terça-feira, 18 de maio de 2010

PREÇO DE MERCADO É IGUAL AO CUSTO DIRETO


A foto é de San Sebastian - Praia do Atlântico Norte da Espanha – Junho 2009

Já disse repetidas vezes que o preço de mercado é igual ao custo de se fazer uma unidade a mais de mercadoria ou serviço. O objetivo deste blog não é provar exaustivamente determinado conceito, mas repeti-lo por ser muito importante.

A demonstração exaustiva está nos livros de Microeconomia. Quem consultar constatará que o equilíbrio de mercado ocorre no ponto que a quantidade ofertada é igual à quantidade demandada. Nesse ponto, o preço é igual ao custo marginal, que é igual à renda marginal, que é igual ao preço de mercado. Sugere-se ao leitor consultar o livro Economia Avançada de Geraldo Sandoval GOES. Brasília: Vestcon, 2000. p. 94/95.

Portanto, no cálculo do preço de mercado, tanto faz se é a primeira ou a última unidade de serviço, mercadoria ou obra. O que importa é que toda empresa construtora de obras, de carros ou de serviços tem custos diretos e custos fixos e que somente os custos diretos formam o preço.

No mercado em concorrência, quando se fala em calcular o preço de venda de qualquer coisa, o leitor pode ficar seguro que:
- o custo variável é igual ao custo direto;
- o custo direto é igual ao custo marginal;
- o custo marginal é igual ao preço de mercado;
- os três custos têm conceitos diferentes, mas são iguais em valor no mercado de concorrência pura;
- quaisquer deles representam o preço de venda do produto ou serviço no mercado equilibrado.

Os custos fixos ou indiretos não entram no preço da unidade a mais produzida. Se a empresa colocar custos fixos no preço da obra, produto ou serviço a ser fornecido, então ela perderá a concorrência porque estará praticando preço acima do mercado.

Se o lucro, despesas e custos indiretos não entram no custo marginal e este é igual ao preço de mercado, então se pergunta: A Administração Pública pode aplicar a Lei de Licitações incluindo custos não diretos no preço de mercado? Claro que não! Mas coloca.

O administrador público pode, sem permissão expressa na lei, usar dinheiro público para pagar por custos que não fazem parte do preço? Claro que não! Mas usa.

O administrador público pode alegar a contabilidade do empresário que aponta custos indiretos, incluindo lucro, para pagar custos fora do preço? Claro que não! Mas alega.

Na cidade de San Sebastian (Espanha), os preços por metro quadrado de apartamento chegavam a R$ 100.000,00/m² em junho de 2009. Poderia a Administração Pública brasileira pagar o mesmo preço por metro quadrado de um prédio público construído em cidade com semelhante preço? Claro que não! Mas paga.

A resposta da Economia é negativa para as quatro perguntas anteriores. De vez em quando me pergunto: Por que a Administração Pública comete tantos erros contra o homem capitalista e contra si mesma? Tenho um palpite, mas ele não supõe que todo ser humano é corrupto como fazem os esquerdistas, os petistas, os marxistas e outros que são a maioria da atual Administração Pública brasileira.

Tags: San Sebastian, Norte da Espanha, preço de mercado, custo direto, Economia Avançada, Geraldo Goes, custo marginal

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