quarta-feira, 31 de agosto de 2011

DILMA ROUSSEFF É QUE É O CAVALO DE TRÓIA! OU: QUEM ENGANOU QUEM, SOBERANA?

Dilma Rousseff é que é o cavalo de Tróia! Ou: Quem enganou quem, soberana?
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo

“Não quero que me dêem presentes de grego. Eu quero um presente para a saúde que é o seguinte: quero saber como é que todo o investimento necessário para garantir que nosso povo tenha saúde de qualidade vai sair”.

Farei, como costumo, a pergunta de Didi Mocó: “Cuma, inselença?”

Vamos devagar! “Presente de grego”, vocês devem saber, é uma referência ao grande cavalo de madeira que os gregos deixaram como “presente” às portas de Tróia. Contra a orientação de Cassandra, tadinha!, que implorou para que Príamo destruísse aquele troço, ele mandou que o levassem para dentro da cidade. De dentro da engenhoca saiu um monte de grego, e Tróia foi pro vinagre. Nota à margem: quando alguns, querendo desqualificar certas previsões, afirmam que os adversários são “Cassandras do caos”, a acusação é tola. Ela sempre estava certa. O problema é que era moça séria, não quis um rala-e-rola com Apolo, e ele a puniu fazendo com que ninguém acreditasse em suas profecias. Voltemos.

A metáfora de Dilma é troncha. Começa que o tal presente, a Emenda 29, não seria para ela — que se trata no hospital Sírio-Libanês, um dos melhores do mundo —, mas para a Dona Maricota e o Seu Zé. Isso na hipótese de o dinheiro chegar à ponta do atendimento, é claro. Que inimigo a tal emenda traria em sua ventre? Pelo que entendi, a falta de recursos — daí, então, que seria um “presente de grego”.

Mas eu tenho de refrescar de novo a memória da soberana com o que disse a própria — o que tem sido diligentemente omitido pela maioria da imprensa. No dia 18 de maio de 2010, discursando na XIII Marcha dos Prefeitos, num evento já aparelhado pelo PT, afirmou, então, a candidata do partido à Presidência:

“Eu assumo o compromisso de lutar pela Emenda Constitucional 29. Sobretudo considerando os princípios de universalização, eqüidade e melhoria da qualidade da saúde (…) Quando eu assumi o compromisso com a regulamentação da Emenda 29, o que tem por trás do meu compromisso é a certeza que nós entramos numa nova era de prosperidade; que esse país vai crescer, sim; vai arrecadar mais, que nós podemos, priorizando a saúde, ter recursos suficientes pra assegurar que haja saúde de melhor qualidade. A participação da União é fundamental”.

Dilma se lembrou só agora de que precisava de recursos? E acena com a recriação da CPMF? Vamos falar de presente de grego.

Então foi o povo que se comportou como Príamo, né? Desconsiderou o aviso das “Cassandras” e levou um cavalo chamado Dilma para dentro do Palácio. De dentro, saíram dois estelionatos eleitorais; ela, hoje, luta contra a Emenda 29 e só admite a hipótese de aprová-la com um novo imposto.

Em suma, Dilma não está fazendo o que disse que faria — lutar pela emenda — e quer fazer o que disse não faria: ressuscitar a CPMF.

Os troianos foram enganados. Foram avisados, né?

LÍDER DOS ESTUDANTES FASCISTAS CHILENOS SE ENCONTRA COM OS PELEGOS DA UNE NO BRASIL!

Vocês estão vendo esta gatinha?

Líder dos estudantes fascistas chilenos se encontra com os pelegos da UNE no Brasil!
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo

É “La Pasionaria” do Facebook chileno. Pois é! É a cara mais bela da desordem e do extremismo no Chile, a provar que as mesmas idéias que contribuíram para que o país caminhasse para uma ditadura, há 38 anos, continuam de algum modo vivas. Seus partidários evidenciam que não esqueceram nada nem aprenderam nada. Mas agora dispõem das redes sociais!

Camila Vallejo é a presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (Fech) e uma das líderes da chamada “revolta estudantil”, que tem seduzido e comovido tantos jornalistas brasileiros. Como toda esquerdista bonitinha, ela quer ser reconhecida por suas idéias, não pela beleza. Seria diferente com as feias? Acho que não. Mas, ao menos, não se criaria uma relação de oposição entre beleza e bom senso, hehe… O Brasil já teve o enfant gâté do impeachment, Lindbergh Farias, hoje um dos freqüentadores do Cafofo do Dirceu. Beleza é um bem transitório. Feiúra moral é que não tem cura. Camila, vejam vocês, está em Brasília e falou com o repórter Gabriel Castro, da VEJA Online.

Sabem quem a convidou para vir ao Brasil? Os pelegos da UNE. Isso prova a honestidade intelectual de Camila e da UNE. Por quê? Os estudantes chilenos pedem, como ela diz à VEJA Online, o fim do que chamam “modelo neoliberal na educação”. Questão de honra para os valentes: eles só admitem ensino público no Chile. E ponto final! Querem proibir o lucro na educação — esse é um ponto inegociável de sua pauta. E que caminho escolheram para reivindicar isso que consideram “um direito”? A ocupação das universidades e escolas de ensino médio. Estão quase todas paradas há três meses. E, claro!, manifestações violentas de rua.

Atenção! Uma coalizão liderada pelos socialistas governou o país por mais de 20 anos. Sebastián Piñera é o primeiro presidente de centro-direita eleito desde a redemocratização, em 1990. E a extrema-esquerda chilena, que se finge “independente”, com tipos como Camila, deixa claro: “Democracia, sim, desde que os nossos adversários jamais governem”. Atenção! A economia chilena segue sendo a mesma do governo Bachelet; o modelo de educação não mudou; os direitos sociais não sofreram qualquer alteração. Piñera faz, em suma, um governo de continuidade.

Mas a bonitnha e sua turma — agora com a adesão dos sindicatos — decidiram que é hora de mudar tudo. E é uma gente que negocia de um modo curioso. Eles apresentam a pauta ao governo e se negam a sentar para conversar. Consideram que a simples conversa já caracteriza uma rendição. Os cretinos no Brasil estão encantados. Acham que o caminho é esse mesmo. Afinal, se Piñera “é de direita”, então ele merece ser acossado por um bando de fascistas que se auto-intitulam críticos do “neoliberalismo”. Como estupidez pouca é bobagem, nos confrontos de rua, um policial — que já foi identificado — disparou um tiro e matou um estudante. O chefe da polícia foi demitido. Para gente como Camila, é pouco. Um só cadáver não derruba o governo. É preciso ter mais.

O Partido Socialista do Chile acompanha tudo, com apoio crítico. Oficialmente, os estudantes também são hostis ao governo anterior, mas partiram pra porrada foi neste, certo? Imbecilóides no Brasil se encantam com o que consideram um “movimento contra todos os partidos políticos”. Errado! É um movimento contra “toda moderação”, como é típico dos fascistas.

A UNE
Os pelegos da UNE, essa escória que mama nas tetas do dinheiro público, convidou Camila para participar de um ato público no Brasil. Tentam marcar uma audiência da moça com Dilma. Corre o risco de acontecer. Lembrem-se que Lula, o Apedeuta, não foi à posse de Piñera, o que deveria ter feito até como gesto de solidariedade. O Chile tinha acabado de sofrer um terremoto devastador. O Babalorixá não é do tipo que se mete com democratas como o presidente chileno. Ele gosta é de lixos morais como Hugo Chávez. Adiante.

O protesto a favor — os pelegos da UNE só fazem protestos a favor, à diferença da Musa do Extremismo —, em Brasília, com a participação da moçoila, não chegou a reunir 4 mil pessoas. Os promotores falam em 20 mil… O ato marcava — ai, ai… — o fim do “Agosto Verde-Amarelo” (alguém ouviu falar?), uma jornada de mobilizações (que nunca aconteceram) que inclui a apresentação ao governo de uma pauta com 43 reivindicações. Uuuuu!!!

Entre 2004 e 2009, o governo Lula deu à UNE mais de R$ 10 milhões. O congresso da entidade, em 2011, foi financiando com estupendos R$ 4 milhões das empresas estatais. O Planalto decidiu ainda repassar à turma R$ 44 milhões para a reconstrução da sua sede, que terá — atenção! — 13 andares. Como a UNE não tem trabalho o bastante para lotar duas salas, vai acabar realizando a sua verdadeira vocação: viver de aluguel.

Entre as 43 reivindicações apresentadas ao governo, não está, por exemplo, o fim da corrupção ou da impunidade. O tiozinho do PC do B que preside a entidade — já com os primeiros fios de cabelo branco —, um certo Daniel Iliescu (deve ter saudade do comunismo romeno…), explica à VEJA por que os valentes não atacam a corrupção nem pedem CPI. Não é que eles tenham sido comprados, de jeito nenhum! Ele esclarece: “Mais do que a UNE ficar defendendo a CPI, o importante é que o Brasil avance em soluções estuturantes, para cobrar dos políticos mais honestidade”.

Ah, bom! Que borra isso quer dizer? Nada! É só papo-furado de um sujeito que lidera uma aparelho que hoje arranca dinheiro dos pobres para… sustentar o próprio aparelho.
Camila, a fascistóide, e Iliescu, o pelego, são também dois picaretas. A moça resolveu botar fogo no Chile porque não aceita dinheiro privado na educação — ou tudo é público ou cinzas! O modelo petista de ensino universitário, via ProUne, promove uma transferência de recursos públicos para mantenedoras privadas como nunca houve na história destepaiz, enquanto o esgoto corre a céu aberto no campus. de uma universidade federal de Garanhuns Tivesse o dinheiro sendo carreado para instituições de qualidade, vá lá. No mais das vezes, as tais faculdades não passam de cabeças de porco disfarçadas de escola. Os dois vigaristas fazem de conta que ignoram o que acontece no país ao lado.

E por que estão juntos? Porque, de fato, não é a pauta que os reúne, mas a solidariedade política “latrino-americana”… Afinal, eles são dois fascistas de esquerda: um está no poder, a outra ainda quer conquistar; uma tenta incendiar o país; o outro lidera protestos a favor.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Bonde de Santa Teresa - Um bonde chamado homicídio doloso


Um bonde chamado homicídio doloso
Artigo de Reinaldo Azevedo publicado no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo

O que se vê abaixo é um troço assustador. Dias antes do acidente com o bonde de Santa Tereza, ocorrido no sábado passado — cinco pessoas morreram e 57 ficaram feridas, 10 em estado grave —, aconteceu isto que se vê abaixo. Por causa de um defeito nos trilhos numa determinada passagem, o bonde passa a trafegar na contramão. Vejam a alegria que une os convivas. Tudo parece uma grande galhofa, algo próprio daquele espírito que se atribui aos cariocas — sempre relax… O folclore sobre os paulistanos é outro, sempre tensos. São duas falsidades, claro, mas que podem custar caro às vezes… De todo modo, a gente ouve uma diversidade de sotaques ali, todos irmanados pelo alegre risco de morrer.


O maquinista do bonde que tombou no sábado está sendo apontado por fontes do governo do estado como o responsável pelo acidente. Culpem os mortos! Culpem o povo! Sempre é mais fácil. Não faz tempo, um helicóptero despencou sobre a cabeça de Sérgio Cabral, com sete vítimas fatais. Agora tombou o bonde. São emblemas de um modo de fazer política e de governar. Não obstante, há uma Copa do Mundo pela frente, e Cabral será um dos beneficiários da publicidade oficial.

Esse troço miserável que se vê abaixo deveria ser suficiente para se acusar o governo do Estado de homicídio doloso. Quem oferece esse tipo de serviço público à população assume o risco de matar. E matou.

O verdadeiro governo Cabral começa a vir à luz. E a notícia triste é que se revela na forma de cadáveres.

Demora um pouco. Mas assistam ao vídeo até o fim. Prestem atenção aos detalhes sobre a segurança.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A PROPAGANDA FASCISTÓIDE DO GOVERNO DILMA - OU: A MÃO DO ESTADO-DEUS!



A propaganda fascistóide do governo Dilma – Ou: a mão do Estado-Deus!
Artigo de Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo.

