social.

sábado, 24 de dezembro de 2011

O EMPRESÁRIO QUE TRABALHA DEVE SER REMUNERADO. OU: O LUCRO DECORRE DO TRABALHO. OU: SE NÃO HOUVER TRABALHO NÃO HÁ LUCRO


Descreve-se que a essência do capitalismo é o empresário correndo atrás do lucro sem alcançá-lo definitivamente. Então a sociedade seria demasiadamente injusta se não lhe remunerasse pelo trabalho direto e pelo emprego de suas coisas.

Logo, se no preço de mercado não entra BDI, então na composição de custos de preços unitários deve entrar a remuneração do trabalho e do emprego direto das coisas do empresário.

Então qual é a remuneração do empresário? A remuneração do empresário está no gerenciamento da mão-de-obra diretamente aplicada no produto. Isto é, o encarregado ou gerente do trabalho é o próprio empresário. Assim surgiram as grandes empresas. Principalmente aquelas que subsistem até hoje. O empresário que não trabalha no próprio negócio vai à falência muito cedo.

Não se fala aqui do empresário mero aplicador da bolsa de valores. Como já explicado em outro artigo, há grande diferença entre empresário inovador e empresário aplicador de capital. O sócio cotista das empresas sociedades anônimas é um mero aplicador de capital.

Como os equipamentos e as ferramentas são forças de trabalho apropriadas pelo capitalista que são diretamente empregadas na fabricação do produto, então essa força de trabalho deve constar da composição de custos como se fosse mão-de-obra do próprio capitalista.

Isso mais a inclusão do custo do encarregado tornam idênticos os custos variáveis da Economia e os custos diretos levantados pelos sistemas de referência de preços usualmente existentes no Brasil. Pode-se dizer que o trabalho do dono do capital é remunerado pelo salário de administração ou por ter sido, ele próprio, o encarregado do serviço.

PENSAMENTO DO SENADOR CRISTOVAM BUARQUE: UM EXEMPLO DE EXTERMINADOR DO FUTURO. SOCIALISMO E CRESCIMENTO NULO SÃO EXEMPLOS DE EXTERMÍNIO DO FUTURO












Os exterminadores do futuro IV - 1ª Parte: um intelectual orgânico em ação
Escrito por Heitor De Paola e publicado no site www.midiasemmascara.org

“Um intelectual orgânico, segundo Gramsci, é aquele consciente de sua posição de classe. A organização da cultura é conseguida através da sua hegemonia, o partido-classe ou Partido Príncipe, o “intelectual coletivo”. Cabe a estes homogeneizar a classe que representam e levá-la à consciência de sua situação de classe, tornando-a de uma classe-em-si para uma classe-para-si. Esta atividade dos intelectuais, na prática precisa criar uma espécie de escola de dirigentes, um grupo de “especialistas” que servem para orientar os demais”.
(Do livro O Eixo do Mal Latino-Americano e Nova Ordem Mundial).

Quando escrevi estas palavras jamais imaginei ler na atualidade um texto tão significativo, claro e insofismável de defesa pública do que popularmente se chama “fazer a cabeça”, construir uma falsa consciência, como o op-ed do senador Cristovam Buarque n”O Globo do dia 17 deste mês, denominado sugestivamente Consciência em construção (1). Buarque, por ser extremamente dissimulado, é um dos mais perigosos gramscistas do país. Tendo-se dedicado ao terreno mais fértil para estes “especialistas”, a educação, mudando de partidos ao sabor do momento – pois, o partido-classe não se enquadra necessariamente em nenhum partido político - suas análises deste setor no Brasil encantam a muitos que enxergam nelas apenas as críticas consistentes com o “mal estar da Nação” com a baixíssima qualidade de nosso ensino. Mas, e aí reside seu grande perigo, sempre deixa nas entrelinhas mensagens subliminares baseadas nas recomendações de Gramsci. No texto em questão a mensagem é direta.

Começa falando da lei que criou o “Dia Nacional da Consciência das Mudanças Climáticas” (16 de março) afirmando que esta data deve passar “a ser usada em todo o país para debater a tragédia que nos ameaça por causa da crise ecológica e também buscar soluções para os problemas que enfrentam”.

Note-se que no campo dos debates a inversão revolucionária se dá pela inversão entre premissas e conclusões: estas são apresentadas como se fossem as primeiras. Não é proposto um debate no qual se faça a pergunta: há algum problema com o clima que precise ser debatido? Não, os “especialistas” partem da premissa que existe e que eles sabem quais são! Como disse Al Gore: os problemas do “aquecimento global” já estão comprovados cientificamente e não há mais debate possível. E isto lá é ciência? Claro que não, é ditadura intelectual marxista, digna de figurar no livro Impostures Intelectuelles, de Alan Sokal e Jean Bricmont.

Como diz Olavo de Carvalho: é “a aceitação quase universal de uma tosca mentira publicitária como teoria científica e expressão fidedigna de um fato incontestável”. Esta crença precede “a etapa seguinte, em que a mentira consolidada se torna premissa legitimadora de uma infinidade de novas mentiras, (e) já não denota simples vulnerabilidade, e sim um estado de corrupção profunda, estrutural.”

Segue Cristovam:

“Imaginemos todos os estudantes brasileiros, debatendo em suas escolas qual o tipo de progresso que estamos realizando, quais os problemas que a humanidade tem adiante e como enfrentá-los, usando esse dia para buscar respostas às perguntas que o mundo apresenta”.

Qual mundo apresenta as perguntas, o mundo todo? Não, a Sub-Comissão do Senado para a cúpula Rio+20 repetindo as falácias dos ambientalistas da ONU e das grandes corporações e suas ONGs, os “exterminadores do futuro” como já denominei (2).

Vejam que, de forma subliminar, se introduz a discussão crítica do imenso desenvolvimento realizado pela civilização ocidental(3) sob a égide da economia de livre mercado, vulgo capitalismo, o ”tipo de progresso que estamos realizando”. Na mesma frase atribui-se a este desenvolvimento a causa dos “problemas que a humanidade tem adiante” e sugere que estes têm que ser “enfrentados”. É óbvio que não se pretende estudar nem investigar fenômenos, mas “fazer cabeças”: partindo de premissas falsificadas, que na verdade já são conclusões, o que se quer é doutrinar os “estudantes brasileiros” na direção que bem quiserem os “especialistas”. No último parágrafo o senador apresenta a base do terrorismo que deverá ser incutida, por lobotomia dialética, em nossos jovens, uma afirmação de Celso Furtado:

“Os homens de minha geração demonstraram que está ao alcance do engenho humano conduzir a humanidade ao suicídio. Espero que a nova geração comprove que também está ao alcance do homem abrir caminho de acesso a um mundo em que prevaleçam a compaixão, a felicidade, a beleza e a solidariedade”.

