terça-feira, 12 de junho de 2018

Ditadura chinesa já implantou o "Big Brother". O estado grande irmão chinês já pune todos aqueles que se manifestam contrários à alguma corrupção dos dirigentes chineses.

Escrito por Luis Dufaur* e publicado em 12/06/2018, às 05:30,  no blog Pesadelo Chinês

A rama financeira de Alibaba, o maior conglomerado de comércio eletrônico do planeta, aliás chinês, já passou a incluir em seu sistema o 'Zhima Credit'.

Esse apresenta no smartphone um inexplicado número de três cifras, entre 350 e 950.

O jornalista de “La Nación” de Buenos Aires constatou que seu número era 654, uma qualificação considerada 'excelente'.

Muito poucos sabem o que significa. Trata-se da entrada no sistema de pontuação social aplicado por Alibaba, para julgar seus clientes.

Oficialmente é uma nota à conduta dos usuários e um indicador da confiança que merecem.

O algoritmo que fixa a qualificação é extremamente opaco, e considera o que compram, a quem, multas e conduta face aos créditos bancários.

Os usuários melhor cotados podem usar sala VIP em aeroportos, alugar sem fazer depósitos de garantia ou receber empréstimos em condições mais favorecidas.

Uma das principais locadoras de bicicletas de China, Mobike, vai usar a pontuação para penalizar os usuários de baixa nota: terão que pagar o dobro.

E os qualificados como 'deficiente' terão que pagar até cem vezes mais.

O preço fica inacessível e não terão bicicleta.

Deixar a bicicleta em local improprio ou danifica-la, violar regras do trânsito, implicará queda na qualificação.

Mas isso não é um sistema empresarial: se trata das primeiras penetrações do “crédito social” que o governo comunista aprovou em 2014 e que está introduzindo paulatinamente.

Em seu bojo contém o mais orwelliano sistema de repressão política.

Essa começa dissimulada sob rótulos como 'credibilidade jurídica'; 'honestidade comercial', 'integridade social' ou ter manifestado nas redes sociais ideias que desagradam ao regime.

Até a pontuação dos amigos afetará aos cidadãos que lhe são próximos.

O sistema, ainda não inteiramente implantado, parece de ciência ficção.

Em março, a Comissão Nacional para Reforma e Desenvolvimento anunciou que os faltosos na administração serão punidos com a proibição de viajar em avião e em trem de alta velocidade.

Aqueles que tenham pendências na Justiça ou dívidas importantes serão atingidos. O veto durará um ano e será emendável.

Em 2017, 6,15 milhões de pessoas foram excluídas desses transportes públicos.

A jovem Pang [nome fictício por segurança] conta: “fiquei sabendo que não poderia voar quando tentei comprar uma passagem pela internet. Apareceu uma página dizendo que estava na lista negra e que teria que procurar um transporte alternativo”, disse a “El País” de Madri.

Sua única alternativa era um trem que demora mais de 14 horas.

O mais grave é o modo como se cria a lista negra. O pai de Pang não pode pagar um crédito no banco, então a filha foi castigada, malgrado ela tenha obtido um refinanciamento do próprio banco.

A lista negra se irá sofisticando na medida em que se digitalizem ou integrem os diferentes bancos de dados pessoais já existentes.

Segundo o governo, o propósito é “restringir os movimentos e operações daqueles que não são confiáveis”.

As pessoas julgadas “incômodas” pelo regime terão cerceadas suas liberdades mais básicas, segundo denunciou Human Rights Watch.

Não há mecanismo de defesa para os “desqualificados” como Pang.

O Grande Irmão chinês está cada vez mais onipresente e onipotente, conclui “El País”.

O modelo é exportável como a tecnologia chinesa.

E uma nova raça de párias se espalhará pela Terra selecionada e condenada por computadores manipulados pelo Partido Comunista sob o rótulo de “crédito social”.


Alguém poderá dizer que qualquer parecido com o 666 do Apocalipse não é mera coincidência:

“16. (...) conseguiu que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, tivessem um sinal na mão direita e na fronte,

17. e que ninguém pudesse comprar ou vender, se não fosse marcado com o nome da Fera, ou o número do seu nome” (Apocalipse, 13, 16-17).

*Luis Dufaur é escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs.

domingo, 3 de junho de 2018

"AQUECIMENTO GLOBAL": A maior "fake news" da história.

