segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Cléricos e acadêmicos católicos enviam documento ao Papa Francisco acusando-o de estimular os católicos a aprovar sete heresias

Clérigos e acadêmicos enviam “correção filial” ao Papa

Para dispor de um quadro o mais amplo possível da situação na Igreja, o site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira deu a conhecer aos seus leitores uma notícia difundida no dia 24 de setembro último, pelos coordenadores de uma carta dirigida ao Papa Francisco por 62 eclesiásticos e acadêmicos católicos. Seguem-se as principais afirmações de ditos coordenadores:

“Uma carta de vinte e cinco páginas, assinada por 40 clérigos católicos e acadêmicos leigos, foi enviada ao Papa Francisco no dia 11 de agosto último. Como não se recebeu nenhuma resposta do Santo Padre, o documento é tornado público hoje, 24 de setembro de 2017, festa de Nossa Senhora das Mercês e da Virgem de Walsingham. A carta, que ainda está aberta a novos signatários, já foi subscrita por 62 clérigos e acadêmicos de 20 países — representando também outros que carecem da necessária liberdade de expressão —, e tem um título latino: ‘Correctio filialis de haeresibus propagatis’ (literalmente, ‘Uma correção filial concernente à propagação de heresias’)”.

De acordo com os divulgadores da notícia, a carta “afirma que o Papa, através de sua Exortação apostólica Amoris laetitia, bem como de outras palavras, atos e omissões a ela relacionados, sustentou sete posições heréticas referentes ao casamento, à vida moral e à recepção dos sacramentos, e fez com que essas opiniões heréticas se propagassem na Igreja Católica. Essas sete heresias são expressas pelos signatários em latim, a língua oficial da Igreja”.

“Esta carta de correção contém três partes principais. Na primeira parte, os signatários explicam por que, como crentes e praticantes católicos, eles têm o direito e o dever de emitir tal correção ao Sumo Pontífice. A lei da Igreja determina que as pessoas competentes quebrem o silêncio quando os pastores da Igreja estão desviando o rebanho. Isso não implica nenhum conflito com o dogma católico da infalibilidade papal, tendo em mente o ensinamento da Igreja segundo o qual para que as declarações do Papa possam ser consideradas infalíveis, ele deve antes cumprir critérios estritos. O Papa Francisco não cumpriu esses critérios. Ele não declarou que essas posições heréticas são ensinamentos definitivos da Igreja, nem afirmou que os católicos devem acreditar nelas com o consentimento próprio da fé. A Igreja ensina que nenhum Papa pode declarar que Deus lhe revelou alguma nova verdade para ser crida obrigatoriamente pelos católicos.”

Os coordenadores da referida iniciativa de 62 eclesiásticos e signatários também afirmam que “a segunda parte da carta é fundamental, uma vez que contém a ‘Correção’ propriamente dita. Enumera as passagens de Amoris laetitia nas quais se insinuam ou encorajam posições heréticas, e depois as palavras, atos e omissões do Papa Francisco que evidenciam, além de qualquer dúvida razoável, que ele deseja que os católicos interpretem essas passagens de uma maneira que é, de fato, herética. Em particular, o Papa, direta ou indiretamente, apoiou a crença de que a obediência à Lei de Deus pode ser impossível ou indesejável e que a Igreja deveria às vezes aceitar o adultério como um comportamento compatível com a vida de um católico praticante”.

“A última parte, chamada ‘Elucidação’, discute duas causas desta crise singular. Uma delas é o ‘Modernismo’. Teologicamente falando, o Modernismo é a crença de que Deus não entregou verdades definitivas à Igreja para que esta continue ensiná-las exatamente no mesmo sentido até o fim dos tempos. Os modernistas sustentam que Deus comunica à humanidade apenas experiências sobre as quais os seres humanos podem refletir, de tal modo que façam diferentes asserções sobre Deus, a vida e a religião; mas essas declarações são apenas provisórias, nunca dogmas inamovíveis. O Modernismo foi condenado pelo Papa São Pio X [foto] no início do século XX, mas renasceu em meados desse século. A grande e contínua confusão causada pelo Modernismo na Igreja Católica obriga os signatários a descrever o verdadeiro significado de ‘fé’, ‘heresia’, ‘revelação’ e ‘magistério’.

“Uma segunda causa da crise — sempre de acordo com os coordenadores da carta — é a aparente influência das ideias de Martinho Lutero sobre o Papa Francisco. A carta mostra como Lutero, fundador do protestantismo, tinha ideias sobre o casamento, o divórcio, o perdão e a lei divina que correspondem àquelas que o Papa promoveu mediante palavras, atos e omissões. Também destaca o elogio explícito e sem precedentes que o Papa Francisco dedicou ao heresiarca alemão”.

“Os signatários — afirmam os coordenadores da iniciativa — não ousam julgar o grau de consciência com que o Papa Francisco propagou as sete heresias que enumeram; mas insistem respeitosamente que condene essas heresias, as quais ele sustentou direta ou indiretamente”.

De acordo com o comunicado recebido pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, os signatários da carta “professam sua lealdade à Santa Igreja Católica, asseguram ao Papa suas orações e solicitam a sua bênção apostólica”.


[*] A íntegra do documento encontra-se disponível em português no link:

domingo, 24 de setembro de 2017

A coreia do Norte é um cárcere. Veja relatos de quem conseguir fugir.

Vídeo: No cárcere de terror da Coreia do Norte. Escrito por Luis Dufaur

O visto de entrada à Coreia do Norte concedido a Suki Kim.

Suki Kim é uma jornalista nascida e crescida na Coreia do Sul, mas que também possui cidadania americana.

Em 2011 ela conseguiu um trabalho de professora de inglês em uma universidade de Pyongyang, destinada aos filhos homens da elite norte-coreana, “os futuros líderes do país”. 

Kim passou seis meses vivendo no campus da universidade e tomou notas para seu livro Without You, There Is No Us: My Time with the Sons of North Korea's Elite (Broadway Books, 320 pp., publicado em 2015, que em tradução livre seria: Sem você, não há nós: meu tempo com os filhos da elite norte-coreana.
O livro em que Susi Kim descreve sua odisseia no terror
Ela relatou à BBC Mundo sua estarrecedora experiência, algo que poucos estrangeiros puderam experimentar. 

Eis algumas circunstâncias pelas quais Susi teve que passar, de causar calafrios.

Ela explicou que duas eram as razões de seu interesse pela Coreia do Norte: como jornalista, queria primeiro saber sobre a enorme tragédia que ocorre nesse lugar; e, segundo, razão de ordem pessoal, sua família havia sido separada pela guerra das Coreias em 1950. 

De Pyongyang a Seul (capital de Coreia do Sul), são necessárias apenas duas horas de carro.

Mas quando a península foi dividida no Paralelo 38, em 1953, as pessoas do norte nunca voltaram a ver seus familiares. 

Suki Kim passou a lecionar na recém-inaugurada Universidade para a Ciência e Tecnologia de Pyongyang (PUST), destinada aos filhos dos dirigentes da Coreia do Norte. 

A PUST foi fundada por grupos evangélicos e seus funcionários são principalmente professores americanos voluntários, financiados por suas igrejas. 

A religião não é permitida e o proselitismo é um crime castigado com a morte. O único que se venera no país é o Grande Líder comunista. 
O controle começa no aeroporto, a guarda leva placa que diz
'O Sol do Século XXI', em homenagem a Kim Jong Il
A comunidade evangélica compactuou com a ditadura: ela bancaria a universidade e não faria apostolado.

Assim, no fundo, acabavam financiando a educação dos futuros líderes do país. 

O governo deve aprovar tudo o que ocorre na universidade.

Ele decide tudo sobre o indivíduo: seleciona os estudantes, escolhe a carreira a ser seguida por cada um, a escola onde estudar, as atividades que farão.

Havia 270 estudantes, todos eles homens, que viviam no campus. Susi ensinava inglês para duas classes, cada uma delas com cerca de 50 alunos de 19 e 20 anos. 

A universidade é vigiada por militares e ninguém tem permissão para sair. Tudo o que ela fazia e ensinava devia ser aprovado, monitorado e gravado. 

O governo define as escoltas que vivem com os professores no campus e seu trabalho é monitorá-los 24 horas por dia. 

Susi vivia o tempo todo aterrorizada, tomava notas em segredo em memórias de USB, que sempre levava consigo, e apagava tudo no computador, não deixando nenhum rastro de seu trabalho. 

No quarto dela havia microfones ocultos e todas as suas aulas eram gravadas. É um sistema de medo constante de vir a morrer ali. 

