domingo, 31 de outubro de 2010

HOJE É O DIA! E A NOSSA LUTA CONTINUA AMANHÃ, COMO SEMPRE.

Por Reinaldo de Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo

HOJE É O DIA! E A NOSSA LUTA CONTINUA AMANHÃ, COMO SEMPRE!

Este blog alcança neste outubro, deve estar acontecendo agora, se é que já não aconteceu, a marca de cinco milhões de páginas visitadas — no mês! Não se chega aí referendando o senso comum (numa ponta) ou o que eu poderia chamar “percepções de exceção” (na outra ponta). Talvez esse dado revele algo parecido com apreço por uma certa originalidade nos dias que correm: clareza! Este blog é claramente, indubitavelmente, sem qualquer sombra de ambigüidade, favorável à democracia e ao estado de direito. Por isso mesmo, acredita, sim, que a eleição de José Serra é o melhor para o Brasil. E sustenta isso, mesmo quando todas as pesquisas de opinião dos ditos “institutos” apontam uma diferença em favor de Dilma Rousseff que pode variar de 10 pontos (Datafolha) a 14,4 pontos (Sensus).

Este blog, pois, como se nota, não quer ganhar eleições. Também não ambiciona ser “campeão moral” de coisa nenhuma. Não disputa votos. Não disputa nada com ninguém. Não disputa nem leitores com outros blogueiros. Os mais de cinco milhões de páginas visitadas num mês indicam só a escolha de alguns valores. E a esses valores a página continuará fiel, pouco importa o vencedor. MAS ATENÇÃO PARA O PRINCIPAL: ESTE BLOG CONTINUARÁ A AFIRMAR QUE A ELEIÇÃO DE JOSÉ SERRA TERIA SIDO O MELHOR PARA O BRASIL AINDA QUE DILMA VENÇA. Porque este blog prefere a verdade ao poder. Demagógico? A esta altura, eu poderia estar buscando alguma acomodação. Prefiro parodiar um querido poeta: “Final força é pisar com convicção”.

Conhecido o resultado, certamente escreverei bastante a respeito, o que se repetirá nos dias, meses e anos seguintes. Há muitos jornalistas que declaram, sobranceiros, não ter um agenda. Há outros tantos que a escondem. Pois eu declaro a minha, já tantas vezes anunciada e enunciada aqui: democracia representativa, liberdades individuais, economia de mercado, livre expressão do pensamento. Elogio tudo o que concorre para fortalecer esse que considero ser um bom mundo e dou porrada em tudo o que — ou “todos aqueles” que — considero obstáculo à sua plena realização. Pode haver algo mais transparente, mais, como eu disse, “claro”? Creio que não!

Perdem o seu tempo, de um lado, os que tentam me convencer de que a democracia não é um bom caminho porque acabou resultando em Lula, eventualmente em Dilma. Perdem o seu tempo, de outro, os que tentam me convencer de que a democracia não é um bom caminho porque pode pôr termo às conquistas, reais ou supostas, de Lula. A minha democracia — aquela dos valores universais — não tem, em suma, qualquer intimidade com os que pretendem usar as urnas para a imposição de valores que, se revelados à luz do dia, com clareza e com verdade, seriam rejeitados pela maioria. Eu não tenho uma agenda secreta. Eu, de fato, combato aqueles que a têm.

Sem essa!
Todos sabem o que penso. Acho, sim, que a atual oposição cometeu alguns erros importantes nessa disputa — cuidei deles em muitos textos e falarei mais a respeito, pouco importa o resultado das urnas. Mas afastem de mim o “empatismo”; o “igualzismo” do “todo mundo está errado”; a afirmação vigarista, “outro-ladista”, covarde, segundo a qual as estratégias de ambos os lados — de Dilma e Serra — se igualaram moralmente. Uma ova! Ninguém me pegará nessa por uma razão simples: não pretendo entrar na fila do gargarejo na hipótese de a petista vencer a disputa. Os valores que ela põe para circular não me interessam e, creio, não são do interesse do país, ainda que milhões possam escolhê-la.

Eu sou aquele que pode, num dado momento do presente, do passado e do futuro, discordar dos “milhões”. Eu não acho que a verdade dependa do assentimento da maioria. Eu sou o ser esquisito que chega a ter certa simpatia pelos rejeitados. EU SOU UM DEMOCRATA MENOS PELO VALOR AFIRMATIVO DA DEMOCRACIA — O “SIM” À VONTADE DA MAIORIA — DO QUE POR SEU VALOR NEGATIVO: O RESPEITO ÀQUELES QUE DIZEM “NÃO”. Fossem realmente apenas 3% os que refugam o assédio de Lula — ele quer saber quem é essa gente, a exemplo daquele blogueiro pançudo —, eu faria questão de estar entre esses deserdados.

Não! Não me venham com essa conversa vagabunda de que a “baixaria tomou conta da política”. Eu desprezo mais essa postura do que a do petista cegado por suas verdades, que acredita sinceramente, coitado! — o que até Lula sabe ser falso — que os tucanos representam todos os males do mundo. Como na Epístola à Igreja de Laudicéia, no Apocalipse de São João, declaro: ”Porque tu és morno; nem és quente, nem és frio, começar-te-ei a vomitar de minha boca”. É preferível ser um petralha a ser um equilibrista. Estar no meio não é prova de virtude; pode ser apenas sinal de confusão mental.

Como assim?
“Baixaria dos dois lados”? Por quê? Então agora os crimes de estado cometidos por petistas, que violaram direitos resguardados pela Constituição, deverão ser equiparados — notem o escândalo! — à reação das vítimas? Até Marina Silva, a candidata a Heroína Sem Mácula da Política, resolveu censurar José Serra quando ele denunciou a maquinaria de dossiês que se tinha criado; denúncia plenamente comprovada pelas investigações, com todas as digitais do petismo presentes. Não me venha o outro-ladista com “mornidão”! Ou ainda: “O PT mentiu ao atribuir ao PSDB a intenção de privatizar a Petrobras, mas a oposição fez mal ao acusar Dilma de ser favorável à legalização do aborto”. Errado! Coisa de gente morna! Coisa que se expulsa porque nem quente nem fria.

O PT mentiu, sim, ao atribuir a intenção privatizante aos tucanos. E mentiu de novo quando culpou a oposição de orquestrar a reação contra a opinião de Dilma sobre o aborto. Era a voz de amplos setores da sociedade identificados com valores cristãos. O PSDB foi, isto sim, surpreendido pela indignação coletiva. Como denunciei aqui desde a primeira hora, os petistas é que deram um jeito de satanizar a reação dos cristãos, acusando uma espécie de conspiração. Era só um jeito de inflamar a sua militância . Ademais, se é absolutamente mentirosa a acusação de que tucanos pretendem, se eleitos, privatizar a Petrobras, é absolutamente verdadeira a defesa que Dilma fez da descriminação e da legalização do aborto. Desculpo-me com meus leitores pela tautologia, mas a tanto sou obrigado: a mentira não pode ser igual à verdade. Se elas se igualam, a verdade perde, e a mentira triunfa.

Não sei se Serra ganha ou perde a eleição. A se dar crédito aos institutos de pesquisa e considerando os números do primeiro turno, a chance de perder é grande. Se acontecer, à diferença do que dizem os mornos — que são só aquilo que se deve expelir —, terá sido mais pelo receio de dizer todas as verdades do que pela coragem de ter dito algumas delas — mal que, diga-se, acomete a oposição há pelo menos oito anos, mesmerizada que está por pesquisas de opinião que transformaram Lula num ser intocável, ignorando-se o fato óbvio de que a eventual aprovação do governo não deve se confundir com carta branca para falcatruas.

Hoje, ao raiar do dia 31 de outubro de 2010, quando se realiza o segundo turno das eleições presidenciais, renovo o compromisso com milhares de leitores: pouco importa quem vença a disputa, vocês me encontrarão aqui amanhã, daqui a pouco, nos dias vindouros: ou quente ou frio — morno nunca! Eu tenho lado — e jamais ignorei que o “outro lado” pode ser mais vantajoso, como “eles” sabem muito bem.

A nossa vitória é a clareza.

Por Reinaldo Azevedo

sábado, 30 de outubro de 2010

O GOVERNO QUE NASCER DESTAS ELEIÇÕES DEVE PLANEJAR MELHOR O BRASIL. A LIBERDADE, A CONCORRÊNCIA, A VERDADE E A VIDA DEVEM PREVALECER NO PLANEJAMENTO.

O que o povo brasileiro manifestará nas urnas desta eleição presidencial será resumido no nome daquele que ocupará a Presidência da República. No entanto, esse mandatário terá que ouvir muito mais que apenas o resultado. Deverá perceber que os interesses do povo manifestam-se em cada voto e que somente um planejamento governamental voltado para os interesses revelados conseguirá atender ao maior número de reclamos do eleitor.

Se o vencedor, ao invés de se preocupar com os interesses do eleitor, preocupar-se em implantar um modelo socialista ou outro modelo ideal que não seja reflexo daquilo que é o ser humano sempre capitalista, então estará fadado ao insucesso.

Insucesso que infelicitaria principalmente ao povo brasileiro. Não há como ser líder de um povo sem ouvi-lo. O bom líder é aquele que faz o que o liderado quer. O povo escolherá o próximo Presidente, mas só o seguirá se representar de verdade a todos que o seguem.

Leia o editorial do Jornal O Estado de São Paulo.

Para construir o futuro

Quem suceder ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva só poderá construir o futuro e consolidar o Brasil como grande economia se for capaz, em primeiro lugar, de proteger a estabilidade conquistada a partir dos anos 90. Precisará cumprir uma longa agenda para modernizar o País, torná-lo tão competitivo quanto as economias mais dinâmicas e garantir seu lugar entre as potências. Mas, para isso, o governo terá de abandonar o voluntarismo, renunciar à farra com dinheiro público e retomar o caminho da responsabilidade. Esse caminho foi claramente abandonado e a mais nova comprovação desse fato é a escandalosa manipulação das contas públicas.

Nenhum avanço teria sido possível, nos últimos oito anos, sem a base construída até 2002. O combate à pobreza teria sido muito menos eficiente se a inflação desenfreada continuasse corroendo cada aumento salarial e cada centavo das políticas sociais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu esse fato e por isso respeitou a ação do Banco Central, mesmo contra as pressões dos companheiros e aliados. Mas seu compromisso com a política responsável tem sido cada vez mais frouxo - tanto mais frouxo quanto maior a sua dedicação ao jogo eleitoral e ao seu projeto de poder.

O próximo governante deverá, portanto, enfrentar uma dupla tarefa, se não quiser condenar-se ao fracasso. Terá de afastar o risco de um retrocesso, preservando o tripé da estabilidade: uma política realista de metas de inflação, respeito à responsabilidade fiscal e câmbio flutuante.

Para manter esse rumo, terá de corrigir uma série de desvios. Precisará conter a expansão do gasto corrente, abandonar a demagogia com os salários do setor público, renunciar ao empreguismo e ao aparelhamento do governo. Deverá buscar a eficiência do setor público - inaceitável para a ideologia petista - e buscar o máximo retorno para cada centavo do orçamento.

Uma efetiva poupança pública será indispensável tanto para o crescimento seguro da economia quanto para a adoção de uma política anticíclica digna desse nome, como a adotada, por exemplo, no Chile: economizar em tempos de prosperidade para gastar nas fases difíceis.

Com o manejo responsável e eficiente do dinheiro público, realizar a decantada reforma tributária será muito mais fácil. Será necessária, naturalmente, uma complicada negociação com Estados e municípios, uma tarefa evitada, durante oito anos, pelo presidente Lula.