Em comunicação, pouco importa a intenção; interessa aquilo que efetivamente se realizou, o conteúdo que foi transmitido. A propaganda do governo Dilma que está no ar, aquela da mão grande, é uma das coisas mais estúpidas e deseducativas jamais produzidas no Brasil. É também essencialmente mentirosa. Envergonha qualquer um que tenha um pouquinho de bom senso.

Vejam um dos filmes.

As imagens têm história. A mão que vem do alto, em socorro ao ser humano, é, originalmente, a mão de Deus. A matriz dessa iconografia é a “A Criação de Adão”, de Michelangelo, afresco que está no teto da Capela Sistina. Abaixo, reproduzo a imagem e o detalhe. Sigo depois.

Essa matriz gerou, como disse, ao longo da história — procurem no “Google Imagem” todas as variantes de “A Mão de Deus” — uma tradição iconográfica, a que pertence também a propaganda oficial do governo Dilma.

Como petralhas são uma bestas ao quadrado, logo um deles tirará as patas dianteiras do chão para tentar argumentar, fingindo ter a coluna ereta: “Então Michelangelo era fascitóide?” Ai, ai… A propaganda do governo Dilma inventou um estado generoso, que concede benefícios àqueles cá da terra, como se chovessem casas, estradas, escolas, benefícios sociais vários, sem qualquer custo; como se um ente realmente superior derramasse maná sobre a Terra, numa lógica da pura doação.

E quem doa os benefícios ao povaréu passivo e sorridente? O estado! E esse estado é encarnado pelo governo Dilma, mais especificamente pela própria Dilma. E aí vem a mensagem malandra: “O Brasil está em boas mãos”. Sei… Poderia soar personalismo. Então vem a emenda do soneto: “Nas mãos do povo brasileiro”.

Desde a democratização plena, o país está nas mãos do povo brasileiro. Esteve também quando os adversários do PT foram eleitos. Assim como o Estado, a Dilma e o PT não nos dão nada, também não foi este governo (ou o de Lula) que nos deu a democracia. Ela foi uma construção coletiva.

A mão que concede benefícios não é a mão de Deus, não é a mão do Estado, não é a mão de Dilma. A mão que concede benefícios é a dos trabalhadores que pagam impostos, que arcam com a carga tributária mais alta do mundo, que beira a extorsão. Não existe essa doação, não existe esse presente, não existe essa chuva de maná.

Digo que a propaganda é fascistóide porque ela supõe a existência de um povo, como direi?, passivamente mobilizado, que é uma característica dos regimes fascistas, organizado à espera do provimento, como se as ações sociais nunca tivessem custo e decorressem da generosidade do estado e dos governantes.

Trata-se de uma campanha feita para idiotas, que infantiliza o telespectador, que trata a população como bichos à espera da ração. Tio Rei é rapaz caipira. No fim da tarde, uma das tarefas da molecada na Fazenda Santa Cândida era alimentar as galinhas. A gente abria o paiol e debulhava o milho numa geringonça com manivela. Era virar a taramela do depósito, a galinhada começava a se reunir. Quando saíamos com a bacia de milho, havia aquele mar de penas, uma cena de Hitchcock… E começava a chuva de grãos… Alimentávamos, generosos, aquelas que nos davam os ovos e que acabariam, fatalmente, na panela.

Também nós, os generosos, fingíamos doar aquilo que tirávamos das galinhas.


A tal propaganda vende, afinal de contas, o quê?

Há um outro aspecto a ser comentado na propaganda do governo Dilma Rousseff, aquela da mão grande, para o qual a minha filha mais velha — diz o pai orgulhoso, hehe! — chamou a atenção: “Mas isso é propaganda do quê? O que eles estão anunciando? É propaganda só pra dizer que o governo é bom?”

É isso mesmo!

Reprovo esse aspecto da publicidade oficial há alguns anos. Essa bagunça tem de ser regulamentada. Vai haver vacinação? Que se faça, vá lá, a propaganda. É preciso informar dados técnicos sobre o programa de construção de casas, ok…

O que não é possível é investir uma soma fabulosa de dinheiro público naquilo que é, no fundo, criação de uma marca, como se o governo fosse um produto que devesse ser consumido pelos brasileiros. Ora, com os diabos!, qual é a nossa alternativa?

Alguém dirá: “A oposição!” Ora, mas se é assim, também considerou a minha filhota no desenvolvimento da nossa conversa, então a oposição também deveria ter o direito de fazer propaganda de sua marca, certo?”

Certo!

A propaganda oficial, na forma como é feita no Brasil — e somos dos poucos países do mundo com tamanha “liberalidade” na área —, é uma indecência.

Se vocês notarem, a publicidade das estatais faz a mesma coisa. Bancos oficiais não estão vendendo produto nenhum; tampouco a refinaria, a distribuidora de combustíveis ou a geradora de energia. Todos eles estão torrando alguns milhões para, supostamente, exaltar a grandeza do povo brasileiro — que, tudo bem pensado, deriva da grandeza do governo, aquele da mão grande… Não há democracia no mundo que exiba esse padrão. Até porque não há democracia no mundo em que o estado, direta ou indiretamente, anuncie tanto.

domingo, 28 de agosto de 2011

O BRASIL ESTÁ EM BOAS MÃOS? Ou: A faxina não existe! A faxina federal é uma farsa!

O Brasil está em boas mãos?
Escrito por Percival Puggina no site www.midiasemmascara.org em 28 Agosto 2011.

Até o lustre da sala sabe quem sai pessoalmente promovida pela frase "O Brasil está em boas mãos"!

Daria um doce para saber quem primeiro aplicou a palavra faxina para descrever as demissões até agora decididas pelo governo. A maioria dos comentaristas já mostrou o quanto o vocábulo é impróprio. Em vão. Não há chargista que não o tenha ironizado. Inútil. Um breve diálogo entre o Tico e o Teco bastaria para entender que uma boa faxina exige mais ações que reações, mobiliza os órgãos de informação e controle, e escrutina minuciosamente apontamentos do Tribunal de Contas (que Lula dizia atrapalhar suas obras). Uma boa faxina, sabem as donas de casa, vai atrás da sujeira, aspira cantos, afasta móveis, ataca as bactérias onde se acumulam. Retirar rato morto do tapete da sala quando alguém aponta e diz - "Olha ali, oh!", não é faxina. Aliás, se não removesse o bicho quando o dedo da mídia e os fotógrafos da Polícia Federal o identificaram, a presidente estaria exposta a denúncia por crime de responsabilidade. Ela mesma diz que não faz faxina. Mas não adianta. A palavra pegou e presta inestimável serviço à imagem do governo. O cara que a concebeu é gênio. Se me permitem o palpite - foi coisa do Franklin Martins.

Tanto quanto qualquer brasileiro que ame seu país e o queira respeitável e respeitado, tanto quanto qualquer um que anseie por trabalhar em paz sem ser chamado a pintar a cara e botar nariz de palhaço como distintivo de indignação cívica, eu muito apreciaria uma faxina nacional. De lavajato, espuma e água quente. Ficaria muito feliz se houvéssemos, nas eleições do ano passado, contratado, por quatro anos, com a presidente, uma diarista para o serviço. Mas, pessoalmente, não teria buscado a gerente da mesma terceirizada que, no quadriênio anterior, deixou o lixo se acumular até a revolta dos tapetes. Nem os tapetes aguentavam mais!

Recebo diariamente dezenas de e-mails, inclusive de pessoas que, como eu, não votaram na presidente, expressando a esperança de que ela esteja pondo em curso aquilo que se diz. Certo. Esperança é virtude apreciável. Mas não creio nas magias do querer. A esperança para o futuro não muda o passado. Era tudo com a ministra Dilma no PAC. Ela era a executiva do governo Lula. Ela, ao subir para o andar de cima, levou nos braços a herança positiva e negativa do antecessor.

***

A pergunta do título deste artigo foi extraída da recente campanha publicitária desencadeada pelo governo - "O Brasil está em boas mãos". Olha que eu ainda não tinha visto propaganda política mais escancarada com uso de recursos públicos! A Constituição Federal determina que a publicidade oficial deve ter "caráter educativo, informativo ou de orientação social" e não pode caracterizar promoção pessoal. De um lado, então, cabe indagar: a jactanciosa frase educa? Informa? Orienta? E, de outro, como negar o tom promocional? Até o lustre da sala sabe quem sai pessoalmente promovida pela frase "O Brasil está em boas mãos"!

Convenhamos, a opinião de qualquer governo sobre si mesmo é tão presumível quanto irrelevante. Não me interessa e não quero pagar para que me contem. Quando o governo usa o dinheiro da sociedade para informar que é bom e confiável, está contrariando o espírito da norma e desmentindo a faxina ética. O suado dinheiro do esfolado contribuinte não deveria ser usado para isso.

sábado, 27 de agosto de 2011

DEFENSOR PÚBLICO COMBATE LIBERDADE RELIGIOSA EM DEFESA DA LIBERDADE SEXUAL DOS HOMOSSEXUAIS

O defensor público idiota e a indigência intelectual dos causídicos Escrito por Leonardo Bruno e publicado no site www.midiasemmascara.org em 26 Agosto 2011.

O defensor público disse que o problema dos outdoors evangélicos expressam três dilemas constitucionais conflitantes: a liberdade sexual, a liberdade religiosa e de expressão. E finaliza, com uma pérola da incoerência lógica: “Desses valores, penso que deve prevalecer o da liberdade sexual e o combate à homofobia.”

Há um mito quando se fala da inteligência dos estudantes de direito. Percebo com espanto a reverência popular que existe em relação àqueles técnicos jurídicos presunçosos e redondamente toscos, cuja única cultura, por assim dizer, é decorar leis ou petições. Na verdade, há uma perda da cultura elevada e intelectualizada, substituída pela cultura técnica. Basta decorar uma regrinha jurídica aqui, uma formulazinha pronta ali, que o rapazito limitado intelectualmente se achará o homem mais sábio da face da Terra, o super-homem nietzschiano, o Zaratustra em pessoa, admirado pelos idiotas que nada entendem de suas deficiências. Ainda me lembro daqueles meus colegas que citavam jurisprudências como se fosse uma espécie de determinação bíblica. De fato, muitos advogados, juízes, promotores e defensores públicos fazem do direito positivo um artigo de fé. Ou na pior das hipóteses, a única razão intelectual de sua existência.

Deixa-me perplexo quando uma trupe de analfabetos engravatados faz rasgados elogios a doutrinaristas e juristas inócuos, como se estes personificassem a mais alta cultura do país. Dentro desse meio de tecnocratas, a técnica é um fim em si mesmo. O direito é tão somente uma expressão formal e pura de códigos e decisões judiciais, sem uma relação direta com o conjunto da realidade.

Não é por acaso que o funcionário público é visto como uma casta, um clero, um objeto de culto. Dentro desse meio, William Douglas, o juiz e professor de concursos, pode se passar como gente espirituosa e inteligente. Todavia, a aparência de conhecimento jurídico camufla um vazio espiritual. E atualmente ele é ocupado pelas cantilenas ideológicas politicamente corretas e outras asneirices do marxismo cultural. O conhecimento de história, filosofia, sociologia é pura doutrinação comunista travestida de ciência séria e serve de princípio superior na cabeça de muitos desses operadores do direito. O lugar-comum do causídico médio é o socialismo, seja ele econômico, político ou cultural. Neste ponto, os partidos de esquerda conseguiram o inimaginável: conquistar as cátedras de direito do país, formando milhares de acadêmicos de direito sem cérebro, cheios de chavões ocos de racionalidade. OAB, Ministério Público e até o STF, aos poucos, acabam virando verdadeiros escritórios de advocacia do PT e seus congêneres. O Estado, por assim dizer, virou uma espécie grupal e orgânica de ativismo partidário.