E acrescenta Buarque:

“Esta nova geração só pode ser formada por debates entre os jovens. E o Dia Nacional da Consciência das Mudanças Climáticas poderá ter um importante papel na construção dessa consciência.”

Ressalte-se que os objetivos principais são dois:

(1) Assustar os jovens no sentido de que tudo o que se fez até aqui leva a humanidade ao suicídio coletivo e somente se escutarem e seguirem os “especialistas” é que salvarão a Terra da catástrofe iminente, explorando a crendice da juventude de qualquer país, em qualquer época, de que serão eles a construir o “mundo em que prevaleçam a compaixão, a felicidade, a beleza e a solidariedade”.

(2) Além de assustar é preciso culpar a humanidade passada como causa dos problemas climáticos, inculcando nos jovens também a rebeldia contra seus ascendentes e a forma cruel e indigna que escolheram como meta: o progresso que destrói a natureza. Parte-se, portanto, de uma observação psicológica facilmente observável: na adolescência todos os jovens acreditam que os pais erraram em tudo e eles devem consertar seus erros.

Neste sentido a primeira pergunta, na qual a resposta já está implícita, como nas demais, é crucial:

“1- Água, como conservá-la? Se não adquirirmos uma consciência da escassez de água potável no mundo e não usarmos esta consciência para encontrar formas de poupar e reciclar a água potável que temos, nossos descendentes vão passar por graves dificuldades em um futuro não muito distante.”

A ameaça às futuras gerações põe mais lenha da fogueira do narcisismo próprio das idades imaturas: “eu farei com meus filhos melhor que meus pais fizeram comigo e deixarei para meus descendentes um mundo de paz e concórdia”.

Analisando melhor a resposta: não há nenhuma evidência científica que comprove que haverá escassez de água no mundo. Este argumento infelizmente é partilhado por sinceros nacionalistas que acreditam na falácia de que a água será o petróleo do século XXI e que é por isto que as grandes potências olham com cobiça os maiores aqüíferos do mundo (Amazonense e Guarani), localizados aqui no Brasil. O que ninguém explica é como as tais potências vão aproveitar esta água. Mudar-se-ão em peso para Manaus e Foz do Iguaçu? Vão bombear toda a água para aquedutos ou gigantescos navios petroleiros transformados em “aqüeiros”? Isto me lembra um candidato meio maluco a vereador em Rio Grande, minha cidade, na década de 60, uma espécie de Cacareco local, que, num discurso em Pelotas (que se saiba não havia eleitores que pudessem votar nele lá!) prometeu levar água para salvar o Nordeste (onde também não tinha eleitores, de avião! Não seria mais viável dessalinizar a água do mar, processo usado em Israel há anos?

A próxima pergunta é ainda mais importante:

2- Energia, para quê e como? Este é um problema perceptível por causa do esgotamento do petróleo, mas temos deixado o assunto para os técnicos, esquecendo que ele é também de comportamento pessoal e de política social. Buscamos aumentar a oferta, sem procurar como elevar o Bem-Estar usando menos energia. Os governos lutam desesperadamente por novas hidrelétricas, sem perceber que é possível reduzir o consumo de energia elétrica, nem entender que há outras fontes que já deveriam estar sendo utilizadas extensivamente.

Cristovam sugere aqui claramente que o país – e o mundo, o objetivo da tropa de choque ambientalista transcende fronteiras – que reduzamos o uso de energia elétrica e paralisemos a construção de hidrelétricas e busquemos “outras fontes de energia” as quais, certamente não incluem as eficientíssimas centrais nucleares.

Recentemente os painéis solares dos chuveiros da praia de Ipanema mostraram que não servem para nada em dias de sombra, só para encher as burras dos empreiteiros! Todos os banhistas reclamaram. Já abordei no artigo anterior a “maravilhosa” energia eólica.

Que fontes alternativas são estas, então? Não se iludam os leitores, o que Cristovam et caterva desejam é levar o mundo para um passado medieval à luz de velas e aquecimento por lareiras. Mas como, se elas também produzem o terrível veneno CO2 pela queima de madeira? Abaixo uma fotografia noturna de satélite da península coreana. Note-se o contraste entre o fulgor das luzes da Coréia do Sul, que aderiu ao progresso, e a escuridão da do Norte, com pequenos trechos iluminados em Pyong Yang e seu entorno, onde reside a elite do Partido Comunista! É possível ver também parte da escuridão chinesa com esparsa iluminação.

Modifico a ordem, pois na última pergunta fica bem clara a sugestão do “decrescecimento” e o controle total sobre a economia, impedindo o livre mercado de funcionar:

6- Decrescimento com Bem-Estar é possível? Se o crescimento começa a se esgotar, como a Europa mostra, cabe perguntar se é possível melhorar o Bem-Estar com a economia decrescendo. Aumentar a oferta de alguns bens e reduzindo de outros, mesmo que a soma não represente crescimento de um ano para outro.

Como corolário, surgem as 3ª e 4ª perguntas:

3- Crescimento, até quando poderá continuar? A crise européia mostra na prática o que há décadas se discute teoricamente: que não há como a economia da produção material continuar crescendo eternamente. Mais do que um problema financeiro, a crise européia é o resultado do esgotamento de um tipo de civilização que define progresso como sinônimo de crescimento econômico: o progresso medido pela velocidade da utilização dos recursos materiais para servir à voracidade do consumo.

Ora, seu Buarque, você sabe muito bem que a crise européia é realmente “o resultado do esgotamento de um tipo de civilização”, mas não a civilização de consumo, um excelente desenvolvimento real por mais que queiram criticar o “consumismo” – seja lá o que querem dizer, porque até um bebê já nasce consumindo leite e mais tarde papinhas! – mas sim o fracasso do modelo econômico social-democrata – aqui no Brasil dos seus kamaradas tucanos – baseado no welfare state, aumentado exponencialmente pela imigração das antigas colônias, dos países árabes e da Turquia. Os que chegavam queriam, com razão, as mesmas benesses da “pilantropia” estatal custeada pela classe média.