Se o próximo governo fracassar nesse item, por incompetência ou indisposição para missões difíceis, o empresário brasileiro continuará em séria desvantagem no jogo internacional. Mais que isso, poderá encontrar dificuldade crescente para competir e, portanto, para produzir e criar empregos. Todos os candidatos prometeram trabalhar por essa reforma. Nenhum, no entanto, detalhou a promessa nem disse como enfrentará a tarefa.

Se quiser garantir uma nova e prolongada prosperidade, quem suceder ao presidente Lula deverá resistir à tentação de controle pessoal ou partidário da economia. Terá de renunciar à ideia de reestatizar empresas bem-sucedidas no setor privado e também ao uso de instrumentos de governo, como os bancos públicos, para operações promíscuas.

Não faltarão empresários dispostos a construir com o grupo governante esquemas de dominação econômica disfarçados de projetos nacionalistas. O germe de um capitalismo de compadrio e de favores já se instalou e prosperou nos centros de poder nos últimos anos. É tempo de combater esse germe, não só em benefício da economia, mas também do regime democrático.

A construção do futuro dependerá igualmente de um retorno à diplomacia realista e eficiente, guiada pelo interesse nacional bem compreendido e não por ilusões ideológicas dos anos 60.

Seja quem for o novo ocupante do Palácio do Planalto, precisará de ideias claras e de muita determinação para cuidar dessas tarefas. Enfrentará pressões de grupos instalados no aparelho estatal e de grupos nutridos pelo setor público e acomodados à sua sombra, como os agentes do peleguismo sindical e estudantil. A construção, em algumas áreas, dependerá de um trabalho prévio de demolição.

Por Reinaldo Azevedo

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A CORROSÃO LENTA E GRADUAL DA DEMOCRACIA. Ou: OS CÚMPLICES SILENCIOSOS SÃO MAIS NOCIVOS QUE OS CÚMPLICES BARULHENTES. O PETISMO DITADOR GOSTA DOS DOIS





Reinaldo de Azevedo publicou no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo o artigo:

A corrosão lenta e gradual da democracia, os cúmplices barulhentos e os silenciosos cúmplices

Ele começa mostrando o vídeo que o Papa Bento XVI fala contra a descriminação do aborto. O vídeo não está muito bom, mas é a prova de que o Papa recomenda lutar contra os abortistas. Preste atenção na fala do Papa. Ele fala em português. O termo correto é descriminação. Descriminalização é americanismo da Dilma. Veja o vídeo do Papa, leia o artigo do Reinaldo Azevedo e depois veja a Dilma se dizendo a favor da "descriminalização do aborto".

Por Reinaldo de Azevedo:
Foi a mensagem do papa Bento 16 transmitida ontem a bispos brasileiros. E ele também prefere “descriminação” a “descriminalização”, a exemplo deste blog… Vamos ao ponto.

Quando é que a democracia começa a correr riscos? Quando agressões à ordem constitucional e à liberdade de expressão são praticadas sem a devida reação daqueles que têm a obrigação política e moral de defender os pilares da democracia e do estado de direito. São lugares privilegiados dessa defesa a imprensa, as associações de advogados — que só existem porque existe uma ordem legal — e as entidades comprometidas com a defesa dos direitos humanos. Quando falo em “risco”, não imagino um golpe ao velho estilo do “putschismo”. Essa forma de assalto ao poder só existe em sociedades ainda muito primitivas, de baixo desenvolvimento institucional. Nas complexas, como a nossa, essas aventuras já são impossíveis. A luta dos autoritários se dá de outro modo; tem outra natureza.

No dia 24 de outubro, Henrique Neves, ministro do TSE, mandou recolher impressos encomendados pela Diocese de Guarulhos à Gráfica Pana. Tratava-se de um lote de um milhão de folhetos com o “Apelo a Todos os Brasileiros”, documento redigido pela Comissão em Defesa da Vida da Regional Sul I da CNBB. Não era um texto apócrifo; ao contrário até: trazia a assinatura de três bispos. Ali se expunham os princípios da fé católica, recomendava-se que os fiéis não votassem em candidatos favoráveis ao aborto e se fazia a história dos vínculos entre o PT e sua candidata e a defesa da descriminação do aborto, que a Igreja considera um abominação.

Os petistas se mobilizaram para pressionar a Igreja, fortemente infiltrada pelo partido, o que não é segredo para ninguém. A CNBB veio a público para dizer que o documento não era da entidade como um todo. O PT recorreu ao tribunal e conseguiu fazer com que a Polícia Federal recolhesse os exemplares de um texto que, atenção!, tinha sido aprovado no dia 3 de julho! A imprensa, com as exceções conhecidas, não apenas silenciou diante da agressão óbvia à liberdade de expressão e à liberdade religiosa como integrou o pelotão de fuzilamento dos donos da gráfica Pana.

O fala de Bento 16, que abre este post, não pauta, é claro, a legislação brasileira — e eu me pergunto até hoje qual letra da lei foi agravada pelo impresso encomendado pela Diocese de Guarulhos. O papa, em sua mensagem aos bispos brasileiros, lembrou os princípios da fé de que ele é autoridade máxima. Sem infringir, a não ser segundo a liminar de Henrique Neves, as leis do Brasil, bispos cumpriam a missão pastoral que lhes confiou a Igreja Católica, atuando na defesa de sua fé, como fazem todas as religiões nos países democráticos.

Mas quê… O conteúdo do apelo dos religiosos estava em desacordo com o pensamento médio e influente das redações. O raciocínio tosco é este: como existe separação entre Igreja e Estado no Brasil, então os religiosos não devem se manifestar sobre assuntos que não sejam pertinentes a seu credo. Em vez de separação, ter-se-ia, então, uma relação de oposição. Ainda era pouco: indivíduos “flagrados” com a mensagem passaram a ser denunciados pela Polícia, como se o “Apelo” fosse, sei lá, literatura subversiva. E se fez um tenebroso silêncio sobre uma escandalosa arbitrariedade. Algum advogado ou juiz deste imenso país é capaz de me dizer por que alguém é detido por portar um apelo contra o aborto?

Supremo
Silêncio ou cumplicidade também se seguiram àquele absurdo perpetrado anteontem no Supremo Tribunal Federal. E receio que alguns leitores não entenderam exatamente a minha restrição, confundindo a questão central de meu texto de ontem — a crítica à acochambração judicial — com minha opinião sobre a tal Lei da Ficha Limpa. De fato, eu a considero inconstitucional (ao menos para a Constituição que temos, e só temos a que está aí, não?), mas minha crítica nada teve a ver com isso. Repudiei, e não há quem possa justificar tecnicamente a decisão — nem Cezar Peluso conseguiu fazê-lo ao proclamar o resultado, o que restou como emblema do imbróglio —, que se tenha recorrido a artifícios retóricos (o que Peluso também admitiu) para justificar a decisão quando o Regimento Interno do tribunal apontava o caminho para desempatar a contenda: o voto qualificado do presidente — que, notem bem, poderia ter votado, sim, contra Jader Barbalho; ou, ainda, se quisesse, ter reformado seu próprio voto, o que sempre é possível antes da proclamação do resultado.

Tivesse Peluso feito isso, eu, então, mesmo um crítico da lei, não estaria escrevendo esta crítica. Tivesse Peluso feito isso, aquele discurso sobre o peso da função, que o obrigaria a condescender com algo que sua própria consciência repudia, seria mais do que um dramazinho retórico, sem muita substância, como foi. Até porque ele, à diferença de muitos homens de estado levados às vezes a atuar contra a própria convicção, preferiu não decidir; fugiu da questão; driblou-a, com a ajuda engenhosa de Celso de Mello. E ainda emendou com aquele ar muito característico de enfado: “A história vai nos julgar”. Nem sempre, ministro! Há aqueles que a história simplesmente esquece.


Pior de tudo: no discurso de alguns ministros, mais de uma vez se ouviu o argumento —, que não consta de nenhuma prescrição constitucional, legal ou processual — que pretende ser definitivo: “a vontade do povo”. Então é em nome dela que se pode renunciar ao que está escrito para decidir segundo o que não está? Pois saibam todos vocês que me lêem: potencialmente ao menos, a partir de anteontem, estamos todos menos seguros. Nenhum de nós sabe quando uma causa que nos interessa pode chegar ao Supremo. Chegando, nenhum de nós está seguro de que os ministros usarão os códigos por todos conhecidos. Nenhum de nós estará protegido da eventualidade de alguém sugerir, com o assentimento da maioria, que a lei seja deixada de lado em nome de uma decisão tomada por “analogia”.

Entenderam onde está o busílis da coisa?

E atenção: também está assente na memória jurídica brasileira que uma lei não pode retroagir para punir comportamentos que antes não eram passíveis de punição. Basta que se diga que não se trata de retroatividade, mas do estabelecimento de novas precondições para o exercício de uma determinada função. Pronto! O puro nominalismo toma o lugar do princípio. É como se Delúbio Soares chamasse caixa dois de “recursos não-contabilizados”. Nesse caso, é uma “retroatividade inconstitucional não-contabilizada”. A muitos escapa que, ao se abrirem essas porteiras por onde se pegam, com efeito, alguns larápios, abrem-se, isto sim, as portas do arbítrio. Não há democracia sólida no mundo que condescendesse com essas práticas. Esse não é o caminho da moralização, não! Esse é o caminho da perdição. A essas mágicas, outras podem se seguir.

Sem lei
Já nos basta um processo eleitoral tisnado pela absoluta ausência de limites e de compostura do presidente da República e do governo federal, que entraram na disputa de uma maneira desavergonhada, sem que tenham sido minimamente coibidos pelo TSE — a não ser por uma penca de multas que não coíbem nada. Ora, a desproporção entre as ações é escandalosa. Qual foi a mais estrepitosa determinada pelo TSE, por intermédio de Henrique Neves? A ordem para que a Polícia Federal recolhesse os folhetos que a Diocese de Guarulhos havia mandado imprimir.

Imaginem vocês: num processo eleitoral em que máquina pública e a máquina sindical se juntam, contra a lei, para apoiar uma candidata e atacar o seu adversário, a polícia foi acionada para molestar religiosos que haviam mandado imprimir um folheto com os princípios de sua fé, segundo, como resta claro, a orientação da Igreja Católica e do papa Bento 16. O papa não manda nas leis do Brasil. As leis do Brasil é que garantem aos católicos seguir a orientação do papa.

Encerro
Os tolinhos indagam o que será deste blog vença um ou vença outra. Continuará a ser o que é; a defender os princípios no qual acredita, sem olhar se, no momento, eles interessam a esse ou àquele. “Ah, mas você não gosta das esquerdas!” É claro que não! Defendo, no entanto, que sejam combatidas segundo os limites da lei — se e enquanto essas leis obedecerem aos valores universais da democracia. Se, um dia, no poder, essas esquerdas decidirem, como costumam fazer, solapar a democracia em nome da democracia, então eu procurarei solapar a ditadura em nome da… mesma democracia!

Combato, sim, os cúmplices barulhentos desse aviltamento institucional. Mas meu respeito por eles ainda é ligeiramente maior do que pelos silenciosos cúmplices. E nem me ocorre aquele papo de que pior é o “silêncio dos bons”. Afinal, se bons, por que silenciosos? Se silenciosos, por que bons? A democracia e o estado de direito pedem clareza!

Por Reinaldo Azevedo

Promessas do Lula - Debate GLOBO 2002. LULA DISSE QUE OS PROGRAMAS SOCIAIS ERAM ESMOLAS E DISSE QUE IRIA REFORMAR A CLT E DIMINUIR IMPOSTOS. ACREDITA?

Por Reinaldo de Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo
HOJE, DEBATE NA GLOBO. UM POUCO DE MEMÓRIA.

O vídeo não está grande coisa. Mas tem de ser visto mesmo assim. Trata-se de um trecho do debate na Globo no segundo turno da eleição de 2002, entre José Serra e Luiz Inácio Lula da Silva. Vejam. Volto em seguida.



