sábado, 30 de abril de 2011

O MODELO CAPITALISTA IDEAL É O DA CONCORRÊNCIA PURA


A ciência econômica descreve a realidade, mas propõe modelos ideais para representá-la. Todos os modelos devem ser ideais, sob pena de se estar trabalhando sem base em premissas verdadeiras. Sempre há o pressuposto de que todos agem corretamente, com dignidade e boa-fé, conforme um modelo social ideal.

Os modelos capitalistas, conforme descritos diferentemente por Smith, Marx, Keynes e Schumpeter, pretendem ser reais e ideais, mas o modelo ideal é o de lucro econômico zero no equilíbrio entre oferta e procura (modelo da Escola Austríaca).

Conforme Richard H. Leftwich (O sistema de preços e a alocação de recursos. 5. ed. São Paulo: Pioneira, 1979), os tipos de mercado são:
a) concorrência pura;
b) concorrência monopolística;
c) oligopólio;
d) monopólio puro.

- Concorrência pura são infinitos produtores e infinitos consumidores de um mesmo produto.
- Monopólio puro é somente um produtor de vários produtos e infinitos consumidores.
- Os dois tipos de mercado intermediários são:
- Concorrência monopolista (produtos diferentes com muitos produtores) e
- Oligopólio (produtos homogêneos e poucos produtores).

É importante conceituar também que:
- Custos variáveis ou diretos são aqueles que são aplicados diretamente no produto ou unidade adicional;
- Custos fixos ou indiretos não são aplicados na unidade a mais produzida;
- Custo marginal é igual à soma de todos os custos variáveis aplicados em uma unidade a mais produzida;
- Por fim, o mais importante é o seguinte conceito: O preço de mercado equilibrado é igual ao custo marginal.

O modelo capitalista da concorrência pura é o modelo ideal porque não há privilégios e a concorrência é efetiva. Nesse modelo impera o empresário inovador. Sendo o modelo ideal, então ele é aquele que a Administração Pública deve seguir para deixar o empresário inovador trabalhar livremente, pois esse é o significado dos fundamentos constitucionais da livre iniciativa e da dignidade.

Com esses pressupostos, conclui-se que a Administração Pública deveria orçar apenas com os custos variáveis ou diretos do produto ou objeto que ela quer adquirir, deixando que o empresário apresente os preços que ele considera, nas condições dele, factíveis de serem executados.

No caso de aplicação do modelo ideal, a confiabilidade na licitação seria muito maior, apareceria maior número de licitantes e os preços de obras e de serviços públicos seriam conforme preço de mercado. Além disso, haveria empresários para somar produção, satisfeitos, não dependentes do governo, que não seriam tachados de exploradores de mão-de-obra barata. Não haveria restrição ao Direito de Concorrência e não haveria benefícios apenas àqueles que iriam à licitação em busca do lucro garantido.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O QUE É PREÇO DE MERCADO




As fotografias são da Capital da Bolívia. A Igreja na frente da qual há uma feira foi iniciada em 1502 e concluída em 1548. Os vendedores da feira são concorrentes. Concorrer faz parte da natureza humana. A Constituição do Brasil reflete esse comportamento competitivo que ressalta a concorrência entre produtores para vender pelo maior preço e entre consumidores para comprar pelo menor preço.

Todos querem ganhar sempre e essa é a essência desse modelo de produção que define o preço único de mercado. O preço de mercado é um só para cada produto, seja ele material ou serviço, obra pública ou privada.

Descobrir o preço único de mercado é a principal dificuldade da Administração Pública. Dificuldade ampliada quando se percebe que a maioria dos gestores ignora que o preço de mercado é uma constante. Isto é, se o preço é de mercado, então todas as lojas vendem o mesmo produto exatamente pelo mesmo preço.

Ignorância demonstrada por conta da existência dos conceitos de preço mínimo, mediano, médio e máximo. O gestor público ignorante em Economia se pergunta: Qual deles é o preço de mercado? Ou então: O edital de licitação deve publicar o preço mínimo, mediano, médio ou máximo como preço do objeto a ser adquirido?

A dificuldade aumenta mais ainda quando se percebe que existe preço de mercado e preço de monopólio. O gestor público novamente se pergunta: O que é preço de monopólio? O que é BDI? O que é MARK-UP? O preço do edital deve ter BDI? Pode-se fixar preço máximo do edital como sendo o preço de monopólio?

A Constituição do Brasil é uma carta capitalista. Significa que todos trabalham e produzem conforme regras impostas pela propriedade dos meios de produção e que Administração Pública participa do mercado como se fosse um grande consumidor.

A organização social tem limites fixados por princípios tais como o da boa-fé, da dignidade, da igualdade e por outras normas condicionadoras das atividades econômica e social. Todos os participantes de uma licitação devem ser probos, ter boa-fé e concorrer com lealdade.

O preço proposto pelos licitantes deve ser entendido como uma oferta de preço de mercado. Todavia, tanto no texto constitucional quanto na legislação sobre licitações não há definição de preço de mercado, o qual fica subentendido como definido exclusivamente por conta dos mecanismos de mercado descritos pelos livros de Economia.

Se a definição de preço de mercado é dependente da Ciência Econômica, basicamente da Microeconomia, então a Administração Pública não pode adotar regras de licitação que vão contra as leis de formação de preço de mercado.

Também não é possível atuar previamente contra possível má-fé do licitante ou supor que os concorrentes fazem conluio para elevar o preço do objeto a ser adquirido pela Administração, haja vista que todos são inocentes até que se prove o contrário. Não há porque adotar medidas prévias contra atos ilícitos que os licitantes não devem cometer.

Os conceitos econômicos postos na Lei Magna brasileira foram estabelecidos pela concorrência mundial em um longo histórico de luta por direitos. Direitos que vão do mais desqualificado trabalhador, passando pelo trabalho especializado, pelo empresário inovador e chegando aos direitos daquele que é, exclusivamente, aplicador de capital.

Os leitores deste blog apreenderão os conceitos de preço de mercado, preço de monopólio e o relacionamento entre os custos do empresário e o preço a ser ofertado na licitação. Também verão que a Economia não é apenas a ciência do lucro, mas é uma ciência social que absorveu em seus conceitos o comportamento do ser humano que busca vantagens nas trocas e que nessa busca incessante produz e consome cada vez mais, como se isso fosse o fim último da produção social.

Perceberão que o capitalismo é uma descrição da atividade econômica estabelecida desde a primeira vez que o homem trocou mercadorias. Verificarão a diferença entre custo e despesa e entre custos direto e indireto. O entendimento correto dessa questão de quais os custos que formam o preço desfará o equívoco do gestor ignorante em Economia de adicionar despesas e custos indiretos ao preço de mercado.

É lógico que o conceito de preço depende do conceito de lucro e de risco do negócio. Mas, mais importante que todos esses conceitos, são imprescindíveis garantia de concorrência e garantia de o licitante não ser obrigado a mostrar a própria composição de custos porque isso mostra o segredo da produção pelo menor custo e desvirtua o conceito de livre competição buscado pelo processo licitatório.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

LIÇÕES DE DIPLOMACIA. Ou: A esquerda baba sobre muito sangue.

Lição de diplomacia
Artigo de Olavo de Carvalho publicado no site www.midiasemmascara.org em 26 Abril 2011.

O serviço diplomático americano em Honduras já odiava Roberto Micheletti desde muito antes do "golpe", e já estava preparado para tomar posição contra ele qualquer que fosse o curso posterior dos acontecimentos.

As mensagens confidenciais da embaixada americana sobre a queda do presidente hondurenho Manuel Zelaya, recentemente reveladas pelo Wikileaks, são um resumo didático de como funciona a política externa dos EUA hoje em dia.

Desde os primeiros momentos o embaixador, Hugo Llorens, toma partido em favor de Zelaya: "Os militares, a Suprema Corte e o Congresso nacional conspiraram em 28 de junho (2009) naquilo que foi um golpe inconstitucional e ilegal contra o Executivo. Na nossa perspectiva, não há dúvida de que a ascensão de Roberto Micheletti ao poder foi ilegítima."

Já conhecemos essa lógica. Se o presidente removido do cargo por uma decisão conjunta da Suprema Corte e do Congresso é de direita, seu impeachment é uma decisão legal irretocável. Se é de esquerda, é golpe de Estado. Pouco importa que em seguida venham eleições regulares e os supostos golpistas entreguem pacificamente o poder ao presidente eleito, como aconteceu em Honduras. Golpe de Estado é, e golpe de Estado será eternamente.

Mas, no caso, houve um detalhe a mais. O serviço diplomático americano em Honduras já odiava Roberto Micheletti desde muito antes do "golpe", e já estava preparado para tomar posição contra ele qualquer que fosse o curso posterior dos acontecimentos.

Qual o problema com Micheletti? Em mensagem confidencial assinada em 20 de agosto de 2008, o subchefe da missão diplomática americana em Tegucigalpa, Simon Henshaw, acusava-o daquilo que, aos olhos do Departamento de Estado, é o mais imperdoável dos crimes: ser "um rábido anticomunista" (v. http://www.hondurasweekly.com/international/3552-wikileaks-micheletti-made-pact-with-zelaya-on-alba).

Dificilmente, na mídia e no establishment americano, alguém escreve a palavra "anticommunist" sem fazê-la anteceder do adjetivo "rabid", que quer dizer hidrófobo, infectado de raiva canina, extremista, demente perigoso, pronto a matar pessoas a dentadas em nome de abomináveis crenças reacionárias. O efeito do rótulo incansavelmente repetido é infalível. Todos os anticomunistas são rábidos, tal é a crença geral. Babam, rosnam e dilaceram suas vítimas num paroxismo de ódio insano. Os comunistas, não. Não existe no vocabulário das altas esferas a expressão "rabid communist". Eles mataram 140 milhões de civis com uma serenidade imperturbável, movidos pelo puro amor à humanidade, sem derramar uma só gota de saliva. Aliás, para que saliva, no meio de tanto sangue?

Não obstante explicasse a conduta do então presidente da Assembléia Nacional hondurenha pelas chamas da paixão ideológica que o consumia, Henshaw, sem notar aí a mínima contradição, qualificava-o, por outro lado, como um oportunista ambicioso sem convicão própria, ávido apenas de poder, pronto a todas as concessões, inclusive aos comunistas, caso fossem do seu interesse. Micheletti, segundo Henshaw, estaria até mesmo disposto a apoiar a proposta chavista da Alternativa Bolivariana para a América Latina (ALBA) se isso lhe rendesse alguns votos. Estranha hidrofobia, essa, cujos sintomas recuavam ante o mero pensamento de vantagens hipotéticas.

Mas Henshaw não parava por aí. Micheletti, segundo ele, era tão leviano que, por qualquer vantagem, abdicaria não somente de suas convicções, mas do último resíduo de honra pessoal: "Ele é sequioso de poder, e seu desejo de tornar-se presidente é supremo. Ele viu sua candidatura e seus números nas pesquisas escapulirem de suas mãos e parece estar tão desesperado que incluiria até narcotraficantes e outros corruptos na sua chapa, só para conseguir dinheiro e apoio." Já viram um fanático menos fanático?

Curiosamente, nem Henshaw nem seu chefe, Hugo Llorens, pareciam enxergar nada de imoral em condenar um homem pela conjeturação imaginária de possíveis delitos futuros, e dar respaldo a outro a despeito de delitos então já cometidos e bem comprovados.

Àquela altura, Manuel Zelaya já estava, como continuou estando ao longo da crise, bem garantido pelo apoio do Foro de São Paulo, a coordenação estratégica do comunismo latino-americano, organização em cuja liderança brilhavam, ao lado do nosso então presidente Lula, os líderes das Farc, senhores absolutos do narcotráfico no continente.