4- Progresso, como redefini-lo? Não é mais lógico nem ético adotar progresso como sinônimo de crescimento econômico, conseguido graças à depredação ambiental, ao aumento da desigualdade, à produção de armas e ao consumismo. Mas ainda não temos um conceito alternativo ainda não se definiu com clareza o que é desenvolvimento sustentável, ainda não se aceita a idéia de que é possível elevar o Bem-Estar mesmo sem Crescimento Econômico.

O grande educador provavelmente se esqueceu de estudar história: desde os primeiros progressos da humanidade houve crescimento econômico, utilização da natureza, aumento da desigualdade, produção de armas e aumento do consumo. Presumindo, só para argumentar, que o primeiro progresso foi a descoberta de como fabricar uma clava. Temos aqui a produção de armas em proporções muito maiores do que na atualidade: passou-se de zero clava a uma clava e rapidamente outras tantas. Certamente quem as possuía depredou a natureza, matando animais para saciar a fome e adquiriu uma força que os demais não tinham, mas queriam ter. Olha aí, seu Cristovam: o início da desigualdade entre os que possuíam clava e os demais, que desejavam ardentemente possuir uma para caçar. Com a inevitável divisão do trabalho, surge o primeiro industrial: o fabricante de clavas! Aumento da produção e venda de clavas: consumismo! Mas não bastava a carne, era preciso cultivar a terra – mais uma depredação da natureza – e inventaram-se os instrumentos rudimentares de agricultura: surgem os primeiros latifundiários, aqueles cuja produção excedia ao consumo próprio e vendiam o excedente aos demais. E por aí vai! Entendeu seu Cristovam, ou quer que eu desenhe?

Porém, seu Cristovam deseja, com seus compadres, “redefinir com clareza um conceito alternativo de progresso” que chama desenvolvimento sustentável, “ainda não se aceita a idéia de que é possível elevar o Bem-Estar mesmo sem crescimento econômico”, isto é, a lobotomia ainda não terminou e a proposta é querer que alguém acredite no inacreditável. Vai fundo, seu Cristovam, Orwell já provou que é possível fazer as pessoas acreditarem que mentira é verdade, ódio é amor etc.

Quando estudar a falácia do CO2 falarei deste objeto de consumo, o vilão-mor, que todos querem: o automóvel. É o transporte por excelência dos homens livres que, ao invés de se espremerem como sardinha em lata em trens, ônibus ou metrô, andam sós ou com companhia de sua livre escolha, para onde quiserem, escolhendo o caminho que bem entenderem. Seu Cristovam e seus sequazes jamais entenderão porque a primeira coisa que um pobre compra, quando ascende economicamente, é um carro para sua família! Mas não, claro que não, quem entende o que é bom para os pobres não são os próprios, mas os “especialistas” que querem transformar o mundo numa imensa Coréia do Norte.

A 5ª pergunta é sobre indicadores de progresso e começa pelo “decreto” digno de Humpty Dumpty:

Se o progresso não é determinado pela taxa de crescimento econômico é preciso encontrar outros indicadores que meçam o nível de bem-estar.

Pronto, está decretado que o progresso não é assim determinado, então lá vem a pérola globalista: o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano, que se é inventado pela ONU é sempre um “avanço”. Este índice inclui expectativa de vida ao nascer, educação e PIB per capita.

Mas este poço de sabedoria não alcança que o aumento da expectativa de vida foi obtido pelos rápidos avanços da medicina com invenções de seres livres, visando lucro, e aumento da quantidade de alimentos graças ao agro-negócio, também visando lucro, e não a alguma decisão de planejadores estatais. Não houve nenhuma reunião de planejadores para obrigar a indústria de aparelhos médicos, decretando: inventem um tomógrafo computadorizado! A evolução tecnológica – na medicina e no campo – depende do progresso econômico e não de planejamento estatal, capice?(4)

Notas:

(1) Também pode ser lido em http://www.cristovam.org.br/portal2/index.php?option=com_content&view=article&id=4633:consciencia-em-construcao-artigo-j-o-globo-17122011&catid=154:artigos&Itemid=100139

(2) Ver: http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/12189-a-quarta-fronteira-os-exterminadores-do-futuro.html, http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/12273-a-quarta-fronteira-os-exterminadores-do-futuro-ii.html e

http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/12621-exterminadores-do-futuro-iii.html

(3) Civilização ocidental não é um conceito geográfico, pois inclui os países do Oriente que aproveitaram a lição da civilização greco-romana e o incomensurável acervo judaico-cristão.

(4) É claro que não sou inocente a ponto de acreditar que o senador não sabe de tudo isto. Certamente sabe, e aí está o grande perigo: ele age de má fé, fingindo inocência!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O LEVIATÃ ESTATAL PETISTA BRASILEIRO QUER DESTRUIR O CRISTIANISMO E A FAMÍLIA. OU: O ESPECTRO DA KGB MIRIM


O espectro da KGB mirim
Escrito por Leonardo Bruno e publicado no site www.midiasemmascara.org

Quem propõe uma lei dessa natureza é intrinsecamente maligno e pernicioso, possuindo uma deficiência de caráter assombrosa. Pessoas como as deputadas Maria do Rosário e Teresa Surita deveriam ser proscritas da vida pública.


A vida social necessita de atos disciplinadores de conduta. E isso começa pela própria família, com a noção de educação, hierarquia e ordem, que os pais devem estabelecer para os atos dos filhos. Dentro dessa função educacional, é óbvio que existirá sanções e punições. Daí por que os pais dão umas palmadas nos filhos indisciplinados e teimosos. Para que eles reconheçam, desde a mais tenra idade, os seus limites. Não quer dizer necessariamente que os castigos sejam totalmente justos. Às vezes os pais agem com justiça e outras vezes não. No entanto, nem por isso é razão para colocá-los na cadeia.



Como diria o provérbio, a porrada não é santa, mas faz milagres. Pode-se perfeitamente apanhar em casa, para depois não apanhar da polícia ou do Estado. Quantas pessoas não são marginais, criminosas, egoístas ou delinquentes por uma boa falta de varadas na infância? Uma criança que rouba, que bate em outra criança, que mente ou que age como um vândalo, de alguma forma merece ser coibida. E se possível, por meio do castigo físico. Não há nada fora do normal nisso. A sociedade também tem seus mecanismos de coibição física. Por acaso a polícia vai passar a mão na cabeça dos bandidos? Os criminosos que vão para a cadeia não sofrem violência do Estado quando perdem sua liberdade? Então por que uma criança não pode aprender, em casa, a própria noção dos limites que aprende na sociedade?

