terça-feira, 15 de agosto de 2017

O celibato sacerdotal e o Padre Fábio de Melo

O padre Fábio de Melo, ao que parece, deu recentemente em certo programa de TV uma declaração favorável ao celibato clerical. Consta que o padre se disse confortável com a sua opção; parece que teria alegado que, se tivesse uma família, não seria capaz de levar a vida que leva.

É sem dúvidas uma defesa do celibato; mas não é a sua melhor defesa. Sim, é evidente que há questões de ordem prática que desincentivam aos sacerdotes a constituição de uma família; quem quer que pense no assunto por cinco minutos consegue perceber que há uma espécie de incompatibilidade radical entre o século e o altar. Sabe-se que um pai de família possui uma série de obrigações para com as quais não pode ser negligente: deve, para ficar apenas no exemplo talvez mais óbvio, largar o que quer que esteja fazendo para acompanhar, por exemplo, uma esposa subitamente doente ou um filho acidentado ao hospital.

Ora, um sacerdote cuida das coisas de Deus e da salvação das almas: e isso não são coisas que se possa largar de súbito, à primeira das exigências inesperadas que surja da vida conjugal. Um sacerdote deve dedicar todo o seu ser ao serviço das almas que a Divina Providência lhe confiou; um marido, como São Paulo ensina na Carta aos Efésios, deve sacrificar a própria vida em prol da sua esposa. É notório que um dever pode entrar em conflito com o outro em um sem-número de casos concretos. Percebe-se, assim, ser conveniente que um sacerdote não seja pai de família e que um pai de família não seja sacerdote.

Mas não é somente disso que se trata. Os deveres que decorrem do Sacramento do Matrimônio são de uma natureza diferente da dos que decorrem do Sacramento da Ordem, é lógico. E entre ambos os grupos de deveres pode haver uma como que incompatibilidade natural — isso é verdade, é facilmente perceptível e é possível a qualquer um pensar em mil e um exemplos que o demonstrem. Mas esse tipo de argumentação corre o risco de se tornar por demais materialista. No limite, ela pode se transformar somente em uma versão um pouco mais elaborada daquela história de que os padres não podiam se casar para que as viúvas e os órfãos não viessem a dilapidar o patrimônio da Igreja.

Porque ditas as coisas desse modo fica parecendo que o laço conjugal é um estorvo que impede o homem de desempenhar aquilo que ele, sozinho, é capaz de fazer muito bem. E isso, além de não ser a melhor defesa do celibato, é uma das piores formas de apresentar o Matrimônio cristão.

É preciso dizer diferente: é preciso defender que o amor conjugal é um dom precioso e, exatamente por ser um dom precioso, convém que seja sacrificado no altar do sacerdócio ministerial. Não é que ter uma família vá de algum modo atrapalhar o padre a desempenhar o seu múnus sacerdotal: poderia ser até mesmo que a mulher e os filhos o ajudassem, e ainda assim o celibato seria uma coisa valiosa e exigível. Porque um sacerdote é um sacrificador e portanto nada mais justo que ele inicie a sua jornada sagrada sacrificando precisamente aquilo que é o ápice da vida humana: o Sagrado Matrimônio. É deste sacrifício primevo e radical que nasce o sacerdote: é sendo ele próprio vítima desta sagrada oblação que ele se purifica e se torna perfeito para oferecer quotidianamente a Vítima Imaculada nos altares do Deus Três-Vezes Santo.

Não é, portanto, que constituir família vá se tornar um empecilho à atuação do sacerdote: isto pode até ser verdade em algum caso concreto, mas não é esse o ponto. O celibato existe porque o sacerdote existe em função do Sacrifício do Altar, da entrega ao qual nascem todos os outros sacrifícios — sendo o celibato o primeiro deles. O celibato é a expressão visível e externa do sacrifício em que consiste a vida consagrada. É o Isaac espiritual que o Senhor dos Exércitos exige para Si. Oferecendo-o generosa e virilmente em Moriá, o sacerdote se torna digno de subir o Calvário a cada Santa Missa. Sacrificando, ele se capacita para sacrificar.

sábado, 22 de julho de 2017

A morte do petista Marco Aurélio Garcia e a fenda na xícara que leva à terra dos mortos

Escrito por Reinaldo Azevedo no Blog do Reinaldo/RedeTV, 22/07/2017 - 8:34
Viu-se um espetáculo de grosserias e baixarias nas redes sociais, invectivadas, de resto, por algumas páginas que fazem do ódio a sua profissão de fé.

Silenciei sobre a morte do petista Marco Aurélio Garcia, ocorrida na quinta, por uma razão simples: dado o que penso, segundo os meus valores, eu não tinha nada de bom a dizer a respeito dele. Ao contrário: quem acompanha o meu blog conhece as, sei lá, muitas dezenas de posts que lhe dediquei desde que se tornou assessor especial de Lula. E não me lembro de nenhum elogioso.

Para mim, tudo estava dito. Notem: ele não era uma personagem central da história. Sim, já enfrentei a tarefa desagradável de falar mal de mortos, mas só o faço se considerar inevitável. E, no caso, pareceu-me, sim, evitável. Não há como; quem me conhece sabe que sou assim: penso na dor dos familiares e dos amigos e sinto um desconforto enorme. Não considerando, pois, essencial a apreciação negativa da obra daquele que se vai, abstenho-me. É o que me diz o decoro. E não abro mão dele.

O registro que faço aqui é outro. Sei que sou duro no debate. Ainda na segunda, no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, recorri à energia e à clareza que julguei necessárias para expor meu ponto de vista. Em regra, não sou exatamente suave no confronto de ideias. Mas evito e repudio a brutalidade. E é de brutalidade que vou falar.

Chegaram-me ecos do que se disse nas redes sobre a morte do petista. Mais: uma nota respeitosa, decorosa, própria de quem exerce um cargo de Estado, emitida por Aloysio Nunes, ministro das Relações Exteriores, deu início a um tsunami de baixarias como raramente se viu: contra Marco Aurélio, o morto, e contra o ministro. E, claro, os conteúdos mais furibundos estão atrás de pseudônimos, de gente que não tem cara, que parece sentir especial prazer em propagar o ódio, o fel, a maledicência gratuita.

Mais: constata-se de imediato que os mais enfáticos, os mais carregados de certeza, os mais virulentos são, também, os mais ignorantes. Eis aí um dos grandes riscos que corremos nestes dias: nunca a opinião destituída de lastro, nunca a sentença judiciosa descolada das leis, nunca a narrativa belicosa divorciada da história foram tão presentes e tão influentes. E as pessoas vão dizendo o que lhes dá na telha, fazendo tábula rasa de biografias, esmagando qualquer chance de um confronto civilizado de ideias.

Sim, o PT de Marco Aurélio Garcia é um dos responsáveis por esse estado miserável a que chegamos. Quando Lula, no seu primeiro mandato, separou o Brasil entre “nós”, que eram “eles”, e “eles”, que, bem, éramos nós, os não-petistas, estava dada, como escreveu Auden, “the crack in the tea-cup” que “opens a lane to the land of the dead”. Lá estava “a fenda na xícara de chá” a “abrir uma vereda para a terra dos mortos”.

Sim, a geleira habita o armário. O deserto suspira na cama.

O fato de a esquerda ter declarado guerra à divergência — já nos primeiros movimentos do governo FHC, em 1995 — pode absolver setores à direita de terem iniciado a pancadaria, mas não os absolve da decisão estúpida de mimetizar os métodos dos adversários, respondendo com intolerância à intolerância, com ignorância à ignorância, com cretinice à cretinice.

Outro dia, uma dessas reputações que só existem nas redes sociais sustentava que eu era um dos responsáveis por essa radicalização. É mesmo? Digam quando e em que circunstância. Ao contrário. Eu atacava justamente o fascismo de esquerda, que tornava inviável o diálogo.

Não! Eu não me arrependo de ter criado termos como “petralha” e “esquerdopata”. Enquanto houver esquerdistas justificando o roubo de dinheiro público como instrumento para beneficiar os pobres, petralhas terão de ser combatidos. Enquanto houver pessoas que acham normal jogar no lixo os fundamentos da democracia em nome da justiça e da igualdade, “esquerdopatas” terão de ser combatidos.

Mas isso não autoriza os ataques grotescos que setores identificados com a direita — alguns deles com sotaque indisfarçavelmente fascistoide — dirigiram contra Maro Aurélio, o morto, e contra Aloysio Nunes, o ministro, que não deixou de lembrar, na nota, que ambos percorreram caminhos distintos.

O que dizer? Eu rompi com a esquerda quando percebi que aquele seu, como vou chamar?, “horizonte finalista” (a exemplo de todo horizonte), onde as contradições se anulam, onde “os infinitos se estreitam num abraço insano” — experimentando-se, então, o fim da história —, era uma estupidez.

Abracei o que considero a saudável perspectiva conservadora do reformismo permanente, que não promete nem vislumbra amanhãs sorridentes. O que se tem é só luta renhida, a cada dia. Não anseio a vitória final. Não quero ter medo da derrota final. Essa coisa de viver e de ir mudando; de viver e ir se transformando; de viver e ir se emendando, bem, a graça está em isso não ter fim. É nossa condenação e nossa ascese.

E, por isso tudo, eu não poderia ser um discípulo de Marco Aurélio Garcia ou de fascistas de esquerda ou de direita.