Escrito por Luís Dufaur* e publicado no blog "Verde: a cor nova do comunismo", 03/06/2018.

Timothy Ball, prof. emérito da Universidade de Winnipeg, Canadá:
“Aquecimento global” é a maior “fake news” da História

O aquecimento global antropogênico é a maior, mais espalhada e mais persistente ‘fake news’ veiculada até o presente, observou o Dr. Timothy ‘Tim’ Ball, professor emérito no Departamento de Geografia da Universidade de Winnipeg, Canadá, autor de diversos livros sobre as questões climatológicas em artigo para o especializado blog “Watts up with that”

Em parte essa enganação persiste porque os apelidados “céticos” – cientistas objetivos que recusam a “fake news” – não explicam o problema do aquecimento global em termos acessíveis para as pessoas simples.

Segundo o prof. Ball as pessoas numa maioria de 85% acham arcanos os bons argumentos contra a enganação.

Por outro lado, a dificuldade reside na falta de dados sobre os problemas climatológicos polêmicos. 

Segundo Ball há diálogos nos contos de Sir Arthur Conan Doyle sobre sua figura Sherlock Holmes que ajudam a entender os problemas didáticos.

“É erro capital teorizar antes de termos dados, explicava Sherlock Holmes. Porque insensivelmente a gente começa a escorregar nos dados para se afundar em teorias, quando são as teorias que devem vir atrás dos dados”.

Hoje se foge dos dados entrando no mundo de ficção dos “modelos computacionais” do clima: números dentro de um computador. Espanta ver quantas pessoas acreditam em hipóteses sobre o aquecimento global sem saber nada da realidade.

Numa outra história de Sherlock Holmes, Gregory, detetive de Scotland Yard, pergunta se houve algo digno de atenção:

E Sherlock Holmes responde: “o curioso incidente do cachorro no meio da noite”.

Gregory: “Mas o cachorro não fez nada na noite”.

Holmes: “Nisso consistiu o curioso incidente”.
“Não há aquecimento global” eis a curiosa ocorrência!
O IPCC e os profetas do aquecimento global raciocinam de modo análogo: não houve nada, logo houve algo espantoso: o aquecimento global!

Pencas de variáveis da realidade são menosprezadas, ignoradas, mínima ou nulamente mensuradas.

Os “modelos” aquecimentistas estão cheios de dados criados pelos próprios “modelos” depois atribuídos ao mundo real. O resultado é de virar a cabeça.

Isso dá na mais fantasiosa especulação e envia sinais dos mais confusos. 

Os que clamam pela diminuição da camada de gelo no Ártico são incapazes de dizer em que medida se contrai por causa do aquecimento gerado pelos humanos.

E não podem fazê-lo porque simplesmente inexistem dados seguros a respeito.

O mesmo acontece com o vapor de água na atmosfera: é o menos medido, o menos entendido e, entretanto, é o mais decisivo para calcular o aquecimento global atribuível aos homens.

O IPCC pura e simplesmente o ignorou para atingir o objetivo obsessivo de demonizar o CO2. 

O artifício foi tão científico como eliminar o Sol dos cálculos do clima porque, como disse o Rei Canuto da fábula, há coisas que nenhum chefe pode controlar.

Entre os anos 1940 e 1980, os profetas do aquecimento global estrebuchavam porque o mundo estava esfriando por culpa do aumento das emissões humanas de sulfatos. 

De onde tiraram isso? Simplesmente eles acrescentaram sulfatos em seus modelos matemáticos até dar em esfriamento. 

O problema foi que após 1980 começou a esquentar malgrado não mudassem esses níveis de sulfatos.

Mais complicado é com os gases estufa. Desses gases lançados na atmosfera pelo homem 95% está constituído de vapor de água.

O IPCC não o considerou porque constituía uma quantia pequena demais quando comparada com a evaporação dos oceanos. Além do mais não havia como medi-la.


Conter (ou causar) o aquecimento global (se existe) é tão impossível como o rei Canuto da lenda conter as ondas do mar.
A Water Science Schooldo United States Geological Survey (USGS)calcula que, em qualquer caso, há no ar algo como 12.900 quilômetros cúbicos (km3) de água.

Isso é algo por volta do 0,001% do total do volume da água no planeta Terra, que chega a 1.385.000.000 km3.

