quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O HOMEM É SEMPRE CAPITALISTA. MAS O ESTADO DIRIGIDO POR ALGUNS QUE SE DIZEM SOCIALISTAS É UMA TRAGÉDIA.


O homem é proprietário de coisas desde os tempos bíblicos. Se o homem é proprietário, então ele é capitalista. Todo homem é proprietário do corpo que ocupa e do trabalho que vende. Logo, não existe ser humano que não seja capitalista.

Só a coisa pública é socialista. Seja o estado capitalista ou socialista, a coisa pública deve ser socializada porque todos são iguais proprietários da coisa pública. O homem que se diz socialista comete o engano de desejar a coisa do próximo porque considera que a propriedade do outro é igualmente dele.

Esse engano explica o insucesso do estado socialista que eliminou a propriedade e, sem querer, eliminou a vontade de trabalhar para ter coisas. O homem que vive no estado socialista tem o seguinte pensamento: Para que trabalhar se o resultado do meu trabalho não será meu ou; para que trabalhar se o estado é o único dono e deve prover-me ou; enquanto eu não for dono das minhas coisas não vou trabalhar para esse único dono do estado socialista.

Todo homem é capitalista e deve ter direito de propriedade. No entanto, ele precisa do estado para resolver seus conflitos de propriedade. A solução é um estado capitalista que defenda a propriedade do cidadão. Porém, as coisas do estado, os servidores e agentes públicos e os serviços prestados pelo estado são de propriedade socialista (de todos igualmente).

Até o estado cubano é capitalista. No entanto, o ditador cubano implantou o capitalismo de um homem só. Tudo é do dono do estado e todo cidadão trabalha para o estado. Ninguém tem nada e o estado deveria ter tudo.

Porém, em Cuba só quem tem vontade de trabalhar é o único dono. O cidadão perdeu o ânimo de trabalhar porque nada lhe retorna como propriedade. O resultado é o empobrecimento do estado e desaparecimento da democracia. Confirmando que o socialismo não consegue estimular trabalhadores, os ditadores cubanos demitiram, neste início de 2011, 500.000 funcionários estatais para que houvesse mais trabalho e mais progresso naquela ilha pobre e injusta.

Na Venezuela, Chavez trabalha cada vez mais porque mais coisas lhe pertencem. O cidadão trabalha cada vez menos porque menos coisas lhe pertencem. O resultado do socialismo bolivariano é o empobrecimento da Venezuela e o desaparecimento da democracia.

No Brasil, aqueles que se dizem socialistas querem implantar o estado socialista a qualquer custo. As coisas do estado são usadas para comprar votos. Nada do estado é do cidadão. Tudo do estado é do candidato oficial. O resultado será visto neste ano de 2011. Começará a fase de eliminar outros cidadãos proprietários.

Os proprietários de imprensa, os parceiros da eleição e aqueles que se venderam porque não poderiam vencer o maior dos proprietários da coisa pública serão os primeiros a perceber a ausência da democracia.

O dirigente socialista pensa em enriquecer o estado ao invés do cidadão. Usa recursos públicos como se fosse dono deles. Isso está muito longe do uso do recurso público e do agente público colocados sempre e totalmente à disposição somente do cidadão capitalista.

Mas, como nada é perfeito, elegemos cidadãos que se dizem socialistas para nos governar. Logo logo a tragédia atingirá corpos e almas de brasileiros ainda felizes.

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