Henshaw e Llorens, com toda a evidência, são homens desprovidos de sã consciência moral, incapazes de julgar as coisas com equanimidade e senso das proporções. Intoxicados pelo preconceito irracional contra todo anticomunismo e pela idealização bocó da esquerda mundial, dois vícios endêmicos nas esferas chiques da vida americana, jogaram todo o peso da influência do seu país em favor de um bandido apoiado por narcotraficantes, assassinos e sequestradores, enlameando ao mesmo tempo a reputação de um inocente contra o qual nada sabiam além daquilo que conjeturavam em fantasia.

Roberto Micheletti, junto com mais algumas pessoas que nada tiveram a ver com os acontecimentos e cujo único crime é serem seus amigos e parentes, está até agora proibido de entrar nos EUA, que recebem Hugo Chávez e Mahmud Ahmadinejad de braços abertos.

Que ganhou a nação americana com isso? Ganhou o desprezo dos anticomunistas e a ira dos comunistas, sempre orgulhosos de sua ingratidão para com os "companheiros de viagem" dos quais só conseguem arrancar uma parte, não a totalidade do que desejam. Por não terem reconduzido Zelaya à presidência por um ato de força (todas as intervenções imperialistas são iguais, mas algumas são mais iguais que as outras) e por haverem se contentado em aceitar o resultado das eleições, que aliás levaram ao poder um virtual protetor de Zelaya, os EUA foram acusados, por toda a esquerda latino-americana, de cumplicidade com o "golpe de Estado".

Comunista é assim: se você lhe oferece uma mão, tem de lhe dar as duas, mais os pés, a cabeça, o coração, a alma, a bolsa e a vida, caso contrário ele vai afogar você num mar de cusparadas. Ser comunista é rentável, mas o emprego de companheiro de viagem deveria pagar adicional de insalubridade.

Henshaw e Llorens fizeram jus ao dinheiro que recebem do contribuinte americano, trabalhando em favor do mal e da mentira e jogando todo mundo contra o seu país? Não sei, nem me cabe responder. Não sou um contribuinte americano. O dinheiro não é meu.

domingo, 24 de abril de 2011

DESARMAMENTO - AS ASNICES DO "ILUMINADO" FIAT FUX


As asnices do “iluminado” Fiat Fux
Artigo publicado por Leonardo Bruno no site www.midiasemmascara.org em 23 Abril 2011

Luiz Fux representa a ascensão dos medíocres, dos homens-massa nos tribunais superiores, agora servis e apaniguados com o governo federal.

O Ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux adora alardear suas origens hebréias como descendente de refugiados do holocausto nazista. "O primeiro judeu ministro do STF" é o que se vende por aí na imprensa, na mídia e até em setores da comunidade judaica, como sinal de avanço e modernidade no judiciário brasileiro. Se os ancestrais do magistrado podem ter sofrido violentas perseguições de um regime totalitário, no entanto, ao que parece, o Sr. Fux não aprendeu nada sobre as lições que seu povo guardou durante sua história. Se depender das opiniões do novo juiz, é possível que o país se torne uma verdadeira ditadura nacional-socialista, só que petista.

Em entrevista ao G1 Globo, na data do dia 15 de abril de 2011, Fux afirma que não é necessário fazer novo plebiscito para o desarmamento civil. O magistrado, que até então dizia elevar a vontade do povo como um bem supremo, acima de tudo e de todos, mudou de idéia, conforme suas conveniências ideológicas. Na reportagem, ele demagogicamente afirma:

"É um exemplo de defesa do povo contra o povo. Eu acho que o povo votou errado. Para que serve você se armar? Quando você se arma, pressupõe que se vive num ambiente beligerante. Muito melhor é uma sociedade solidária, harmônica. Eu acho que os políticos têm que avaliar o clima de insegurança do país. E já há o Estatuto do Desarmamento. Tem que fazer valer a lei, implementar políticas públicas no afã de desarmar a população. Não tem que consultar mais nada. O Brasil é um país que tem uma violência manifesta. Tem que aplicar essa lei e ter política pública de recolhimento de armas. Não [se] entra na casa das pessoas para ver se tem dengue? Tem que ter uma maneira de entrar na casa das pessoas para desarmar a população".

Na Folha de São Paulo, em 16 de abril de 2011, Fux reitera suas idiossincrasias nazi-petistas com argumentos visivelmente ridículos:

"Acho que a questão do desarmamento tem que ser resultado de ato de império do Estado. O Estado tem que decidir através de uma legislação austera. Não tem plebiscito nenhum, não tem que perguntar se o povo quer se armar, tem que desarmar o povo com legalidade." E ainda acrescenta: "Isso revelou que o povo se equivoca por falta de formação e informação. Então, isso tem que ser uma ação de Estado. O povo está lá no parlamento representado pelos seus deputados e senadores. Tem que deixar por eles, e tem que ter uma ação de Estado".

Em outras palavras, o juiz está dizendo que o referendo sobre o desarmamento, realizado em 2005, não vale absolutamente nada. Era apenas uma farsa para enganar a população. Como o magistrado acha que o povo votou contra si mesmo, logo, o "iluminado" Fux já nos receita a farmacopéia: rasgar valores constitucionais como o direito de propriedade e a inviolabilidade do domicílio e mesmo a força de lei de uma consulta popular para retirar à força, as armas legalizadas que ainda estão em poder de cidadãos honestos. Tudo em nome de um simulacro de legalidade, seja bem dito. Ou do "império do Estado". No "sapientíssimo" parecer jurídico do magistrado, usar a polícia arbitrariamente para invadir casas alheias é como "combater a dengue". Resta-nos saber se o Sr. Fux não estava com malária quando afirmou uma sandice dessas!

A opinião deste homem é de uma leviandade, de uma baixeza intelectual e de uma vulgaridade espantosa. Se o Sr. Fux se limitasse apenas a pregar as asneiras chorosas sobre desarmamento, vá lá. Ele adora aparecer na mídia. No entanto, um ministro do STF está nos brindando com uma solução totalitária para o desarmamento da população civil. Invadir casas, destruir a privacidade alheia e forçar a população honesta a entregar suas armas contra sua vontade, revogando os direitos básicos elementares de autodefesa é uma idéia que soaria familiar a Hitler e ao Partido Nazista. Algo que faz lembrar a selvageria da Kristallnacht!

Por falar em nazismo, na cabecinha vazia do ministro, a "harmonia" não é uma condição de equilíbrio, visando garantir a paz e a ordem armada contra os inimigos. É tão somente um pacifismo inócuo e vulgar, que na prática deixa os homens de bem à míngua em vista da sanha dos criminosos. Eu bem gostaria que tal lógica fosse aplicada, por exemplo, ao Estado de Israel. Como bem se sabe, os judeus, desde que se entendem por israelenses, andam armados até os dentes. Do homem à mulher, da criança ao velho, todos sabem usar uma arma e como atirar. E por quê? Por que vivem na sociedade-harmônica-de-faz-de-conta do sr. Fux? Não, porque viveram a quatro mil anos de perseguições e massacres, quase sempre desarmados. E atualmente estão cercados de inimigos por todos os lados, jurados que são de morte pelas ditaduras e terroristas islâmicos. Se Fux apregoasse desarmamento em Israel, seria internado num asilo de loucos. Ou no máximo viraria bobo da corte de alguma sinagoga.

O magistrado relata: "Para que serve você se armar? Quando você se arma, pressupõe que se vive num ambiente beligerante. Muito melhor é uma sociedade solidária, harmônica". Será que o Estado de Israel representa essa "desarmonia"? Ou quem sabe a Suíça, país também muito bem armado, embora os índices de criminalidade sejam baixíssimos? O Rio de Janeiro, com a lei do desarmamento, é um poço de "harmonia", em particular, dos traficantes, que controlam as favelas como verdadeiros feudos.

Hitler primeiramente confiscara os judeus alemães para depois deportá-los aos campos de extermínio. Bastou que o gueto de Varsóvia se armasse na Polônia ocupada, para que os judeus investissem numa luta inglória, mas extremamente traumática para a SS, impondo muitas baixas aos alemães. Se Fux fosse um magistrado alemão, provavelmente aprovaria o desarmamento, em nome da "legalidade" e do "império do Estado" nazista!

Não se está falando apenas de um ministro judeu, mas de um judeu que vive numa sociedade longe de ser "harmônica" como o Rio de Janeiro, terra dominada pelo banditismo mais infame e pelo crime organizado. Mas Fux não se contenta em desarmar a população civil. Acha que o Estado tem previsões mágicas de quem vai fazer o crime. Ele diz:

"Nos Estados Unidos, tem o monitoramento de pessoas potencialmente perigosas. Hoje, com esse acesso à internet, a esses sites de redes terroristas, pessoas desequilibradas têm acesso a informações que exacerbam seu desequilíbrio. Olha essas fitas que antecederam a essa tragédia, onde esse sujeito gravou isso? É um sujeito que não podia estar solto nunca. Tinha que ter uma medida restritiva de liberdade. Será que ninguém viu isso? Porque não acharam antes isso? Esse homem não tinha um pendor para aquilo? Será que ninguém teve oportunidade de denunciar isso? É um problema que interessa à família e ao Estado também".

Ninguém, em sã consciência, pode prever o crime. Pode-se, no máximo, evitar o crime ou preveni-lo, através de cidadãos honestos armados e polícia preparada. E quem adivinharia que ɡquele rapaz problemático e solitário faria toda aquela mortandade em Realengo? Porém, a lógica de Fux nos leva às características de um Estado policial, algo digno de NKVD soviética ou Gestapo alemã, na idéia doentia de um governo que tudo vigia e tudo vê, como gigantesco Grande Irmão. Cada indivíduo será vigiado como "potencialmente criminoso", contrariando o princípio básico da Constituição Federal e de qualquer democracia livre, da presunção de inocência. Essa barbaridade existe no sistema penal cubano, a chamada "conduta pré-delituosa": qualquer cidadão pode ser preso, se o Estado presumir subjetivamente que o indivíduo fará um crime que não cometeu!

Todavia, Fux guarda uma idolatria do tipo nazista e comunista pelo Estado. Os políticos, a burocracia governamental (incluindo o magistrado), a polícia, substancialmente, sabem mais do que nós mesmos sobre os nossos direitos e nossos interesses. Mas ele mesmo se contradiz e se enrola, quando perguntado se possui porte de arma:

"Eu sempre tive o porte de arma, mas nunca andei armado. Era importante ter o porte de arma, porque a gente ia sozinho para comarca do interior, não tinha cultura de segurança, mas eu não ia armado. Eu entendo que o povo tem que estar absolutamente desarmado. Se esse sujeito não tivesse acesso a arma e carregadores, quando muito ele entraria ali com uma faca, ia tentar matar um e todos iam correr para tentar evitar aquela tragédia".

Ou seja, o Sr. Fux se acha no direito de se armar quando se sente ameaçado. Ou melhor, quando não há "cultura de segurança" (sabe-se lá o que é isso?). Porém, ele recusa ao cidadão comum esse direito, já que a tal "cultura de segurança" já deixou de existir faz tempo neste país. Por que ele não propõe que os juízes percam o porte de armas, em nome da "sociedade harmônica, solidária"? Deve ser pelo fato de que juízes socialistas como ele se achem membros de uma casta diferenciada de toda uma população, com direitos distintos da massa. Na verdade, Fux deve se achar mais inteligente e esclarecido do que a maioria dos brasileiros que votara no referendo contra o desarmamento civil. O pior de tudo é que o direito natural de autodefesa estará sendo revogado por essa mesma classe de pessoas imbecis que diz nos oferecer justiça e segurança.

E quem disse que o assassino de Realengo comprou armas legais? Neste aspecto, o argumento do Sr. Fux é visivelmente estúpido e desonesto. O mero fato de o jovem homicida ter se armado ilegalmente apenas comprova que a legislação do desarmamento não afeta o direito de se armar dos criminosos e tampouco o crescimento da violência. De fato, a lei do desarmamento cria "cultura de segurança" sim, mas para o bandido, cônscio de que a sociedade estará inerme, sem meios para se defender. Na lógica capciosa do ministro do STF, é como se um criminoso, para arranjar um revólver ou um fuzil, necessitasse registrá-los na Polícia Federal. Dentro do mundinho estranho do Sr. Fux, os bandidos e traficantes vão usar facas, por conta das "políticas públicas" do governo. Que tal então proibir as facas?

