quinta-feira, 30 de setembro de 2010

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ESTÁ FLERTANDO COM A DITADURA PETISTA. OLHA O PERIGO!

Reinaldo de Azevedo publicou no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo o seguinte texto:

STF se confere poderes de Congresso, atropela Constituição e muda lei a três dias da eleição! É um flerte com o baguncismo jurídico.

Publiquei o texto que segue no fim da noite de ontem. Decidi mantê-lo aqui no alto. No fim dele, faço um comentário adicional.

Caros, pretendo que este seja um dos textos mais importantes publicados neste blog.

Aos poucos, o baguncismo vai se insinuando nas instituições brasileiras, e aquilo que deveria ser o comum, o corriqueiro, que é o cumprimento da lei, vai dependendo cada vez mais da ação de homens, da interpretação de juízes, ministros, de modo que uma das bases do arcabouço legal, que é a tempestividade, vai cedendo ao intempestivo.

Um ou dois documentos para votar? NO ANO PASSADO, graças a uma iniciativa do PC do B, concluiu-se que seriam necessários dois: o título e um documento com foto. TODOS OS PARTIDOS apoiaram a mudança, uma ampla maioria a aprovou, e o presidente da República a sancionou. Pode, agora, o Supremo, a três dias da eleição, dizer que aquela lei, EMBORA CONSTITUCIONAL, não vale? Desculpem-me os respeitáveis ministros que, até agora, acataram a Adin do PT: é um despropósito absoluto!

Uma pergunta dirigida a Marco Aurélio de Mello, José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Carlos Ayres Britto: se o Congresso quiser votar amanhã uma nova Lei Eleitoral, com validade já para as próximas eleições, ele pode? Não! A Constituição não permite. Mas o Supremo pode, nesse caso, se comportar como um Legislativo acima da Constituição? É o que está fazendo. Só esse argumento bastaria para que o tribunal não se metesse nessa história.

Ora, os partidos se prepararam para a lei que existe, não? O que se muda ao dizer que a lei não vale é o próprio processo eleitoral. Se a que temos aí, aprovada pelo Congresso, não é boa, que os senhores parlamentares, no tempo e no foro adequados, a mudem. Não cabe ao Supremo dizer: “Ooopsss! Você aprovaram, é CONSTITUCIONAL, mas acho que a gente pode dar uma corrigidinha nos excessos, cuidar do tempero” — como disse Lewandowski, numa declaração que me parece um tanto leviana.

Qualquer lei que mude o processo eleitoral — e essa muda — só pode ser aprovada, no mínimo, um ano antes da eleição. Ora, se o Congresso quisesse voltar atrás agora, não poderia. Então pode o Supremo fazer o que o Parlamento não pode?

Estamos diante de uma aberração óbvia, contra a qual não cabe recurso a não ser a indignação. Mas é assim que as coisas começam; é assim que a ordem instituída inicia o processo de degenerescência, com pequenas concessões — até a hora em que se chega às grandes, que, cedo ou tarde, são cobradas de quem vai, como diria o mestre-cuca Lewandowski ,”temperando” a lei.

Quer dizer que o PT, por alguma razão, intuiu que seria prejudicado por uma lei que ajudou a aprovar, a favor da qual se mobilizou, e apela ao cartório, para resolver no tapetão o que ele próprio endossou no processo político? E os ministros, alegremente, assumem o lugar de 513 deputados e 81 senadores? Em que outras circunstâncias o STF se mostrará disposto a “corrigir” decisões CONSTITUCIONAIS tomadas pelo Poder Legislativo?

Já não era bom
E que se note: quando essa mudança foi discutida, o TSE foi alertado que o ideal seria que as seções eleitorais não tivessem aquelas folhas com o número dos títulos. Afinal, é esse número que, digitado, permite que se vote. Ora, se é para o sistema ser seguro, o ideal seria que:
a - as seções tivessem a listagem com os nomes dos eleitores;
b - um documento com foto identificasse o votante;
c - identificado, ele apresenta o título;
d - digitado o número, abre-se a possibilidade de votar.

Isso já não foi feito. No chamado “Brasil profundo”, nada impede que se vote em lugar do eleitor ausente. Bastam, para tanto, uma fiscalização frouxa e a disposição de fraudar. Abundam as duas coisas no país. A mudança não foi aceita. O processo já ficou menos seguro. A lei votada no ano passado era uma pequena garantia extra, que o STF agora vai derrubar. Mas as coisas não param por aí, não. As circunstâncias a tornam muito piores.

O marqueteiro pediu e os “ministros enquanto isso e enquanto aquilo”
O grande “legislador” intempestivo da causa se chama João Santana, o marqueteiro do PT. Foi ele quem pediu a Antonio Palocci, informou a coluna Painel (Folha), no domingo, que se recorresse contra a lei. E assim foi feito. Pois bem.

ATENÇÃO AGORA! Em julho, a questão foi debatida no TSE. Em favor de Marco Aurélio de Mello se diga uma coisa: ele defendeu que o eleitor pudesse votar apresentando apenas a carteira de identidade. Foi voto vencido. O tribunal soltou uma resolução endossando a lei aprovada: título mais documento com foto. Pois bem: Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia, no TSE, votaram pelos dois documentos; no STF, ambos votaram por um documento só.

Encerro
Olhem aqui: se João Santana pediu para mudar a lei, é porque ele acha que um só documento é coisa boa para o PT. Eu, sinceramente, tendo a acreditar que a questão é, em si, irrelevante (mecanismo para evitar que se vote em lugar do ausente seria, sim importante). Minha questão não é de natureza eleitoral ou eleitoreira.

O que me preocupa é ver o STF nessa areia, atropelando a Constituição em vez de protegê-la. Seria exagero dizer que se está dando um pequeno golpe na eleição. Mas não é exagero dizer que, se fosse um golpe, não haveria a quem apelar, uma vez que o tribunal ao qual se apela seria o seu próprio promotor.

Eis aí um péssimo sinal.
Adendo importante
A Folha de hoje publica um texto em que afirma que o ministro Gilmar Mendes, que pediu vista, e o tucano José Serra se falaram ontem. Ambos negam. Ainda que tivessem se falado. E daí?

Se a presunção é a de que Mendes teria pedido vista para privilegiar Serra, então seria de supor que os outros cederam ao pedido do PT para privilegiar Dilma — a única diferença, então, é que os jornalistas não saberiam com quem teriam falado ao telefone. É uma questão de lógica elementar.

Isso é irrelevante. Eu não acho que faça grande diferença apresentar um ou dois documentos. Quem acha é João Santana, o marqueteiro do PT. Terá falado com algum ministro? A questão, em si, não tem a menor importância.

Importante é o STF, a três dias da eleição, mudar uma lei aprovada no ano passado. Creio que os motivos foram suficientemente expostos acima.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Não vote sem antes assistir a este video - Silas Malafaia e as Eleições ...



Um pronunciamento exemplar de Silas Malafaia, líder evangélico, sobre liberdade de expressão, religião e eleições (www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo)

Os leitores sabem que sou católico, e alguns bobos confundem a crítica que faço a alguma “igrejas mais novas do que o uísque que eu bebo” com preconceito contra evangélico. Não tenho preconceito nenhum! Combato é vigaristas disfarçados de religiosos. Se vejo alguém recorrer ao Eclesiastes para justificar o aborto por causa de uma metáfora que há naquele texto, acuso a besteira; afirmo com clareza: “É mentira! Não há uma só passagem na Bíblia que justifique tal crime”. Combato também o que chamo de indústria da fé, que recorre aos assuntos de Deus para cuidar de assuntos demasiadamente humanos.

Pois bem. Abaixo, segue um vídeo de um líder evangélico que costuma ter opiniões muito claras — o que alguns confundem com posições polêmicas. Aliás, no Brasil, ultimamente, se você evita a ambigüidade, logo vira um “polêmico”. Trata-se do pastor Silas Malafaia, da Assembléia de Deus Vitória em Cristo. Ele faz uma das melhores defesas que já ouvi da liberdade de expressão e trata de modo muito correto a relação entre fé e política.

Não estou me alinhando com esta ou com aquela opiniões de Malafaia. O que me interessa em sua fala é a abordagem irretocável sobre democracia e estado de direito. Assista. Volto em seguida.

Voltei.
A organização evangélica a que Malafaia pertence tem seis horas de programação diária na TV aberta (Bandeirantes, RedeTV e CNT). Um irmão seu é candidato a deputado pelo PR do Rio — nacionalmente, o partido apóia a candidata Dilma Rousseff. Mas não Malafaia. Estava com Marina (ela também é fiel da Assembléia de Deus), mas rompeu o apoio por causa da posição da candidata sobre o aborto: ela se diz favorável a um plebiscito. Para o pastor, cristão não tergiversa sobre esse assunto. Nesse particular, concordo com ele. O pastor passou a apoiar o tucano José Serra.

O partido a que ele se refere no vídeo é o PT, que lhe mandou uma carta. Reproduzo trecho do texto de seu site que explica as circunstâncias
*
No programa Vitória em Cristo, exibido no dia 11 de setembro deste ano, o pastor Silas Malafaia sugeriu que os telespectadores assistissem ao vídeo do Pr. Paschoal Piragine (aqui) sobre as eleições 2010. Nele, Piragine criticou o PT e pediu aos internautas para não votarem em nenhum candidato do partido.

A repercussão foi tão grande que, até o fim da tarde desta sexta-feira (17/09), o vídeo postado no YouTube já havia sido assistido (sic) por mais de 1,6 milhão de pessoas. O fato motivou integrantes do Partido dos Trabalhadores a enviarem uma carta ao pastor Silas Malafaia alegando: “Não é verdade que deputados do PT foram expulsos por se manifestarem contra o aborto. É verdade que eles tiveram conflitos com movimentos de mulheres sobre questões relacionadas ao aborto, mas não houve expulsão.”