O que ela pensava dos alunos? Num sistema de constante controle e vigilância ninguém sabe realmente o que as pessoas pensam ou sentem. 

Na Faculdade todas as atividades são coletivas. Atos individuais são proibidos e suspeitos
Os estudantes nunca estavam sozinhos. Eles se vigiavam uns aos outros e também a vigiavam, dando informações sobre ela. Tinham uma reunião semanal na qual informavam sobre os outros estudantes e os professores. 

Eles são tratados como soldados: fazem exercícios, correm e saem para marchar em grupo, são constantemente doutrinados sobre a grandeza do Grande Líder e o ódio aos Estados Unidos. 

Esses jovens não têm permissão de expressar qualquer curiosidade sobre o mundo exterior. Em 2011 nunca tinham ouvido falar de internet, e Susi era proibida de falar sobre isso. 

Ela havia recebido ordens estritas de nada ensinar sobre o mundo exterior e os alunos não tinham nenhuma informação sobre o que ocorria fora de seu país. Por exemplo, não sabiam da existência do Taj Mahal nem da Torre Eiffel.

A televisão tem apenas um canal, com programas sobre o Grande Líder. Também são transmitidos programas da China ou da Rússia, todos baseados nos “ideais socialistas”. 

Há apenas um jornal, e tanto os artigos quanto os livros publicados estão vinculados ao Grande Líder. 

Passeios de fim de semana são controlados
e devem visitar locais montados para cultuar o 'líder supremo'.
Toda a rotina e os entretenimentos funcionam para honrar o regime e a filosofia igualitária do sistema.

Se esses são os jovens das elites mais bem tratados, o que deverá acontecer com o resto da população? Só se sabe que vive sob o mesmo controle. 

Aos domingos Susi tinha licença para sair com um grupo escoltado, para colocar flores em monumentos do Grande Líder.

Às vezes o grupo saía de Pyongyang para visitar as Grandes Montanhas ou alguma fazenda.

Não se veem muitas coisas. As estradas estão vazias, não há carros nas ruas. 

As pessoas fora da capital são marcadamente menores e parecem mal-nutridas. Susi nunca foi autorizada a falar com alguém nas ruas. 

Os lugares para onde foi levada pareciam cenários de filme e nunca havia pessoas. Só dava para ver os outros membros do grupo e, por toda parte, todos os lugares estavam cobertos com milhares de slogans do Grande Líder.

Nunca tinha imaginado um controle tão grande. A realidade é pior do que se pode imaginar, conclui Susi. 

Luis Dufaur: Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs

domingo, 17 de setembro de 2017

LIBERAIS, IDIOTAS ÚTEIS DA ESQUERDA


O verdadeiro liberal é feito de idiota útil e papado pela esquerda assim como a verdadeira mosca é enganada pela teia e é papada pela aranha.
Ai a esquerda diz aos liberais: "vejam, vejam, vejam, os conservadores e reacionários estão com uma onda de censura e trevas no Brasil! Você se mistura com eles???"
Ai o liberotário, que leu Mises com os olhos mas não entendeu no coração (se é que leu) diz "Magina, eu naum! Pode comer crianssas a vontade! Viva a liberdade! Tem de ser livre çim!" 
Anos depois, a esquerda está estuprando a filha do liberal e o fazendo confessar crimes ao pisar no seu saco com um coturno em preparação a um julgamento de Moscou da vida.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Os princípios da religião ambientalista são os seguintes: 1) suicídio; 2) aborto; 3) canibalismo e, por fim, 4) a sodomia, entendida como qualquer ato sexual não reprodutivo.

Escrito por Luis Dufaur, domingo, 27 de agosto de 2017, no Blog Verde: a cor nova do comunismo
Exibicionista, inumana, blasfema a 'Igreja da Eutanásia' não vai obter o que quer. Mas agita uma bandeira para a qual tendem os "moderados" do ambientalismo
Andando pelas ruas, é frequente bater os olhos em novas igrejas das mais inesperadas denominações, em sua maioria de inspiração evangélica ou de cultos e práticas orientais, 

Mas nos arraiais ambientalistas radicais surge de vez em quando alguma seita ainda mais inesperada. É o caso daIgreja da Eutanásia, fundada no ano de 1992 em Boston, EUA, por Chris Korda.

Antinatalista, transgênero e vegana, Chris, nascida em 1962, é sobrinha-neta do magnata húngaro Sir Alexander Korda, muito conhecido na indústria cinematográfica britânica, e filha única do renomado escritor e romancista Michael Korda, antigo editor-chefe da rede de livrarias Simon & Schuster.

O dogma fundamental de sua igreja é único, muito simples e de acordo com as crenças verdes radicais: “Salva o planeta, suicida-te”!

Essa igreja verde se autodefine como “associação sem fins lucrativos cujos esforços se encaminham para restabelecer o equilíbrio entre os seres humanos e as demais espécies da Terra”, noticiou o jornal “El Mundo”, de Madri. 

Dito equilíbrio planetário só seria possível com uma redução voluntária e massiva da população humana.

Parece uma singularidade de alguns exaltados, mas temos recolhido neste blog abundantes testemunhos de arautos do antinatalismo verde que ocupam altas posições no establishment político-midiático, possuem fortunas enormes e são recebidos com sorrisos nos ambientes vaticanos impregnados pela encíclica Laudato Si’. 

A nova religião – não é tão nova assim – tem quatro pilares. O Islã tem cinco, mas nenhum é tão extremista quanto os desta:

Ei-los: 1) suicídio; 2) aborto; 3) canibalismo e, por fim, 4) a sodomia, entendida como qualquer ato sexual não reprodutivo. 

Essas normas estão resumidas num só mandamento, exibido no alto de sua página web: “Não procriarás”. Não incluímos o link em virtude do conteúdo altamente pornográfico de algumas de suas páginas.

A homepage do site da “Church of Euthanasia” inclui um demagógico contador do crescimento da humanidade: seus dígitos progridem a quase quatro novas unidades por segundo. 
Adeptos fazem passeata. Nenhum deles quer se suicidar, mas se acham bem sucedidos convencendo que os homens estão 'matando o planeta'
A demagogia é fácil e, comenta “El Mundo”, poderiam ser acrescentados contadores das espécies que desaparecem, das árvores que caem, do desmatamento no Brasil, do aquecimento global, do aumento do nível dos mares, etc., etc.

O culpado por todos esses males apavorantes é um só: o ser humano e seu desejo de ter filhos!

“Estamos presenciando a extinção massiva das espécies. A cada hora desaparece uma. Se formos falar das florestas tropicais úmidas, o ritmo de desaparecimento se multiplica por quatro”, sentencia a “pastora verde” Korda.

Nessa base, a Igreja da Eutanásia prega uma cruzada de cruz invertida em nível global contra todas as formas de crescimento além do humano: o econômico e o tecnológico, por exemplo.

Não só os humanos precisam ser dizimados em proporções que nem Hitler, Stalin ou Mao sonharam, mas os que ficarem devem adotar um nível de vida análogo ao pré-histórico.

A verborragia anti-humana tem muito eco no jet-set planetário, especialmente quando se volta contra a fonte desses “males”: o Deus da Bíblia e os ensinamentos cristãos. 

Esses põem o homem no centro da Criação e o definem como feito à imagem e semelhança de Deus, medida, por isso mesmo, de todas as coisas e que governa todo o criado. 

A “pastora verde”, ou vermelha, pelo sangue derramado, reconhece que de imediato sua guerra está perdida. Com tais absurdos não poderia ser diferente.

Mas ela tem um segundo objetivo por baixo de suas espalhafatosas e inverossímeis pregações. Korda explica:

“Não podemos impedir que os humanos matem a Terra, mas podemos fazer que se sintam culpados por isso. E podemos convidá-los a se inculparem não tendo filhos, consumindo o mínimo possível e, finalmente, se suicidando”. 
Desanimar ter filhos é o objetivo imediato. Cientistas "verdes" e clérigos progressistas vêm atrás mas com ares moderados. 
A meta é idêntica, mas a Igreja da Eutanásia está mais na frente.
Leis que aprovam a eutanásia até quando solicitada por crianças já vigoram em países como a Holanda, onde é uma causa de morte em contínua ascensão.

Os membros dessa congregação se sentem bem interpretados quando são qualificados de a primeira religião “anti-humana”, como já o fizeram pertinentemente vários polemistas cristãos ou simplesmente humanistas.