Irresponsável, cretino, tosco, perverso. Na verdade, Luiz Fux representa a ascensão dos medíocres, dos homens-massa nos tribunais superiores, agora servis e apaniguados com o governo federal. Fux é o retrato cabal da imbecilidade monstruosa da magistratura deste país.

A PÁSCOA E OS PÉSSIMOS NEGÓCIOS

Sobre péssimos negócios
Artigo publicado por Percival Puggina no site www.midiasemmascara.org em 24 Abril 2011.

Faz um péssimo negócio quem troca por coisas perecíveis os preciosos tesouros da fé - a Páscoa por chocolate, Cristo por um coelho, o Natal por um iPad e o menino Jesus por um Papai Noel de shopping.

Tempos atrás havia um programa de tevê, desses dominicais, em auditório, no qual uma pessoa, previamente escolhida para aquela extraordinária oportunidade, era convidada a fazer, às cegas, uma série de escolhas. No desenvolvimento do programa, sem o saber, ela ia trocando, ou não, uma casa por um pé de couve, um pé de couve por uma geladeira, uma geladeira por cem mil reais e assim sucessivamente. Quem assistisse o programa torcia pela infeliz que, na maior parte das vezes, ia fazendo péssimos negócios sem o saber.

Maus negócios nos atingem o âmago do ser. É por isso que muitas profissões valem-se desse sentimento para promover a atividade a que se dedicam. "Não faça nada errado, consulte um advogado" (hoje em dia, diante de sentenças esquisitas que andam por aí, é melhor consultar direto o juiz, mas esse é outro artigo). "Construa certo, contrate um arquiteto". Há todo um marketing mobilizando as energias do interesse próprio e o natural anseio de não cairmos em esparrelas que nos prejudiquem. Nada há de errado em querer fazer bons negócios. Milhões deles são selados todo dia, mundo afora e, na sua quase totalidade, são bons porque correspondem à conveniência das partes. Aliás, é assim, sobre bons negócios, que se move a roda da economia, ao passo que as sub-primes da vida, os esbanjamento dos recursos, as trocas desvantajosas e coisas que as valham, atolam a prosperidade social no barro das espertezas, dos equívocos, das ganâncias desmedidas e dos bem medidos prejuízos.
Ao longo de nossa vida vamos fazendo, também, negócios de outro tipo. Assim, por exemplo, trocamos ou não horas de lazer por horas de estudo. Horas de trabalho por remuneração desse trabalho. O uso mais prazeroso do nosso dinheiro por plano de saúde e aposentadoria. Certos prazeres da liberdade por amor e estabilidade conjugal e familiar. Exercícios físicos e alimentação menos atraente por saúde e longevidade. E assim por diante, vida afora. Quando fazemos opções erradas, selamos maus negócios e ficamos com incontornável dano.

Pois bem, o que vale para os planos material e moral, vale igualmente para o espiritual. Também nele fazemos opções que podem redundar em bons ou em maus negócios. E o dia de hoje talvez nos forneça o melhor exemplo do que estou afirmando. Estamos no domingo de Páscoa, no domingo da Ressurreição do Senhor para os cristãos e para a tradição do Ocidente, onde é a maior festa religiosa. São Paulo dizia: "Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé". Na Ressurreição metemos o pé no estribo para a vida eterna. É nela que vencemos o aguilhão da morte. E eu não convivo de modo saudável com a ideia de que a morte, ao fim e ao cabo, seja a grande e definitiva vitoriosa sobre tudo e sobre todos.

Faz um péssimo negócio, portanto, quem troca por coisas perecíveis os preciosos tesouros da fé - a Páscoa por chocolate, Cristo por um coelho, o Natal por um iPad e o menino Jesus por um Papai Noel de shopping. Tudo isso é muito pitoresco e atraente, mas passa longe da essência da celebração, do mesmo modo que os balões e os "brigadeiros" estão na festa, mas não são a festa. Quem faz esse tipo de negócio fica como o sujeito do programa de auditório, afundado em inconscientes transações. Feliz Páscoa, então!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A PÁSCOA, JESUS E A GÊNESIS DO HOMEM CAPITALISTA QUE CARREGA O "CHIP" DE DEUS


Recebi alguns comentários no sentido de que Jesus era socialista e que exigia o homem perfeito por conta da seguinte passagem bíblica: Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste (Mateus, 5, §48). Por isso faço os seguintes comentários sobre a criação do homem sempre capitalista.

O Senhor Deus criou Adão do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego da vida e o homem passou a ser alma vivente (Gênesis, 2, § 7). Adão recebeu esta ordem: De toda árvore do jardim (do Éden) comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás porque no dia em que dela comeres certamente morrerás (Gênesis, 2, §§16e17).

Mas Adão desobedeceu e Deus lhe disse: Visto que (...) comeste da árvore proibida por mim, então maldita é a terra e em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida (Gênesis, 3, §17). Deus acrescentou ainda: No suor do rosto comerás o teu pão até que tornes à terra, pois dela foste formado. Tu és pó e ao pó tornarás (Gênesis, 3, §19).

Essas passagens bíblicas provam que o homem não foi criado perfeito. Se Adão fosse perfeito, então não teria cometido o pecado original. O planeta terra também não é perfeito e sofre de escassez. Por conta da maldição divina nosso planeta não produz tudo. Para comermos temos que trabalhar até suarmos nosso rosto e ainda temos que preservar a natureza sob pena de morrermos junto com ela.

A refutação imediata é a de que Adão era perfeito até o cometimento do pecado e que Jesus veio para nos perdoar do pecado original e depois exigir o homem perfeito. Alguns até acrescentariam que Jesus veio também para refutar a maldição de voltarmos ao pó da terra e que no futuro o homem será tão evoluído que nunca morrerá.

Ora, então porque Deus já não criou um homem perfeito, haja vista que Jesus Cristo é o próprio Deus que não erra? Por outro lado, a vida eterna depois da morte não é vida aqui na terra e Jesus promete vida e felicidade principalmente enquanto lutamos por nossa vida terrena. Se buscarmos seguir a vida perfeita de Jesus seremos muito felizes com nossas imperfeições. Se buscarmos a perfeição sem Deus, então morreremos duas vezes porque perderemos a vida eterna dada pelo perdão e perderemos a vida terrena.

De todos os defeitos ou pecados do homem, um deles, a ganância, foi colocada em nós por Deus e usada por ele mesmo para nos permitir o progresso material. É por intermédio da ganância, da ambição e da busca do lucro que a sociedade humana progride materialmente.

No sentido espiritual, progredimos quando buscamos crer na existência de Deus que intervem em nossas vidas todos os dias. Tolere os defeitos de seu próximo. Perdoe-o quando ele errar. Se perdoarmos o erro do nosso próximo, lembraremos do fato que nos prejudicou, mas não sofreremos e a humanidade progredirá materialmente e viverá sempre. Se quisermes eliminar todos os pecadores buscando o homem perfeito, então morreremos com nossos pecados e abaixo do porrete das ditaduras socialistas.

A conclusão é a de que Deus criou o homem com defeitos porque era o que melhor poderia fazer para ter um mundo mais vivo, mais feliz, movimentado e ainda preservou o livre arbítrio. O mundo só com o Adão perfeito não teria graça. O homem seria um boneco inanimado jogado nos cantos de uma casa qualquer. Seria como um homem morto.

Pois eu digo que o socialista que exige o homem perfeito quer o homem morto e o Jesus que nos ama nos quer vivos, animados, errantes e sempre procurando seu amo o Senhor Deus. Jesus ama o homem como ele é. Jesus nos ama da mesma maneira que amamos nossos filhos que crescem errando e aprendendo e que nunca serão perfeitos porque senão seriam sem graça e sem vida. O progressismo e o socialismo buscam o homem perfeito e sem Deus. A busca do homem perfeito é a morte! A Páscoa é vida! Feliz Páscoa!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

LULA DECLARA QUE PT GOVERNARÁ O PAÍS POR VINTE ANOS


Lula declara que PT vai governar o país por 20 anos
Artigo publicado por Josias de Souza no blog www.josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br


Lula antevê um futuro idílico para o PT. Estima que seu partido realizará um velho sonho do PSDB: o poder longevo.

O ex-soberano declarou à TVT, emissora gerida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que o petismo governará o Brasil por 20 anos, até 2022.

Significa dizer que, para ele, além de seus dois reinados e do mandato de Dilma Rousseff, o PT prevalecerá nas sucessões de 2014 e a de 2018.

Na entrevista, disponível no vídeo lá do alto, Lula começa discorrendo sobre reforma política e termina analisando o que chamou de “crise de identidade” do PSDB.

A certa altura, ele declara: "Quando o Fernando Henrique ganhou as eleições em 1994, eles projetaram 20 anos de governança do PSDB...”

“...E o que vai acontecer é que teremos 20 anos de governança do PT. Eles não se conformam é que o PT vai ter o tempo necessário para mudar [...] a cara do Brasil".

De volta à arena política, seu habitat natural, Lula afirmou que o PSDB tornou-se um partido sem “perfil ideológico definido”.

Acha que a “crise” vivida pelo principal antagonista do PT é tonificada por querelas estaduais e pela “disputa interna” entre José Serra, Aécio Neves e Geraldo Alckmin.

A certa altura, Lula disse que se aproxima o momento em que o PT vai voltar a vencer a disputa pela prefeitura de São Paulo.

O êxito depende, segundo ele, da montagem de uma “chapa perfeita”, com um vice à direita do PT -uma espécie de versão paulistana de José Alencar.

Considerando-se os desacertos da oposição, os vaticínios de Lula devem soar aos ouvidos de tucanos e ‘demos’ como pesadelos esperando para acontecer.

DESARMAMENTO - O MONOPÓLO DAS VAGINAS

O monopólio das vaginas
Artigo publicado por Felipe Moura Brasil no site www.midiasemmascara.com.br em 20 Abril 2011

Com ou sem armas e drogas, os bandidos e terroristas são cada vez mais bem-vindos: "Sorria, você está no Brasil". A única fronteira preocupante para o PT é a do nosso armário, contra o qual basta um referendinho de R$ 300 milhões. Ou dois.

Uma mulher de Rio Preto passou veneno na vagina e convidou o marido para o sexo oral. Tonteado com o cheiro da coisa, ele interrompeu o ato a tempo de se dirigir ao hospital mais próximo. O caso logo repercutiu na internet. A polícia investigou a tentativa de homicídio. Eu só tenho uma dúvida: onde estão os desarmamentistas? Não seria o caso de proibir as vaginas?

Em minha imaginação, alguém argumenta que letal mesmo é o veneno. Eu contraponho: o veneno é a munição; a arma é a vagina. Uma arma triplamente perigosa, porque entorpecente, estupefaciente e de fogo. Antes que seja tarde demais, convém ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, promover o primeiro referendo vaginal brasileiro. Está provado. É científico. O porte legal de vagina aumenta a criminalidade.

É hora de pôr em prática as palavras do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux:
"Não [se] entra na casa das pessoas para ver se tem dengue? Tem que ter uma maneira de entrar na casa das pessoas para desarmar a população". Tem que ter. Caso contrário, as armas pularão da gaveta e sairão atirando; ou pularão na cama e sairão envenenando; ou transmitirão doenças pelo ar. Há uma epidemia de armas legais sob o nosso nariz. O Brasil só estará seguro quando homens e mulheres de bem entregarem suas pistolas e vaginas.