Bolsa Família
Que maravilha! Em pleno debate, Lula chama os programas sociais de “esmola”. Tinham de ser substituídos pelo “Fome Zero”, que nunca saiu do papel. Aí a ficha caiu, ele reuniu, então, as “esmolas” e criou o “Esmola Família”. Há dias, na USP, Marxilena Oiapoque afirmou que Serra é que era um crítico dos programas sociais. Não, dona Doida! Ele criou alguns deles. O crítico era o Lula!

Combate ao crime
Como se vê, oito anos depois, há 50 mil homicídios por ano no Brasil. O único estado que assistiu a uma revolução na área nos últimos 12 anos é São Paulo: 9 mortos por 100 mil habitantes, o índice mais baixo do país.

Reformulação na CLT
Não aconteceu.

Reforma tributária
Não aconteceu. E a carga tributária… subiu!

Podem cobrar
“Por isso que os meus programas estão por escrito; porque eu quero que as pessoas cobrem de mim”!!!

Ah, bem… A arrogância estava ali, como sempre: “Eu sou o único que pode…” Poderia dizer de outro modo: “Eu sou o único que o PT não tentará sabotar”.

Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

POBRE DISTRITO FEDERAL! TÃO PERTO DO PT, TÃO LONGE DE UMA SOLUÇÃO! Veja dois vídeos-bombas contra o Agnelo do PT 13.

Por Reinaldo de Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo
Pobre Distrito Federal! Tão perto do PT, tão longe de uma solução!

Sim, o vídeo abaixo apareceu na campanha de Weslian Roriz (PSC), que disputa o segundo turno ao governo do Distrito Federal com o petista Agnelo Queiroz (PT), por quem, por alguma razão, nem mesmo algumas alas do PT conseguem se entusiasmar. Prestem bem atenção. Volto em seguida.



Voltei - Quem é Michael?
O video fala sobre Michael. Quem é ele?
Michael é ex-funcionário do Instituto Novo Horizonte, ONG que deveria oferecer cursos de treinamento a crianças pobres, Ele contou, também no ar, que a entidade foi usada para extrair dinheiro do ministério dos Esportes, de que Agnelo foi ministro. Ele conta que a ONG simulava gastar a maior parte da verba que recebia, mas o grosso do dinheiro iria para os participantes do esquema.

Dizendo-se ameaçado e longe da família, Michael repetiu, às vezes aos prantos, o refrão: “me matem”. Segundo ele, seria esta a solução para seus infortúnios e ameaças. Michael estava sob a custódia no Programa de Proteção a Testemunhas desde que denunciou o caso, mas reapareceu nesse segundo turno.

Em junho de 2006, três meses depois de Agnelo deixar o cargo, a ONG faturou um convênio de 1,6 milhão de reais com o Ministério do Esporte. Em um dos trechos mais graves, Michel afirma que um dos depósitos, no valor de R$ 150 mil, teve como destinatário o ex-ministro. Agnelo sempre negou a história e dizia ser uma armação para prejudicá-lo politicamente.

Aqui, outro depoimento muito impressionante:

NESTOR KIRCHNER MORREU DIA 27/10/2010 - Hora de recordar coisas boas. Ouvir música e história de Evita Perón-Não chores por mim Argentina.

O HOMEM SEMPRE CAPITALISTA CRIA MÚSICAS COMO SE FOSSE UM SOPRO DIVINO, MAS PRECISA DE LIBERDADE E DE DEMOCRACIA - Demétrius: O ritmo da chuva.



Olho para a chuva
Que não quer cessar
Nela vejo o meu amor
Esta chuva ingrata
Que não vai parar
Prá aliviar a minha dor...

Eu sei que o meu amor
Prá muito longe foi
Numa chuva que caiu
Oh gente por favor
Prá ela vá contar
Que o meu coração
Se partiu...

Refrão:
Chuva!
Traga o meu benzinho
Pois preciso de carinho
Diga a ela
Prá não me deixar
Triste assim...

O ritmo dos pingos
Ao cair no chão
Só me deixa relembrar
Tomara que eu não fique
A esperar em vão
Por ela que me faz chorar...

Refrão:
Chuva!
Traga o meu benzinho
Pois preciso de carinho
Diga a ela
Prá não me deixar
Triste assim...

O ritmo dos pingos
Ao cair no chão
Só me deixa relembrar
Tomara que eu não fique
A esperar em vão
Por ela que me faz chorar...

Oh chuva!
Traga o meu amor
Chove chuva, traga o meu amor
Oh! Sangue chuva
Traga o meu amor...

Oh! oh! oh!

FICHA LIMPA, SUPREMO, EXCEÇÕES CONSTITUCIONAIS E A CORDA NO PESCOÇO DA IMPRENSA. Ou: UM POUCO MENOS DE VULGO E UM POUCO MAIS DE SÓCRATES E PLATÃO!

Por Reinaldo de Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo

Ficha Limpa, Supremo, exceções constitucionais e a corda no pescoço da própria imprensa. Ou: um pouco menos de vulgo e um pouco mais de Sócrates e Platão!

Escreverei mais uma vez sobre a sessão de ontem do Supremo. E pretendo demonstrar que os que aplaudem aquela soma impressionante de excrescências estão pondo a corda no próprio pescoço, especialmente se prestarmos atenção aos argumentos que animam a cadeia de inconstitucionalidades e ilegalidades. Sim, leitor: sei que o tema parece um tanto árido. Não chega nem a ser popular. Também está um pouco fora da disputa eleitoral em curso — e a política não se limita a ela. Mas, acreditem, é essencial abordar esse assunto porque se trata de manter intocado ou de relativizar o estado de direito no Brasil. Considero essa uma das questões mais importantes sobre as quais já escrevi aqui. O moderno autoritarismo na América Latina, o civil, não se instala mais com tanques, fuzis, baionetas. Pode-se chegar a uma quase ditadura sem dar um só tiro. Leis de exceção e o desrespeito às leis são as suas armas. Subestimar essa questão é subestimar o essencial.

Ontem, escrevi um texto relativamente longo sobre o julgamento que decidiu pela validade da lei já para a eleição deste ano, no julgamento do caso Jader Barbalho. A personagem em questão impede muita gente de pensar com clareza. Porque achamos bom “pegar” Jader, a tendência é apoiar que se dê um pé no traseiro da lei, como se a chutada não deixasse, então, de ter validade absoluta também para as pessoas que consideramos decentes — incluindo nós mesmos. Se a lei não vale, vale o arbítrio.

O que se deu ontem no tribunal foi bem mais grave do que parece. Existe uma regra para o desempate, prevista no Artigo 13 do Regimento Interno. O presidente da Casa — no momento, Cesar Puluso — tem o voto qualificado: pode votar uma segunda vez e desempatar. Ele preferiu não usá-la. O tribunal recorreu a outros expedientes, que o próprio Peluso, na proclamação do resultado, admitiu excepcionais e imperfeitos. A que ponto chegamos! Para maiores detalhes, ver o post de ontem. Não vou repetir argumentos.

É claro que é chocante ver ministros da nossa corte suprema a afirmar que estão renunciando ao que na lei é explícito para adotar, confessadamente, um procedimento “por analogia”. Sim, eu já acho a tal Lei da Ficha Limpa escancaradamente inconstitucional. O argumento é simplíssimo e, a meu ver, ate agora incontestado no terreno jurídico: a Constituição brasileira abriga o princípio da presunção da inocência, e ninguém está condenado antes que uma sentença tenha transitado em julgado. Para arremate dos males e também contra a Constituição, operou-se uma mudança nas regras da elegibilidade menos de um ano antes da eleição. Sem as maluquices de ontem, pois, já se tinha heterodoxia o bastante.

Argumentação
Confesso ter as piores antevisões quando ouço ministros como Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandoswski e Ayres Britto a evocar uma certa vontade coletiva, à qual se deveria dar satisfação, apelando, então, ao que costumo chamar “AI-5 da Demagogia”. Se a interpretação da suposta vontade do povo — ou a sujeição a seu alarido — tem o poder de substituir as garantias da Carta e dos códigos legais, cesse tudo, então, o que todos esses textos cantam e se passe para a justiça direta, sem mediação: o povo julga na praça e decide quem deve e quem não deve ser linchado, por exemplo.

A Justiça é lenta? É, sim! É preciso dar mais celeridade aos processos? Então vamos cuidar disso. Mas as garantias constitucionais não podem ser vistas agora pelos próprios ministros do Supremo como símbolos da procrastinação. Preocupou-me sobremaneira que, diante das objeções levantadas por Gilmar Mendes, Marco Aurélio de Mello e Dias Toffoli, Barbosa e Britto não tenham contraposto uma só questão técnica: preferiram falar da vontade popular.

Igualmente escandalizado fiquei ao ver Ophir Cavalcanti, presidente da OAB, aplaudir a decisão. Se o mérito do Ficha Limpa é, vá lá, “debatível” (posso usar um adjetivo inexistente e de exceção, não é, senhores ministros?), não há como o expediente a que se recorreu ontem não chocar a consciência jurídica. E reitero: o caminho estava dado; Peluso poderia — e, na verdade, deveria — ter usado o seu direito. Cavalcanti não quis nem saber. Aquele que preside o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil exultou com a decisão tomada “por analogia”.

Corda no pescoço
Sempre que alguém aplaudir uma aplicação de exceção da lei, discricionária, estará pondo uma corda no próprio pescoço. Esse grupo de agora do STF recorreu à “analogia”. Contra Jader, aquele de quem não gostamos, podemos achar certo. Mas outras turmas haverá no tribunal, outros casos serão julgados. Se os ministros de agora puderam fazer o que lhes deu na veneta nesse caso, por que outros não poderão fazer o mesmo em outros — e com pessoas pelas quais, eventualmente, tenhamos alguma simpatia?

A própria imprensa, cegada, na sua maioria, pelo desejo de pegar alguns larápios — desejo que pode ser bom e honesto, mas que não tem o direito de ser burro —, está brincando com fogo. O governo que está aí odeia a liberdade de expressão. Os projetos para “controlar a mídia” estão a todo vapor. Assembléias Legislativas, inspiradas na Confecom de Franklin Martins, já começam a votar os seus próprios códigos particulares. ATENÇÃO, SENHORES COMANDANTES DE JORNAIS, TVs, REVISTAS, PORTAIS E AFINS: a Constituição, com clareza inquestionável, assegura a liberdade de expressão — com igual clareza, garante a presunção da inocência. Nada impede que, em nome da voz rouca das ruas, de “milhões” de assinaturas, do “desejo coletivo” e outras demagogias, atalhos sejam encontrados para impor formas veladas de censura. Ou alguém é inocente a ponto de achar que a lei que é desrespeitada para “pegar Jader” restará inteira para proteger a imprensa, por exemplo?

A questão é antiqüíssima. Está em “Críton - Ou do Dever“, um dos Diálogos, de Platão. Críton tenta convencer Sócrates a deixar a cidade, a fugir — ou vai morrer, uma vez que já foi condenado. E se dispõe a financiar a fuga. Os dois têm, então, um diálogo sobre o dever, a justiça e a “vontade do povo”. Reproduzo trechos, na tradução de Márcio Pugliesi e Edson Bini. E, bem, recomendo Sócrates e Platão para alguns ministros do Supremo. Volto para encerrar.

*
(SÓCRATES) - se, ao seguir a opinião dos ignorantes, destruíssemos aquilo que apenas por um regime saudável se conserva e que pelo mau regime se destrói, poderemos viver depois da destruição do primeiro? E, diga-me, não é este nosso corpo?

(CRÍTON) - Sem dúvida, nosso corpo.

(SÓCRATES) - E podemos viver com um corpo corrompido ou destruído?

(CRÍTON) - Seguramente, não.