A reverenda Korda esclarece que sua congregação não exige de seus membros o suicídio, mas sim que acalentem pensamentos suicidas. 

E se o membro vier a praticar esse crime e pecado “que brada ao Céu e clama a Deus por vingança”, converte-se automaticamente em santo.

Após os atentados de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gémeas, essa igreja espalhou um vídeo combinando imagens pornográficas com outras em que mostrava impactos assassinos de massa com fundo de música eletrônica composta pela pastora.

Até 2003, o site distribuía um manual de instruções especificando passo a passo como se suicidar asfixiando-se com o gás hélio. Ele foi tirado do ar após um homem de 52 anos fazer uso da fórmula e o grupo verde religioso sofrer uma tempestade legal.

A pergunta mais óbvia faz rir a reverenda: por que ela não se suicidou?

Ela acredita que tem uma missão evangelizadora que é mais importante: difundir a palavra de sua religião e conscientizar os homens.

Alguns os qualificam de seita suicida, outros de meros provocadores que querem chamar a atenção.

Mas, o certo, diz “El Mundo”, é que eles funcionam como um “ministério da propaganda” de um movimento que vai muito além de suas estreitas paredes e está bem instalado nas cúpulas da “cultura da morte”.

A “solução final” está passando gradual e dissimuladamente em leis nacionais, recomendações da ONU ou do Parlamento Europeu, bem como em declarações internacionais tipo Acordo de Paris sobre o clima.

A máxima autoridade da Igreja da Eutanásia resume sua tarefa: 

“Minha meta é passar ideias profundamente subversivas e antissociais. Isso só se faz usando os recursos da sociedade de massas. 

“Em certa maneira, minha tarefa é convencer-te de que a causa é boa. E convencer-te até o ponto de fazer meu jogo e passar estas ideias para uma porcentagem crescente de público. 

“Se eu conseguir te persuadir, terei êxito. Mas, pelo contrário, se achares que isto é uma charada ou uma brincadeira, eu terei fracassado na minha causa”.
Quantos que seguem as ideias da moda, com formulações vagas ou sentimentais, estão caindo no jogo, quiçá sem sabê-lo, dos apóstolos do suicídio de massa? 

Postado por Luis Dufaur às 05:30
Luis Dufaur: Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

O PT tem medo do Palocci, mas não tem medo do Janot

Acusações de Janot contra Lula e figuras do partido são puramente circenses. Já o ex-ministro pode implodir o partido de forma inapelável
Por: Reinaldo Azevedo no Blog do Reinaldo-Rede TV
Publicada: 07/09/2017 - 3:55
Passado: Lula faz carinho no rosto de Palocci. Agora o ex-ministro virou a bomba

No momento, o PT enfrenta dois adversários conjunturais: um se chama Rodrigo Janot. O outro, Antonio Palocci — em associação com a força tarefa de Curitiba e com Sérgio Moro. Janot é brincadeira de criança. De tal sorte sua atuação está se mostrando patética que não há muito a temer. Já a coisa com Antonio Palocci é complicada. Aí o bicho pode pegar. Ou por outra: as denúncias de Janot são pó de traque, biribinha, aquelas bolotas de areia e pólvora que a gente gosta de ver estalar no chão. Sempre penso no procurador-geral no papel de noivo da quadrilha. Mas Palocci, não! A República do Sotaque de Pato Branco lhe amarrou à cintura bananas de dinamite. Ele é agora o homem-bomba do ponto de vista político. A questão jurídica pode ir longe. Explico.

Vamos ao que é pura firula e ao que é politicamente muito grave para o PT. E, por óbvio, destaque-se que as ações estão articuladas, o que indica também a disposição da Lava Jato de sobreviver ao tsunami provocado pelas conversas entre Joesley Batista e Ricardo Saud.

O front de Brasília do Ministério Púbico Federal, aquele sob o comando de Rodrigo Janot, fez tanta bobagem que quase põe tudo a perder. A conversa entre Joesley e Saud indicam um ambiente de lassidão moral, de vale-tudo, de estímulo ao comportamento bucaneiro e abusado. Mais: visivelmente, as ações ligadas à investigação não se distinguem muito da pura e simples pistolagem — e a vantagem é sempre do pistoleiro. Algo precisava ser feito.

E Janot fez duas coisas que estavam a seu alcance para, ora vejam, devolver ao PT o papel de protagonista do petrolão. Isso é importante para não perder as ruas. O procurador-geral, então, resolveu denunciar Lula, Dilma e mais uma tropa de elite de integrar a grande organização criminosa. Para que a ação ficasse no Supremo, sob a égide da primeira instância do MPF, meteu uma petista com foro especial na turma: a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Não parou por aí. Janot também resolveu oferecer denúncia contra os ex-presidentes petistas por obstrução da investigação, naquele caso em que Dilma tentou fazer de Lula seu ministro da Casa Civil.

Essa segunda ação não vai dar em nada. É espuma rarefeita. A outra, a da organização criminosa, vai longe, leitores, muito longe. Por enquanto, Janot tem em mãos apenas alguns testemunhos. É óbvio que se trata de uma precipitação. Janot tenta se livrar da má fama. E uma boa maneira de fazê-lo, hoje em dia, é malhando petistas.

O PT não tem com o que se preocupar no curto prazo nem com uma coisa nem com outra.

O homem-bomba
Já Palocci é o homem-bomba. Este, sim, assombra o partido. A Turma do Sotaque de Pato Branco resolveu mostrar a Janot como se faz. O ex-ministro, sabidamente da confiança de Lula; que sempre cuidou da despensa do PT; que tinha os arcanos que conduziam aos cofres; que falava com o mundo empresarial e financeiro… Bem, este senhor decidiu, em tese ao menos, contar tudo.

Notem que há algo de incomum no comportamento de Palocci. Ele ainda não fez delação premiada, mas já confessou mais do que se esperava em processos dessa natureza. O que a turma do Sotaque de Pato Branco quer ouvir? Que a Odebrecht criou um fundo de R$ 300 milhões para o PT (e Lula)? Palocci conta. Que dinheiro de propina estava destinado a comprar o terreno do Instituto Lula? Ele conta. Que a reforma do sítio era parte do pacote de benefícios? Ele conta.

O que mais a turma de Curitiba quer que ele conte? Bem, ele conta.

Efeito político
É claro que o efeito político dessas confissões — QUE AINDA NÃO SÃO DELAÇÃO — tem ao menos um potencial devastador. Num primeiro momento, não se cuida aqui da questão penal. Isso ainda vai longe. Testemunhas serão ouvidas. O próprio Lula está para depor. Sim, Sérgio Moro, um dia, vai condenar todo mundo. Mas isso ainda leva tempo e não terá desfecho nenhum antes de ficar claro se Lula será ou não candidato. Essa decisão depende exclusivamente da decisão do TRF4 no caso do tal tríplex de Guarujá.

A questão é mesmo política. O PT nunca teve contra si um testemunho como o de Palocci. Nunca ninguém do seu tamanho se voltou contra o próprio partido. Nunca uma figura tão próxima do chefão resolveu “entregar” tudo, como ele fez. Está claro! Não é da têmpera de um Delúbio Soares. Não á da têmpera de um João Vaccari Neto. Não é da têmpera de um José Dirceu. Palocci é da têmpera de um Palocci. E o homem evidencia estar cansado da cadeia.

Reitero que há algo de inusitado — também a indicar uma mudança de método da facção paranaense da Lava-Jato: Palocci entregou certamente muito mais do que esperava que entregasse. E o fez fora, reitere-se, do ambiente de qualquer delação. Notem que nada do que disse precisa passar por processo de homologação. Observem que ele não está obrigado nem mesmo a fornecer provas ou indícios daquilo que disse. Estamos diante, em princípio, da famosa “confissão”, em sentido clássico.

É claro que a delação virá. É claro que ele obterá os benefícios dela decorrentes; é claro que isso tudo será convertido em “colaboração premiada” — e, pois, alívio da pena.

Acontece que era preciso criar, antes da questão jurídica, o fato político. E ele está criado. Como o PT vai lidar com a coisa? Vamos ver. A situação é inédita: pela primeira vez, alguém da cozinha de Lula, que privou de sua intimidade, que era de sua mais estrita e absoluta confiança, a quem o líder confidenciava segredos e operações de controle restrito… Pela primeira vez, em suma, alguém com esse perfil acusa o Demiurgo, na prática, de ser corrupto, de estimular a corrupção e de fazer dela um método político.

E, junto com o petista, está ninguém menos do que a outra presidente eleita pelo partido: Dilma Rousseff.