O governo Dilma sabe disso. Se antes o PT não dava a menor pelota para as fronteiras, agora menos ainda. O corte no orçamento da Polícia Federal para 2011 já reduziu o efetivo desde a Amazônia até o Rio Grande do Sul. Faltam recursos para diárias de delegados e agentes, manutenção de carros, compra de combustíveis e coletes à prova de bala. Delegacias operam com menos da metade do pessoal, postos pararam de funcionar, blitzes foram suspensas, patrulhas retiradas. O oxi, um derivado da cocaína mais nocivo que o crack, veio da Bolívia e do Peru, arruinou jovens e crianças no Acre e se espalhou pelo país. Com ou sem armas e drogas, os bandidos e terroristas são cada vez mais bem-vindos: "Sorria, você está no Brasil". A única fronteira preocupante para o PT é a do nosso armário, contra o qual basta um referendinho de R$ 300 milhões. Ou dois. Ou três. Ou dez. Até o povo consentir: "Você quer trocar a sua legítima defesa por um cacho de bananas?" Siiiiiiiiiim!

Não basta, porém, facilitar a tarefa de invasores. É preciso premiá-los, como se faz na Bahia. Em 2009, o governador petista Jaques Wagner gastou R$ 161,3 mil em aluguel de ônibus para levar os sem-terra de volta ao interior após uma invasão de prédio superanimada. Em 2010, instalou quatro banheiros químicos, um tanque d'água e um barracão como "apoio logístico" para outro protesto. Agora, para comemorar o circuito de 40 fazendas invadidas, fornece 600 quilos de carne por dia, verduras, 32 banheiros químicos, dois chuveiros improvisados e toldos. A infraestrutura do trio "Abril Vermelho" aumenta a cada ano. Só faltam os camarotes com Open Bar, o Asa de Águia e o Chiclete com Banana.

A micareta nacional do PT distribui dois tipos de abadás: o dos bandidos sem causa, que podem entrar e brincar à vontade; e o dos bandidos com causa, que têm direito a banho e bufê de carne de sol. Que cidadãos armados sejam um risco para essa folia social, é evidente. Que a proibição da maconha limite a participação de jovens e crianças, também. O líder do partido na Câmara, Paulo Teixeira (SP), se dirige diretamente a esse público quando defende a liberação do plantio de maconha, dizendo que droga mesmo é um lanche do McDonald's. O líder do Senado, Humberto Costa (PE), e do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), além do Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, apoiam a discussão. A campanha "Troque o seu Big Mac por um baseado" está lançada. Ainda chegaremos ao dia do referendo "dois em um".

Camuflar a própria incompetência no combate à criminalidade, ou mesmo fomentá-la para depois culpar os homens de bem pela tragédia, é a receita básica para deixar uma sociedade doidona, de pernas abertas (mas sem veneno) para os seus governantes. Daí a tornar legal o ilegal, e ilegal o legal, é só uma questão burocrática. O petismo está adiantado. A imprensa dá cobertura. A oposição nunca foi capaz de sentir o cheiro da coisa a tempo de interromper o ato. Intelectual, moral e - sobretudo - politicamente, o Brasil se desarmou até os dentes, aumentando o coro do consentimento. Com um tantinho de persistência e uns R$ 300 milhões aqui e ali, é possível que a resposta da população não tarde:

- Você quer trocar o monopólio da sua vagina por um membro do MST?

- Siiiiiiiiiim!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O SIGNIFICADO DA PÁSCOA


Perguntei para meu filho de seis anos: O que é a páscoa? A páscoa é vida porque Jesus ressuscitou, ele disse. De fato, a Páscoa representa um rito de passagem do inverno para a primavera e foi na mesma época que Jesus morreu e ressuscitou. A Páscoa representa a passagem de um clima sombrio, com pouco sol e modorrento para um clima de flores, iluminado e com esperança de vida nova para plantas e animais.

Segundo a Wikipédia: Entre os povos da antiguidade, o fim do inverno e o começo da primavera era de extrema importância, pois estava ligado a maiores chances de sobrevivência em função do rigoroso inverno que castigava a Europa, dificultando a produção de alimentos.

O coelho, o ovo e o chocolate também são sinônimos de vida. O coelho representa a fertilidade. Nascem muitos coelhos de uma só vez e a fêmea tem período de gestação curto e seguidas vezes. O ovo também é sinal de vida tanto nas aves quanto na mulher. E o consumo de chocolate na Páscoa é coisa inventada pela sociedade capitalista, mas também com significado de vida nova para toda a família.

Jesus defendia o homem capitalista cheio de defeitos ou preferia o socialista que se considera em eterna evolução e que chegaria à perfeição a ponto de não precisar de Deus? A pergunta já está respondida, haja vista que Jesus ama o homem como ele é.

No entanto, Jesus não tinha propriedades, não era ganancioso e não era falso. Era perfeito, mas não exigia que o homem fosse perfeito. Jesus apenas oferecia perdão àqueles que errassem. Um homem assim seria meu Rei hoje, principalmente porque me perdoa, garante meus direitos naturais, não quer corrigir meus defeitos, mas me alerta que se não trabalhar pelo pão de cada dia serei punido.

O cidadão capitalista apenas quer viver com livre arbítrio, com paz, e desfrutar dos direitos naturais que são conquistados por quem trabalha. Eu sou capitalista e digo aos "socialistas" que me leem que se algum dia Jesus Cristo me disser que estou errado, então pedirei perdão. Feliz Páscoa!

Tags: significado da páscoa, páscoa cristã, chocolates, coelho de páscoa, ovos de páscoa, vida cristã, rito de passagem, família; perdão

terça-feira, 19 de abril de 2011

A legalidade paga o preço da incompetência petista que é mais perversa que a roubalheira.

Quem paga o pato da incompetência petista? A legalidade!
Artigos publicados por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo

Quando o governo brasileiro se comprometeu a fazer as obras para a Copa do Mundo e para os Olimpíadas, conhecia a legislação a que estão subordinados os empreendimentos públicos, inclusive aquela que diz respeito à fiscalização.

Por incúria, atrapalhação, inexperiência, falta de clareza etc, está tudo atrasado. E qual é a idéia genial do PT? Afrouxar a fiscalização!

Voltemos um pouquinho no tempo. Desde o seu primeiro dia na Presidência, Lula reclamou das instituições que, de algum modo, servem para pôr freio no Executivo. Nada escapou: Judiciário, Ministério Público, TCU… A imprensa, ao menos aquela que cumpre a sua função e vigia o poder, também tomou suas bordoadas.

Dilma é considerada o petismo de arestas aparadas. A proposta de se botar a lei de lado em nome da Copa do Mundo e da Olimpíada revela mais do que uma escolha conjuntural: revela uma natureza. São quem são. Não aprendem nada. Não esquecem nada. O que a experiência lhes tem dado é um senso mais refinado de representação e teatralidade.

Pensem bem: é um escândalo em sua própria natureza sugerir que o país não pode ser governado com as leis que tem — leis sob as quais eles próprios foram eleitos e com as quais vigiaram os governantes que os antecederam.

A incompetência é ainda mais perversa do que a roubalheira

Uma vez um amigo me disse que a incompetência, no serviço público, chega a ser um mal mais nefasto do que a roubalheira. Esbocei um protesto. Ele se explicou. O ladrão organizado, não raro, é competente e busca, até para encobrir o roubo, realizar as obras, o que é lastimável. Há de se repudiar com energia o “rouba, mas faz”. O problema adicional do incompetente é que, por incompetente, pode nem roubar, mas permite que se roube. E a obra não sai. Se sai, o custo do atraso se soma ao da roubalheira que o incompetente não combateu.

Vejam agora o caso das obras para a Copa do Mundo e para a Olimpíada. Foi a incompetência que determinou o atraso. E quem pode sair ganhando? A roubalheira! Se, submetidos os procedimentos a todos os processos investigativos conhecidos, as coisas são como são, imaginem o que pode vir por aí se os mecanismos de vigilância forem afrouxados.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

MAIS DECORO: "VOSSA EXCELÊNCIA É UM MACONHEIRO!"

Mais decoro: “Vossa Excelência é um maconheiro!”
Artigo publicado por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo

Eba!

O debate sobre a discriminação das drogas está assumindo um caminho interessante. O “maconheiro”, descobri, fica furioso de ser chamado de “maconheiro”. Diz que é “preconceito”. Caramba!

A tal Lei da Homofobia, como sabem, quer alterar a Lei 7716, a do racismo. Palavras, opiniões e atos supostamente ofensivos aos gays — e também a idosos e deficientes — seriam considerados crimes tão graves quanto o racismo: também renderiam cadeia e seriam imprescritíveis e inafiançáveis.

Sugiro que façam uma emenda ao texto já! Acrescente-se lá que é proibido ser “preconceituoso” com consumidores de substâncias que ainda não são lícitas… Fica bom assim? Já que se pretende meter em cana quem chama o outro de “bicha” — mas só ele for bicha; se não for, tudo bem —, fica proibido chamar um maconheiro de “maconheiro”.

Em breve, só nos restará requerer, sei lá, uma espécie de Imunidade do Indivíduo — similar à imunidade parlamentar — para que a gente possa se xingar segundo as regras do decoro:
— Vossa Excelência é uma bicha!
— Divirjo do nobre colega cidadão, que se mostra homofóbico, reacionário e canalha, com todo respeito!

Ou então:
— O nobre cidadão é um maconheiro!
— Data Vênia, excelência! E sua progenitora? É uma verdadeira agente mercantil do lenocínio!

Precisamos aprender a divergir educamente, ora!

domingo, 17 de abril de 2011

Paulo Teixeira, Dep Fed (PT-SP) - Líder do partido de Dilma defende plantio de maconha em cooperativa e diz que droga mesmo é um lanche do McDonald's

Líder do partido de Dilma defende plantio de maconha em cooperativa e diz que droga mesmo é um lanche do McDonald’s
Artigo publicado por Reinaldo Azevedo no blo www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo

A delinqüência intelectual que toma conta do debate no Brasil é estupenda. Perdeu-se qualquer compromisso com o rigor. Autoridades do estado ou autoridades políticas mandam o decoro às favas. Leiam o que segue. Comento depois. Abaixo deste post, há um outro, também sobre droga.

Por Felipe Coutinho, na Folha Online:
Na contramão do que prega o governo Dilma Rousseff, o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), defende a liberação do plantio de maconha e a criação de cooperativas formadas por usuários. Num recente debate sobre o assunto, o deputado disse que a política de “cerco” às drogas é “perversa” e gera mais violência. Dilma assumiu o governo incluindo entre suas prioridades o combate “sem tréguas” ao crime organizado e às drogas.

(…) o líder do PT na Câmara afirmou que a prisão de pequenos traficantes contribui para engrossar as fileiras das organizações criminosas. “São mães de família que, sozinhas, têm que criar os filhos e passam a vender”, disse o deputado. “As prisões têm levado a organizar a violência contra a sociedade.”

Teixeira falou sobre o assunto num debate organizado pelos grupos “Matilha Cultural” e “Desentorpecendo a Razão” em São Paulo, em 24 de fevereiro, um mês após a queda de Abramovay. Um vídeo com a íntegra da exposição foi publicado no blog do deputado e no site Hempadão (cujo título faz uma brincadeira com as palavras “hemp”, maconha em inglês, e “empadão”).
(…)
O líder do PT disse que, se comer sanduíches do McDonald’s, “talvez o maior crime”, não é proibido, o governo não poderia impedir também o plantio de maconha. “Cabe ao Estado dizer que faz mal à saúde. Não existe crime de autolesão. Se eu quero, eu posso usar, tenho direitos como usuário. E isso o Estado não pode te negar.”

Segundo ele, a forma como o governo e alguns juízes tratam as drogas é um tiro no pé: não garante a segurança nem a saúde dos usuários. A Folha fez vários pedidos de entrevista ao deputado desde 16 de março, mas sua assessoria não deu resposta.
(…)
Para o líder do PT, a proliferação do crack complicou a discussão sobre a maconha. “Ele não é o todo, ele é uma parte. É o resultado dessa política de cerco. Ele não pode interditar o debate sobre as demais drogas recreativas”.

