terça-feira, 31 de maio de 2011

?O SORRISO ENRIQUECE OS RECEBEDORES, SEM EMPOBRECER OS DOADORES?

Leiam o artigo de Mario Quintana: ?O sorriso enriquece os recebedores, sem empobrecer os doadores?

Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho, muito duro.

Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.

Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada. E eu nunca me esquecerei o que ele disse:

- Adorei a torrada queimada...

Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse:

- Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada... Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias!

O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.

Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos a suprir um as falhas do outro. Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando.

Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo cheiroso, de tão limpo. Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu. Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar.

A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apoia, eu e ela nos completamos. Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes. Não que mais tarde, o dia que um partir, este mundo vá desmoronar, não vai. Novamente teremos que aprender a nos adaptar para fazer o melhor.

De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos.

Então filho, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida, a você e ao próximo.

Por MARIO QUINTANA

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O NACIONAL-SOCIALISMO DE SILVIO SANTOS

O nacional-socialismo de Silvio Santos Artigo publicado por Leonardo Bruno no site www.midiasemmascara.org em 30 Maio 2011.

Os empresários alemães também colocaram a suástica na lapela quando Hitler foi generoso com eles, ainda que sob ameaça de confisco e prisão.

Os bolchevistas e os nazistas tinham algo em comum: um projeto de controle total da sociedade, através do Estado-Partido. No entanto, os métodos se diferenciavam. Os bolchevistas, basicamente, tomavam o poder e depuravam todas as estruturas da sociedade, causando a guerra civil e fuzilando e proscrevendo a antiga burocracia, os antigos intelectuais, os antigos empresários, enfim, as antigas elites dos setores civis, políticos e governamentais. Em particular, na economia, substituíram os empresários pela nomenklatura do Partido, gerando ganhos de incompetência e improdutividade assustadores.

Os nazistas fizeram algo relativamente diferente, embora buscassem os mesmos fins. Não tomaram o poder destruindo as estruturas da sociedade já construídas, através da guerra civil ou depurações em massa. Eles simplesmente ascenderam ao poder na Alemanha através do voto, através das negociatas, através das instituições democráticas. E lenta e gradualmente, sem destruir, sem fuzilar, sem massacrar, a Alemanha, que dormiu agonizantemente democrática, acordou de forma lenta, gradual e indolor, num Estado nazista. E a sociedade civil? Não se destrói absolutamente. Nazifica-se. A educação, a universidade, a cultura e a economia, além de vida civil, estruturalmente são preservadas, mas se transformam. De uma hora para outra, o Partido alarga suas mãos, usurpando-as, intactas.

E os empresários? Em seu livro de memórias, Hermann Rauschning escuta do Führer as suas seguintes intenções:

"Nosso socialismo atinge camadas muito mais profundas. Não muda a ordem externa das coisas, ordena apenas a relação do homem com o Estado. De que serviriam rendas e propriedade? Por que precisaríamos socializar os bancos e as fábricas? Vamos socializar o povo!".

Muitos questionam a veracidade dos argumentos de Rauschning. No entanto, parece mais que revelador. Por conta desta filosofia sutil, Hitler começou a controlar o empresariado alemão. Não precisou matá-los, nem substitui-los por uma burocracia estatal, tal como no regime comunista. Transformou suas propriedades e seus engenhos em partes orgânicas de um todo do Estado, direcionadas para a economia de guerra socialista.

A burocracia nazista controlava a sociedade civil sem esforço algum, expandindo seus braços sobre a sociedade e fazendo essa mesma sociedade trabalhar para ela e a sua causa. As depurações nazistas foram realizadas dentro da mais estrita legalidade, da mais estrita paz, da mais estrita prostração do povo alemão, sem guerras civis, sem conflitos, sem a destruição das velhas estruturas políticas constituídas, que foram contaminadas pelo novo Partido. Nesta onda de estabilidade e legalidade, a ala radical dos nazistas da SA, que queria a violência e a subversão nos moldes bolchevistas, foi quase toda assassinada. E as dissidências, entre os quais, sociais-democratas, judeus, liberais, comunistas, católicos, intelectuais e outras levas de gente discordante do novo regime, foram enviadas aos campos de concentração.
As pessoas incautas e desinformadas ainda acreditam no estereótipo bolchevista da tomada radical do poder pelas armas e pela imposição da ditadura através da violência revolucionária. Até mesmo os extremistas mais estúpidos ainda acreditam nessa idéia. No entanto, as mentalidades esquerdistas mais calculistas sabem que a estratégia mudou.

Curiosamente, a revolução petista que surge no país segue as mesmíssimas diretrizes nazistas. Ingênuo de quem acredita que os petistas vão se consolidar no poder através da violência de quartelada e barricada, tal como na clássica versão da guerra civil, de fundo leninista. Não menos ingênuo é quem acredita que, por conta disso, o PT tenha renunciado a sua vocação revolucionária e totalitária para ser um partido democrático. A violência petista será institucionalizada, governamental, com aparência de democracia e legitimidade, onde a lei, o judiciário, o congresso e demais poderes da república serão uma arma partidária contra as liberdades do próprio povo. A legislação totalitária no âmbito dos costumes e do direito, a chamada PNDH-3, a tentativa de instrumentalizar o judiciário, o STF e controlar a imprensa e a cultura em vistas da causa do Partido, são medidas claras, embora sutis, com que o governo atual tenta amordaçar a sociedade civil. E a economia? O comércio e a livre empresa não escapam das garras governamentais. O sonho do PT é o mesmo de Hitler: colocar os empresários no bolso e torná-los empregadinhas domésticas do Partido-Estado.

Um evento particular parece revelar essa tendência, só que de forma muito estranha e bizarra. A programação do SBT, rede nacional de televisão do famoso apresentador Sílvio Santos, tinha até então uma máscara aparentemente isenta. Não parecia se envolver em política. A grande maioria de sua programação, novelas mexicanas e brasileiras de péssima qualidade. Minto, apenas parecia apolítica, já que nos domingos, Silvio Santos não se cansava de bajular o governo dos presidentes Figueiredo e José Sarney.

E, subitamente, o Jornalismo do SBT se torna cabo eleitoral do PT, quando o noticiário da emissora mostra a cena do candidato a presidente José Serra, do PSDB, sendo agredido por correligionários da atual presidente Dilma Rousseff, no Rio de Janeiro. Só que a versão do SBT foi o de legitimar a agressão e relativizar a ofensa ao agredido. Vendeu a idéia de que José Serra fora atingido por uma bolinha de papel e que tudo não passava de encenação do tucano. Foi preciso que a reportagem da Rede Globo desmentisse a versão do SBT, para jogar a credibilidade de sua emissora para o espaço. Se bem que a imprensa brasileira já tenha crises de credibilidade há um bom tempo.

No entanto, o servilismo empresarial do SBT não se contentou em fazer campanha para Dilma Rousseff. Está prestando bizarra homenagem ao seu passado de terrorista, ao criar uma novela bem ruinzinha chamada "Amor e Revolução", que mostra uma visão romanceada dos guerrilheiros e terroristas de esquerda na época do regime militar de 1964. Os militares, naturalmente, são figuras caricaturais, torturadores, gorilas, inimigos da liberdade e da espécie humana. E os terroristas stalinistas, maoístas e guevaristas são puros, santos, humanistas, arautos da decência humana e defensores da democracia. Eles matam e aterrorizam pelo bem da humanidade! Em suma, puro realismo socialista!

Ao que parece, Silvio Santos está retribuindo, de uma forma muito barata, o que o governo fez ao resgatar as fraudes de seu Banco Panamericano, obrigando a Caixa Econômica Federal a comprar a casa bancária quebrada. Naturalmente, o contribuinte pagou pela graça, para tapar um rombo de 2,5 bilhões de reais, adquirindo quase metade das ações do banco. No entanto, nem um pio do governo, da imprensa e tampouco de Silvio Santos, que teve seu patrimônio salvo por mim, por você, por nosso dinheiro público mirrado e assaltado pelo Estado.

Agora dá pra entender porque a emissora de Sílvio Santos esteja aderindo ao realismo socialista petista. O empresário precisa ser mais esquerdista do que o rei, para agradar a quem o salvou da bancarrota. Só falta ter a carteirinha do PT. Também pudera: quem não viraria petista, com essa ajuda amigona do Estado-camarada? Silvio Santos, ou Senor Abravanel, o judeu, virou uma espécie extravagante de nacional-socialista, em versão Lula lá! Os empresários alemães também colocaram a suástica na lapela quando Hitler foi generoso com eles, ainda que sob ameaça de confisco e prisão. O destino será o mesmo para o empresariado brasileiro, no caso do PT. A burocracia estatal alargará seus braços sobre toda a economia, extorquindo e explorando os empresários. Só não vê quem não quer.

Ademais, é lugar-comum essa promiscuidade do governo e do empresariado em nossa história republicana. Outras emissoras como a Rede Globo e a Record já são amiguinhas do governo faz tempo. Embora tal fenômeno não tenha se iniciado na atualidade, o PT tornou a relação mais agressiva, mais intervencionista, mais radical. Não basta apenas elogiar o governo e bajulá-lo ou omitir seus podres. Agora o Partido-Estado dita regras de programação e controle ideológico dos meios de comunicação. Não é isso que o PNDH-3 prenuncia para toda a opinião pública e o jornalismo? Não é a essência ideológica do PT? Nada contra o Estado, tudo a favor do Estado? Nem o regime militar de 64 foi tão longe nas tentativas de censura e controle ideológico da imprensa, da mídia e da opinião pública.

A novela do realismo socialista "Amor e Revolução", como revelam os dados do Ibope, está sendo um fracasso de audiência, para a sanidade mental da nação. Sílvio Santos, involuntariamente, faz um grande serviço ao país. Ao retratar pessoas como Zé Dirceu, Dilma Rousseff e demais "companheiros" da luta armada terrorista de esquerda pós-1964, através de um estilo kitsch de se fazer novelas, na prática, os ridiculariza e os torna inverossímeis. Inclusive, a exposição dos depoimentos de assassinos, como as do Sr. Carlos Eugênio da Paz (deve ser o Prêmio Stálin da paz dos cemitérios), chefão da ALN do notório terrorista Carlos Marighela, descrevendo como matou um empresário dinamarquês, revelou o componente psicótico do movimento comunista idolatrado pelo PT e pelas esquerdas. Os comunistas e socialistas glorificam os próprios crimes que fazem.

O público deve ter se chocado ao descobrir que os idílicos anos rebeldes da presidente da república foram épocas de criminalidade, assaltos, sequestros e homicídios a sangue frio. É mais assustador: se tomassem o poder, imporiam a mesma lógica terrorista sobre toda uma sociedade inerme, através de "tribunais revolucionários" aptos a prender, torturar e matar milhares, senão milhões de brasileiros inocentes.

Por outro lado, chega a ser de uma comicidade suicida que Silvio Santos promova justamente àqueles indivíduos, que em outras épocas, não pensariam duas vezes em enchê-lo de balaços de misericórdia na sua cabeça. Mas parece que os socialistas e os burgueses fizeram um pacto: os primeiros controlam a política e a sociedade civil, enquanto os últimos fingem controlar a economia. Eu digo, fingem, porque nada mais certa foi a declaração do próprio boneco de formol do Kremlin, Lênin, que disse que o burguês vende a corda que vai enforcá-lo. No mínimo, os empresários brasileiros estão vendendo a coleira. Nada impede, todavia, que a coleira, um dia, vire uma forca.

MÁ CONSELHEIRA. Ou: A covardia é sempre má conselheira

Má conselheira Artigo publicado por Olavo de Carvalho no site www.midiasemmascara.org em 30 Maio 2011.

Discursar genericamente sobre o pecado, sem nada fazer contra o agente que o pratica, é transformar a moral numa questão de teoria, sem alcance prático.

Quando reagem aos ataques cada vez mais virulentos que a religião sofre da parte de gayzistas, abortistas, feministas enragées, neocomunistas, iluministas deslumbrados etc., certos católicos e protestantes invertem a ordem das prioridades: colocam menos empenho em vencer o adversário do que em evitar, por todos os meios, "combatê-lo à maneira do Olavo de Carvalho".

O que querem dizer com isso é que o Olavo de Carvalho é violento, cruel e impiedoso, humilhando o inimigo até fazê-lo fugir com o rabo entre as pernas, ao passo que eles, as almas cristianíssimas, piedosíssimas, boníssimas, preferem "odiar o pecado, jamais o pecador". Daí que, em vez de ferir os maliciosos com o ferro em brasa da verdade feia, prefiram admoestá-los em tom de correção fraterna ou, no máximo, argumentar genericamente em termos de direitos e valores.