Um exemplo particular dessa indigência de pensamento ocorreu em Ribeirão Preto, São Paulo, quando a Defensoria Pública entrou com uma ação na justiça, obrigando a retirada de versículos bíblicos publicados em outdoors, por uma igreja evangélica, que condenavam o homossexualismo. Se não fosse espantoso o fato de a justiça, junto com a Defensoria, virar censor das idéias religiosas do país, estarreceu-me as declarações do defensor público causador da ação, o Sr. Aluísio Ruggeri, pelas suas justificativas, que são o mais completo cúmulo da imbecilidade jurídica que assola o país. Ou, quem sabe, o cúmulo da malícia disfarçada de imbecilidade.

O defensor público disse que o problema dos outdoors evangélicos expressam três dilemas constitucionais conflitantes: a liberdade sexual, a liberdade religiosa e de expressão. E finaliza, com uma pérola da incoerência lógica: “Desses valores, penso que deve prevalecer o da liberdade sexual e o combate à homofobia.” Preliminarmente, o Sr. Aluísio transgride os três direitos. Viola a liberdade religiosa, porque criminaliza a fé cristã, que tem um código de ética sexual distinto da patacoada do “combate a homofobia”. Segundo, destrói a liberdade de expressão, já que proíbe qualquer cidadão de fazer juízos de valor sobre qualquer tipo de comportamento ou questão. E o mais paradoxal, viola a liberdade sexual, porque a homossexualidade, sendo uma conduta, é passível tanto de ser aceita, como rejeitada. Ou mais, a conduta sexual cristã é discriminada e rejeitada como “homofóbica”. O Sr. Aluísio, na prática, destrói a liberdade sexual, ao transformar a homossexualidade em algo compulsório, forçado, imposto pelo Estado como uma regra inquestionável. A Defensoria Pública fez algo dignamente orwelliano, na mais distorcida novilíngua politicamente correta. Em nome de uma suposta contradição entre três direitos constitucionais, conseguiu, numa tacada só, destruir todos eles.

Porém, existe um caso ainda mais grave na argumentação do defensor relapso: a de que a liberdade sexual está da liberdade religiosa e de expressão. Mas o que significa “liberdade sexual”? Desde quando a liberdade sexual pode se dissociar da moral vigente, para que ela seja livre das críticas ou discriminações sobre sua prática? Se a sexualidade está acima das divergências, acima da liberdade de expressão e religiosa, ou mesmo da moral religiosa, o Sr. Aluísio conseguiu reduzir a humanidade ao status de animais andando de quatro. Criou uma hierarquia lógica, no mínimo, bizarra. Porque nenhuma liberdade sexual prescinde de uma conduta ética e moral superior que a eduque e direcione. Nenhuma liberdade sexual prescinde da crítica e mesmo da distinção. Ou será que o Sr. Aluísio vai aceitar também os pedófilos, os zoófilos, os estupradores e outros arautos de notórias liberdades sexuais criminosas acima das críticas ou dos valores morais e éticos amparados pelo direito? Pelo seu raciocínio, tudo leva a crer que sim!

Por outro lado, querer hierarquizar o sexo, e em particular, o homossexualismo, acima das críticas religiosas ou morais ou mesmo da liberdade de expressão de negá-las, recusá-las ou rejeitá-las, mostra a perversidade moral e psicológica que há por trás da opinião deste defensor. O Estado, na autoridade usurpadora da Defensoria Pública, quer invadir a esfera de privacidade que é o sexo, para controlar nossos desejos e aversões sexuais, determinando aquilo que devemos opinar, desejar ou rejeitar. Criaturinhas insignificantes como o Sr. Aluísio Ruggeri acham que algumas práticas sexuais estão acima de códigos de conduta civilizacionais que moldam o ocidente há pelo menos dois mil anos, em específico, o homossexualismo. Ao exaltar a liberdade sexual acima destes valores, ele a coloca acima do direito e acima das regras de conduta que a própria sociedade criou para o sexo. Aqui, caminha-se para a arbitrariedade mais completa, para um precedente que é, no mínimo, esquizofrênico.

O Sr. Ruggeri não tem o menor preparo intelectual para a função pela qual foi encarregado, que é o de defender os direitos da sociedade contra os abusos de poder do Estado. Pelo contrário, ele mesmo é a própria encarnação do abuso de poder estatal. Gente como ele deveria ser exonerada, pois representa uma ameaça à democracia, afronta a Constituição Brasileira e os direitos civis elementares de todos os brasileiros. Em outras palavras, o Sr. Roggeri é tão somente um delinquente proto-petista com o título de bacharel em direito, ávido por uma ditadura no país, corroborada por cães de guarda como ele.

Contudo, os católicos e evangélicos parecem ignorar que os Ruggeris da vida estão espalhados em legiões pelas defensorias e promotorias públicas da vida, querendo ditar regras morais, idéias, comportamentos, gostos e modismos biônicos para a sociedade. Na verdade, eles estão lá justamente para destruir todas as estruturas morais e éticas da sociedade e espalhar o caos. Essas criaturas vazias, sorumbáticas, ocas de espiritualidade e cultura, ocupam sua falta de raciocínio com as ideologias politicamente corretas da moda. Um aparato policial de burocratas medíocres e arrivistas renasce no país. Encharcados de esquemas mentais totalitários, são a caricatura mais grotesca da moral e da justiça. E não é por acaso que a ação judicial do Sr. Aluisio Ruggeri é a expressão característica dessa sociopatia intelectual. Ele é reflexo da nulidade vigente que ocupou as cátedras de direito da nossa sociedade, dominada por uma pseudo-elite estrondosamente inculta, presunçosa e amoral, que ameaça destruir as liberdades civis e constitucionais deste país. Ou mais, destruir as bases culturais e civilizacionais cristãs que ainda formam a consciência da nação brasileira.

ASSASSINATO DE BEBÊS NA AMAZÔNIA. Ou: Esvaziamento da "lei Muwaji": triunfo da "religião verde" anti-humana.

Esvaziamento da “lei Muwaji”: triunfo da “religião verde” anti-humana
Escrito por Luis Dufaur* e publicado no site www.midiasemmascara.org em 27 Agosto 2011.

No dia em que uma “tribo urbana” de narcotraficantes ou de criminosos quiser defender sua impunidade alegando “autonomia” no morro e suas “tradições” culturais delitivas, já encontrará os sofismas registrados nas atas do Congresso Nacional.

Quando bem analisada, a religião “verde” não é tão contraditória quanto à primeira vista pode parecer

Para ela, o homem civilizado – e com maior razão cristão – é um ser malfazejo. Um comentário que recebemos e publicamos em nosso blog defende que “depredar e destruir não faz parte da natureza nem dos lobos nem de nenhum outro animal. O homem é o único ser que destrói o que o sustenta; a verdade é que a raça humana se tornou uma praga”.

A tese não é original. É até um chavão do ecologismo radical.

Nada mais natural que semelhante concepção sobre o homem redunde na aprovação da cruel prática de infanticídio existente em algumas tribos muito decaídas do Brasil.

Alegando respeitar as “tradições” indígenas, antropólogos estruturalistas e “verdes” defendem este ato contrário aos sentimentos humanos mais nobres.

O tema está sendo discutido na Câmara dos Deputados desde 2007.

Naquela data o parlamentar Henrique Afonso (PV/AC) apresentou projeto chamado de “lei Muwaji” (PLC 1.057/07), visando punir funcionários da saúde e da FUNAI por crime de “omissão de socorro” diante dos homicídios de recém-nascidos deficientes, filhos de mães solteiras ou gêmeos, cometidos em aldeias da Amazônia.

O nome do projeto se refere à índia Muwaji Suruwahá, que fugiu de sua tribo para evitar que sua filha, portadora de paralisia cerebral, fosse sacrificada.

Contudo, o projeto de Henrique Afonso, que classificava de “prática nociva” a referida “tradição” indígena do infanticídio, sofreu forte oposição do governo através da FUNAI e de antropólogos.

Mais ainda, essa prática inumana e anticristã é defendida também pelo CIMI, órgão ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a qual, no presente ano, está muito ativa na área ecológica.

Em julho deste ano, a deputada petista Janete Pietá alterou a versão do projeto, de maneira a não conter mais as previstas punições aos servidores públicos.

Ao invés disso, os órgãos do governo limitar-se-ão a oferecer “oportunidades adequadas aos povos indígenas de adquirir conhecimento sobre a sociedade em seu conjunto”. Frase totalmente vaga que redunda em impunidade.

A deputada petista afirma defender a “autonomia dos povos indígenas”. Numa atitude que não faz jus ao seu sobrenome, a parlamentar procurou diminuir a gravidade desses cruéis assassinatos: “A tradição de sacrificar crianças é mantida por poucas comunidades”.

No dia em que uma “tribo urbana” de narcotraficantes ou de criminosos quiser defender sua impunidade alegando “autonomia” no morro e suas “tradições” culturais delitivas, já encontrará os sofismas registrados nas atas do Congresso Nacional.

Operando nos bastidores da Câmara, segundo a “Folha de S. Paulo”, a FUNAI fez o que pôde para “enfraquecer o texto com o argumento de que ele criaria uma interferência indevida e reforçaria o preconceito contra os índios”.

Todo ano, centenas de crianças são enterradas vivas ou abandonadas na floresta amazônica.

O “ritual” seria praticado em território brasileiro por cerca de 20 etnias.

Mas os apóstolos da “religião verde”, entre os quais se destacam os neo-missionários comuno-progressistas do CIMI, empurram o País para o precipício.

Aliás, tudo diametralmente oposto à venturosa trilha aberta por heróicos missionários como o Padre Manoel da Nóbrega e o Beato José de Anchieta, que estabeleceram os fundamentos de um Brasil grande, civilizado e cristão. O da religião bem entendida, portanto.


*Luis Dufaur edita o blog Verde: a cor nova do comunismo.

TCU DECIDE FISCALIZAR CONVÊNIOS DA COPA 2014; HÁ INDÍCIOS DE IRREGULARIDADES

TCU decide fiscalizar convênios da Copa 2014; há indícios de irregularidades (Título de Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blo/reinaldo)

Por Dimmi Amora, na Folha:

O TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu na quarta-feira que vai auditar todos os 11 contratos e convênios já realizados pelo Ministério do Turismo para o programa de treinamento da Copa 2014 -o Bem Receber Copa.

Numa fiscalização prévia, foram apontados vários indícios de irregularidades nas contratações que já somam R$ 77 milhões, sendo que R$ 44 milhões já foram gastos.
Até a Copa, a previsão do ministério era gastar R$ 440 milhões para o treinamento de 306 mil pessoas.

Em alguns convênios, todo o dinheiro já foi repassado, mas não há comprovação de que ele tenha sido concluído. O ministério também não estaria, segundo o TCU, comparando os custos do que foi contratado com preços de mercado. “Em resumo, há graves problemas na governança do programa. Não existem, ainda, ferramentas para que o ministério possa mensurar efetivamente os resultados das ações e a disponibilização de indicadores de desempenho consistentes”, diz relatório de Valmir Campelo.

Segundo o tribunal, essa falha nos processos pode culminar em desperdício ou mesmo “malversação de recursos, com a aplicação de cifras consideráveis em ações de baixa ou nenhuma eficácia, com indesejável reflexo no evento Copa do Mundo de 2014″. Em nota, o Ministério do Turismo informou que cumprirá as determinações e recomendações do TCU.

“Os convênios citados estão sendo auditados pela CGU (Controladoria-Geral da União), que ainda não apresentou relatório conclusivo. O Ministério do Turismo não liberará recursos financeiros para os convênios citados até a conclusão dos trabalhos da CGU”, informou a pasta. Aqui

PELO VOTO DISTRITAL NO BRASIL

Pelo voto distrital no Brasil
Leia artigo de Felipe Salto e José Emydio de Carvalho Neto, publico (Reinaldo Azevedo) na Folha de hoje:

Somos contrários à proposta de reforma do sistema eleitoral do deputado Henrique Fontana (PT-RS), pois, se aprovada, pioraria os já conhecidos problemas de nosso sistema eleitoral. Segundo a proposta, o eleitor votaria duas vezes.

O primeiro voto seria computado como hoje; no segundo voto, em lista, o eleitor perderia o direito de eleger diretamente seus candidatos. Mas quem escolheria essa lista? Os caciques dos partidos.

A proposta não parece ser produto de estudos de sistemas eleitorais, mas de uma tentativa de acomodação de interesses.