A República do Sotaque de Pato Branco impôs a Palocci aquele que é o mais alto preço definido até agora: destruir o PT. E Palocci aceitou detonar o cinto de explosivos. Sim, politicamente, ele já está morto. Passará os anos vindouros escondido em algum lugar, cuidando dos netinhos. Ele só não suportava mais a cadeia.

Em síntese: as ações circenses de Janot não têm importância no curto prazo. O PT não está nem aí para elas. As consequências penais do que disse Palocci também têm um horizonte relativamente longo à frente. A questão, agora, é como o petismo vai reagir à devastação imediata, que é a política.

Eis o pior momento da história do partido.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

SOBRE A CONCESSÃO DA REDE GLOBO. Veja a opinião de Marcio Labre



Nunca escondi de ninguém que sou um defensor aguerrido da REVOGAÇÃO da concessão do sinal da TV GLOBO e vou explicar os motivos:

Já adianto logo para os lacradores de plantão que estou a quilômetros de distância da posição de quem pretende detonar a sacra "liberdade de expressão". Para vocês a minha resposta é curta e direta: VÃO TOMAR NAQUELE LUGAR !!!

Dito isso, acompanhe o raciocínio: Esta emissora promove uma agenda cada vez mais escancarada de REVOLUÇÃO COMPORTAMENTAL emtoda a sua grade, dia e noite, atingindo todas as faixas etárias e classes sociais deste país.

Isso não teria o MENOR problema se a REDE GLOBO assumisse publicamente SEUS VALORES. Ao fazer isso, ela daria o direito legítimo ao seu público de fazer uma ESCOLHA CONSCIENTE pela permanência ou não no canal, bem como assumiria o ônus de uma eventual debandada de espectadores.

A coisa complica quando a emissora prevarica da sua prerrogativa (concedida pelo pagador de impostos) e promove quase que em forma de DECRETO SACRO SANTO teorias, teses, opiniões e ideologias, como VERDADES ABSOLUTAS, lastreando tais postulados no endosso de "especialistas" que na maioria dos casos NÃO REPRESENTAM um consenso científico a respeito do assunto.

A GLOBO simplesmente ignora esse cuidado ético elementar e atropela o bom senso com a sua narrativa vigarista de colocar estas pessoas no status de "autoridades" inquestionáveis.

Como prova disso, basta observarmos a TOTAL AUSÊNCIA de espaço para o CONTRADITÓRIO nas questões que envolvem sérias polêmicas no seio da sociedade, com opiniões, visões, crenças e convicções antagônicas. O mínimo que se espera de quem se apresenta para a opinião pública como um veículo IMPARCIAL é, pelo menos, dar voz a todas as correntes. ISSO NÃO ACONTECE.

Em alguns programas, percebe-se de forma clara a mesma linha editorial e opinativa SEM ESPAÇO PARA DEBATE.

ENCONTROS COM FÁTIMA BERNARDES
ESQUENTA
AMOR E SEXO
PEDRO BIAL NA MORAL
ALTAS HORAS
CALDEIRÃO DO HULCK

Isso para não citar as produções dramatúrgicas e de entretenimento, altamente tendenciosas, com um repertório ridiculamente distorcido, previsível e sempre apontando para uma atmosfera de opressores x oprimidos, como se o mundo pudesse ser explicado de forma tão rasteira e desconectada da realidade.

Como eu já disse em outros posts, só vejo duas possíveis soluções, ou cassa-se a concessão desta emissora, devido a sua PARCIALIDADE política e cultural, ou abrimos mais concessões para que novos veículos de comunicação possam entrar no mercado e se contrapor a essa narrativa engessada, unilateral e, para eu e muitos brasileiros, altamente destrutiva para o país.

Enquanto isso não acontece, o melhor que temos a fazer é boicotar a TV GLOBO e para quem tiver um pouco mais de ousadia, abandonar a tv aberta. Já faço isso a alguns anos e ao invés de emburrecer, fiquei mais inteligente.
Por Marcio Labre no Facebook
















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terça-feira, 15 de agosto de 2017

O celibato sacerdotal e o Padre Fábio de Melo

O padre Fábio de Melo, ao que parece, deu recentemente em certo programa de TV uma declaração favorável ao celibato clerical. Consta que o padre se disse confortável com a sua opção; parece que teria alegado que, se tivesse uma família, não seria capaz de levar a vida que leva.

É sem dúvidas uma defesa do celibato; mas não é a sua melhor defesa. Sim, é evidente que há questões de ordem prática que desincentivam aos sacerdotes a constituição de uma família; quem quer que pense no assunto por cinco minutos consegue perceber que há uma espécie de incompatibilidade radical entre o século e o altar. Sabe-se que um pai de família possui uma série de obrigações para com as quais não pode ser negligente: deve, para ficar apenas no exemplo talvez mais óbvio, largar o que quer que esteja fazendo para acompanhar, por exemplo, uma esposa subitamente doente ou um filho acidentado ao hospital.

Ora, um sacerdote cuida das coisas de Deus e da salvação das almas: e isso não são coisas que se possa largar de súbito, à primeira das exigências inesperadas que surja da vida conjugal. Um sacerdote deve dedicar todo o seu ser ao serviço das almas que a Divina Providência lhe confiou; um marido, como São Paulo ensina na Carta aos Efésios, deve sacrificar a própria vida em prol da sua esposa. É notório que um dever pode entrar em conflito com o outro em um sem-número de casos concretos. Percebe-se, assim, ser conveniente que um sacerdote não seja pai de família e que um pai de família não seja sacerdote.

Mas não é somente disso que se trata. Os deveres que decorrem do Sacramento do Matrimônio são de uma natureza diferente da dos que decorrem do Sacramento da Ordem, é lógico. E entre ambos os grupos de deveres pode haver uma como que incompatibilidade natural — isso é verdade, é facilmente perceptível e é possível a qualquer um pensar em mil e um exemplos que o demonstrem. Mas esse tipo de argumentação corre o risco de se tornar por demais materialista. No limite, ela pode se transformar somente em uma versão um pouco mais elaborada daquela história de que os padres não podiam se casar para que as viúvas e os órfãos não viessem a dilapidar o patrimônio da Igreja.

Porque ditas as coisas desse modo fica parecendo que o laço conjugal é um estorvo que impede o homem de desempenhar aquilo que ele, sozinho, é capaz de fazer muito bem. E isso, além de não ser a melhor defesa do celibato, é uma das piores formas de apresentar o Matrimônio cristão.

É preciso dizer diferente: é preciso defender que o amor conjugal é um dom precioso e, exatamente por ser um dom precioso, convém que seja sacrificado no altar do sacerdócio ministerial. Não é que ter uma família vá de algum modo atrapalhar o padre a desempenhar o seu múnus sacerdotal: poderia ser até mesmo que a mulher e os filhos o ajudassem, e ainda assim o celibato seria uma coisa valiosa e exigível. Porque um sacerdote é um sacrificador e portanto nada mais justo que ele inicie a sua jornada sagrada sacrificando precisamente aquilo que é o ápice da vida humana: o Sagrado Matrimônio. É deste sacrifício primevo e radical que nasce o sacerdote: é sendo ele próprio vítima desta sagrada oblação que ele se purifica e se torna perfeito para oferecer quotidianamente a Vítima Imaculada nos altares do Deus Três-Vezes Santo.

Não é, portanto, que constituir família vá se tornar um empecilho à atuação do sacerdote: isto pode até ser verdade em algum caso concreto, mas não é esse o ponto. O celibato existe porque o sacerdote existe em função do Sacrifício do Altar, da entrega ao qual nascem todos os outros sacrifícios — sendo o celibato o primeiro deles. O celibato é a expressão visível e externa do sacrifício em que consiste a vida consagrada. É o Isaac espiritual que o Senhor dos Exércitos exige para Si. Oferecendo-o generosa e virilmente em Moriá, o sacerdote se torna digno de subir o Calvário a cada Santa Missa. Sacrificando, ele se capacita para sacrificar.

sábado, 22 de julho de 2017

A morte do petista Marco Aurélio Garcia e a fenda na xícara que leva à terra dos mortos

Escrito por Reinaldo Azevedo no Blog do Reinaldo/RedeTV, 22/07/2017 - 8:34
Viu-se um espetáculo de grosserias e baixarias nas redes sociais, invectivadas, de resto, por algumas páginas que fazem do ódio a sua profissão de fé.