Se toda a água que há no ar chovesse simultaneamente, cobriria todo o globo com 2,5 centímetros de líquido.

O IPCC não podia acusar o vapor de água de fator de aquecimento.

Com o CO2 foi diferente porque – Maktub! – estava escrito! O culpado tinha que ser o CO2. 

A “solução” foi dizer que o aumento de CO2 aumenta a temperatura global, a qual pela sua vez acresce a evaporação, que por sua vez desencadeia um circuito fechado que acaba inundando a Terra e nos cozinhando a todos. 

Assim se podia acusar o CO2 para além de seus efeitos reais.

O argumento impressiona no mundo da teoria, mas não tem base na evidência experimental.

Não há dados empíricos que justifiquem essa construção mental. Os únicos dados alegados pelos aquecimentistas estão nos “modelos computacionais” de seus centros de pesquisa, laptops ou smartphones.

O resultado é que o “modelo” aquecimentista não contém dados providos de significado ou pelo menos boas especulações.

Sherlock Homes saberia explicar por que esses teorizadores e seus modelos não funcionam. 

É porque eles estão teorizando enquanto olham para o teto furado de uma tenda e acham que estão contemplando estrelas.
*Luis Dufaur: Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs

domingo, 27 de maio de 2018

GREVE DOS CAMINHONEIROS - Emílio Dalcóquio é um empresário bem informado. Sabe de onde vem o mal do sistema político brasileiro

EMPRESÁRIO EMÍLIO DALÇOQUIO APOIA GREVE DOS CAMINHONEIROS E DETONA PROFESSORES DA UNIVALI ACUSANDO-OS DE DOUTRINAR ALUNOS COM BASE EM TEORIAS COMUNISTAS.
Escrito por Aluizio Amorim e publicado em 4/5/2018 no Blog do Aluizio Amorim
Neste vídeo o youtuber Ludiley Aguilar entrevista o empresário Emílio Dalçoquio, cuja empresa está sediada na cidade portuária de Itajaí, em Santa Catarina.

Dalçoquio que começou a vida trabalhando como caminhoneiro solta o verbo desferindo críticas ao professores da Univali - Universidade do Vale do Itajaí, acusando-os de fomentar o comunismo no âmbito universitário doutrinando os alunos com base em teorias marxistas.

Vale a pena ver este vídeo.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

A cultura brasileira é muito rica de religiosidade herdada de Portugal

Expressões autênticas da religiosidade popular
Escrito por Carlos Sodré Lanna e publicado no site da ABIM em 16 de Maio de 2018.
Celebração da festa do Divino Espírito Santo em Florianópolis (SC), remonta às origens de nossa História. Na sala denominada Império do Divino, senta-se em tronos o Rei e a Rainha após o cortejo pelas ruas da cidade.

Em todas as regiões brasileiras, mesmo nos mais remotos rincões, são realizadas anualmente festas religiosas fixas e móveis, nas quais, não raro, de forma até pitoresca, se manifesta a alma católica da Nação.

Certos pormenores desses festejos refletem costumes tradicionais de festividades análogas da Europa, sobretudo realizadas em nossa mãe-pátria, Portugal.

domingo, 13 de maio de 2018

OS NAZISTAS ERAM AMBIENTALISTAS RADICAIS: Ou: As raízes anti-humanas do movimento ambientalista (2)

Escrito por Luis Dufaur* às 05:30, domingo, 13 de maio de 2018, no Blog Verde: A cor nova do comunismo
Os nazistas foram pioneiros
Sempre soubemos que, em termos econômicos, os nazistas eram esquerdistas (Nazi vem de Nationalsozialismus ou Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães), mas hoje - graças aos estudos de Robert N. Proctor, que os compilou em seu livro Racial Hygiene: Medicine Under the Nazis (Higiene Racial: a Medicina dos Nazistas) - sabemos que eles eram fanáticos por saúde, maníacos por exercícios físicos, ecologistas radicais, entusiastas de comidas orgânicas e defensores ferrenhos dos direitos dos animais, além de nutrirem profundo menosprezo por álcool e tabaco.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

AS RAÍZES ANTI-HUMANAS DO MOVIMENTO AMBIENTALISTA(1)

Escrito por Luis Dufaur* e publicado no Blog Verde: A cor nova do comunismo

Lew Rockwell

Lew Rockwell, presidente do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, e editor do website LewRockwell.com, autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State, escreveu relevante matéria sobre a substância do movimento ambientalista.