Nossa proposta é bastante distinta e com objetivos bem claros.

Vemos no voto distrital uma poderosa ferramenta para reduzir o custo das campanhas eleitorais e motivar uma maior fiscalização por parte do eleitor sobre o trabalho do político. A sociedade tem se mostrado propensa a esse debate. Tal propensão ao “novo”, como temos chamado, é o que se vê no movimento #EuVotoDistrital.

O sistema eleitoral proporcional, que é o atualmente empregado no Brasil, permite que votemos em candidatos a deputados federal, estadual e a vereador, mas também em suas legendas, se desejarmos.

Extremamente confusa, a mudança para proporcional misto só pioraria um sistema em que já é difícil entender como nosso voto contribui para eleger representantes.

Com o voto distrital, seria fácil entender os caminhos do voto, e o custo de acompanhar o processo eleitoral, pela facilidade do sistema (o mais votado em dois turnos ganha no distrito), seria bem menor.

Na prática, o eleitor precisaria acompanhar apenas um representante. Também o eleito teria incentivos para lutar pelas demandas do distrito, aproximando representante e representado.

Pelo lado dos custos das campanhas, os candidatos não teriam que percorrer todo o Estado, mas apenas uma região muito menor (o distrito), de modo que a demanda por financiamento cairia, segundo alguns estudos, de 50% a 70%.

Como funcionaria o sistema distrital (ou majoritário)? O país todo seria dividido em distritos -áreas com limitações geográficas parecidas e número similar de eleitores - de acordo com o número atual de deputados a que cada Estado tem direito. São Paulo, por exemplo, continuaria a eleger 70 representantes para a Câmara (70 distritos, sendo um por distrito).

Aliás, estamos às vésperas das eleições municipais. Por que não alterar nosso sistema eleitoral para a escolha dos próximos vereadores? Funcionaria como no caso dos deputados federais. Isto é, o eleitor escolheria seu representante distrital como se fosse o vereador do bairro (ou regiões que englobariam alguns bairros).

A sociedade quer e busca a mudança. Ela se organiza para isso. Diretas-Já, Ficha Limpa e tantos outros exemplos. Resta-nos potencializar a força que emana desse novo poder, dessa força pela mudança e pela Política (com “P” maiúsculo).

Eis a inflexão que queremos ver na política nacional -fruto de uma nova postura, que é a expressão do desejo de construir um país melhor.

É essa a causa que guarda e defende o movimento livre, apartidário, que surgiu da sociedade civil e que nesse momento angaria assinaturas - o #EuVotoDistrital (www.euvotodistrital.org.br).

Milhares de cidadãos de todos os Estados do Brasil já se apresentaram para essa mudança. Agora, buscamos seu apoio para que o Congresso seja compelido a realizar a verdadeira reforma política e, acima de tudo, para que façamos da nova política que queremos ver a próxima grande mudança liderada pela sociedade em benefício da democracia no Brasil!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

VOTO DISTRITAL! O PT quer roubar também o seu direito ao voto. O resto, eles já levaram! Relator de reforma política quer ser um ladrão da cidadania!

O PT quer agora roubar também o seu direito ao voto. O resto, eles já levaram! Relator de reforma política quer ser um ladrão da cidadania! VOTO DISTRITAL NELES!!!
Artigo de Reinaldo Azevedo publicado no site www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo.

Eles roubam o nosso dinheiro.

Eles roubam as nossas crenças.

Eles roubam as nossas convicções.

Eles roubam a nossa paciência.

Eles roubam a nossa vontade.

Eles roubam a nossa disposição para a luta.

Não havendo mais nada a levar, tentam agora tirar o nosso direito de saber em quem estamos votando. Cassaram o nosso bolso. Cassaram a nossa esperança. Querem agora cassar o que sobrou da nossa cidadania. O anteprojeto apresentado pelo deputado petista Henrique Fontana (PT-RS) para a reforma política, apresentado à Comissão Especial, é uma das coisas mais asquerosas pensadas por aquelas bandas. Além de Fontana ter proposto o financiamento público de campanha — MAS MANTENDO O FINANCIAMENTO PRIVADO; JÁ EXPLICO —, inventou uma estrovenga que poderia ser chamada de “VOTO PROPORCIONAL MISTO”.

Se o voto fosse uma carteira, Fontana seria um punguista. Como o voto é uma evidência de cidadania, Fontana se apresenta como um ladrão de cidadania. Por quê?

Os sistemas
Há três sistemas para a composição da Câmara Federal (Assembléias e Câmaras de Vereadores). O vigente no Brasil é o proporcional. Grosso modo, somam-se todos os votos dados aos candidatos de um partido, vê-se a porcentagem obtida pela legenda ou coligação, e estão eleitos os candidatos mais votados de acordo com o número de cadeiras obtidas. Principal defeito: “puxadores” de voto, como os Tiriricas da vida, acabam elegendo os sem-voto. O sistema estimula a invasão da política pelas celebridades.

Existe o sistema que defendo - que é o distrital puro: os estados (e também as cidades nas eleições municipais) são divididos em distritos, e os partidos apresentam candidatos para essas áreas; entendo ser o melhor, embora não seja perfeito. Falarei mais a respeito daqui a pouco.

E existe o distrital-misto: o eleitor vota duas vezes; escolhe tanto o parlamentar do distrito (metade dos assentos é ocupada por eles) como vota num partido, que definiu previamente uma lista de nomes. São Paulo, por exemplo, elege 70 deputados federais. Haveria 35 distritais e 35 saídos do voto proporcional. Se o Partido X obteve 20% da cadeiras, elegerá sete parlamentares por esse critério (além, claro, dos distritais que eventualmente eleger): assumirão as vagas os sete primeiros da lista. O principal defeito é o voto em lista fechada, que só serve para fortalecer a burocracia partidária, não a vida partidária.

O que fez Fontana? Há trechos do seu texto aqui. Nas eleições proporcionais (Câmara dos Deputados, Assembléias e Câmaras de Vereadores), o eleitor também teria de votar duas vezes: tanto votaria num nome como numa lista. Só que não existe distrito nenhum! Os dois votos servem ao critério proporcional. O Artigo 107 do anteprojeto é explícito:

“Art. 107. Determina-se para cada partido ou coligação o quociente partidário dividindo-se pelo quociente eleitoral a soma aritmética dos votos de legenda atribuídos à lista partidária preordenada e dos votos nominais dados aos candidatos inscritos na mesma lista, desprezada a fração.”

Vale dizer: A PROPOSTA DE FONTANA MANTÉM, E ATÉ EXACERBA O ELEMENTO MAIS NEFASTO DO VOTO PROPORCIONAL, QUE É O FENÔMENO DAS CELEBRIDADES QUADRÚPEDES PUXADORAS DE VOTO.

Como sabotagem pouca à cidadania do eleitor é bobagem, ele quer que metade das cadeiras obtidas por um partido saia daquela lista, que tem tudo para ser mantida fora do alcance do eleitor, já que os “puxadores de voto” se encarregariam de fazer o trabalho de propaganda partidária. E como distribuir as cadeiras entre os eleitos pelo critério nominal e os da lista? Fontana teve uma idéia, explicitada no Artigo 108:

“III - a lista final será organizada por meio da alternância dos nomes dos candidatos, segundo as regras dispostas nos incisos I e II deste artigo, começando pela lista nominal;”

Entenderam? Entra um nominal, um da lista, um nominal, um da lista… Até o partido atingir o número. Candidatos com milhares de voto ficarão chupando o dedo, e os sem-voto acabarão “eleitos” — se é que a palavra é essa.

O voto puramente proporcional perverte a democracia.

O voto em lista perverte a democracia.

Fontana, o petista, teve uma idéia: juntar as duas perversões.

Afinal, ele é um petista. Por trás dessa proposta magnífica, está a mente divinal de Luiz Inácio Apedeuta da Silva.

Sim, existe o risco de essa barbaridade ser aprovada. Existe o risco efetivo de metade da Câmara dos Deputados, Assembléias e Cãmaras de Vereadores ser ocupada por valentes que não se elegeriam chefes de quarteirão, síndicos de prédio. O sistema proporcional, na forma como se apresenta hoje, transformou a representação num amontoado de lobistas e porta-vozes de corporações de ofício. Estão lá como procuradores dos interesses de setores e grupos organizados. E ASSIM É MESMO A GENTE SABENDO A CARA QUE ELES TÊM. IMAGINEM QUANDO NEM ISSO SOUBERMOS!

Voto distrital puro
O voto distrital é o caminho possível para que vereadores, deputados estaduais e deputados federais passem a representar, de fato, a população. Hoje, temos os parlamentares dos sindicatos, os parlamentares da indústria, os parlamentares dos bancos, os parlamentares dos sem-terra, os parlamentares das mulheres, os parlamentares da religião… Precisamos ter os parlamentares da… POPULAÇÃO!

Eu já os convidei algumas vezes e o faço de novo: entrem na campanha “EU VOTO DISTRITAL”. Há um movimento colhendo assinaturas (clique aqui) em favor da proposta. O ideal seria que já se realizassem eleições segundo esse modelo no ano que vem. Mas não creio que haja tempo. Que seja em 2014, 2016, 2018… O importante é não abandonar a proposta. HENRIQUE FONTANA É A PROVA DE QUE ELES SEMPRE PODEM PIORAR O QUE JÁ NÃO PRESTA.

Financiamento público
Fontana achou que ainda não havia barbarizado o bastante. Além de ter resolvido enfiar a mão na nossa cidadania, também se dispõe a enfiar a mão no nosso bolso. Esse valente tinha redigido uma primeira proposta que previa apenas o financiamento público de campanha, proibindo doações de pessoas físicas e privadas. Sou contra, como sabem, porque acho que isso não impede o caixa dois — na verdade, estimula. Mas qual era o argumento que “eles” tinham?

Candidamente, diziam que, se o financiamento fosse público, diminuiria a dependência dos parlamentares de seus financiadores; não se veriam obrigados, depois, a pagar a conta com propostas do interesse dos patrocinadores. Também seria um desestímulo aos “recursos não-contabilizados” (by Delúbio Soares): quando o sujeito é canalha, não é o financiamento público que vai fazê-lo deixar de ser. Mas vá lá… Era um argumento. Era errado, mas poderia ser honesto.

Errado e honesto? Então não serve!

Fontana mudou de idéia. Vejam o que está em seu anteprojeto no que diz respeito ao financiamento das campanhas:

“Art. 17. As despesas da campanha eleitoral serão realizadas sob a responsabilidade dos partidos, e financiadas exclusivamente com recursos do Fundo de Financiamento das Campanhas Eleitorais.
Art. 17-A. O Fundo de Financiamento das Campanhas Eleitorais (FFCE) será constituído por recursos do orçamento da União e por doações de pessoas físicas e jurídicas, na forma especificada neste artigo.


É isso aí. Além do financiamento privado, como é hoje — de pessoas físicas e jurídicas —, haveria também o público. O relator, então, decidiu somar aos “malefícios” de um modelo aos do outro: a tunga à nossa carteira. Lembro que o dinheiro público já irriga fartamente os partidos (por meio do Fundo Partidário) e as eleições, arcando com o custo do horário político gratuito e do horário eleitoral gratuito. Os dois nomes são estúpidos porque as legendas nada pagam ao sistema de radiodifusão, mas a União sim — ou seja, nós!

Essa proposta de Henrique Fontana é uma das coisas mais vergonhosas que já passaram pelo Congresso! Mobilize-se! Proteste! Acione as redes sociais! Informe-se mais sobre o voto distrital. Se, hoje, a política já se confunde com um lupanar, Fontana quer que ela se torne o bordel dos aproveitadores sem rosto.

Voto Distrital neles! Precisamos de políticos que tenham cara! E uma cara só!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A DOENÇA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA É IDEOLÓGICA. E SEU NOME É "PETISMO"

A doença da educação brasileira é ideológica. E seu nome é “petismo”
Artigo publicado por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo.

