terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O SENADO DÁ O PONTAPÉ INICIAL - OU FINAL? - NA REFORMA POLÍTICA

O Senado dá o pontapé inicial — ou final? — na reforma política
Publicado no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo

O presidente do Senado, José Sarney — que disputa com aquele conde da Transilvânia um lugar na eternidade — resolveu dar o tom do que entende deva ser a reforma institucional. Leiam o que vai abaixo. Volto no próximo post:

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O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou nesta terça-feira (22) que a reforma política proposta pela Casa deve ter como enfoque principal a discussão sobre o sistema majoritário para a eleição do Congresso, no qual são eleitos os políticos mais votados. O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), já defendeu essa regra para a eleição de deputados e vereadores.

“Nós estamos dando um início definitivo para resolver esse problema da reforma política. [Resolvendo a questão do sistema proporcional] nós resolvemos cerca de 60% do problema da reforma política”, disse Sarney. “Eu acho que nos temos que encontrar a forma na qual nós tenhamos que combinar o voto majoritário com o voto proporcional”, completou.

A Casa instala hoje a comissão que vai discutir a reforma política, presidida pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ) - o grupo terá 45 dias para elaborar o projeto. Participam do evento Temer, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) José Antonio Dias Toffoli e o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS).

NANICOS
O presidente do Senado não acredita que as mudanças prejudiquem bandeiras defendidas por pequenos partidos. “Hoje um presidente de sindicato se tiver expressão opina muito mais do que qualquer político. Não há mais apenas o Congresso onde as ideias possam circular. Esse problema eu acho que é mais de natureza de interesse de pequenos grupos do que realmente um problema de fundo”, afirmou.

De acordo com estudo do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), a adoção do sistema majoritário no Congresso Nacional tende a extinguir as legendas nanicas ou diminuir ainda mais sua presença no Legislativo.

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