Silenciei sobre a morte do petista Marco Aurélio Garcia, ocorrida na quinta, por uma razão simples: dado o que penso, segundo os meus valores, eu não tinha nada de bom a dizer a respeito dele. Ao contrário: quem acompanha o meu blog conhece as, sei lá, muitas dezenas de posts que lhe dediquei desde que se tornou assessor especial de Lula. E não me lembro de nenhum elogioso.

Para mim, tudo estava dito. Notem: ele não era uma personagem central da história. Sim, já enfrentei a tarefa desagradável de falar mal de mortos, mas só o faço se considerar inevitável. E, no caso, pareceu-me, sim, evitável. Não há como; quem me conhece sabe que sou assim: penso na dor dos familiares e dos amigos e sinto um desconforto enorme. Não considerando, pois, essencial a apreciação negativa da obra daquele que se vai, abstenho-me. É o que me diz o decoro. E não abro mão dele.

O registro que faço aqui é outro. Sei que sou duro no debate. Ainda na segunda, no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, recorri à energia e à clareza que julguei necessárias para expor meu ponto de vista. Em regra, não sou exatamente suave no confronto de ideias. Mas evito e repudio a brutalidade. E é de brutalidade que vou falar.

Chegaram-me ecos do que se disse nas redes sobre a morte do petista. Mais: uma nota respeitosa, decorosa, própria de quem exerce um cargo de Estado, emitida por Aloysio Nunes, ministro das Relações Exteriores, deu início a um tsunami de baixarias como raramente se viu: contra Marco Aurélio, o morto, e contra o ministro. E, claro, os conteúdos mais furibundos estão atrás de pseudônimos, de gente que não tem cara, que parece sentir especial prazer em propagar o ódio, o fel, a maledicência gratuita.

Mais: constata-se de imediato que os mais enfáticos, os mais carregados de certeza, os mais virulentos são, também, os mais ignorantes. Eis aí um dos grandes riscos que corremos nestes dias: nunca a opinião destituída de lastro, nunca a sentença judiciosa descolada das leis, nunca a narrativa belicosa divorciada da história foram tão presentes e tão influentes. E as pessoas vão dizendo o que lhes dá na telha, fazendo tábula rasa de biografias, esmagando qualquer chance de um confronto civilizado de ideias.

Sim, o PT de Marco Aurélio Garcia é um dos responsáveis por esse estado miserável a que chegamos. Quando Lula, no seu primeiro mandato, separou o Brasil entre “nós”, que eram “eles”, e “eles”, que, bem, éramos nós, os não-petistas, estava dada, como escreveu Auden, “the crack in the tea-cup” que “opens a lane to the land of the dead”. Lá estava “a fenda na xícara de chá” a “abrir uma vereda para a terra dos mortos”.

Sim, a geleira habita o armário. O deserto suspira na cama.

O fato de a esquerda ter declarado guerra à divergência — já nos primeiros movimentos do governo FHC, em 1995 — pode absolver setores à direita de terem iniciado a pancadaria, mas não os absolve da decisão estúpida de mimetizar os métodos dos adversários, respondendo com intolerância à intolerância, com ignorância à ignorância, com cretinice à cretinice.

Outro dia, uma dessas reputações que só existem nas redes sociais sustentava que eu era um dos responsáveis por essa radicalização. É mesmo? Digam quando e em que circunstância. Ao contrário. Eu atacava justamente o fascismo de esquerda, que tornava inviável o diálogo.

Não! Eu não me arrependo de ter criado termos como “petralha” e “esquerdopata”. Enquanto houver esquerdistas justificando o roubo de dinheiro público como instrumento para beneficiar os pobres, petralhas terão de ser combatidos. Enquanto houver pessoas que acham normal jogar no lixo os fundamentos da democracia em nome da justiça e da igualdade, “esquerdopatas” terão de ser combatidos.

Mas isso não autoriza os ataques grotescos que setores identificados com a direita — alguns deles com sotaque indisfarçavelmente fascistoide — dirigiram contra Maro Aurélio, o morto, e contra Aloysio Nunes, o ministro, que não deixou de lembrar, na nota, que ambos percorreram caminhos distintos.

O que dizer? Eu rompi com a esquerda quando percebi que aquele seu, como vou chamar?, “horizonte finalista” (a exemplo de todo horizonte), onde as contradições se anulam, onde “os infinitos se estreitam num abraço insano” — experimentando-se, então, o fim da história —, era uma estupidez.

Abracei o que considero a saudável perspectiva conservadora do reformismo permanente, que não promete nem vislumbra amanhãs sorridentes. O que se tem é só luta renhida, a cada dia. Não anseio a vitória final. Não quero ter medo da derrota final. Essa coisa de viver e de ir mudando; de viver e ir se transformando; de viver e ir se emendando, bem, a graça está em isso não ter fim. É nossa condenação e nossa ascese.

E, por isso tudo, eu não poderia ser um discípulo de Marco Aurélio Garcia ou de fascistas de esquerda ou de direita.

Não contem comigo para o espetáculo dantesco.

Que Marco Aurélio descanse em paz. Porque, na morte, os infinitos se estreitam num abraço insano.

sábado, 8 de julho de 2017

A NAÇÃO SOB GOVERNO DAS MINORIAS

A NAÇÃO SOB GOVERNO DAS MINORIAS
Escrito por Percival Puggina* e publicado em 07.07.2017 no Puggina.org
A crise que jogou o Brasil na mais prolongada e perigosa depressão econômica e social de sua história não pode ser entendida sem que se conheça o peso do patrimonialismo, do corporativismo e do clientelismo na vida nacional. É pelo peso do patrimonialismo que o exercício do poder político se confunde com usufruto (quando não com a posse mesma) dos recursos nacionais. É pelo peso do corporativismo, cada vez mais entranhado e influente nas estruturas do Estado, que os bens e orçamentos públicos vêm sendo canibalizados desde dentro pelo estamento burocrático. É pelo peso do clientelismo que elites corruptas são legitimadas numa paródia de representação política, comprando votos da plebe com recursos tomados à nação.

Na perspectiva do cidadão comum, o que resulta mais visível, lá no alto das manchetes e no pregão dos noticiários de rádio e TV, é o que vem sendo chamado de mecanismo, ou seja, o modo como, nos contratos de obras e serviços, o recurso público é desviado para alimentar fortunas pessoais, partidos políticos e campanhas eleitorais que, por sua vez, garantem, a todos, a continuidade dos respectivos negócios. Com efeito, esse é o topo da cadeia. É o que se poderia chamar de operação contábil que viabiliza e formaliza o patrimonialismo.

O corporativismo, de longa data, se configura como forma de poder exercido com muito sucesso e responde, ano após ano, pela crescente apropriação dos orçamentos públicos e dos recursos de empresas estatais pelas corporações funcionais. É uma versão intestina do velho patrimonialismo. Raymundo Faoro, a laudas tantas de "Os Donos do Poder", escreve sobre a centralização política ocorrida no Segundo Reinado e a singela constatação de que existem duas possibilidades: ou a nação será governada por um poder majoritário do povo ou por um poder minoritário. Era como exercício de poder minoritário que Faoro via o reinado de D. Pedro II. E o entendia à luz da teoria de Maurice Hariou, que fala de um poder formado "ao largo das idades aristocráticas, pelo exercício mesmo do direito de superioridade das minorias diretoras".

Maurice Hariou (1856-1929) reparte com Kelsen o apelido de Montesquieu do século XX. Na sua perspectiva, são as instituições que fundamentam o Direito, e não o contrário. Correspondem ao conceito, as organizações sociais subsistentes e autônomas nas quais se preservariam ideias, poder e consentimento. A isso, dava ele o nome de corporativismo. Após 127 anos de república, é comum vê-lo em pleno exercício quando representantes de outros poderes, de carreiras de Estado, e de seus servidores ocupam ruidosamente galerias dos plenários ou palmilham corredores onde operam os gabinetes parlamentares. Raramente saem frustrados em suas reivindicações. E assim, bocado a bocado, ampliam, além de toda possibilidade, a respectiva participação no bolo dos recursos públicos. Em muitos casos, a soma das fatias já ultrapassa os 360 graus.