No post das 16h13, há um retrato do ensino no Brasil, revelado pela Prova ABC. É uma vergonha! Digam o que disserem, acreditem: não chegamos a isso por falta de verba. Dada a realidade do país, o Brasil gasta bastante com a educação. Não dispomos é de mecanismos eficazes para avaliar a qualidade do trabalho feito nas escolas e intervir para corrigir as deficiências.

Sempre que o debate é colocado, tudo termina na ladainha sindical de sempre: se os professores fossem mais bem pagos, tudo seria diferente. Essa é uma das falácias mais influentes no setor. Seria estúpido afirmar que salários maiores fariam mal aos alunos — e, com efeito, há realidades dramáticas em certas áreas do país. A verdade insofismável, no entanto, é que o aumento da remuneração poderia fazer bem aos professores sem mudar uma vírgula na qualidade de ensino.

Há um coquetel de problemas que resulta nesse desastre. Embora tenham naturezas distintas, têm algo em comum: desprezam o aluno, que deixou de ser o centro da preocupação das escolas — em especial, dos educadores. Vamos ver. Os estados e municípios, pouco importa o salário que paguem, não dispõem de mecanismos para promover os competentes e punir os incompetentes.

O estado de São Paulo, na gestão Serra, instituiu um sistema de promoção salarial por mérito. A escola melhorou, provaram os exames. Os petista-cutistas da Apeoesp foram às ruas protestar. Chegaram a queimar livros didáticos em praça pública, os fascistas! Neste momento, a Apeoesp tenta negociar com a Secretaria da Educação o fim do modelo. Os valentes não querem saber de mérito. Eles gostam é do demérito que iguala todos por baixo. Os alunos que se danem! No Brasil inteiro, a educação é refém da militância política, especialmente a petista — quando não está entregue a radicais à esquerda do PT.

Embora as escolas privadas não sejam lá grande coisa, já demonstraram alguns outros indicadores, a Prova ABC evidencia que o desempenho dos estudantes dessas instituições é muito superior ao das escolas públicas. A razão é simples: a cobrança é maior.

O ensino — também em boa parte das escolas privadas, note-se — está corroído por uma doença ideológica. Boa parte dos “educadores” acredita que sua função não é ensinar português, matemática e ciências, mas princípios de cidadania, com o objetivo de formar “indivíduos conscientes”. Alunos seriam pessoas “oprimidas”, que precisam passar por um processo de “libertação”. O mal que a paulo-freirização fez à escola levará gerações para ser superado. Todos os mitos ideológicos que Paulo Freire criou com seu método de alfabetização de adultos foram transferidos para a educação de crianças e jovens. O resultado é devastador. Escrevo sobre esse assunto há anos. Era um dos temas recorrentes da revista e site Primeira Leitura.

À pedagogia “libertadora” de Paulo Freire se juntou, mais recentemente, a turma da “pedagogia do amor”, de que Gabriel Chalita é um dos formuladores. Em vez de educar, o professor liberta; em vez de educar, o professor ama. Se toda essa conversa mole der errado, há o risco até de a escola ensinar alguma coisa. O fato é que o cruzamento de Freire com Chalita resulta em ignorância propositivia e amorosa.

Enquanto objetivos claros não forem estabelecidos e enquanto as várias esferas do estado não dispuserem de instrumentos de intervenção para exigir qualidade, podem esquecer. A reação bucéfala às medidas modernizadoras implementadas pelo governo Serra, em São Paulo, demonstra que a raiz do problema é, sim, ideológica. O sindicato dos professores foi usado como mero instrumento da luta política. De dia, a presidente da entidade, a notória Bebel, fazia passeata; à noite, encontrava-se com Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, e era tratada como heroína.

E uma última questão por ora: deixem um pouco o sociologismo fora disso. Essa conversa de que é impossível ensinar alunos com fome, vindos de lares desestruturados etc. não cola mais. A fome é exceção no Brasil. A imensa maioria das famílias pobres é mais organizada e hierarquizada do que as de classe média e média-alta — o tal “povo” é bastante conservador nessas coisas. Desorganizado e desestruturado, no que concerne à educação, é o estado brasileiro.

DEMOCRACIA - OU: QUAL O MELHOR MODELO?

DEMOCRACIA – QUAL O MELHOR MODELO?
Publicado em 20/08/2011 pelo Instituto Federalista http://www.if.org.br/editorial.php

Pode-se propor três visões sobre a democracia: a democracia de massas, absolutamente falida, a democracia dos poucos, que se prática nas casas legislativas em conluio com os demais poderes, e a democracia minarquista, localista, no máximo regional. Não se pode dizer que temos um processo democrático quando temos um modelo de representação pleno, no qual entregamos o poder de legislar e decidir a um grupo de pessoas. É um grande erro. Legislador deve ter o papel de legislar, e as decisões mais importantes, desde as polêmicas até as orçamentárias mais especiais, que podem impor gravames fiscais ainda que temporários, devem ficar com quem paga a conta – o povo. E sempre dentro de jurisdições fisco-eleitorais – a Suíça prática isso com sucesso.

A democracia nacional só pode ser feita pela soma das democracias locais e regionais, essa é a base da democracia federalistas, subsidiária no projeto que defendemos. Até para o Judiciário esta nova prática é proposta. Somente um modelo subsidiário pleno fornece os pesos e contra-pesos suficientes para manter o equilíbrio entre os naturais vetores centrípetos e centrífugos, ambos baseados no auto-interesse de grupos antagônicos – governo central e governos regionais e locais. Aliás, os governos regionais/estaduais servem exatamente para fazer o fiel da balança neste eterno embate, são entes absolutamente necessários em uma federação – e os municípios e comunidades devem ser entes dos estados federados, nunca “entes federativos” como na atual Carta Magda, ops!, Magna.

Finalmente, sempre é bom lembrar que a democracia, desde que praticada corretamente como proposto neste ensaio, é o menos pior de todos os modelos. Mas mesmo a democracia local nunca vai ser cem por cento justa, até porque a menor minoria é formada pelo indivíduo. Mas o senso comum costuma ser mais justo na localidade do que em um país inteiro, ainda mais um país tão extenso e com tantas diversidades como o Brasil.

Vale lembrar que não existe sociedade perfeita, e quem vier prometer isso recomendamos: corra! Mesmo com o federalismo um dia implantado, a luta contra as constantes tentativas de subtração da liberdade dos arroubos de poder, sejam elas localmente, ou no âmbito federal, vai continuar, pois assim é a Sociedade Humana, feita de humanos.

MAS QUE DIABO HÁ COM OS JORNALISTAS, QUE SE MOSTRAM INCAPAZES DE DIZER A VERDADE SOBRE A LÍBIA?

Mas que diabo há com os jornalistas, que se mostram incapazes de dizer a verdade sobre a Líbia?
Texto de Reinaldo Azevedo publicado no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo.

Qual é o nosso problema — dos jornalistas — aqui e Ocidente afora? Por que não dar às coisas o nome que elas têm? Quem não está contente com a queda de Muammar Kadafi? Tipos como Hugo Chávez, Raúl Castro e, suponho, pela proximidade exibida em tempos recentes, Luiz Inácio Apedeuta da Silva, Marco Aurélio Garcia e o megalonanico Celso Amorim. O trio brasileiro chamou de “independência” da política externa a cumplicidade com ditadores. E continua a fazer o mesmo em relação à Síria de Bashar Al Assad. Não se esqueçam de que petistas assinaram uma espécie de termo de cooperação com o partido Baath, de Assad. Que cooperação? Sei lá eu. Perguntem àqueles patriotas.

Pois bem. Uma coisa é recusar a proximidade com esses canalhas e votar contra eles na ONU — o que o Brasil não fez; muito pelo contrário. Outra, diferente, é deixar de reconhecer a penca de ilegalidades cometidas pelos governos Obama e Cameron — e depois pela Otan, sob inspiração de ambos — para depor Kadafi. Deixar de apontá-la é um desserviço à verdade, à inteligência e à maioridade do leitor. Fica parecendo que este é incapaz de fazer um julgamento isento e equilibrado. Também é covardia intelectual, um dos piores defeitos que pode atingir um jornalista.

A resolução do ONU (íntegra aqui), arranjada pelos EUA, é, de fato muito interessante. Cobra um cessar-fogo de Kadafi, mas não diz nada sobre os “rebeldes”. Estes, por acaso, nunca ameaçaram civis? Foi redigida numa linguagem rebarbativa o bastante para permitir quase qualquer coisa. Afinal, está lá, todos os esforços serão feitos para proteger a população. “Todos?” Quais? A Otan operou em parceria com os ditos rebeldes. Bombardeios aéreos antecediam os avanços por terra. Mais: sabe-se agora que a organização entregou armas aos rebelados. Não tinha autorização para fazer nem uma coisa nem outra. Quando a casa de Kadafi foi atacada, na suposição de que era um alvo militar, o objetivo era assassiná-lo, o que também não está na resolução.

O fato de Kadafi ser um vagabundo desprezível não nos deve impedir de ver os fatos e de reconhecer que se está promovendo o baguncismo na ONU. E seu grande promotor, no momento, chama-se Barack Obama — sem querer deixar chocado o Arnaldo Jabor, claro! —, que, de resto, empreendeu uma guerra contra o então governo reconhecido da Líbia sem autorização do Congresso. George W. Bush, a besta de plantão dos politicamente corretos, não teria chegado tão longe.

E este é o outro elemento de fundo a ser considerado nessa história toda: tirem Obama do comando de uma guerra — que será usada na eleição do ano que vem — e coloquem lá um republicano qualquer, e a grita estaria organizada em escala mundial: “Unilateralista! Autoritário! Imperialista!”. Como é Obama, então não se protesta. O princípio é o seguinte: certas ações são aceitáveis ou inaceitáveis a depender de quem as pratique; alguns teriam licença para violar resoluções da ONU; outros não!

Não, senhores! A minha opinião não é a mesma dos celerados que têm tomado contra do Itamaraty nos últimos anos. Eu não acho que, em nome da autodeterminação dos povos, deve-se permitir que facínoras tiranizem o povo, sem qualquer protesto ou reação. O que acho é que uma resolução das Nações Unidas tem de ser cumprida pelas potências. Afinal, Kadafi está indo para a lata de lixo porque incapaz de viver num mundo civilizado.

Não reconhecer as óbvias violações cometidas por EUA, Grã-Bretanha e Otan é fazer pouco da inteligência alheia. E para encerrar por enquanto: da forma como as coisas se deram, esses entes se tornam responsáveis pelo futuro governo da Líbia. Não se poderá dizer desta feita: “Agora os nativos decidem seu próprio destino!” Uma ova! Quem entra em um dos lados de uma guerra civil e decide o vitorioso da batalha está se tornando co-responsável pelo governo.

Os EUA estão agora no governo da Líbia. Vamos ver o que vão fazer por lá.

Código Florestal - Os “amigos da natureza” ocupam hoje o lugar que já foi dos comunistas no panteão da mentira! Ou: O sertanejo universitário da dupla


Texto de Reinaldo Azevedo publicado no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo

Os ecologistas roubaram o lugar, no Ocidente, que já coube aos comunistas como referência da verdade. De fato, os politicamente corretos o fizeram; mas quem lidera o processo são mesmo os naturebas. Explico-me. Enquanto durou o comunismo, boa parte dos temas políticos era seqüestrada pelos intelectuais de esquerda. Mentiam à vontade, e ninguém se encarregava de verificar se o que afirmavam procedia ou não. Afinal, eles queriam um mundo melhor. Como é que vamos duvidar de quem só luta pelo nosso bem? Já os partidários da economia de mercado, bem, estes eram os ogros da civilização. O comunismo, como tal, acabou. A esquerda foi se dividindo em causas menores, parciais, perdendo aquele sentido de universalidade que julgava ter. O inimigo deixou de ser “o capital”. Ao contrário: ele foi convidado a se aliar — e se aliou — a algumas das novas causas. O discurso mudou, mas não a pretensão de monopolistas do bem.