No momento em que as grandes tubas da publicidade, mais ou menos eivadas de esquerdismo, rememoram até com saudades a explosão anárquica de Maio de 68, ou da Sorbonne, em Paris, o artigo volta à tona.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Se o estado assume o papel de Deus ou se não há valorização da família, então os representantes estatais arrancam os olhos dos vossos filhos para fazer comércio.

Escrito por Luis Dufaur*. Posted: 01 May 2018 01:30 AM PDT no Blog Pesadelo Chinês

Protesto no mundo livre contra o comércio chinês de órgãos humanos.


A Pontifícia Academia das Ciências Sociais, cujo chanceler é Mons. Marcelo Sánchez Sorondo, bispo muito próximo do Papa Francisco, voltou a albergar um encontro com a China sobre o tráfico de órgãos humanos. 

A China é o maior e mais desumano fornecedor de órgãos humanos “frescos”. Esses são extraídos de dissidentes, presos ou simples cidadãos “caçados” a dedo em locais públicos para atender uma encomenda da elite do Partido Comunista ou de estrangeiros muito ricos.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Como construir a felicidade da família. Ou: 14 filhos, todos varões, todos bem-vindos

14 filhos, todos varões, todos bem-vindos
Escrito por Plinio Maria Solimeo e publicado na ABIM em 2 de Maio de 2018.
Neste mundo tão egoísta, no qual só se pensa em gozar a vida, os filhos são vistos quase sempre como empecilhos. Por isso deve-se tê-los no menor número possível, ou nenhum, para evitar preocupação.

Por isso é edificante ver uma família que aceita como dom de Deus todos os filhos — já vieram 14 e, surpreendentemente, todos varões.

terça-feira, 17 de abril de 2018

A ditadura chinesa e a repressão aos fiéis católicos chineses facilitada pela administração do Papa Francisco.

O drama dos católicos fiéis: “O Vaticano está vendendo a Igreja Católica na China”
Escrito por Luis Dufaur e publicado em 17/4/2018 na ABIM

O acordo entre a Santa Sé e Pequim é o modelo do novo relacionamento do Vaticano com governos de esquerda no mundo inteiro: Rússia, Ucrânia, América Latina, entre outros.

Em outubro de 2017, diplomatas vaticanos tentaram convencer bispos instituídos canonicamente pela Santa Sé a entregarem suas dioceses a bispos ilegítimos, submissos ao Partido Comunista Chinês. Dom Pedro Zhuang Jianjian, de Shantou (Guangdong), foi convidado por carta a entregar sua diocese a um bispo excomungado. Mas se recusou, declarando: “Aceito levar a cruz por desobedecer”.

Em dezembro, Dom Zhuang foi retirado da sua diocese no sul do país e escoltado até Pequim, limitando-se a polícia a informar que “um prelado estrangeiro” o aguardava. Ficou “sob controle” — leia-se: preso. Apesar de sua idade avançada (88 anos), sua debilidade física e intenso frio em Pequim, foi-lhe negada assistência de um médico ou de um sacerdote.

Conduzido à sede da Associação Patriótica e do fictício Conselho dos Bispos da China — uma espécie de CNBB instituída pelo regime comunista —, Dom Zhuang foi interrogado pelos bispos ilegítimos Ma Yinglin, Shen Bin e Guo Jincai, presidente, vice-presidente e secretário-geral dessa “CNBB chinesa”. Foi também levado perante três representantes da Administração Estatal de Assuntos Religiosos.