Os ônus do corporativismo representam um prejuízo vitalício, que se perpetua através das gerações. Como tal, muito certamente, excede o conjunto das falcatruas operadas pelo mecanismo. O Estado brasileiro poderia ser menor, onerar menos a sociedade e enfrentar adequadamente o drama das camadas sociais miseráveis, carentes de consciência política. Por que iriam os operadores do mecanismo, os manipuladores da miséria e o estamento burocrático interessar-se em acabar com a ascendência que exercem sobre essas vulneráveis bases eleitorais? Os três juntos - patrimonialismo, corporativismo e clientelismo - põem a nação em xeque. Não sairemos dele se não identificarmos, acima e além dos partidos e seus personagens, estes outros adversários, intangíveis mas reais, que precisam ser vencidos.
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* Percival Puggina (72), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

AO ROMPER O ACORDO DE OBAMA COM CUBA O PRESIDENTE DONALD TRUMP MANDA UM RECADO CURTO E GROSSO PARA A CANALHADA COMUNISTA DO FORO DE SÃO PAULO

Escrito por Aluízio Amorim no Blog do Aluízio em 26/6/2017.
Tinha certeza que a excelente Embaixada da Resistência em sua página no Facebook iria legendar este vídeo que é histórico. Trata-se da solenidade de assinatura, pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, da Ordem Executiva que cancelou o acordo espúrio que o capacho esquerdista Barack Obama havia assinado com o regime assassino de Cuba. 

Reparem que em muitos anos é a primeira vez que um Presidente dos Estados Unidos denomina e define com todas as letras o regime assassino cubano: COMUNISTA! E aproveita a oportunidade para mandar um "recado" à quadrilha comunista assassina que domina a Venezuela. Em outras palavras, Trump aproveitou para avisar à bandalha comunista que opera em todo o continente Latino-americano que, ao contrário de seu predecessor, não fará vistas grossas à ação nefasta dessa canalhada esquerdista.

É claro que um vídeo como este jamais será transmitido pela grande mídia. Afinal, 99,9% dos jornalistas são cupinchas do regime cubano. Neste caso, os jornalistas que atuam na grande mídia são criminosos. As exceções se podem contar nos dedos no Brasil e em toda a América Latina e também dentro dos Estados Unidos, a ponto de já ter ocorrido em inúmeras oportunidades a publicação de matérias insuflando a ideia de assassinar Donald Trump.

Os vagabundos estão apavorados. E continuam mentindo diariamente pelos meios de comunicação com a produção de 'fake news'. São todos viúvas de Fidel Castro que felizmente já serviu de banquete para os vermes.

Em mais de meio século (o regime assassino cubano começou em 1959) é a primeira vez que um líder do porte de Donald Trump, profere a palavra "comunista", já que o vocábulo foi banido de todos os textos jornalísticos numa estratégia sorrateira para tentar fazer crer que o comunismo acabou, embora os bate-paus de Raul Castro em Cuba e Nicolas Maduro na Venezuela continuem cometendo assassinatos impunemente e com o apoio dos jagunços das redações dos jornais e redes de televisão.

Por tudo isso, a ação fulminante do Presidente Donald Trump contra a canalha comunista merece o apoio irrestrito de todas as pessoas de bem. 

Aos estimados leitores sugiro que compartilhem esta postagem amplamente pelas redes sociais furando o bloqueio do jornalismo canalha e capacho dos assassinos comunistas e seus cúmplices do Foro de São Paulo, cujo presidente de honra e fundador é justamente Lula que até pouco tempo atrás vivia de beijos e abraços com Fidel Castro, Hugo Chávez e Nicolas Maduro, sem falar da deletéria conexão da roubalheira do petrolão com esses regimes assassinos.

Vejam todo o vídeo que vale a pena.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

PAPA FRANCISCO: O ESCÂNDALO DO SILÊNCIO - Ele não quer ouvir a divergência

O ESCÂNDALO DO SILÊNCIO
Escrito por Roberto de Mattei (*), 23 de junho de 2017
Cardeais Brandmüller, Burke, Caffara e Meisner

Os quatro cardeais [fotos acima] autores dos “dubia” sobre a Exortação Amoris laetitia tornaram público, através do blog do vaticanista Sandro Magister, um pedido de audiência apresentado pelo cardeal Carlo Caffarra ao Papa em 25 de abril passado, uma vez que os “dubia” não obtiveram resposta. O silêncio deliberado do Papa Francisco — que, no entanto, recebe personalidades muito menos relevantes em Santa Marta para discutir questões muito menos importantes para a vida da Igreja — é a razão da publicação do documento.

No pedido filial de audiência, os quatro cardeais (Brandmüller, Burke, Caffara e Meisner) fazem saber que gostariam de explicar ao Pontífice as razões dos “dubia” e expor a situação de grave confusão e perplexidade em que se encontra a Igreja, especialmente no que diz respeito a pastores de almas, em particular os párocos.

Na verdade, no ano que transcorreu a partir da publicação da Amoris laetitia, “foram dadas em público interpretações de alguns passos objetivamente ambíguos da Exortação pós-sinodal, não divergentes, mas contrárias ao permanente Magistério da Igreja. Conquanto o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé tenha declarado mais de uma vez que a doutrina da Igreja não mudou, apareceram numerosas declarações de bispos, cardeais e até mesmo de conferências episcopais, que aprovam o que o Magistério da Igreja jamais aprovou. Não apenas o acesso à Santa Eucaristia daqueles que objetiva e publicamente vivem numa situação de pecado grave, e pretendem nela continuar, mas também uma concepção da consciência moral contrária à Tradição da Igreja. Sucede assim — oh, e quão doloroso é vê-lo! — que o que é pecado na Polônia é bom na Alemanha, o que é proibido na Arquidiocese de Filadélfia é lícito em Malta, e assim por diante. Vem-nos à mente a amarga constatação de B. Pascal: ‘Justiça do lado de cá dos Pireneus, injustiça do lado de lá; justiça na margem esquerda do rio, injustiça na margem direita’ ”.

Não há escândalo nem transgressão no fato de os colaboradores do Papa pedirem uma audiência privada, e que no pedido descrevam objetivamente, a divisão que a cada dia cresce na Igreja. O escândalo consiste na recusa do Sucessor de Pedro em ouvir aqueles que pedem para ser recebidos. Tanto mais quanto o Papa Francisco quis fazer do “acolhimento” a marca registrada de seu pontificado, afirmando em um de seus primeiros sermões em Santa Marta (25 de maio de 2013) que “os cristãos que pedem nunca devem encontrar portas fechadas”. Por que recusar audiência a quatro cardeais que não fazem senão cumprir o seu dever de conselheiros do Papa?

As palavras dos cardeais são filiais e respeitosas. Pode-se supor que a intenção deles seja de procurar “discernir” melhor, em uma audiência privada, as intenções e os planos de Papa Francisco, e eventualmente de fazer ao Pontífice uma correção filial in camera caritatis. O silêncio do Papa Francisco em relação a eles é obstinado e descortês, mas expressa em sua teimosia a conduta daqueles que vão adiante em seu caminho com determinação. Dada a impossibilidade de uma correção privada, pela inexplicável recusa de uma audiência, também os cardeais deverão prosseguir com decisão em seu caminho, se quiserem evitar que na Igreja o silêncio seja mais forte que suas palavras.
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(*) Fonte: “Corrispondenza romana”, 21-6-2017. Matéria traduzida do original italiano por Hélio Dias Viana.

sábado, 17 de junho de 2017

ELEIÇÕES FRANCESAS: Os verdes vão para o mato

Eleições francesas: os verdes vão para o mato.
Escrito por Nelson Ribeiro Fragelli, 16/6/2017, na ABIM
As eleições presidenciais deste mês na França revelaram uma rejeição a dois engodos demagógicos: o socialista e o ecologista. O Partido Socialista Francês corre o risco de desaparecer. Perdeu mais de 260 deputados. E os verdes do Partido Ecologista não ficaram atrás nessa queda livre. Dos 459 candidatos, apenas um poderá ainda vir a ser eleito no segundo escrutínio das eleições parlamentares no dia 18 de junho. Os verdes se tingem sempre de vermelho, aliando-se aos socialistas ou aos comunistas. Desta vez a escolha de pigmentação foi má, pois os socialistas franceses obtiveram apenas 7,4% dos votos, e os comunistas 2,7%.

Já se foram os tempos em que a falácia do aquecimento global e do degelo nos polos encontrava crédulos ingênuos. Se há cinco anos o Partido Ecologista tinha 17 deputados e dois ministros nomeados pelo presidente Hollande, nas últimas eleições um desses ministros — a então presidente do Partido, Cécile Duflot, da pasta da Igualdade Territorial e da Habitação — ficou em terceiro lugar em sua circunscrição, longe do primeiro colocado, um jovem de apenas 28 anos. Antigos militantes ecologistas que deixaram o partido verde e se apresentaram como candidatos de outros grupos políticos de esquerda conseguiram eleger-se.