(SÓCRATES) - E poderemos viver depois da corrupção daquilo que apenas pela justiça vive em nós e do que a injustiça destrói? (…)

(CRÍTON) - De modo algum.

(SÓCRATES) - E, não é a mais preciosa?

(CRÍTON) - Muito mais.

(SÓCRATES) - Portanto, querido Críton, não devemos nos preocupar com aquilo que o povo venha a dizer, mas sim pelo que venha a dizer o único que conhece o justo e o injusto, e este único juiz é a verdade. Donde poderás concluir que estabeleceste princípios falsos quando disseste inicialmente que devíamos fazer caso da opinião do povo acerca do justo, o bom, o digno e seus opostos. Talvez se me diga: o povo pode fa-zer-nos morrer.

(CRÍTON) - Dir-se-á assim, seguramente.

(…)
(SÓCRATES) É correto que nunca se deve cometer injustiça? É lícito cometê-la em certas ocasiões? Ou é absolutamente certo que toda injustiça deva ser evitada como já concordamos há pouco? E todas essas opiniões, nas quais acordamos, dissiparam-se em tão pouco tempo e seria possível que em nossa idade, Críton, nossas mais sérias controvérsias tivessem sido como as das crianças sem que nos apercebêssemos? Ou devemos nos ater unicamente ao que dissemos, de que toda injustiça é vergonhosa e nociva para aquele que a comete, diga o que queira dizer a multidão, e resulte dela o bem ou o mal? Falaremos assim, ou não?

(CRÍTON) - Assim.

(SÓCRATES) - Então, também não devemos cometer injustiça relativamente àqueles que no-la fazem ainda que este povo acredite que isto seja lícito, uma vez que concordas que isto não pode ser feito de modo algum.

(CRÍTON) - Assim me parece.

(SÓCRATES) - É ou não lícito fazer mal a uma pessoa?

(CRÍTON) - Não é justo, Sócrates.

(SÓCRATES) - É justo, como o vulgo acredita, pagar o mal com o mal? Ou é injusto?

(CRÍTON) - É injusto.

(SÓCRATES) - É correto que entre fazer o mal e ser injusto não há diferença?

(CRÍTON) - Concordo.

(SÓCRATES) - Portanto, nunca se deve cometer injustiça nem pagar o mal com o mal, seja lá o que for que nos tiverem feito (…)


Voltei
Leiam o diálogo inteiro. Deve existir em vários sites por aí. Sócrates não foge. A passagem fundamental do trecho que reproduzo é esta: “se, ao seguir a opinião dos ignorantes, destruíssemos aquilo que apenas por um regime saudável se conserva e que pelo mau regime se destrói, poderemos viver depois da destruição do primeiro?”

O corpo de uma democracia são as leis, é o estado de direito. E nem mesmo para punir “os maus” se deve corrompê-lo com um mau regime, com uma má disciplina. Se as leis que temos não são suficientes ou eficientes para enfrentar os problemas dados, que sejam mudadas — coisa que o Supremo não pode fazer —, mas jamais aviltadas, ainda que com propósitos nobres.

O Supremo começa a ouvir mais o vulgo do que Sócrates e Platão.

Por Reinaldo Azevedo

O STF VAI MAL. APROVOU A LEI DA FICHA LIMPA CONTRA O REGIMENTO INTERNO. DIGO TAMBÉM QUE FOI CONTRA A CONSTITUIÇÃO. POR QUE SERÁ?

Por Reinaldo de Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo

Jader é pequeno demais para o estrago que ministros provocaram hoje no STF: renúncia à Constituição e ao Regimento Interno da Casa

O que vou escrever aqui nada tem a ver com a personagem que provocou o julgamento: no STF: Jader Barbalho. Minha simpatia por esse senhor é negativa. Se querem saber, acho que o Congresso é melhor sem ele do que com ele. Mas não vou — nem posso — endossar uma excrescência do Supremo só porque a decisão me agrada pessoalmente ou vai ao encontro de minha visão de mundo.

Repetiu-se no caso de Jader Barbalho o placar do julgamento de Joaquim Roriz: cinco a cinco. Votaram pela aplicação do Ficha Limpa — e, portanto, pela manutenção da inelegibilidade de Jader, segundo decisão do TSE — os ministros Joaquim Barbosa (relator), Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto e Ellen Gracie. Votaram contra Cezar Peluso, Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

Em situações assim, há apenas uma saída, uma única: o presidente — no caso, Peluso — exerce o voto qualificado. Vale dizer: pode votar uma segunda vez. Ele se negou a fazê-lo no caso Roriz e se negou a fazê-lo agora também. E tudo apontava para a persistência do impasse. Que fique claro: essa prerrogativa está prevista no Artigo 13 do Regimento Interno do STF de maneira inequívoca. Literalmente, cabe ao presidente
“proferir voto de qualidade nas decisões do Plenário para os quais o Regimento Interno não preveja solução diversa quando o empate da votação decorra da ausência de ministro em caso de (…) vaga ou licença (…)”

Com a história de que não tem “vocação para déspota”, Peluso se negou a fazer o que lei lhe diz para fazer.

Foi aí, então, que uma solução mágica foi tirada do bolso do colete por Celso de Mello, o decano do Supremo, por quem, mesmo quando discordo, tenho profundo respeito intelectual. Desta feita, no entanto, ele me decepcionou profundamente e a quantos, creio, sejam operadores sérios do direito ou seus , se me permitem a graça, “amantes amadores”, como é o caso deste escriba. O ministro virou, de súbito, e não é habitual nele, um teórico do atalho e fundou o que eu chamaria de “decisão tomada por contaminação”. Ajudou a produzir uma monstruosidade jurídica. Custo a acreditar naquilo a que acabei de assistir. Vamos ver se consigo deixar claro o truque.

O truque de Mello
Para tirar das costas de Peluso o peso de sua decisão excrescente, Celso de Mello partiu em seu socorro, lembrando que a Constituição, no seu Artigo 97, estabelece o seguinte:
“Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público“.

Notem que, com efeito, a Carta fala em maioria de “membros”, não de votos — logo, o voto qualificado do presidente não se aplicaria a esse caso. Foi o que bastou para que Joaquim Barbosa logo se animasse e quase declarasse inconstitucional o Artigo 13 do Regimento do STF. Ocorre, caros leitores, que o que vai na Carta, nesse particular, aplica-se apenas, COMO ESTÁ EXPLÍCITO, a declarações de inconstitucionalidade. E, definitivamente, como lembrou o ministro Gilmar Mendes, não era o caso.

Mais ainda: o próprio Celso de Mello assentiu com a contestação de Mendes, endossada por Dias Toffoli e Marco Aurélio de Mello. Ele próprio admitiu que se tratava de uma decisão, VEJAM SÓ, tomada por “analogia”. Santo Deus!

Ora, se temos o caminho legal explicito, declarado, estabelecido com todas as letras, por que, então, recorrer a uma “analogia”, a um arranjo, a uma mera associação de idéias, a uma mágica? Como lembrou Tóffoli, cuja nomeação critiquei bastante aqui, se o tribunal queria sair do impasse, o ÚNICO CAMINHO LEGAL, CONSTITUCIONAL, ERA PELUSO RECORRER AO VOTO QUALIFICADO. Todo o resto seria um arranjo imperfeito. Ou esperar a nomeação do 11º ministro.

Em seu arranjo, Celso de Mello combinava com a aplicação que ele mesmo reconhecia indevida do Artigo 97 da Carta, o Artigo 205 do Regimento Interno do STF, aplicado também por “analogia”, que mantinha, então, a decisão do TSE, favorável à inelegibilidade de Jader. A soma de barbaridades foi tal que o próprio Peluso não sabia como proclamar o resultado.

Refaço a pergunta: se existe um caminho legal dado, explícito, claro, inequívoco, por que optar, então, pelo arranjo? Vocês já sabem que acho a Lei do Ficha Limpa inconstitucional. Mas isso é o de menos agora. Não estou discutindo esse particular, não. O que me incomoda é que se possa renunciar ao que está escrito para tomar uma decisão com base no que não está. O que mais impressiona é que o próprio Peluso, na proclamação da decisão, admitiu a sua artificialidade.

Os únicos ministros que se opuseram ao arranjo foram mesmo Gilmar Mendes, Dias Tóffoli e Marco Aurélio de Mello — e se fez, então, a maioria de 7 a 3. Atenção, leitor: quando todos os ministros argumentaram segundo a letra da lei (cada um com a sua leitura, claro!), o placar era cinco a cinco. Quando entrou em campo a “analogia”, aí deu 7 a 3.

Peluso, que recusou o que a lei lhe faculta para aderir a um expediente “analógico”, afirmou que proclamava o resultado contra a sua consciência, mas, disse, pensava, antes de tudo, na instituição. Ora, se era assim, que votasse a segunda vez — e que votasse, então, contra Jader, santo Deus! Mais: se quisesse, poderia ter reformado seu primeiro voto. Não! Preferiu o caminho das “leis” que não estão escritas. Afinal, ele poderia dividir esse peso com Celso de Mello ao menos… Peluso tem razão: o Supremo pede que os ministros pensem na instituição!

Ah, sim: eu também sou contra Jader, entenderam? Eu também prefiro que ele fique fora do Congresso. Mas não contem comigo para burlar uma lei democrática com o intuito de fazer a justiça que considero particularmente correta. Isso nunca termina bem. A imprensa vai aplaudir. Pode estar colocando a corda no próprio pescoço. E direi mais tarde por quê. Jader Barbalho é pequeno demais para que se renuncie, a um só tempo, à Constituição e ao Regimento Interno do Supremo. Parabenizo os ministros Mendes, Tóffoli e Maro Aurélio. Não o faço porque concordam comigo. Eu o faço porque eles concordam com a Constituição e com o Regimento Interno do Supremo e julgaram de acordo com a voz rouca das instituições.

Por Reinaldo Azevedo

O PETISMO MENTE. COLOCARAM A ESCRITORA RUTH ROCHA COMO APOIADORA DAQUELA CANDIDATA. Veja depoimento da escritora Ruth Rocha

Por Reinaldo de Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo

Ruth Rocha teve seu nome incluído em manifesto do PT sem autorização. E ela solta os tucanos na petezada!

O nome da escritora Ruth Rocha foi parar naquele manifesto de intelectuais em favor do PT sem a sua autorização. Ela não foi a única personalidade que teve a identidade expropriada pelos companheiros. Abaixo, ela dá seu depoimento:

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

ELEITOR: VOCÊ QUER UM PRESIDENTE QUE FALE ALGO QUE VOCÊ ENTENDA? Veja o vídeo "Top Five Dilma Rousseff"

O PT ACUSA A VÍTIMA POR ATOS FUTUROS DO PT. É A MENTIRA PRÉVIA. SE OCORRER ALGO, ELES JÁ DISSERAM QUE ESTARÃO NA CONFUSÃO, MAS QUE NÃO SERÃO CULPADOS.

Por Reinaldo de Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo
Conspiração é isto! Ou: Cuidado, tucanos! Eles estão dispostos a tudo mesmo!

Um leitor me alertou para o conteúdo de um “comentário” de um suposto “leitor” publicado no Estadão Online. O conteúdo é este (segue como veio).Volto em seguida:

“Sou morador de São Paulo do bairro Santa Cecília, que fica próximo a avenida São João, e ontém ouvi duas pessoas em um bar que fui nesta avenida, falando baixinho ( até certo ponto ), sobre a armação que tá sendo criada para o dia 29 de outubro. Segundo estas pessoas um número x de camisas foi mandada ser feita com a insignia do PT, a estrelinha, e muitas pessoas vão estar na passeata que FHC promove neste dia, o 29 de outubro, criando um badernaço sem igual e que terá grande mídia cobrindo, com estas camisas sempre aparecendo. Falavam as duas pessoas que toda a grande mídia já sabe deste fato, e que isso quer fazer as pessoas pelo JN dar cobertura, e outras mídias também, de isso fazer o voto mudar, por sentimentalismo das imagens demonstradas, como eles falavam, de total vandalismo no centro de São Paulo, por parte de petistas.Serão apresentadas muitas pessoas ensanguentadas.”