Em resposta, o pastor Silas Malafaia saiu em defesa do vídeo e afirmou em carta enviada aos integrantes do PT: “Espero que, se Dilma ganhar, vocês que são cristãos não fiquem envergonhados, e não se calem diante de coisas que virão por aí, e que só o tempo poderá nos mostrar.” A íntegra da carta dos petistas e da resposta de Malafaia está aqui.

Tags: Silas Malafaia, Reinaldo Azevedo, governo do PT, Dilma Roussef, José Serra, eleição 2010, Pastor Piragine, aborto

TRIBUNAIS DE CONTAS NÃO PODEM JULGAR CONTAS DE PREFEITOS.

Notícias do Consultor Jurídico/BR (14 de setembro de 2010). Com informações da Assessoria de Imprensa do STF. RCL 10.499. O título é meu.

O ministro Marco Aurélio Mello (STF) suspendeu a rejeição das contas do ex-prefeito de Aurora (CE) Francisco Carlos Macedo Tavares, candidato a deputado federal, por entender que a competência para aprovar ou rejeitar a prestação de contas municipais é da Câmara de Vereadores e não é do Tribunal de Contas.

O magistrado garantiu a candidatura de Tavares com base em jurisprudência do STF que decidiu que os Tribunais de Contas, em relação aos chefes do Poder Executivo, emitem pareceres e não julgam em definitivo as contas dos prefeitos. O entendimento foi firmado nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade 3.715 e 849.

A liminar foi concedida na Reclamação, em que o ex-prefeito solicita que o STF anule as decisões do Tribunal de Contas do Ceará e todos os seus atos e determine nova análise das contas apenas para a emissão de parecer, sem impor multas ou punições que não seriam de sua competência.

No despacho do ministro Marco Aurélio, relator da Reclamação, foram destacados os artigos 31 e 71, incisos I e II, da Constituição Federal, para afirmar a necessidade de a manifestação do Tribunal de Contas ser tomada "como parecer técnico, aguardando-se o crivo do Poder Legislativo quanto à aprovação ou à rejeição das contas".

De acordo com o artigo 71, as contas dos chefes do Poder Executivo têm tratamento diferenciado em relação aos administradores em geral: no caso do Presidente da República, o TCU examina as contas prestadas e se limita a emitir parecer, cabendo ao Congresso Nacional o seu julgamento.

Em relação às contas de administradores e demais responsáveis por recursos públicos da administração direta e indireta, o Tribunal de Contas vai além do mero parecer e julga definitivamente. O ministro observou que presidente, governadores e prefeitos igualam-se, nesse caso, como chefes de Poder.

De acordo com o artigo 31, a fiscalização do município deve ser feita pelo Poder Legislativo municipal. "A limitar a atuação dos Tribunais de Contas dos estados ou dos municípios, constata-se a existência, no próprio texto constitucional, de norma que aponta Tribunais de Contas como órgãos auxiliares da Câmara Municipal (parágrafo 1º), o que excluiu a possibilidade de lhes ser reconhecida autonomia suficiente para rejeitar contas dos prefeitos. A atividade meramente auxiliar não pode ser transmudada em decisória", concluiu.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

DIGA NÃO AOS VERDADEIROS GOLPISTAS!

Por Leonardo Bruno - 15 Setembro 2010 - www.midiasemmascara.com.br

O presidente Lula, junto com seu partido, revela o completo desdém pelo jogo democrático, pela dissidência, pelo pluralismo, que são os sinais claros de um Estado de Direito em plena funcionalidade.

As esquerdas, na mídia, nas universidades, na política, em escolas, enfim, em centros de divulgação da cultura, alardeiam o"golpismo" da imprensa toda vez que ela denuncia mais uma coleção de crimes do petismo. Elas remoem as lembranças da investida dos militares em 1964, como se as divulgações ao público sobre os crimes do governo fossem uma espécie de conspiração e luta pelo poder, no sentido de derrubar o PT. Ou seja, as palavras viraram armas, tanques de guerra, metralhadoras, uso da força. Embora as palavras jamais devam ser subestimadas, posto que tenham poder, no entanto, a fiscalização e a denúncia da livre imprensa contra os desmandos do governo é um expediente natural de qualquer democracia. Claro, não é o que passa pela psicologia do PT. O sonho do presidente Lula e de seus sequazes é a cubanização do Brasil.

A imprensa sonhada pelo petismo é calada, amordaçada, ou então, chapa branca, oficialesca, bem aos caprichos dos regimes totalitários. De fato, eles já conseguiram isso. Os sindicatos de jornalistas, os editoriais, as universidades de jornalismo são praticamente quase todos controlados por socialistas e comunistas. Os únicos "golpistas", por assim dizer, são alguns jornalistas corajosos e independentes, que não se vendem ao governo, como também a internet e seus milhares de blogs. Os blogs, por assim dizer, estão salvando a honra do vergonhoso e vendido jornalismo brasileiro. Direi mais: estão salvando a política brasileira de uma falta de oposição, já que o PSDB, espiritualmente, colabora com o petismo, de alguma forma.

Os milhares de cidadãos comuns, honestos, que escrevem em sites independentes e blogs e comentam no twitter ou mesmo revistas e jornais que publicam matérias de grande interesse ao público, agora são acusados de "golpistas". As forças armadas estarão de prontidão, esperando nossa ordem. Nós, os blogueiros, somos sustentados pelo capitalismo internacional e pela burguesia malvada, que financia nossas opiniões. Os "movimentos sociais" como o MST; revistas esquerdistas camaradas do tipo Carta Capital ou Caros Amigos; e sites que ninguém lê, como Carta Maior, dos Emires Saderes da vida, coitadinhos, são pobrezinhos, não vêem um centavo do dinheiro do contribuinte.

É mania das esquerdas inverterem o sentido da realidade. Quando eles roubam, dizem: e quem não rouba? E aí, pelo fato de supostamente todo mundo roubar, eles se dão ao trabalho de se absolverem e criminalizarem a sociedade inteira, roubando como nunca. E quando eles são pegos violando o sigilo bancário e fiscal de alguém, eles dizem: e quem não faz isso? Assim, eles começam a fazer conjecturas, justificando a violação da privacidade alheia, pelo fato de que é eficiente para combater o crime. Ou seja, a sociedade é previamente criminalizada e policiada, enquanto eles mesmos se inocentam no crime de violar privacidade alheia e usar informações confidenciais para chantagear e extorquir todo mundo. O mesmo se aplica ao golpismo. Os esquerdistas medem a humanidade pela régua deles. Se eles são assassinos e vigaristas, é claro que os seus opositores também o são. E aí a fábrica generalizada de dossiês é para inviabilizar qualquer questionamento contra eles. Ou seja, catar os podres de todo mundo, para que o PT continue sempre corrupto e impune. E quando não conseguem encontrar podre nenhum de alguém, apelam à calúnia, difamação e destruição de reputações, para que ninguém os denuncie. Ver conspiração onde não existe, acusar de golpe em meia dúzia de cidadãos inocentes de opiniões divergentes, quando na verdade os conspiradores são os próprios acusadores, é a maneira incrivelmente repetitiva do PT se redimir. Assim, eles podem dar o golpe à vontade no sistema democrático e rasgar a Constituição, pelo fato de transferir para os outros, os seus próprios intentos delinqüentes.

O mito da "mídia golpista" cola muito bem, quando ela praticamente não existe. Aterrorizam-se as manifestações inexistentes ou muito tímidas de dissidência para preveni-la, chantageá-la ou intimidá-la. Para petista, lembremos, "mídia golpista" é toda aquela que não segue a cartilha ideológica do governo (se bem que até as mídias privadas que colaboram com o PT são também chamadas assim).

É de uma perplexidade extrema que ninguém perceba nas afirmações petistas uma declaração de guerra contra a livre opinião e a livre imprensa. Ou seja, opor-se ao governo Lula não se torna prática defendida pela Constituição Brasileira; é um "golpe", a ponto de subverter as próprias instituições democráticas. Dentro desta premissa desonesta, sórdida, canalha, os petistas se colocam como paladinos da democracia, ou mais, a própria democracia encarnada como instituição, perpétua, ainda que acima e contra as próprias leis do país. Do outro lado, qualquer tipo de oposição é considerada "antidemocrática" previamente por se opor ao regime "democrático popular" encarnado nestes facínoras mentirosos. A farsa é mais que abjeta. O PT pode roubar, aparelhar o Estado, ameaçar as liberdades civis e políticas, chantagear ou mesmo calar a boca da imprensa, que sempre será"democrática", já que qualquer crítica ao seu governo é conspiratória. O inverso para eles não é o verdadeiro, basicamente.

Entretanto, na prática é. Os golpistas, os inimigos da democracia, os corruptos e larápios que querem calar a boca da dissidência são os próprios petistas. Eles é que conspiram na calada da noite, criando projetos de censura e cerceamento da liberdade de imprensa e demais outras liberdades. São eles que sonham, na calada da noite, em transformar o Brasil numa Cuba continental, numa versão verde e amarela de bolivarianismo venezuelano, ou, na pior das hipóteses, numa gigantesca Coréia do Norte.

O presidente Lula, cercado de áulicos, inebriado por uma popularidade enganosa e criada através de uma gigantesca campanha de desinformação e manipulação da opinião pública, está demonstrando sinais claros de megalomania. Na prática, ele sempre foi assim. Apenas, aos poucos, revela o cinismo e o desprezo pelo sistema democrático que tanto combateu em sua história. Sim, o mito do Lula sindicalista que combateu o regime militar é tão farsesco quanto o de sua candidata substituta, Dilma Rousseff. Ambos, no passado, lutaram contra a ditadura autoritária pela implantação da ditadura totalitária no país. E, lenta e gradualmente, estão conseguindo isso, através do estupor da sociedade civil, imbecilizada, anestesiada, fora da realidade.