São, em primeiro lugar, péssimos leitores da Bíblia. Cristo, é verdade, mandou odiar o pecado e não o pecador. Mas isso se refere ao sentimento, à motivação íntima, não à brandura ou dureza dos atos e das palavras expressas. Ele nunca disse que é possível reprimir o pecado sem magoar e, nos casos mais obstinados, humilhar o pecador.

Quando expulsou os comerciantes do templo, Ele chicoteou "pecados" ou o corpo dos pecadores? Quando chamava os incrédulos de "raça de víboras", Ele se dirigia a noções abstratas, no ar, ou a ouvidos humanos que sentiam a dor da humilhação?

Quando disse que o molestador de crianças deveria ser jogado ao mar com uma pedra no pescoço, Ele se referia ao pescoço do pecado ou ao do pecador? O pecado, em todos os casos possíveis e imagináveis, só pode ser reprimido, punido ou combatido na pessoa do pecador, não em si mesmo e abstratamente. Discursar genericamente sobre o pecado, sem nada fazer contra o agente que o pratica, é transformar a moral numa questão de teoria, sem alcance prático.

Em segundo lugar, não têm discernimento moral. Não, pelo menos, na medida suficiente para avaliar a gravidade relativa dos atos privados e públicos, nem para distinguir entre a paixão da carne e o ódio aberto ao Espírito Santo. Mais imbuídos de moralismo sexual burguês que de autêntica inspiração evangélica, abominam, na mesma medida, a prática homossexual em si e seu uso como instrumento público de ofensa deliberada a Jesus, à Igreja, a tudo quanto é sagrado.

Não sabem a diferença entre a tentação carnal, que é humana, e o impulso de humilhar a cristandade, que é satânico. Falam de uma coisa e da outra no mesmo tom, como se o pecado contra o Espírito Santo fosse tão perdoável quanto uma fraqueza da carne, um deslize, um vício qualquer.

Assim procedendo, colocam-se numa posição logicamente insustentável. Sentindo então a própria vulnerabilidade sem perceber com clareza onde está o ponto fraco, vacilam e passam a atenuar seu discurso como quem pede licença ao adversário para ser o que é, para crer no que crê. Daí é que lhes vem o temor servil de "combater à maneira do Olavo de Carvalho", a compulsão de marcar distância daquele que não se deixa inibir por idêntica fragilidade de coração.

É verdade que o Olavo de Carvalho usa às vezes palavras duras, humilhantes. Mas ele jamais elevou sua voz em público para condenar qualquer conduta privada, por abominável que lhe parecesse. De pecados privados fala-se em privado, com discrição, prudência, compaixão. Pode-se também falar deles em público, mas genericamente, sem apontar o dedo para ninguém. E o tom, em tal circunstância, deve ser de exortação pedagógica, não de acusação.

Examinem a conduta do Olavo de Carvalho e digam se alguma vez ele se afastou dessas normas. Quando ele humilha o pecador em público, é por conta de pecados públicos, que não vêm de uma fraqueza pessoal e sim de uma ação cultural ou política racional, premeditada, maliciosa até a medula.

Homossexualismo é uma coisa, movimento gay é outra. O primeiro é um pecado da carne, o segundo é o acinte organizado, politicamente armado, feroz e sistemático, à dignidade da Igreja e do próprio Deus - algo que vai muito além até da propaganda ateística, já que esta se constitui de meras palavras e aquele de atos de poder. Atos de prepotência, calculados para humilhar, atemorizar e aviltar, preparando o caminho para a agressão física, a repressão policial e o morticínio.

O cinismo máximo dessa gente é alardear choramingando a violência pública contra os gays, estatisticamente irrisória, e alegá-la justamente contra a comunidade mais perseguida do universo, que já forneceu algumas centenas de milhões de vítimas aos rituais sangrentos dos construtores de "mundos melhores".

O indivíduo que se deixou corromper ao ponto de entregar-se a esse exercício de mendacidade psicótica com a consciência de estar servindo a uma causa humanitária está longe de poder ser atingido, na sua alma, por exortações morais, apelos à "liberdade de religião", queixas formuladas em linguagem de debate acadêmico pó- de-arroz ou mesmo argumentações racionais lindamente fundamentadas. Só uma coisa pode inibi-lo: o temor da humilhação pública, que, nas almas dos farsantes e hipócritas, é sempre exacerbado e, às vezes, seu único ponto sensível.

Sim, o Olavo de Carvalho usa às vezes palavras brutais. Mas ele o faz por premeditação pedagógica, que exclui qualquer motivação passional, especialmente o ódio, ao passo que outros só se esquivam de usar essas palavras porque têm medo de parecer malvados, porque têm horror de dar má impressão e buscam abrigo sob a capa de bom-mocismo, de desculpas evangélicas perfeitamente deslocadas, concorrendo em falsidade e hipocrisia com os próceres do gayzismo.

Cometem, aliás, o mesmo erro suicida em que os liberais brasileiros caíram desde duas décadas atrás, quando, fugindo ao exemplo do Olavo de Carvalho, preferiram debater economia de mercado com os petistas em vez de denunciar o Foro de São Paulo e sua lista de crimes. Hoje estão liquidados. A covardia é sempre má conselheira.

domingo, 29 de maio de 2011

FHC e as drogas: a opinião desastrada de um grande brasileiro. Ou: Por que a descriminação seria ainda mais desastrosa do que a legalização

FHC e as drogas: a opinião desastrada de um grande brasileiro. Ou: Por que a descriminação seria ainda mais desastrosa do que a legalização
Artigo publicado por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo

A petralhada está enchendo o meu saco, e nem poderia ser diferente. A Folha deste domingo traz uma entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em que ele faz a defesa veemente da descriminação — e não da legalização — das drogas, de todas elas. No Fantástico, a alguns milhões, defende a mesma tese. O evento que marca tanta falação é o lançamento do filme “Quebrando o Tabu”, do diretor Fernando Andrade, irmão de Luciano Huck e amigo de muita gente influente e, segundo ele, “inteligente”. Por meio dos tais mecanismos de incentivo, conseguiu arrecadar R$ 2,4 milhões, bastante dinheiro para o gênero, e não terá dificuldade nenhuma para divulgar a sua obra. Ponto parágrafo.

Vamos começar do básico. Petralhas torram a minha paciência porque, sendo quem são, sentem-se na obrigação e no dever de defender todas as bobagens que seu mestre diz. E isso os faz meter-se em operações impossíveis. A do momento consiste em justificar o “enriquecimento lícito” de Antonio Palocci. Eu não tenho partido e, sendo quem sou, não tenho tarefas. O FHC que defendo é aquele que eles dizem abominar: o do Plano Real e o da abertura da economia. E seguirei fazendo essa defesa. À medida que passa o tempo, estou cada vez mais convencido da grandeza de sua obra; quanto mais fico sabendo sobre aquele período, mais me dou conta das dificuldades que ele e a equipe do Real tiveram: trocaram as asas de um avião sem deixar o bicho cair. Salvaram o Brasil do desastre. O país só não reverencia, e a palavra seria essa, o que foi feito porque passou pelo trabalho sistemático de depredação da verdade, promovido por Lula e sua turma.

Mas não! Eu não concordo com a opinião — e se trata disto: de opinião apenas — de FHC sobre o que fazer institucionalmente com as drogas e considero a tese que ancora filme uma fraude lógica, amparada no achismo de algumas figuras de relevo internacional, como o próprio ex-presidente brasileiro e Bill Clinton, um seu homólogo americano. Aliás, note-se: segundo vejo no trailer do filme, o grande argumento de Clinton em favor da descriminação está num exemplo familiar: um irmão drogado. Aí já é fraude sentimental. A fraude lógica se expressa no argumento tolo de que, se a repressão não consegue eliminar o problema das drogas, talvez o contrário resolva; a sentimental nos informa que os drogados são pessoas que amamos (alguém sempre as ama, claro!). E daí?

Nas entrevistas, o ex-presidente faz a devida distinção entre descriminação e legalização — que é o que defende, por exemplo, a turma da Marcha da Maconha. Ok, são coisas diferentes, e penso que a simples descriminação é ainda mais temerária.

A política também é feita de oportunidades, como ele sabe muito bem — e isso nada tem a ver com oportunismo. Eu me refiro àquelas circunstâncias que Maquiavel, que ele domina melhor do que eu, chama de “Fortuna”. Esse filme pode ser excelente para a reputação do jovem diretor. Está longe de representar, no entanto, um anseio ou uma angústia coletiva. A polêmica tomará conta da imprensa e das tais redes sociais, e a ela ficará alheia a esmagadora maioria da população, que repudia a tese.

E não faço desse repúdio um juízo absoluto — “Se o povo não quer, então ele esta certo”. Eu já escrevi centenas de textos contestando cada um dos argumentos a que recorre FHC para defender a descriminação. O repúdio popular às drogas nasce de circunstâncias muito objetivas. O estado tem falhado sistematicamente em oferecer segurança pública aos mais pobres. Ainda que as drogas todas fossem legais, vendidas na farmácia ou no supermercado, o que poderia desarmar o tráfico, mantida a incúria estatal, a bandidagem mudaria de ramo e continuaria a aterrorizar a população do mesmo modo. O estado tem falhado sistematicamente em oferecer uma educação de qualidade às crianças. A descriminação das drogas, como quer FHC, ou legalização — como querem uns doidivanas —, implicará, como é óbvio, uma elevação do consumo, derivado do simples aumento da exposição dos jovens às substâncias entorpecentes. Antes que as nossas escolas consigam alfabetizar direito ou ensinar os fundamentos da língua pátria e da matemática — aqueles que até o MEC ignora —, teremos garotos e garotas fumando maconha no portão.

A expectativa do Brasil nessa área é bem outra. Não é que o país tem falhado apenas no combate às drogas. Falha, como está dito, na política de segurança pública; falha no controle das fronteiras — a chegada do óxi anuncia efeitos devastadores. A urgência, esta sim, é um plano de combate a essas substâncias. Os usuários precisam de tratamento, e os traficantes, de cadeia.

Não! Eu não endosso os pontos de vista do ex-presidente e os considero mais ideologia do que reflexão. Numa entrevista à Folha, o diretor do filme afirma que sua obra é expressão de “uma luta contra o obscurantismo” — vale dizer: ou se está com ele, ou se é obscurantista, atrasado, reacionário etc.

Nas entrevistas, FHC defende a descriminação, mas não a legalização. O tráfico continuaria proibido — ele é simpático até à possibilidade, como defende Paulo Teixeira, líder do PT na Câmara, do cultivo da maconha para uso pessoal… Pois é. Por uma razão puramente lógica, para o traficante, a descriminação, lamento dizer, é o melhor dos mundos. Se é assim, que se legalize de vez! Por quê? Como o tráfico continuaria proibido, a droga seguiria sendo uma mercadoria cara e rentável. Como o consumo estaria liberado, haveria um óbvio aumento da demanda. Dos três cenários — proibição total, descriminação e legalização total —, qualquer negociante da área escolheria o aumento da demanda e da restrição da oferta. Isso nada tem a ver com droga, mas com economia… “Ah, em Portugal, está funcionando”. Há centenas de sites e blogs portugueses que sustentam que a tese é falaciosa, uma trapaça da contabilidade criativa que tomou conta do país tanto na economia como no combate às drogas. De resto, ainda que verdade fosse, governar 11 milhões de pessoas é um tanto diferente de governar 200 milhões, a esmagadora maioria composta de pobres. E a Holanda? Respondo com uma piada: vamos copiar primeiro os moinhos e os diques…

FHC defende ainda campanhas educativas contra o consumo, o tratamento dos dependentes etc. Tudo isso pode ser feito com a legislação atual. Aliás, ninguém que se diga hoje um dependente de drogas, de qualquer uma, e queira se tratar enfrenta problema legal. Enfrenta, sim, é a falta de atendimento especializado, a menos que seja rico.

Para a esmagadora maioria dos brasileiros, essa é uma discussão de outro planeta, lá onde habita a classe média alta esclarecida, liberal nos costumes e com caixa para sustentar o desregramento temporário dos sentidos de seus pimpolhos alternativos, cheios de amigos “inteligentes” — até a hora em que eles voltam às exigências e necessidades naturais de sua classe social. Vá perguntar aos pais e mães pobres do Brasil, àqueles que enfrentam, de fato, o faroeste do dia-a-dia. Os que fumam maconha protegidos, na prática, por segurança privada não são parâmetro.