Por que isso? Ex-ministros do Meio Ambiente participaram, nesta quarta, de uma audiência no Senado, conforme vocês lerão abaixo. Eu estou entre aqueles que acreditam que a defesa da natureza dispensa a mentira. Por que não se pode ser um ecologista falando só a verdade? Bem, assim como o defunto comunismo precisava do horizonte escatológicos (ou se mudava o mundo ou viria a barbárie), os verdes também precisam acenar com o fim dos tempos. É claro que seria uma luta mais honesta, ainda que amalucada, se não estivessem também eles atrelados a interesses econômicos, não é mesmo? Eu até hoje não entendi, por exemplo, por que o setor financeiro — os bancos — consegue ser mais “verde” do que os outros. Ou melhor: eu entendi. Afinal, eles processam expectativas, não matéria-prima, não é mesmo? Negociam crises, não commodities. Há hoje uma contradição interessante entre a “esquerda” que vive da especulação e a “direita” que vive do trabalho.

Mas sigamos. Leiam o que informa o Estadão Online. Volto em seguida para demonstrar como a mentira supostamente benigna impregna o debate sobre o Código Florestal. A reportagem segue em vermelho (itálico). Interrompo com intervenções em azul (normal).

Ex-Ministros criticam texto do Código Florestal
Por Venilson Ferreira:
Quatro ex-ministros do Meio Ambiente que participaram hoje como convidados de audiência conjunta das comissões de Agricultura, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia do Senado criticaram o texto do projeto de lei sobre o Código Florestal aprovado em maio deste ano pela Câmara dos Deputados. Na opinião do ex-ministro Carlos Minc, trata-se muito mais de uma lei sobre o uso da terra, que visa a solucionar o problema do passivo ambiental dos produtores rurais.

A íntegra do texto proposto por Aldo Rebelo está aqui. Carlos Minc, o que não me estranha, está contando o oposto da verdade. Está entre aqueles que se aproveitam da pouca disposição das pessoas para ler documentos — e isso inclui, infelizmente, os jornalistas — para fazer um mero juízo de valor sobre o texto, ignorando o que vai lá escrito. Trata-se, sim, de uma lei que cuida da preservação ambiental — e de modo extremamente detalhado e detalhista. Mas não é tudo o que se pode dizer sobre o buliçoso ex-ministro.

Ainda que o novo Código Florestal fosse mesmo uma “lei sobre uso da terra”, para “solucionar” (sic) o “passivo ambiental dos produtores rurais”, não haveria nada de errado nisso. Entendo que o objetivo último do Código Florestal sejam as pessoas, não é mesmo?, que ainda são o bem mais precioso da natureza. Ou Minc discorda que pessoas também sejam bichos? Por que queremos preservar as florestas? Para a felicidade e o regalo do Anhangá, do Curupira e da Cuca? Mais ainda: por que Minc trata produtores rurais como adversários da natureza, da civilização ou do bem? Produzir comida seria alguma atividade criminosa? Crime é plantar maconha, meu senhor — sem querer ser bruto com um homem que usa coletes tão animados, claro…
A ex-ministra Marina Silva afirmou que confia na capacidade dos senadores de rever os pontos polêmicos da proposta aprovada na Câmara, “pois o debate foi prejudicado porque um setor teve maior proeminência”. Ela disse que os ambientalistas fizeram várias concessões durante as negociações. A ex-ministra disse que chegou a propor a consolidação das áreas de topos de morro com culturas perenes de caule lenhoso, mas os ruralistas queriam incluir também pecuária, eucalipto e outras práticas agrícolas.

Ruralistas uma ova! Eis aí. Esta senhora ganhou a condição de fonte da verdade. E ninguém presta atenção ao que ela diz. Chama-se de “ruralistas” no debate os grandes produtores, que não estão nem aí com essa historia de área de preservação permanente, topo de morro, encostas etc porque, com raras exceções, têm sua situação regularizada. Caso se proíba qualquer atividade nesses terrenos, os únicos prejudicados serão os pequenos proprietários, que cuidam de culturas mais do que centenárias. Quanto às concessões dos ambientalistas, Marina quase me leva à gargalhada. São os “ambientalistas” da Vila Madalena e do Leblon fazendo “concessões” a sitiantes de mãos calejadas do interior de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, de São Paulo… É ridículo! Fizeram “concessões”, é? Representando quem e quais interesses? Quanto à sua confiança nos senadores… Será que ela confia mesmo? Eu a vejo no momento tentando liderar o que chama de “movimento da sociedade”, por cima, ou por baixo, de partidos, instituições, Poderes… Não deve confiar tanto assim.

Marina Silva afirmou que a emenda 164, que concede aos Estados o direito de legislar sobre áreas de preservação ambiental, “é um veneno que está diluído em todo texto”. A ex-ministra diz que, da forma como a lei foi elaborada, há possibilidade de serem criados 27 códigos florestais estaduais, nos quais os governadores poderão revogar punições ou amenizar as exigências sobre a recomposição, o que irá gerar “uma guerra fiscal” e abrirá caminho para novos desmatamentos.

Vênia máxima, trata-se apenas de uma mentira. Ou de um punhado delas. A Emenda 164 (íntegra aqui(http://www.noticiasagricolas.com.br/dbarquivos/emenda-164-1.pdf)) NÃO CONCEDE aos estados o direito de legislar sobre áreas de preservação ambiental coisa nenhuma! Na prática, concede-lhes o direito de adaptar o texto geral às circunstâncias locais, sempre em parceria com o governo federal. Basta ler o Caput da nova redação do Artigo 8º, dada pea emenda 164, combinado com o Parágrafo 3º para perceber que o arbítrio sugerido por Marina é falso como nota de R$ 3. Ah, mas nós aprendemos que uma menina acreana que se alfabetiza aos 16 anos e passa a defender, depois, a floresta, jamais diria uma inverdade, não é mesmo? Fica até parecendo que ex-pobre adquire no berço o direito de mentir.

Na sua explanação, o ex-ministro José Sarney Filho listou os principais tópicos do texto aprovado pela Câmara. Na opinião do deputado, que coordena a Frente Parlamentar Ambientalista, “o texto aprovado espelha, acima de tudo, a decisão política de consolidar, de tornar regulares, variados tipos de ocupações que tenham ocorrido em desacordo com a lei florestal, notadamente nas áreas rurais”.

Ai, ai… Esse é o Zequinha? A propósito: aquela ilha do papai Sarney só produz literatura ruim, ou se planta alguma coisa por lá? A última contribuição indireta deste senhor à República foi um aliado seu no Maranhão, também do PV, a defender que Sarney pai tem o direito de usar um helicóptero da PM para fins particulares porque “não é um homem comum”. Louvo o respeito de Zequinha pelo matinho. Agora falta respeitar as pessoinhas…

Sarney Filho acredita que o texto não dará a segurança jurídica pretendida pelos produtores rurais. Ele cita como exemplo o fato de não estar explícito qual será o órgão responsável pelo registro e autorizações para exploração sustentável da reserva legal. O texto também não prevê a participação do Ministério Público na assinatura dos termos de ajustamento de conduta para regularização do passivo ambiental.

Ainda que seja verdade, isso não muda o mérito do texto, ora essa!

O ex-ministro José Carlos Carvalho, em sua fala, alertou para a necessidade de a lei prever meios para que os produtores rurais possam recompor as áreas de preservação permanente, principalmente os da agricultura familiar, “senão o problema continua e mais tarde será necessária uma nova anistia”.

Nada tenho contra que se prevejam “meios” para a recomposição. Só corrijo uma questão na fala do ex-ministro. O texto de Aldo, basta ler, não prevê anistia nenhuma! Anistia, meus caros, é perdão! Quem é perdoado está livre de qualquer peso ou obrigação. O novo código estabelece ações que devem ser cumpridas por quem desmatou. Se não forem, a multa será aplicada. A ANISTIA EXISTE HOJE! O TEXTO PÕE FIM À ANISTIA!

É preciso parar de mentir. Essa modalidade particular de “sertanejo universitário” — que faz sucesso no complexo UNICAMPUCUSP — da dupla Marina & Zequinha precisa ser confrontada com os fatos e com os textos.
PS - Pô, você falou dos verdes como sucedâneos dos comunistas no triunfo da mentira e defende o texto de Aldo Rebelo, membro do PC do B. Pois é. O mundo tem dessas coisas…

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

TODO HOMEM É CAPITALISTA E QUER UM ESTADO MENOR. Quanto maior o estado, menor a democracia. Não existe democracia sem liberdade econômica.

O homem é proprietário de coisas desde os tempos bíblicos. Se o homem é proprietário, então ele é capitalista. Todo homem é proprietário do corpo que ocupa e do trabalho que executa. Logo, não existe ser humano que não seja capitalista. Só seria socialista aquele que trabalhasse de graça em prol do outro.

Só a coisa pública é socialista. Seja o estado capitalista ou socialista, a coisa pública deve ser socializada porque todos são iguais proprietários da coisa pública. O homem que se diz socialista comete o engano de desejar a coisa do próximo porque considera que a propriedade do outro é igualmente dele.

Esse engano explica o insucesso do estado socialista que eliminou a propriedade e, sem querer, eliminou a vontade de trabalhar para ter coisas. O homem que vive no estado socialista tem o seguinte pensamento: Para que trabalhar se o resultado do meu trabalho não será meu ou; para que trabalhar se o estado é o único dono e deve prover-me ou; enquanto eu não for dono das minhas coisas não vou trabalhar para esse único dono do estado socialista.

Todo homem é capitalista e deve ter direito de propriedade. No entanto, ele precisa do estado para resolver seus conflitos de propriedade. A solução é um estado capitalista que defenda a propriedade do cidadão.

O homem capitalista organizou um estado para dirimir conflitos de propriedade. Logicamente que todo estado organizado pelo homem é capitalista. Até o estado cubano é capitalista. No entanto, o ditador cubano implantou o capitalismo de um homem só. Tudo é do dono do estado e todo cidadão trabalha para o estado. Ninguém tem nada e o estado que deveria ter tudo é pobre. Porém, em Cuba só quem tem vontade de trabalhar é o único dono. O cidadão comum perdeu o ânimo de trabalhar porque nada lhe retorna como propriedade. O resultado foi o empobrecimento do povo e desaparecimento da democracia.

Na Venezuela, Chavez trabalha cada vez mais porque mais coisas lhe pertencem. O cidadão comum trabalha cada vez menos porque menos coisas lhe pertencem. O resultado do socialismo bolivariano é o empobrecimento da Venezuela e o desaparecimento da democracia.

No Brasil, aqueles que se dizem socialistas querem implantar o estado socialista a qualquer custo. As coisas do estado são usadas para comprar votos. Nada do estado é do cidadão. Tudo do estado é do candidato oficial. O resultado foi visto no ano de 2010. O maior dono da coisa pública venceu a eleição.

A próxima etapa é eliminar da política os cidadãos proprietários. Os proprietários de imprensa, os parceiros da eleição e aqueles que se venderam porque não poderiam vencer o maior dono da coisa pública são os primeiros a perceber a ausência da democracia.

Quanto maior a participação do estado na economia, menor a democracia. Ninguém resiste às ofertas de cargos, à entrega de ministérios de porteira fechada e às outras vantagens oferecidas com dinheiro público.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

ESCRAVOS POR NATUREZA

Escravos por natureza
Escrito por Olavo de Carvalho e publicado no site www.midiasemmascara.org em 22 Agosto 2011.

As hordas de arruaceiros que hoje espalham o caos pelas ruas de Londres, como fizeram em Paris em 1968, em Oslo em 2009 e em dezenas de outras capitais do Ocidente em datas diversas, constituem-se daqueles indivíduos que, invariavelmente, prezam e enaltecem os governos mais tirânicos do mundo.

Um dos trechos mais odiados e vilipendiados da literatura filosófica é aquele parágrafo da Política no qual Aristóteles afirma, sem pestanejar, que alguns homens são escravos por natureza: ainda que você os liberte e os cubra de direitos civis, pouco a pouco voltarão à condição escrava, pois nasceram com espírito servil e nada poderá curá-los. O que já se escreveu contra isso daria para lotar bibliotecas inteiras.

Alguns veem na afirmativa um sinal do autoritarismo congênito da tradição aristotélico-escolástica, que em boa hora Bacon e Descartes exorcizaram, abrindo as portas para a era da democracia e da liberdade. José Guilherme Merquior chega a celebrar essa mudança como um fato de dimensões antropológicas, no qual os seres humanos teriam passado de uma existência determinada pelo fatalismo irrecorrível aos bons tempos do "destino livremente escolhido" (comentarei um dia esse argumento, que me parece maluco).