A perspectiva de que o mero fato de opor-se ao governo seja catalogado como "golpe" já implica uma anomalia psicológica de um governo desprezível. É o pensamento típico das tiranias totalitárias, que sonham com a homogeneidade estéril da sociedade civil compacta, sem opiniões próprias e massificada e idiotizada na figura do Partido-Estado. Ver na mera oposição democrática o sinônimo cabal de golpe é pensamento comum dos regimes que vigoram em Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador, Coréia do Norte, China, Irã, como também vigoraram na União Soviética, na Alemanha Nazista e outras demais tiranias do século XX. O presidente Lula, junto com seu partido, revela o completo desdém pelo jogo democrático, pela dissidência, pelo pluralismo, que são os sinais claros de um Estado de Direito em plena funcionalidade.

Em uma coisa eles estão certos: sim, nós, opositores, queremos derrubar o governo. Mas, por meios legais e democráticos, enquanto eles querem manter o poder através de métodos antidemocráticos e criminosos. Essa é a nossa diferença. Os verdadeiros golpistas estão no governo. São no amplo sentido que essa palavra significa:conspiradores, maliciosos, embusteiros, charlatães, proxenetas, escroques, estelionatários, assassinos e liberticidas. Quem acredita que a democracia caminha bem, perdeu o senso da realidade. Esperemos apenas, que neste país, as pessoas de bem não sejam internadas como "golpistas", como nos hospícios soviéticos. . .

Diga não aos verdadeiros golpistas! Eles andam aplicando muito golpes na praça!

Tags: imprensa amordaçada, liberdade de imprensa, Carta Maior, Emir Sader, Leonardo Bruno, governo do PT, ditadura do PT, golpe de estado

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

AS PESQUISAS DE VOTO CAMINHAM PARA A DESMORALIZAÇÃO.

Foto de desenho do Jornal Impacto Paraná, nº 756, www.impactopr.com.br

Você já fez alguma pesquisa no seu trabalho, no seu bairro, nos seus vizinhos? Na sua pesquisa, a candidata do Lula fez mais que 50%? Fez mais que 30%? Em julho, pesquisei em Brasília, Maceió, Aracaju e Curitiba. Ela ficou com menos de 20%. Os pesquisados disseram que não viam ninguém que votava na candidata da Casa Civil. Encontrei mais votantes na Marina que nela. Então por que essas pesquisas Datafolha, Ibope, Vox Populi e Sensus indicam 50% de votação para uma candidata sem expressão alguma?

Reinaldo de Azevedo escreveu o seguinte em seu blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo:

Em 2006, pesquisa Datafolha do dia 19 de setembro, publicada a 12 dias da eleição, apontava Lula com 50% das intenções de voto, o tucano Geraldo Alckmin com 29% e Heloisa Helena, do PSOL, com 9%. O petista tinha 56% dos votos válidos.

Em 2010, a 11 dias da eleição, a petista Dilma Rousseff aparece com 49%; o tucano José Serra, com 28%, e a verde Marina Silva, com 13%. Dilma tem 54% dos votos válidos.

Em 2006, computadas as urnas 12 dias depois, Alckmin não teve 29% dos votos, mas 41,64%; Lula não teve 50%, mas 48,61%, e Heloísa Helena (PSOL) e Cristovam Buarque (PDT) obtiveram, juntos, 9,49%.

Não me perguntem se a situação se repetirá ou não. Quem, ultimamente, anda fazendo previsões são comandantes de institutos de pesquisa, o que ultrapassa a linha da sem-vergonhice. Limito-me a dizer quais eram os números e quais foram os números, entenderam?


É evidente que há manipulação de pesquisas e o eleitor fica perdido por conta da pesquisa usada como fortíssima propaganda. A utilidade da pesquisa é informar e não manipular.

Os institutos de pesquisas realizam pesquisas semanais. Se estão contratados para elevar a votação de um candidato muito abonado começam com 3% (percentual da margem de erro). Na semana seguinte o candidato já está com 6%. Depois arriscam uma margem maior e já aparece com 12%. Ao final de dez ou doze semanas, o candidato está com índice entre 40% e 50%. Pura manipulação e sempre dentro da margem de erro de mais 3%e menos 3%. No entanto, a pesquisa tem alto custo. Só quem usa dinheiro público pode pagar.

O eleitor se deixa manipular porque quer votar no candidato que vai ganhar. É como torcer pelo time que sempre ganha. Os institutos de pesquisas estão ganhando muito dinheiro e é dinheiro público porque particular não tem tanto dinheiro a pagar. Por conta dessa mercantilização do dinheiro público, ultimamente as pesquisas têm errado em dois dígitos, muito além da margem de erro e a desculpa de alguns proprietários de institutos de pesquisas é a de que o eleitor mentiu.

A tendência da pesquisa não é o resultado da urna. Se fosse assim, não precisaria de eleição. A manipulação de opinião por intermédio de pesquisas tendenciosas é crime contra a democracia. Nessa eleição de 2010, é quase certo que alguns institutos de pesquisas rearrumem, na última hora, a tendência de uma pesquisa para não perderem credibilidade e para que possam dizer que erraram dentro da margem que é elevada (6%=+3% e -3%).

Eleitor: é você quem escolhe os candidatos. Não deixe os institutos de pesquisa escolhê-los por você.

Tags: Jornal Impacto, Reinaldo Azevedo, pesquisas eleitorais, institutos de pesquisa, margem de erro, eleição 2010, desmoralização das pesquisas

sábado, 25 de setembro de 2010

VEJAM COMO ANDA A PROPAGANDA ELEITORAL DAS ELEIÇÕES 2.010.

Reinaldo de Azevedo publicou um artigo que desnuda a propaganda e os erros dos candidatos. O nome do artigo é Política. Ponto! (www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/)

POLÍTICA. PONTO!
Há coisas que ainda não aconteceram, mas das quais já podemos ouvir ecos. Um pedaço do PSDB, que não está subordinada ao marqueteiro Luiz Gonzales, está usando a Internet para veicular alguns filmetes que buscam desconstruir a imagem do PT. Nada que Aloizio Mercadante (PT), que disputa o governo de São Paulo, por exemplo, não esteja tentando fazer com o tucano Geraldo Alckmin no horário eleitoral — e de modo mais agressivo. Mas isso fica para o fim do texto.

As mensagens não são veiculadas no programa de José Serra; consta que não agradam a alguns setores do tucanato — especialmente àqueles que acham muito progressista agradar a petistas… Ah, sim, os ecos: já “anteleio” os textos muito pudorosos de alguns analistas “isentos” a afirmar: “Ai, que agressividade!” Ou então: “Isso é muito conservador!”. Outro ainda: “É baixaria! Estão tentando satanizar o PT”. O amante do clichê e da crítica fácil virá com a besteira de sempre: “É de direita!”

Um dos filmes acusa o PT de tentar censurar a imprensa; outro mostra uma imagem de Dilma Rousseff que, aos poucos, vai assumindo as feições de José Dirceu; um terceiro exibe a palavra “democracia” sendo amassada por uma bola de ferro e sustenta que o “PT financia movimentos radicais e apóia ditadores”; um quarto mostra uma senhora procurando emprego — a atriz lembra Dilma —, mas sem currículo para tanto; seu ativo é um só: “Sou amiga do presidente”; outro traz um senhor, cujo corpo lembra o de Lula, segurando uns rottweilers raivosos, que a petista não conseguiria conter se eleita; no último, uma maquete de Brasília é tingida de vermelho, e o texto diz que o PT quebra sigilos para perseguir opositores. Vejam vocês mesmos. Volto depois:

Trata-se de publicidade — como é publicidade, diga-se, a campanha de qualquer candidato, a de Serra inclusive. Como tal, há generalizações e simplificações, apela-se a simbologias, mas é evidente que são filmes produzidos para um partido de oposição! Ufa!!! E muitas pessoas, de saída, reagirão a isso, como se pecado fosse. Em qualquer democracia do mundo, esse tipo de confronto é comum, corriqueiro até. A Internet está aí: acham-se campanhas de partidos do mundo inteiro.

Enfim, política
Goste-se ou não da linguagem, goste-se ou não da abordagem, há mais questões políticas concentradas nesses filminhos do que em toda a campanha eleitoral dos três principais candidatos. E o que faltou nessa campanha, até aqui, foi política. O embate administrativista foi positivo para uma única pessoa: Dilma! Especialmente porque inexiste no mundo máquina oficial com o dinheiro de que dispõe o governo brasileiro para tornar influentes as mentiras sobre si mesmo e sobre seus adversários. Nesse terreno, a oposição não tem como vencer o embate.

Ora, por que Lula diz que a imprensa é o verdadeiro partido de oposição no Brasil? Porque ela, ao noticiar FATOS, acaba trazendo à luz do dia o que deveria ficar nos subterrâneos. Como, ao longo de mais de sete anos, a oposição quase sempre preferiu não confrontar o governo, o simples jornalismo se confunde com oposição. Se as notícias têm ou não conseqüências eleitorais, não é problema que diga respeito a jornalistas. A canalha que vai se reunir hoje para protestar “contra a mídia” quer é censura. Sigamos.

Eu estou entre os que acham que falta POLÍTICA no horário eleitoral. Aliás, como vocês sabem, eu estou entre os que acham que TEM FALTADO POLÍTICA NO PAÍS NOS ÚLTIMOS OITO ANOS!

Como vocês viram, cada filminho termina com uma frase-síntese, a saber:
1 - Será que Dilma segura o PT?
2 - Você até pode escolher a Dilma, mas quem vai governar é o PT.
3 - Será que a Dilma vai segurar o PT?
4 - Será que basta ser amiga do presidente?
5 - Será que ela vai ter força para segurar o PT?
6 - O Brasil não é do PT. O Brasil é dois brasileiros.