Não, eu não acho que pobreza confira autoridade intelectual ou política a quem quer que seja. Isso é coisa dos lulo-petistas e de Jean Wyllys, essa gente que continua “pobre” mesmo depois que fica rica. O que os pobres têm é uma vivência em que a droga não é uma escolha do consumidor, como é para os “bacanas”, mas uma imposição do traficante que prospera em razão da inoperância do Estado. “Mas esse argumento é favorável à legalização”, diria o pessoal da Marcha… O Brasil não vai legalizar a droga sozinho; se o fizesse, sozinho ou em grupo, haveria uma explosão desastrosa do consumo.

Caminho para a conclusão. A partir de amanhã e por uns bons dias, o Brasil terá um novo assunto: a descriminação das drogas, da maconha em particular. O filme daquele rapaz será um sucesso na classe média ilustrada e entre os ricos liberais, e os “pobres reacionários” ficarão mais ou menos indignados. Na semana passada, Lula veio a público para salvar Dilma Rousseff. Pegou mal. Ele não conseguiu oferecer a ela o refrigério necessário. Piorou as coisas. Com suas entrevistas e com o filme, FHC, involuntariamente, abre uma janela à presidente — embora tenha descascado o seu governo na convenção de ontem do PSDB.

O Brasil teve dois presidentes que mudaram o rumo de sua história: Getúlio Vargas e FHC. Pensando o que penso, digo que aquele nos deu um viés ruim, do qual não nos livramos até hoje — a tara estatista supostamente benigna —, e este nos alertou para a existência de uma sociedade mais dinâmica do que o estado, lição ainda mal assimilada. Talvez cheguemos lá.

No que diz respeito às drogas, no entanto, o erro de FHC, entendo, é grande, é gigantesco, no conteúdo e na oportunidade. Quanto aos petralhas aos quais me refiro no começo deste texto, eles continuarão a atacar a obra essencial do ex-presidente e a usar as suas opiniões sobre o tema para demonstrar que eles próprios não estão sozinhos na defesa que fazem. Pensando o que pensam sobre o ex-presidente, se procedem dessa forma, é porque pretendem, quando menos, dividir um ônus. Fossem louros, eles reivindicariam o monopólio da virtude.

PS - Eis aí. Eu não tenho aiatolás de estimação, nem FHC tem tal perfil. Nos comentários, continuarei a vetar os “drogófilos” — a democracia lhes faculta milhares de sites para fazer proselitismo; não precisam do meu — e não permitirei que a obra política de FHC seja depredada por petralhas disfarçados de indignados. Posso até parecer bobo a alguns, mas acho que não sou. Sei distinguir bem uma coisa de outra. É perfeitamente possível discordar radicalmente do ex-presidente, preservando o que tem de ser preservado; é perfeitamente possível defender a sua iniciativa (eu não defendo, como viram) sem fazer a apologia das drogas. Vocês farão a coisa certa.

Quanto aos petralhas, uma dica: aprendam o valor de pensar por conta própria. É bom admirar pessoas sem ter de justificar os seus erros. Vocês têm de defender Palocci, tarefa impossível! Nas suas cabecinhas ocas, eu teria de defender as opiniões de FHC, coisa bem mais fácil. Mas eu recuso essa facilidade porque eu lhe rendo o reconhecimento pela grande obra, não a anulação do meu pensamento em favor do seu equívoco.

Que coisa, não é? Em nome da independência, eu me recuso a defender o defensável. Porque vocês são quem são, obrigam-se a defender o indefensável. Não deve ser fácil viver com o nariz no chão!

sábado, 28 de maio de 2011

O PREÇO DE MERCADO É IGUAL AO CUSTO MARGINAL (Lucro = (PREÇO - Custo Marginal) = Zero) ou P=CMg

Schumpeter, no livro “Teoria do Desenvolvimento Econômico: uma investigação sobre lucros, capital, crédito, juro e o ciclo econômico”, escreveu: “O lucro empresarial é um excedente sobre os custos”. Ou seja: o lucro é dependente dos custos, o preço é uma constante do mercado e não se pode dizer que o preço é dependente do lucro.

Sobre preço de mercado e preço de monopólio, Adam Smith, no livro “A riqueza das nações: uma investigação sobre sua natureza e suas causas” escreveu:
O preço de monopólio é em qualquer ocasião o mais alto que se possa conseguir. Ao contrário, o preço natural, ou seja, o preço da livre concorrência é o mais baixo que se possa aceitar, não em cada ocasião, mas durante qualquer período de tempo considerável e sucessivo. O primeiro é, em qualquer ocasião, o preço mais alto que se possa extorquir dos compradores, ou que supostamente eles consentirão em pagar. O segundo é o preço mais baixo que os vendedores comumente podem aceitar se quiserem continuar a manter seu negócio.

Schumpeter e Adam Smith escreveram sobre o mesmo assunto, mas um usou o termo custo e outro usou o termo preço. Um escreveu sobre lucro e empresário e o outro citou vendedores extorquindo compradores e vice-versa.

O fato curioso da história é que a Ciência Econômica prova que o preço de mercado em equilíbrio é igual ao custo mínimo (o mais baixo que se possa aceitar). Mais que isso, a ciência econômica prova que preço de mercado é igual ao custo marginal mínimo, sem lucro garantido.

Note bem: Em Economia de mercado equilibrado, o termo preço é a mesma coisa que custo, pois o lucro tende a zero. E o mercado no qual se insere a licitação pública é um mercado que deveria ser ideal. Se esse é o mercado da licitação que, além de equilibrado, é um mercado composto por indivíduos e empresas que se pautam pelos melhores princípios da convivência humana, então o preço é igual ao custo marginal mínimo e, nesse caso, não há lucro garantido e nem direito a receber por despesas e custos indiretos de produção.

Deve-se esclarecer que: Custo marginal é o custo incorrido somente e exclusivamente na unidade a mais fabricada. É aquele custo calculado para uma empresa já instalada que já produziu mil unidades e vai produzir mais uma unidade. O custo marginal é o custo exclusivo desta última unidade, sem considerar os investimentos anteriores. Só se considera o material e a mão-de-obra aplicada na última unidade para se calcular o preço de mercado.

O que se ressalta nessa relação entre preço, custo e lucro é que o preço não é uma variável. Ele é uma constante (fixo) e sinaliza ao empresário a possibilidade de lucro. Se o empresário produzir por custo menor que o preço, então terá lucro. Caso contrário, não deverá entrar no mercado.

Por último, conclui-se que a equação que representa a relação entre lucro, preço e custo é unívoca. Não se pode colocar o lucro como variável independente. A única variável independente é o custo. O preço é uma constante que não depende das outras duas variáveis. Logo, não se pode fazer a equação P = C + L porque o lucro não é variável independente.

A variável dependente denominada lucro deve estar sempre como variável dependente do custo e limitada ao preço constante fixado pelo mercado. O preço é estabelecido pela relação entre oferta e procura e não pela relação entre custos ou lucros.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

"It Gets Better" — Ou: O filme que eu levaria à sala de aula


“It gets better!”. Ou: O filme que eu levaria à sala de aula
Artigo publicado por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo

Porque os bons e os sensatos se calam diante das aberrações e das coisas estúpidas, abrem, então, espaço para que os nem tão bons assim se façam porta-vozes do óbvio. É o que me ocorre dizer ao pensar no veto ao tal “kit gay” preparado pelo governo federal para ser distribuído às escolas.

Já apontei as impropriedades dos filmes; acusei — e quase toda a imprensa silenciou a respeito — até mesmo um erro grosseiro de matemática presente em um deles; demonstrei que não se trata de um trabalho conduzido por educadores, mas por prosélitos. E é neste ponto que reside o problema: o MEC e as ONGs envolvidas no projeto, lamento afirmar, não estão ocupados em combater a discriminação coisa nenhuma; estão empenhados, isto sim, em produzir ideologia. As pessoas reais não importam, mas a guerra de valores que eles pretendem promover. Não foi por acaso que um militante gay, defensor do kit, escreveu na Folha que a “comunidade LGBTTT” precisa “interpelar mais os heterossexuais, que vivem numa zona de conforto em relação às suas identidades sexuais e de gêneros”.

Lamento! Educação é coisa séria demais para ficar na mão de militantes. Só está assim porque Fernando Haddad, como ministro, é um falastrão irresponsável.

Ora, antes de mais nada, é preciso ficar claro que o material didático será destinado a uma esmagadora maioria de alunos que NÃO SÃO GAYS. Se existe a discriminação, e existe — chamada equivocadamente (já é ideologia!) de “homofobia” —, é preciso entender as suas razões e operar tanto na educação de quem discrimina como de quem é discriminado. Mas há de se fazê-lo sem o proselitismo de natureza sindical. Santo Deus! Há dois dias o tal Jean Wyllys (PSOL-RJ) é tratado como se fosse especialista em educação, pedagogo, psicólogo, sei lá eu. Não! Ele é um deputado gay, e isso não o torna uma voz especialmente sábia para tratar da educação pública.

Faz sentido exibir um filme em sala de aula em que o garoto se descobre bissexual e acaba concluindo que, assim, a probabilidade de ele ficar com alguém cresceu 100% — as cavalgaduras do MEC dizem “50%”? Seria essa uma das muitas manifestações do “orgulho gay”? Orgulho de quê? Por que alguém deveria se orgulhar disso — condição que, de resto, sabem todos, costuma trazer dor, solidão, desamparo? Eis o problema: a militância que orienta os filmes não está preocupada em debater tolerância e convivência entre as diferenças.

O estúdio Pixar gravou um filme com testemunhos de funcionários seus que são gays. O objetivo é combater a discriminação. Se ainda fosse professor, eu próprio o exibiria em sala de aula. Chama-se “It Gets Better”. Está com legendas em português. Assistam. Retomo depois:

Tudo o que precisa ser dito e debatido em sala de aula está aí. Em primeiríssimo lugar, resta evidente que não há uma só pessoa que escolheu ser homossexual — porque isso, afinal de contas, não é uma escolha. E essa não é uma verdade desse grupo. É uma verdade universal. Algumas pessoas são e ponto final! Não se trata, à diferença do que disse Dilma — despreparada para o debate que seu próprio governo mantém —, de uma “opção”. Não se corrige com os tabefes de Jair Bolsonaro. Fica também evidente que todas essas pessoas, em maior ou menor grau, sofreram. Antes que alguém as intimidasse com a discriminação, elas próprias se martirizavam porque se sabiam diferentes — afinal, uma minoria, sim! E o vídeo as exibe agora felizes, muitas em companhia de seus parceiros, com amigos, exercendo o seu trabalho. E insistem que as coisas podem melhorar.

O trabalho do MEC é estúpido — coisa de gente primária, despreparada, que nunca pisou numa sala de aula — porque, em vez de buscar a integração, ele discrimina; em vez de investir no núcleo que nos torna a todos — héteros, gays e aquelas letrinhas da militância para designar subgrupos — humanos respeitáveis, responsáveis, capazes de uma vida civilizada, busca alargar as diferenças. É preciso ignorar a realidade psicológica e sociológica de alunos de 15, 16 anos, idade em que mais se acentua a afirmação da masculinidade, para acreditar que uma fábula ridícula, em tom de exultação e exaltação, do garoto que se descobre bissexual vai convencer, comover ou mover alguém. O efeito, ao contrário do que se imagina, poderia ser desastroso. Os rapazes menos agressivos, independentemente de sua condição sexual, seriam alvos imediatos da chacota. Por quê? O MEC não está preocupado em dizer aos héteros que reconheçam nos homossexuais pessoas íntegras, inteiras, com direito à felicidade, às quais nada falta. E que, como todo mundo, precisam de respeito, de afeto, de compreensão. Seu objetivo é advogar a especialidade, a excepcionalidade positiva. Essa gente é tarada na “discriminação positiva”!


Faltam a essa turma que elaborou o material experiência em educação, conhecimento de causa, informação. Notem que o filme da Pixar praticamente não trata de sexo. São testemunhos de indivíduos. Os do MEC foram feitos por “sexólatras” — não se esqueçam que uma das versões inicialmente aprovadas trazia um beijo entre duas garotas, e só a profundidade da língua é que gerou debate, segundo um então auxiliar de Haddad. O objetivo não era levar informação a héteros e homos sobre a sexualidade humana; não era promover o respeito à diferença, mas fazer proselitismo de estilos de vida. Os militantes tomaram o lugar dos educadores e produziram aquela porcaria.