Não obtendo os resultados visados, os agentes o conduziram até onde se encontravam o “bispo estrangeiro” e três sacerdotes do Vaticano. O “bispo estrangeiro” era Mons. Claudio Maria Celli, encarregado pela diplomacia vaticana das negociações com o Partido Comunista. Explicou que a Santa Sé deseja um acordo com o governo marxista, mediante a entrega de dioceses aos designados por Pequim, e pediu que Dom Zhuang entregasse sua Sé episcopal ao bispo ilegítimo José Huang Bingzhang, deputado no Parlamento (Assembleia Nacional do Povo). Dom Zhuang manteve sua recusa. Todas estas informações são de AsiaNews em 22-1-18.
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Na foto abaixo: Dom Lucas Li Jingfeng, Bispo de Fengxiang (Shaanxi), faleceu com 95 anos, após sofrer uma vida de perseguições
Uma carta ao Papa Francisco
Enquanto Dom Zhuang era chantageado em Pequim, a delegação vaticana se deslocava até Fujian, no sul do país, para tentar convencer o legítimo bispo diocesano de Mindong, Dom José Guo Xijin, a permitir que sua diocese fosse ocupada por Vicente Zhan Silu, bispo ilegítimo a serviço do regime comunista. Dom José Guo havia passado quase um mês encarcerado antes da Semana Santa de 2017, tendo os agentes do governo feito de tudo para que ele assinasse um documento aceitando “voluntariamente” a imoral proposta.

Após a mencionada tentativa de outubro, o Cardeal Zen, arcebispo emérito de Hong Kong e figura de maior destaque do episcopado chinês, fez chegar a Dom Sávio Hon Taifai, responsável na Cúria Romana dos assuntos chineses, um relatório sobre os brutais fatos. Dom Sávio levou o caso ao Papa Francisco, que prometeu estudar o assunto. O próprio cardeal, em carta publicada por AsiaNews (29-1-18), descreveu as violências que sofrera.

Ficava assim a impressão de que a investida tenderia a arrefecer, mas em dezembro ocorreu a nova pressão policialesca que relatamos acima. Dom Zhuang, em lágrimas, pediu ao Cardeal Zen que levasse ao Papa um relatório, na esperança de que ele interviesse. O cardeal aceitou a incumbência, apesar de recear que o Pontífice pudesse não querer receber a correspondência do prelado resistente.

Doente e debilitado, o cardeal Zen, de 85 anos, viajou de Hong Kong a Roma para chegar na hora da audiência geral do Papa, no dia 10 de janeiro. Ingressou inesperadamente durante a cerimônia, ocupando o lugar reservado aos cardeais. Num momento dramático, pôs a carta nas mãos do Santo Padre, acrescentando que viajara só para isso, e esperava que o Pontífice consentisse em ler a carta.

Rezar em locais não autorizados pelo governo comunista passou a ser crime
O Vaticano não quer um novo “caso Mindszenty”
O cardeal ficou surpreso quando, no mesmo dia, o Papa Francisco mandou chamá-lo para uma audiência privada. Informou que havia lido a carta, e se explicou: “Eu falei para eles [seus colaboradores na Santa Sé] que não criem outro caso Mindszenty!”. O próprio cardeal divulgou esses fatos na citada carta de 29 de janeiro, e concluiu: “Ou se rende ou se aceita a perseguição. Pode-se imaginar um acordo entre São José e o Rei Herodes?”. Perguntado se “acredita que o Vaticano está vendendo a Igreja Católica na China”, respondeu: “Sim, absolutamente”. Segundo o jornal britânico “The Tablet” de 30-1-18, a sala de imprensa da Santa Sé reagiu de modo fora do comum e contradisse as palavras do Cardeal Zen.

Yi-Zheng Lian, professor na Universidade Yamanashi Gakuin, de Kofu (Japão), escreveu no “The New York Times” (8-2-18) que a política do Papa Francisco ante um governo ateu e comunista “não é inteiramente transparente”. Para o “The Wall Street Journal” (2-2-18), a imagem do Pontífice como “defensor dos oprimidos” está ficando sem sentido, e acrescenta que ele não ajuda os ucranianos invadidos pela Rússia, dá as costas aos católicos chineses perseguidos e se alia aos seus algozes. Um grupo de intelectuais católicos influentes de Hong Kong lançou uma petição internacional, visando impedir o iníquo acordo entre a Santa Sé e Pequim (Hong Kong Free Press, 15-2-18).