Tal propaganda, qual leitura?
A leitura de fundo da realidade política não é muito diferente da que orienta a campanha do Serra e que, se vocês pensarem, pautou toda a cobertura jornalística desde que Dilma tinha 3% dos votos: a popularidade de Lula pode definir a eleição de 2010. Todas as pesquisas, desde sempre, como sabem, traziam a famosa questão: “Você votaria num nome indicado por Lula?” E sempre se deu mais destaque a esse resultado do que aos números propriamente. E isso criou uma doxa: ele é intocável.

Criou-se um ambiente de vitória antecipada do nome que Lula escolhesse. Um idiota da objetividade diria: “Ah, mas esse ambiente não interfere na escolha do eleitor”. Interfere, sim: determina alianças nacionais e regionais, influi nas estratégias, na arrecadação de fundos de campanha, na produção de notícias que vazam da Internet para os jornais, dos jornais para as TVs e rádios (e o contrário) e dali para a opinião pública. A vitória do nome indicado por Lula foi decretada por amplos setores da imprensa há quase dois anos.

Mesmo essa campanha, tão mais dura do que tudo o que se vê na televisão, vem com essa pegada, procurando distinguir Lula do PT. Embora sejam peças extremamente críticas ao PT e a Dilma, elas preservam o presidente da República e procuram criar uma distinção entre ele e seu partido. A diferença existe — e até os petistas a reconhecem: Lula, como diria Dirceu, é “mais amplo” do que o petismo. Seu eleitorado não é o do partido. Essa propaganda busca alertar para o fato de que o presidente, por isso mesmo, porque fala a um público mais abrangente, sempre foi um fator de moderação. Dilma no comando teria pulso menos firme para segurar os radicais. Há um exagero evidente num caso ao menos : não foi Lula que conseguiu impedir o PT de censurar a imprensa; foi a sociedade.

Verdades, mentiras e o medo
Gostos, retórica e afinidades eletivas à parte, o que há de essencialmente mentiroso nesses filmes?
- O PT tentou censurar a imprensa? Tentou. E tenta ainda.
- Dirceu é um dos assessores de Dilma, e a turma do mensalão tende a crescer de novo no cenário nacional caso seja eleita? Respondo: em recente evento com potentados do PIB nacional, Palocci pediu votos para João Paulo Cunha. Ao fim do encontro, os disciplinados “burgueses” foram perguntar ao ex-ministro qual é o número do moralista.
- O PT apóia ditadores? Ô se apóia.
- O maior ativo de Dilma é ser a escolhida de Lula? É o único!
- O PT usa órgãos federais para perseguir filhos dos adversários? O noticiário está aí.

“Política do medo”? Não! Política dos fatos. Conduzida por um partido político.

Por que não se acusa a “baixaria” de Dilma Rousseff quando afirma na TV que o país passou 25 anos sem investir? Aliás, trata-se de uma categoria bem particular de baixaria: a mentira. Ou quando diz que FHC investiu meros R$ 300 milhões em saneamento em um ano, outra bobagem? Ou quando sugere que foi Lula quem deu início à política de valorização real do salário mínimo? Ou quando Lula participa do horário político — e isso continua nas inserções curtas — para chamar o candidato da oposição de representante da “turma do contra”? Não será também baixaria inventar um passado que não existiu e ameaçar o eleitor com o suposto risco do retrocesso? Não será isso política do medo?

Eu já disse que não dou conselhos a marqueteiros ou candidatos. Digo o que penso. E penso que a ausência de política na campanha eleitoral, além de ter rebaixado um tanto a qualidade da disputa, prejudica, obviamente, o candidato da oposição. É claro que quem se apresenta para ser o (a) continuador(a) de um governo que tem ampla aceitação dos eleitores prefere que o embate se dê no terreno das promessas e dos canteiros de obras.

Finalmente, os caçadores de baixaria tiveram no programa de ontem de Mercadante um belíssimo exemplo: ele teve a coragem de afirmar que a má vontade do governo de São Paulo impediu que se celebrassem aqui alguns convênios com o governo federal, o que é uma mentira estúpida. Não é que ele critique as escolhas dos oponentes. Ele os chama de sabotadores. Mas vocês sabem: petistas são assim mesmo; espera-se qualquer coisa deles. Os tucanos é que teriam a obrigação da delicadeza… Política enfim, ainda que na reta finalíssima!

Tags: eleição 2010, Dilma Roussef, José Serra, exemplo de Mercadante, política dos fatos, governo do PT, ditadura do PT, aparelhamento do estado

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA

MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA

Em uma democracia, nenhum dos Poderes é soberano.

Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.

Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil, os inconformados com a democracia representativa se organizam no governo para solapar o regime democrático.

É intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.

É inaceitável que a militância partidária tenha convertido os órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão em centros de produção de dossiês contra adversários políticos.

É lamentável que o Presidente esconda no governo que vemos o governo que não vemos, no qual as relações de compadrio e da fisiologia, quando não escandalosamente familiares, arbitram os altos interesses do país, negando-se a qualquer controle.

É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade.

É constrangedor que o Presidente da República não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas vinte e quatro horas do dia. Não há “depois do expediente” para um Chefe de Estado. É constrangedor também que ele não tenha a compostura de separar o homem de Estado do homem de partido, pondo-se a aviltar os seus adversários políticos com linguagem inaceitável, incompatível com o decoro do cargo, numa manifestação escancarada de abuso de poder político e de uso da máquina oficial em favor de uma candidatura. Ele não vê no “outro” um adversário que deve ser vencido segundo regras da Democracia , mas um inimigo que tem de ser eliminado.

É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses.

É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a expansão da telefonia e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.

É um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo, explicitando o intento de encabrestar o Senado. É um escárnio que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de se submeter às decisões do Poder Judiciário.

Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder lhe conferem licença para rasgar a Constituição e as leis. Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo.
Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade.

Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos.

OS PRIMEIROS SIGNATÁRIOS DO MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA.
01. Hélio Bicudo
02. D. Paulo Evaristo Arns
03. Carlos Velloso
04. René Ariel Dotti
05. Therezinha de Jesus Zerbini
06. Celso Lafer
07. Adilson Dallari
08. Miguel Reali Jr.
09. Ricardo Dalla
10. José Carlos Dias
11. Maílson da Nóbrega
12. Ferreira Gullar
13. Carlos Vereza
14. Zelito Viana
15. Everardo Maciel
16. Marco Antonio Villa
17. Haroldo Costa
18. Terezinha Sodré
19. Mauro Mendonça
20. Rosamaria Murtinho
21. Marta Grostein
22. Marcelo Cerqueira
23. Boris Fausto
24. José Alvaro Moisés
25. Leôncio Martins Rodrigues
26. José A. Gianotti
27. Lurdes Solla
28. Gilda Portugal Gouvea
29. Regina Meyer
30. Jorge Hilário Gouvea Vieira
31. Omar Carneiro da Cunha
32. Rodrigo Paulo de Pádua Lopes
33. Leonel Kaz
34. Jacob Kligerman
35. Ana Maria Tornaghi
36. Alice Tamborindeguy
37. Tereza Mascarenhas
38. Carlos Leal
39. Maristela Kubitschek
40. Verônica Nieckele
41. Cláudio Botelho
42. Jorge Ramos
43. Fábio Cuiabano
44. Luiz Alberto Py
45. Gabriela Camarão
46. Romeu Cortes
47. Maria Amélia de Andrade Pinto
48. Geraldo Guimarães
49. Martha Maria Kubitschek
50. Gilza Maria Villela
51. Mary Costa
52. Silvia Maria Melo Franco Cristóvão
53. Glória de Castro
54. Risoleta Medrado Cruz
55. Gracinda Garcez
56. Josier Vilar
57. Jussarah Kubitschek
58. Luiz Eduardo da Costa Carvalho
59. Tereza Maria de Britto Pereira

Por Reinaldo Azevedo

Tags: democracia, manifesto, defesa da democracia, Reinaldo Azevedo, governo do PT, ditadura do PT

terça-feira, 21 de setembro de 2010

GOLPISTA É O PT! OU: Partido quer que se declare a vitória de Dilma antes da eleição.

Por Reinaldo de Azevedo no blog: www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo (21/09/2010)

Escrevi ontem um post intitulado QUEM QUER GANHAR A ELEIÇAO NO GRITO É O PT!. O que aponto lá? O partido tenta descartar, de antemão, uma eventual reação do candidato tucano, José Serra; quer deslegitimá-la mesmo como hipótese, acusando o tal “golpe”, como se, caso essa reação ocorresse, falasse uma outra vontade que não a do eleitor.

Eu realmente não sei se existe alguma mudança relevante em curso. Todos os partidos fazem pesquisa diária, o tal “tracking telefônico”. Considerando a reação de ira dos petistas — inclusive a de Dilma-olha-a-veia-que-salta —, tendo a achar, às vezes, que sim. Uma coisa é negar irregularidades, acusar complô de adversários, essas coisas. Bem ou mal, isso faz parte do jogo. Outra, diferente, é convocar a Jihad contra o jornalismo. Terá o PT detectado mudanças importantes no quadro?

O que querem o PT e os petistas? Que se declare a vitória de Dilma antes da eleição. Para eles, acabou! Qualquer mudança, agora, é sinônimo — vejam que coisa espantosa! — de “golpe”. E quem estaria tentando o golpe? A mídia! Como? Noticiando o que tem noticiado. Entendo…

- Vai ver foi a mídia que criou o Bolsa Família Erenice Guerra!
- Vai ver foi a mídia que convenceu Israel Guerra a fazer lobby para a MTA.
- Vai ver foi a mídia que convenceu Israel Guerra a fazer lobby para a EDRB.
- Vai ver foi a mídia que programou os encontros de Erenice com os “clientes” do filho.
- Vai ver foi a mídia que levou um funcionário da Casa Civil a exclamar: “Caraca! Tudo isso?”, diante de uma montanha de dinheiro.
- Vai ver foi a mídia que levou a empresa em que atua o marido de Erenice a ter licenças especiais do poder público a nenhuma outra concedida.
- Vai ver foi a mídia a inventar uma gestão no mínimo polemica de Dilma à frente de uma fundação e de uma secretaria no Rio Grande do Sul.
- Vai ver foi a mídia que montou um grupo na pré-campanha de Dilma destinado a fazer dossiês.