E esse tem sido um problema permanente da nossa democracia. O estado está sendo tomado de assalto por minorias organizadas que pretendem impor a sua pauta, independentemente da vontade da maioria e de suas instâncias de representação. É assim em todas as áreas. Os Verdes de Marina Silva acham que o Congresso não tem de se meter com meio ambiente porque isso é coisa de sua militância; os gays organizados acham que os educadores e os héteros não têm que se envolver com o material anti-homofobia porque isso é coisa de sua militância; os negros organizados acham que os não-negros não podem participar do debate de cotas porque isso é coisa de sua militância; mulheres organizadas defendem que o aborto seja decidido em plebiscito por mulheres porque isso é coisa de sua militância; os maconheiros organizados acham que os não-maconheiros não tem legitimidade para debater a descriminação de drogas porque isso é coisa de sua militância…

Vivemos a era burra da sindicalização do espírito. Um dia isso passa. Vai melhorar.

It gets better!

Por Reinaldo Azevedo

SOBRE A ARTE DE DEBATER. Ou: A NEUTRALIDADE EXISTE

Sobre a arte de debater
Artigo de Olavo de Carvalho publicado no site www.midiasemmascara.org em 26 Maio 2011

A neutralidade ante uma multidão de questões políticas é não somente possível, mas é uma condição indispensável para a tomada de posição em qualquer uma delas em particular.

No curso do meu debate com o professor Alexandre Duguin, topei com duas afirmações que andam na boca de todo mundo e passam por verdades elementares. Primeira: todos os atos humanos são politicamente comprometidos. Segunda: não existe neutralidade, tudo é tomada de posição ideológica.

A facilidade com que hoje em dia se reduz ao silêncio qualquer adversário mediante o apelo a essas premissas mostra que a mera hipótese de examinar-lhes o sentido lógico não passa pela cabeça de ninguém. Os resultados desse exame podem, no entanto, ser bastante surpreendentes:

(1) "Todo pensamento humano é politicamente orientado e motivado" é uma afirmação baseada na mera confusão entre conceito e figura de linguagem. Todos os atos humanos "podem", em tese e idealmente, ter alguma relação mais próxima ou mais remota com a política, mas nem todos podem ser "politicamente orientados e motivados" no mesmo grau e no mesmo sentido.

Nenhuma intenção política me move quando vou ao banheiro, visto minhas calças, tomo um refrigerante, como um sanduíche, ouço uma cantata de Bach, arrumo os papeis no meu escritório ou corto a grama do meu jardim (a não ser que o propósito de evitar uma invasão de cobras seja um preconceito político contra essas gentis criaturas).

A ligação dos atos humanos com a política distribui-se numa escala que vai de 100 por cento a algo como 0,00000001 por cento. Quando, por exemplo, George W. Bush fazia pipi, seria isso um ato político no mesmo grau e no mesmo sentido da declaração de guerra ao Iraque?

Com toda a evidência, a proposição "Todo pensamento humano é politicamente orientado e motivado" salta da mera notícia de uma participação que pode ser vaga e remotíssima à afirmação peremptória de uma identidade substancial perfeitamente inexistente e de uma igualdade quantitativa impossível.

Não é um conceito. É uma figura de linguagem, uma hipérbole. Como tal, não descreve nenhuma realidade objetiva, mas a ênfase que o falante deseja imprimir ao assunto - numa escala que pode ir da mera demanda de atenção até à abolição psicótica do senso das proporções.

Todos os atos humanos, por definição, participam, em grau maior ou menor, de todas as dimensões não só da vida humana, mas da existência em geral. Nenhum participa delas todas no mesmo nível e com a mesma intensidade.

Assim, afirmações do tipo "tudo é física", "tudo são átomos", "tudo é psicologia", "tudo é biologia", "tudo é teatro", "tudo é jogo", "tudo é religião", "tudo é vontade de poder", "tudo é economia", "tudo é sexo" e "Todo pensamento humano é politicamente orientado e motivado" são ao mesmo tempo irrefutáveis e vazias. Não podem ser contestadas, porque não dizem nada.

(2) A afirmação "Não existe um lugar no reino do pensamento humano que possa ser neutro em termos políticos" é uma confusão primária entre gênero e espécie: entre a política como uma das dimensões gerais da existência e as várias disputas políticas em especial, historicamente existentes aqui e ali.

Ainda que se aceitasse, ad argumentandum, a hipótese de que todos os atos humanos são políticos, isso não implicaria de maneira alguma a conclusão de que cada ser humano tem de tomar posição em todas as disputas políticas que se travam no seu tempo.

A possibilidade mesma de tomar posição implica a seleção prévia de quais disputas são relevantes e quais são indiferentes ou falsas.

A neutralidade ante uma multidão de questões políticas é não somente possível, mas é uma condição indispensável para a tomada de posição em qualquer uma delas em particular.

Os gregos chamavam "topoi" (lugares-comuns) a esses argumentos gerais que podem ser brandidos a qualquer momento, sempre com alguma eficácia, em defesa de pontos particulares. Mais eficazes ainda se tornam os lugares comuns quando não são mencionados, mas ficam implícitos, sustentando com a força de uma autoridade invisível qualquer bobagem que se queira "provar".

Descobrir as premissas ocultas dos argumentos é um requisito fundamental para a compreensão de qualquer debate público.

A mera atribuição de intenções - prática divinatória muito comum no Brasil - é um substitutivo caricatural dessa técnica. Outro é postular a filiação hipotética de uma ideia a uma corrente de pensamento qualquer e, mediante a condenação dessa corrente, dar a ideia por impugnada.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

PAGAMOS CARO PELAS OBRAS PÚBLICAS PORQUE A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA IGNORA A ESSÊNCIA DO CAPITALISMO


A essência do capitalismo é a busca do lucro, mas não é só o dono do capital que busca lucrar. O trabalhador também quer ganhar cada vez mais. Aproveitando-se disso, o dono do capital faz o trabalhador aumentar a produtividade com incentivos que o fazem trabalhar ao máximo de sua capacidade.

Os incentivos ao trabalhador funcionam como a cenoura que se amarra à frente do cavalo para motivá-lo a puxar a carroça. O animal puxa a carroça correndo atrás da cenoura, mas nunca a alcança. Porém, o mesmo processo ocorre com o dono do capital.

A metáfora da carroça da produção serve para descrever a essência do capitalismo: Assim como um animal puxa a carroça correndo atrás de um prêmio amarrado na sua cabeça, a essência do capitalismo é o dono do capital correndo atrás do lucro, alcançando-o por um momento, mas lhe escapando no momento seguinte.

O dono do capital puxa a produção correndo atrás do lucro, mas quem fica com toda a produção capitalista e com o eventual lucro é a sociedade. Porém, se a essência é a busca do lucro e não o lucro em si, então não há direito a lucro garantido.

Frise-se que lucro garantido só ocorre na existência de monopólios. Essa garantia significaria que o mercado não estaria em equilíbrio, haja vista que no equilíbrio o preço é igual ao custo marginal e, conseqüentemente, o lucro é nulo, conforme se pode constatar nos livros de economia que tratam da teoria do equilíbrio geral.

Conforme Ferguson, a teoria do equilíbrio geral foi desenvolvida de maneira mais completa pela “Escola de Lausanne”, especialmente por Leon Walras e Vilfredo Pareto. (Ver: Ferguson, C.E. Teoria microeconômica. Rio de Janeiro: Forense universitária, 1989. p. 505).

No entanto, a Administração Pública garante lucro, permite adição de custos indiretos, devolve impostos ao empresário, protege o empresário ineficiente com pagamento das despesas de posse do capital, tais como seguros, equipamentos e manutenção de escritórios de administração.

Nessas garantias indevidas de lucro, de devolução de impostos e de pagamento de custos indiretos (de logística e de inúmeros outros), a Administração Pública restringe a concorrência, pois essa apropriação de despesas e custos indiretos não faz parte do mercado em concorrência e sim do mercado monopolista. Significa um acréscimo que varia entre trinta por cento (DNIT) e duzentos por cento (Petrobrás) ao preço de mercado em concorrência.

Se algum leitor quiser constatar esses percentuais de acréscimo é só examinar os orçamentos dos objetos das licitações públicas e retirar o BDI e os custos indiretos que confirmará os percentuais citados. Não cabe citar um caso especifico porque seria denunciar um caso em benefício de muitos outros.

Logo, conclui-se que nós pagamos caro pelas obras e serviços públicos porque a Administração Pública ignora que o capitalismo não garante lucro e não remunera despesas e custos indiretos. A Administração age como se o Brasil fosse um estado socialista no qual o único proprietário dos meios de produção é o próprio estado, mas acaba transferindo vantagens aos oligopólios privados porque a propriedade, pelo menos por enquanto, ainda existe.

AMÉRICA BISSEXUAL VERSUS ISLÂMICOS: QUEM VENCE?

América bissexual versus islâmicos: quem vence?
Artigo publicado por Grace Vuoto no site www.midiasemmascara.org em 25 Maio 2011.

A história mostra que o resultado final do hedonismo coletivo não é uma maior liberdade, mas a escravização - ao pecado, ao vício, e por fim aos inimigos exteriores. A decadência moral leva inevitavelmente ao colapso social.

Na edição de abril de Harper's Bazaar, a autora bissexual Jennifer Baumgardner gaba sua capacidade de amar mulheres e/ou homens. O artigo, "De namorar uma mulher a casar com um homem", é resumido pelo subtítulo: "porque o gênero não importa." Em outras palavras, a próxima fronteira em nossas guerras culturais não é simplesmente sobre os gays terem mais direitos: agora já há uma declaração tácita de guerra contra as categorias de gênero. Refaçamos o universo a nossa imagem, defendem os renegados sexuais de nossos dias. Harper's Bazaar é uma revista de moda para o grande público e normalmente não é nem um pouco radical. A primeira revista de moda feminina do país, fundada em 1867, atende à classe média alta dos Estados Unidos e atualmente tem aproximadamente 743 000 assinantes. E no entanto, neste artigo, a sra. Baumgardner escreve candidamente sobre sua vida sexual em um tom surpreendentemente defensivo -- como se ela sentisse a necessidade de se desculpar por ter abandonado seu estilo de de vida lésbico. A autora se casa com um homem após "uma série de grandes amores com homens e mulheres." Ela quer transmitir a idéia de que seu casamento com Michael Bedrick não significa que "sua vida é uma farsa." Na verdade, seu marido realmente entende e aceita sua natureza bissexual: "Michael provou que me entende como alguém que ama mulheres e homens e não reduziu meus relacionamentos a 'fases.' "

A sra. Baumgardner revela a profundidade de seus sentimentos pelas mulheres, especiamente por sua ex-namorada, Amy Ray, integrante da dupla de música folk Indigo Girls. O relacionamento, em sua visão, era "o de duas esposas: afetuoso, saudável e igualitário." E no entanto, as emoções não foram fortes o bastante para que nenhuma das duas "estivesse disposta a abrir mão da própria cidade pela cidade da outra" - já que uma vivia em Nova Iorque e a outra em Atlanta. Elas se separaram após cinco anos juntas.

A sra. Baumgardner então se apaixonou por um homem, ficou grávida, deu à luz, terminou com aquele namorado, conheceu Michael, viveu com ele, ficou grávida de novo -- e aí subiu ao altar. No final, a autora revela que não está se declarando heterossexual, mas que estas categorias são totalmente irrelevantes: "Meu companheiro de vida é homem, mas isto não mudou minha sexualidade. Eu acredito que minha sexualidade emana de mim e não me é conferida por meu parceiro." Ela não "escolheu um time" ao se casar com Michael, explica ela; ela só "faz parte de um time."

Este é o novo mantra da América bissexual: você é que faz seu próprio corpo e pode ter parceiros de ambos os gêneros. Não há leis naturais ou morais; o universo é simplesmente o que quer que você ache dele.

Há, entretanto, um problema fundamental com esta análise, a aceitarmos a história de vida da autora como um modelo. Seus filhos têm, em última análise, pais por homens e não mulheres. Logo, devemos nos perguntar até que ponto um parceiro realiza, de fato, papéis essenciais como o de mãe e o de esposa. Mas isto significaria que temos que aceitar limites em relação ao que temos a permissão de fazer -- e para uma feminista radical como a sra. Baumgardner, isto é inaceitável, pelo menos na teoria (evidentemente, não na prática).