Comento
Achei o texto de tal sorte analfabeto que fiquei desconfiado. Pensei: “Nem Marcelo Branco e Dilma Rousseff articulando juntos os seus ‘plurals’, copidescados por Emir Sader, realizariam tal proeza com a Inculta & Bela. Isso tem cheiro de armação”. E fiz o óbvio.

Meti um trecho do texto do Google e me chegou a resposta. O “comentário” enviado ao Estadão, que chegou a ser publicado até em blogs da VEJA Online, circulava como post nos blogs oficiosos do petismo, aqueles financiados com dinheiro público. A mensagem também está numa página do Orkut. Em suma: trata-se de uma ação organizada.

Anteontem, na USP, Marilena Chaui afirmou que um amigo dela teria ouvido essa mesma conversa. Vai ver estavam todos no mesmo bar! Olhem a que “baixura” desceu esta senhora!

Cuidado, tucanos!
Bem, acho que é o caso de o PSDB tomar providências — inclusive legais. Estou começando a achar que os petralhas resolveram denunciar uma conspiração para esconder a… conspiração! Seria algo mais ou menos assim: “A gente diz que eles vão promover a baderna para nos culpar; aí a gente vai lá e realmente promove a baderna; a culpa será deles!” O procedimento estaria à altura da moral da turma.


Escrevi há algum tempo que assistiríamos aos 15 dias mais sujos da política brasileira desde a redemocratização. Eis aí!

Por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 26 de outubro de 2010

ELEIÇÃO EMPATADA - O VOTO DO SUDESTE DECIDIRÁ.

Por Reinaldo de Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo

No GPP, diferença em favor de Dilma é de 5,5 pontos
O jornal Diário de S. Paulo publica hoje pesquisa eleitoral nacional feita pelo Instituto GPP. No levantamento, a diferença entre a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra é de 5,5 pontos percentuais nos votos totais e de 6,4 pontos nos votos válidos. A margem de erro é de 1,8 ponto para mais ou para menos. O levantamento foi feito entre os dias 23 e 25 de outubro.

Candidato Totais Válidos
Dilma Rousseff 46,4% 53,2%
José Serra 40,9% 46,8%
Não sabe 6,6%
Nulo/Nenhum 6,1%

O voto por região e o triângulo SP-MG-RJ
Veja a distribuição dos votos por região, segundo o Instituto GPP

Voto/Região Sul Sudeste Nordeste Norte/CO
Dilma 35,1% 42,9% 56,9% 49,3%
Serra 52,9% 42,6% 30,7% 42,4%
Nenhum 4,1% 7,8% 5,9% 3,2%
Não sabe 7,9% 6.7% 6,5% 5,1%

Estando certos os números do GPP, a vantagem de Dilma é dada por sua dianteira folgada no Nordeste (27,08% do eleitorado) e pelo empate no Sudeste: 43,46% do eleitorado. A área de resistência correspondente de Serra é o Sul, só que com colégio muito menor: 14,93% do total.

Sempre supondo que os números estão corretos, pode-se inferir que Serra tem pouco a fazer no Nordeste, e Dilma, pouco a fazer no Sul. Eventuais variações nas regiões Norte e Centro-Oeste interfeririam pouco no quadro porque o peso relativo dessas regiões no total é pequeno: 14,52%.

Com esses números, as chances de uma virada de Serra ou de um alargamento da vantagem de Dilma estão mesmo no Sudeste, onde ambos estão empatados. Em Minas, a diferença em favor da petista seria de quatro pontos; o tucano lideraria em São Paulo por seis pontos; no Rio, ela estaria 11 na frente. Eventuais mudanças nesse triângulo podem decidir a eleição.

Por Reinaldo Azevedo
Tags: pesquisa GPP de 26 de outubro de 2010

O PT CONSTRUIU-SE COM BASE NA MENTIRA E QUER VENCER A ELEIÇÃO DO MESMO JEITO.

Por Reinaldo de Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo
Sem a mentira, o que seria do PT?
Se eu fosse um desses críticos do PT que ignoram a sua natureza, poderia começar meu texto mais ou menos assim: “Não entendo por que o PT, liderando um governo que, inegavelmente, tem virtudes, precisa recorrer à mentira sistemática na campanha eleitoral”. Ocorre que eu não sou um desses e entendo o papel central que a mentira exerce na conformação e na postulação do partido. Na verdade, sem um conjunto de mentiras circunstanciais e sem uma grande mentira conceitual, nem mesmo existiria PT. E o debate de ontem à noite, na Record, que se estendeu até o começo da madrugada de hoje, deixou isso muito claro.

A mentira do pré-sal e do petróleo
Dilma contou uma mentira ao afirmar que seu adversário, se vitorioso, pretende privatizar o pré-sal. Qual é o busílis? Como o governo substituiu o modelo da concessão pelo de partilha, passou a chamar o regime anterior de “privatização”, o que, não fosse deliberadamente falacioso, seria apenas equivocado. Fosse assim, e o tucano José Serra respondeu acertadamente, a própria candidata do PT poderia ser acusada de ter privatizado o “nosso” petróleo, inclusive o do pré-sal. Uma das empresas que assinaram um contrato de concessão é a OGX, do bilionário Eike Batista, e foi essa condição que lhe conferiu uma formidável valorização no mercado.

A campanha de Serra, especialmente no horário eleitoral, enfrentou mal esse debate até agora. Chega a ser escandaloso que não tenha deixado claro, por A + B — já que a imprensa, na era do “declaracionismo”, não o faz — que, em 1995, quando FHC assumiu o governo, a Petrobras produzia 700 mil barris de Petróleo por dia. A empresa detinha, então, o monopólio. A abertura do setor foi fundamental para o crescimento da produção. Em 1999, já havia 38 empresas privadas atuando no país. Atenção: em 2003, em razão das concessões feitas ao setor privado — que nada têm a ver com privatização —, atingiu-se a marca de 1,4 milhão de barris por dia. Entenderam o que aconteceu? Na gestão FHC, DOBROU A PRODUÇÃO DE PETRÓLEO. Hoje, anda em torno de 2,1 milhões de barris/dia. Resumo da ópera: cresceu 100% no governo FHC e 50% no governo Lula. Esse é o fato.

O suposto sucateamento da Petrobras nos anos FHC é outra dessas vigarices cantadas por aí. Em 2000, por exemplo, a empresa teve um lucro de R$ 9,9 bilhões, 6º entre as dez maiores petroleiras do mundo. Recebeu vários prêmios internacionais por seu desempenho. Em 1997, o setor petroleiro respondia por 2,7% do PIB; em 2000, já respondia por 5,4% — tudo isso durante o governo que o PT sataniza tanto. José Sérgio Gabrielli, este militante do PT disfarçado de presidente da Petrobras, deu sucessivas entrevistas na semana passada. Falou o que bem entendeu. Ninguém o contestou com números.

A mentira dos assentamentos e das invasões
Dilma contou uma mentira ao afirmar que o governo Lula assentou mais famílias do que o governo FHC e que as invasões de terra caíram. Ao contrário: as invasões cresceram. Foram 497 as ocorrências entre 2000 e 2002 (na média, 165,67 por ano) contra 1.357 entre 2003 e 2008 (média de 226,17) — um aumento de 37%. Existe uma Medida Provisória contra invasão de terras, editada em 2000. Ela indispõe para reforma agrária terras invadidas. Na oposição, o PT chegou a recorrer ao Supremo contra essa lei. Perdeu. No poder, nunca a aplicou — e, por isso, as invasões explodiram. No momento, João Pedro Stedile está quietinho para não prejudicar Dilma. Mas já avisou que volta com tudo se ela ganhar. Segundo disse, para os invasores, é muito melhor que a vencedora seja ela.

O governo FHC assentou, ao longo de oito anos, 600 mil famílias, marca que Lula não vai conseguir atingir. Assenta menos, mas provoca mais conflitos e mata mais. Estes números, por exemplo, são da Comissão Pastoral da Terra, que é o MST de batina: na atual década, 2003 foi o ano mais violento, com 73 assassinatos em conflitos no campo. Nos outros, o número de homicídios ficou entre 20 e 40. Com relação ao número de conflitos, o período entre 2003 e 2007 foi o mais violento, com em média 1.727 registros, contra 1.170 conflitos em 2008 e 1.184 em 2009. Embora tenha sofrido uma redução, a quantidade de conflitos permanece bem maior do que no início da década (2000, 2001 e 2002), quando ocorreram, em média, 822 por ano. Resumo: Lula assenta menos, o MST invade mais, os conflitos aumentam, e as mortes também.

Impressionante!
Milhares de vezes, ao longo de oito anos, Lula e o PT falsearam os dados sobre o governo FHC. Mentiras pontuais foram criando o grande edifício da mentira conceitual: o governo representaria a grande mudança de rumo e de prioridades. Mas não deixa de ser chocante ver Dilma tartamudear a inverdade ali, ao vivo, sem o conhecido talento de Lula para a representação. E fico cá pensando: “Como é que essa senhora não se constrange?”

Há um cálculo nessas coisas, creio. Entro na cabeça de Dilma mais ou menos como Machado de Assis entrava na cabeça do cônego (é claro que não estou comparando o paraíso com o deserto): “Quem sabe do que estou falando ou endossa a mentira e a considera necessária para eu vencer ou já não vota em mim mesmo. Então, tudo bem! Quem não sabe pode acabar acreditando que falo a verdade e que os meus adversários querem mesmo ‘dar’ as riquezas brasileiras para os gringos. Assim, a mentira me é útil”

E então ela segue adiante, na sua versão alucinada da história. Vai dar certo? Não sei! Se der, terá de arcar, depois, com o peso da realidade, sem ter a mesma competência de Lula na arte do ilusionismo.

Por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

TODOS JUNTOS SOMOS FORTES



Do blog do Aluizio Amorim www.aluizioamoriam.blogspot2010
Não deixe de ver este vídeo do @rafasoli que ele acaba de lançar através do Twitter. @rafasoli é o Rafael Silva Oliveira, consultor de Tecnologia da Informação e especializado em mídias sociais.

@rafasoli é um dos articuladores da #REDEMOBILIZA do PSDB, organização dos jovens que utilizam de forma intensiva as ferramentas da internet e ontem, por exemplo, transmitiram a Caminhada pela Democracia e a Paz realizada em Copacabana, no Rio de Janeiro e que culminou com um grande comício de José Serra e aliados.

Neste vídeo Rafael concita todos os cidadãos democratas e, particularmente os jovens, para se integrarem na #redemobiliza nesta reta final do segundo turno. O mote central da campanha lançada neste vídeo é simples: cada eleitor de José Serra tem de conquistas apenas mais um voto, principalmente daquele indeciso ou daquele desencantado pela política que deseja trocar a eleição pela antecipação do feriado.

O raciocínio é lógico: numa eleição apertadíssima, praticamente empatada, a despeito do que possam alardear os institutos de pesquisa e a grande imprensa a eles atrelados, os indecisos jogam um papel fundamental e podem decidir o futuro do Brasil. Veja o vídeo e faça a sua parte pelo bem do Brasil.

Você não quer que o cotidiano brasileiro seja marcado por escândalos e roubalheiras diárias. Você não deseja a censura à livre expressão e à internet. Então, o negócio é cada um partir para a conquista de mais um voto não apenas para José Serra, mas para garantir a democracia, a liberdade e a moralidade pública.