Não contem comigo para o espetáculo dantesco.

Que Marco Aurélio descanse em paz. Porque, na morte, os infinitos se estreitam num abraço insano.

sábado, 8 de julho de 2017

A NAÇÃO SOB GOVERNO DAS MINORIAS

A NAÇÃO SOB GOVERNO DAS MINORIAS
Escrito por Percival Puggina* e publicado em 07.07.2017 no Puggina.org
A crise que jogou o Brasil na mais prolongada e perigosa depressão econômica e social de sua história não pode ser entendida sem que se conheça o peso do patrimonialismo, do corporativismo e do clientelismo na vida nacional. É pelo peso do patrimonialismo que o exercício do poder político se confunde com usufruto (quando não com a posse mesma) dos recursos nacionais. É pelo peso do corporativismo, cada vez mais entranhado e influente nas estruturas do Estado, que os bens e orçamentos públicos vêm sendo canibalizados desde dentro pelo estamento burocrático. É pelo peso do clientelismo que elites corruptas são legitimadas numa paródia de representação política, comprando votos da plebe com recursos tomados à nação.

Na perspectiva do cidadão comum, o que resulta mais visível, lá no alto das manchetes e no pregão dos noticiários de rádio e TV, é o que vem sendo chamado de mecanismo, ou seja, o modo como, nos contratos de obras e serviços, o recurso público é desviado para alimentar fortunas pessoais, partidos políticos e campanhas eleitorais que, por sua vez, garantem, a todos, a continuidade dos respectivos negócios. Com efeito, esse é o topo da cadeia. É o que se poderia chamar de operação contábil que viabiliza e formaliza o patrimonialismo.

O corporativismo, de longa data, se configura como forma de poder exercido com muito sucesso e responde, ano após ano, pela crescente apropriação dos orçamentos públicos e dos recursos de empresas estatais pelas corporações funcionais. É uma versão intestina do velho patrimonialismo. Raymundo Faoro, a laudas tantas de "Os Donos do Poder", escreve sobre a centralização política ocorrida no Segundo Reinado e a singela constatação de que existem duas possibilidades: ou a nação será governada por um poder majoritário do povo ou por um poder minoritário. Era como exercício de poder minoritário que Faoro via o reinado de D. Pedro II. E o entendia à luz da teoria de Maurice Hariou, que fala de um poder formado "ao largo das idades aristocráticas, pelo exercício mesmo do direito de superioridade das minorias diretoras".

Maurice Hariou (1856-1929) reparte com Kelsen o apelido de Montesquieu do século XX. Na sua perspectiva, são as instituições que fundamentam o Direito, e não o contrário. Correspondem ao conceito, as organizações sociais subsistentes e autônomas nas quais se preservariam ideias, poder e consentimento. A isso, dava ele o nome de corporativismo. Após 127 anos de república, é comum vê-lo em pleno exercício quando representantes de outros poderes, de carreiras de Estado, e de seus servidores ocupam ruidosamente galerias dos plenários ou palmilham corredores onde operam os gabinetes parlamentares. Raramente saem frustrados em suas reivindicações. E assim, bocado a bocado, ampliam, além de toda possibilidade, a respectiva participação no bolo dos recursos públicos. Em muitos casos, a soma das fatias já ultrapassa os 360 graus.

Os ônus do corporativismo representam um prejuízo vitalício, que se perpetua através das gerações. Como tal, muito certamente, excede o conjunto das falcatruas operadas pelo mecanismo. O Estado brasileiro poderia ser menor, onerar menos a sociedade e enfrentar adequadamente o drama das camadas sociais miseráveis, carentes de consciência política. Por que iriam os operadores do mecanismo, os manipuladores da miséria e o estamento burocrático interessar-se em acabar com a ascendência que exercem sobre essas vulneráveis bases eleitorais? Os três juntos - patrimonialismo, corporativismo e clientelismo - põem a nação em xeque. Não sairemos dele se não identificarmos, acima e além dos partidos e seus personagens, estes outros adversários, intangíveis mas reais, que precisam ser vencidos.
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* Percival Puggina (72), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

AO ROMPER O ACORDO DE OBAMA COM CUBA O PRESIDENTE DONALD TRUMP MANDA UM RECADO CURTO E GROSSO PARA A CANALHADA COMUNISTA DO FORO DE SÃO PAULO

Escrito por Aluízio Amorim no Blog do Aluízio em 26/6/2017.
Tinha certeza que a excelente Embaixada da Resistência em sua página no Facebook iria legendar este vídeo que é histórico. Trata-se da solenidade de assinatura, pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, da Ordem Executiva que cancelou o acordo espúrio que o capacho esquerdista Barack Obama havia assinado com o regime assassino de Cuba. 

Reparem que em muitos anos é a primeira vez que um Presidente dos Estados Unidos denomina e define com todas as letras o regime assassino cubano: COMUNISTA! E aproveita a oportunidade para mandar um "recado" à quadrilha comunista assassina que domina a Venezuela. Em outras palavras, Trump aproveitou para avisar à bandalha comunista que opera em todo o continente Latino-americano que, ao contrário de seu predecessor, não fará vistas grossas à ação nefasta dessa canalhada esquerdista.

É claro que um vídeo como este jamais será transmitido pela grande mídia. Afinal, 99,9% dos jornalistas são cupinchas do regime cubano. Neste caso, os jornalistas que atuam na grande mídia são criminosos. As exceções se podem contar nos dedos no Brasil e em toda a América Latina e também dentro dos Estados Unidos, a ponto de já ter ocorrido em inúmeras oportunidades a publicação de matérias insuflando a ideia de assassinar Donald Trump.

Os vagabundos estão apavorados. E continuam mentindo diariamente pelos meios de comunicação com a produção de 'fake news'. São todos viúvas de Fidel Castro que felizmente já serviu de banquete para os vermes.

Em mais de meio século (o regime assassino cubano começou em 1959) é a primeira vez que um líder do porte de Donald Trump, profere a palavra "comunista", já que o vocábulo foi banido de todos os textos jornalísticos numa estratégia sorrateira para tentar fazer crer que o comunismo acabou, embora os bate-paus de Raul Castro em Cuba e Nicolas Maduro na Venezuela continuem cometendo assassinatos impunemente e com o apoio dos jagunços das redações dos jornais e redes de televisão.

Por tudo isso, a ação fulminante do Presidente Donald Trump contra a canalha comunista merece o apoio irrestrito de todas as pessoas de bem. 

Aos estimados leitores sugiro que compartilhem esta postagem amplamente pelas redes sociais furando o bloqueio do jornalismo canalha e capacho dos assassinos comunistas e seus cúmplices do Foro de São Paulo, cujo presidente de honra e fundador é justamente Lula que até pouco tempo atrás vivia de beijos e abraços com Fidel Castro, Hugo Chávez e Nicolas Maduro, sem falar da deletéria conexão da roubalheira do petrolão com esses regimes assassinos.

Vejam todo o vídeo que vale a pena.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

PAPA FRANCISCO: O ESCÂNDALO DO SILÊNCIO - Ele não quer ouvir a divergência

O ESCÂNDALO DO SILÊNCIO
Escrito por Roberto de Mattei (*), 23 de junho de 2017
Cardeais Brandmüller, Burke, Caffara e Meisner

Os quatro cardeais [fotos acima] autores dos “dubia” sobre a Exortação Amoris laetitia tornaram público, através do blog do vaticanista Sandro Magister, um pedido de audiência apresentado pelo cardeal Carlo Caffarra ao Papa em 25 de abril passado, uma vez que os “dubia” não obtiveram resposta. O silêncio deliberado do Papa Francisco — que, no entanto, recebe personalidades muito menos relevantes em Santa Marta para discutir questões muito menos importantes para a vida da Igreja — é a razão da publicação do documento.

No pedido filial de audiência, os quatro cardeais (Brandmüller, Burke, Caffara e Meisner) fazem saber que gostariam de explicar ao Pontífice as razões dos “dubia” e expor a situação de grave confusão e perplexidade em que se encontra a Igreja, especialmente no que diz respeito a pastores de almas, em particular os párocos.

Na verdade, no ano que transcorreu a partir da publicação da Amoris laetitia, “foram dadas em público interpretações de alguns passos objetivamente ambíguos da Exortação pós-sinodal, não divergentes, mas contrárias ao permanente Magistério da Igreja. Conquanto o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé tenha declarado mais de uma vez que a doutrina da Igreja não mudou, apareceram numerosas declarações de bispos, cardeais e até mesmo de conferências episcopais, que aprovam o que o Magistério da Igreja jamais aprovou. Não apenas o acesso à Santa Eucaristia daqueles que objetiva e publicamente vivem numa situação de pecado grave, e pretendem nela continuar, mas também uma concepção da consciência moral contrária à Tradição da Igreja. Sucede assim — oh, e quão doloroso é vê-lo! — que o que é pecado na Polônia é bom na Alemanha, o que é proibido na Arquidiocese de Filadélfia é lícito em Malta, e assim por diante. Vem-nos à mente a amarga constatação de B. Pascal: ‘Justiça do lado de cá dos Pireneus, injustiça do lado de lá; justiça na margem esquerda do rio, injustiça na margem direita’ ”.