Este não é um simples artigo isolado. Esta ideologia bissexual torna-se cada vez mais corrente. Estamos testemunhando atualmente uma crescente promoção do estilo de vida bissexual. Seu mais notório proponente é a celebridade classe "A" Angelina Jolie. Ela atualmente é mãe de seis filhos e coabita com seu namorado, Brad Pitt. E no entanto, em várias entrevistas, ela explicou seu amor por mulheres, como a modelo Jenny Schimizu, com quem ela teve um caso apaixonado. Em sua visão, é a pessoa que ama, seja homem ou mulher, e o gênero é irrelevante. E no entanto, devemos observar que um de seus namorados é pai biológico de alguns de seus filhos (três de seus filhos têm por pai o sr. Pitt; três são adotados).

Há abundância de outros exemplos deste culto à bissexualidade. No Video Music Awards de 2003 da MTV, Madonna trocou beijos no palco com Britney Spears e Christina Aguillera. Todas as três importantes damas do pop estiveram casadas com homens e têm filhos de seus ex-maridos, mas tiveram casos passageiros com mulheres. Além disto, em 2008, a ex-cantora cristã transformada em estrela do pop Katy Perry lançou uma canção que atingiu o topo das paradas, chamada "I kissed a girl" [Beijei uma garota], que celebrava flertes de mesmo sexo enquanto se permanece em um relacionamento heterossexual. Recentemente, até a assim chamada "namoradinha" da América, a atriz premiada pela Academia Sandra Bullock, conhecida como heterossexual, se exibiu em público trocando beijos com mulheres: ela beijou a atriz Scarlett Johansson no palco, durante o Generation Award de 2010 da MTV e beijou Meryl Streep no mesmo ano no Critics Choice Awards. Portanto, a promoção da bissexualidade está disparada.


Isto revela como a revolução sexual leva, não a uma maior liberdade para os assim chamados grupos oprimidos, mas por fim a maiores níveis de perversão entre todos os cidadãos -- confirmando assim os piores medos dos tradicionalistas. Nos anos 80, quando o assunto da homossexualidade tornou-se mais corrente nos Estados Unidos, seus proponentes insistiam que o homossexual simplesmente "nasceu assim" e que se opor a este estilo de vida era cruel e impiedoso. De sua parte, os tradicionalistas sustentavam que os gays já tinham direitos suficientes nos Estados Unidos e que eles buscavam maior tolerância a fim de tornarem seu estilo de vida aceitável -- e pervasivo.

Os conservadores sociais há décadas alertam que os homossexuais em geral não buscam apenas "ser eles mesmos" mas convencer os outros a se juntarem a seu partido. Esta perspectiva é muitas vezes atacada como sendo "homofóbica". No entanto, quando examinamos nossa cultura popular atual, é óbvio que há muito passamos do ponto de simplesmente discutirmos se podemos tolerar e aceitar a homossexualidade. Ao invés disto, este comportamento agora está sendo ativamente promovido entre os heterossexuais como uma aventura exótica. Esta é uma América do vale-tudo -- uma terra onde se pode tudo.

Mas este padrão de comportamento não é tão novo quanto pode parecer. Durante os anos de declínio do Império Romano, tanto a homossexualidade quanto a bissexualidade estiveram em voga, especialmente entre as classes altas e dirigentes. Isto resultou em um nível geral de decadência que tornou o Império maduro para ser tomado - por culturas que davam mais ênfase à bravura militar e aos objetivos comunais do que à auto-gratificação individual. A história mostra que o resultado final do hedonismo coletivo não é uma maior liberdade, mas a escravização -- ao pecado, ao vício, e por fim aos inimigos exteriores. A decadência moral leva inevitavelmente ao colapso social.

Atualmente, enquanto nos imergimos em nossa glória carnal e nos consideramos "progressistas" e "livres", há um vento islâmico soprando no horizonte. Um poderoso credo de subjugação está sendo promovido firmemente por aqueles que tramam, planejam e oram enquanto saltitamos em torno alegremente.



*A Dra. Grace Vuoto é diretora executiva do Edmund Burke Institute for American Renewal.

Grace Vuoto: World Tribune, 22 de abril de 2011

Original: What next for bisexual America? Think intolerant Islamists and the last days of the Roman Empire

Tradução: DEXTRA

quarta-feira, 25 de maio de 2011

NO CAPITALISMO, A ESPERANÇA DO TRABALHADOR E A ESPERANÇA DO EMPRESÁRIO É A MESMA. NO SOCIALISMO: NÃO EXISTE ESPERANÇA


O trabalhador espera ganhar dinheiro imediatamente e um dia ser empresário ou, pelo menos, ser dono do próprio negócio. O empresário espera lucrar sempre e um dia ser monopolista. Ambos têm expectativas de direito e de poder que são regidas pela Constituição e pelo processo de produção social.

No longo prazo o lucro econômico é nulo. Esta é uma afirmação provada pela teoria econômica. Porém, é difícil de acreditar que o empresário trabalha muito em busca de um lucro que, no longo prazo, tende a zero. Mas, até mesmo Marx que combateu a extração do lucro escreveu sobre a “tendência a cair da taxa de lucro”.

Marx, apesar de ter escrito sobre essa tendência do lucro cair, teorizou um estado socialista com proibição de propriedade e de lucro. Se tivesse percebido que o lucro capitalista tende a zero e que a sociedade fica com o excedente produzido, então não teria formulado um estado totalitário apenas com o intuito de acabar com a exploração do homem pelo homem por meio da taxa de lucro que ele chamou de mais valia. (Karl Marx. O Capital ou Crítica da Economia Política).

Mesmo provado que o lucro tende a zero, o empresário sempre corre atrás do lucro. Na verdade, ele persegue o poder econômico, o poder político ou a própria esperança de vencer na vida. Porém, apesar dessa perseguição incessante ao lucro, quem fica com o benefício de todas essas iniciativas de produção é a sociedade.

A liberdade de produzir o que quiser, de aplicar capital no negócio que dá maiores taxas de retorno, de trabalhar menos, de ser servidor público, de correr ou não correr riscos, tudo isso é condição de existência na sociedade capitalista, a qual, diferente do socialismo, valoriza as iniciativas de produção privada.

A teoria desenvolvida para descrever o capitalismo é a da concorrência e a da competição. Portanto não se fala em cooperação ou ajuda ao próximo. Fala-se em ganhar, levar vantagem e vencer sempre. O dono do capital sempre busca ganhar. Essa é a esperança do homem capitalista, seja ele empresário ou trabalhador.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A JURISPRUDÊNCIA DE TRIBUNAIS DE CONTAS NÃO EXISTE PORQUE FALTA UMA DAS PARTES DO PROCESSO. TAMBÉM NÃO EXISTE JULGAMENTO JUSTO

A questão não é semântica, mas é de ausência de uma das partes no processo de controle externo. Se uma das partes não teve oportunidade de defesa e, mesmo assim, foi proferida uma sentença, então a decisão é nula. Se a decisão é nula, então não houve nem sequer uma decisão e as jurisprudências são construídas com reiteradas decisões na mesma direção.

Percebam que não há partes nos processos dos Tribunais de Contas. Quem representa o gestor acusado é o advogado ou ele próprio. Quem representa o acusador não é o Ministro ou Conselheiro porque ele é julgador. O julgador jamais pode assumir a representação de uma das partes. O erário ou é acusador ou é uma das partes no processo e, se é assim, então quem representa o erário?

Se ninguém representa o erário, nem mesmo o auditor ou o servidor analista do processo, então o erário parte do processo não se defende. Se o Ministro julga, então ele não representa o erário. Se o gestor responsável pela irregularidade será julgado pelo Ministro que seria representante do erário, então ele seria julgado pelo próprio algoz. Isso é um absurdo em termos jurídicos, mas acontece frequentemente quando o Ministro se acha representante do erário.

Logo, ou não há partes ou não há julgadores no Tribunal de Contas e, neste caso, não há jurisprudência porque a mesma não existe em processos sem partes ou sem juiz terceiro desinteressado na disputa entre partes. Portanto, a jurisprudência ou a experiência dos Tribunais de Contas, principalmente na questão do BDI injustamente pago pelo erário, de nada vale. Também pouco vale em termos de condenação de alguém.

A jurisprudência dos Tribunais de Contas poderia existir se o servidor analista fosse considerado Promotor de Controle Externo - PCE. Mas se ele assim fosse então estaria no dia do julgamento para fazer sustentação oral. Pediria condenação do gestor que desviou recursos da União, dos estados ou dos municípios.

Portanto, propõe-se que o servidor analista seja o representante do erário. Pouca coisa seria mudada nos regimentos internos dos Tribunais de Contas, mas muita coisa seria mudada em termos de julgamento, de justiça efetiva e de formação de jurisprudência.

Tanto o condenado a pagar em débito, quanto o cidadão capitalista dono do dinheiro do erário estariam satisfeitos com o processo. Atualmente, o condenado em débito é prefeito de pequena cidade ou é inexpressivo servidor público. Por que será?

domingo, 22 de maio de 2011

UM DOS MOTIVOS DO PREÇO ALTO DAS OBRAS PÚBLICAS É O ESQUECIMENTO DE QUE O EMPRESÁRIO LICITANTE É HONESTO ATÉ PROVA EM CONTRÁRIO

A dignidade, a livre iniciativa, a concorrência e o princípio da boa-fé são fundamentos constitucionais que regem a sociedade capitalista brasileira. É dentro deste arcabouço jurídico-constitucional que o empresário inovador dispõe-se a trabalhar.

Os fundamentos devem ser seguidos tanto por empresários quanto pela Administração Pública. Se todos são honestos até prova em contrário, então não há espaço para providências contra prévia má-fé nos participantes de uma licitação. Seria como considerar todos culpados de um crime que ainda não ocorreu.

A Polícia não pode presumir que todos que passam em frente (ou sempre distante dela) à Delegacia irão matar alguém. Não é assim que a sociedade funciona. A presunção que deve funcionar é a de que todos são honestos até prova contrária. A Administração Pública, da mesma maneira que a Polícia, não pode presumir que todo licitante faz conluios contra o processo licitatório.

Infelizmente, essa presunção de que todo empresário age de má-fé é a regra usual. Assim sendo, todo edital de licitação faz exigências descabidas contra o licitante. Ao invés de se preocupar com o objeto a ser comprado, a Administração ocupa-se em exigir que o empresário prove riqueza, honestidade, solidez empresarial e que, de tão seguro e confiável, nem deveria estar ali oferecendo seus serviços para ganhar dinheiro.

A Administração é tão insegura que exige cumulativamente caução de 1%, capital social mínimo de 10%, índices de liquidez superiores a 1(um) e outras provas de capacidade financeira ou técnica somente para participar da licitação. As exigências são sempre as máximas permitidas pela Lei 8.666/93.

Além disso, a Administração Pública faz exigências não permitidas pela Lei: Ou seja, exige prova dos custos do empresário, que ele mostre segredos de produção e demonstre qual o lucro final daquela futura contratação. Essas exigências de comprovação de custos do licitante não existem na Lei 8.666/93.

É como se a Administração não tivesse poder nenhum. No entanto, da mesma maneira que a Polícia tem poder para prender àquele que matar alguém, a Administração tem todo poder para punir àquele empresário que não cumprir com a oferta feita na licitação. Uma punição aplicada pela Administração é praticamente um banimento do mercado. Com tanto poder assim, não há necessidade de se prevenir contra o licitante.

São tantas exigências que a maioria de honestos afasta-se da concorrência pública. O empresário comum prefere ficar longe daquele consumidor desconfiado e poderoso. Tão poderoso que lhe pode impor pena de ficar fora do mercado por motivos banais.

O processo licitatório que deveria ser apenas uma competição normal entre iguais, transforma-se numa disputa de poderosos. Esse é o problema do preço. Uma vez estabelecido que somente poderosos participam, o preço do objeto passa a ser superfaturado. O lucro passa a ser garantido, mas o mercado não garante lucro a ninguém.

Custos de manutenção do capital são aumentados porque o poderoso representante do erário resolve pagar todos os custos que não entram no preço do objeto. O preço da licitação passa a ser o preço imposto pelos oligopolistas (maiores empresários). O preço da licitação passa a ser o preço de monopólio puro, quando deveria ser o preço da concorrência pura que é aquele em que o preço de mercado é igual ao custo direto.

Não tenha dúvida leitor, o preço de qualquer obra pública, mesmo aquele declarado de mercado pelos Tribunais de Contas, é um preço superfaturado no mínimo trinta por cento que é o percentual de acréscimo do mercado monopolizado. O mercado monopolizado é aquele que cobra preço de monopólio. Ou seja, acrescenta custos indiretos e BDI (bonificações e despesas indiretas) ao preço de mercado.

