segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A ESTRATÉGIA DO SERRA ESTÁ CERTA. SE NÃO MUDÁ-LA, PODE VENCER NO SEGUNDO TURNO



Quem acompanha o horário eleitoral já percebeu que o candidato Serra não assume caráter oposicionista. Prefere postar-se como continuador daquilo que está dando certo. Para ganhar a eleição ele apresenta seus feitos e põe-se em comparação com a candidata oficial com quem concorre.

Tenho visto inúmeros analistas políticos dizendo que essa não é postura de oposição e que isso representa a razão de as pesquisas indicarem vitória situacionista ou que representa uma incompetência da campanha do Serra.

Porém, a economia brasileira vai bem, a inflação está baixa e o governo anuncia investimentos a toda hora. Na verdade, o governo atual herdou uma economia saneada e com tendência de crescimento de renda e de emprego. Ou seja, a atividade econômica brasileira estava oxigenada pelos bons ventos internacionais e continuou até os dias de hoje por racionalidade governamental.

O que justifica os índices das pesquisas eleitorais é a economia. Acredito que ocorre no Brasil o mesmo fenômeno das eleições americanas. Se a economia está bem, então o governo deve ser reeleito. Se está mal, então é hora de colocar a oposição no poder. Nesse sentido, ser oposição quando a economia vai bem é derrota certa.

No entanto, em termos políticos, o governo atual não é racional e nem é democrático como são os governos americanos. Prefere elogiar as restrições à liberdade de imprensa ocorridas na Argentina e derrama-se em dádivas e elogios aos ditadores Chavez, Amadinejad, Castro, Evo Morales e Rafael Correa.

O PT, aproveitando-se dos bons ventos econômicos, pretende ser o único a definir todos os destinos do país para sempre. A contínua reeleição do demiurgo não é possível por enquanto, mas é possível eleger qualquer um que tenha efetivo compromisso com os objetivos do petismo.

Nesse sentido, o que o governo tenta, até aqui com sucesso, é obtenção de maioria no Senado e eleição de um Presidente do PT. Com isso, são dois poderes tomados. Com a Presidência e o Senado na mão, fica fácil nomear membros do STF, do STJ e de outros Tribunais com maioria de adeptos da política ditatorial praticada pelo PT.

Mas essa visão petista desnecessária e antidemocrática de cooptação dos poderes, de fabricação de dossiês para intimidação de opositores, de restrição de publicidade oficial para a grande mídia, de distribuição de dinheiro público para pequenas emissoras de rádio e de TV ou de intimidadção de grandes empresários para contribuir com a campanha governista pode ocasionar erros como aquele dos aloprados em 2006 que foi um dos motivos do segundo turno naquela eleição.

Portanto, o candidato Serra não erra quando se apresenta como continuador da política econômica e até mesmo das demais políticas sociais atuais porque pode ser o vencedor no segundo turno quando o eleitor poderá comparar as qualidades administrativas de dois candidatos continuadores da política governista.

Mais do que isso, penso que essa é a melhor estratégia do Serra vencer a eleição, haja vista que o comportamento como oposicionista é derrota certa. Mesmo que não dê certo, não se justifica dizer que de outra maneira seria possível vencer a máquina petista que tem nosso dinheiro público à disposição da candidata oficial.

Tags: hegemonia do PT, Serra não se opõe, Serra continuador, vitória do petismo, nomeação de ministros

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