Entretanto, o Estado de Direito caminha para uma ditadura cultural nas leis e nos costumes, ainda que preserve a aparência formal de democracia. A chamada PL – 7670/2010, ou a “lei da palmada”, proposta pelo governo federal e adocicada por picaretas notáveis, como as deputadas Teresa Surita e Maria do Rosário, visando medidas punitivas para pais que dão palmadas nos filhos, lembra-me a figura de Pavlik Morozov, o garoto soviético que delatou o pai para a GPU-NKVD, uma das nomenclaturas da polícia política na época de Stálin. A cultura de delação é a mesma. Mudam-se tão somente os pretextos ideológicos. Antigamente era a “defesa da revolução” contra os “inimigos do povo”. Agora são os “direitos humanos”, com a delação em massa dos pais “agressores”, pelo simples fato de darem umas palmadas nos garotos levados.

Pavlik Morozov nasceu na época da guerra civil russa, em 1918. Em 1932, Stálin jogou a GPU-NKVD e o exército vermelho numa outra grande guerra civil pela coletivização forçada da agricultura contra os camponeses ucranianos. Morozov era filho de um pequeno fazendeiro que queria esconder os seus víveres para sobreviver, já que a polícia política estava fazendo uma campanha de confisco de alimentos, para sujeitar o campesinato à fome. Todavia, o garoto, que frequentava a escola controlada pelo Partido Comunista, começou a fanatizar-se com o discurso bolchevista e delatou a família, em particular, o pai, que escondia seus mantimentos do governo. A história tem o um desfecho macabro: o pai, desesperado pelo fato de o filho tê-lo denunciado, mata-o. A polícia política descobre o crime deportar o pai para os campos da Sibéria.

A história trágica acabou por virar uma propaganda de santificação e doutrinação ideológica dos jovens nas escolas. Pavlik Morozov virou o modelo da criança soviética, que em nome da causa revolucionária, era capaz de delatar os pais para a polícia. Músicas, composições, poemas, e peças de teatro eram produzidas para louvar a traidor-mirim, elevado a modelo cultuado pelo Partido-Estado. Inclusive, associações de escoteiros foram criadas com o nome de Pavlik Morozov, que recebeu uma homenagem póstuma como um “herói soviético”.

Ou seja: a União Soviética quis estatizar a alma das crianças, transformá-las numa seção do NKVD ou da KGB contra os pais dissidentes. Ainda no século XIX, como diria antes o terrorista Netchaïev, pai espiritual do populismo russo e do bolchevismo: a família, a amizade, as tradições, o país e a religião deveriam ser odiados pelo único amor digno de nome: a revolução. Anos depois, com a revolução totalitária soviética, o amor foi prolongado: se antes era só pela revolução, agora virou também o amor total e incondicional pelo Partido-Estado. As crianças deveriam sacralizar o demônio estatal, odiando e traindo os seus pais e familiares. Alguém ainda se nega a crer que o Estado brasileiro, atualmente, pensa a mesma coisa?

Alguns anos após a queda do Muro de Berlim, alguns historiadores tentaram investigar a história de Pavlik Morozov. E descobriu-se que tudo fora inventado pelo NKVD e que a verdadeira história poderia ser confirmada. Estaríamos aí diante de uma das grandes mentiras comunistas da história.

Aliás, a denúncia de filhos contra pais e a prisão em massa de milhões de pessoas pela ditadura stalinista causaram um fenômeno gravíssimo na Rússia soviética: a leva de crianças abandonadas, chamadas besprizornye, espalhadas pelas cidades e campos. Muitos desses menores viravam bandidos e criminosos. Os orfanatos criados pelo Estado para resolver esse problema eram verdadeiros depósitos humanos dos filhos dos chamados “inimigos do povo”. Tratadas em condições sub-humanas, muitas dessas crianças morriam. A lógica soviética também foi aplicada na Alemanha nazista e ainda vigora em outros sistemas totalitários, como Cuba, Coréia do Norte, China e Vietnã. A primazia do Estado sobre a educação das crianças instrumentaliza o terror generalizado da polícia política no ambiente familiar e o destrói.

A “lei da palmada”, como a doutrinação ideológica camuflada de “campanhas educativas” ou “currículos escolares”, não são formas de criar mecanismos de delação de filhos contra pais? No afã de supostamente proteger os filhos contra os pais, na verdade, o Estado joga uns contra outros. Os pais não terão o direito de disciplinar ou educar os filhos: estes serão a extensão da ideologia dos professores, do Conselho Tutelar, do Ministério Público, em suma, do próprio Estado, que usurpa as funções que não lhes são propícias. As crianças, induzidas a crerem que os pais são potencialmente criminosos, serão sugestionadas a policiá-los ou até a denunciá-los, já que a reprimenda ou o castigo podem ser desforrados pelo filho birrento e mal criado. É o “narodny komissariat,” o “comissário do povo” moderno usando os filhos dos outros como espiões e olheiros da vida alheia. Na prática, a lei estimula a perversão de desmoralizar a autoridade dos pais e superdimensiona a autoridade das crianças, invertendo as hierarquias e colocando os pais numa situação de completa chantagem. E quem tomará conta dessas hierarquias? São as próprias crianças imaturas? Não, serão os burocratas, agora elevados a paizões usurpadores dos pais verdadeiros!

Na verdade, uma das más intenções do Estado é o de criar menores sem limites, sem respeito à autoridade da família e dos pais, sem referência a qualquer princípio moral, sendo doutrinadas a terem “direitos”, ignorando os direitos e limites alheios, e idolatrando o Estado como uma espécie abstrata de “pai” e “mãe” protetores. Obviamente, o vazio moral deixado pelos pais será substituído pela engenharia social dos educadores, que querem injetar toda a sorte de cultura politicamente correta nas crianças, desde a ideologia de sexualidade promíscua e gay até a neurotização imbecilizante da linguagem e do raciocínio. Essa legião de pequenos Hitlers e Stálins da sociedade, em nome da exigência mimada de direitos ilimitados, serão os grandes tiranos da fase adulta, marginais, egocêntricos, desajustados, psicopatas, criminosos e drogados. Ou mais, serão a massa de manobra das tiranias maiores dos políticos e da burocracia estatal.