A solução é licitar objetos orçados somente com o preço de concorrência pura (só custos diretos) e sem exigências descabidas quanto ao empresário. Mas o objeto deve ser absolutamente bem descrito, orçado em todos seus custos diretos, qualificado e ser muito bem caracterizado perante o mercado. Isto é, a licitação deve ser um ambiente de confiança entre negociadores de boa-fé e amplamente público.

sábado, 21 de maio de 2011

FRANCENILDO E PALOCCI: A FÁBULA DO CASEIRO DE R$ 39 MIL E DO MINISTRO DE R$ 7,5 MILHÕES

O PT na luta de classes - Francenildo pergunta: “Por que Palocci não explicou de onde veio o dinheiro? Eu tive que explicar” (1)
Artigos publicados por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo

Há perguntas que já trazem em si a resposta, não é? Leiam o que informa Mirella D’Elia, na Veja Online. Volto em seguida:

Assim que pisou em casa, na quente manhã desta quinta-feira, Francenildo dos Santos Costa, de 28 anos, correu para pegar no colo a pequena Amanda, 3 meses. “Meu patrimônio são meus filhos, eles são a minha riqueza”, diz, semblante de felicidade, referindo-se, também ao mais velho, Thiago, de 11 anos. Fora a chegada da caçula, pouca coisa mudou desde que o então caseiro teve o sigilo bancário quebrado ilegalmente, em 2006. O episódio derrubou Antonio Palocci do Ministério da Fazenda, no governo Lula.

Enquanto Palocci multiplicou por 20 seu patrimônio em quatro anos, o piauiense diz ter como único bem - além dos filhos - um lote na cidade de Nazário, a 25 quilômetros de Teresina, onde nasceu. O terreno, comprado por 2.500 reais, hoje vale cerca de 8.000. Cinco anos depois, Francenildo continua morando de aluguel em São Sebastião, a cerca de 30 quilômetros do Congresso Nacional. Caseiro não é há tempos. Vive de bicos como jardineiro e ganha pouco mais de 1.000 reais por mês. Diz que parou de pagar 60 reais por mês ao INSS para comprar fraldas.

“Por que ele não explicou de onde veio o dinheiro? Na minha época eu tive que explicar”, disse ao site de VEJA, indagado sobre o que achava do salto patrimonial do ministro da Casa Civil. Aqui

Voltei
Muitos tenderiam a responder a Francenildo: “É porque você é pobre, e ele é rico”. Trata-se de uma explicação velha e incompleta. Muitos ricos já se deram mal na política e quebraram a cara por, digamos, ações até mais modestas do que Palocci.
A resposta é esta, Francenildo: “É porque Palocci é petista, e você não é”.

A fábula do caseiro de R$ 39 mil e do ministro de R$ 7,5 milhões (2)
No post anterior, vocês lêem trecho de reportagem da Veja Online em que o caseiro Francenildo faz uma pergunta sobre o caso Palocci: Por que ele não explicou de onde veio o dinheiro? Eu tive de explicar”.

Com uma pergunta muito simples e uma constatação, esse rapaz desconstrói, mais uma vez, Antonio Palocci. É isto: por que o coitado teve de explicar tudinho, e o nababo não precisa explicar coisa nenhuma?

O fato é que o ressurgimento de Palocci no noticiário, não exatamente nas páginas do jornalismo de exaltação, lembra-nos a barbaridade que foi o caso Francenildo, não é mesmo? Um homem pobre, simples, que pertence àquele tal “povão” tão exaltado por Lula, quase foi esmagado pela soma das máquinas do estado e do partido oficial. Teve seus direitos constitucinais violados. Pecado: ele tinha R$ 39 mil na conta e era alguém que testemunhara que o então poderosíssimo ministro da Fazenda freqüentava uma casa de pecados, também os políticos, em Brasília.

O caseiro, de fato, derrubou o ministro — que, como se vê, não ficou na chuva. Eleito logo depois, montou a sua “consultoria” e juntou a fortuna à fama. O que teve seus direitos constitucionais violados vai receber, não havendo protelação, R$ 500 mil de indenização. O então ministro que bisbilhotou a sua conta ganhou uma bolada como consultor, tanto que torrou R$ 7,5 milhões em dois imóveis.

Não é luta de classes no molde marxista exatamente. Estamos diante de um troço diferente. Os petistas formam a nova aristocracia brasileira. Como se sabe, por laços de parentesco e simpatias partidárias, ela tem direito até a passaportes diplomáticos.

Ah, sim: a jornalista que “bateu o fio” para o então ministro sobre a grana do caseiro, Helena Chagas, é a chefona da área de comunicação do governo. Exerceu o mesmo papel na campanha de Dilma. Por indicação de Palocci.

Desta feita, o algoz de Palocci, tudo indica, não é um caseiro, mas um “companheiro”. Quem? A esta altura, o ministro já conhece o preço do bom comportamento com quem o tem na mira. Francenildo se danou apenas porque contou o que viu. Não havia pedido nada em troca.

Por Reinaldo Azevedo

SE O PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR PLC 122 FOR APROVADO, VOCÊ SERÁ EMPURRADO(A) PARA O ARMÁRIO

Empurrados para o armário
Artigo publicado por Norma Braga no site www.midiasemmascara.org em 19 Maio 2011.

Os gays são gente antes de serem gays, e vocês, apoiadores do projeto, estão invertendo isto!

Se o PLC 122 realmente for aprovado, todas as pessoas que, por motivos diversos, não consideram a homossexualidade algo saudável e natural serão empurradas para o armário: não só religiosos mas também psicólogos, psiquiatras, cientistas, sociólogos etc. terão de tapar a boca em público quando o assunto for a prática homossexual. Um singelo "a homossexualidade é uma forma de sexualidade infantilizada" (como já ouvi) será tratado como se fosse o porrete da Ku Klux Klan.

Você ainda duvida? Pois é o que dizem os próprios militantes gays, em notícia do site Mix Brasil da Uol. Leia com cuidado:

A senadora Marta Suplicy, do PT, atual relatora do PLC 122 _a lei que pretende criminalizar a homofobia no Brasil_ fez uma alteração substancial no texto que tramita no Senado Federal. Na prática, a alteração permite que pregações em templos e igrejas condenem a homossexualidade. É a forma encontrada pela Senadora e seus assessores para que o texto do PLC 122 passe pela barricada formada pelos parlamentares evangélicos.

Agora o projeto deixa claro que a lei não se aplicará a templos religiosos, pregações ou quaisquer outros itens ligados a [sic] fé, desde que não incitem a [sic] violência. O novo parágrafo diz: "O disposto no capítulo deste artigo não se aplica à manifestação pacífica de pensamento fundada na liberdade de consciência e de crença de que trata o inciso 6° do artigo 5° (da Constituição)".

A liberdade de pregação e culto contra a homossexualidade, preservada pelo novo texto, não inclui as mídias eletrônicas. Isso é: continua vetado [sic], sob pena de multa, textos, vídeos e falas que condenem a homossexualidade publicados em sites ou transmitidos pela TV.

O conteúdo da notícia é um completo absurdo. Em primeiro lugar, dá a entender que antes o projeto realmente não protegia a expressão dentro das igrejas. Isso é ANTICONSTITUCIONAL, pois a liberdade de consciência e de crença está assegurada pela Constituição brasileira. Em segundo lugar, depois dessa concessão magnânima (que já estava na Constituição), impede que essa liberdade seja exercida fora do armário, ou seja, em público, tanto na mídia quanto nas ruas (pois haverá sempre o risco de denúncia por parte de um militante de plantão). Isso também é ANTICONSTITUCIONAL. Em vez de simplesmente proteger a pessoa homossexual, o projeto força todo mundo, de uma canetada só, a dar um OK para o comportamento homossexual até das formas mais impessoais possíveis, prevendo sanção (prisão e multa!) a "qualquer ação (...) contrangedora (...) ou vexatória de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica" (art. 20) contra a orientação sexual. (Definam "constrangedora" e "vexatória", por favor!) Isso é ambição demais: mandar nas consciências!

Eu compreendo que os homossexuais queiram que todo mundo ache o comportamento homossexual algo bom, normal, bonito até. Compreendo mesmo. Se eu fosse gay, também ia querer isso, óbvio. Mas entre querer e obrigar há uma diferença. Não é? Vou explicar. Eu também queria que o cristianismo - a crença em Deus, a fé em Jesus como Filho de Deus e Salvador, o processo de santificação, a Bíblia como Palavra de Deus, tudo isso - fosse considerado bom, normal e bonito. Que maravilha seria este mundo: todos convertidos, todos cristãos! MAS E SE HOUVESSE UMA LEI QUE PROIBISSE A MANIFESTAÇÃO PÚBLICA DA CONDENAÇÃO DO CRISTIANISMO? A CONDENAÇÃO DA "CRISTOFOBIA"? Professores universitários, jornalistas, escritores, médicos, advogados, todo mundo impedido de contestar a religião cristã ou emitir opiniões anticristãs; livros de Nietzsche proibidos nas livrarias; filmes enaltecendo outras cosmovisões banidos da televisão; jornais e revistas multados ou fechados porque ousaram falar mal de um padre ou de um pastor; ateus proscritos do debate filosófico... já pensaram nisso? (Como cristã, eu não ia querer nada disso, e vocês?) Agora, coloquem "homossexualidade" no lugar de "cristianismo" e percebam o que vai acontecer.

ESSE PROJETO É UMA LOUCURA E INSTITUI A DITADURA GAY NO BRASIL. Os gays serão os intocáveis do país!

Militantes gays, parlamentares, Marta Suplicy e demais apoiadores do PLC 122: coloquem-se por um segundo no lugar das pessoas que vocês empurrarão para o armário com essa lei! Um segundo apenas!

Não custa repetir: considerar a conduta homossexual uma "heterossexualidade que não deu certo" (sorry, folks, na vida a unanimidade não é uma garantia) NÃO EQUIVALE a desprezar, odiar, maltratar e rejeitar gays. (Assim como desprezar o cristianismo não significa desprezar cristãos! Acordem!) Qualquer pessoa com um mínimo de humanidade no coração pode acolher com carinho os homossexuais em seu círculo de convivência ao mesmo tempo em que não concorda com seu estilo de vida, com sua filosofia. Eu mesma faço isso: os gays não me incomodam por serem gays. Pessoas são pessoas e nós gostamos delas também apesar do que creem e fazem. Os gays são gente antes de serem gays, e vocês, apoiadores do projeto, estão invertendo isto!

A pergunta que não quer calar: poderá um grupo intocável ficar livre da ira dos demais grupos que não são intocáveis? ESSA LEI VAI AUMENTAR TERRIVELMENTE A VIOLÊNCIA CONTRA OS HOMOSSEXUAIS. Serão criadas situações de injustiça que muitos vão querer corrigir na base da pancada. Esse projeto vai piorar a situação que vocês querem combater. A lei não serve para ninguém, pois contraria tudo o que uma lei deve ser: justa e fiel ao delicado equilíbrio de forças na sociedade, para que ninguém seja favorecido além da conta, oprimindo os demais.

No post anterior eu disse que aquelas seriam minhas últimas palavras sobre o PLC 122. Não consegui. Vou falar até o último minuto antes da aprovação dessa lei que não é lei, mas uma excrescência.

*****

Antes que venham argumentar "mas a lei da homofobia é como a lei do racismo", informo que "estar negro" é bobagem, "estar homossexual" é perfeitamente argumentável (que o digam Michael Glatze e Bob Davies). A construção identitária do homossexual é isso mesmo, uma construção. Não há nada constitutivo na homossexualidade, nada que obrigue as pessoas a escolherem parceiros do mesmo sexo. Inclusive há até mesmo os que defendem que todos nós somos, no fundo, bissexuais, assim como há quem defenda que o sexo biológico é o único que existe. Raça e ato sexual não são categorias equiparáveis! Donde se depreende que o projeto proíbe a mais leve crítica de um COMPORTAMENTO e isso é inaceitável, digno de regimes totalitários.

*Norma Braga é escritora e doutora em letras. Cristã protestante e conservadora, estuda e analisa nossa época à luz da cosmovisão cristã, denunciando as imposições do marxismo cultural.
http://normabraga.blogspot.com/

CARTEIRA DE IDENTIDADE COM CHIP - PREPARAÇÃO DO CONTROLE TOTAL DO ESTADO SOBRE O CIDADÃO - É O BIG BROTHER CHEGANDO

Carteira de identidade com chip - preparação do controle total do Estado sobre o cidadão
Análise escrita por Instituto Federalista, em 17/05/2011.