Ao defender a regulamentação do plantio da maconha, Teixeira afirmou que isso não aumentaria a oferta da droga. “Esse cenário que as pessoas têm medo, de que “no dia em que legalizar, vão oferecer ao meu filho”, não é o futuro, é o presente. Hoje liberou geral. É mais fácil adquirir drogas na escola do que comprar antibióticos.” Aqui

Comento
Vocês sabem o que penso a respeito: ainda que fosse moralmente aceitável o estado promover as drogas, seria politicamente inviável. O Brasil não poderia fazer sozinho essa escolha.

Se grama fosse lógica, Teixeira seria Descartes. Porque é mais fácil comprar droga do que antibiótico, então ele acha que a legalização não acarretaria aumento do consumo, como se a interdição legal não criasse nenhuma barreira, especialmente para crianças e adolescentes. É de uma estupenda irresponsabilidade. Grave, para ele, é comer um lanche do McDonald’s, que, até onde sei, não altera o estado de consciência de ninguém. Em excesso, faz mal, mas muita água também pode matar um indivíduo…

Empanturrando-se daquele verde que se come - se também do verde que se fuma, isso não sei -, resolveu revogar a lei da oferta e da procura. Ele acredita que a legalização não aumentaria a oferta do produto… Na sua palestra, ele afirmou também que o seu modelo de cooperativa produziria a maconha sem lucro. Entendi: Paulo Teixeira é a favor da maconha, mas contra o lucro. É um petista!

Também me vi tentando a ir às lágrimas pensando nas pobres mães de família obrigadas a cair no tráfico, coitadinhas! Vou dar um aumento pras empregadas como demonstração de minha gratidão: “Obrigado por vocês terem resistido; eu sei que o normal seria vender maconha…”

O valente reconhece que o crack complicou um pouco as coisas e diz: “Ele não é o todo, só uma parte…” Ah, bom! Qual é a proposta? Liberar a maconha e manter proibidas as demais drogas? E como fica a tal tese da “redução da violência com o fim do tráfico”?

E não preciso que ninguém me lembre porque lembro eu mesmo. Sei que FHC, que elogio no post anterior, tem posição simpática à descriminação. Eu apóio os acertos do ex-presidente, não os seus erros. Sei também que muitos liberais - alguns são meus amigos - acham que se trata de uma questão individual: não se pode fazer uma lei impedindo alguém de se matar. Meu ponto nunca foi esse.

Eu estou convencido de que seria um desastre social, especialmente nas escolas, que já são um a lástima. O fato de a repressão não ser eficiente para eliminar a droga não implica que a liberação seja o caminho. Isso é lógica manca. Estamos apenas diante da evidência de que a política de combate é ineficiente.

Entrevista a um site de maconheiros
Abaixo, há o vídeo com a sua entrevista ao Hempadão, um site de maconheiros. Divulguem! É bom que mais gente saiba o que pensa o líder do PT. Vejam que mimo: ele acha que só existe violência associada às drogas por causa do proibicionismo. A gente deveria liberar também os homicídios no Brasil. Diminuiria a violência ligada a esse tipo de crime, né?

A pregação totalitária de Luiz Fux. Ou: Algumas sugestões reacionárias.

Algumas sugestões reacionárias Rodolfo Oliveira
Publicado por Rodolfo Oliveira no site www.midiasemmascara.com.br em 17 Abril 2011.

"Já pensou, capturar bandidos e deixá-los presos?" Enquanto Rodolfo Oliveira satiriza atitudes e argumentos dos desarmamentistas, lembrando de responsabilidades elementares dos governantes aparentemente esquecidas, Nivaldo Cordeiro comenta em vídeo mais um desses disparates: as idéias totalitárias do "sinistro" do STF Luiz Fux.

Outro dia vi pela TV o senador José Sarney, cercado de seguranças e prestes a entrar em um carro blindado, falar a jornalistas sobre o desarmamento supostamente necessário ao País. "Temos que sensibilizar a população para esta causa [o desarmamento]". Ora, eu próprio seria a favor do desarmamento, desde que eu também pudesse contar com seguranças e carros blindados 24 horas por dia, uma prerrogativa ao alcance de 0,3% da população brasileira. Como pertenço à fatia dos 99,7% de deserdados, julgo ser absolutamente idiota uma campanha que vise desarmar apenas o homem comum.

Todavia, para provar que sou um sujeito supimpa, lançarei aqui uma idéia, atenção ministro da Justiça, OAB e ONGs em geral: e que tal se nós lançássemos uma campanha que tivesse por finalidade desarmar assaltantes, estupradores e assassinos? Sim! Poderíamos, através dos mais modernos métodos de propaganda, tentar sensibilizar a categoria criminosa a entregar seus instrumentos de trabalho que tanto mal fazem à sociedade - por ano, são cerca de 50 mil brasileiros assassinados, números que fazem de qualquer Iraque um retiro espiritual.

Opa! Acabo de ser informado aqui pelos meus assessores que homicidas também lançam mão de outros instrumentos para perpetrar seus crimes, como pedras, facas e foices. Então, meus senhores, que mudemos o foco da campanha. Diante da impossibilidade de confiscarmos todas as facas de cozinha do Brasil, que tal se fizéssemos uma campanha em prol da detenção e encarceramento de elementos potencialmente perigosos à sociedade, como traficantes e assassinos em geral? Hein, hein? Do balacobaco a idéia, não? Já pensou, capturar bandidos e deixá-los presos? Seria algo como o despertar de uma nova aurora.

O quê? Minhas sugestões pecam pela falta de originalidade? Ok. E que tal uma campanha em defesa do aumento da vigilância das fronteiras brasileiras, vias de entrada de armas e drogas que alimentam a violência nas cidades? Idéia muito pequeno-burguesa ainda? E que tal se, em vez de querer restringir o comércio legal de armas - que, no Brasil, já é um dos mais restritos do mundo -, nós buscássemos coibir o comércio ilegal, aquele que não paga imposto e cujos produtos fogem a qualquer controle privado ou estatal?

Sim, leitores, sei que minhas sugestões pecam pela caretice, afinal, vejam só, onde já se viu propor a prisão de bandidos como medida para reduzir a criminalidade corrente em nosso meio? Certo está o iluminista Sarney. Uma população armada é uma população violenta, portanto, o melhor a fazer é monopolizar as armas apenas à bandidagem, deixando-as nas mãos de profissionais que entendem do assunto.

Publicado no jornal O Estado.

A pregração totalitária de Luiz Fux, por Nivaldo Cordeiro

sábado, 16 de abril de 2011

UM MINISTRO DO SUPREMO, AS ARMAS, A INTERNET E O ABORTO: TUDO ERRADO!

Um ministro do Supremo, as armas, a Internet e o aborto: tudo errado!
Artigo publicado por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo

O ministro Luiz Fux, mais novo membro do Supremo Tribunal federal, surpreende. Às vezes, para o bem; às vezes, para o mal. E isso é mau! Um ocupante dessa corte - e só há 11 pessoas lá - não poderia surpreender nunca! A razão é simples: a lei é o oposto da surpresa; é o avesso da exceção; é, em suma, a regra. Como costumo dizer, só conseguimos colocar o nariz fora da porta porque há direitos assegurados e a expectativa de seu cumprimento. E há uma aposta em que a transgressão acarretará punições ao infrator. Do outro, e o mesmo vale para ele em relação a nós, não queremos saber se gosta ou não do que está escrito. Basta que cumpra os dispositivos legais. Sigamos.

Se um ministro do Supremo começa a dizer coisas ambíguas, é o mundo do direito quee obscurece. Fux concedeu na quinta uma entrevista a Débora Santos, do Portal G1. Eu já deveria tê-la comentado aqui, mas não o fiz. A questão, no entanto, é demasiado importante para que fique sem algumas considerações. O ministro se disse favorável ao desarmamento - até aí, tudo bem; ele tem direito a uma opinião, como qualquer cidadão, mesmo não sendo um cidadão qualquer… Mas afirmou uma coisa muito estranha, segundo, ao menos, a transcrição publicada. Para ele, é desnecessário fazer um novo referendo. O país precisaria é de uma lei de recolhimento de armas. E então vêm as aspas bastante preocupantes:
“Não [se] entra na casa das pessoas para ver se tem dengue? Tem que ter uma maneira de entrar na casa das pessoas para desarmar a população”.

Epa!!! Como é que é?

Pensar por analogia, por comparação, é sempre um procedimento arriscado. Podemos entender por que tangerinas são facilmente associadas a laranjas. São dois cítricos. Se for a uma banana, já é preciso recorrer a uma categoria mais ampla: é tudo fruto. Agrupar tangerina e presunto já requer área maior: ambos são alimentos. Sob certo sentido, pode-se dizer que não há uma diferença essencial entre tangerina e cocô: é tudo matéria orgânica. Quanto mais se amplia o campo, mais arbitrária se torna a analogia. Aplicado o método ao campo do direito, chega-se facilmente ao arbítrio propriamente. Julgar, parece-me, consiste em entender a natureza particular de um caso segundo os princípios estabelecidos nos códigos.

Mesmo assim, disponho-me a pensar sobre o que diz o ministro. Se não quero deixar que alguém entre em minha casa para caçar larvas de dengue, ninguém entrará, a menos que tenha um mandado judicial. Como juiz não é um tirano, ele tem de ter uma razão - ancorada num texto legal - para conceder essa ordem: ameaça à saúde pública, à ordem pública, sei lá… E precisa de indícios, ao menos, de que isso está em curso. Numa área infestada pelo mosquito da dengue, a chance de que haja larvas na casa em questão é grande. Pois bem…

No caso da arma, ministro, como se faria? Seriam revistadas as casas de todos os brasileiros para saber se têm ou não armas? Milhões de mandados judiciais serão expedidos sem nem indício manifesto, partindo do pressuposto de que existe um arsenal escondido?

O curioso é que Fux se diz incompreendido - e afirmou que ficou algo abalado - com a reação a seu voto - CORRETÍSSIMO - no caso do Ficha Limpa. No julgamento em questão, votava-se se a lei, aprovada menos de um ano antes do pleito de 2010, poderia ou não valer para aquela eleição. É claro que não! Bastava ler o Artigo 16 da Constituição. A entrada forçada nas casas ou mesmo mandados judiciais expedidos sem causa manifesta violariam quantos dispositivos Constitucionais?

O ministro fez aquela afirmação quando a repórter lembrou que a maioria dos brasileiros foi contra a proibição da venda legal de armas. Leiam a resposta inteira:
É um exemplo de defesa do povo contra o povo. Eu acho que o povo votou errado. Para que serve você se armar? Quando você se arma, pressupõe que se vive num ambiente beligerante. Muito melhor é uma sociedade solidária, harmônica. Eu acho que os políticos têm que avaliar o clima de insegurança do país. E já há o Estatuto do Desarmamento. Tem que fazer valer a lei, implementar políticas públicas no afã de desarmar a população. Não tem que consultar mais nada. O Brasil é um país que tem uma violência manifesta. Tem que aplicar essa lei e ter política pública de recolhimento de armas. Não [se] entra na casa das pessoas para ver se tem dengue? Tem que ter uma maneira de entrar na casa das pessoas para desarmar a população.

Eu posso dizer que o povo votou errado, ele não pode! Notem que Fux acredita que é preciso defender o povo de si mesmo. Concordo! Se ele quiser um golpe de estado, por exemplo, deve ser contido. Se quiser linchar pessoas, idem. Mas não foi esse o caso, certo?

Fux acha que “muito melhor é uma sociedade solidária, harmônica”! Nem me diga! Por mim, viveríamos todos como anjos. Quem, afinal de contas, não quer o bem? Eu só espero contar com o apoio do ministro para que esse “bem” seja conquistado nos limites do que permite a Constituição do Brasil, não é? Aquela mesma que ele não quis violar no julgamento do Ficha Limpa. Aliás, ministro, a maioria dos brasileiros é ficha-limpa! O Estado não consegue é dar conta dos fichas-sujas!