Não há escândalo nem transgressão no fato de os colaboradores do Papa pedirem uma audiência privada, e que no pedido descrevam objetivamente, a divisão que a cada dia cresce na Igreja. O escândalo consiste na recusa do Sucessor de Pedro em ouvir aqueles que pedem para ser recebidos. Tanto mais quanto o Papa Francisco quis fazer do “acolhimento” a marca registrada de seu pontificado, afirmando em um de seus primeiros sermões em Santa Marta (25 de maio de 2013) que “os cristãos que pedem nunca devem encontrar portas fechadas”. Por que recusar audiência a quatro cardeais que não fazem senão cumprir o seu dever de conselheiros do Papa?

As palavras dos cardeais são filiais e respeitosas. Pode-se supor que a intenção deles seja de procurar “discernir” melhor, em uma audiência privada, as intenções e os planos de Papa Francisco, e eventualmente de fazer ao Pontífice uma correção filial in camera caritatis. O silêncio do Papa Francisco em relação a eles é obstinado e descortês, mas expressa em sua teimosia a conduta daqueles que vão adiante em seu caminho com determinação. Dada a impossibilidade de uma correção privada, pela inexplicável recusa de uma audiência, também os cardeais deverão prosseguir com decisão em seu caminho, se quiserem evitar que na Igreja o silêncio seja mais forte que suas palavras.
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(*) Fonte: “Corrispondenza romana”, 21-6-2017. Matéria traduzida do original italiano por Hélio Dias Viana.

sábado, 17 de junho de 2017

ELEIÇÕES FRANCESAS: Os verdes vão para o mato

Eleições francesas: os verdes vão para o mato.
Escrito por Nelson Ribeiro Fragelli, 16/6/2017, na ABIM
As eleições presidenciais deste mês na França revelaram uma rejeição a dois engodos demagógicos: o socialista e o ecologista. O Partido Socialista Francês corre o risco de desaparecer. Perdeu mais de 260 deputados. E os verdes do Partido Ecologista não ficaram atrás nessa queda livre. Dos 459 candidatos, apenas um poderá ainda vir a ser eleito no segundo escrutínio das eleições parlamentares no dia 18 de junho. Os verdes se tingem sempre de vermelho, aliando-se aos socialistas ou aos comunistas. Desta vez a escolha de pigmentação foi má, pois os socialistas franceses obtiveram apenas 7,4% dos votos, e os comunistas 2,7%.

Já se foram os tempos em que a falácia do aquecimento global e do degelo nos polos encontrava crédulos ingênuos. Se há cinco anos o Partido Ecologista tinha 17 deputados e dois ministros nomeados pelo presidente Hollande, nas últimas eleições um desses ministros — a então presidente do Partido, Cécile Duflot, da pasta da Igualdade Territorial e da Habitação — ficou em terceiro lugar em sua circunscrição, longe do primeiro colocado, um jovem de apenas 28 anos. Antigos militantes ecologistas que deixaram o partido verde e se apresentaram como candidatos de outros grupos políticos de esquerda conseguiram eleger-se.

Os franceses sentem-se ameaçados: em sua coesão nacional, pela imigração desmesurada; em sua coesão familiar, pela educação escolar; em sua coesão econômica, pela administração confiscatória socialista. Paira no ar um grave sentimento de injustiça. Suas preocupações, portanto, vão bem além da preservação de insetos, da tosse dos pássaros ou da pretensa diminuição das florestas. E por isso não fizeram dos verdes seus representantes no Parlamento, deixando-os no mato.

POR QUE SERÁ QUE A GLOBO QUER DERRUBAR (DAR UM GOLPE) NO MICHEL TEMER

Em entrevista, o maior bandido da história do país (245 crimes confessados) diz que Michel Temer é chefe de uma organização criminosa. É mesmo? Então vamos pensar
Escrito por Reinaldo Azevedo no Blog do Reinaldo na RedeTV
Publicada: 17/06/2017 - 12:06

Não é pouca coisa. Desde 1º de abril de 1964, está no poder um governo que não conta com o apoio das, como posso chamar?, “Organizações Globo”. Ao contrário: elas atuam para derrubá-lo. E, para tanto, não medem esforços. Há procedimentos que até podem ser confundidos com jornalismo.

Estamos falando dos últimos 53 anos. Notem: o próprio Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente, um homem acostumado a ser independente, não se se sente à vontade para endossar institucionalmente o governo. Sabe que estaria na contramão de aliados históricos. Afinal, os Marinhos nunca lhe faltaram, e ele não pode lhes faltar numa hora como esta: os veículos da família apostaram tudo no sucesso da blitzkrieg. Era para Michel Temer cair em suma semana. Mas ele não caiu.

E agora?

E agora? Na semana em que a revista “IstoÉ” evidencia o clima de terror que vigora no Ministério Público Federal, eis que Joesley Bastista, anti-Macunaíma das Organizações Globo, o herói cheio de caráter — ele confessou apenas 245 crimes —, concede uma entrevista à revista “Época” que tem o claro objetivo de constranger o Supremo Tribunal Federal.

Esse monumento moral que é Joesley decide acusar o presidente Michel Temer de ser o “chefe da maior e mais perigosa organização criminosa” que há no país. Que coincidência! Será justamente essa a acusação a ser feita por Rodrigo Janot, procurador-geral da República. É desse princípio que partiu Edson Fachin, relator auto-outorgado do caso, para tomar suas decisões. Nos veículos da “Organização” — TVS (aberta e a cabo), rádios e jornais —, não há uma só crítica, nem a mais remota, às ações ilegais ou autoritárias que buscam depor Michel Temer. Ao contrário: editorial do jornal “O Globo” pregou a deposição.

“Que é isso, Reinaldo? Vai se comportar como a esquerda agora? Vai gritar palavras de ordem contra pessoas da Globo em aviões?”

Ah, não! A turma da emissora sabe que não sou esse tipo de vagabundo. Sabe que não me perco em pensamentos genéricos. Inclusive quando julguei necessário defender o grupo de ataques que considerei injustos.

Onde estão as evidências de ilegalidade? Pois não! Se seus donos e editores ainda não descobriram, eu digo.

– A gravação, EDITADA, da conversa com o presidente é uma prova ilícita, que fere o Inciso LVI do Artigo 5º da Constituição. Aceito, claro, um contra-argumento. Mas não me tragam “opiniões”. Cobro que evidenciem que a letra da Constituição foi suplantada por algum outro título legal;

– Edson Fachin nunca foi o relator natural do caso porque, obviamente, este nada tem a ver com o petrolão. Assim, violou-se o fundamento do juiz natural, triplamente assegurado na Constituição de 1988: Artigo 5º, incisos XXXVII (“Não haverá juízo ou tribunal de exceção”), LIII (“Ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente”) e LIV (“Ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”).

Essas são as duas agressões primitivas ao devido processo legal, das quais outras tantas decorreram, com o beneplácito dos veículos da “Organização”, que passaram a atuar como ordem unida. Não se leem, não se veem nem se ouvem em notícias nem no material opinioso:
– críticas aos critérios solipsistas que definem as prisões preventivas;
– críticas a métodos característicos de um Estado policial; ao contrário: os veículos passaram a atuar como colaboradores da agressão sistemática a direitos individuais;
– críticas aos métodos heterodoxos a que recorrem procuradores, inclusive o geral, para provocar alarido na opinião pública. Como definiu Nina Lemos, uma jornalista de esquerda, que não é da minha turma, Deltan Dallagnol, por exemplo, se comporta como uma “blogueira teen”, que decide dizer nas redes tudo o que lhe passa pela cabecinha confusa, ornada por duas faces rosadas. Ocorre que ele é coordenador da Força Tarefa da Lava Jato, que deveria colaborar para pôr o Brasil nos trilhos; em vez disso, parece haver um esforço deliberado para afundar o país.

A revista “Época”, do grupo, traz uma entrevista com Joesley. Com o devido respeito, juro!, aos profissionais envolvidos na operação, estamos diante de uma das coisas mais vergonhosas que já se fizeram no país sob a chancela de “jornalismo”.

Não! Não se trata de defender ou de atacar Michel Temer; de crer ou não crer nas sua honestidade pessoal, de apostar ou não na sobrevivência do seu governo. Trata-se de dar a palavra, sem contestação, a um bandido confesso, beneficiado — a exemplo de outros, mas com ainda mais licenças — por uma delação premiada espúria e por um acordo de leniência idem. Nos dois casos, os lesados são os brasileiros.

Já fiz a conta que as Organizações Globo não querem fazer: o 0,25 ponto percentual a menos na redução de juros custa, em 12 meses, algo em torno de R$ 6,5 bilhões. E a mais recente redução da Selic foi de 1%, não de 1,25%, por causa de Joesley e sua organização criminosa. O Boletim Focus já reduziu em 0,1 ponto percentual a expectativa de crescimento neste ano em razão dessa crise. Parece pouco? Estamos falando de R$ 6,3 bilhões. É o que custa cada 0,1 ponto percentual que deixarmos de crescer. O que está dado hoje: o grupo J&F pagará R$ 10,3 bilhões de multa ao longo de 20 anos, e o país já levou no lombo, até agora, um esperto de quase R$ 13 bilhões em um ano.

E Joesley comparece à revista “Época” como herói da resistência, apto a apontar Michel Temer como chefe da organização criminosa? Quem o faz é o sujeito que confessou 245 crimes e, como garantia da impunidade e da imunidade, só tinha de entregar o presidente da República. Deveria haver um limite para o ridículo. Mas parece que tal limite se perdeu de vista diante do horizonte golpista.

