sexta-feira, 11 de junho de 2010

UMA HOMENAGEM AOS EMPREENDEDORES



Fotografia bosque do alemão – Curitiba – Maio 2010
Fotografia Imediações da Rodoviária de Brasília – Junho 2010

Quero homenagear a classe que mais trabalha. A classe média é a mais empreendedora. A operária é condicionada a não empreender e a outra é tida por classe exploradora por excelência (não é bom esse conceito de classe social).

É de se perceber que todos os participantes de qualquer das classes procuram levar vantagem ou lucrar. O empreendedor ganha trocando produtos por dinheiro. O operário ganha o salário. O proprietário é remunerado por ser dono de capitais. Todos querem ganhar sempre e essa é a essência do capitalismo.

A Constituição do Brasil fundamenta-se na livre iniciativa, no trabalho, na propriedade e na competição. O empreendedor é o que mais trabalha e se destaca em todos esses fundamentos. O operário trabalha muito, tem ânimo de ganhar, pensa em ser dono do próprio negócio, mas o lucro é muito escasso e só é dado a poucos.

A metáfora da carroça da produção serve para descrever a essência do capitalismo: Assim como um animal puxa a carroça correndo atrás de um prêmio amarrado na sua cabeça, o empreendedor puxa a produção correndo atrás do lucro, mas quem fica com toda a produção e com o eventual lucro é a sociedade.

Tanto o empreendedor quanto o operário só ficam com o produto do trabalho, mas o empreendedor é aquele que puxa a produção social, que fornece mais empregos, que trabalha mais e que inova todo dia correndo atrás do lucro.

O lucro é pequeno porque o concorrente abaixa o preço para poder vender. Se não vender, não há recompensa pelo trabalho. Nessa competição, o lucro é praticamente anulado.

Os donos de pequenas e de médias empresas (empreendedores por excelência) são os que trabalham mais. Iniciam o trabalho diário pela madrugada e dormem tarde todos os dias da semana. Descansam preocupados em pagar salários e na necessidade de vender o produto que fabricaram.

A natureza impõe ao que mais trabalha um duro castigo: Corpo envelhecido depreciado e com perda de valor. Outro castigo é a percepção de que: Pagou muito imposto por ter trabalhado mais do que outros e não recebeu um centavo de devolução. Percebeu que quase nunca lucrou e que o seu ganho relativamente maior foi porque trabalhou três vezes mais.

Portanto, quero homenagear o empreendedor. Quero homenagear o dono da padaria da esquina, da pequena empresa de reformas e da prestadora de serviços. Todo aquele que se sentir empreendedor por excesso de trabalho, por trabalhar pela inovação ou apenas pela busca do lucro está homenageado.

São desses empreendedores ou trabalhadores de máxima produtividade e de maior tempo dedicado ao trabalho que vem a maior produção social. O empreendedor merece ser homenageado.

Tags: homenagem, empreendedor, trabalho duro, inovação, anulação do lucro, essência do capitalismo, classes sociais, carroça de produção

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