“Ah, mas não exagere! O ministro não está dizendo nada disso!” Então volto ao começo. Embora ele tenha direito à opinião, como qualquer homem, ele não é um homem qualquer. Fosse um advogado de esquina, eu não estaria dando a menor pelota pra ele. Sendo quem é, sua fala pode influenciar muita gente. Eu sou contra a aplicação de uma lei de silêncio a magistrados - desde que não fiquem especulando sobre os autos. Mas acho que eles têm de tomar especial cuidado com essas falas frouxas, elásticas, lassas, que podem servir a qualquer propósito. Ademais, e por isso as analogias são ruins, uma larva da dengue é necessariamente, inescapavelmente, uma ameaça. Não é o caso da arma, ministro, porque, sozinha, ela não mata ninguém. Os que matam e não matam são indivíduos, dotados de deveres e direitos - inclusive o direito à autodefesa. Mais se diga: invadir a casa de um homem de bem para ver se há lá uma arma é coisa que qualquer covarde faz. Eu quero ver é desarmar a bandidagem que faz 50 mil vítimas por ano no país.

Internet
O ministro não se saiu melhor tratando da Internet. Comentando a tragédia de Realengo, afirmou:
“Nos Estados Unidos, tem o monitoramento de pessoas potencialmente perigosas. Hoje, com esse acesso à internet, a esses sites de redes terroristas, pessoas desequilibradas têm acesso a informações que exacerbam seu desequilíbrio. Olha essas fitas que antecederam a essa tragédia, onde esse sujeito gravou isso? É um sujeito que não podia estar solto nunca. Tinha que ter uma medida restritiva de liberdade. Será que ninguém viu isso? Por que não acharam antes isso? Esse homem não tinha um pendor para aquilo? Será que ninguém teve oportunidade de denunciar isso? É um problema que interessa à família e ao Estado também. A causa disso é o acesso que esse rapaz teve a essas redes internacionais que alimentam uma série de psicopatias. Nessa rede mundial de computadores, você tem acesso a tudo. A polícia tinha que ter, por exemplo, uma comunicação de que um sujeito acessou o site da Al Qaeda. Esse sujeito tem alguma coisa. Agora, o leite está derramado.”

Péssima resposta! Terrível! Há de haver uma razão para o monitoramento. Não pode o estado, por vontade olímpica, decidir quais sites serão ou vigiados. Sob o pretexto de se investigar as páginas de extremistas, quantas outras entrarão na lista negra? Os terroristas, os tarados e os pedófilos determinarão agora quais são as garantias dos que não são terroristas, tarados e pedófilos? Não! A Internet não fez a doença daquele rapaz! Ele já era doente! Quem teria feito a doença de Chico Picadinho? A televisão?

Aborto
Fux estava num dia infelicíssimo. Comentando o caso de aborto de fetos anencéfalos - vai ser aprovado de goleada, leitores -, afirmou:
“(…) eu li um artigo e até guardei. Essa escritora usou uma expressão forte: será que uma mãe é obrigada a ficar realizando o funeral do seu filho durante nove meses? Eu acho que isso deveria ser uma questão plebiscitária feminina. As mulheres tinham que decidir. É um consectário [resultado] do estado democrático de direito. Não podemos julgar à luz da religião, porque o estado é laico.”

Heeeinnn? Vênia máxima, trata-se, então, de uma opinião favorável è legalização do aborto incrustada da defesa do aborto de anencéfalos. Ora, se esse feto é uma “questão feminina”, o saudável também é. Logo, entende-se que o plebiscito sobre o aborto deveria ser votado apenas pelas mulheres. Parece uma questão óbvia, mas não é. E pode ter conseqüências terríveis.

Se o que está no corpo da mulher lhe pertence, seja um tumor ou um feto, ele lhe pertence na primeira semana de gestação ou na 37ª, certo? Logo, por uma questão puramente lógica, enquanto não se diz que um bebê é nascido, então ele é “coisa”. Sim, eu sou católico. Tenho o direito de sê-lo e de argumentar como tal. Mas não o exerço agora. Estou apenas empregando a lógica. Eu duvido que Fux defendesse o aborto de um feto no nono mês de gestação. Mas o seu argumento defende.

Ademais, ministro, cuidado com escritores e suas metáforas, nem sempre muito felizes.

Não! Eu acredito que a vida humana, em qualquer dos seus estágios, diz respeito aos humanos, homens e mulheres. Acho que essa é uma idéia que nos protege. As abortistas, por feministas, tivessem realmente respeito às mulheres, substituiriam a afirmação histérica da identidade por um movimento mundial contra o aborto de meninas na China. Tenham vergonha, minhas senhoras! Fazem-se milhões de sucções e curetagens por ano naquele país apenas porque há no útero uma… mulher!

Lamento, ministro Fux, isso me ofende como humano, como homem e como pai, se o senhor me der licença! E me ofende também como católico. Mas, como diz o senhor, o estado é laico. Mas não é ateu, graças a Deus!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O LIXO GUIANDO O POVO. OU: FEFELECHE, A ROCINHA DA USP, ONDE UMA MINORIA FAZ REFÉM A MAIORIA

O lixo guiando o povo. Ou: Fefeleche, a Rocinha da USP, onde uma minoria faz refém a maioria
Artigo publicado por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo
Vejam esta foto.

Viram? Agora vejam a imagem seguinte.


Há certa similaridade estrutural, não é mesmo? Noto o mesmo ardor revolucionário, a mesma disposição de afrontar os poderosos, o mesmo, como posso dizer?, aparato para o choque!

No alto, vocês vêem uma estudante da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, a famosa Fefeleche (que tem mais comunistas do que Pequim; ou melhor: em Pequim, hoje, o comunismo é proibido!), espalhando lixo pelo prédio. É isto mesmo: uma estudante da USP está virando lixeiras nos corredores da faculdade em que estuda.

Acima, o conhecidíssimo quadro de Eugène Delacroix, “A Liberdade Guiando o Povo”, pintado em 1830, homenagem à revolta liberal que depôs Carlos X. É bem verdade que foi, assim, um levante burguês, né?, e eu sinto daqui o cheiro das inclinações bolchevistas do movimento na USP… Em Delacroix, a mulher carrega a bandeira da Revolução Francesa e uma baioneta; na USP, a moça leva uma lixeira em cada mão.

Mas por que o protesto? Os servidores da limpeza da faculdade são terceirizados, e a empresa, uma tal União, atrasou os salários. Até aí, há o instrumento da greve, da passeata, do protesto, sei lá. Mas não bastou. Alguns desses funcionários decidiram espalhar lixo pelas salas e corredores, e houve estudantes que aderiram.

O Sindicato dos Funcionários da universidade também decidiu declarar greve, aí para tentar impedir que 120 servidores — a USP tem 15 mil! — da área de informática sejam transferidos para o Centro Empresarial de Santo Amaro. Outros 300 devem ir para novas unidades dentro do próprio campus. Trata-se de medida meramente administrativa. Mas o sindicato não quer. A entidade nunca consegue a adesão de mais de 5% nas greves que decreta, mas é o bastante para infernizar a vida nos estudantes que dependem dos restaurantes universitários, por exemplo.

Sandra Nitrini, diretora da FFLCH, bateu boca com os baderneiros e indagou: “Por que só na FFLCH? Por que não a FEA [Faculdade de Economia e Administração] ou a Medicina?” Ela não está sugerindo, claro!, que se faça o mesmo nessas unidades. Ela quer saber por que esse grau de degradação humana, de delinqüência política e de violência moral só acontece por ali.

Temo pela resposta, professora! Acho que os estudantes da FEA, da Medicina, da Poli, da Odonto etc estão na universidade para aprender, ter uma profissão, evoluir na vida… Essas coisas comezinhas de qualquer universidade do mundo, inclusive e sobretudo em Pequim. Boa parte da FFLCH também quer isso, mas se deixa dominar pelos vagabundos que estão ali para fazer… revolução!!!

Como não dá para chamar a polícia para prender bandido — ou o Elio Gaspari fica bravo! —, a maioria que quer estudar se torna refém da minoria que está ali para traficar idéias — na melhor das hipóteses. A FFLCH é a Rocinha da USP.

PS - Por favor, sem críticas pessoais à revolucionaria que aparece acima. Comentem o fato.

Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 14 de abril de 2011

PRESIDENTE CRISTÃO É PRESO POR FRANCESES OU: CRISTÃOS QUEIMADOS VIVOS NA COSTA DO MARFIM

Costa do Marfim: presidente cristão é preso por franceses Michael Carl
Artigo publicado por Michael Carl no site www.midiasemmascara.org em 14 Abril 2011
Perseguição Anticristã

Laurent Gbagbo, presidente cristão da Costa do Marfim sofreu pressões da ONU e dos EUA para entregar a presidência para Alessane Ouattara, muçulmano, cujas tropas massacraram cerca de mil cristãos na vila de Duekoue, há uma semana.


O presidente em exercício da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, foi preso por soldados franceses que invadiram o palácio presidencial hoje (11).

A prisão, porém, não resolve o que analistas dizem que é uma disputa legal: se o vencedor declarado da eleição presidencial, Alessane Ouattara, é legalmente elegível para ser presidente de Costa do Marfim.

Ouattara, um muçulmano apoiado por regiões muçulmanas da nação, reivindicou a vitória depois da eleição de novembro. Mas Gbagbo, um cristão apoiado por regiões cristãs da nação, alegou fraude eleitoral e o processo resolutório do país o declarou o vencedor das eleições. As Nações Unidas e os Estados Unidos, não satisfeitos com o processo interno, declararam Ouattara o vencedor e exigiram que Gbagbo renunciasse, o que ele se recusou a fazer. A decisão provocou tumultos, incluindo um massacre há uma semana na vila de Duekoue que custou entre 800 e 1.000 vidas.
(Cenas fortes).


Cristãos sendo queimados vivos:


Um ex-chefe de uma estação da CIA que pediu para não ser identificado disse ao WND que o Ocidente precisa se concentrar no verdadeiro problema por trás da guerra civil, mas que os preceitos legais mesmos da nação não devem ser ignorados.
Ele diz que o verdadeiro problema é que Ouattara é inelegível para ser presidente da Costa do Marfim.

"Em primeiro lugar, os pais de Ouattara eram de Burkina Faso. Então, de qualquer modo ele é tecnicamente inelegível para ser presidente. As leis da Costa do Marfim exigem que ambos os pais seja marfinenses," explica o ex-chefe de estação.

O ex-agente da CIA observa que Gbagbo também esteve envolvido em uma chicana pré-eleitoral.

"É claro que Gbagbo jogou sujo, também. Esta é a África, onde tudo isso faz parte dos procedimentos padrões," explica o ex-agente.

"O Conselho Constitucional, que é constituído majoritariamente por cristãos e animistas do sul, anulou todo o processo eleitoral do norte, que é uma região majoritariamente muçulmana e apoia Outtara. Há sete distritos onde os partidários foram os mais fortes, mas eles só venceram por 51 por cento," diz ele.

"Uma eleição completamente livre e justa provavelmente faria Outtara vencer legitimamente", acrescenta o ex-homem da CIA.

Mas ele disse que há outros problemas.

"Ouattara é inelegível devido ao local de nascimento de seus pais, mas essa mudança foi arquitetada pelo predecessor de Gbabo, que também é do sul," acrescenta ele.

Ele diz que a África é um lugar difícil para qualquer sistema legal, porque não existe "certo ou errado."

"É um conflito sobretudo tribal e religioso. Os truques sujos são executados por quem quer que esteja no poder e ficam impunes," diz ele. E ele diz que a influência externa não tem ajudado.

"É claro que os Estados Unidos, a ONU e boa parte da África vão apoiar um pretendente muçulmano," diz ele.

O jornal Washington Post informou em 1 de abril que o sistema legal da Costa do Marfim obscurece o problema.