Empreitada irresponsável
O que levou as “Organizações” a adotar essa postura? Não sei. A esquerda fica fantasiando coisas: “Ah, é a publicidade”. Besteira! Uma empresa do grupo, a Seara, está entre os 20 maiores anunciantes do país, sim, mas em 16º lugar (dados de 2016). Será a Globo dando sequência a seu mea-culpa pelo apoio do patriarca, Roberto Marinho, ao golpe de 1964? Não sei. Houve, no caso, uma abjuração até exagerada. Seria curioso que os contemporâneos tentassem purgar, com o apoio a um novo golpe, a sua herança culpada em razão de um… golpe! Um amigo, um tanto indignado, recomenda: “Pesquise as apostas cambiais também das organizações, não só da J&F”. Se alguém tiver tempo para isso, que o faça. Eu não tenho.

Não sei as razões, mas sei o tamanho da irresponsabilidade da empreitada. Dar apoio objetivo a métodos ilegais de investigação; acatar como verdades absolutas, aptas a depor um governo, as palavras de um criminoso contumaz; apostar todas as fichas nessa deposição quando não se tem claro nem o rito que se seguiria para a ascensão de um presidente eleito pelo Congresso — acho que, a esta altura, a Globo já percebeu que Cármen Lúcia não tem fôlego —, bem, tudo isso é de uma irresponsabilidade gigantesca.

Virulência
A entrevista deste bandido à “Época” é só a expressão do agravamento de uma virulência que parece já ter vislumbrado a própria derrota. Atenção! Para todos os efeitos, o sr. Joesley está à disposição do Ministério Público Federal, que ainda pode denunciá-lo, e da Justiça. Uma entrevista com tal teor não seria concedida sem a prévia concordância de Rodrigo Janot, que está a dias de entregar a sua denúncia.

É um acinte à inteligência que Joesley, o grande amigo de Lula, seja a peça central de uma armação disposta a depor Michel Temer. O açougueiro de instituições, claro!, acusa também o petista, que teria profissionalizado a corrupção no Brasil. Faz parte dos chamados “saludos a la bandera”. Sem a admissão de um Lula também corrupto, a entrevista se limitaria apenas ao ridículo. Mas o alvo primeiro é Temer, como se nota. Em seguida, Aécio Neves. A ópera bufa de Janot prosperou até aqui.

E que se note: Joesley veio para enterrar a expressão “petrolão”. E também retirou do mercado político o PT como o responsável pelo maior escândalo da história do país. No lugar dessa narrativa, há outra, já vocalizada pela “blogueira teen” de faces rosadas: “o combate à corrupção”, assim, de modo genérico, sem atores, o que, obviamente, é uma prática que absolve o PT.

A entrevista de Joesley é uma das últimas cartadas para tentar depor o presidente. Os autores da patuscada já não sabem o que fazer. Contavam com o depoimento bombástico de Eduardo Cunha, que não veio. Não por acaso, Joesley diz o que qualquer pessoa que acompanha política sabe ser falso como nota de R$ 3: o ex-deputado seria um subordinado de Temer. É brincadeira!

Sem saída
A articulação golpista está sem saída. Eis o sentido dessa entrevista. É nesse contexto que entendo o estranho discurso de Fernando Henrique Cardoso, que decidiu apelar à generosidade de Temer, falando até em antecipação das eleições, em consonância, sim, com as Organizações. Não que FHC faça parte do golpe. Claro que não! Mas é fato que ele decidiu não atuar na resistência, daí o apelo àquela que seria uma saída, digamos, “democrática”. Nota: nem ao povo, numa democracia, é dado violar a Constituição. Imaginem eleições diretas agora… Lula não quer outra coisa.

E o ex-presidente deveria saber, ou fica sabendo agora, que a Constituição se pronuncia duas vezes sobre o caso: o Parágrafo 1º do Artigo 81 é afirmativo: “Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei.” E o Inciso II do Parágrafo 4º do Artigo 60, o das cláusulas pétreas, é proibitivo: “Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir (…) o voto direto, secreto, universal e periódico”. Esse “periódico” quer dizer que não se muda a data da eleição na vigência do período definido por lei. Se FHC se lembrar bem, a malfadada emenda da reeleição, que seu governo patrocinou, não mudou a periodicidade do voto.

Encerro
Como encerrar este texto? As Organizações Globo, em parceria com as esquerdas — que hostilizam seus profissionais, com a covardia costumeira —, decidiram depor o governo. E, como se vê, optaram pelo vale-tudo. Quem perde a noção dos limites institucionais acaba, fatalmente, apoiando o golpismo e a agressão a direitos e garantias individuais.

“Teoria conspiratória”? Que besteira. A dita-cuja se alimenta da ausência de fatos — é o caso dos ETs, que nunca aprecem em Nova York ou São Paulo —, e eu lido com uma pletora deles.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Sem que você perceba, a guerra cultural esquerdista está levando todos (em detrimento das mulheres, principalmente) ao tempo da brutal sexualidade pagã que escravizava mulheres e infelicitava homens

O retorno (planejado) à brutal sexualidade pagã
Escrito por Eric Metaxas e publicado no Mídia Sem Máscara, 13 de junho de 2017 - 13:52:38
Os progressistas sexuais alegam que estão a dar início a um “admirável mundo novo” repleto de liberdade, mas a sua “nova” moralidade é tão antiga como as montanhas.

Quantas vezes já ouviram os progressistas sexuais alegarem que aqueles de nós que defendem a moralidade sexual e o casamento tradicionais estão “do lado errado da história”? Mas como ressalva um livro recente, são os proponentes da revolução sexual que estão a abraçar uma moralidade sexual que a história deixou para trás há milênios – nas ruínas do Fórum Romano.

Sim, a civilização ocidental está a atravessar por uma mudança cultural dramática; no espaço de alguns anos, a nossa sociedade mudou de forma fundamental o entendimento do casamento, abraçou a noção de que os homens podem transformar-se em mulheres, e está agora a promover a ideia de que homens adultos podem-se sentir à vontade para partilhar instalações sanitárias com jovens mulheres. Sem surpresa alguma, estamos também a observar esforços rumo à normalização da poligamia, pedofilia e incesto.
É precisamente em tempos como estes que devemos de ter algum tipo de perspectiva histórica. E é precisamente por isso que o livro do pastor luterano Matthew Rueger com o título de “Sexual Morality in a Christless World,” é cronologicamente apropriado. Nele, Rueger mostra como a moralidade sexual cristã agitou o mundo pagão da Roma antiga. As noções do amor compassivo, da castidade sexual, e da fidelidade marital eram estranhos, e até chocantes para o povo dessa época.

Citando estudiosos atuais, Rueger detalha a visão sexual do mundo romano que durou centenas de anos. As mulheres e as crianças eram vistas como objetos sexuais; os escravos – homens e mulheres – poderiam esperar serem abusados sexualmente; a prostituição estava amplamente difundida; e o homossexualismo predatório era comum. A moralidade sexual cristã (que limita a atividade sexual para o casamento entre um homem e uma mulher com idade para gerar filhos e filhas, cuidar do lar e ensinar os mandamentos bíblicos à descendência) pode ter sido vista como repressiva para os licenciosos, mas ela era um dom de Deus para as vítimas.

Rueger escreve que: as alegações atuais de progressismo e avanços por via da aceitação de “visões sexuais dominantes em torno da sexualidade e do casamento [sic] homossexual” estão totalmente desinformadas… A visão contemporânea em torno da sexualidade nada mais é que um renascimento duma visão do mundo antiga e muito menos compassiva.

Mas ela é também o renascimento duma visão antiga e mais pobre do homem. Imaginem a reação duma escrava pagã romana que aprendia pela primeira vez que ela tinha valor – e não valor monetário como um bem para ser usado e descartado pelo dono – mas valor eterno visto que ela havia sido criada à imagem de Deus.

Ou imaginem a dor de consciência sentida por um marido romano infiel mal ele viesse a saber que Deus havia incarnado, tomado a forma dUm Homem, e que a maneira como ele cuidava do seu próprio corpo e do corpo dos outros era importante para Deus. Sem dúvida, que isto havia de ser importante.

Não podemos desviar o olhar e ignorar este renascimento profano da sexualidade pagã e da sua visão humilhante do ser humano. Mas também não podemos agitar as mãos temerosamente, ou desistir derrotados. Tal como Rueger salienta, Cristo e a Sua Igreja transformaram de maneira radical uma sexualidade mais cruel e mais caótica que a nossa.

Olhem para os crentes antigos que vieram antes de nós: Em vez de sucumbirem ou se acomodarem ao espírito da época, os novos convertidos da Igreja primitiva vieram a entender, tal como escreve Rueger, que

“a moralidade cristã fundamentava-se na pureza abrangente de Cristo e no amor auto-esvaziante… Os cristãos já não poderiam viver como os gregos ou como os romanos. A sua visão do mundo e a visão que eles tinham deles mesmos eram totalmente distintas. Eles agora eram um com Cristo, de coração e alma.”

Agora, escreve Rueger, a sua natureza distinta “não iria poupá-los do sofrimento, mas, sim convidar o sofrimento”. É totalmente claro que o mesmo se aplica a nós cristãos nos dias de hoje. Será que iremos dobrar os nossos joelhos a esta renascida sexualidade pagã, ou será que iremos disponibilizar a liberdade e o plano de Deus para a sexualidade humana para um mundo que desesperadamente necessita dele?