Até os admiradores mais devotos de Aristóteles tentam atenuar as culpas do trecho vexaminoso, atribuindo-o a preconceitos de época pelos quais o filósofo não deve ser responsabilizado pessoalmente. No entanto, cada vez mais a asserção de Aristóteles vai me parecendo uma verdade incontestável.

Comecei a pensar nisso quando, ao ler o resumo biográfico de Michel Foucault, por Roger Kimball, me ocorreu a pergunta fatal: Se ninguém é escravo por natureza, por que raios existem clubes de sadomasoquismo? O sujeito está bem de vida, é respeitado e paparicado, tem sua liberdade e uma boa renda anual asseguradas pelo Estado paternal, mas de vez em quando volta as costas a tudo isso e desembolsa uma quantia considerável para ser chicoteado, esbofeteado e humilhado por garotões musculosos vestidos com tiras de couro semelhantes às dos soldados romanos. Mais que a nostalgie de la boue, é a saudade da escravidão.

Estamos tão acostumados à ideia da condição escrava como um destino imposto de fora, que interpretamos a afirmativa de Aristóteles às avessas, entendendo-a no sentido moderno de um determinismo exterior, e a rejeitamos precisamente por isso. Mas a natureza de um ente, para o filósofo do Liceu, era o que havia nele de mais íntimo, encontrando sua expressão imediata e espontânea no desejo.

Nada mais inevitável, portanto, que, numa sociedade da qual a escravatura desapareceu como instituição e onde todo desejo explícito de submissão é estigmatizado como baixeza indigna, o instinto escravo só subsista como fantasia sexual, provando por meios obscenos a existência daquilo que o senso das conveniências nega.

Mas há outra expressão desse instinto, mais visível e por isso mesmo ainda mais necessitada de camuflagem. As hordas de arruaceiros que hoje espalham o caos pelas ruas de Londres, como fizeram em Paris em 1968, em Oslo em 2009 e em dezenas de outras capitais do Ocidente em datas diversas, constituem-se daqueles indivíduos que, invariavelmente, prezam e enaltecem os governos mais tirânicos do mundo.

Em Cuba, no Irã, no Zimbábue, no Sudão ou na China, aceitariam docilmente o trabalho escravo e, nas grandes festividades cívicas, cantariam louvores ao regime. Seriam modelos de conduta disciplinada. Soltos numa democracia moderna, tornam-se rancorosos e anti-sociais, desprezam a ordem constitucional que os protege, e, inflados de arrogância sem fim, saem derrubando e queimando tudo o que encontram em torno.

Que é isso? Mentalidade escrava. Inaptos para viver em liberdade, respeitam somente o chicote, que obedecem quando está perto e celebram em prosa e verso quando está longe.

Se há um instinto da escravidão, é lógico que ele determina somente condutas gerais e não a busca de uma posição social determinada. As formas da inferioridade variam nas diferentes estruturas sociais, mas um mero instinto não pode escolher as vias específicas pelas quais vai se expressar conforme as circunstâncias variadas de momento e lugar.

O mesmo impulso que leva à submissão num país induz à revolta em outro. É por isso que há mais rebeldes nas nações livres e prósperas do que nos países mais miseráveis, governados pelos tiranos mais sangrentos.

Miséria e opressão raramente produzem rebeliões. Uma ascensão social parcial, suficiente para prover o indispensável mas não para aplacar todas as ambições e todas as invejas – eis a fórmula infalível para a fabricação de uma massa de fracassados odientos. Mas, por definição, é impossível satisfazer a todas as ambições, que mudam de conteúdo conforme o progresso gera novas formas de riqueza e, com elas, novos motivos de frustração e inveja. Por isso, o crescimento da previdência social não produz nunca um ambiente de gratidão e paz: produz ódio, inveja e rancor em doses centuplicadas.

O simples fato de receber assistência estatal faz o sujeito espumar de ódio a quem não precise dela. Na mentalidade escrava, essa reação é praticamente incoercível. O indivíduo que, na sua miserável nação de origem, pedia esmolas de cabeça baixa, é o mesmo que, transplantado a um ambiente de liberdade, democracia e assistencialismo estatal, recebe como um chamamento dos céus a convocação dos demagogos para um bom quebra-quebra em nome da "justiça social".

Quando ler num filósofo antigo alguma afirmação que choque as convenções modernas que você toma como verdades inabaláveis, refreie a pressa de explicá-la, com um reconfortante sentimento de superioridade, pelos preconceitos de uma época extinta. Verifique se não é você quem está projetando sobre ela uma interpretação anacrônica, colocando na boca do filósofo uma bobagem de sua própria invenção.

QUANDO O MINISTÉRIO PÚBLICO CENSURA A AUTORIDADE DE DEUS

Quando o Ministério Público censura a autoridade de Deus
Escrito por Leonardo Bruno e publicado no site www.midiasemmascara.org em 22 Agosto 2011.

Mais do que rasgar a Constituição Brasileira, a Defensoria Pública quer destruir uma tradição de mais de dois mil anos, censurando as idéias e valores que constituíram a civilização ocidental.

Alguém já me chamou de fascista, homofóbico, tradicionalista, conservador, reacionário, defensor das oligarquias e outras asnices típicas da verborragia esquerdista. Há no imaginário dos ditos “progressistas” a perspectiva de que os conservadores são cegamente obedientes à autoridade. A esquerda, naturalmente, vende a idéia de que é “avançada”, “rebelde”, questionadora da ordem vigente. No entanto, confesso, tenho uma profunda desconfiança da autoridade constituída. Desconfio dos políticos, dos professores, dos acadêmicos, dos jornalistas, dos cientistas, dos formadores de opinião, dos intelectuais e, também, da autoridade eclesiástica, vide padres e pastores. Até do papa desconfio, apesar de crer na fé católica.

Mas a minha desconfiança não é completamente anárquica. Ela é, na prática, reflexo de um profundo sentido de ordem. A autoridade deve ser respeitada quando ela encarna princípios autênticos, senso de moralidade, ou, como diziam os medievais, auctoritas, ou seja, confiabilidade. Essa confiabilidade só existe se a autoridade cumpre o papel de fazer valer esses valores autênticos, transcendentes. A única autoridade absoluta é Deus. Ele é o fundamento primaz da lei moral, natural e civil. O sentido absoluto de ordem na natureza e nas relações humanas. E a autoridade pública só se faz respeitável se souber respeitar esses elementos que estão incluídos numa lei moral e natural. Tudo aquilo que fere o que é inerente à natureza do homem é contrário à lei natural e contrário ao sentido da realidade mesma em que as relações humanas e o homem se comportam. É neste sentido a autoridade tem razão de ser.

Porém, ao que parece, as autoridades públicas querem bancar uma espécie de Deus. Querem remodelar a sociedade contra a sua própria natureza, criando relações de poder e instituições biônicas e artificiais, sem o menor vínculo orgânico com a sociedade, além de francamente destrutivas. Neste aspecto, o Ministério Público e a Defensoria Pública estão cumprindo seu papel de substituir Deus na terra. O promotor público já não é mais o pai dos órfãos e o esposo das viúvas. Nem o defensor público é um protetor dos direitos civis dos cidadãos. Eles personificam sim, uma espécie de deusinho de barro presunçoso, querendo moldar comportamentos, idéias, costumes e instituições à sua imagem e semelhança. Em suma, Ministério Público e Defensoria Pública se tornaram, com a colaboração de um judiciário ativista, um instrumento de engenharia social.

Dois exemplos são claros nessa flagrante violação dos direitos constitucionais. Uma delas diz respeito a Julio Severo, o evangélico exilado em uma sociedade que ainda diz ser “democrática”. Qual foi seu crime, a ponto de ser processado pelo Ministério Público Federal? O particular crime de pregar o Evangelho. Os procuradores ainda inventaram uma tipificação penal que nem existe: o crime de homofobia. Se o Evangelho é “homofóbico”, logo, deve-se censurar quem prega a Palavra de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. E o que se deve colocar no seu devido lugar? A agendinha homossexual na esfera da justiça e dos valores morais.

Todavia, a pretensão arrogante de um ativismo judicial cada vez mais corrompido por agendinhas totalitárias não se limita a ameaçar de prisão um religioso. Em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, a defensoria pública entrou com uma ação na justiça para exigir a retirada de alguns versículos bíblicos em outdoors, que condenavam o homossexualismo. Ou seja, o Ministério Público e a Defensoria Pública, em nome do combate aos preconceitos, estão rasgando a Constituição Brasileira e destruindo a liberdade religiosa. Inclusive, a ordem judicial aplicou multa diária de 10 mil reais se a igreja evangélica que divulgou os cartazes não os retirasse.

Mais do que rasgar a Constituição Brasileira, a Defensoria Pública quer destruir uma tradição de mais de dois mil anos, censurando as idéias e valores que constituíram a civilização ocidental. A prepotência, arrogância, mesclada com uma ignorância histórica abissal dessa tradição religiosa faz com que meros técnicos, senhoritos arrogantes, arautos de um funcionalismo público senil e de uma universidade cada vez mais marxista, queiram ditar o que nós, cidadãos, devemos pensar, crer ou defender. A perseguição religiosa no Brasil está crescendo a olhos vistos, com a colaboração do governo e das instituições públicas ditas “democráticas”.

De fato, o alerta de militante evangélico Julio Severo foi ignorado até pelos seus pares. Mais do que censurar a fé cristã publicamente, os áulicos da justiça querem censurar a autoridade de Deus. Os ateus e gays militantes não dizem que Deus é homofóbico? Cadeia pra Ele e para seus seguidores. Entretanto, eles não estão sós. A mídia, a universidade e a imprensa estão do lado dos algozes do cristianismo. Eles já expulsam um evangélico através de perseguições judiciais visivelmente ilegais e criminosas, sem parâmetro algum na Constituição e mesmo na lei ordinária. Eles protegem e estimulam os ataques à fé cristã, quando o governo libera milhões de reais de contribuintes cristãos, para praticarem “beijaços” homossexuais na frente das igrejas e catedrais. E agora querem censurar a bíblia. Não irá longe quando a Polícia Federal, transformada numa Gestapo ou KGB soviétic,a confiscar milhões de bíblias de livrarias cristãs, em nome de combater a tal “homofobia”, palavrinha inventada pelos fanáticos anticristãos. Tenho a absoluta certeza de que se os católicos e evangélicos se acovardarem, ao ficarem negociando com seus algozes, é isto que vai ocorrer. Esse é o posicionamento ridículo dos bispos da CNBB, dos calvinistas da Universidade Mackenzie e mesmo de uma revista evangélica politicamente correta e ridícula como a revista Genizah.
Iniciei esse texto falando da minha total desconfiança e sentimento profundo de desprezo pela autoridade. Já é hora de os cristãos apelarem à desobediência civil. Essa gentinha ralé, vigarista, desonesta e canalha do Ministério Público e da Defensoria Pública, que faz do Estado um instrumento partidário e ideológico de sua causa, acima e contra a lei, não deve ser respeitada. Deve ser denunciada, combatida, exposta à execração pública e desmoralizada. Só pessoas muito ingênuas ou muito relapsas ainda não percebem que a intenção maior de alguns membros do Ministério Público e da Defensoria é simplesmente atacar e destruir o cristianismo. Esses celerados jurídicos devem ser tolhidos, em nome da defesa da democracia, da liberdade civil e religiosa, que hoje é ameaçada pelo totalitarismo esquerdista politicamente correto que assola às nossas leis e à nossa justiça. A autoridade que não provém de Deus e dos valores eternos da Revelação é do Direito natural é perversa. Daí o judiciário agora querer calar a boca de Deus. Quer revogar a lei de Deus na terra.

SOBRE OS 119 MORTOS PELOS TERRORISTAS DA DÉCADA DE 1970: É ou não legítimo orar por estes mortos?