Essas são, sendo muito sintético, as notícias que o PT, os sindicatos e alguns supostos jornalistas não querem ver publicadas. Elas constituiriam o pacote de um golpe. Na prática, o partido não aceita ser confrontado com as suas próprias práticas. Para a turma, relatá-las, noticiá-las, é coisa de sabotadores.

O PT sabota a ordem instituída, mas considera má fé que a sabotagem seja notícia.
Nesta madrugada, escrevi que eles esperam de nós a submissão dos jornalistas mexicanos ao narcotráfico: “O que vocês querem que a gente escreva?”

Manifestação golpista é a que está sendo convocada. Trata-se de um arreganho contra o Artigo 5º da Constituição, que tanta luta, e sangue, custou. Mas eu compreendo. O PT se negou a homologar, em sessão simbólica, a Carta que nos rege. Isso significa que não quis se comprometer com o que lá vai escrito, inclusive o Artigo 5º, aquele que garante a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e os direitos fundamentais do indivíduo — os mesmos que os petistas violam com a sem-cerimônia de quem diz: “Hoje é terça-feira”.

Golpistas, como sempre, são os golpistas. Quanto tempo vão demorar para botar fogo no Reichstag?

Tags: José Serra, Dilma Roussef, governo do PT, eleição 2010, Erenice Guerra, Israel Guerra, Bolsa Família, esquerdismo, socialismo, ditadura do PT, petismo

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O PETISMO TEM UM PLANO CONTRA NÓS SEMELHANTE AO DE Hitler February 10, 1933 Part 1


O excelente artigo de Reinaldo Azevedo (www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/) estará para sempre guardado nos arquivos do meu blog.

SOMOS OS "JUDEUS INSOLENTES" DO PETISMO. Ou: "UM DIA A GENTE CALA VOCÊS!"
20/09/2010 ÀS 6:29

Abaixo, há um filme de 10 de fevereiro de 1933. Adolf Hitler havia sido nomeado chanceler da Alemanha no dia 30 de janeiro daquele ano — 11 dias antes. Prepara-se um grande evento. O “chanceler” vai falar para todo país e, intuem os nazistas, além das fronteiras. Antes que a grande estrela tome a palavra, uma figura não menos sinistra esquenta as massas: Joseph Goebbels, o ministro da Propaganda do nazismo e homem fiel a Hitler até o fim. Ele e a mulher não se entregaram: suicidaram-se, a exemplo do líder, matando antes os seis filhos. Era uma das maneiras que encontrou de evidenciar sua convicção. Na mesma Sportpalast, dez anos depois, Goebbels discursaria em favor da “guerra total”. Fiz uma tradução da íntegra de sua fala (nesse filme) a partir da legenda em inglês e comento trecho a trecho.

Algumas observações importantes antes que avance. É tolice afirmar que estou chamando Lula de nazista. Não estou — se achasse, diria, como sempre. Este é um texto que analisa linguagem, modos de exercitar o poder, visões de mundo. O que sustento, aí sim, é que o petismo repudia a essência da democracia e atropela seus mais caros e necessários rituais. E isso os nazistas fizeram com gosto. Goebbels, o próprio, não odiava, confessamente, a democracia menos do que dizia odiar o comunismo — embora, nesse caso, houvesse uma grande identidade nos métodos, já que todas as tiranias se parecem.

Quando afirmo que “somos os judeus de Lula”, também não estão rebaixando a enormidade do Holocausto para encarecer a fealdade do governo petista. Refiro-me, especificamente, aos “judeus” que aparecem na fala de Goebbels: fonte de todo mal, o “outro”, o perverso que tem de ser destruído. Vamos ao filme, à fala, que segue em itálico, e aos meus comentários, normal.

Companheiros,
Antes de o encontro começar, gostaria de chamar a atenção para alguns artigos da imprensa de Berlim que asseguram que eu não deveria merecer a atenção das rádios alemãs, uma vez que sou insignificante demais, pequeno demais e mentiroso demais para poder me dirigir ao mundo inteiro.


Como fica claro, a imprensa era a grande inimiga dos nazistas — e, por isso, deram um jeito de acabar com ela, ao menos com a imprensa livre. Longe dali, 77 anos depois, em Campinas, chegou a vez de Lula afirmar, referindo-se à imprensa: “Essa gente não me tolera. Mesmo lendo pesquisas de opinião pública, mesmo vendo que tem apenas 4% que acham o governo ruim e péssimo.” Goebbels e Lula precisam da fantasia de que há uma conspiração. Aquele, pertencendo a uma máquina mortífera para eliminar inimigos na suposição de que se organizavam num complô, fez o que fez. Lula vai assaltando a institucionalidade dia após dia. Não! Ele não vai instituir um regime nazista no país, é óbvio; só deixará a democracia mais esculhambada, mais fraca, mais frágil diante dos grupos de pressão — vale dizer: menos democrática. Como as sociedades e sua organização política são organismos vivos, essa degeneração pode progredir.

Nesta noite, vocês testemunharão um evento de massa como nunca aconteceu antes na história da Alemanha e, provavelmente, do mundo. Penso que não é exagero afirmar que, nesta noite, 20 milhões de pessoas na Alemanha e além de suas fronteiras ouvirão o discurso do chanceler Adolf Hitler.

Eu não forcei a mão, não, no “nunca antes na história destepaiz” e do mundo. Foi o que disse mesmo o contumaz e metódico assassino. A megalomania nazista já mereceu ensaios, estudos, teses e um grande filme, Arquitetura da Destruição, disponível nas locadoras. O mesmo Lula, 77 anos depois, em Campinas: “Será um metalúrgico que entrará para a história como o presidente que fez a maior capitalização que o capitalismo já conheceu no mundo.”

Só em Berlim, além dessa grande demonstração de massa na Sportpalast, dez grandes alto-falantes foram montados ao ar livre, e um número imenso de pessoas já se reúne diante deles. Já há uma multidão entre 500 mil e 600 mil pessoas em pé para ouvir o discurso.
O [jornal] Berliner Tageblatt perguntou, surpreso, quem pagaria por esses alto-falantes. Eu queria acalmar estes senhores do Berliner Tageblatt assegurando que, graças aos céus!, ainda temos dinheiro suficiente para pagar por dez alto-falantes.


Goebbels se jacta, confrontando seus inimigos da imprensa - já citou o primeiro veículo - de que os nazistas contam com a adesão da massa. Além daqueles que estão ali para ouvi-lo, há alto-falantes espalhados por Belim. O ministro da propaganda aponta o que considera o divórcio entre o povo e a imprensa: aquele estaria com eles, e esta falaria sozinha. Em Campinas, na sexta, 77 anos depois, referindo-se aos veículos de comunicação, afirmou Luiz Inácio Lula da Silva: “Eles não se conformam que o pobre não aceita mais o tal do formador de opinião pública. Que o pobre está conseguindo enxergar com seus olhos, pensar com a sua cabeça, pensar com a própria consciência, andar com as suas pernas e falar pelas suas próprias bocas, não precisa do tal do formador de opinião pública. Nós somos a opinião pública e nós mesmos nos formamos.” Esse “nós”, evidentemente, são aqueles que Goebbels também chama “companheiros”: os seus eram do “Movimento Nacional-Socialista”; os de Lula são do PT.

Não achamos necessário empregar os mesmos métodos do governo marxista social-democrata, embora estejamos numa posição muito melhor do que eles para usar o rádio para combater a criminalidade. Talvez nos apropriemos desse método para expor os monstruosos escândalos de corrupção do governo marxista social-democrata, que foram descobertos nos últimos 14 anos.

Bem, leitores, aqui seria até uma sociedade covarde deste blogueiro com o óbvio lembrar as milhares de vezes em que Lula satanizou o governo que o antecedeu. No comício de Campinas, coube a Dilma repetir Goebbels: “Nós queremos aquele país onde ninguém tinha chance de subir na vida? Não! Nós queremos o país construído pelo Presidente Lula. Um País que deixou seu povo relegado ao abandono não é um País sério”. FHC, como se percebe, liderou a República de Weimar, que antecedeu “o chanceler”.

Este momento está mais próximo do que os senhores do Berliner Tageblatt querem acreditar. Quando a imprensa judaica reclama que o movimento Nacional Socialista tem a permissão de falar em todas as rádios alemãs por causa de seu chanceler, podemos responder que só estamos fazendo o que vocês sempre fizeram no passado.

Setenta e sete anos depois de Goebbels satanizar os jornais de Berlim, Lula mandou bala: “Existe uma revista que não lembro o nome dela. Ela destila ódio e mentira. E eu queria pedir para você, Dilma, e para você, Aloizio Mercadante: não percam o bom humor”. A “imprensa judaica” está para o discurso de Goebbles como os 4% estão para o discurso de Lula.

Há alguns anos, não falávamos da boca pra fora quando dizíamos que vocês, judeus, são nossos professores e que só queremos ser seus alunos e aprender com vocês. Além disso, é preciso esclarecer que aquilo que esses senhores conseguiram no terreno da política de propaganda durante os últimos 14 anos foi realmente uma porcaria. Apesar de eles controlarem os meios de comunicação, tudo o que conseguiram fazer foi encobrir os escândalos parlamentares, que eram inúteis para formar uma nova base política.