Comentário do editor do blog ‘O Marxismo Cultural’:
Claro que o renascimento desta moralidade sexual pagã não é algo “orgânico” ou consequência natural dos eventos, mas sim ato consciente e planejado levado a cabo pela elite como forma de desorganizar e fragilizar as nações ocidentais. Depois de fragilizadas, e totalmente submissas (devido à sua aderência a escolhas sexuais inferiores e auto-destrutivas), a elite poderá “reinar” sobre elas como bem entender, sem se preocupar numa revolta popular por parte de quem se encontra focado no número de parceiros e parceiras sexuais é que já teve e pode vir a ter.

Por incrível que pareça, os limites que a civilização cristã colocou no comportamento sexual (colocando de lado a sexualidade pagã), resultaram em liberdade, enquanto que os comportamentos sexuais que a civilização pós-cristã está a promover sob a bandeira da “liberdade sexual”, irão ter como consequência a perda da liberdade.

“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” – João 8:34-36

Publicado originalmente em CNS News – http://www.cnsnews.com

Tradução e divulgação: O Marxismo Cultural

terça-feira, 13 de junho de 2017

É o agronegócio quem alimenta o Brasil e boa parte do mundo, mas os esquerdistas querem destruí-lo

A FORÇA DO AGRONEGÓCIO QUE ALIMENTA O BRASIL E BOA PARTE DO MUNDO. MAS OS ESQUERDISTAS QUEREM DESTRUÍ-LO.
Escrito por Aluízio Amorim no Blog do Aluízio



As duas imagens acima falam por si só. Não há palavras para qualificar o mal que Lula, o PT e seus sequazes fazem ao Brasil e aos brasileiros.
O jornalista Luiz Dufaur, que edita edita diversos blogs, dentre eles o conhecido "Verde: a cor nova do comunismo", acaba de postar uma matéria muito importante a respeito do denominado agronegócio, no Brasil tendo por base informações contidas em artigo de Evaristo Miranda postado no site DBO, dedicado aos assuntos do agronegócio.

Dá uma ideia do peso avassalador da produção brasileira na esfera do agronegócio, ou seja, a produção de alimentos. É bom conhecer esses números já que constituem por si só um poderoso libelo contra o movimento esquerdista ecochato liderado por Lula, o PT e seus sequazes junto com o nefasto MST, dedicado a destruir o principal pilar de sustentação da economia brasileira.

Leiam:
A produção de grãos do Brasil é superior a uma tonelada por habitante (dados finais de 2015), sendo que um resultado abaixo de 250 kg/pessoa/ano significa insegurança alimentar e implica importar alimentos.

Em 2014, um país altamente industrializado como a Coreia do Sul importou US$ 27 bilhões em alimentos. Outra grande economia, o Japão, teve que importar US$ 68,9 bilhões. E a gigantesca China flagelada por uma reforma agrária socialista e confiscatória bateu recorde com US$ 105,2 bilhões.

Estes e outros dados impressionantes foram reunidos por Evaristo de Miranda, doutor em Ecologia e Chefe Geral de Monitoramento por Satélite da EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), e publicados em artigo da “Revista Agro DBO”.

Eles desfazem os mitos catastrofistas e miserabilistas do movimento ambientalista-comunista sobre um falso esgotamento dos recursos do planeta, sobre um não menos fantasioso excesso de habitantes acrescidos de uma pregação eclesiástica comunistoide pela redistribuição da terra e aos recursos naturais.

Já se pode definir a missão do Brasil como sendo a de saciar a fome do planeta, diz Evaristo de Miranda com os aplausos dos nutricionistas. A fome será um problema, mas não do Brasil.

Só a nossa produção de grãos é suficiente para alimentar quatro vezes a população brasileira ou mais de 850 milhões de pessoas.

Além de grãos, o Brasil produz anualmente cerca de 35 milhões de toneladas de tubérculos e raízes (mandioca, batata, inhame, batata-doce, cará, etc.). Comida básica para mais de 100 milhões de pessoas.

Acrescentem-se mais de 40 milhões de toneladas de frutas, entre as quais 7 milhões de toneladas de banana, ou uma banana/habitante/dia. A laranja e outros citros totalizam 19 milhões de toneladas/ano. E cresce todo ano a produção de uva, abacate, goiaba, abacaxi, melancia, maçã, coco…

Hortaliças?: 10 milhões de toneladas por ano, com uma diversidade impressionante, resultado do encontro da biodiversidade nativa com os aportes de verduras, legumes e temperos trazidos por portugueses, espanhóis, italianos, árabes, japoneses, teutônicos. E por aí vai longe.

Cerca de um milhão de toneladas de castanhas, amêndoas, pinhões e nozes, além dos óleos comestíveis, da palma ao girassol, e de uma grande diversidade de palmitos. E se não bastar, 34 milhões de toneladas de açúcar/ano.

Por isso, o especialista conclui que a produção vegetal do Brasil já alimenta mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo, usando apenas 8% do território nacional.

E depois vem a produção animal. Em 2015, o País abateu 30,6 milhões bovinos, 39,3 milhões de suínos e quase 6 bilhões de frangos. Quer dizer, produziu cerca de 25 milhões de toneladas de carnes!

O consumo médio de carne dos brasileiros é da ordem de 120 kg/habitante/ano ou 2,5 kg por pessoa por semana.

Desses, 42 kg/habitante/ano são de carne bovina; 45 kg de frango e 17 kg de suínos, além do consumo de ovinos e caprinos (muito expressivo no Nordeste e no Sul), de coelhos, de outras aves (perus, angolas, codornas…).

Há ainda os peixes, camarões e crustáceos (cada vez mais produzidos em fazendas), além de outros animais.

Em matéria de leite, o Brasil produziu 35,2 bilhões de litros (contra 31 bilhões de litros de etanol); 4,1 bilhões de dúzias de ovos e 38,5 milhões de toneladas de mel em 2015.

Em 50 anos, observa Evaristo de Miranda, de importador de alimentos o Brasil se tornou uma potência agrícola, o preço dos alimentos caiu pela metade, permitindo à grande maioria da população o acesso a uma alimentação saudável e diversificada, e a erradicação da fome.

Essas realizações são também fruto da modernização agrícola.

O que teria ocorrido na sociedade sem esse desenvolvimento da agricultura? Certamente, uma sucessão de crises intermináveis.

Portanto, devemos agradecer todos os dias aos agricultores pelo seu esforço de modernização e por tudo que fazem pelo País.

A Nação e suas lideranças devem assumir a promoção e a defesa da agricultura e dos agricultores, com racionalidade e visando ao interesse nacional.

Mas, acrescentamos nós, não é isso o que fazem os ativistas embandeirados de vermelho e símbolos socialistas, ou os pretensos arautos “verdes”. Nem sequer aqueles órgãos da CNBB criados para subverter a vida nos campos e nas cidades.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

É UMA GUERRA DE RELIGIÃO

É uma guerra de religião
Escrito por Roberto de Mattei (*), 12 de abril de 2017, na ABIM.
Atentado perpetrado por islamitas em igreja, no Domingo de Ramos (9-4-17), na cidade egípcia de Tantra
Atentado terrorista perpetrado por islamitas em igreja, no Domingo de Ramos (9-4-17), na cidade egípcia de Tanta
Os massacres de Tanta [foto acima] e Alexandria são um brusco chamado à realidade para o Papa Francisco, na véspera de sua viagem ao Egito. Os atentados no Oriente Médio e na Europa não são desastres naturais, evitáveis com encontros ecumênicos, como o que o Pontífice terá em 28 de abril com o Grande Imã de Al-Azhar, mas são episódios que nos lembram a existência na Terra de divisões ideológicas e religiosas profundas que só podem ser remediadas pelo retorno à verdade. E a primeira verdade a recordar, se não se quiser mentir para si mesmo e para o mundo, é que os autores dos atentados do Cairo, como de Estocolmo e de Londres, não são desequilibrados ou psicopatas, mas portadores de uma visão religiosa que desde o século VII combate o Cristianismo. Não só a Europa, mas o Ocidente e o Oriente cristão, definiram ao longo dos séculos a sua própria identidade defendendo-se de ataques do Islã, que nunca renunciou à sua hegemonia universal.

Diversa é a análise do Papa Bergoglio, que na homilia do Domingo de Ramos reiterou sua proximidade com aqueles que “sofrem com um trabalho de escravos, sofrem com os dramas familiares, as doenças [...] Sofrem por causa das guerras e do terrorismo, por causa dos interesses que se movem por detrás das armas que não cessam de matar”. Erguendo os olhos por cima do papel, o Papa acrescentou que reza também pela conversão do coração “daqueles que fabricam e traficam as armas”. O Papa repetiu o que tem declarado muitas vezes: não é o Islã em si mesmo, e nem o seu desvio que ameaça a paz do mundo, mas os “interesses econômicos” dos traficantes de armas. Na entrevista com o jornalista Henrique Cymerman, publicada no diário catalão “La Vanguardia” em 12 de junho de 2014, O Papa Francisco disse: “Descartamos toda uma geração para manter um sistema econômico que não se sustenta mais, um sistema para sobreviver deve fazer a guerra, como sempre fizeram os grandes impérios. Mas, já que não se pode fazer a terceira guerra mundial, então se fazem guerras locais. O que isso significa? Que se fabricam e vendem armas e, assim, fazendo os balanços das economias idólatras, as grandes economias mundiais que sacrificam o homem aos pés do ídolo de dinheiro, obviamente se curam.”