Brasileiro terá de pagar por nova carteira de identidade. Documento, que começa a ser emitido em julho, está orçado em R$ 40
O governo decidiu que os brasileiros terão de pagar pelo documento que substituirá o RG a partir de julho. O RIC (Registro de Identidade Civil) está orçado em R$ 40. O Executivo ainda tenta alternativas para reduzir esse valor a R$ 15.

Atualmente não há lei que defina cobrança pelo RG e 11 Estados, além do Distrito Federal, oferecem o documento de graça, entre eles São Paulo, Rio, Bahia e Pernambuco.

Outros 15 cobram pelo RG, de R$ 5 a R$ 28,25. Atualmente, são os próprios Estados que definem o preço do documento e que ficam com os recursos arrecadados. Também são os governos que confeccionam e vão continuar emitindo o documento.

"A gente entende que não tem por que cada Estado cobrar um valor diferente", afirmou Paulo Ayran, secretário-executivo do comitê gestor que discute o assunto no Ministério da Justiça.

O alto custo para a confecção do documento pelos Estados é o que tem atrasado a substituição progressiva do RG, lançada com pompa pelo governo Lula e inicialmente prevista para janeiro.

Segundo o governo, o custo do RIC é mais alto do que o do RG porque se trata de um cartão magnético com chip que terá certificação digital, o que permitirá usá-lo em operações na internet.

O governo federal vai bancar uma remessa de 2 milhões desses documentos, que serão distribuídos gratuitamente em todo o país. O restante terá de ser confeccionado pelos Estados e cobrado da população. Há uma disposição do Executivo de isentar da taxa os beneficiários do Bolsa Família.

O cartão sai para o governo a R$ 20 -o governo não explicou o motivo de a cobrança ser o dobro desse valor. O papel para confeccionar o atual RG custa, em média, R$ 0,01 para os Estados. O governo desistiu, por enquanto, de unificar com o RIC os números do CPF e do RG.

Para tentar baratear o custo do RIC, o governo quer criar o Fundo Nacional de Identificação Civil e obrigar os Estados a repassar parte do que arrecadarem com a emissão do novo documento a esse fundo.

Um projeto já está pronto para ser encaminhado ao Congresso. A Folha apurou que uma das propostas é que o repasse seja de 10%. O restante ficaria com os Estados.

O calendário do governo prevê que em 2012 os Estados confeccionem 8 milhões de cartões e, no ano seguinte, 20 milhões, número que irá crescendo gradativamente até que em nove anos todos os brasileiros tenham substituído seus RGs. Quando isso ocorrer, a lei que criou o RG deverá ser revogada.

Documento terá de ser trocado periodicamente
Ao contrário do documento de papel usado atualmente, o substituto do RG terá prazo de validade. O governo defende que de dez em dez anos os brasileiros troquem o documento para evitar que hackers roubem os dados armazenados em dois chips.

O projeto original previa que o RIC (Registro de Identidade Civil) fosse substituído a cada 20 anos, mas a avaliação do governo é que esse é um período muito longo para preservar as informações do cartão -que terá o número mantido na troca.

O RG de papel não tem validade. Deve ser substituído apenas quando há alteração de nome, por exemplo.

Com o novo documento, será possível fazer contratos pela internet, porque a certificação digital permite comprovar que o negócio está sendo feito com uma pessoa real. Serão usados dois chips no cartão para armazenar os dados, um deles de 64 KB e outro com 80 KB -esse último terá a certificação digital.

A capacidade de armazenamento é pequena. Um CD virgem, por exemplo, armazena quase 11mil vezes mais informação do que os chips.
Fonte: Folha de S. Paulo / Andreza Matais

Comentario IF.
Bem... começou. Na verdade, o projeto de dominação social continua. Além da extorsão – mais essa - vamos ser bem controlados, pois depois que estiver implantado, ou seja, todos tiverem a carteira chipada, o governo central vai baixar norma exigindo que a mesma seja apresentada na compra de qualquer coisa, da bala (doce...) ao carro, da camisinha à cerveja, do papel higiênico ao vinho. Em mais uns 10 ou 15 anos, quem sabe, a implantação de chips em bebês, por “motivo de segurança”...

O que facilita esse tipo de coisa é o modelo centralizado de país. O poder sempre quer mais poder.
Vamos reagir ou deixar como está para ver como é que vai ficar?

sexta-feira, 20 de maio de 2011

VEJA DOIS VÍDEOS E UM TEXTO DE REINALDO AZEVEDO SOBRE TERRORISTAS DOS ANOS 1970.



Cuidado, leitor! Abaixo, você lerá o testemunho de um assassino frio, convicto, metódico e apaixonado pela morte. Depois, você poderá até assistir a seu testemunho. E isso é só o começo

Queridos, um daqueles textos longos. Mas façam um esforço. Eles nos diz muito do passado. Mas também do presente. Leiam este relato de um assassino contando como se comportou a sua vítima.

“Eu, atrás [do banco do carro] com um fuzil Mauser 762, que é um fuzil muito bom para execução, de muita precisão. E quando ele [a vítima] chega na esquina da alameda Casa Branca, ele tinha de parar porque tinha uns dois carro (sic) na frente (…). Ele teve que parar. Quando ele parou, eu tava no banco de trás do carro e falei ‘Vou dar um tiro nele’. Peguei o fuzil, o companheiro que tava na frente, no Fusca, baixou a cabeça e já dei um primeiro tiro de fuzil. Não acertei de cheio porque eu sou destro; eu atiro nessa posição [ele mostra a maneira; notem o verbo no presente], como eu tava atrás, no Fusca, eu tive que inverter e atirei assim, então pegou aqui, de cabeça, no occipital dele, mas já começou a sangrar. Ele abre a porta do carro e sai do carro. Nós saímos. Só o motorista que não sai porque o motorista tem que ficar ali, assegurando a fuga. Saímos eu e outro companheiro. Ele sai com a metralhadora, eu saio com o fuzil. Ele [a vítima] saiu correndo em direção à feira, o companheiro metralhando ele, e eu acertando com dois, três, quatro [tiros], acertei três tiros nas costas dele, e o companheiro, com a metralhadora, acertou vários. Aí, de repente, ele caiu; quando ele caiu, eu me aproximei, e, com a última bala, a gente (sic) sempre dá o último tiro de misericórdia, que é para saber que a ação realmente foi cumprida até o fim.

O que é isso? Algumas considerações prévias. Depois volto ao testemunho do herói que fala acima.

Exibi ontem um vídeo em que o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), a Natalie Lamour do Congresso — que salta de um reality show para subestrelado —, afirma que o povo é ignorante demais para opinar sobre certos temas, especialmente quando sua opinião não coincide com a de Wyllys. Não obstante, o ex-BBB, que chegou à Câmara com uma merreca de votos, tendo Chico Alencar (PSOL-RJ) como o seu Tiririca, está sendo saudado aqui e ali como um verdadeiro pensador progressista. A palavra “povão” num texto de FHC, retirada do contexto e distorcida pelo mau-caratismo, gerou uma onda de protestos. Já a afirmação do deputado faz dele um pensador de respeito. Afinal, ele abraça uma causa considerada “do bem”. Em nome do “bem”, no Brasil, podem-se cometer os piores crimes. Pode-se, inclusive, pregar o desrespeito à democracia, tese que já começa a ser influente em certas áreas da imprensa. Sigamos.

O SBT exibe um lixo chamado “Amor e Revolução”, uma novela feita pela emissora de Silvio Bolinha de Papel Santos, aquele que quebrou um banco e saiu incólume, sem dever um tostão. Está pagando sua dívida política com o governo dia após dia, contando a história da luta armada segundo a ótica da esquerda. Assisti a dois capítulos. O didatismo bucéfalo do texto e o desempenho melancólico dos atores, tudo amarrado numa direção primária, transformam o que pretende ser um drama com muito sangue — “revolucionário” — numa comédia involuntária. Silvio Santos trocou “A Semana do Presidente”, programa com que puxou o saco de sucessivos governos, por “O Passado da Presidenta”. O resultado não poderia ser pior.

Ao fim de cada capítulo, ex-revolucionários prestam um depoimento, contando a sua história. José Dirceu já esteve lá. Aguarda-se, um dia, o testemunho da própria Dilma. Com uns 20 no Ibope, talvez ela parecesse; como a novela se arrasta entre 4 e 6 pontos, não sei, não… O autor, Tiago Santiago, já apelou até a um beijo lésbico para ver se o ibope se mexia. Nada! Ele promete outro beijo lésbico. Ainda acaba exibindo cenas de sexo explícito dos bonobos… Ai só restará sortear cartelas da Tele-Sena…

Uma das pessoas que deram seu testemunho sobre o período é um homem chamado Carlos Eugênio da Paz. Ele foi chefão da ALN (Ação Libertadora Nacional), um dos grupos terroristas mais ativos e violentos do período, comandada por Carlos Marighella.

No vídeo abaixo, de onde extraí o depoimento que abre este texto, Carlos Eugênio conta, com riqueza de detalhes, como assassinou o empresário Henning Albert Boilesen (1916-1971), então presidente do grupo Ultra, que era acusado de organizar a arrecadação de dinheiro entre empresários para financiar a Operação Banderiantes (Oban), que combatia os terroristas de esquerda. Notem bem: não estou fazendo juízo de valor neste momento. Deixo qualquer questão ideológica de lado. Peço que vocês avaliem com que desenvoltura, precisão e até entusiasmo Carlos Eugênio fala da morte. Assistam ao vídeo. Volto em seguida.

Voltei
O que mais impressiona na fala deste senhor é que ele, com todas as letras, justifica a violência que era cometida, naquele período, pelo estado, que prendeu e matou pessoas ao arrepio das leis do próprio regime militar. Carlos Eugênio deixa claro que ele próprio fazia o mesmo. Leiam este outro trecho:
“Um Tribunal Revolucionário da Ação Libertadora Nacional do qual eu fiz parte, um grupo de dez ou 12 pessoas decidiu que, se a pessoa faz parte da guerra e está do outro lado, ele merece ser executado”.

E aí se segue aquela narrativa macabra. Não há a menor sombra de arrependimento, constrangimento, pudor. Boilesen, para Carlos Eugênio, era alguém que merecia morrer — e, como se nota, com requintes de crueldade. Os torturadores do período pensavam o mesmo sobre as esquerdas. A diferença é que eles foram parar na lata de lixo da história — o que é muito bom. Já o senhor que fala acima é tido, ainda hoje, como um homem muito corajoso e um gênio militar. Atenção: sem jamais ter sido preso ou torturado, assassino confesso, Carlos Eugênio é um dos anistiados da tal Comissão de Anistia. Isso quer dizer que ainda teve direito a uma indenização, reconhecida numa das caravanas lideradas por Tarso Genro, em 13 de agosto de 2009.

Observem que quando fala sobre o modo como atira, o homem põe o verbo no presente. Parece que ainda é um apaixonado pelo fuzil Mauser, que, segundo ele, é um “fuzil muito bom para execução”. Evidenciando que nada entende da ética da guerra, mas sabe tudo sobre a morte, afirma:

“Quando ele [Boilesen] caiu, eu me aproximei, e, com a última bala, a gente (sic) sempre dá o último tiro de misericórdia, que é para saber que a ação realmente foi cumprida até o fim.”

Percebam:

“A gente sempre dá [verbo no presente] o último tiro…” Atenção! Tiro de misericórdia, como o nome diz, é aquele disparado para encerrar o sofrimento da vítima, mesmo inimiga, não para “saber se a missão foi realmente cumprida”. É asqueroso!

O “anistiado” e indenizado Carlos Eugênio deixa claro que ele era apenas a outra face perversa da tortura. Leiam:
“Em tempo de exceção, você tem tribunal de exceção. Eles não tinham o deles lá, que condenava a gente à morte, informalmente? A gente nunca condenou ninguém à morte informalmente. Nós deixamos um panfleto no local dizendo por que ele tinha sido condenado à morte, o que é que ele fazia…”

Viram? Para ele, um tribunal da ALN nada tinha de “informal”! Reconhece, ao menos, que era de exceção. Aí está o retrato da democracia que teriam construído se tivessem vencido a guerra. Com esse humanismo, com essa coragem, com essa ética.