Eis aí. Somos, para Lula, o “eles”, ”os judeus” de Goebbels. E quem se abriga neste “eles, que somos nós? A imprensa, a oposição, os neutros — no comício de Campinas, Lula atacou também os jornalistas neutros! —, os não-petistas, as pessoas que não pertencem àquilo que Goebbels, no seu tempo e nas condições históricas de que desfrutava, chamava “Movimento Nacional-Socialista”. Na segunda-feira passada, falando a sindicalistas, José Dirceu acusou a imprensa de estar aliada ao poder econômico — não disse a qual, já que todo ele está com Dilma — para conspirar contra os petistas. Para Goebbels, os judeus controlavam os meios de comunicação na Alemanha; para os petistas, esses meios de comunicação são o verdadeiro partido de oposição no Brasil.

O Movimento Nacional-Socialista vai mostrar como eles realmente deveriam ter lidado com isso, ou seja, quando se faz um bom governo, uma boa propaganda é conseqüência. Uma coisa segue a outra. Um bom governo sem propaganda dificilmente se sai melhor do que uma boa propaganda sem um bom governo. Um tem que complementar o outro. Se hoje a imprensa judaica acredita que pode fazer ameaças veladas contra o movimento Nacional-Socialista e acredita que pode burlar nossos meios de defesa, então, não deve continuar mentindo. Um dia nossa paciência vai acabar e calaremos esses judeus insolentes, bocas mentirosas!

Incrível, não? Vocês conhecem essa bazófia de trás pra frente. E acreditem: os nazistas, com efeito, ajudaram a pôr “ordem” na Alemanha. Estivessem lá alguns dos nossos jornalistas que hoje transformam consumo em categoria do pensamento democrática, não hesitariam em escrever: “Apesar de alguns problemas, não se pode negar que o chanceler realmente incorporou milhões de alemães ao consumo, controlando a inflação. Ora, isso também é democracia…”

Reitero: Hitler estava no poder havia 11 dias. Vejam a centralidade que Goebbels atribui à máquina oficial de propaganda. Reparem que ele hostiliza e intimida a imprensa, sugerindo que ela fique longe do seu partido porque a vingança virá um dia, como veio. Setenta e sete anos depois, disse Lula em Campinas: “Se o dono do jornal lesse seu jornal ou o dono da revista lesse sua revista eles ficariam com vergonha do que estão escrevendo exatamente nesse momento”. E saibam: Franklin Martins já tem tudo planejadinho para nos calar — nós, por metáfora ou atualização histórica, “os judeus insolentes”. Para isso o governo fez as suas conferências.

E se outros jornais judeus acham que podem, agora, mudar para o nosso lado com as suas bandeiras, então só podemos dar uma resposta: “Por favor, não se dêem ao trabalho!”

Esse trecho é interessante porque serve de advertência àqueles que acreditam que a adesão pode salvar pescoços. Goebbels diz que não! Os tiranos e afins sempre estão inebriados demais com o próprio poder e só pensam em se vingar. Na lógica deles, ou você é um deles ou, cedo ou tarde, chega a sua vez.

Ademais, os nossos homens da SA e os companheiros de partido podem se acalmar: a hora do fim do terror vermelho chegará mais cedo do que pensamos. Quem pode negar que a imprensa bolchevique mente quando o [jornal] Die Rote Fahne, este exemplo da insolência judaica, se atreve a afirmar que o nosso camarada Maikowski e o policial Zauritz foram fuzilados por nossos próprios companheiros?

No comício de Campinas, José Eduardo Dutra, presidente do PT, chamou as reportagens que apontam lambanças na Casa Civil de “uma farsa”. É o que em 1933 se diria “exemplo de insolência judaica”.

Esta insolência judaica tem mais passado do que terá futuro. Em pouco tempo, ensinaremos os senhores da Karl Liebnecht Haus [sede do Partido Comunista] o que é a morte, como nunca aprenderam antes. Eu só queria acertar as contas com os [nossos] inimigos na imprensa e com os partidos inimigos e dizer-lhes pessoalmente o que quero dizer em todas as rádios alemãs para milhões de pessoas.

Pois é, ele deu o seu recado, que fez história — uma história de horror. Insisto: estou chamando a atenção para a similaridade de pensamento, antes que algum bestinha venha tentar provar as diferenças entre nazismo e petismo, alegando que são momentos históricos diversos etc — como se isso fosse necessário e como se eu não soubesse. Estou tratando aqui da identidade de pontos de vista entre um teórico do totalitarismo e os autoritários pragmáticos do PT. Distantes no tempo e dentro de suas particularidades, têm muita coisa em comum: não gostam da democracia, não gostam da imprensa, não aceitam ter suas ações contestadas e vivem apontando complôs e desqualificando a crítica de maneira estúpida.

Lênin dizia ser impossível governar com uma imprensa livre. Os nazistas fizeram o que se sabe. A Claretta Petacci, sua amante, Mussolini apontou o que considerava os três males da França: “sífilis, absinto e imprensa livre” — esta mesma que Lula e os petistas odeiam no Brasil. Essas idéias têm filiação. E é preciso apontá-las.

Hoje, somos os judeus do Berliner Tageblatt e do Die Rote Fahne. Eles não podiam nem perguntar quem pagou os alto-falantes na nazistada. E a gente não deveria noticiar um propinoduto passando pela Casa Civil. Goebbels avisou: “Um dia calaremos esses judeus insolentes”. Os petistas, à sua moda, prometem fazer o mesmo!

Tags: petismo, fascismo de esquerdaGoebbells, Clara Petacci, Mussolini, nazismo, José Eduardo Dutra, Karl Liebnecht Haus,  República de Weimar, 10/02/1933, governo do PT, Holocausto

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O DNA DO HOMEM É CAPITALISTA. Ou: TU NASCESTE CAPITALISTA. TU ÉS CAPITALISTA! TU SEMPRE SERÁS CAPITALISTA!!


Foto dinheiro do narcotráfico do México. Blog www.aluizioamorim.blogspot.com

O homem nasceu e cresceu capitalista. Não foi a sociedade que o tornou capitalista, mas ao contrário: a sociedade é capitalista porque assim é o cidadão que a compõe. A escassez da natureza obriga o homem a trabalhar. Trabalhando ele constrói riquezas para si e para a sociedade. Mas sendo ocioso regridem ele e a sociedade.

Os socialistas defendem o ócio. Dizem que não há necessidade de trabalhar porque o estado fornece tudo. É uma mentira. O homem que se diz socialista é falso como o diabo. Quer propriedades sem trabalhar. Quer capitalizar as coisas dos outros cidadãos e socializar o trabalho de construção em prol do estado e não de tu.

O problema é que nós somos tentados a possuir sem contribuir com trabalho. E o político socialista usa esse defeito do ócio para convencê-lo de que o socialismo é bom. Da mesma maneira que a serpente enganou Eva, o socialismo engana o homem capitalista.

Jesus defendia o homem capitalista cheio de defeitos ou preferia o socialista que se considera em eterna evolução? Quem tem um mínimo de fé ou sabe alguma coisa de cristianismo, sabe que Jesus não exige perfeição e que ama o homem como ele é.

No entanto, Jesus não tinha propriedades, não era ganancioso e não era falso. Era perfeito, mas não exigia que o homem fosse perfeito. Jesus apenas oferecia perdão àqueles que errassem. Um homem assim seria meu Rei hoje, principalmente porque me perdoa, garante meus direitos naturais, não quer corrigir meus defeitos, mas me alerta que se não trabalhar pelo pão de cada dia serei punido.

Muitos pensam que Jesus era socialista e que exigia o homem perfeito por conta da seguinte passagem bíblica: Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste (Mateus, 5, §48). Por isso faço os seguintes comentários sobre a criação do homem sempre capitalista.

O Senhor Deus criou Adão do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego da vida e o homem passou a ser alma vivente (Gênesis, 2, § 7). Adão recebeu esta ordem: De toda árvore do jardim (do Éden) comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás porque no dia em que dela comeres certamente morrerás (Gênesis, 2, §§16e17).

Mas Adão desobedeceu e Deus lhe disse: Visto que (...) comeste da árvore proibida por mim, então maldita é a terra e em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida (Gênesis, 3, §17). Deus acrescentou ainda: No suor do rosto comerás o teu pão até que tornes à terra, pois dela foste formado. Tu és pó e ao pó tornarás (Gênesis, 3, §19).

Essas passagens bíblicas provam que o homem não foi criado perfeito. Se Adão fosse perfeito, então não teria cometido o pecado original. O planeta terra também não é perfeito e sofre de escassez. Por conta da maldição divina nosso planeta não produz tudo. Para comer, temos que trabalhar até suarmos nosso rosto.

A conclusão é a de que Deus criou o homem com defeitos porque era o que melhor poderia fazer para ter um mundo mais vivo, mais feliz e movimentado. O mundo só com o Adão perfeito não teria graça. Seria como um boneco inanimado jogado nos cantos da casa. Seria como um homem morto. Na verdade, o homem com defeitos é uma perfeição divina.

Se alguém nunca ouviu isso, eu digo que o socialista que exige o homem perfeito quer o homem morto. Nós nos queremos vivos, animados e espertos, mas sempre devemos procurar felicidade no nosso criador e não na "perfeição" socialista.

Percebas isto: A perfeição socialista diz que o homem viveria até mil anos e seria tão perfeito que não precisaria de sexo para sobreviver. Tu gostarias de ser esse homem socialista?

Jesus-Deus nos quer da mesma maneira que queremos nossos filhos que crescem errando e aprendendo e que nunca serão perfeitos porque senão seriam sem graça e sem vida. Nós nos amamos. Logo, por que sermos perfeitos, mas sem graça?