Simultaneamente, Dom Marcelo Sánchez Sorondo, chanceler das Pontifícias Academias de Ciências e Ciências Sociais, voltou da China afirmando que “os chineses são os que melhor aplicam a doutrina social da Igreja”. O Dr. Samuel Gregg, professor de filosofia política e diretor de pesquisas do Acton Institute, comparou a atual diplomacia do Vaticano com a moda dos anos 20 e 30. E acentuou que nessa época intelectuais progressistas e esquerdistas voltavam de viagem à URSS comemorando com elogios a “primeira grande experiência do comunismo”, enquanto a realidade era bem outra, com muitos milhões morrendo de fome. O escritor comentou as longas declarações de Dom Sánchez Sorondo (argentino muito próximo do Papa) como um sinal de que “a irrealidade e a incoerência reinam no Vaticano” (Law & Liberty, 8-2-18).
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Abaixo, fotos da Igreja Católica de Xinjiang, antes e depois de ser profanada por agentes do regime comunista

Uma nova Revolução Cultural
Em publicação no “The Catholic Herald” (31-8-17), o Pe. Alexander Lucie-Smith, doutor em moral e teologia, perguntou: “Como é possível que o Vaticano negocie com a China, que continua demolindo as igrejas?”. A destruição sacrílega mais recente foi documentada em Yining, diocese de Urumqi, no noroeste do país. Cruzes, estátuas, torres dos sinos, relevos religiosos, cruzes do cemitério e do interior do templo, incluindo a Via Sacra — tudo isso foi destruído. Análogos atentados foram perpetrados contra as igrejas de Manas e Hutubi, na mesma diocese, segundo noticiou UCANews (1-3-18). Em Yining tudo foi destruído enquanto as delegações chinesa e vaticana preparavam um “histórico acordo” para a nomeação dos bispos católicos pelo regime anticristão.

As profanações obedecem ao projeto do ditador Xi Jinping de “achinesar” a Igreja, submetendo-a às políticas do Partido Comunista, e ele o deixou bem claro no XIX Congresso do PC, em outubro de 2017: “A cultura […] deve ser aproveitada para a causa do socialismo, de acordo com a orientação do marxismo”. Acrescentou que a religião deve ter por isso uma “orientação chinesa” e se adaptar à sociedade socialista guiada pelo partido (“The Washington Post”, 18-10-17). O ditador definiu “achinesar” como a obrigatoriedade de “aderir e desenvolver as teorias religiosas, mas com características chinesas”. Um comentário se tem generalizado, enquanto se multiplicam esses episódios de perseguição religiosa: “É uma nova Revolução Cultural”, batizada agora de “achinesar”.

Perseguição religiosa e Igreja clandestina
Essa posição anticatólica de Xi Jinping deve ser avaliada não apenas como uma série de violências de caráter transitório, pois ele acaba de reformar a Constituição comunista, proclamando-se ditador sem prazo de mandato. Estaríamos assim diante de uma nova revolução cultural, cujas características não podem diferir muito do verdadeiro genocídio praticado por Mao Tsé-Tung. No campo religioso, tal revolução implicaria:
Aplicar o princípio da “independência”, significando ruptura com a Santa Sé;
Adaptar a religião à sociedade socialista, transformando-a numa força de propulsão comunista;
Resistir às “infiltrações religiosas do exterior”, banindo os símbolos religiosos, os missionários e as Ordens religiosas vindos de fora.

Assim sendo, já se podem ver com antecipação exemplos do que acontecerá aos católicos chineses, com a nova orientação comunista:
O Cruzeiro, símbolo da Redenção, é qualificado agora como “infiltração religiosa proveniente do exterior”, e foi arrancado com satânico impulso na igreja de Yining;
O princípio de “independência” proíbe rezar, inclusive no interior dos lares. Se a polícia encontrar duas pessoas rezando juntas em sua casa, vai prendê-las e obrigá-las a passar por uma “reeducação”, que implica reclusão num campo de concentração.
Hoje só está permitido o culto nas igrejas registradas na burocracia marxista, e nos horários fixados pelo governo. Um ato piedoso em outro lugar é tido como feito em “local ilegal” e sujeito a prisão, multas, e até expropriação do prédio.
Nas residências particulares, toda conversa religiosa ou oração ficou proibida.
Na porta das igrejas deve ser legível a proibição do ingresso aos “menores de 18 anos”. Crianças e jovens não podem participar nos ritos, receber catequese, instrução religiosa nem preparação para os sacramentos, explicou o Pe. Bernardo Cervellera, diretor da agência AsiaNews (2-3-18), do Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras.

