segunda-feira, 17 de maio de 2010

CUSTOS DO EMPRESÁRIO QUE NÃO ENTRAM NO PREÇO DA OBRA - É UMA QUESTÃO DA CONTABILIDADE


Foto de Shopping de Lisboa-Portugal-2009. Homenagem ao grande navegador Vasco da Gama.

Economia e Contabilidade são ciências diferenciadas pelo objetivo principal. A Economia está preocupada com os custos formadores do preço que é a principal informação do mercado. A Contabilidade está preocupada com os custos do empresário que decidirá se entra no mercado para vender com lucro por aquele preço informado pelo mercado.

Na Contabilidade, os custos que são totalmente associados ao processo operacional são considerados diretos, enquanto custos que necessitam de rateio pelos diversos produtos produzidos são considerados indiretos. A Contabilidade anota o lucro como uma despesa indireta porque deve anotar toda e qualquer variação de valores

As despesas indiretas são gastos associados ao resultado do exercício e que, na maioria das vezes, estão completamente desvinculados dos preços dos produtos, tais como despesas financeiras, impostos diretos, administração central, seguros etc.

É fácil de constatar que a Contabilidade está voltada para verificar todos os custos e despesas do empresário e a apurar o lucro contábil, enquanto que a Economia está voltada para a formação do preço de mercadorias e serviços.

Para a Economia, os custos indiretos assim como as despesas indiretas são considerados custos fixos, os quais não entram na formação do preço porque não são aplicados diretamente na unidade a ser produzida.

Percebe-se, com facilidade, que os conceitos contábeis e econômicos são quase iguais, mas a aplicação deles é completamente diversa. Isto é, o empresário consciente e eficiente considera todos os custos contábeis como condicionantes da atividade produtiva. Porém, na hora de fixar o preço do produto, ele considera somente custos que entram diretamente no custo da unidade a mais produzida.

Por exemplo, considere que o prédio da fotografia inicial é da Administração Central de uma grande empresa vendedora de produtos agropecuários. Se ela vendesse laranjas, então o custo de construção e manutenção desse prédio central entraria no preço da laranja? É claro que não! E se fosse o prédio de uma grande concessionária de pedágio, então o valor da taxa de pedágio deve pagar as despesas desse luxuoso prédio central? Também fica claro que não devemos pagar o luxo do "dono" do pedágio.

Tags: Shopping de Lisboa, despesas indiretas, preço de pedágio, formação de preços, Economia, Contabilidade

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