Os franceses sentem-se ameaçados: em sua coesão nacional, pela imigração desmesurada; em sua coesão familiar, pela educação escolar; em sua coesão econômica, pela administração confiscatória socialista. Paira no ar um grave sentimento de injustiça. Suas preocupações, portanto, vão bem além da preservação de insetos, da tosse dos pássaros ou da pretensa diminuição das florestas. E por isso não fizeram dos verdes seus representantes no Parlamento, deixando-os no mato.

POR QUE SERÁ QUE A GLOBO QUER DERRUBAR (DAR UM GOLPE) NO MICHEL TEMER

Em entrevista, o maior bandido da história do país (245 crimes confessados) diz que Michel Temer é chefe de uma organização criminosa. É mesmo? Então vamos pensar
Escrito por Reinaldo Azevedo no Blog do Reinaldo na RedeTV
Publicada: 17/06/2017 - 12:06

Não é pouca coisa. Desde 1º de abril de 1964, está no poder um governo que não conta com o apoio das, como posso chamar?, “Organizações Globo”. Ao contrário: elas atuam para derrubá-lo. E, para tanto, não medem esforços. Há procedimentos que até podem ser confundidos com jornalismo.

Estamos falando dos últimos 53 anos. Notem: o próprio Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente, um homem acostumado a ser independente, não se se sente à vontade para endossar institucionalmente o governo. Sabe que estaria na contramão de aliados históricos. Afinal, os Marinhos nunca lhe faltaram, e ele não pode lhes faltar numa hora como esta: os veículos da família apostaram tudo no sucesso da blitzkrieg. Era para Michel Temer cair em suma semana. Mas ele não caiu.

E agora?

E agora? Na semana em que a revista “IstoÉ” evidencia o clima de terror que vigora no Ministério Público Federal, eis que Joesley Bastista, anti-Macunaíma das Organizações Globo, o herói cheio de caráter — ele confessou apenas 245 crimes —, concede uma entrevista à revista “Época” que tem o claro objetivo de constranger o Supremo Tribunal Federal.

Esse monumento moral que é Joesley decide acusar o presidente Michel Temer de ser o “chefe da maior e mais perigosa organização criminosa” que há no país. Que coincidência! Será justamente essa a acusação a ser feita por Rodrigo Janot, procurador-geral da República. É desse princípio que partiu Edson Fachin, relator auto-outorgado do caso, para tomar suas decisões. Nos veículos da “Organização” — TVS (aberta e a cabo), rádios e jornais —, não há uma só crítica, nem a mais remota, às ações ilegais ou autoritárias que buscam depor Michel Temer. Ao contrário: editorial do jornal “O Globo” pregou a deposição.

“Que é isso, Reinaldo? Vai se comportar como a esquerda agora? Vai gritar palavras de ordem contra pessoas da Globo em aviões?”

Ah, não! A turma da emissora sabe que não sou esse tipo de vagabundo. Sabe que não me perco em pensamentos genéricos. Inclusive quando julguei necessário defender o grupo de ataques que considerei injustos.

Onde estão as evidências de ilegalidade? Pois não! Se seus donos e editores ainda não descobriram, eu digo.

– A gravação, EDITADA, da conversa com o presidente é uma prova ilícita, que fere o Inciso LVI do Artigo 5º da Constituição. Aceito, claro, um contra-argumento. Mas não me tragam “opiniões”. Cobro que evidenciem que a letra da Constituição foi suplantada por algum outro título legal;

– Edson Fachin nunca foi o relator natural do caso porque, obviamente, este nada tem a ver com o petrolão. Assim, violou-se o fundamento do juiz natural, triplamente assegurado na Constituição de 1988: Artigo 5º, incisos XXXVII (“Não haverá juízo ou tribunal de exceção”), LIII (“Ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente”) e LIV (“Ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”).

Essas são as duas agressões primitivas ao devido processo legal, das quais outras tantas decorreram, com o beneplácito dos veículos da “Organização”, que passaram a atuar como ordem unida. Não se leem, não se veem nem se ouvem em notícias nem no material opinioso:
– críticas aos critérios solipsistas que definem as prisões preventivas;
– críticas a métodos característicos de um Estado policial; ao contrário: os veículos passaram a atuar como colaboradores da agressão sistemática a direitos individuais;
– críticas aos métodos heterodoxos a que recorrem procuradores, inclusive o geral, para provocar alarido na opinião pública. Como definiu Nina Lemos, uma jornalista de esquerda, que não é da minha turma, Deltan Dallagnol, por exemplo, se comporta como uma “blogueira teen”, que decide dizer nas redes tudo o que lhe passa pela cabecinha confusa, ornada por duas faces rosadas. Ocorre que ele é coordenador da Força Tarefa da Lava Jato, que deveria colaborar para pôr o Brasil nos trilhos; em vez disso, parece haver um esforço deliberado para afundar o país.

A revista “Época”, do grupo, traz uma entrevista com Joesley. Com o devido respeito, juro!, aos profissionais envolvidos na operação, estamos diante de uma das coisas mais vergonhosas que já se fizeram no país sob a chancela de “jornalismo”.

Não! Não se trata de defender ou de atacar Michel Temer; de crer ou não crer nas sua honestidade pessoal, de apostar ou não na sobrevivência do seu governo. Trata-se de dar a palavra, sem contestação, a um bandido confesso, beneficiado — a exemplo de outros, mas com ainda mais licenças — por uma delação premiada espúria e por um acordo de leniência idem. Nos dois casos, os lesados são os brasileiros.

Já fiz a conta que as Organizações Globo não querem fazer: o 0,25 ponto percentual a menos na redução de juros custa, em 12 meses, algo em torno de R$ 6,5 bilhões. E a mais recente redução da Selic foi de 1%, não de 1,25%, por causa de Joesley e sua organização criminosa. O Boletim Focus já reduziu em 0,1 ponto percentual a expectativa de crescimento neste ano em razão dessa crise. Parece pouco? Estamos falando de R$ 6,3 bilhões. É o que custa cada 0,1 ponto percentual que deixarmos de crescer. O que está dado hoje: o grupo J&F pagará R$ 10,3 bilhões de multa ao longo de 20 anos, e o país já levou no lombo, até agora, um esperto de quase R$ 13 bilhões em um ano.

E Joesley comparece à revista “Época” como herói da resistência, apto a apontar Michel Temer como chefe da organização criminosa? Quem o faz é o sujeito que confessou 245 crimes e, como garantia da impunidade e da imunidade, só tinha de entregar o presidente da República. Deveria haver um limite para o ridículo. Mas parece que tal limite se perdeu de vista diante do horizonte golpista.

Empreitada irresponsável
O que levou as “Organizações” a adotar essa postura? Não sei. A esquerda fica fantasiando coisas: “Ah, é a publicidade”. Besteira! Uma empresa do grupo, a Seara, está entre os 20 maiores anunciantes do país, sim, mas em 16º lugar (dados de 2016). Será a Globo dando sequência a seu mea-culpa pelo apoio do patriarca, Roberto Marinho, ao golpe de 1964? Não sei. Houve, no caso, uma abjuração até exagerada. Seria curioso que os contemporâneos tentassem purgar, com o apoio a um novo golpe, a sua herança culpada em razão de um… golpe! Um amigo, um tanto indignado, recomenda: “Pesquise as apostas cambiais também das organizações, não só da J&F”. Se alguém tiver tempo para isso, que o faça. Eu não tenho.

Não sei as razões, mas sei o tamanho da irresponsabilidade da empreitada. Dar apoio objetivo a métodos ilegais de investigação; acatar como verdades absolutas, aptas a depor um governo, as palavras de um criminoso contumaz; apostar todas as fichas nessa deposição quando não se tem claro nem o rito que se seguiria para a ascensão de um presidente eleito pelo Congresso — acho que, a esta altura, a Globo já percebeu que Cármen Lúcia não tem fôlego —, bem, tudo isso é de uma irresponsabilidade gigantesca.

Virulência
A entrevista deste bandido à “Época” é só a expressão do agravamento de uma virulência que parece já ter vislumbrado a própria derrota. Atenção! Para todos os efeitos, o sr. Joesley está à disposição do Ministério Público Federal, que ainda pode denunciá-lo, e da Justiça. Uma entrevista com tal teor não seria concedida sem a prévia concordância de Rodrigo Janot, que está a dias de entregar a sua denúncia.