O Papa não parece acreditar que se possa escolher entre viver e morrer para realizar um sonho político ou religioso. O que moveria a História seriam os interesses econômicos, que antes eram os da burguesia contra o proletariado, e hoje são os das multinacionais e dos países capitalistas contra “os pobres da terra”.

A essa visão dos acontecimentos, que provém diretamente do economicismo marxista, contrapõe-se atualmente a geopolítica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do presidente da Federação Russa, Vladimir Putin. Trump e Putin redescobriram os interesses nacionais dos seus respectivos países, e no tabuleiro do Oriente Médio travam uma dura partida no jogo diplomático e midiático, não excluindo transpô-la para o plano militar. O Islã agita por sua vez o espectro da guerra religiosa no mundo.

Quais são as palavras que, na véspera da Santa Páscoa, os fiéis esperam do Chefe da Igreja Católica? Esperamos ouvi-lo dizer que as verdadeiras causas das guerras não são nem de ordem econômica, nem de ordem política, mas acima de tudo de ordem religiosa e moral. Que as guerras têm suas origens mais profundas nos corações dos homens e sua raiz última no pecado. Que foi para redimir o mundo do pecado que Jesus Cristo sofreu a sua Paixão, que é agora também a Paixão de uma Igreja perseguida em todo o mundo.

Na oração pela paz que compôs em 8 de setembro de 1914, assim que eclodiu o primeiro conflito mundial, Bento XV exortou a implorar privada e publicamente “a Deus, árbitro e dominador de todas as coisas, para que, lembrando-se de sua misericórdia, afaste este flagelo da ira com o qual faz justiça pelos pecados dos povos. Imploremos que, nas nossas orações, nos assista e ajude a Virgem Mãe de Deus, cujo felicíssimo nascimento, que celebramos neste mesmo dia, refulja para o transviado gênero humano como aurora da paz, devendo Ela dar à luz Aquele no qual o eterno Pai queria reconciliar todas as coisas ‘ao preço do próprio sangue na cruz, restabeleceu a paz a tudo quanto existe na terra e nos céus’ (Col. 1, 20)”.

É um sonho imaginar que um Papa venha a dirigir à humanidade palavras deste quilate, em uma situação internacional tempestuosa como a que vivemos hoje?

(*) Fonte: “Il Tempo”, Roma, 10-4-2017. Matéria traduzida do original italiano por Hélio Dias Viana.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Donald Trump fez uma nova declaração de independência ao sair do acordo climático de Paris

Donald Trump fez uma nova declaração de independência
Escrito por David Krayden e publicado no Mídia Sem Máscara,7 de junho de 2017 - 16:00:24
Marque este dia como histórico: 1º de junho de 2017: o dia em que o presidente Donald Trump retirou os Estados Unidos do acordo climático de Paris.

É um dia de júbilo. É um dia de liberdade. É algo semelhante a outra declaração de independência – independência não de um império, mas de um establishment de bem-estar social global que vem se alimentando dos Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial.

Se você só votou em Donald Trump porque ele prometeu acabar com a fraude da mudança climática, então o presidente manteve sua promessa. Mas ele também manteve sua promessa a todos os americanos, não apenas por colocar os Estados Unidos em primeiro lugar, ao invés de vender a América para a ONU e para o lobby das “mudanças climáticas” que está gerando os medos de pessoas de todo o mundo e fazendo fortuna deste pânico.

Quando o “aquecimento global” já não parecia mais verdadeiro, os ambiento-fascistas começaram a chamá-lo de “mudança climática” porque isso pode significar praticamente qualquer coisa. O clima pode ser quente, frio, chuvoso, árido ou algo intermediário e você pode atribuir tudo à mudança climática.

Não só isso: os governos podem tributá-lo até a morte na tentativa sem fim de reduzir as emissões de carbono de um país. Os ambientalistas podem matar empregos e fazer com que todos nós passemos a viver em cavernas sem o benefício dos automóveis enquanto fazemos nosso dever para salvar o meio ambiente.

E é tudo bobagem. Enquanto os americanos e outras nações ocidentais sofrem em silêncio, a China e a Índia continuam uma expansão industrial que tem pouca preocupação com o tamanho das emissões de carbono.

Bem, na quinta-feira, Trump disse não. Ele disse o suficiente: que os americanos não seriam mais governados pelos enganadores ambientalistas da ONU.

Haverá esquerdistas muito decepcionados e doloridos neste dia. Para eles, o ambiente não era apenas uma questão política, não apenas uma plataforma política, nem mesmo uma causa. Era uma religião. Eles adoram o planeta e eles prestam obediência ao deus da terra através de suas várias exibições de devoção ambiental – que em grande parte se traduzem em impostos e taxas que são notavelmente semelhantes às indulgências que podiam ser compradas para a remissão de pecados na Igreja Católica pré-Reforma. Os liberais acreditam em sofrer pelo planeta. Eles acreditam em seguir o flautista mágico da globalização.

Trump está assumindo uma posição corajosa com sua saída. A mídia esquerdista que já antevê seu impeachment, se não a sua morte, observou rapidamente que Trump está fora de compasso com o resto do mundo, um negador de mudanças climáticas, abdicando do papel de liderança dos Estados Unidos no mundo. Mas vamos ser realistas, alguém realmente acredita que a América liderou o mundo nas mudanças climáticas? Você realmente quer que a América lidere o mundo neste problema? Você não prefere que os Estados Unidos liderem o mundo na expansão econômica, liberdade política e liberdade de pensamento e de expressão?

Você viu o comentarista da ala esquerdista da Fox News, Shep Smith, dizer que “aqueles que reconhecem que as ‘mudanças climáticas’ são reais e que são causadas por seres humanos” não gostaram da decisão de hoje. O que é uma declaração totalmente totalitária e apresentada como se fosse absolutamente banal. Mas é precisamente assim que os liberais enquadraram este debate: dizendo que não há debate, que a questão está resolvida e fora de discussão.

Esta decisão terá consequências de grande alcance. Isso não significa apenas que os EUA finalmente disseram o suficiente, mas a liderança de Trump pode realmente forçar alguns dos outros líderes pusilânimes do mundo a questionar sua devota simpatia pelo ambientalismo. Talvez alguns desses palhaços parem de falar sobre esta “guerra contra a mudança climática” totalmente boba e despertem para a verdadeira guerra contra o terrorismo.

É esperar muito? Talvez não. Muitos de nós duvidavam que Trump rejeitasse o acordo climático de Paris, pois sua administração possui apaixonados ambientalistas como o secretário de Estado Rex Tillerson [*]. Mas Trump mostrou força e previsão – e o tipo de senso comum de que os nababos que jogam conversa fora na ONU nunca compreenderão.

Nota do tradutor:
[*] Não tão apaixonados assim, pois a Exxon Mobil, da qual Tillerson foi CEO até há pouco e da qual teve possuir um monte de ações, aproveitou a onda das fontes “limpas” de energia e investiu pesado nelas.
Publicado no Daily Caller.
Tradução e divulgação: Papéis Avulsos – http://www.heitordepaola.com

terça-feira, 6 de junho de 2017

Não existe combate a corrupção sem desestatização. Quem fala em luta contra a corrupção sem pedir desestatização está te enganando

Quem fala em luta contra a corrupção sem pedir desestatização está te enganando
Escrito por Luciano Ayan no Ceticismo Político em 6 de junho de 2017

O Brasil dos dias atuais está sob um dilúvio de escândalos de corrupção. No fundo, tudo isso nada mais é que a consequência da extrema estatização. Podemos até defini-la como estatismo mórbido. Se as coisas não mudarem logo, teremos o colapso do sistema.

Alguns ainda parecem achar que as propinas pagas pela Odebrecht e a JBS foram cobradas por espíritos ou entidades etéreas. Na verdade, só foi possível que tal volume de propina tenha sido cobrado em virtude da existência de estatais cobrando-as (no caso as pessoas que delas se apossaram).

Ao chegar no poder, o PT estabeleceu um nível inédito de corrupção com base nessas estatais. Para o partido, a corrupção não era apenas um meio de obter conquistas materiais e ter vidas mais luxuosas, mas principalmente obter o poder totalitário.

Agora fala-se muito em “luta contra a corrupção” mas muito pouco sobre desestatização. Todavia, a manutenção das estatais em sua atual configuração significa que elas servirão para manutenção da corrupção em nível até maior do que a que temos visto.

Um olhar adulto sobre a questão já nos dá a letra: novos métodos para maquiar a corrupção serão encontrados. Não se espera, por exemplo, que qualquer diálogo telefônico ocorra se não for através de codificação. Comunicações codificadas serão complementadas por uso de agendas e papéis. Vale ressaltar que isso é só um exemplo das novas artimanhas.

A expectativa é de que assistiremos a uma série de inovações nos métodos de se praticar a corrupção. Com isso, será mais difícil capturar corruptos, dado que eles vão “aprender” com tudo que está acontecendo. Punições serão inúteis, uma vez que servirão apenas como alerta para o desenvolvimento destes métodos.

Este cenário traz como única solução efetiva a desestatização de empresas como Petrobrás, Caixa, Correios e BB. Quanto ao BNDES, ele deve ser extinto ou ter sua atuação restrita, além de critérios totalmente transparentes, sendo vetado o financiamento a grandes players.