DIREITO À VERDADE - O PASSADO OCULTO DE DILMA.BRASILEIROS TÊM O DIREITO DE SABER QUEM É DILMA ROUSSEFF. POR QUE PROCESSO É GUARDADO NUM COFRE?



Do blog do Aluizio Amorim www.aluizioamorim.com.br
NÃO DEIXE DE VER ESTE VÍDEO. É bem curtinho. Use as ferramentas de compartilhamento aqui a baixo e divulgue em suas redes sociais. Se quiser pode enviar daqui do blog mesmo este post através de email, bastando clicar no ícone do envelope, preencher com o destinatário e clicar enviar.

domingo, 24 de outubro de 2010

LULA ABRAÇADO AOS "MOSQUITOS" DO RIO DE JANEIRO. "MOSQUITO" LIDERANDO AGRESSÃO AO SERRA E FILHOTE DE DEDO EM RISTE CONTRA POLICIAL.




Por Reinaldo de Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo.

Em alemão, é “führer”; em italiano, “condottiere”

Quando alguém chama Lula de “chefe de facção” ou diz que ele se comporta como tal, a coisa corre o risco de se perder numa abstração. Os fanáticos logo consideram que se trata de uma grave ofensa e tal. Pois bem. Vejam esta foto, recentíssima, já que este é o Lula de agora:
FOTO DE LULA ABRAÇANDO MEMBROS DA FACÇÃO DOS MOSQUITOS NO RIO DE JANEIRO.
Viram?

Este rapaz que está à direita é o petista Sandro Mata-Mosquito, candidato derrotado a deputado federal. Não se sabe o nome do sujeito à esquerda, amigo do presidente o bastante para lhe botar a mão do peito.

Agora vejam estas outras fotos — foram publicadas primeiro no Blog do Lúcio Neto. Volto em seguida.
FOTO DO CANDIDATO A DEPUTADO FEDERAL "MOSQUITO" LIDERANDO AGRESSÃO CONTRA SERRA.
FOTO DO COMPANHEIRO DE "MOSQUITO" DE DEDO EM RISTE CONTRA POLICIAL.
São os ilustres companheiros de Lula na manifestação de Campo Grande, no Rio, que resultou na agressão ao candidato tucano à Presidência, José Serra.

O PT tentou fazer de conta que não tinha nada a ver com aquela confusão. Chegaram mesmo a acusar os tucanos de terem iniciado o confronto. Em Curitiba, alguém jogou do alto de um prédio um balão com água no carro que conduzia Dilma. Ela se apressou em chamar o ato de “agressão” e afirmou, generosa!, que não acusaria o PSDB. Bem, nem poderia, não é? Que evidência ela tinha?

No caso da baixaria de Campo Grande, no Rio, as digitais dianteiras e traseiras do PT estavam dadas. A foto, agora, é só um emblema de um momento da política brasileira. Vemos Lula tirando uma foto com membros da tropa de assalto petista, que repete os métodos de certo partido alemão da década de 30… Quem, nesse meio, não gosta de tirar uma foto com o “condutor”, o “líder”, que se diz “Führer”, “condottiere” em italiano e “espancador da democracia” em qualquer língua?

Por Reinaldo Azevedo

EU PAGO IMPOSTO PARA INVESTIR NO BRASIL E NÃO EM CUBA. Veja vídeo: nuestros_impostos.wmv

sábado, 23 de outubro de 2010

Lula (Hitler) descobre que Dilma não ganhou no primeiro turno. Ou: DEPOIS DE ESBRAVEJAR, O FÜHRER PEDE UMA CACHAÇA.



Do blog do Aluizio Amorim: www.aluizioamorim.com.br

A cena do filme A Queda que mostra a cena de Hitler enfezado, serve mais uma vez à sátira política, agora focado no inconformismo de Lula (Hitler) com o fato de haver perdido o primeiro turno. Depois de esbravejar detonando Zé Dirceu e Palocci ele dá uma acalmada e solicita cabisbaixo: tragam uma cachaça...hehehe...

Ditadura petista já produziu "exilados" políticos. Irmão do Ex-Prefeito Celso Daniel do PT está "asilado" na França porque lhe aceitaram como tal.



Por Reinaldo de Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo
O fantasma de Celso Daniel assombra homem forte do governo Lula: PT e Gilberto Carvalho viram réus em ação sobre propina em Santo André
* Chefe de Gabinete de Lula transportava dinheiro da quadrilha, diz denúncia aceita pela Justiça


* Segundo denúncia aceita, Carvalho entregava dinheiro da propina para José Dirceu

* PT e Carvalho agora são réus junto com Sérgio Sombra, acusado de ter matado o prefeito


Leiam o que informam Ana Paula Scinocca e Leandro Colon, no Estadão. Comento no post abaixo:
Uma decisão da Justiça traz de volta um fantasma que acompanha o PT e transforma em réu o partido e o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho. O assessor e o PT viraram réus num processo em que são acusados de participar de uma quadrilha que cobrava propina de empresas de transporte na Prefeitura de Santo André para desviar R$ 5,3 milhões dos cofres públicos. O esquema seria o precursor do mensalão petista no governo federal.

Na segunda-feira, a Justiça tomou uma decisão que abre de vez o processo contra os envolvidos. A juíza Ana Lúcia Xavier Goldman negou recursos protelatórios e confirmou despacho em que aceita denúncia contra Carvalho, o próprio partido, outras cinco pessoas e uma empresa. A juíza entendeu, no primeiro despacho, em 23 de julho deste ano, que há elementos suficientes para processá-los por terem, segundo a denúncia, montado um esquema de corrupção para abastecer o PT. “Há indícios bastantes que autorizam a apuração da verdade dos fatos por meio da ação de improbidade administrativa”, disse.

O Estado esteve no Fórum de Santo André na quinta-feira para ler o processo e a decisão de segunda-feira. A Justiça local já enviou para a comarca de Brasília a citação do chefe de gabinete de Lula para informá-lo de que virou réu. No documento, a Justiça pede que Carvalho receba o aviso em sua casa ou no “gabinete pessoal da Presidência da República”. O Ministério Público quer que o petista e os demais acusados devolvam os recursos desviados e sejam condenados à perda dos direitos políticos por até dez anos.

A decisão judicial em acolher a denúncia foi celebrada ontem pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da região do ABC, responsáveis pela investigação. “Ao receber a denúncia, a Justiça reconhece que há indícios para que a ação corra de verdade. É um caminho importante para resgatarmos o dinheiro desviado”, disse ao Estado a promotora Eliana Vendramini. Ela destaca que a Justiça decidiu aceitar a denúncia depois de ouvir a defesa de todos os acusados nos últimos três anos.

Segundo a ação, o assessor de Lula transportava a propina para o comando do PT quando era secretário de governo do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, assassinado em janeiro de 2002. “Ele concorreu de qualquer maneira para a prática dos atos de improbidade administrativa na medida em que transportava o dinheiro (propina) arrecadado em Santo André para o Partido dos Trabalhadores”, diz a denúncia aceita pela Justiça. De acordo com a investigação, os recursos eram entregues ao então presidente do PT, José Dirceu.

Sombra
Apontado pelo Ministério Público como mandante do assassinato de Daniel, o ex-segurança Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, é companheiro de Carvalho na relação de réus. Somam-se ao grupo o ex-secretário de Transportes Klinger Luiz de Oliveira Souza, o empresário Ronan Maria Pinto, entre outros. “O valor arrecadado era encaminhado por Ronan ao requerido Sérgio e chegava, em parte, nas mãos de Gilberto Carvalho, que se incumbia de transportar os valores para o Partido dos Trabalhadores”, afirma a denúncia. “A responsabilidade de Klinger e Gilberto Carvalho decorre da sua participação efetiva na quadrilha e na destinação final dos recursos.” O dinheiro, aponta a investigação, serviu para financiar campanhas municipais, regionais e nacionais do PT. Por isso, o partido também responderá ao processo como réu.

Por Reinaldo de Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo
Escondido, mas com o rabo de fora
Leia primeiro o post acima


A família Daniel tem certeza de que o assassinato de Celso está ligado ao esquema de propina que funcionava na Prefeitura para carrear dinheiro para o PT. O modelo é considerado uma espécie de software original, adaptado, depois, a outras cidades e outras esferas da administração a que o partido chegou — inclusive a federal.

A ar de santarrão de Carvalho, de quem se ouvirá falar muito nesta semana e nos próximos dias, engana. Ele não é só um rapaz manso, que sabe fazer o “Pelo Sinal”. É uma figura graduada na hierarquia do PT e elo mais forte que liga a administração ao partido. É tão importante que Lula chegou a pensar nele para presidir a legenda. Concluiu depois que não poderia abrir mão de sua colaboração no governo.

Carvalho conhece os subterrâneos no Palácio, onde se move de modo ágil e solerte. Na TV, a campanha de Dilma diz que Serra é “um gato escondido com o rabo de fora”. Certo! Já que os petistas escolheram a política como zoologia, se tucano é gato, petista só pode ser rato. Assim, seguindo a lógica escolhida pelos próprios petistas, Carvalho é, então, um rato escondido com o rabo de fora.

Não faz tempo, o Palácio do Planalto se envolveu numa tramóia para tentar jogar nas costas do senador Marconi Perillo (PSDB), que disputa o segundo turno do governo de Goiás, uma certa conta secreta no exterior. Descobriu-se depois que era tudo picaretagem. A conta nem existia. A caudinha — ainda para ficar na metáfora escolhida pelo próprio PT — de carvalho apareceu na história.

A denúncia aceita pela Justiça endossa a versão de João Francisco e de Bruno, irmãos de Celso Daniel. Eles afirmam que Gilberto Carvalho, que era o homem forte de Celso na Prefeitura de Santo André, sabia do esquema de propina. João Francisco chegou a afirmar em depoimento à Justiça ter ouvido do próprio Carvalho que era ele quem entregava o dinheiro a José Dirceu. Carvalho e Dirceu negam.


A família Daniel no exílio
João Francisco nunca foi petista. Ao contrário: sempre foi adversário do partido em Santo André. Bruno e sua mulher, Marilena Nakano, no entanto, eram filiados ao PT e não podem ser acusados de antipetismo congênito. Ela, um quadro do partido, chegou a ser secretária de Cultura no primeiro dos três mandatos de Celso, com quem havia militado no MEP (Movimento de Emancipação do Proletariado). Irmã de Maria Nakano, mulher do lendário sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, Marilena era uma figura respeitada na esquerda.

Ocorre que a família Daniel não aceitou a versão oficial para a morte de Celso. A releitura das reportagens daquele período, com efeito, chega a estarrecer. E passou a se movimentar para, como dizia, cobrar lisura nas apurações. Ameaçados de morte, os irmãos Daniel e suas respectivas famílias tiveram de deixar o país. João Francisco se mudou para a Itália, e Bruno, Marilena e os filhos são hoje os únicos brasileiros oficialmente reconhecidos pelo governo da França como “exilados”. Abaixo, trecho do vídeo que Bruno Daniel gravou, pelo Skype, para o Manifesto em Defesa da Democracia. Ele conta parte da história.

O HOMEM SEMPRE CAPITALISTA É MUITO CRIATIVO E CONSERVADOR - O PT QUER NOS CENSURAR. Veja vídeo GIANE - DOMINIQUE



Dominique
Giane
Composição: Giane


Dominique, nique, nique,
Sempre alegre esperando alguém que possa amar.
O seu príncipe encantado,seu eterno namorado
Que não cansa de esperar.

Dominique tem um sonho e alguém pode realizar.
Há de vir um cavaleiro que a conduza para o altar.

Dominique, nique, nique,
Sempre alegre esperando alguém que possa amar.
O seu príncipe encantado,seu eterno namorado
Que não cansa de esperar.

Certo dia de passagem na avenida alguém notou
O doce olhar de Dominique e ela então se enamorou.