Mais um assassinato
Foi seu único crime? Não! Ele já confessou num texto que tem sangue pingando das mãos — sem arrependimento. Aquele era o seu trabalho. O “Tribunal Revolucionário” de Carlos Eugênio também matava companheiros. No dia 19 de novembro de 2008. Augusto Nunes narrou, no Jornal do Brasil, um outro assassinato cometido pelo valentão. A vítima era Márcio Leite de Toledo, membro da cúpula da ALN. Reproduzo um trecho:

“Márcio Leite de Toledo tinha 19 anos quando foi enviado a Cuba pela Aliança Libertadora Nacional para fazer um curso de guerrilha. Ao voltar em 1970, tornou-se um dos cinco integrantes da Coordenação Nacional da ALN. Com 19 anos, lá estava Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz. Em outubro, durante uma reunião clandestina, os generais garotões souberam da morte de Joaquim Câmara Ferreira, que em novembro do ano anterior substituíra o chefe supremo Carlos Marighela, assassinado numa rua de São Paulo. Márcio propôs uma pausa na guerra antes que fossem todos exterminados.
Já desconfiado de Márcio - não era a primeira vez que divergia dos companheiros - Carlos Eugênio convenceu o restante da cúpula de que o dissidente estava prestes a traí-los e entregar à polícia o muito que sabia. Montou o tribunal que aprovou a condenação à morte e ajudou a executar a sentença no fim da tarde de dia 23 de março de 1971, no centro de São Paulo. Antes de sair para o encontro com a morte, o jovem que iria morrer escreveu que “nada o impediria de continuar combatendo”. Não imaginava que seria impedido por oito tiros.

O assassino quase sessentão admite que o crime foi um erro, mas não se arrepende do que fez. Na guerra, essas coisas acontecem, explica o justiceiro impiedoso. Depois do crime, ele se tornou muito respeitado pelos companheiros, que o conheciam pelo codinome: Clemente.”

Carlos Eugênio, acreditem, responde a Augusto, nestes termos:
“A lembrança dessa época, para mim, é lembrança de uma luta que não me arrependo de ter travado. Era uma luta armada, era dura, precisamos todos, humanistas que éramos, aviltar nossas entranhas, nosso sentimentos, nossas convicções. (…)Tenho sangue em minhas mãos? É claro que tenho. Não era pra lutar? Não era pra fazer uma guerra de guerrilhas? Dá para medir quem estava mais certo? Todos estávamos errados, pois fomos todos derrotados. (…)Mas não se esqueçam também que o sangue que escorre de minhas mãos escorre das mãos de todos aqueles que um dia escolheram o caminho das armas para libertar um povo. E que defenderam a luta armada, mesmo sem ter dado nenhum tiro (…)

Numa coisa, ao menos, ele está certo, não é? Se a pessoa integrou um bando armado, que matava, traz sangue nas mãos, ainda que não tenha dado um tiro…

Retomo
Vocês conhecem alguém mais “clemente” do que Carlos Eugênio? Não é a primeira vez que a gente assiste a um vídeo em que os terroristas de esquerda justificam os métodos que eram empregados pelos torturadores e paramilitares, deixando claro que faziam e fariam o mesmo, evidenciando que compartilhavam a mesma lógica perversa. Já exibi aqui o filme em que Franklin Martins — aquele — e seus amigos deixam claro que teriam, sim, matado o embaixador americano Chales Elbrick se o governo militar não tivesse cedido às exigências dos seqüestradores. E o fez dando gargalhadas e justificando a decisão.

Carlos Eugênio escreveu um livro chamado “Viagem á Luta Armada”, publicado em 1997. Sabem quem fez um prefácio elogioso e quase emocionado? Franklin Martins!

Marighella, o ídolo de Carlos Eugênio, escreveu até um Minimanual da Guerrilha Urbana. Lá está escrito:
“Hoje, ser “violento” ou um “terrorista” é uma qualidade que enobrece qualquer pessoa honrada, porque é um ato digno de um revolucionário engajado na luta armada contra a vergonhosa ditadura militar e suas atrocidades.”

E mais adiante:
“Esta é a razão pela qual o guerrilheiro urbano utiliza a luta e pela qual continua concentrando sua atividade no extermínio físico dos agentes da repressão, e a dedicar 24 horas do dia à expropriação dos exploradores da população.
(…)
A razão para a existência do guerrilheiro urbano, a condição básica para a qual atua e sobrevive é a de atirar. O guerrilheiro urbano tem que saber disparar bem porque é requerido por este tipo de combate.

Tiro e pontaria são água e ar de um guerrilheiro urbano. Sua perfeição na arte de atirar o fazem um tipo especial de guerrilheiro urbano - ou seja, um franco-atirador, uma categoria de combatente solitário indispensável em ações isoladas. O franco-atirador sabe como atirar, a pouca distância ou a longa distância e suas armas são apropriadas para qualquer tipo de disparo.

O sobrenome de Carlos Eugênio é “da Paz”. E seu codinome no terrorismo era “Clemente”. Essa é a paz dos clementes. Nada mais a acrescentar neste post.

Por Reinaldo Azevedo
Tags: Amor e Revolução, Carlos Eugênio da Paz

A RESSURREIÇÃO DA HUNGRIA. Ou: Vida, família, liberdade e propriedade são mais valorizados na nova constituição da Hungria.

A ressurreição da Hungria
Artigo publicado por Monsenhor Ignacio Barreiro-Carámbula no site Notícias Pró-Família em 17 de maio de 2011.

Tem havido muita discussão acerca da “Constituição da Páscoa” da Hungria, assim apelidada não só porque foi aprovada por uma grande maioria nesta segunda-feira passada de Páscoa, 25 de abril, mas também porque poderá representar uma ressurreição de valores que muitos achavam que tinham quase que desaparecido totalmente das leis da Europa.

Temos de entender a importância desse documento, e o motivo por que tantos na Europa estão em pânico por causa de sua aprovação. É um passo surpreendente numa direção muito boa, representando outro passo no que muitos acreditam é uma jornada longa e arriscada de volta às raízes da Hungria e da Europa. Contudo, o que é claro é que essa Constituição se afasta da ideologia esquerdista secular que, como uma pesada capa de chumbo, parece estar cobrindo com tanta opressão e escuridão o mundo contemporâneo.

O preâmbulo da Constituição começa com a primeira linha do hino nacional da Hungria, “Oh, Senhor, bendita seja a nação húngara”, recordando as raízes cristãs dessa nação. A Constituição continua a frisar esse tema, declarando o papel incomparável desempenhado pelo Rei Santo Estevão no estabelecimento da Hungria e reconhecendo o papel que o Cristianismo tem desempenhado em sua preservação. É também muito interessante ver como essa constituição termina: “Nós, membros do Parlamento eleito em 25 de abril de 2010, estando conscientes de nossa responsabilidade diante dos homens e diante de Deus e fazendo uso de nossos poderes para adotar uma constituição, temos por meio deste decidido a primeira e unificada Lei Fundamental da Hungria conforme consta acima”.

Tomara que legisladores mais contemporâneos confessassem que têm uma responsabilidade para com Deus!

As inovações mais importantes dessa constituição, porém, se acham no Artigo 2, que estabelece que “a vida do feto será protegida desde o momento da concepção”. Esse documento no seguinte artigo III número 3 também proíbe expressamente práticas eugênicas, bem como o uso do corpo humano ou suas partes para ganho financeiro e clonagem humana.

A consequência lógica do artigo 2 é que o aborto e outros crimes contra a vida seriam em algum momento declarados ilegais e criminalizados depois que essa constituição entrar em vigor em 1 de janeiro de 2012. Conforme estabelece essa constituição, o governo submeterá ao parlamento os atos necessários para a implementação dessa nova lei fundamental.

Como se para frisar sua seriedade acerca do respeito recentemente redescoberto pela vida humana em todas as suas fases, o governo já está conduzindo uma campanha muito eficiente de anúncios contra o aborto. Não há dúvida de que essa campanha nasceu mais da necessidade de reverter o colapso demográfico da Hungria, mas é bom ver a sensatez começando a reganhar uma posição segura na Europa Oriental.

A pergunta que muitos estão fazendo é se o governo terá a coragem de ir em frente e penalizar o crime do aborto. Eles já estão sendo atacados selvagemente por grupos pró-aborto da União Europeia e outros países, e estão sofrendo pressões para reverter as cláusulas pró-vida ou atenuá-las com outras táticas.

Alguns cristãos democráticos, que foram muito responsáveis pela inclusão desse artigo na constituição, declararam como o Dr. Imre Téglásy da filial de Human Life International nos relatou, que eles não estão prontos para fazer pressões em favor da criminalização do aborto:

“Essa é a declaração teórica com a qual temos compromisso, e é apoiada pela decisão anterior do Tribunal Constitucional também. Ao mesmo tempo estamos conscientes do fato de que não podemos impor tal lei na sociedade, pois não seria aceita pela grande maioria dela. Portanto, é nosso objetivo agora convencer as pessoas mais e mais de que a vida humana tem de ser protegida desde o momento da concepção. Nossa postura é que esta declaração teórica tem de ser incluída com clareza na constituição, e o próprio ato poderá vir a ter uma realidade logo que a opinião da maioria da sociedade mudar com relação a esse assunto”.

As tentativas de reviver leis pró-vida na Hungria estão em andamento já há algum tempo. O Tribunal Constitucional da Hungria declarou em 2000, depois que diferentes grupos pró-vida, inclusive HLI, desafiaram a validez da lei de aborto, que na verdade era inconstitucionalmente ampla e o procedimento deveria ser mais restringido. Depois dessa decisão, o parlamento fez certas mudanças cosméticas, mas essas mudanças foram em grande parte ineficientes.

Certamente, a Constituição da Páscoa poderá ser desafiada no Tribunal Europeu de Direitos Humanos, como a lei antiaborto da Polônia foi.

E numa tentativa de evitar a confusão desastrosa por causa da natureza do casamento que vem dominando o Ocidente, a nova Constituição define a família como sendo “entendida como a união conjugal de um homem e uma mulher com base em seu consentimento independente; a Hungria também protegerá a instituição da família, que ela reconhece como a base para a sobrevivência da nação”.

Na discussão do documento sobre direitos humanos, não se fez nenhuma menção à orientação sexual, de modo que não há nenhuma base constitucional para se conceder tratamento especial para os homossexuais nem para se reconhecer as uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Essa constituição também incentiva generosidade para com a vida. Primeiro, há uma cláusula estimulante que permite que os pais votem no lugar de seus filhos menores de idade. O direito de um menor por pai de “votar” será exercido por sua mãe ou outro representante legal. Desse jeito, aqueles que estão tendo filhos têm uma participação maior nas eleições da Hungria do que aqueles que não têm filhos.

Segundo, a Constituição estabelece que as contribuições de impostos dos pais sejam decididas em parte por suas despesas na criação de filhos, dando aos pais com crianças novas um alívio fiscal urgentemente necessário.

Há outras cláusulas importantes na nova Constituição. Uma estabelece a separação de Igreja e Estado, mas não uma parede absoluta de separação. Em vez disso, ela declara: “Para cumprir metas comunitárias, o Estado cooperará com as igrejas”.
Outras prometem maior liberdade econômica, tais como a cláusula de que a economia da Hungria será baseada no trabalho que cria o valor, e na liberdade dos empreendimentos comerciais. Numa época em que tantos países estão criando enormes déficits orçamentários, temos de elogiar o compromisso da Hungria para com uma administração equilibrada, transparente e sustentável de seu orçamento.

O Dr. Imre Téglásy, da filial da HLI na Hungria, desempenhou um papel importante na adoção dessa constituição por meio de suas conexões políticas e seus esforços incansáveis de moldar a opinião pública e mobilizar apoios. Como pai de dez filhos, ele já está vivendo os valores que ele promove. E bravura é uma característica da família Téglásy: o pai do Dr. Téglásy ajudou a liderar a resistência aos russos e aos comunistas em sua região durante a Revolta Húngara de 1956. Ele quase foi morto e mais tarde pagou um preço elevado nas mãos das autoridades públicas por defender a liberdade e os direitos humanos. Essa é a batalha que seu filho, nosso colaborador, continua hoje em sua defesa da vida e família.

Isso não significa que a Constituição da Páscoa é perfeita. Por exemplo, ela se beneficiaria se fosse mais precisa em certas seções. E uma análise detalhada revelará alguns artigos que ainda estão cheios da ideologia esquerdista, mas as limitações das quais esse documento sofre não tiram o mérito do fato grande de que essa constituição é um passo importante e corajoso na direção certa. A chave é a determinação do governo de implementar uma proteção eficaz da vida e família, e continuar a avançar para reconstruir uma sociedade que seja inspirada por suas melhores tradições cristãs.

Que a nova Constituição da Páscoa da Hungria verdadeiramente represente uma ressurreição desse país magnífico que sofreu tanto durante sua história.
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/news/the-resurrection-of-hungary