Alguém duvida que as causas da violência estejam no enfraquecimento da autoridade dos pais e da disciplina familiar que educa e limita os ímpetos? Alguém duvida que a tentativa de alimentar a noção ilimitada de “direitos”, praticada pelo Estado, é uma forma de isentar os cidadãos, desde a mais tenra idade, de assumir os deveres éticos interiores exigidos às mentes maduras? Ou mais, a tentativa de burocratizar mais ainda a vida civil, retirando das famílias o poder de educar e proteger os seus próprios filhos da sanha dominadora do Estado?

A lei da palmada é a tentativa de prolongar eternamente a infância das crianças, desprovendo-as de limites e nortes éticos que as façam crescerem. Quando o governo intervém, querendo mimar até os caprichos infames dos infantes contra os adultos, demonstra-se a sua intenção de prolongar o infantilismo moral e a cultura de dependência, reduzindo os cidadãos a meros bezerrinhos domáveis pela engenharia social e pela classe política. Ou na pior das hipóteses, demonstra uma exigência espúria de falsos direitos, que significará a perda completa de direitos reais, que são os da liberdade e dos laços privados da família. Sob o preço, inclusive, de trair a própria família.

Uma questão deve ser dita em bom tom, para arraigar nas consciências sensatas deste país: quem propõe uma lei dessa natureza é intrinsecamente maligno e pernicioso, possuindo uma deficiência de caráter assombrosa. Pessoas como as deputadas Maria do Rosário e Teresa Surita deveriam ser proscritas da vida pública. Mas não só isso. Quem escreveu o PNDH-3 e quem propôs a espionagem e delação dos pais deve ser banido da vida política como um leproso moral, um doente espiritual, uma pessoa completamente despreparada para representar a família brasileira. Isso envolve os acólitos da presidente Dilma Rousseff e o governo federal, que estão por detrás da criminalização dos pais e da introdução da agendinha gay nas escolas, destilando ignorância, corrupção moral, analfabetismo e destruição espiritual das crianças e também das famílias.

A Bíblia nos diz: “honra teu pai e tua mãe”. E o Nosso Senhor falou nas palavras do Evangelho de Marcos 10:14: "Deixem vir a mim as crianças, não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas”. Não está claro demais que o Leviatã estatal petista brasileiro quer destruir o cristianismo e a família?

ESPERANDO 2012. NÃO ESPERE NADA DA SOCIAL DEMOCRACIA OU DOS PROGRAMAS SOCIALISTAS

Esperando 2012
Escrito por Nivaldo Cordeiro e publicado no site www.midiasemmascara.org

2012 será o ano a marcar a derrocada da social-democracia. Mesmo que nominalmente se mantenha no poder seu programa mais precioso − o da distribuição de renda via Estado − ele terá que ser abandonado sem dó.


Nenhum cenário para 2012 tem sido pintado com cores favoráveis. O nosso próprio Banco Central reviu para baixo suas previsões, admitindo que o crescimento não será superior a 3,5%, taxa ainda assim para além de otimista, contra os 5% originalmente esperados.

O que temos visto é que todos os governos do mundo estão realizando cortes orçamentários impiedosos, para fazer frente à crise. Não poderia ser diferente, pois a resposta à crise de 2008 foi o oposto, acelerando o dispêndio público. Finalmente os governos − todos eles de perfil social-democrata − viram-se diante da dura realidade da lei da escassez. A promessa keynesiana de burlá-la, ou superá-la, mostrou-se uma falsificação. Do keynesianismo sobraram a inflação ameaçadora e a desordem nas finanças públicas. E a supertributação, essa condição satânica para que se realize a promessa social-democrata de distribuição de renda pela via estatal. The dream is over!

2012 será portanto um ano ruim em matéria econômica e "quente" do ponto de vista político e da mobilização das massas enfurecidas. Quando os cortes orçamentários forem traduzidos em eliminação de renda dos sócios do Tesouro teremos uma fúria grande, como a que se viu na Grécia e que tem se repetido progressivamente na Inglaterra, Itália, Portugal, Espanha e em toda parte. O fato é que as multidões que vagabundeavam à custa do Estado terão que descobrir o caminho do trabalho, a única via ética para que a prosperidade - coletiva e individual - possa ser alcançada.

A ameaça que paira no ar é a eventual chegada ao poder de políticos populistas, assentados em cima do ódio das massas. Hitler chegou ao poder pelo voto assim. O populismo nacionalisteiro está em alta. As tensões aumentam. É claro que mudanças políticas mais radicais demandam tempo mais largo do que o período de um ano. Todavia, penso que em 2012 teremos a definição das tendências e até dos nomes que poderão chegar ao centro de poder nos próximos anos. Os tradicionais partidos que se alternam no poder poderão ser alijados e eventualmente, para sobreviver, terão que dar abrigo às teses mais radicais.

2012 será o ano a marcar a derrocada da social-democracia. Mesmo que nominalmente se mantenha no poder seu programa mais precioso − o da distribuição de renda via Estado − ele terá que ser abandonado sem dó. Veremos encolher o número de funcionários públicos e de aposentados. A idade de aposentaria elevada. Resta saber se a outra perna da social-democracia, a intervenção econômica via regulação, será também abandonada. Essa regulação está destruindo a pequena empresa e o empreendedorismo em todo o mundo. Ou seja, destruindo a classe média independente do Estado, esteio político do liberalismo econômico. Se isso vier teremos a bases para mudanças profundas no perfil político de longo prazo. O liberalismo terá sua base social.

Por que esperar a desregulação? Porque é a única via que poderá prover empregos e elevação da produtividade de forma rápida. É o caminho mais curto para o retorno da prosperidade, mas para isso é preciso enterrar integralmente o programa social-democrata. Algo fácil de dizer e difícil de realizar.

Feliz 2012! Ainda assim podemos dizer. O programa social-democrata é uma mentira política escorada por uma falsa ética, que premia desocupados e penaliza quem trabalha. Seu abandono envolve reduzir abruptamente o Estado e seus clientes. Haverá choro e ranger de dentes.

JESUS É SOCIALISTA? NÃO! JESUS NÃO ERA E NÃO É SOCIALISTA!

