sexta-feira, 20 de agosto de 2010

GRUPOS DE INTERESSE - ESTADO CRESCE PARA BENEFICIÁ-LOS E NUNCA PARA MELHORAR A VIDA DO CIDADÃO SEMPRE CAPITALISTA


Foto Setor Bancário Norte – Brasília - Junho/2010

Lew Roockwell descreveu o processo de crescimento do estado por intermédios dos grupos de interesse da seguinte maneira:

Há duas maneiras de uma pessoa ganhar a vida: voluntariamente através do processo de mercado ou coercivamente através do processo político. Os grupos de interesse que optam pelo último método aglomeram-se em torno do governo como moscas ao redor de uma lata de lixo.

Esses trombadinhas com ternos Armani assaltam o Tesouro e manipulam o aparato regulatório governamental em benefício próprio. E os políticos, quase sem exceção, se mostram excepcionalmente contentes em ser parceiros dessa gente, porque assim garantem reeleições, mais dinheiro e mais poder.

Os grupos de interesse de maior êxito são aqueles que:
(1) têm um propósito bem definido e uma estratégia coerente;
(2) têm uma disposição para direcionar muito dinheiro para seus esforços;
(3) dependem fortemente da intervenção governamental, pois uma ligeira mudança nas regulamentações pode significar a diferença entre o sucesso e bancarrota total;
(4) recebem polpudos e óbvios benefícios do governo, ao passo que o custo fica escondido e disperso por toda a economia;
(5) possuem a suprema capacidade de revestir suas depredações em um manto de preocupação pelo bem-estar geral.

Os gastos assistencialistas, por exemplo, só vêm crescendo desde a década de 1980, tudo em nome da ajuda aos pobres. Mas o dinheiro vai em grande parte não para os pobres, que ficam com as migalhas, mas para aqueles grupos de interesse poderosos o suficiente para subornar e fazer lobby a favor da redistribuição.

O dinheiro real vai é para os "pobristas" - os reais defensores da pobreza -, para os consultores, para as empreiteiras que constroem as moradias populares, para os funcionários de hospitais públicos e, principalmente, para os próprios membros da burocracia que coordena todo o esquema.

Os pobres são maldosa e intencionalmente transformados em uma subclasse perpétua, dependente do governo, para que alguns parasitas possam viver confortavelmente bem à custa de todo o resto da sociedade. Graças ao estado assistencialista, praticamente não há mais uma genuína mobilidade social. Os degraus mais baixos da escada foram retirados em nome da compaixão. E assim, o estado cresceu e já se transformou numa grande besta.

Tags: grupos de interesse, crescimento do estado, assistencialismo, grande besta, moscas ao redor do lixo

3 comentários:

auzirene disse...

Poxa Edson hoje pegase pesado. Se o dinheiro realmente ficase com os funcionários dos hospitais públicos eu já estaria rica com mais de treze anos de trabalhos prestados.

Edson Navarro disse...

Auzirene,
É certo que o dinheiro da saúde chega aos funcionários dos hospitais públicos em percentuais mínimos.
Mesmo assim, existem pessoas como você que trabalham muito, quase igual aos empregados do setor privado.
Tenho certeza que você carrega nas costas um grande percentual de outros servidores que pouco trabalham.
Imagine então o quanto trabalham os empregados privados para carregar todo o setor público nas costas.
Observe que eu disse que quem recebe muito são principalmente os burocratas, depois os políticos, depois os funcionários públicos que não trabalham e por último aqueles que trabalham de verdade que, ainda assim, trabalham menos que nos hospitais privados.

Anônimo disse...

...bom dia Sr.Edson, Sra. Auzirene,eu insisto em dizer: o Sistema está errado, é arcáico, extremamente falho e o "Soberano" despreparado, desinformado, desmotivado (na grande maioria, sem forças), sendo assim, "Eles" continuam reinando. Vejo contratos pessoa física e jurídica, fabulosos, astronômicos sendo firmados, legalmente, perante justificativas de pareceres jurídicos, justificativas de cumprimento de tabelas tal, e tudo se consumam. Na área de Saúde por exemplo, contratos com valores altíssimos, absurdos...contratos diversos de assessoria jurídica, inúmeros; mudam-se os dizeres mas na verdade sabemos que são a mesma coisa, contratos superfaturados de obras, etc, justificam-se com pareceres desses profissionais contratados, assessores jurídicos, engenheiros, etc, e tudo se transcorre (tramita normalmente), não se tem uma fiscalização acurada, técnica, in loco, no presente momento dos fatos; o sistema é falho e o "Soberano" despreparado, desamparado, órfão.