sábado, 24 de abril de 2010

O QUE É EMPRESÁRIO INOVADOR


O mercado tem dois tipos de empresários: o inovador e o especulador. O primeiro procura inovar ou produzir o mesmo produto com uma nova tecnologia. O segundo só pensa na melhor taxa de juros ou de retorno do capital próprio. O primeiro trabalha junto com a empresa. O segundo só confere taxas de poupança, câmbio e outros medidores do mercado, haja vista que é um mero especulador de capital.

O empresário inovador é o verdadeiro empresário eficiente. Age com ética e não precisa das benesses do estado para sobreviver e viver bem. Ele só tem lucro no curto prazo e nunca tem a garantia do lucro, o qual só é garantido pelos monopolistas ou por aqueles que fazem contrato com a Administração Pública.

A livre iniciativa e a dignidade da pessoa são fundamentos constitucionais que permitem que as leis da Economia e do Direito tenham legitimidade. Assim como o empresário inovador, esses dois fundamentos são bases do capitalismo e a sociedade precisa deles. A inovação e a eficiência desse livre empresário inovador foram responsáveis pelo desenvolvimento da economia mundial.

O arcabouço teórico da sociedade capitalista considera que todo ser humano tem algum atributo de ser trabalhador, ser engenhoso ou de ser inovador. Todos deveriam pensar no melhor para si e para a sociedade. Muito trabalho, engenho, tentativos, erros e perdas existiram em nome da solução para grandes ou velhos problemas. Contudo, apesar de todos quererem ganhar em benefício próprio, a criatividade, as inovações e a soma do trabalho de todos foram integralmente apropriadas pela sociedade.

O empresário inovador, ao correr atrás do lucro, funciona como o motor da sociedade capitalista. Mesmo nessa posição de puxador e não de condutor da produção social, ele é apenas remunerado pelo trabalho desenvolvido ou honrado pelo seu gênio. Ele também almeja ser grande monopolista, porém isso é só uma esperança que o faz correr atrás do lucro. Procura lucro em licitações por conta da eficiência em produzir com menores custos, mas não pelo lucro garantido.

O empresário engenhoso, trabalhador e ético, além de existir no cotidiano, é um ideal para o qual as leis estão voltadas. A Lei 8.666/93, por exemplo, supõe que participantes de licitações sejam dignos e honestos. Por isso, é um equívoco exigir que o empresário mostre custos e despesas indiretos embutidos no preço. Essa exigência, além de exigir que ele mostre qual o segredo de se produzir com menores custos, é um suposto de que o empresário sempre faz conluios contra a licitação.

Se o empresário for desonesto, então não adianta obrigá-lo a mostrar seus verdadeiros custos, pois seria característica dele omitir a verdade. Por outro lado, o empresário inovador, se tiver que mostrar o segredo do lucro momentâneo, preferiria não participar da licitação porque a mesma estaria negando a essência da concorrência.

Tags: empresário inovador, especulador, eficiência, motor da sociedade, livre iniciativa, trabalho, Administração Pública

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