O predecessor de Gbagbo, Henri Konan Bedie, conseguiu que seu parlamento aprovasse, em 1995, uma lei proibindo que os marfinenses com pais nascidos no exterior se tornassem presidente. Ouattara forneceu provas de que seus pais tinham nascido na Costa do Marfim, em 1999, mas o governo decidiu que os documentos eram falsos, o que tornou Outtara inelegível.

A matéria também diz que Gbagbo supostamente permitiu em 2007 que Outtara concorresse nas eleições, mas retirou sua aprovação depois da eleição.

Ainda há especulações na imprensa sobre qual exército é responsável pelo massacre na cidade de Doukoue, no norte do país. O jornal britânico The Guardian informa que a especulação se inclina para milícias [islâmicas] leais a Ouattara.

Ninguém se responsabilizou pelas mortes e não há suspeitos, mas o Pitt Report diz que a batalha pela Costa do Marfim é entre cristãos e muçulmanos e coloca a culpa firmemente em Outtara.

O ex-chefe de estação da CIA diz que soldados [islâmicos] leais a Outtara eram as únicas pessoas armadas na área.

As reações às mortes por parte da comunidade internacional foram fortes e duas agências internacionais expressaram indignação com o nível de violência.

O porta-voz da agência humanitária católica Caritas, Patrick Nicholson, diz que uma missão humanitária de seu grupo encontrou os corpos.

"O pessoal entrou na cidade e descobriu que um massacre havia acontecido na cidade. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha estima que 800 pessoas foram mortas," diz Nicholson.

Nicholson diz que a Caritas condenou as mortes.

O porta-voz da Cruz Vermelha Internacional, Steven Anderson, diz que a CVI está indignada.

"Nós achamos isso muito incomum. Nós normalmente não comentamos sobre situações como estas, mas desta vez nossos delegados estavam no local e eles puderam ver centenas de cadáveres," afirma.

"Nós nos sentimos obrigados a compartilhar de nosso estado de choque em relação a esse ato. Também é importante lembrar aos que possuem armas que os civis devem ser respeitados," diz ele.

Nicholson diz que seu grupo quer uma investigação.

"A estimativa da Caritas é que entre 800 e 1.000 pessoas foram mortas ou desapareceram e achamos que a melhor medida possível é que haja uma investigação independente internacional, uma investigação sobre o que aconteceu lá, e que os responsáveis sejam levados à justiça,", sustenta Nicholson.

Anderson diz que o maior objetivo humanitário de seu grupo era ajudar os refugiados e dar aos mortos um enterro honroso.

"Nossa providência foi recolher os corpos que encontramos nas ruas a fim de garantir um enterro com tanta dignidade quanto possível," comenta Anderson. "Foi o que fizemos na sequência do que testemunhamos semana passada."

Tanto Nicholson quanto Anderson dizem que eles não podiam comentar sobre qual facção foi responsável pelo massacre.


Original: Christian president arrested by French -- Leader in Ivory Coast pressured by U.N., U.S., others

Tradução (feita por recomendação e a pedido de Julio Severo): DEXTRA

quarta-feira, 13 de abril de 2011

JUSTIÇA AMERICANA REVELA TODOS OS DETALHES DA DIABÓLICA AÇÃO DO TERROR ISLÂMICO QUE RESULTOU NO ATENTADO DE 11 DE SETEMBRO


Artigo editado por Aluizio Amorim no site www.aluizioamorim.blogspot.com
Promotores americanos compilaram centenas de evidências contra os cinco homens acusados de terem planejado os atentados de 11 de setembro de 2001 - mas somente agora detalhes da complexa logística dos ataques começam a ser expostos.

A revelação do conteúdo de uma longa ata de acusação, adotada por um júri nova-iorquino em dezembro passado, acontece dias depois que os Estados Unidos decidiram levar o cérebro do 11/9, Khalid Sheikh Mohammed, e seus cúmplices Walid bin Attash, Ramzi Binalshibh, Ali Abd al-Aziz Ali e Mustapha Ahmed al-Hawsawi a julgamento em um tribunal militar na base naval de Guantánamo, em Cuba, e não em um tribunal federal.

Transferências bancárias, voos domésticos, pedidos de vistos, dezenas de ligações telefônicas: quase dez anos depois dos atentados, os Estados Unidos reconstruíram por dez anos, peça por peça, sua gênese logística neste documento, o mais completo realizado até agora a respeito dos fatos que abalaram o país.
A elaboração do plano começou no início de 1999, quando Khaled Sheikh Mohamed (ou KSM) propôs a Osama Bin Laden utilizar aviões comerciais como mísseis contra objetivos americanos. Segundo a ata de acusação, ele dirigiu toda a operação até o último minuto.

Em 31 de dezembro de 1999, Wallid ben Attach, um saudita nascido em 1979, viaja de primeira classe entre Bangcoc e Hong Kong com uma navalha no bolso e "se aproxima da cabine para colocar em teste as medidas de segurança". Vários dias mais tarde, realiza outros voos internacionais, sempre com uma navalha no bolso.

Paralelamente, em Hamburgo (Alemanha), onde mantém uma amizade com Mohammed Atta (futuro chefe do comando), Ramzi ben-al-Shaiba, um iemenita de 38 anos, quer se tornar um dos pilotos suicidas. Os Estados Unidos negam seu visto quatro vezes, entre 15 de maio e 15 de outubro de 2000. A pedido de KSM, passa, então, a ser o intermediário entre ele e os futuros pilotos camicases.

Na mesma época, em Dubai, Ali Abd al-Aziz Ali, um paquistanês sobrinho de KSM e nascido em 1977, fornece programas de simulação de voo aos futuros pilotos e começa a realizar transferências bancárias a contas nos Estados Unidos. As autoridades americanas detectam, entre janeiro e junho de 2000, 35 ligações telefônicas entre ele e os futuros pilotos.

Aparece então aquele que é considerado o principal financiador dos atentados, Mustafah al-Hussaui, um saudita de 42 anos. A pedido do cérebro da trama, as transferências são feitas em pequenas quantias para não levantar suspeitas. Dessa forma, milhares de dólares chegam a contas espalhadas nos Estados Unidos, inclusive a do francês Zacarias Moussaoui, que tinha previsto participar nos atentados, mas que foi preso um mês antes.

A partir de abril de 2001, dos Emirados Árabes Unidos, al-Hussaui segue com a operação e se reúne com KSM e al-Shaiba.

Entre 9 e 16 de julho de 2001, al-Shaiba se reúne com Atta na Espanha e ambos discutem, entre outras coisas, os alvos contra os quais serão jogados os aviões sequestrados.

Em 23 de julho de 2001, KSM pede um visto para os Estados Unidos, que é rejeitado. No final de agosto, anuncia a Bin Laden a data escolhida para os atentados.

Entre 4 e 10 de setembro, os futuros pilotos transferem o dinheiro que lhes sobrara para as contas de al-Hussaui nos Emirados Árabes. Este último recupera seu dinheiro e viaja para o Paquistão no dia 11 desse mês. Al-Aziz Ali e Ben al-Shaiba também deixam os Estados Unidos e viajam para o Paquistão.

Wallid ben Attach está, em 11 de setembro, junto a Bin Laden, que ordena que ele vá para Tora Bora, no Afeganistão, para se preparar para uma ofensiva.
A partir desse dia, os cinco homens começam a se esconder. Segundo a ata de acusação, "Ramzi ben al-Shaiba e Mustafah al-Hussaui se reúnem com Bin Laden no Afeganistão, e o encontro é filmado".Os detalhes das prisões dos terroristas também são revelados.

Exatatamente um ano depois dos atentados, em 11 de setembro de 2002, Ramzi ben al-Shaiba é surpreendido pela polícia paquistanesa dormindo em um apartamento do bairro elegante de Karachi, e se entrega sem resistir.
Em 1º de março de 2003, Kaled Sheikh Mohamed é detido em uma incursão das forças especiais paquistanesas em uma casa de Rawalpindi, onde se escondia junto a Mustafah al-Hussaui.

Em 29 de abril de 2003, em Karachi, também no Paquistão, Ali Abd al-Aziz Ali e Wallid ben Attash são surpreendidos numa operação da polícia deste país. No início, os cinco detidos desapareceram nas prisões secretas da CIA, onde foram torturados. Em setembro de 2006, reapareceram em Guantánamo com outros nove detidos considerados de "alta importância", e foram detidos em celas de alta segurança, às quais a imprensa nunca teve acesso. Os cinco podem agora ser condenados à morte. Do site de ISTO É

LEIA O ARTIGO DE FHC SOBRE O PAPEL DA OPOSIÇÃO

Leia o artigo de FHC sobre o papel da oposição
Editado por Reinaldo Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo
O texto que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso escreveu sobre o papel das oposições mal começou a circular e já está gerando um intenso debate. Abaixo, reproduzo um trecho e remeto para a íntegra, publicada no blog.

O papel da oposição

Por Fernando Henrique Cardoso

Há muitos anos, na década de 1970, escrevi um artigo com o título acima no jornal Opinião, que pertencia à chamada imprensa “nanica”, mas era influente. Referia-me ao papel do MDB e das oposições não institucionais. Na época, me parecia ser necessário reforçar a frente única antiautoritária e eu conclamava as esquerdas não armadas, sobretudo as universitárias, a se unirem com um objetivo claro: apoiar a luta do MDB no Congresso e mobilizar a sociedade pela democracia.

Só dez anos depois a sociedade passou a atuar mais diretamente em favor dos objetivos pregados pela oposição, aos quais se somaram também palavras de ordem econômicas, como o fim do “arrocho” salarial.

No entretempo, vivia-se no embalo do crescimento econômico e da aceitação popular dos generais presidentes, sendo que o mais criticado pelas oposições, em função do aumento de práticas repressivas, o general Médici, foi o mais popular: 75% de aprovação.

Não obstante, não desanimávamos. Graças à persistência de algumas vozes, como a de Ulisses Guimarães, às inquietações sociais manifestadas pelas greves do final da década e ao aproveitamento pelos opositores de toda brecha que os atropelos do exercício do governo, ou as dificuldades da economia proporcionaram (como as crises do petróleo, o aumento da dívida externa e a inflação), as oposições não calavam. Em 1974, o MDB até alcançou expressiva vitória eleitoral em pleno regime autoritário.

Por que escrevo isso novamente, 35 anos depois?

Para recordar que cabe às oposições, como é óbvio e quase ridículo de escrever, se oporem ao governo. Mas para tal precisam afirmar posições, pois, se não falam em nome de alguma causa, alguma política e alguns valores, as vozes se perdem no burburinho das maledicências diárias sem chegar aos ouvidos do povo. Todas as vozes se confundem e não faltará quem diga - pois dizem mesmo sem ser certo - que todos, governo e oposição, são farinhas do mesmo saco, no fundo “políticos”. E o que se pode esperar dos políticos, pensa o povo, senão a busca de vantagens pessoais, quando não clientelismo e corrupção?

Diante do autoritarismo era mais fácil fincar estacas em um terreno político e alvejar o outro lado. Na situação presente, as dificuldades são maiores. Isso graças à convergência entre dois processos não totalmente independentes: o “triunfo do capitalismo” entre nós (sob sua forma global, diga-se) e a adesão progressiva - no começo envergonhada e por fim mais deslavada - do petismo lulista à nova ordem e a suas ideologias.

Se a estes processos somarmos o efeito dissolvente que o carisma de Lula produziu nas instituições, as oposições têm de se situar politicamente em um quadro complexo.

Complexidade crescente a partir dos primeiros passos do governo Dilma que, com estilo até agora contrastante com o do antecessor, pode envolver parte das classes médias. Estas, a despeito dos êxitos econômicos e da publicidade desbragada do governo anterior, mantiveram certa reserva diante de Lula. Esta reserva pode diminuir com relação ao governo atual se ele, seja por que razão for, comportar-se de maneira distinta do governo anterior.