Sem isso, não temos uma real luta contra a corrupção, mas apenas a venda de uma ilusão para um povo desesperado e a cessão de espaço para os futuros saqueadores de estatais.

Mas isso não é tudo: é possível que na próxima vez eles consigam alcançar tal nível de saqueamento que finalmente seremos transformados numa Venezuela. A partir deste estágio, não há mais volta.

Pensem nisso ao abordarem o que significa uma verdadeira luta contra a corrupção. Por exemplo, ouvimos gente como Joaquim Barbosa dando lição de moral por todos os cantos. Mas será que ele estaria disposto a exigir a privatização da Petrobrás, dos Correios e dar um jeito no BNDES?

Se não estiver, saiba que está diante de alguém que só fala em corrupção da boca para fora, a título de “virtue signalling” (sinalização de virtude).

Podemos até estimar que 80% da luta contra a corrupção passa pela desestatização de estatais desnecessárias – ou seja, que fornecem serviços que deveriam ser fornecidos pela iniciativa privada -, enquanto os 20% restantes se resumem a medidas mais rígidas e apoio às investigações.

Assim, é hora de começarmos a questionar: aqueles que lutam contra a corrupção querem realmente leva-la a sério e, com isso, eliminar as fontes de corrupção?

sábado, 3 de junho de 2017

Os ecologistas donos do Acordo de Paris pensavam que eram geradores da natureza, mas bastou o desacordo do Presidente Donald Trump para que a torre de mentiras globalista ecologistas ruísse. A NATUREZA JAMAIS SERÁ CONTROLADA PELO SER HUMANO.

Escrito por Luis Dufaur*, 3/6/2017, às 05:30no Blog Verde: a cor nova do comunismo

O anúncio luminoso foi feito para comemorar em 2015. Mas hoje a leitura é outra: "O Acordo de Paris já era".

As quimeras se complicam na hora de tomar contato com a realidade. É o caso do Acordo de Paris, aprovado na 21ª Conferência das Partes (COP-21) da Convenção-Quadro das Nações em dezembro de 2015. 

Dito acordo pretendia conter um não provado aquecimento global, dentro de certos limites, segundo informou a agência AFP. 

O objetivo declarado é que pelo fim do século a temperatura global não suba mais de 2ºC acima da “temperatura média da era pré-industrial”. Qual foi essa média pré-industrial, desde quando se contabiliza a era industrial e qual é a média atual?

Segundo os promotores ideológicos verdes do “acordo de Paris” a “era pré-industrial” de cujo clima se tem vestígios abarca por volta de 130.000 anos. 

Mas os indicadores são muito aproximados e nesse lapso de tempo enorme houve oscilações sumamente grandes para mais e para menos.

O saída dos alarmistas foi uma simplificação: a partir da década de 1850 começou o uso de termômetros!. Então a comparação é com essa década. Na nossa década a temperatura média global estaria por volta de 0,8ºC acima da década de 1850, após significativas oscilações.

Os dados da natureza não dizem muito sobre o futuro super-aquecimento acenado como um espantalho.

O rugido que sai do fundo da militância verde-vermelha é a vontade dissimulada de extinguir a civilização em que vivemos para nos encaminharmos a uma vida utópica tribal-anarquista.

O índio vivendo nu na mata em aldeamentos paupérrimos e raquíticos seria o ideal possível para a sobrevivência do planeta. Em suma, o comunismo utópico de Karl Marx acrescido de requintes totêmicos no gosto da Teologia da Libertação.

Políticos animados pela utopia de esquerda fingem vitória para esconder fracasso previsível. Christiana Figueres, secretária-executiva; Ban-ki-moon, secretário geral da ONU; Laurent Fabius, presidente da COP21; François Hollande, presidente socialista da França

As utopias costumam ser loucas. E esta o é também em nome de uma metafísica igualitária.

Mas, como essa proposta não será acompanhada pela humanidade que quer melhorar seu nível de vida, então ela tem que ser apresentada por fatias. E o “acordo de Paris” é a fatia que está sendo discutida.

A aplicação desse acordo envolveria uma sangria faraônica de recursos econômicos e sociais em nível planetário, numa aventura rumo ao inverossímil. O homem é impotente diante das colossais forças naturais que determinam o clima e os sacrifícios que lhe seriam impostos visam esse inverossímil.

Então não espanta que toda forma de inconvenientes inviabilize a aplicação desse Acordo assinado em Paris. Porém, a aliança ecológico-comunista não cessa de promover iniciativas que sob pretexto de evitar um apocalipse climático, achatará o nível de vida dos homens. 

Os 196 países signatários voltaram a se reunir em maio para preparar a reunião geral da COP 23, que se realizará em novembro em Bonn, Alemanha. Essa assembleia voltará a discutir quem faz o quê para impedir o suposto aquecimento do planeta. 

A reunião prévia consistiu num fabuloso palavrório, que terá ainda outros capítulos, regados por milhões de euros desembolsados por contribuintes de todo o mundo.

Show “Fiat Lux” projetado sobre a basílica de São Pedro enfatizou a meta tribalista panteísta miserabilista contida no acordo de Paris e na carta “Laudato Si'”

As discussões já estavam difíceis na COP21 e na COP2 (realizada em Marrakesh em 2016). 

Depois veio a eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA. Quando candidato, ele já havia anunciado que se fosse eleito abandonaria o acordo de Paris. 

Elegeu-se e veio então o pânico!

As autoridades nomeadas para a direção da área de Meio Ambiente provocaram mais calafrios... 

E alívio para os cientistas sérios e os cidadãos americanos arrepiados pelo utopismo apocalíptico dos funcionários da administração Obama que deixaram seus cargos.

A demagogia verde estourou. “Esse acordo internacional é a última esperança para os pequenos Estados insulares”, disse chorosamente Thoriq Ibrahim, ministro de Meio Ambiente das Ilhas Maldivas nas conversações prévias em Bonn, com base nas vantagens que pensava arrecadar para mirabolantemente impedir o aumento do nível dos oceanos. 

Veja mais sobre essa tapeação: 

Os compromissos espalhafatosamente anunciados em Paris seriam especialmente ruinosos para o Brasil.

Mas serviriam para impulsionar o tipo de comunismo tribalista apregoado pelas ONGs ambientalistas mais radicais e órgãos como o Conselho Indigenista Missionário, extensão subversiva da CNBB.

As normas, regulamentos e leis deverão ser necessariamente muito dolorosas para os cidadãos e as economias nacionais, que serão gravemente atingidas e restringidas.

Para os políticos, regras impopulares significam perder eleições e as benesses dos cargos públicos. Então, nessas reuniões os representantes tentam aparentar que farão maravilhas, enquanto retorcem os termos dos imensos regulamentos para não se exporem às críticas dos eleitores em seus países.

Para os verdes, trata-se de apertar o cumprimento da insanidade assinada.

O neocomunismo fantasiado de verde visa primariamente derrubar a maior das economias capitalistas. Mas se os EUA caírem fora desse bailado, tudo muda.

No Centro Internacional de Congressos de Bonn, Yvon Slingenberg, representante da União Europeia, comentou com ansiedade que “nós todos aguardamos a decisão final da administração americana”.

Os povos europeus serão outras das grandes vítimas das draconianas medidas miserabilistas desejadas pelos fanáticos verdes. Mas, para os burocratas de Bruxelas, intoxicados de utopismo, isso importa pouco. 

Em Washington, uma fonte do Departamento de Estado esclareceu que o país quer “ficar garantido de que as decisões da COP23 não trarão prejuízo” à sua política, à competitividade de suas empresas, nem ao seu crescimento econômico.

É o que todos querem para os seus países, menos os fanáticos ambientalistas.

Ainda em Bonn, os negociadores se pavoneavam pelos corredores anunciando que recusavam renunciar às “conquistas” do Acordo de Paris, obtidas após árduos anos de discussões. 

A China, máximo poluidor do planeta, assinou o acordo com a ressalva de que só aplicará à medida que sua economia o permita. O que significa que fará o que lhe der na telha.

Obama fez uma trapaça legal para assinar. Dilma Rousseff prometeu uma meta mais irrealizável do que os outros países, a qual poderá custar no mínimo 40 bilhões de dólares e servirá para perseguir o produtor rural.

Mas o furor verde-vermelho concentrado contra os EUA tomou um balde de água fria quando o presidente Trump anunciou no 1º de junho que pulava fora dessa insanidade.

O anúncio teve grande repercussão mundial, como testemunhou "The New York Times". A utopia comuno-tribalista saiu como fera ferida de morte.

Ainda haverá passos complementares para encerrar a presença americana no Acordo. Porém é certo que o gigante tendo caído fora, muitos outros países farão pelo menos corpo mole e o "acordo de Paris" pode ficar tão aleijado quanto o extinto "Protocolo de Kyoto".

Para salvar a cara, a propaganda catastrofista anuncia que a China e a Índia se transformarão nos líderes planetários na luta para controlar a temperatura global. 

O “acordo mãe da natureza” não é mais poderoso do que as forças colossais da própria natureza! E não adianta os radicais utopistas chorarem as mágoas de seu sonho alucinado!