Feliz vida sempre capitalista! Abaixo o socialismo destruidor. Abaixo a vagabundagem. Viva o homem capitalista cheio de defeitos, mas cheio de vida porque trabalha para construir. O homem capitalista é o verdadeiro garantidor de direitos naturais porque luta por si mesmo. O homem capitalista é meu Rei. O capitalista travestido de socialista que vá para o inferno.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O BIG BROTHER DO CIDADÃO CAPITALISTA ou: PRECISAMOS CONTROLAR OS AGENTES GOVERNISTAS PETISTAS COM CÂMERAS

O governo petista bisbilhota nossas contas, filma nossos passos e grava nossa voz. Usa nossa visibilidade para nos acusar daquilo que não fizemos. Se o petista teu vizinho não te gosta, estão você será acusado de bater em teu filho. O policial petista e o juiz petista te prenderão e levarão teu filho para o conselho tutelar cheio de petistas que facilitarão uma adoção internacional. Que mundo é esse? Esse é o mundo que os petistas reservam para tu.

O governo petista atual já surrupiou tua liberdade. Só nos resta um fio de esperança de derrotá-los na eleição daqui a quinze dias. Se não vencermos, estará instalada a ditadura legal que se transformará no big brother que exterminará tua liberdade, teus bens e, por fim, tua vida.

George Orwell (Eric Arthur Blair) escreveu em 1948 o livro intitulado “1984”. Ele desenhou um estado totalitário repressivo oligárquico coletivista. Não se pode dizer que era uma crítica ao estado socialista porque Orwell se dizia simpático ao socialismo fabiano, ideologia de meados do século XIX. Porém, socialistas ou petistas não percebem que o estado proposto por eles é totalitário.

No entanto, a sociedade desenhada claramente não era capitalista. Por consequência, nenhum cidadão era livre e ninguém possuía nada, pois tudo era do estado que colocava câmeras em cada rua, prédio, quarto, cubículo, caverna, banheiro ou esconderijo imaginado por alguém. Até o pensamento do cidadão era vigiado.

Defendo um estado capitalista inverso àquele horrível estado desenhado por Orwell. O estado inverso é aquele que o cidadão controla tudo que se refere ao aparelho do estado. Se no estado orwelliano (petista, nazista ou socialista com certeza) o cidadão tinha seus pensamentos vigiados, então no estado transparente e democrático quem tem ações e pensamentos vigiados é o agente da máquina estatal (Servidor Público, Prefeito, Juiz, Governador, Presidente).

Hoje, o agente da máquina estatal é o petista. É aquele que faz negócios com dinheiro público. Faz isso escondido de você e quando descoberto diz que tem o direito de não ser vigiado e que nós somos bisbilhoteiros deles. Veja os recentes escândalos da quebra do sigilo da Receita do PT, da Casa Civil do PT, da Polícia do PT que não investiga petistas e do Ministério Público que diz que não apura antes da eleição para não prejudicar a candidata do PT.

Proponho então que cada rua, prédio, sala, cubículo (menos banheiros!!) de prédios públicos tenham câmeras filmadoras de som e imagem que vigiem o servidor ou agente público enquanto exercendo função pública. Claro que as imagens das câmeras devem ficar em local público. Abaixo o sigilo do processo público! Acesso irrestrito do cidadão a qualquer documento produzido por servidor ou agente público. Que você cidadão capitalista não seja controlado e sim controlador.

Tags: George Orwell, 1984, governo do PT, ditadura do PT, socialismo, desesperança, sigilo do processo público, acesso à informação, Big Brother do Cidadão, Eric Arthur Blair, petismo, esquerdismo, liberdade

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A ESTRATÉGIA DOS DITADORES CUBANOS É PERMITIR O CAPITALISMO PARA MANTER O PODER. OU: CEDEM-SE OS ANÉIS, MAS SE RETÊM OS DEDOS.

Fidel Castro reconheceu que o socialismo não funciona em Cuba. Por que ele fez isso? Reconhecer o fracasso do modelo socialista depois de cinqüenta anos para quê? Ora, é para garantir o poder à dinastia Castro.

O fracasso é verdadeiro. O socialismo não funciona porque o animal homem nasceu e sempre será capitalista. O homem não trabalha se não for para enriquecer a si próprio. Por que trabalhar para enriquecer ao estado? É isso que explica o insucesso de todas as economias socialistas impostas ao homem.

Depois de reconhecer o fracasso, Fidel Castro passou à ação. Vai despedir meio milhão de funcionários públicos. Verificou que despedindo funcionários ele estará liberando seu povo para o trabalho autônomo. É claro que isso não funcionará se ele não garantir que o resultado do trabalho privado será apropriado pelo próprio dono do trabalho ou, melhor dizendo, pelo próprio capitalista.

Você deve perceber que o trabalhador também é capitalista e deseja liberdade para trabalhar no que quiser e que ficar com a propriedade das coisas produzidas é um desejo natural do homem sempre capitalista. Não adianta forçar pessoas a trabalhar de maneira socialista porque não há motivação, haja vista que a motivação é interna ao homem. Não é pelo socialismo ou por qualquer modelo igualitário que o homem trabalha. Ele só trabalha para si mesmo.

O estado cubano controla 95% da economia da ilha comunista. A população ativa (aqueles em idade de trabalhar) da ilha é de cinco milhões. Destes, aproximadamente cento e cinqüenta mil trabalham por conta própria como motoristas de táxi, cabeleireiros e garçons atendendo turistas. O ditador cubano pretende licenciar 120 novos tipos de negócio (sapateiros, engraxadores, cabeleireiros, mecânicos, jardineiros etc).

Embora o governo cubano tenha garantido que não abandonaria ninguém à própria sorte, muitos ficaram inquietos. Outros, já desconfiados da permanente pobreza da ilha, ficaram felizes de poderem trabalhar por conta própria e receberem salários ou lucros maiores que o ridículo salário estatal: 20 dólares ou menos de quarenta reais por mês. Esse é o salário resultante de cinqüenta anos de socialismo. É a miséria quase absoluta.

Para quem continua estranhando a guinada capitalista dos irmãos Castro devo reafirmar que é uma estratégia de poder semelhante à chinesa. Na China, o modelo socialista faliu cedo, mas o Deng Shiao Ping implantou o capitalismo competentíssimo para vender produtos baratos por conta do baixíssimo salário chinês. Em compensação, os ditadores chineses continuaram no poder. Percebam que insistir na economia socialista é perder poder. Ou seja: os ditadores ficam, mas se vão os anéis.

Tags: Cuba, socialismo, Fidel Castro, Raul Castro, China, Deng Shiao Ping, abertura cubana, funcionários públicos, emprego em Cuba, governo do PT, esquerdismo

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O FUTURO DO ESTADO BRASILEIRO É TRISTE PORQUE SERÁ SEM LIBERDADE.

O homem sempre capitalista (e conservador) organizou um estado para dirimir conflitos de propriedade. Logicamente que todo estado organizado pelo homem é capitalista. Até o estado cubano é capitalista. No entanto, o ditador cubano implantou o capitalismo de um homem só. Tudo é do dono do estado e todo cidadão trabalha para o estado. O ditador cubano conserva tudo para ele com muita força.

Há aqueles que pensam que há meio termo. Dizem que no socialismo o cidadão ainda é dono de alguma coisa. Ledo engano, haja vista que se a propriedade não é protegida pelo estado, então não se é dono de nada. Tudo é do dono do estado. Os donos de canais de televisão na Venezuela não são donos de mais nada. Trabalharam sim pensando que seria deles, mas perderam tudo para o único dono da Venezuela.

Porém, se todos trabalham para o estado, então só tem vontade de trabalhar quem é o único dono, haja vista que ninguém quer trabalhar a não ser para consumir ou amealhar algum bem. Em Cuba, o cidadão comum perdeu o ânimo de trabalhar porque nada lhe retorna como propriedade. O resultado é o empobrecimento do povo e desaparecimento da democracia.

Na Venezuela, Chavez trabalha cada vez mais porque mais coisas lhe pertencem. O cidadão comum trabalha cada vez menos porque menos coisas lhe pertencem. O resultado do socialismo bolivariano é o empobrecimento da Venezuela e o desaparecimento da democracia.

No Brasil, aqueles que se dizem socialistas querem implantar o estado socialista a qualquer custo. As coisas do estado são usadas para comprar votos. Nada do estado é do cidadão. Tudo do estado é do candidato oficial. O uso de dinheiro público para sustentar campanhas dos detentores do poder é um absurdo.

O resultado já é visto nesta campanha de 2010. Vencerá a eleição quem mais tiver acesso a dinheiro público. Em 2011 virá o preço a ser pago pelos cidadãos sempre capitalistas. Pagaremos o preço de sustentar um estado maior e mais ineficiente. Chegaremos a sustentar um estado que se apropriará de até 50% da renda gerada para não fazer nada.

De cada cem reais produzidos, o gigante parasita chamado governo consumirá cinqüenta. Como resultado, o trabalhador privado perderá o estímulo de trabalhar e a crise socialista mostrará a cara. A crise será socialista sim. E não haverá salvação pelo estado porque ele não poderá garantir a si mesmo.

Além disso, o político socialista que vencer a eleição começará a fase de eliminar outros cidadãos proprietários. Mentirá dizendo que o culpado da crise são os proprietários capitalistas. Os proprietários de imprensa, os parceiros da eleição e aqueles que se venderam porque não poderiam vencer o maior dono da coisa pública serão os primeiros a perceber a ausência da democracia.

Estou pessimista porque PT, PSOL, PCB, PCdoB, PV, PDT, PSDB e até PMDB e PP são partidos socialistas. Não há salvação. Não há lado a escolher. Nenhum é conservador. Nenhum preza a liberdade. Os políticos conservadores estão longe de se elegerem comandantes do estado que inventamos para defender nossa liberdade, dirimir nossos conflitos e, principalmente, para conservar nossas coisas e nossa vida cristã. O futuro parece próximo do inferno ou do juízo final.

Tags: conservadorismo, capitalismo, partidos políticos, crise socialista, liberdade, governo do PT, estatismo, socialismo, concessão de televisão, futuro do estado, Brasil, esquerdismo

domingo, 12 de setembro de 2010

O POLVO NO PODER ou O PT ABSORVEU O GOVERNO COMO UM POLVO E RETIROU O POVO DO PODER.