Jesus é socialista?
Escrito por Thomas Ice e publicado no site www.midiasemmascara.org

Essas idéias estão sendo semeadas gradativamente nas denominadas faculdades e universidades “evangélicas” como sendo questões “de justiça social”.
Independentemente do que essas idéias possam ser ou de onde elas vêm, uma coisa é certa: a Palavra de Deus não é a fonte delas.


Quando é feita a pergunta: “Jesus é socialista?” a resposta clara é: “Não, evidentemente!” A afirmação de que Jesus era socialista foi recentemente feita no Washington Post, por Gregory Paul, que tenta argumentar em favor de um socialismo ordenado biblicamente a partir dos primeiros capítulos de Atos.[1] As afirmações de Paul não têm nada de novo e provavelmente surgiram de um debate abrangente que está sendo travado nos EUA em relação a socialismo versus mercados livres. O presidente Obama e seu grupo querem o socialismo, enquanto o restante da nação quer se mover para longe do controle governamental da economia.

O que é socialismo?
Precisamos primeiramente iniciar este exame com uma definição exata de socialismo. The Oxford English Dictionary define socialismo como “uma teoria política e econômica de organização social que defende que os meios de produção, distribuição e troca devem ser de posse da comunidade como um todo e regulados por ela”.[2] O fato de ser uma teoria política e econômica sempre significa que, na realidade, o governo possui ou regula a economia.

Quando o governo regula, mas não possui os meios de produção, isso é chamado de fascismo, como na Alemanha nazista. Quando o governo possui e controla os meios de produção, isso é chamado de comunismo, como na antiga União Soviética. As duas versões se encaixam na idéia mais ampla de socialismo.

Onde é que a Bíblia fala sobre uma teoria política e econômica? De acordo com Gregory Paul, a idéia é abordada nos primeiros capítulos de Atos. Paul diz que Atos 2 e 4 mostram o socialismo:

Bem, amigos, esta é uma afirmação direta do socialismo do tipo descrito milênios mais tarde por Marx, que provavelmente obteve a idéia geral a partir dos evangelhos. [3]

Paul também declara que “a Bíblia contém a primeira descrição de socialismo da história”. Não satisfeito por ter massacrado a Palavra de Deus em Atos 2 e 4, Paul segue adiante para Atos 5, dizendo:

O capítulo 5 detalha a ocasião em que um membro da igreja não entrega toda a sua propriedade à igreja e “cai morto”. Mais tarde, quando sua mulher fez o mesmo, “cai morta”.[4]

E Paul ainda continua com suas barbaridades:

“Prezados leitores, isto não se parece com uma forma de comunismo imposta pelo terror por um Deus que acha que os cristãos que não se juntam à coletividade merecem morrer? Não apenas o socialismo é uma invenção cristã, mas também sua variação extrema, o comunismo.

A afirmação de muitos cristãos, de que Cristo odeia o socialismo, não é verdadeira, uma vez que nenhuma descrição explícita do capitalismo pode ser encontrada na Bíblia – o que não é surpresa, já que o capitalismo ainda não havia se desenvolvido”. [5]

Propriedades privadas em Atos
Não existe sequer uma sombra de socialismo no livro de Atos pelos seguintes motivos: primeiro, se o socialismo estivesse em Atos, não poderia ter havido nenhuma propriedade privada porque a posse de todas as propriedades pelo governo está no coração do socialismo.

Onde é que, em Atos, o governo estava envolvido, exceto na tentativa de suprimir a pregação do Evangelho? Não eram funcionários do governo que estavam tratando com a Igreja Primitiva; eram os Apóstolos. Visto que o Deus do Antigo Testamento é o mesmo do Novo Testamento, deve haver continuidade em qualquer que seja o assunto. Wayne Grudem observa: “A Bíblia pressupõe e reforça um sistema no qual as propriedades pertencem aos indivíduos, não ao governo ou à sociedade como um todo”.[6] Mais adiante, Grudem observa que o direito à propriedade privada está pressuposto no oitavo e no décimo mandamentos e por toda a Lei dada por meio de Moisés. Como alguém poderia roubar ou cobiçar as posses de seu próximo se não houvesse propriedades pessoais? No livro de Atos, como seria possível que alguém vendesse suas propriedades pessoais e desse o dinheiro aos Apóstolos se não houvesse propriedades individuais? Se não existissem propriedades pessoais, então o governo possuiria tudo e as pessoas não teriam propriedades para vender. Se os Apóstolos eram de alguma forma os cabeças de um ajuntamento comunitário, então eles é que teriam tido controle sobre as propriedades de todos os demais e não os indivíduos que venderam suas propriedades.

Segundo, Paul argumenta em favor do socialismo baseado na afirmação que está em Atos 2.44-45: “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade”. Como é que isto, de alguma maneira, modo ou forma, apóia o socialismo? O contexto é claro: por causa da fé comum que esses convertidos tinham em Cristo (ver versículos 41-43), eles estavam unidos em seu objetivo de espalhar a nova fé entre outros.

Entretanto, sabemos, a partir do contexto anterior (At 2.5-11) que muitos dos novos convertidos estavam visitando Jerusalém, vindos de muitos outros países. Portanto, a fim de proporcionar apoio para as necessidades físicas dos que eram de outras localidades enquanto estes estavam sendo instruídos na nova fé, o grupo todo cooperava para ajudar a pagar pelas necessidades deles. A afirmação de que os crentes “tinham tudo em comum” significa que muitos deram suas propriedades privadas para a causa de sustentar a nova congregação.

Essa afirmativa demonstra o fruto do Espírito em operação na vida deles, de forma que davam espontaneamente de suas riquezas materiais da mesma forma que hoje fazem muitos cristãos com suas propriedades pessoais.

Terceiro, Paul diz que o motivo pelo qual Ananias e Safira foram mortos pelo Espírito Santo em Atos 5 foi que eles se recusaram a entregar o preço de toda a sua propriedade às autoridades porque a comunidade deveria possuir tudo. Tal visão, à luz do contexto, é ridícula! Paul ignora o versículo 4, no qual Pedro diz ao casal: “Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder?” Tais palavras ditas por Pedro não dão suporte à noção de Paul de que Ananias e Safira foram mortos por não serem bons socialistas. Pelo contrário, o que Pedro diz se encaixa perfeitamente com o ponto de vista do restante da Bíblia, de que o campo do casal era propriedade do casal. Bem como o dinheiro recebido da venda de sua terra. O problema foi que eles mentiram sobre a quantia que estavam doando à Igreja Primitiva.