*Luis Dufaur: Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs.

terça-feira, 30 de maio de 2017

A FACE SINISTRA DA CHINA: Para o Partido Comunista Chinês, o corpo de uma pessoa é propriedade do governo e seus órgãos um ‘bem comum’, assim como os bebês

A face sinistra da Cina,
Escrito por Plinio Maria Solimeo na ABIM, 30 de maio de 2017.
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O aspecto não sorridente da China comunista é o aspecto real do país 

A China é apresentada por muitos como um país onde o socialismo de mercado de tal maneira deu certo, que a converteu na economia de mais rápido crescimento no mundo, na maior exportadora e importadora de bens, e na primeira potência industrial. Isso evidentemente não teria sido possível sem a cumplicidade do Ocidente.

Assim, de repente, um país que ainda em vias de desenvolvimento se torna o primeiro mercado para bens de consumo de luxo, com o número assombroso de 1.363 milionários, que gastam e esbanjam no Ocidente empobrecido.

Entretanto, observadores imparciais alertam que esse gigante asiático tem pés de barro, e que, mais cedo ou mais tarde, mostrará sua verdadeira face. Pois, apesar de tudo isso, sua população vive em estado de semi-escravidão, dependendo em quase tudo de seu inexorável Estado-Patrão.

Vejamos alguns exemplos.
China vermelha
No Tigre Asiático vigora há mais de 50 anos o controle implacável do Partido Comunista, como na era do facínora Mao Tsé-Tung [foto à esquerda]. Por exemplo, é o Estado que decide isto de exclusivo do foro familiar: o número de filhos que cada família pode ter, e praticava inexoravelmente a política de filho único até há pouco.

Mas essa medida trouxe tantos problemas ao país — como os vem causando para praticamente o mundo inteiro —, que o governo teve que revisá-la.

Assim, em outubro de 2015, o Partido Comunista e as autoridades governamentais chinesas fizeram uma nova emenda na Lei de Planejamento Familiar, permitindo a todos os casais devidamente registrados que tivessem dois filhos.

Essa mudança, que pode parecer auspiciosa a muitos desavisados, não demonstra senão até que ponto o Partido Comunista controla a vida dos cidadãos chineses.

Ele o faz exercendo um controle coercitivo sobre as mulheres e suas famílias. De modo que as recalcitrantes que tiverem três ou mais filhos serão pesadamente multadas, poderão perder o emprego, ser sujeitas a detenção arbitrária e forçadas a abortar. Pior ainda: serão ameaçadas com esterilização, além de sofrerem outras políticas discriminatórias contra seus filhos.

China vermelha
Mas essa tardia mudança não tem produzido efeito. Porque, apesar da permissão para o segundo filho ter sido sancionada em outubro de 2015, menos de 1.85 milhão em 11 milhões de casais aptos em todo o país (16.8%) se candidataram para tê-los. Pelo contrário, dados do Escritório Nacional de Estatística da China mostram que o número total de nascimentos em 2015 caiu 16.55 milhões, ou seja, 320 mil a menos que em 2014. Ainda não temos dados para 2016, quando as autoridades chinesas esperam um boom, por ser o Ano do Macaco, considerado pela mitologia chinesa como o mais auspicioso para gerar filhos.

Acontece também que muitos casais, especialmente os das áreas urbanas, estão relutantes em ter um segundo filho, devido a diversos fatores. Entre eles, o do elevado custo, pela falta de opções em assistência e educação infantil, de disponibilidade para o cuidado deles, devendo, ademais, interromper a carreira profissional. Mas principalmente pela mentalidade forjada durante décadas pelo governo comunista, de permitir apenas um filho por casal.

Além disso, essa nova e tardia medida do governo é inepta para reparar o profundo desequilíbrio demográfico causado por décadas de controle da população pelo Estado. É o que crê a Comissão do Congresso dos Estados Unidos sobre a China, em um informe publicado em abril[i].

O que pesa ainda nesse quadro é que, por uma preferência cultural, tradicionalmente os chineses preferem ter filhos homens, uma vez que ao chegarem à idade de trabalhar poderão mais facilmente garantir o futuro da família, ajudando no orçamento familiar. Por isso, de acordo com dados do governo, em 2015 nasceram 34 milhões de homens a mais que de mulheres.

O órgão do governo americano estima que, devido também a essa mentalidade, no ano passado foram abortadas cerca de 64 milhões de meninas, o que provoca a existência de um mercado negro para adoção de meninos, dirigido por verdadeiras quadrilhas.

Esse desequilíbrio entre os sexos está contribuindo também para o aumento do tráfico de mulheres (principalmente de países da região como Laos, Coréia do Norte, Cambodge e Vietnã), para os matrimônios forçados e exploração sexual.

Por outro lado, o governo tem que enfrentar um problema colateral: de acordo com um relatório de janeiro de 2016 do Escritório de Estatística chinês, a população hábil (pessoas entre 16 e 59 anos) teve uma queda de 4.87 milhões com relação ao ano anterior, continuando em declínio. Ao mesmo tempo, a população senil (60 anos para cima) aumentou em aproximadamente 9.58 milhões em 2015, levando os idosos a constituírem agora quase um quarto da população total.

* * *

Igreja Católica destruída, pois não alinhada  ao governo comunista, mas fiel a Roma
Igreja Católica destruída, pois não alinhada ao governo comunista, mas fiel a Roma
O relatório do órgão do governo americano trata também da questão religiosa no país, dizendo que o regime chinês está revendo suas leis sobre assuntos religiosos para introduzir novos controles à educação, aumentar a fiscalização dos sites web de conteúdo religioso, e reafirmar o princípio de que a religião é uma ameaça à segurança nacional. Nas restrições à liberdade religiosa, segundo o Comitê do Congresso americano, inclui-se a determinação de minar a influência do Vaticano sobre os católicos chineses.

Ora, essa perseguição religiosa é bastante antiga. Basta lembrar que durante a chamada Revolução Cultural, “numa circular de 15 de maio de 1966, Mao Tsé-Tung lançou a luta política contra seus inimigos, aos quais chamou de ‘monstros e demônios’; quer dizer, contra todos aqueles que se opuseram ao controle do partido e à ideologia comunista: os intelectuais, os ricos, os proprietários de terra, ‘contra-revolucionários’ e os seguidores das diversas religiões. Depois do editorial do Diário do Povo, de 1º. de julho, ‘Varrer todos os monstros e demônios’, os Guardas Vermelhos lançaram uma violenta campanha para deter e perseguir a todos os membros destas ca

Esse estado de coisas não mudou muito em sua essência, embora nos acidentes tenha havido certa liberalização. O que faz com que a parte mais sadia dos católicos chineses fiéis a Roma — para falar só deles — ainda tenha que pertencer a uma “Igreja Clandestina”, ou seja, viver como que nas catacumbas [foto ao lado].
Para enfraquecer o reduto católico, que segundo algumas estatísticas aumenta anualmente em 100 mil convertidos, o governo comunista resolveu criar uma “Associação Patriótica dos Católicos Chineses”, inteiramente controlada por ele, com bispos nomeados pelo Partido e ordenados sem aprovação de Roma. Essa associação foi definida por Bento XVI como “inconciliável” com a doutrina católica.tegorias”.
Essa perseguição foi terrível para os seguidores de religiões, sobretudo as cristãs, tachadas de “inimigas do povo”, tendo os católicos sido declarados suspeitos de atividade contra-revolucionária[ii].
China vermelha
Católicos foram humilhados, perseguidos e executados durante  a “Revolução Cultural” promovida pelo sanguinário Mao Tsé-Tung
Católicos foram humilhados, perseguidos e executados durante a “Revolução Cultural” promovida pelo sanguinário Mao Tsé-Tung


Existe atualmente uma centena de bispos ativos na China, 30 dos quais são da Igreja Clandestina, fiéis a Roma, e 70 “oficiais”, ordenados ilegitimamente, mas que depois se reconciliaram mais ou menos com Roma ou foram ordenados com o reconhecimento de Roma e de Pequim.

Enquanto a “igreja oficial” goza da tolerância do governo comunista, a “Igreja clandestina” paga um preço alto pela sua clandestinidade, com perseguições, depoimentos, detenções, sequestros, multas etc.[iii]

Segundo dissidentes que conseguiram escapar desse novo Gulag, “a realidade dos campos de trabalho chineses é aterradora. As minorias religiosas e os dissidentes políticos são encarcerados sem razão durante anos. Nesse tempo, eles são torturados e alguns são levados a instalações cirúrgicas, onde se lhes extirpam seus órgãos enquanto ainda estão vivos”. “Segundo se crê, há mais de 10 mil órgãos em circulação na China, a metade deles extirpados à força. Para o Partido Comunista, o corpo de uma pessoa é propriedade do governo e seus órgãos um ‘bem comum’, assim como os bebês. É a cara negra de uma China que continua sendo maoísta”[iv].
China vermelha

Enquanto isso, o sorridente presidente chinês, Xi Jinping [foto à esquerda cumprimentando Vladimir Putin], aparece abraçando com mandatários dos Estados Unidos, da União Europeia e investidores ocidentais, como se presidisse à nação mais feliz do planeta e sem que ninguém o interpele pelos abomináveis crimes que se cometem em seu país.
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[i] http://www.cecc.gov/publications/annual-reports/2016-annual-report?
[iii] Sandro Magister, www.chiesa, 26 de septiembre de 2016
[iv] http://www.actuall.com/familia/la-realidad-de-china-secuestros-granjas-humanas-y-una-extensa-red-de-trafico-de-organos/