A Revista Veja publicou duas reportagens contundentes nesta semana:

1) A Ministra da Casa Civil influenciou para que o filho recebesse propina intermediando negócios com o governo;
2) A Receita Federal comportou-se como Receita do PT fazendo quebras de sigilo e encobrindo-as posteriormente com estratagema de procurações falsas. Segundo Reinaldo de Azevedo, a procuração é uma farsa dentro da farsa.

No primeiro caso, pouco antes do fim do ano de 2009, quando a atual candidata Dilma Roussef ainda era Ministra da Casa Civil do Governo Lula, um empresário procurou o intermediador Israel Guerra, filho da Secretária Executiva da Casa Civil Erenice Guerra, e foi favorecido com assinatura de contratos de oitenta e quatro milhões de reais.

O empresário conseguiu tais contratos com pagamento de 6% ou aproximadamente cinco milhões de reais a título de sucesso na intermediação do negócio realizado com o Correio e com a ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil. Como se vê, os petistas que ocupam cargos no Governo atuam como braços de um polvo que tudo vê e tudo controla em interesse próprio ou nos interesses principais do PT.

No segundo caso, também em 2009, funcionários da Receita bisbilhotaram declarações de imposto de renda de aliados do candidato Serra e cederam os dados para formação de um dossiê que estava nas mãos de membros da campanha petista à Presidência da República.

O delito contra a Administração Pública foi descoberto e deveria receber a devida punição administrativa a ser promovida pelos dirigentes da Receita. No entanto, o Secretário da Receita e o Corregedor resolveram encobrir o delito. Ao que tudo indica, orientaram aos bisbilhoteiros para arranjarem procurações falsas ou do próprio bisbilhotado autorizando a quebra do sigilo.

É uma farsa dentro da farsa. Se o Governo, como o PT quer, for atrás do fraudador de procurações, então o delito contra a Administração Pública desaparece e os mandantes ficam escondidos. Essa estória da procuração foi ventilada pela própria Receita e vem atrapalhando a apuração da verdade.

Como se vê, o partido do polvo vem trabalhando duro para afundar as instituições brasileiras em detrimento de todos os brasileiros e a favor de uma candidatura petista que já se afigura como ilegítima perante a Justiça Eleitoral.

Mais dados sobre as reportagens estão na Revista Veja desta semana e no blog do Reinaldo de Azevedo: www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo. As fotografias são do interior da Revista.

Tags: governo do PT, partido polvo, Erenice Guerra, Revista Veja, Receita do PT

sábado, 11 de setembro de 2010

SEGUNDO SERRA: "MINISTÉRIO DA CASA CIVIL É O CENTRO DA MARACUTAIA". OU: O PETISMO JÁ ESTÁ VICIADO EM COMETER IMORALIDADES.

Veja a notícia de hoje. Por Reinaldo de Azevedo no blog www.veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

“Ministério da Casa Civil é o centro da maracutaia no Brasil”, afirma Serra

No Estadão Online:
O presidenciável José Serra (PSDB) considerou gravíssima a denúncia publicada neste sábado, 11, envolvendo a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, seu filho Israel e mais dois servidores da pasta. “O Brasil tem que mudar e a época da eleição, é o momento para promover estas mudanças. Não é possível que alguns candidatos e alguns partidos achem natural que esse processo de corrupção em nosso País. Não é natural, não. Nós podemos mudar isso. Podemos mudar com eleição”, disse Serra.

Durante visita a Goiânia onde participou de comício seguido de carreata na capital e em duas cidades do interior (Piracanjuba e Morrinhos). Ele criticou duramente a Casa Civil do governo Lula: “A Casa Civil tem sido um foco de problemas para o Brasil. Eu lembro que no caso do mensalão, na época do José Dirceu, foi o centro de escândalo. Depois, esteve a Dilma, que deixou seu braço direito, uma pessoa muito próxima, e hoje de novo, é o centro da maracutaia é a Casa Civil”.

Serra prosseguiu em suas críticas: “Essas denuncias devem ser apuradas e tem que haver punição para os responsáveis. E não diversionismo e ocultamento”, e aconselhou que “para se terminar com estes escândalos que fazem pouco do povo brasileiro, só mesmo a eleição”.

“Eu me apresento com o candidato conhecido, que tem história, e são 27 anos do Brasil que eu ocupo cargos públicos, disse Serra elencando sua trajetória política, e afirmando que sua vida “é um livro aberto. Um livro aberto mesmo. De resto vocês tem na outra candidatura um envelope fechado”, como uma ironia sobre o caso dos correios.

Tags: José Serra, Dilma Roussef, Erenice Guerra, governo do PT

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

NO BRASIL, VENCE ELEIÇÃO QUEM COMPRA VOTO COM DINHEIRO PÚBLICO.

Escrevi o artigo abaixo no carnaval deste ano 2010. A previsão era de que ganharia a eleição quem mais tivesse dinheiro público. Veja o artigo

OS SINAIS CAPITALISTAS DA POLÍTICA COMO ELA É.

No carnaval 2010, pré-candidatos a presidente procuraram aparecer o máximo possível. Quem tem mais dinheiro aparece mais. Do Paraná foram ao Rio de Janeiro. De São Paulo foram a Salvador. De Brasília foram a Recife, Salvador e Rio de Janeiro. Do Paraná foi financiado por um capitalista muito rico. De São Paulo, não se sabe. De Brasília, foi financiado pelo dinheiro público de Brasília, Recife, Salvador e do Rio de Janeiro. Se a eleição depender principalmente de dinheiro público, já se sabe quem ganhará.

O blog do Josias de Souza (www.josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br) publicou no carnaval a seguinte notícia sobre os bastidores do poder: Dilma vive caso machadiano com Cabral e Garotinho. Em vias de celebrar um casamento político com Cabral, Dilma promove escondidos entendimentos com Garotinho. Bentinho Cabral tomou-se de doentio ciúme ao saber que, dias atrás, Dilma Capitu reunira-se com Escobar Garotinho.

Resumindo, dois rivais assediaram uma dama poderosa porque manipula dinheiro do orçamento público. Em Salvador e Recife, a dama foi igualmente assediada pelos cobiçosos do poder. Os outros pré-candidatos quase não foram assediados.

O blog do Esmael Morais (www.esmaelmorais.com.br) publicou na mesma semana do carnaval: Donos de jornais, rádio, televisões e sites – e jornalistas, radialistas, etc. – vêm demonstrando uma unidade quase canina em torno do nome do prefeito de Curitiba, Beto Richa, do PSDB, na disputa pelo Palácio Iguaçu. (...) Confesso que eu não sei precisar se essa preferência tem um viés político ou ideológico, enfim, se é um desejo republicano ou não (...): eles querem ficar com o dinheiro da propaganda do Beto ou tem uma preferência política e ideológica pelo Beto? Ou esses setores da mídia estariam torcendo para o “prefeitaço” se dar mal? Pelo exposto até aqui neste blogdonavarro, não resta dúvida que a imprensa quer somente o dinheiro da propaganda feita pelos cofres públicos.

Os blogs do Esmael e do Josias descrevem a política sob o ponto de vista esquerdopata, mas não dizem os motivos das decisões políticas. Isso porque os motivos das decisões políticas não são explicitados, apesar de os motivos verdadeiros serem claros. Alguns políticos, quando explicitam os motivos dizem: Em nome do socialismo, em nome do bem público ou em nome dos eleitores. Nunca dizem a verdade que é: Em nome do aumento do meu capital.

Na verdade, o relacionamento entre humanos é sempre regrado pelas relações de troca de coisas. O amor está em segundo plano. Entre dois homens, duas mulheres ou entre um homem e uma mulher sempre há dominante e dominado. A dominância é mais em função dos atributos ou coisas que se possui. Mesmo que o domínio seja alterado pela passagem do tempo, em cada momento há um animal dominante sobre outro ou sobre outros. Assim funcionam as regras da conquista de poder ou da política.

Cada qual usa suas propriedades, armas ou artifício para dominar. Simpatia, oratória, dinheiro, carisma, tradição, beleza, herança, classe social, sexo ou cargos burocráticos são os artifícios mais comuns. Todos são usados na época da eleição. No entanto, nenhum deles tem tanto poder quanto o dinheiro. Isso ocorre porque o dinheiro é a moeda de troca entre esses atributos.

Porém, nenhum capitalista sozinho tem dinheiro suficiente para comprar os votos necessários para exercer o poder. A solução é apropriar-se do dinheiro público. É com ele que se compra a maioria dos votos. Assim, quem tem mais possibilidades de dominar, de exercer o poder, é quem ocupará posição que manipula dinheiro público.

Nesse sentido, maldita foi a hora que mudaram a Constituição da República para instituir a reeleição. Maldito é o instituto da reeleição. Depois disso, quase todo poderoso de plantão usou dinheiro público para comprar votos necessários para se reeleger. A máquina do estado ficou mais corrompida. Concluindo, a política atual mais aparente é a de compra de votos com dinheiro do cidadão para perpetuar os poderosos de plantão.

No entanto, o poder exercido em nome do cidadão jamais deveria ser usado para corromper o cidadão comprando-lhe o voto ao troco de algo. Infelizmente, é assim que a política é. Só muita consciência política para acabar com a reeleição em todos os níveis e acabar com o uso privado do dinheiro público. Que não venham aqueles que se dizem socialistas dizerem que esse é um mal do capitalismo e defenderem o pior: A concentração eterna de todos os poderes do estado nas mãos de um só.

E daí, quem usou mais dinheiro público nessa eleição de 2010 ganhará a eleição? Você tem dúvida de que é o último passo da implantação de uma ditadura?

Tags: dinheiro público, compra de voto, reeleição, oratória, carisma, beleza, Esmael Morais, Josias de Souza, governo do PT, ditadura do PT, esquerdismo, socialismo, desesperança, manipulação de dinheiro público