Diplomacia vaticana favorecendo os carrascos
O Partido Comunista ficou como “guia ativo” das religiões. Sob a inspiração suprema de Xi Jinping, dependerá do PC a vida ou morte de qualquer entidade religiosa cristã, para o que não lhe faltará o apoio dos seus amigos do Vaticano, sempre tendentes à concessão. O controle ditatorial e asfixiante está sendo exercido através do medo. No passado recente, os católicos chineses já haviam enfrentado esse medo assassino e o venceram, mas desta vez a diplomacia vaticana se põe do lado dos carrascos.

Há uma renascença religiosa na China. Mais de 80% da população tem religião, e pelo menos uma quinta parte dos membros do Partido Comunista pratica alguma delas em segredo. Incapaz de convencer o povo com as ideias comunistas, o regime recorre a medidas de força. Mas, sendo essas insuficientes, apela para eclesiásticos ligados de um modo ou de outro à “Teologia da Libertação”. Disse um fiel de Urumqi à AsiaNews: “Estou muito triste pelo fato de o Vaticano se rebaixar ao fazer pactos com este governo. Agindo desse modo, ele se converte em cúmplice de quem quer a nossa aniquilação”.
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Fonte: Revista Catolicismo, Nº 808, abril/2018.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

IDEOLOGIA. OU: O CONSERVADOR VERDADEIRO NÃO TEM IDEOLOGIA

O conservador considera que recebeu corpo e vida de Deus que o criou uma única vez na matriz que começou com Adão e Eva. Não houve evolução desde a única vez que ocorreu a criação divina do ser humano. 

Sendo assim, todos são iguais por terem a mesma natureza imutável. Então não há razão para que se aceitem sistemas ideológicos que se propõem a mudar o ser humano como é o caso dos sistemas que se opõem ao conservadorismo.

O conservador considera que o ser humano nasceu capitalista e a sociedade é capitalista por que assim é o ser humano. O capitalismo não passa de uma descrição de como todo ser humano se comporta. Não existe homem socialista por que isso é incompatível com a descrição da natureza humana.

Mas quem foi que inventou essa história de que o capitalismo e o conservadorismo são ideologias? Foi Marx e todos os socialistas que não conseguem ver o mundo sem que seja pela viseira da ideologia comunista. Se eles têm ideologia então os outros também têm! É o que pensam. 

A história humana sempre foi a descrição dos humanos que agiram conforme seus instintos, mas teve um marco que ficará para sempre: A vinda de Jesus Cristo que mostrou a todos a igualdade da natureza humana e a necessidade de servir a Deus.

Isto é, o conservador tem história. Toda história humana prova a verdade cristã e prova o comportamento capitalista e conservador do ser humano.

Mas o marxista não tem história, haja vista que o manifesto comunista foi publicado em 1848 e o livro “O Capital” foi publicado em 1865 e todo o passado foi reinventado conforme a viseira marxista.

No entanto, aqueles que não aceitam a verdade dizem que Cristianismo é uma ideologia. Será? Se você está convencido que cristianismo é uma ideologia então você terá que se convencer que carrega os seguintes conceitos: 

1- A verdade é relativa.Mas se a verdade existe então ela é uma só para sempre.

2- Cristo ou Deus não é a verdade. - Isto é, você acha que Deus não existe.

3- Que o homem nasceu a partir do big-bang. Primeiro foi o big-bang e depois, por uma série de acasos fortuitos, houve o aparecimento do ser humano. - Você precisa ter mais fé que o cristão por acreditar nisso.

4- Não há igualdade de natureza humana por que todos foram criados de maneira diferente. - O conservador tem certeza que a natureza humana é igual, mas imperfeita.

5- E, por último, se você acredita que a verdade cristã é uma ideologia, que o conservadorismo é uma ideologia e que o capitalismo é uma ideologia, então você é um comunista e tudo a sua volta deve ser entendido conforme a viseira marxista. 

O conservador é negação da ideologia. Ele não acredita em big-bang. Por isso, conclui-se que o conservador está firmemente convencido que Deus criou o ser humano e que o criou de natureza igualitária, capitalista e conservadora. 

Isto é, o conservador não tem ideologia por que não foi inventado por um ser humano qualquer, mas o socialista, o comunista, o liberalista, o marxista e outros não conservadores consideram que há ideologia no conservador por que não conseguem livrar-se da viseira ideológica marxista.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

SITUAÇÃO MILITAR E CONTROLE DAS FRONTEIRAS BRASILEIRAS

Os traficantes de drogas, os membros de máfias e os terroristas entram livremente no Brasil. Se por acaso forem contidos nos portos e aeroportos, então podem entrar livremente pela fronteira terrestre por que as forças armadas brasileiras falham por falta de recursos e de pessoal na fiscalização de 16.145km da fronteira terrestre nacional.

