segunda-feira, 9 de maio de 2011

O ESTADO MÍNIMO PRODUZ RIQUEZA, CUIDA DA JUSTIÇA E DO TRABALHO CONSTRUTIVO. ESTADO MÁXIMO PRODUZ POBREZA, CUIDA DA BOMBA ATÔMICA E DO ÓCIO DESTRUTIVO


O homem nasceu e viveu em competição consigo próprio por muito tempo. Depois de muito guerrear contra semelhantes, ele inventou o estado juiz para viver em paz.

Inventou um estado que lhe permitia continuar em concorrência, mas com regras que seriam acompanhadas e julgadas pelo juiz indicado previamente pelo estado. Era o estado mínimo ou capitalista que justificava sua existência somente para dirimir conflitos entre homens que disputavam honras, coisas materiais ou propriedades.

Esse estado, ao proporcionar a paz, permitiu que o homem capitalista produzisse muitas riquezas. Cada um trabalhava para si próprio ou, se não quisesse assumir riscos, vendia sua força de trabalho para aquele que tinha mais iniciativa. Os defeitos do homem capitalista cuidavam para que cada vez mais riquezas fossem produzidas.

Na verdade, a ganância, as vontades de acumular riquezas e o desejo de lucro funcionavam a favor da sociedade porque quanto mais produção, mais rica era a sociedade. A garantia de justiça era sinal de que quem trabalhasse mais seria mais rico e a sociedade capitalista honrava os homens mais ricos com cargos na direção do estado. Quem mais trabalhava era mais honrado. Com isso, o estado mínimo capitalista produzia riqueza, justiça e estimulava o trabalho produtivo ou competitivo.

Porém, o tamanho do estado foi aumentando. Notava-se que havia competição e que o estado cuidava da justiça. Mas também se notava que o estado não cuidava de tudo. Não cuidava da educação e nem da saúde. Não dava muita honra aos dirigentes ociosos do estado. Esse aparente defeito do estado mínimo foi o motivo alegado por dirigentes sempre capitalistas para aumentar o tamanho do estado e do próprio poder.

Os estados mínimos iniciais consumiam um por cento da soma de trabalho dos homens capitalistas. Esse percentual foi aumentando. O estado foi assumindo novas funções: segurança, saúde, educação, estradas, aposentadoria, lazer, viagens à lua e construção da bomba atômica para aumentar o poder do dirigente do estado. Muitos tributos foram criados e aumentados. O estado socialista ou máximo consome cem por cento do trabalho do homem sempre capitalista.

O estado passou a ser um monstro que não cuidava mais da justiça, haja vista que o mais importante era garantir o poder do estado obeso e sugador do trabalho do homem capitalista. O poderoso inventou o homem perfeito ou socialista para que ele (o poderoso) pudesse ser o único capitalista que dirigisse o ser humano suprimido de seus defeitos, mas também suprimido de seus direitos naturais. O homem socialista sem defeitos ou perfeito não existe, pois só existe o homem capitalista.

O estado comunista ou máximo foi teorizado no Século XIX por Marx, mas nasceu no início do Século XX como um estado socialista tendente ao comunismo. Nasceu na Alemanha (nacional socialista) e na Rússia. A Rússia impôs o socialismo nos países do Leste Europeu. Revoluções e golpes de estado implantaram o estado máximo em outras nações da Ásia, África e América.

A diminuição da produção virou regra nos estados socialistas. O homem capitalista desinteressou-se pelo trabalho porque não trabalhava para si próprio e sim para um estado totalitário que lhe impedia de fazer o que quisesse. O homem capitalista perdeu a liberdade e a vontade de trabalhar. O resultado foi pobreza do povo.

O próprio povo libertou-se do totalitarismo socialista a partir da queda do muro de Berlim em 1989. No entanto, alguns ditadores seguraram com mão de ferro a vida, as coisas, o trabalho e a liberdade do cidadão capitalista como propriedades do estado que é a mesma coisa que propriedade do ditador que se comportou como se fosse o único capitalista do estado socialista. A justiça desapareceu. O trabalho construtivo desapareceu. O ócio destrutivo é o resultado do estado máximo.

Hoje em dia, para sofrimento de toda humanidade, todos os estados tendem para o estado máximo. Até mesmo o estado americano é obeso e intervem excessivamente na Economia. Pode-se dizer que a crise atual é uma crise do estado socialista. Não é uma crise do capitalismo, mas é uma crise do socialismo representado por ditadores que querem fabricar a bomba atômica. Não se preocupam com o povo e sim com o próprio aumento de poder.

Esse estado socialista, surgido neste início do Século XXI a partir da conquista do poder por intermédio de eleições, é um estado praticamente irreverssível. Quase nada se pode fazer para desmanchá-lo. A tendência é a obesidade cada vez maior. A tributação aumenta cada vez mais. A participação do estado na economia aproxima-se de cinquenta por cento. Os agentes e servidores públicos não executam trabalhos produtivos, haja vista que nada produzem.

Esse estado socialista e máximo não cuida mais da justiça (veja quanta violência), não cuida mais da saúde (veja os hospitais lotados), não cuida da educação que é cada vez mais deficiente e não cuida do cidadão que prolifera pobre abandonado pelas ruas. O leitor versado na educação cristã que analise com quem se parece esse estado máximo ditadorial que não produz nada a não ser guerras e bomba atômica.

OBS: A fotografia é do monumento La Defense construído pelo Presidente Socialista Francês François Miterrand em região pouco afastada do centro de Paris. Os franceses gastaram muito e o estado francês aumentou mais um pouco.

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