É um acinte à inteligência que Joesley, o grande amigo de Lula, seja a peça central de uma armação disposta a depor Michel Temer. O açougueiro de instituições, claro!, acusa também o petista, que teria profissionalizado a corrupção no Brasil. Faz parte dos chamados “saludos a la bandera”. Sem a admissão de um Lula também corrupto, a entrevista se limitaria apenas ao ridículo. Mas o alvo primeiro é Temer, como se nota. Em seguida, Aécio Neves. A ópera bufa de Janot prosperou até aqui.

E que se note: Joesley veio para enterrar a expressão “petrolão”. E também retirou do mercado político o PT como o responsável pelo maior escândalo da história do país. No lugar dessa narrativa, há outra, já vocalizada pela “blogueira teen” de faces rosadas: “o combate à corrupção”, assim, de modo genérico, sem atores, o que, obviamente, é uma prática que absolve o PT.

A entrevista de Joesley é uma das últimas cartadas para tentar depor o presidente. Os autores da patuscada já não sabem o que fazer. Contavam com o depoimento bombástico de Eduardo Cunha, que não veio. Não por acaso, Joesley diz o que qualquer pessoa que acompanha política sabe ser falso como nota de R$ 3: o ex-deputado seria um subordinado de Temer. É brincadeira!

Sem saída
A articulação golpista está sem saída. Eis o sentido dessa entrevista. É nesse contexto que entendo o estranho discurso de Fernando Henrique Cardoso, que decidiu apelar à generosidade de Temer, falando até em antecipação das eleições, em consonância, sim, com as Organizações. Não que FHC faça parte do golpe. Claro que não! Mas é fato que ele decidiu não atuar na resistência, daí o apelo àquela que seria uma saída, digamos, “democrática”. Nota: nem ao povo, numa democracia, é dado violar a Constituição. Imaginem eleições diretas agora… Lula não quer outra coisa.

E o ex-presidente deveria saber, ou fica sabendo agora, que a Constituição se pronuncia duas vezes sobre o caso: o Parágrafo 1º do Artigo 81 é afirmativo: “Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei.” E o Inciso II do Parágrafo 4º do Artigo 60, o das cláusulas pétreas, é proibitivo: “Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir (…) o voto direto, secreto, universal e periódico”. Esse “periódico” quer dizer que não se muda a data da eleição na vigência do período definido por lei. Se FHC se lembrar bem, a malfadada emenda da reeleição, que seu governo patrocinou, não mudou a periodicidade do voto.

Encerro
Como encerrar este texto? As Organizações Globo, em parceria com as esquerdas — que hostilizam seus profissionais, com a covardia costumeira —, decidiram depor o governo. E, como se vê, optaram pelo vale-tudo. Quem perde a noção dos limites institucionais acaba, fatalmente, apoiando o golpismo e a agressão a direitos e garantias individuais.

“Teoria conspiratória”? Que besteira. A dita-cuja se alimenta da ausência de fatos — é o caso dos ETs, que nunca aprecem em Nova York ou São Paulo —, e eu lido com uma pletora deles.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Sem que você perceba, a guerra cultural esquerdista está levando todos (em detrimento das mulheres, principalmente) ao tempo da brutal sexualidade pagã que escravizava mulheres e infelicitava homens

O retorno (planejado) à brutal sexualidade pagã
Escrito por Eric Metaxas e publicado no Mídia Sem Máscara, 13 de junho de 2017 - 13:52:38
Os progressistas sexuais alegam que estão a dar início a um “admirável mundo novo” repleto de liberdade, mas a sua “nova” moralidade é tão antiga como as montanhas.

Quantas vezes já ouviram os progressistas sexuais alegarem que aqueles de nós que defendem a moralidade sexual e o casamento tradicionais estão “do lado errado da história”? Mas como ressalva um livro recente, são os proponentes da revolução sexual que estão a abraçar uma moralidade sexual que a história deixou para trás há milênios – nas ruínas do Fórum Romano.

Sim, a civilização ocidental está a atravessar por uma mudança cultural dramática; no espaço de alguns anos, a nossa sociedade mudou de forma fundamental o entendimento do casamento, abraçou a noção de que os homens podem transformar-se em mulheres, e está agora a promover a ideia de que homens adultos podem-se sentir à vontade para partilhar instalações sanitárias com jovens mulheres. Sem surpresa alguma, estamos também a observar esforços rumo à normalização da poligamia, pedofilia e incesto.
É precisamente em tempos como estes que devemos de ter algum tipo de perspectiva histórica. E é precisamente por isso que o livro do pastor luterano Matthew Rueger com o título de “Sexual Morality in a Christless World,” é cronologicamente apropriado. Nele, Rueger mostra como a moralidade sexual cristã agitou o mundo pagão da Roma antiga. As noções do amor compassivo, da castidade sexual, e da fidelidade marital eram estranhos, e até chocantes para o povo dessa época.

Citando estudiosos atuais, Rueger detalha a visão sexual do mundo romano que durou centenas de anos. As mulheres e as crianças eram vistas como objetos sexuais; os escravos – homens e mulheres – poderiam esperar serem abusados sexualmente; a prostituição estava amplamente difundida; e o homossexualismo predatório era comum. A moralidade sexual cristã (que limita a atividade sexual para o casamento entre um homem e uma mulher com idade para gerar filhos e filhas, cuidar do lar e ensinar os mandamentos bíblicos à descendência) pode ter sido vista como repressiva para os licenciosos, mas ela era um dom de Deus para as vítimas.

Rueger escreve que: as alegações atuais de progressismo e avanços por via da aceitação de “visões sexuais dominantes em torno da sexualidade e do casamento [sic] homossexual” estão totalmente desinformadas… A visão contemporânea em torno da sexualidade nada mais é que um renascimento duma visão do mundo antiga e muito menos compassiva.

Mas ela é também o renascimento duma visão antiga e mais pobre do homem. Imaginem a reação duma escrava pagã romana que aprendia pela primeira vez que ela tinha valor – e não valor monetário como um bem para ser usado e descartado pelo dono – mas valor eterno visto que ela havia sido criada à imagem de Deus.

Ou imaginem a dor de consciência sentida por um marido romano infiel mal ele viesse a saber que Deus havia incarnado, tomado a forma dUm Homem, e que a maneira como ele cuidava do seu próprio corpo e do corpo dos outros era importante para Deus. Sem dúvida, que isto havia de ser importante.

Não podemos desviar o olhar e ignorar este renascimento profano da sexualidade pagã e da sua visão humilhante do ser humano. Mas também não podemos agitar as mãos temerosamente, ou desistir derrotados. Tal como Rueger salienta, Cristo e a Sua Igreja transformaram de maneira radical uma sexualidade mais cruel e mais caótica que a nossa.

Olhem para os crentes antigos que vieram antes de nós: Em vez de sucumbirem ou se acomodarem ao espírito da época, os novos convertidos da Igreja primitiva vieram a entender, tal como escreve Rueger, que

“a moralidade cristã fundamentava-se na pureza abrangente de Cristo e no amor auto-esvaziante… Os cristãos já não poderiam viver como os gregos ou como os romanos. A sua visão do mundo e a visão que eles tinham deles mesmos eram totalmente distintas. Eles agora eram um com Cristo, de coração e alma.”

Agora, escreve Rueger, a sua natureza distinta “não iria poupá-los do sofrimento, mas, sim convidar o sofrimento”. É totalmente claro que o mesmo se aplica a nós cristãos nos dias de hoje. Será que iremos dobrar os nossos joelhos a esta renascida sexualidade pagã, ou será que iremos disponibilizar a liberdade e o plano de Deus para a sexualidade humana para um mundo que desesperadamente necessita dele?

Comentário do editor do blog ‘O Marxismo Cultural’:
Claro que o renascimento desta moralidade sexual pagã não é algo “orgânico” ou consequência natural dos eventos, mas sim ato consciente e planejado levado a cabo pela elite como forma de desorganizar e fragilizar as nações ocidentais. Depois de fragilizadas, e totalmente submissas (devido à sua aderência a escolhas sexuais inferiores e auto-destrutivas), a elite poderá “reinar” sobre elas como bem entender, sem se preocupar numa revolta popular por parte de quem se encontra focado no número de parceiros e parceiras sexuais é que já teve e pode vir a ter.

Por incrível que pareça, os limites que a civilização cristã colocou no comportamento sexual (colocando de lado a sexualidade pagã), resultaram em liberdade, enquanto que os comportamentos sexuais que a civilização pós-cristã está a promover sob a bandeira da “liberdade sexual”, irão ter como consequência a perda da liberdade.

“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” – João 8:34-36

Publicado originalmente em CNS News – http://www.cnsnews.com

Tradução e divulgação: O Marxismo Cultural