Dominique, nique, nique,
Sempre alegre esperando alguém que possa amar.
O seu príncipe encantado,seu eterno namorado
Que não cansa de esperar.

O rapaz com um sorriso logo pediu sua mão
E a visão do paraíso fez pulsar seu coração.

Dominique, nique, nique,
Sempre alegre esperando alguém que possa amar.
O seu príncipe encantado,seu eterno namorado
Que não cansa de esperar.

Apesar da pouca idade, Dominique percebeu
Que a maior felicidade foi o amor que Deus lhe deu.

Dominique, nique, nique,
Sempre alegre esperando alguém que possa amar.
O seu príncipe encantado,seu eterno namorado
Que não cansa de esperar.

Mas o tempo foi passando e a verdade apareceu
Pois quem vive só sonhando dessa vida se esqueceu.

Dominique, nique, nique,
Sempre alegre esperando alguém que possa amar.
O seu príncipe encantado,seu eterno namorado
Que não cansa de esperar.

Uma lágrima caída a rolar dos olhos seus
Numa tarde de Domingo o rapaz lhe disse adeus.

Dominique, nique, nique,
Sempre triste a chorar o amor que se acabou.
O seu príncipe encantado, seu eterno namorado
Que se foi e não voltou.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

MANUAL DAS BOAS VÍTIMAS DO PT: APANHE, NÃO REAJA, NÃO VÁ AO MÉDICO, FIQUE QUIETO. APANHE E DEIXE QUE CUIDEMOS DE VOCÊ. MEU TAPA NÃO DÓI.

Por Reinaldo de Azevedo no blog: www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo

Tenho uma sugestão ao PT: partido precisa escrever o “Manual das Boas Vítimas”

Tenho uma sugestão ao PT: em parceria com alguns colunistas da imprensa brasileira — se José Eduardo Dutra quiser, posso indicar alguns e algumas coleguinhas —, o partido tem de escrever o “Manual das Boas Vítimas”. O que vem a ser isso?

Sempre que alguém da oposição, um cidadão comum, um proprietário de terra, um trabalhador dedicado àquele hábito quase extinto de ganhar o salário com o seu próprio esforço, um pagador de impostos… Em suma, sempre que essa gente toda que o PT despreza for molestada por petistas, é preciso reagir de modo adequado, educado, civilizado, proporcional, sem ferir a sensibilidade dos tontons-maCUTs.

Onde já se viu alguém levar um troço na cabeça e ir procurar o médico? É um absurdo! É claro que é uma reação desproporcional, deselegante, cujo objetivo é atingir a honra imaculada daqueles petistas que estavam lá apenas para impedir o direito dos tucanos de ir e vir. Pensem bem: se os petistas não puderem mais rasgar a Constituição, quem poderá? O manual tem de ter um verbete: “PANCADA NA CABEÇA — COMO REAGIR SEM OFENDER O PT”.

É preciso haver um pouco mais de ética nessa sacanagem, entendem? Então o MST, aliado do PT, não pode mais invadir fazendas, derrubar laranjais, depredar laboratórios? Se o MST não puder mais rasgar a Constituição, quem poderá? O manual tem de ter um verbete: “INVASÃO DE TERRA - COMO REAGIR SEM OFENDER O PT”.

Vivemos, dizem os michês ideológicos do PT na academia & nas artes, uma nova “era democrática”. O sigilo fiscal de adversários se consegue em qualquer esquina. Tendo em mãos evidências de que se tratou de uma operação política, secretário e corregedor da Receita Federal, antes instituição imune à contaminação político-partidária, conferem entrevista coletiva para fraudar a verdade. A Polícia Federal conduz uma investigação das falcatruas perpetradas por petistas e associados com um timing que é, atenção!, confessadamente político. Nos bastidores, planta-se a canalhice de que culpadas pelo mal que as acomete são as próprias vítimas. E tudo fica por isso mesmo. Petistas e até imprensa acusam essas vítimas de exagero. Se os petistas não puderem mais rasgar a Constituição, quem poderá? O manual tem de ter um verbete: “INVASÃO DE SIGILO - COMO REAGIR SEM OFENDER O PT”.

Precisamos entender, como queria Gramsci, que estamos diante de uma força que tomou as mentalidades e que instaurou uma nova normalidade, segundo a qual o PT tem licenças especiais que a lei pode não lhes conceder, mas que aquilo a que chamam “história” lhe confere. O direito de ir e vir, o direito à propriedade e aqueles direitos assegurados pelo Artigo 5º da Constituição são manifestações de um tempo em que “o povo”, o “povo petista, ainda não havia chegado ao poder. É o Brasil velho, pré-Lula, que assegurava direitos fundamentais. O novo Brasil assegura o seu direito de reagir com compostura quando molestado.

Se um petista esbarrar em você na rua, não hesite: peça desculpas, ou ele o acusará de estar obstruindo o caminho do povo e da justiça! Pra cima de mim? Nem pensar! Vão ter de rebolar muito.

Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Diocese de Guarulhos prova que documento apreendido pela PF é verdadeiro e que texto defende princípios da Igreja, de acordo com a Consituição.

Por Reinaldo de Azevedo no blog: www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo

Caras e caros, o post ficou um pouco longo. Mas peço que vocês leiam com atenção. Trata-se de um momento sério, grave, da democracia. Trata-se de sabermos se as garantias previstas no Artigo 5º da Constituição, cláusulas pétreas, valem ou não. Leiam e repassem.


*
A Mitra Diocesana de Guarulhos encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral o pedido de revogação da liminar que determinou a apreensão dos impressos que traziam um “apelo” aos brasileiros para que não votassem em candidatos simpáticos à descriminação do aborto. Por ordem do TSE, a Policia Federal apreendeu os folhetos que estavam na gráfica Pana, em São Paulo. Tive acesso ao documento enviado ao tribunal e, confesso, cheguei a sentir vergonha da penúria em que se encontra o estado de direito no Brasil.

O que fez o ministro Henrique Neves da Silva, do TSE, determinar a apreensão?
a) a suposição de que o documento seria falso, já que não contaria com o endosso da CNBB;
b) o suposto crime eleitoral.
É justamente a cristalina contestação dessas duas hipóteses, com fartura de dados, que provocou em mim aquela sensação de vergonha.

Sobre a suposta falsidade do documento, argumenta a Mitra Diocesana de Guarulhos (peço que vocês leiam; é fundamental):

O documento é verdadeiro e foi aprovado pelo CONSER -CONSELHO REGIONAL EPISCOPAL SUL-1, que compreende todo Estado de São Paulo, designado por CNBB-Regional Sul-1, distribuído em 41 Dioceses, na Assembléia Geral, registrada como “II ENCONTRO REGIONAL SUL-1 DAS CDDVs” (Comissões Diocesanas de Defesa da Vida).

A Assembléia aconteceu no dia 03.07.2010 e aprovou o “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS”, conforme a ATA E A LISTA DE PRESENÇA de todos os Bispos Participantes (does. 22/25).

A convocação da Assembléia foi dirigida para todas as Dioceses. Cada diocese poderia comparecer por seu Bispo ou indicar um representante. Compareceram à Assembléia 57 pessoas. Foram expositores o Padre Berardo Graz (n.7), o Bispo Dom Nelson Westrupp, de Santo André-SP (n.14) e o Bispo Dom José Benedito Simão, de Assis-SP (n.15).

Os Bispos do Regional Sul-1, representados por sua diretoria executiva, composta por 11 Bispos, ratificaram o documento e emitiram a “NOTA DA COMISSÃO EPISCOPAL REPRESENTATIVA DO CONSELHO EPISCOPAL REGIONAL SUL l - CNBB, assinada pelo Presidente do CONSER-SUL-1, Dom Nelson Weistrupp, pelo Více-Presidente. do CONSER-SUL-1, Dom Benedito Beni dos Santos e pelo Secretário Geral do CONSER-SUL-1, Dom Aírton José dos Santos, que “acolhem e recomendam a ampla difusão do ‘APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul l”, em 26.08.2010 (does. 26/27).

Depois de todas as etapas deliberativas e administrativas, documento “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” foi aprovado e determinada a publicação, por emails, no site do Regional Sul-1, em 31.07.2010 (does. 28/29).

Ao contrário do que afirma a representante Dilma e a Coligação Para o Brasil seguir Mudando, não se trata de um “panfleto”, mas de um documento da Igreja Católica. E o documento é verdadeiro.

Tanto é verdadeiro que a própria CNBB-Regionai Sul-1, contratou a impressão dos primeiros 100 milheiros, no formato A-4, frente e verso, na empresa Artes Gráficas Prática Ltda-ME, através da nota fiscal n. 2955 (does. 30/31).

Depois disso, a CNBB-Regional Sul-1 franqueou o documento, para ampla divulgação, como escrito na NOTA, para todas as outras Dioceses e Movimentos de Defesa da Vida que quisessem distribuir para seus fiéis, interessados e defensores da vida, evidentemente no formato e na quantidade que achassem melhor e mediante o custeio das despesas pelas mesmas interessadas.

Dessa forma, foi elaborado o formato que foi apreendido por ordem dessa E. Corte.

O serviço de impressão, inclusive, foi solicitado na MESMA GRÁFICA UTILIZADA PELO PARTIDO DOS TRABALHADORES, PORQUE TINHA O MELHOR PREÇO E CAPACIDADE PARA EXECUÇÃO DO SERVIÇO (Does. 32/33 ).

Destarte, É UM DOCUMENTO OFICIAL DA IGREJA CATÓLICA E DA CNBB-REGIONAL SUL-1, que compreende todo o Estado de São Paulo e tem autoridade para deliberar e expedir documentos em seu nome, orientando os fiéis.

Portanto, a CNBB-REGIONAL SUL-1, ELABOROU E APROVOU O “APELO” E EXPEDIU A “NOTA” recomendando sua ampla e irrestrita divulgação, que a requerente estava seguindo fielmente.
(…)

Sobre a suposto crime eleitoral, argumenta a Diocese de Guarulhos:
A Mitra Diocesana e o Bispo Dom Luiz Gonzaga Bergonzini não apoiaram nenhum candidato a deputado estadual ou federal, senador, governador ou presidente. Estão defendendo o Evangelho e a Doutrina Cristã e acompanhando a pregação e orientação do Papa Bento XVI, que desde o início de seu Papado, está alertando os católicos sobre o relativismo.

Relativismo é, por exemplo, votar em algum político que “rouba mas faz”. Se ele rouba, não poderia ser candidato. É mandamento cristão: “NÃO ROUBAR”. Em obediência ao mandamento, os católicos não devem votar em quem rouba.

Relativismo é, por exemplo, aceitar e votar num partido ou político que está empenhado na liberação do aborto. Cristo defende a vida. A Igreja Católica defende a vida. Os católicos defendem a vida. Os cristãos defendem a vida. A vida é o bem maior de todos os seres humanos. “NÃO MATAR” é um mandamento.

O aborto, para os cristãos, consiste na retirada de um ser humano em formação - que será depois uma criança, um jovem, um adulto, um idoso, até chegar à morte -, do útero de uma mulher e jogá-lo na privada, no lixo ou no esgoto.

A Igreja Católica Apostólica Romana segue o Evangelho de Jesus Cristo. Ela e seus sacerdotes - padres e bispos - fazem profissão de fé e estão obrigados a defender esses princípios, em todos os momentos de suas vidas.

Além da questão do aborto, o Código de Direito Canônico obriga o bispo a propor e explicar aos fiéis as verdades.

A CNBB-REGIONAL SUL-1, Mitra Diocesana de Guarulhos e Dom Luiz Gonzaga deram cumprimento aos cânones 386, §1 e §2, assim escritos:

“§1. O Bispo diocesano é obrigado a propor e explicar aos fiéis as verdades que se devem crer e aplicar aos costumes…” §2. Defenda com firmeza a integridade e unidade da fé, empregando os meios que parecerem mais adequados…”.