É cedo para avaliar a consistência de mudanças no estilo de governar da presidente Dilma. Estamos no início do mandato e os sinais de novos rumos dados até agora são insuficientes para avaliar o percurso futuro.

É preciso refazer caminhos
Antes de especificar estes argumentos, esclareço que a maior complexidade para as oposições se firmarem no quadro atual - comparando com o que ocorreu no regime autoritário, e mesmo com o petismo durante meu governo, pois o PT mantinha uma retórica semianticapitalista - não diminui a importância de fincar a oposição no terreno político e dos valores, para que não se perca no oportunismo nem perca eficácia e sentido, aumentando o desânimo que leva à inação.

É preciso, portanto, refazer caminhos, a começar pelo reconhecimento da derrota: uma oposição que perde três disputas presidenciais não pode se acomodar com a falta de autocrítica e insistir em escusas que jogam a responsabilidade pelos fracassos no terreno “do outro”. Não estou, portanto, utilizando o que disse acima para justificar certa perplexidade das oposições, mas para situar melhor o campo no qual se devem mover.

Se as forças governistas foram capazes de mudar camaleonicamente a ponto de reivindicarem o terem construído a estabilidade financeira e a abertura da economia, formando os “campeões nacionais” - as empresas que se globalizam - isso se deu porque as oposições minimizaram a capacidade de contorcionismo do PT, que começou com a Carta aos Brasileiros de junho de 1994 e se desnudou quando Lula foi simultaneamente ao Fórum Social de Porto Alegre e a Davos.

Era o sinal de “adeus às armas”: socialismo só para enganar trouxas, nacional–desenvolvimentismo só como “etapa”. Uma tendência, contudo, não mudou, a do hegemonismo, ainda assim, aceitando aliados de cabresto.

Segmentos numerosos das oposições de hoje, mesmo no PSDB, aceitaram a modernização representada pelo governo FHC com dor de consciência, pois sentiam bater no coração as mensagens atrasadas do esquerdismo petista ou de sua leniência com o empreguismo estatal.

Não reivindicaram com força, por isso mesmo, os feitos da modernização econômica e do fortalecimento das instituições, fato muito bem exemplificado pela displicência em defender os êxitos da privatização ou as políticas saneadoras, ou de recusar com vigor a mentira repetida de que houve compra de votos pelo governo para a aprovação da emenda da reeleição, ou de denunciar atrasos institucionais, como a perda de autonomia e importância das agências reguladoras.

Da mesma maneira, só para dar mais alguns exemplos, o Proer e o Proes, graças aos quais o sistema financeiro se tornou mais sólido, foram solenemente ignorados, quando não estigmatizados. Os efeitos positivos da quebra dos monopólios, o do petróleo mais que qualquer outro, levando a Petrobras a competir e a atuar como empresa global e não como repartição pública, não foram reivindicados como êxitos do PSDB.

O estupendo sucesso da Vale, da Embraer ou das teles e da Rede Ferroviária sucumbiu no murmúrio maledicente de “privatarias” que não existiram. A política de valorização do salário mínimo, que se iniciou no governo Itamar Franco e se firmou no do PSDB, virou glória do petismo.

As políticas compensatórias iniciadas no governo do PSDB - as bolsas - que o próprio Lula acusava de serem esmolas e quase naufragaram no natimorto Fome Zero - voltaram a brilhar na boca de Lula, pai dos pobres, diante do silêncio da oposição e deslumbramento do país e… do mundo!

Não escrevo isso como lamúria, nem com a vã pretensão de imaginar que é hora de reivindicar feitos do governo peessedebista. Inês é morta, o passado… passou. Nem seria justo dizer que não houve nas oposições quem mencionasse com coragem muito do que fizemos e criticasse o lulismo.

As vozes dos setores mais vigorosos da oposição se estiolaram, entretanto, nos muros do Congresso e este perdeu força política e capacidade de ressonância. Os partidos se transformaram em clubes congressuais, abandonando as ruas; muitos parlamentares trocaram o exercício do poder no Congresso por um prato de lentilhas: a cada nova negociação para assegurar a “governabilidade”, mais vantagens recebem os congressistas e menos força político-transformadora tem o Congresso.

Na medida em que a maioria dos partidos e dos parlamentares foi entrando no jogo de fazer emendas ao orçamento (para beneficiar suas regiões, interesses - legítimos ou não - de entidades e, por fim, sua reeleição), o Congresso foi perdendo relevância e poder.

Consequentemente, as vozes parlamentares, em especial as de oposição, que são as que mais precisam da instituição parlamentar para que seu brado seja escutado, perderam ressonância na sociedade.

Com a aceitação sem protesto do “modo lulista de governar” por meio de medidas provisórias, para que serve o Congresso senão para chancelar decisões do Executivo e receber benesses? Principalmente, quando muitos congressistas estão dispostos a fazer o papel de maioria obediente a troco da liberação pelo Executivo das verbas de suas emendas, sem esquecer que alguns oposicionistas embarcam na mesma canoa.

Ironicamente, uma importante modificação institucional, a descentralização da ação executiva federal, estabelecida na Constituição de 1988 e consubstanciada desde os governos Itamar Franco e FHC, diluiu sua efetividade técnico–administrativa em uma pletora de recursos orçamentários “carimbados”, isto é, de orientação político-clientelista definida, acarretando sujeição ao Poder Central, ou, melhor, a quem o simboliza pessoalmente e ao partido hegemônico.

Neste sentido, diminuiu o papel político dos governadores, bastião do oposicionismo em estados importantes, pois a relação entre prefeituras e governo federal saltou os governos estaduais e passou a se dar mais diretamente com a presidência da República, por meio de uma secretaria especial colada ao gabinete presidencial.

Como, por outra parte, existe - ou existiu até a pouco - certa folga fiscal e a sociedade passa por período de intensa mobilidade social movida pelo dinamismo da economia internacional e pelas políticas de expansão do mercado interno que geram emprego, o desfazimento institucional produzido pelo lulismo e a difusão de práticas clientelísticas e corruptoras foram sendo absorvidos, diante da indiferença da sociedade.

Na época do mensalão, houve um início de desvendamento do novo Sistema (com S maiúsculo, como se escrevia para descrever o modelo político criado pelos governos militares).

Então, ainda havia indignação diante das denúncias que a mídia fazia e os partidos ecoavam no Parlamento. Pouco a pouco, embora a mídia continue a fazer denúncias, a própria opinião pública, isto é, os setores da opinião nacional que recebem informações, como que se anestesiou. Os cidadãos cansaram de ouvir tanto horror perante os céus sem que nada mude. Diante deste quadro, o que podem fazer as oposições?

Definir o público a ser alcançado
Em primeiro lugar, não manter ilusões: é pouco o que os partidos podem fazer para que a voz de seus parlamentares alcance a sociedade.

É preciso que as oposições se deem conta de que existe um público distinto do que se prende ao jogo político tradicional e ao que é mais atingido pelos mecanismos governamentais de difusão televisiva e midiática em geral.

As oposições se baseiam em partidos não propriamente mobilizadores de massas. A definição de qual é o outro público a ser alcançado pelas oposições e como fazer para chegar até ele e ampliar a audiência crítica é fundamental.

Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os “movimentos sociais” ou o “povão”, isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos. Isto porque o governo “aparelhou”, cooptou com benesses e recursos as principais centrais sindicais e os movimentos organizados da sociedade civil e dispõe de mecanismos de concessão de benesses às massas carentes mais eficazes do que a palavra dos oposicionistas, além da influência que exerce na mídia com as verbas publicitárias. Íntegra aqui

terça-feira, 12 de abril de 2011

CHINA ENCERRARÁ POLÍTICA DE UM SÓ FILHO EM 2015 POR ESCASSEZ DE MÃO DE OBRA

China vai encerrar política de um só filho em 2015 por escassez de mão de obra
Artigo publicado por Steve Mosher no blog www.noticiasprofamilia.blogspot.com em 11de abril de 2011.

Há muito tempo venho pensando no que seria necessário para o Partido Comunista da China abandonar a política de um único filho, instituída em 1980 quando visitei a China pela primeira vez. Agora sei.
Certamente, não foram as queixas do sofrido povo chinês acerca dessa agressão às suas famílias e filhos que mudaram a mente coletiva do Partido. O Partido nunca se esquivou de impor sua vontade no povo que ele controla. Aliás, apesar da retórica ao contrário, o Partido crê que as massas chinesas existem para servir ao Estado, não o oposto. Na China, é crime criticar as políticas do Partido, e os críticos são punidos, nunca ouvidos.

O Partido não está nem um pouco preocupado com os milhões de bebês, em gestação ou não, que foram e estão sendo sacrificados como consequência dessa política. Afinal, eliminar pessoas é a essência das políticas de controle populacional. O baixinho Deng Xiaoping definiu os rumos da política em 1979 quando disse: “Use todo e qualquer meio necessário (para controlar a população da China). Apenas faça-o. Com o apoio do Partido Comunista da China, vocês nada têm a temer”. Desde então, as autoridades do Partido vêm “fazendo isso” com as mulheres chinesas, ao custo considerável de 7 a 10 milhões de abortos por ano.

A liderança do Partido finalmente começou a lamentar as imensas e contínuas violações de direitos humanos que a política de um só filho acarretou? Só uma liderança militar bastante endurecida teria a coragem de mandar pelotões de aborto móvel para perseguir e capturar mulheres grávidas, prendê-las por violar a política de um só filho e então esterilizá-las e fazê-las abortar contra a vontade delas. Essa selvageria vem ocorrendo durante 30 anos. É muito improvável que o atual presidente da China Hu Jintao tivesse simplesmente despertado certa manhã sobrecarregado de culpa e dito para si mesmo: “Essa política está errada”.

Não, o motivo por que a política pode ter terminado não tem nada a ver com nenhuma consideração humana, mas com frios cálculos de dólares e centavos. Entenda: como consequência da eliminação de 400 milhões de jovens produtivos da população durante as três décadas passadas, a China tem agora escassez de mão de obra.

Por 20 anos, as províncias litorâneas vêm ralando, em suas populações estagnadas, em busca de jovens para ocupar as vagas de empregos nas fábricas e montadoras, que, se não fosse pelos jovens, já estariam mendigando. As vilas da China estão vazias como consequência, e são agora a moradia principalmente para crianças bem nova e números crescentes de pessoas muito idosas.

A China agora atingiu o ponto crítico de Lewis, chamado pelo nome de Arthur Lewis, um economista ganhador do Prêmio Nobel que foi o primeiro a definir esse momento crítico no crescimento econômico de um país em desenvolvimento quando seu estoque de mão de obra se seca. Em minha opinião, a China já atingiu o ponto crítico de Lewis, considerando que os salários, preços e inflação estão agora se elevando na China. Outros, como Dong Tao, principal economista regional do Banco de Crédito Suíço em Hong Kong, dizem que a China o atingirá em dois ou três anos.

Os líderes comunistas da China hoje percebem que criaram, por meio de sua política draconiana de um filho só, uma escassez artificial de mão de obra ao eliminar um número estimado de 400 milhões de pessoas da população.

Mas eles têm um problema. Eles não podem admitir que sua política estava errada desde o princípio sem deslegitimar seu governo. Por isso, eles decidiram afastar-se da atual política devagarzinho, ao mudar para uma política nacional de dois filhos. Essa mudança não eliminará os abusos, é claro. As mulheres ainda serão presas pelo crime de ficarem grávidas, trancadas em celas até darem seu consentimento para a realização de um aborto e então submetidas a procedimentos de aborto contra a vontade delas. Mas essas agora serão mulheres que engravidarem de seu terceiro filho, não de seu segundo. O Estado, de acordo com a opinião geral, não tem a intenção de abrir mão de seu controle sobre a reprodução do povo chinês.
Portanto, o Partido Comunista da China continuará a violar um dos direitos mais fundamentais do povo chinês: o direito de decidirem por si mesmos o número e espaçamento de seus filhos.