Ananias e Safira fizeram com que parecesse que eles haviam ofertado todo o valor obtido com a venda de sua propriedade, quando, na verdade, haviam ficado com parte do dinheiro para eles mesmos. Tal enganação não era fruto do Espírito Santo, e o Senhor demonstrou logo que, de fato, o Espírito de Deus estava no meio deles porque apenas Ananias e Safira sabiam que estavam mentindo aos Apóstolos.

O que Jesus faria?
A afirmação de que Jesus é socialista é uma afirmação inverídica. Essa afirmação e outras semelhantes a ela têm sido feitas comumente por progressistas por, pelo menos, os últimos cento e cinqüenta anos. Os progressistas não acreditam que a Bíblia é a Palavra de Deus inspirada e infalível e, portanto, tentam tomar partes da narrativa do Novo Testamento (Mateus, Marcos, Lucas, João e Atos) e manipular o significado desses textos a fim de defender suas idéias pré-concebidas. Aparentemente eles acham que tal abordagem atrairá aqueles que estão dentro da Igreja que, de outra forma, não estariam abertos a seus pontos de vista.

Portanto, quando Jesus faz afirmações sobre os pobres e contra os ricos, eles não conseguem perceber através do contexto qual era a intenção de Jesus. Em vez disso, apelam para sua noção socialista de luta de classes como se os pobres e os ricos não fossem igualmente pecadores e não necessitassem ambos da graciosa provisão de Cristo.

Atualmente, também vemos que muitos dentro do evangelicalismo estão cada vez em maior número adotando visões progressistas (isto é, visões não-bíblicas) a respeito de todas as coisas, especialmente nas áreas políticas e sociais. Os progressistas freqüentemente retiram palavras e frases do contexto das passagens (os progressistas não são os únicos que fazem isto) e as reempacotam dentro da estrutura de suas próprias idéias (isto foi demonstrado no artigo de Gregory Paul). Eles freqüentemente tentam se opor a Jesus através de outras partes da Bíblia, pintando uma figura de Jesus que a Bíblia não apóia. Depois, eles fazem perguntas sobre esse Jesus ridículo, por exemplo: “Que carro Jesus dirigiria?” Eles têm certeza de que não seria uma SUV. O mesmo acontece quando tentam fazer de Jesus um líder do socialismo.

Adoram pegar palavras da Bíblia, como “justiça”. Eles a reempacotam com seus padrões de justiça em vez de usarem o padrão de justiça de Deus, ao qual não dão a mínima. Bem, Jesus faria o que a Bíblia diz que Ele faria e o fará no futuro. Parece não haver a menor preocupação com o que Jesus fará em Sua segunda vinda.

Conclusão
Por isso há inúmeros entre os que são chamados “evangélicos” que são defensores do socialismo, como Jim Wallis, dos Sojourners, Brian McLaren, Ron Sider e Tony Campolo, para falar apenas de uns poucos. Essas idéias estão sendo semeadas gradativamente nas denominadas faculdades e universidades “evangélicas” como sendo questões “de justiça social”. Independentemente do que essas idéias possam ser ou de onde elas vêm, uma coisa é certa: a Palavra de Deus não é a fonte delas. De fato, as fontes de tais idéias são claramente satânicas. De acordo com a profecia bíblica, o mundo está sendo preparado para um tempo em que o socialismo realmente virá a dominar sob o governo do Anticristo. Dessa forma, não é Jesus que é socialista; mas será o Anticristo que posará como “anjo de luz” a fim de usar o socialismo como veículo para fazer surgir temporariamente um período no qual o governo tentará possuir todos os bens dos homens, inclusive seus corações. Não, Jesus não é, nem nunca foi e também jamais será socialista. A Bíblia nos diz que Jesus usará toda a eternidade derramando Suas bênçãos ilimitadas e riquezas sobre os crentes. Maranata!

Notas:

1. Gregory Paul, “From Jesus’ Socialism to Capitalistic Christianity” [Do Socialismo de Jesus ao Cristianismo Capitalista], The Washington Post (12 de agosto de 2011).

2. Soanes, C., & Stevenson, A. (2004). Concise Oxford English Dictionary [Dicionário Conciso de Inglês Oxford] (11ª ed.). Oxford: Oxford University Press, s. v. “socialism”.

3. Paul, “From Jesus’ Socialism”.

4. Paul, “From Jesus’ Socialism”.

5. Paul, “From Jesus’ Socialism”.

6. Wayne Grudem, Politics According to the Bible: A Comprehensive Resource for Understanding Modern Political Issues in Light of Scripture [A Política de Acordo com a Bíblia: Um Recurso Extensivo para o Entendimento das Modernas Questões Políticas à Luz das Escrituras] (Grand Rapids: Zondervan, 2010), p. 262.

Thomas Ice é escritor e diretor-executivo do Pre-Trib Research Center em Lynchburg, VA (EUA).

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O CARRO DA PAMONHA E A LIBERDADE ECONÔMICA

Por Flavio Morgenstern no site www.ordemlivre.org

É consabido que o liberalismo não é ensinado em nossas escolas, e sequer conhecido por nossos professores. O caminho trilhado por uma porcentagem muito baixa de nossos estudantes que faz com que acabem por, um dia, conhecer a teoria liberal – quase fatalmente a abraçando logo depois – é uma pesquisa extramuros da academia por formas de liberdade menos conhecidas pelos seus professores.

É uma busca perigosa: desde que Hobbes tirou de uma força atemporal e divina a sujeição completa de um indivíduo às vontades de outro, todos os maiores ataques à liberdade por parte do estado no mundo se deram, justamente, em nome de uma busca utópica por liberdade. Porém, deixado à própria sorte, pode ser que o estudante tope um dia com a teoria liberal – a mais criticada, a mais vilipendiada pela academia, sem nunca ser conhecida sequer pelas bordas.

Palmilhando este caminho, o estudante primeiro busca uma forma de liberdade política, encontrando respaldo em modelos democráticos ou com o máximo de representatividade direta, o que geralmente é uma boa forma de destruir a liberdade política, mas manter as aparências. Buscará então liberdades civis, tornando-se aguerrido defensor de causas em voga, que merecem atenção e avanços culturais e mesmo econômicos na sociedade: desde a emancipação dos escravos até os direitos civis dos gays, passando pelo voto das mulheres, o fim da discriminação, do racismo etc. Mas o passo mais difícil, embora em números seja um dos mais importantes, é passar a defender a liberdade econômica.