Temos, então, que o Direito Canônico obriga os Bispos a explicar as verdades e defender a integridade e unidade da fé. Inclusive a verdade sobre o aborto. Dom Luiz cumpriu sua obrigação canônica.

Dom Luiz poderia, inclusive, indicar candidatos, se quisesse. Isso não é proibido. Mas não o fez. Está apenas defendendo princípios. Se os princípios conflitam com os princípios de outras pessoas, partidos ou candidatos, as conseqüências cada um deve assumir para si. Se alguém tem posições contrárias aos princípios cristãos, deve expor e defender essas teses, assumindo a responsabilidade decorrente.

No caso presente, os bispos das 41 dioceses do Estado de São Paulo resolveram emitir um documento que explicasse em quem não votar, tendo como base principal o aborto, ponto que Sua Santidade o Papa Bento XVI vem, exaustivamente, chamando a atenção de todo o povo do mundo.

A vida é dom de Deus, bem indisponível, em qualquer tempo, tanto que auxiliar alguém a suicidar-se é crime capitulado no art 122, do Código Penal. Ninguém pode atentar contra nenhuma vida.

A apreensão dos documentos pertencentes à Mitra Diocesana de Guarulhos, autorizado pela CNBB-REGIONAL-SUl-1, é uma ação discriminatória da candidata Dilma Rousseff e da Coligação para o Brasil Seguir Mudando, que está perseguindo e tentando impedir a Igreja Católica e seus membros de expressar suas convicções religiosas.

Assim, requer se digne V. Exa de revogar a liminar e determinar a devolução de todo o material apreendido, por respeito à Constituição Federal e aos direitos constitucionais pétreos da requerente e de seus membros.


Voltei
A brilhante exposição dos advogados da Mitra Diocesana, João Carlos Biagini e Roberto Victalino de Brito Filho, lembra ainda o que deveria ser corriqueiro na vida pública brasileira: este é um país em que a Constituição garante a liberdade religiosa e a liberdade de expressão, sendo vedada a censura

O documento da Diocese lembra ainda que todos os dados relacionados no “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS”, que relacionam o PT e sua candidata à defesa da descriminalização do aborto, são verdadeiros e públicos.

Olhem aqui, meus caros: o que está em debate é o direito de uma igreja orientar os seus fiéis, direito este que foi suspenso por causa do processo eleitoral. E nada, na Constituição, autoriza tal suspensão. Mais: o argumento de que o documento da Regional Sul I é falso é um escândalo em si mesmo.

Pela primeira vez na história, desde a redemocratização do Brasil, usam-se as eleições para suspender garantias previstas no Artigo 5º da Constituição, cláusulas pétreas, que não podem ser revogadas nem por emenda constitucional.

Por Reinaldo de Azevedo

DILMA É SOCIALISTA E ABORTISTA, MAS ESSES SISTEMAS EXTERMINAM O SER HUMANO.

O socialismo é um sistema inventado por Karl Marx para combater o lucro que o homem obtinha com seu trabalho cotidiano. O sistema precisava eliminar o direito de propriedade para funcionar. Ocorre que o homem é dono do próprio capital. Nesse caso, ele trabalha com seu corpo e propriedades para construir outras coisas (outros capitais) dos quais ele continua o único proprietário. Logo o sistema socialista só tem sentido com a eliminação da propriedade para que tudo seja de todos, até o próprio trabalho.

O abortismo é um sistema inventado pelo (...) para combater a vida do homem. Esse sistema precisa acabar com a vida do concebido para que o homem não tenha o trabalho de criá-lo. Nesse caso, a sobrevivência do homem fica cada vez mais perto do fim porque a descendência não é valorizada. Os abortistas defendem que o sobrevivente atual possa matar o feto a qualquer hora em nome de não ter problemas de criação no futuro. Defendem que abortar é um problema de saúde pública e pensam em eliminar o feto como um lixo qualquer. Você sabe para aonde vai o feto abortado?

Assim como o abortismo é um sistema que prega, em última análise, a eliminação do homem como ser vivente, o socialismo também é um sistema inventado para combater o homem como ele é, haja vista que o homem nasceu e sempre será capitalista. Diga-se, de passagem, que capitalismo não é um sistema, mas é a descrição do homem como um sistema. O inimigo do homem como pessoa é o socialismo que considera o homem como uma máquina que também tem um sistema de funcionamento.

O homem nasceu e cresceu capitalista. Não foi a sociedade que o tornou capitalista, mas ao contrário: a sociedade é capitalista porque assim é o cidadão que a compõe. A escassez da natureza obriga o homem a trabalhar. Trabalhando ele constroi riquezas para si e para a sociedade. Mas sendo ocioso regridem ele e a sociedade.

Os socialistas defendem o ócio. Dizem que não há necessidade de trabalhar porque o estado fornece tudo. É uma mentira. O homem que se diz socialista é falso como o diabo. Quer propriedades sem trabalhar. Quer capitalizar as coisas dos outros cidadãos e socializar o trabalho de construção em prol do estado e não de você. Assim é nos estados socialistas que são todos totalitários. Os dirigentes dos estados socialistas são donos das tuas coisas e não precisam trabalham porque tu trabalhas para eles.

O problema é que nós somos tentados a possuir sem contribuir com trabalho. E o político que se diz socialista usa esse defeito do ócio para convencê-lo de que o socialismo é bom. Da mesma maneira que a serpente enganou Eva, o socialismo engana o homem capitalista. Cometendo esse engano, ele perde primeiro a liberdade e depois perde a vida.

A Dilma, a candidata a Presidente da República pelo PT, é socialista e abortista. No dia 31 de outubro (dia das bruxas), elegeremos aquele que aumentará nossas possibilidades de vida mais livre e melhor. Não votarei naqueles que querem destruir a existência do homem e do próprio Brasil. Garante tua vida e tua liberdade nesta pátria. Pensa bem.

O HOMEM SEMPRE CAPITALISTA É MUITO CRIATIVO, MAS SÓ SE TIVER LIBERDADE. O SOCIALISMO NÃO CRIA NADA. Trio Esperança - Filme triste



Filme Triste
Trio Esperança
Composição: J. D. Laudermilk - Vrs. Romeu Nunes

Meu broto me avisou que ia estudar
Ai, ai, ai, ai,
E ao cinema eu fui me distrair
Ai, ai, ai, ai,
E ao chegar nem quiz acreditar
Eu vi meu bem sentado com alguém
Em frente a mim.
E os dois agarradinhos eu notei
Ai, ai, ai, ai,
A minha melhor amiga me traiu
Ai, ai, ai , ai
Trocavam beijos que eu quase morri
E do princípio ao fim do filme eu chorei!
(refrão)
Oh oh oh... filme triste
Que me fez chorar
Oh oh oh...filme triste
Que me fez chorar
E ao chegar em casa mamãe viu
Ai ai ai ai
Os meus olhos vermelhos de chorar
Ai ai ai ai
E abraçada a ela eu expliquei
O filme foi tão triste que eu chorei
(refrão)
Oh oh oh... filme triste
Que me fez chorar
Oh oh oh...filme triste
Que me fez chorar
Ah ah ah
Filme triste que me fez chorar
Ah ah ah .

FEIOS, SUJOS, MALVADOS E A BARATA RODOX.

Por Reinaldo de Azevedo no blog: www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo. Acrescentei apenas o vídeo Barata Rodox.
Feios, sujos e malvados
Numa campanha suja de proporções inéditas, contra a qual quase não se lê um pio na imprensa, o PT mandou imprimir 20 milhões de panfletos satanizando o candidato tucano à Presidência, José Serra. É baixaria da pesada. Além da mentira óbvia de que, se vitorioso, ele vai “privatizar o pré-sal e a Petrobras”, afirma-se que, a “miséria vai aumentar” e que “as epidemias poderão voltar ainda piores”.

Se alguém for visto lendo aquele apelo da Igreja em favor da vida — o texto lembra que Dilma defende a descriminação do aborto e que o governo atuou a favor da medida —, a polícia é chamada imediatamente.

A idéia é inundar São Paulo com essa sujeira. A igreja está impedida de dizer as verdades sobre a petista, mas o PT pode contar as mentiras que quiser sobre quem bem entender.

Por Reinaldo Azevedo
Tags: campanha suja, PT

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

SILAS MALAFAIA: EDIR MACEDO, VOCÊ FOI COMPRADO PARA DEFENDER A DILMA E PRATICA CONCORRÊNCIA DESLEAL.

Por Reinaldo de Azevedo no blog: www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo
MACEDO, VOCÊ FOI COMPRADO PARA DEFENDER A DILMA E PRATICA CONCORRÊNCIA DESLEAL”

Edir Macedo, o dono da Igreja Universal do Reino de Deus e da Rede Record — ele é, portanto, um concessionário de serviço público — já declarou apoio à candidata do PT, Dilma Rousseff. Resolveu, em sua pagina pessoal, atacar o pastor Silas Malafaia, da Assembléia de Deus, por ter declarado apoio a José Serra, sugerindo que este teria sido movido por interesses inconfessáveis. Bem, Malafaia, concorde-se ou não com ele, é um orador muito contundente. E passa em Macedo a maior descompostura que já vi, seja no terreno propriamente religioso, seja no político-empresarial.

O dono da Universal da Record, acreditem, reproduz em sua página as acusações abjetas feitas a Mônica Serra. Esse é o “jogo limpo” deles. Alguém vai mobilizar o TSE e a Polícia Federal? A resposta de Malafaia segue em dois vídeos:

Na primeira parte, ele desmoraliza Edir Macedo com passagens bíblicas que condenam o aborto. Algumas frases:
“A marca do falso profeta é a mentira”.
“Até o tolo, quando se cala, se passa por sábio. Edir Macedo perdeu uma oportunidade fenomenal de ficar calado”
“Você Macedo, é o único pastor do mundo que apóia o aborto”.
“Eu tenho pena de você porque você, teologicamente, é tão ignorante… Você não conhece a Bíblia (…) Você está precisando ler a Bíblia”



Na segunda parte, quem apanha mais é o “empresário” Edir Macedo:

“VOCÊ FOI COMPRADO, MACEDO!”
“Você não pode botar a mão na Bíblia e dizer que não foi comprado porque a sua emissora recebe milhões do governo. Você foi comprado para defender Dilma. E a tua emissora é uma emissora chapa-branca, com um jornalismo tendencioso, e não é independente como as outras”.

MACEDO JÁ CHAMOU LULA DE DIABO
“Agora eu vou dizer quem é que muda” - (ENTRA UMA VOZ EM OFF) “Na eleição entre Lula e Collor, Macedo chegou a uma de suas igrejas, abriu o seu paletó e mostrou uma camiseta com a inscrição ‘Collor’ e afirmou: ‘Lula é o diabo’, satanizando o PT”.

“VOCÊ TEM GANÂNCIA, MACEDO!”
“Você perdeu o fogo. Você tem ganância de poder, ganância econômica e ganância religiosa. (…) Você perdeu a noção do Evangelho. “

“A SUA TV, MACEDO, PROMOVE A PROSTITUIÇÃO; É UM LIXO MORAL”
“Você, Macedo, tem gasto bilhões, dízimo e ofertas do povo de Deus, que você tem injetado na sua TV para promover prostituição, adultério, homossexualismo, sensualidade, assassinato, roubo. A sua TV é um lixo moral”

“VOCÊ, MACEDO, PRATICA CONCORRÊNCIA DESLEAL”
“Você pratica uma concorrência desleal com as outras emissoras. Porque a Globo, o SBT, a Band, a RedeTV e a CNT não têm dinheiro de Igreja para se financiar”