É ou não legítimo orar por estes mortos?
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br

Algumas das lambanças que estão por aí hoje nascem da falácia segundo a qual certas forças sociais são naturalmente inocentes, ainda que culpadas; e outras, naturalmente culpadas, ainda que inocentes. Sempre que isso acontece, a história vai para o ralo, e o que se tem é só ideologia vagabunda.

Este blog deplora a violência na política, venha ela de onde vier. Lastima que, durante o regime militar, servidores do estado tenham torturado e matado pessoas que já estavam rendidas. E lastima também que outros tantos tenham aderido ao terrorismo como método. Só que há uma diferença relevante: não sobrou ninguém, o que é bom, para cantar a glória dos torturadores. Mas os mistificadores do terror estão por aí — alguns no poder! —, o que é ruim. Organizaram-se, no passado, para impor uma ditadura por meio da violência e agora recontam a história como se só tivessem lutado por democracia, o que é uma formidável falsificação da história.

Por que digo que lá está a origem de alguns desmandos de agora? Já acreditavam, então, que todos os seus atos estavam naturalmente perdoados porque, afinal, diziam querer o bem da humanidade. Os assassinos de ontem estão justificando os ladrões de agora.

Poucas pessoas sabem — e os livros de história das nossas escolas não dizem uma vírgula a respeito — que 119 pessoas, entre civis e militares, morreram assassinadas pelos movimentos de esquerda no Brasil entre 1964 e 1974. Entre elas, encontravam-se pessoas que nem mesmo estavam ligadas “à luta”: morreram porque se encontravam no lugar errado na hora errada. Um esquerdista convicto diria que foram alvejadas pela história, mero dano colateral… Os mais de R$ 4 bilhões em indenizações para as “vítimas da ditadura” não atenderam a nenhuma das famílias desses mortos. Isso quer dizer que há os “mortos de valor” — de esquerda — e os sem valor.

Muito bem! O meu negócio é democracia e liberdade de expressão. Quem realmente defende esses valores? Os Clubes Militares encomendaram para depois de amanhã uma missa em homenagem àquelas 119 pessoas mortas pelos terroristas de esquerda. Ela se realiza na Igreja da Irmandade da Santa Cruz dos Militares, às 11h. Acima, vai o convite. Se você clicar aqui, encontrará os posts com os nomes das vítimas e as organizações de esquerda que os mataram. Afinal, faz-se um esforço brutal para transformá-las em não-pessoas, eliminando-as da história.

Num momento em que se discute a instalação da Comissão da Verdade, nada como a… verdade!!!

KAHN, AGORA SEM DEVER NADA À JUSTIÇA AMERICANA, FOI VÍTIMA DO FASCISMO POLITICAMENTE CORRETO

Kahn, agora sem dever nada à Justiça americana, foi vítima do fascismo politicamente correto
Por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo

Pronto! Dominique Strauss-Kahan nada mais deve à Justiça americana. O juiz Michael Obus retirou as sete acusações que pesavam contra ele, todas elas relacionadas à suposta agressão sexual contra a camareira Nafissatou Diallo. O juiz atendeu integralmente o pedido do promotor distrital de Manhattan, Cyrus Vance Jr. O episódio entra para a história como um emblema de uma das loucuras do nosso tempo.

Um dos textos que mais me renderam xingamentos e desqualificações até hoje foi aquele em que pus sob suspeita a história dessa senhora, logo no primeiro dia. Fazer o quê? Ignoravam-se detalhes inconsistentes da narrativa e só se via a suposta luta entre o opressor e a oprimida de manual. Um homem de mais de 60 obriga uma mulher na faixa dos 30, num quarto de hotel, a fazer sexo oral sem coagi-la com uma arma??? Não se consegue abrir à força a boca de uma criança de dois anos para dar um antitérmico! Quando se constatou que os resquícios de sêmen na gola (!) do vestido da camareira eram mesmo de Kahn, os politicamente corretos gritaram: “Estão vendo?” Ora, era mais uma evidência do sexo consensual. Basta pensar um pouquinho… Mas quê! Tratava-se da luta entre o ricaço europeu e poderoso e a pobre imigrante africana. Há ainda quem acredite que a injustiça que se comete contra os “privilegiados” é um bem que se faz aos deserdados…

Os EUA têm, sim, de repensar o modo como conduzem essas questões. Não me convence essa história de que o tratamento dispensado a Strauss-Kahn evidencia que, no país, todos são realmente iguais perante a lei. Vamos devagar! Kahn é inocente e sofreu, de modo antecipado, uma das piores penas a que pode ser submetido um indivíduo: o enxovalho público. Era a palavra da camareira contra a dele. Antes de qualquer investigação ou exame, foi arrancado de um avião, algemado, exposto à curiosidade pública, preso, humilhado, tratado como um cão.

Digam depressa: quem mais foi humilhado nesse caso? A vítima ou a vigarista? A verdade insofismável é que o caso, em si, era ignorado. Queriam mandar para o banco dos réus a Europa, num desagravo à África; o “homem”, num desagravo às mulheres; “o mais forte”, num desagravo aos “mais fracos”.

Isso não é justiça, mas manifestação do fascismo politicamente correto.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A PETIÇÃO JUDICIAL VASSALA. Ou: A ausência de reconhecimento dos legítimos direitos do cidadão capitalista vem de juízes autoritários.


Uma petição judicial deve informar ao juiz o que a parte reclama como direito próprio. A outra parte apresenta petição contrária. O juiz deve decidir qual das partes tem razão. Deve ser claro e justo na decisão para que ambas as partes saiam satisfeitas do tribunal. Isso se chama prestação jurisdicional do estado ao cidadão sempre capitalista.

Cada uma das partes é detentora do direito que reclama. Se alguém é detentor do direito, então o direito deve ser reconhecido e não dado. No entanto, dois vícios ocorrem na prestação jurisdicional: o primeiro é o de que o juiz dá o direito e o segundo é o de que ele diz a lei. O juiz não dá, ele apenas deve decidir qual das partes está ao lado da lei ou da justiça. O juiz não diz a lei, ele apenas aplica a lei escrita pelo poder legislativo.

Advogados fazem petições judiciais pedindo, quase de joelhos, ao excelentíssimo senhor doutor máxime sapientíssimo e divino juiz. Pedem um direito como se ele fosse dado e não como se fossem detentores do direito. O resultado disso é advogado pedindo direitos que não são dele e juiz dando o que não possui.

Só se pode dar aquilo que se é dono. O juiz não pode interpretar a lei conforme seus desejos de dar ou não dar o que uma das partes pede. Deve apenas descobrir, com muito trabalho, discernimento e conhecimento da lei qual das partes está com a razão. O juiz não dá, não concede e não exerce poder sobre nada.

No entanto, as petições judiciais consideram o juiz como um rei irresponsável que pode tudo, tem tudo, concede tudo, diz a lei e que tem imenso poder. O advogado torna-se um vassalo do juiz. Logo, sua petição é vassala e o cliente é apenas aquele que pagará honorários ao advogado e altos salários ao juiz e ao promotor. Parece que o direito do cliente não importa, importando tão somente a corporação de advogados e o poder que o juiz não devia ter.

domingo, 21 de agosto de 2011

EIS O CONTRÁRIO DO ESTADO TOTALITÁRIO: O BIG BROTHER DO CIDADÃO



George Orwell (Eric Arthur Blair) escreveu em 1948 o livro intitulado “1984”. Ele desenhou um estado totalitário repressivo oligárquico coletivista. Não se pode dizer que era uma crítica ao estado socialista porque Orwell se dizia simpático ao socialismo fabiano, ideologia de meados do século XIX. Porém, socialistas não percebem que o estado proposto por eles é totalitário.

No entanto, a sociedade desenhada claramente não era capitalista. Por consequência, nenhum cidadão era livre e ninguém possuía nada, pois tudo era do estado que colocava câmeras em cada rua, prédio, quarto, cubículo, caverna, banheiro ou esconderijo imaginado por alguém. Até o pensamento do cidadão era vigiado.

Defendo um estado capitalista inverso àquele horrível estado desenhado por Orwell. O estado inverso é aquele que o cidadão controla tudo que se refere ao aparelho do estado. Se no estado orwelliano (nazista ou socialista com certeza) o cidadão tinha seus pensamentos vigiados, então no estado transparente e democrático quem tem ações e pensamentos vigiados é o agente da máquina estatal (Servidor Público, Prefeito, Juiz, Governador, Presidente).

Proponho então que cada rua, prédio, sala, cubículo (menos banheiros!!) de prédios públicos tenham câmeras filmadoras de som e imagem que vigiem o servidor ou agente público enquanto exercendo função pública. Claro que as imagens das câmeras devem ficar em local público. Abaixo o sigilo do processo público! Acesso irrestrito do cidadão a qualquer documento produzido por servidor ou agente público. Que você cidadão capitalista não seja controlado e sim controlador.
NAVARRO

sábado, 20 de agosto de 2011

O PODER JUDICIÁRIO É O MAIS CORRUPTO DE TODOS OS PODERES


A Constituição da República dividiu os poderes ocupados pelo homem capitalista em três partes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Você leu as postagens anteriores? Pode responder qual dos poderes é o mais corrupto? Dou-lhe algumas dicas. O mais corrupto é aquele que ocupa cargo público, recebe os mais altos salários e pensa que é dono da vida do cidadão que lhe pede a prestação de um serviço.

Pelas concepções de estado capitalista até aqui elaboradas, conclui-se que a corrupção é maior no Judiciário, depois no Legislativo e, por último, no Executivo. Isso porque o cargo público é o cidadão quem paga, é ele quem nomeia e é para ele que se trabalha. No entanto, os membros e servidores públicos do judiciário trabalham primeiro para o juiz, depois para o promotor, depois para o advogado e nunca para o cidadão.

Além de pagar os luxuosos e superfaturados prédios da “justiça”, o cidadão paga a despesa da ação judicial. Quem perde ainda paga custas daquilo que já pagou duas vezes. Custas que não deveriam existir, mas no caso da existência deveriam ir para a outra parte, mas vão para gozo dos agentes e da corporação de advogados.

A corrupção no poder judiciário é tão grande que de todas as despesas desse poder não resta nada ao cidadão. Se for receber uma dívida, então nunca receberá cem por cento do que lhe é devido porque o advogado leva até cinqüenta por cento. É melhor fazer acordo com o bandido para que o recebimento de alguma parte seja possível. Demandar na justiça é perda de tempo e de dinheiro.

Logo, se todo dinheiro do poder judiciário é desviado, então conclui-se que os outros poderes são menos corrompidos porque ainda retornam alguma coisa para o cidadão. O poder legislativo elabora algumas leis que regem a vida social e o poder executivo visivelmente presta alguns serviços de transporte, polícia, informação, assistência social e manutenção da estabilidade do modo de viver do homem capitalista (capitalismo assim nomeado por Marx).

Você tem um direito. O outro cidadão adversário pensa que tem o mesmo direito. Vocês vão ao poder judiciário para que o homem capitalista (juiz) diga com quem está a razão. Ele, ao invés de decidir qual dos dois está com a razão, resolve dizer a lei. Falam os advogados: O juiz diz a lei. É como se o juiz tivesse o poder de reescrever as leis aprovadas pelo poder legislativo. Não adianta dizer que todos somos iguais perante a lei porque não é assim nas varas de família, não é assim na justiça do trabalho e não há tratamento igualitário na maioria das varas da justiça.

Quando o juiz diz que dá, parece que é ele que é dono da coisa. Na verdade, ele não dá nada, pois se veio para você era porque já era seu. Os advogados usam o termo: Pedir ao juiz. De novo, é como se ele fosse dono das suas coisas e só lhe dará se quiser.

O poder judiciário é um resquício daquele REI de Thomas Hobbes irresponsável que tinha direito sobre a vida e as coisas de qualquer um. Ao invés de o rei ir ao mar, ele queria que o mar fosse a Paris. Os nossos juízes precisam ter consciência que trabalham para o cidadão e que o cidadão não pode esperar mais do que seis meses para receber a resposta.

O juiz e os demais agentes e servidores públicos devem saber que têm um só patrão e um só chefe: o cidadão que lhes paga o salário. Quando isso ocorrer, a justiça capitalista será melhor.