Somos ensinados a entender o liberalismo pelo nome de “capitalismo”, termo pejorativo cunhado por Karl Marx para indicar a dominância do capital, conforme aponta Pedro Sette Câmara. Somos informados de que, se alguém enriquece, é pela supremacia do capital inicial que esta pessoa tinha – e assim, desvinculamos tanto o trabalho quanto o estudo da ascensão econômica. Acreditamos cada vez mais cegamente que apenas o capital gera mais dinheiro, e que o mundo se divide em “classes sociais” estanques, como castas, em que apenas os estamentos mais baixos – os operários e camponeses, ou “classe trabalhadora” – efetivamente trabalham, enquanto o enriquecimento surge apenas por exploração de classes mais baixas, com o capital se multiplicando à custa do trabalho proletário e campesino.

Nesta visão de capital como exploração, obrigatoriamente, a liberdade econômica parece apenas um nome pomposo para disfarçar sangue sendo derramado. Todas as liberdades parecem defensáveis e motivo o suficiente para se rebelar contra a força estatal, enquanto a liberdade econômica é entendida como um crime a ser punido com máximo rigor por esta mesma força estatal: o empresário (mesmo o microempresário), o investidor e especulador, o acionista, o mercado – são todos vistos como os responsáveis pela miséria do mundo, que só conseguirá ser corrigida quando todo o seu trabalho for expropriado pelo estado e repartido por seus burocratas aos cidadãos. Ignora-se aqui a contradição com o discurso de que não tais pessoas não trabalhariam, e apenas o seu capital inicial se multiplicaria sozinho através da exploração da força operária.

O que não se percebe com esta retórica palavrosa é que a liberdade econômica é vista em jornais e noticiários apenas em suas pontas mais extremas – um banco de investimentos gigantesco que quebra por papéis podres, uma fusão de companhias, uma crise cambial. Mas a liberdade econômica deve ser ensinada como o que é: a liberdade, justamente, de poder trabalhar e ter para si os frutos do seu trabalho, sem uma força externa, que não trabalha, e apenas toma os frutos do trabalho alheio para ela, justamente por ser mais forte.

Enquanto não se ensina corretamente nas faculdades algumas noções básicas de economia para os não-iniciados em cursos da área, passa-se adiante, para fora de seus muros, a visão de que o estado e os políticos dão algo à população, enquanto uma empresa tira. Para minar tal confusão, bastaria pensar no que aconteceria se uma empresa nunca tivesse existido para dar emprego e produtos cada vez mais baratos à população, e então como o estado “daria” algo para a população, livre de seus supostos inimigos.

Se analisarmos a liberdade econômica como a capacidade de trabalhar e ter o fruto do próprio trabalho, saberemos como ela é necessária para o sustento de muitas pessoas que, justamente, fazem parte da camada pobre da população, melhorando em muito sua qualidade de vida. Basta pensar no famoso carro da pamonha, que passa em bairros de periferia de diversas cidades vendendo pamonha, curau, bolos de milho e diversos outros produtos com o mais puro creme do milho verde.

Muitos destes trabalhadores não têm um CNPJ, não são uma empresa, não têm sequer empregados para serem “explorados”. Mas agem por livre iniciativa para trabalhar e ter para si os frutos do seu trabalho; e tem-se aí uma longa lista encadeada, que vai desde os plantadores do milho até a cozinheira que faz os doces, assim como seu distribuidor.

Isto só é possível com liberdade econômica. Tal como o pipoqueiro, o sorveteiro, o dono do carrinho de cachorro-quente, o vendedor ambulante de cerveja na praia. Na utópica visão da economia planificada, em que o estado garante tudo publicamente, impedindo empresas de “só visarem o lucro”, tais pessoas também não poderiam “visar o lucro”.

Tal como na piada (?) de que, no socialismo, se você tem duas vacas, o governo lhe toma as duas para lhe dar um copo de leite em troca, também o camponês que planta o milho não poderia fazer com o milho colhido o que bem entendesse e vendesse para quem quisesse, ao preço que definisse e que alguém aceitasse pagar. Que dirá alguém fazer doces, distribuí-los e vendê-los; pelo contrário, para evitar a “ganância do lucro”, a economia planificada, sem empresas, supõe uma centralização econômica, em que agentes do estado tomam toda a produção (de milho, pipoca, cerveja ou o que for) e posteriormente redistribuem para a população, “igualmente”. O resultado a história conhece: carteiras de racionamento para comida e papel higiênico em Cuba, fome na Ucrânia, AIDS na Albânia por falta de medicamentos, falta de comida nas prateleiras da Venezuela.

A básica lei de mercado de oferta e procura, inescapável até para o socialismo, faz com que os preços de alimentos disparem, prejudicando sobretudo a população pobre. Como atenuante, praticamente a maior parte da economia num regime sem liberdade de mercado é movimentada na clandestinidade, quando até vender café para o vizinho tem de ser feito às escondidas.

Curiosamente, com uma carga tributária beirando os 50% da produção, temos praticamente uma única diferença de uma economia socialista: empresas ainda existem e podem operar, enquanto num regime de economia planificada a economia se faz sem empresas e produtos pensados para o consumidor, e sim na gambiarra. Apenas essa diferença faz com que nossa economia seja chamada de “neoliberal” – um esquisito termo, vazio de significado, apenas usado para disfarçar tanto o desconhecimento da economia brasileira quanto de um sistema liberal, que praticamente nunca vigeu por estas bandas.

Quando vociferam contra “o mercado”, o lucro, a iniciativa privada, nossos intelectuais juram estar protegendo os pobres de grandes bancos e mineradoras, usualmente com a melhor das intenções – mas não percebem que os primeiros que sofrem com suas teorias econômicas planejadas e centralizadoras são os caminhões de pamonha. Já se explicou por que intelectuais odeiam o capitalismo – e aqui ainda se nota um indisfarçável preconceito dos defensores dos pobres, justamente contra pobres: os intelectuais da academia nunca aceitarão que alguém enriqueça com um carrinho de cachorro quente, enquanto eles não conseguem enriquecer vendendo ideias “superiores”, mas que prejudicam quem só sobrevive graças à liberdade e ao trabalho, ainda que sem pastiches de erudição.