Os governos comunistas do PSDB e do PT não fizeram nada para proteger as fronteiras. Aliás, fizeram o contrário. Ao invés de aumentar os efetivos dando emprego e profissão aos jovens, preferiram diminuir os efetivos militares.

Isto é, havia uma população de 149,4 milhões em 1990 e um efetivo ativo de 296.334 soldados e oficiais. Em 2016, de uma população de 207,7 milhões havia um efetivo ativo de 228.751 soldados e oficiais. Quer dizer, o Brasil que em 2016 deveria ter um efetivo militar 80% superior ao de 1990 (aproximadamente 540.000) tem um efetivo 45% inferior (menos da metade).

Os dados de 1990 foram retirados da Lei 7.150 de 17 de julho de 1990 e os dados de 2016 foram retirados de exposição do Ministro da Defesa Raul Jungmann (Ex-PCB e atual PPS) em 25/11/2016. Na exposição, o Ministro da Defesa estava junto com o Ministro Aloyzio Nunes (ex-motorista do terrorista Marighella (PSDB)). Vejam quem está controlando os militares!

O Governo Temer, por sua vez, aprovou essa nova Lei de Imigração (Lei 13.445/2017) que escancarou as portas de entrada do pior tipo de migrante, bem como reduziu a metade o efetivo de policiamento das fronteiras terrestres. Além disso, os oficiais reclamam do progressivo e quase total sucateamento dos equipamentos militares.

Outro fato é o número de recrutas incorporados a cada ano ao serviço militar obrigatório. Em 2002, aproximadamente 70 mil jovens de 18 anos eram recrutados para o serviço militar, mas em 2018, o número máximo de recrutas foi fixado em 32.000. Esse número máximo não será atingido por contingenciamento financeiro. O policiamento de fronteira também terá os efetivos reduzidos de aproximadamente 24.000 para 11.000 em 2018.

Quer dizer, os governos comunistas de FHC e seguintes até o atual querem destruir a economia, destruir as forças armadas nacionais e eliminar fronteiras. Isso é exatamente um dos propósitos do Governo Mundial comunista que está em estágio adiantado de implantação no Brasil.

O Partido Conservador pretende aumentar vinte vezes o efetivo das forças armadas. Isso empregará grande maioria dos jovens em idade do serviço militar. Aumentará também em vinte vezes a segurança das fronteiras do Brasil.

Os recursos financeiros necessários a isso viriam do fechamento dos ministérios cabide de empregos como os Ministérios da Cultura, Esporte, Meio Ambiente, Reforma Agrária, Funai e muitos outros dentre os mais de trinta que existem atualmente.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Opinião do Presidente do PACO sobre parlamentarismo e monarquia: GOVERNOS BONS NÃO FAZEM, MAS DEIXAM O POVO FAZER.

Escrevi o livro denominado “Proposta de Constituição de um Novo País Chamado Brasil”. O sistema eleitoral proposto é o de eleição do Presidente por dois anos, sem reeleição, por intermédio do voto dos parlamentares do Congresso Nacional que votariam em um candidato surgido entre os parlamentares.

Sou monarquista e parlamentarista. Considero que o período governado pelo Monarca Dom Pedro II foi o melhor da história do Brasil tanto em liberdade política quanto em liberdade econômica. 

O Brasil era a quarta economia do mundo, bem como era uma potência militar. Basta analisar a Guerra do Paraguai para se concluir sobre o poderio militar brasileiro à época.

A república, que foi um golpe, acabou com a liberdade política, acabou com a liberdade econômica, desestruturou a economia brasileira que hoje está lá pela décima do mundo e, em termos militares, parece que até a Venezuela pode invadir o país e prevalecer militarmente.

Apesar de ser parlamentarista, vejo alguns defeitos no sistema. Por exemplo, a Senhora Ângela Merkel governa a Alemanha desde 2005. Há quatorze anos que aquela comunista, abortista e simpatizante da invasão islâmica governa a Alemanha. Aquilo é uma ditadura travestida de parlamentarismo.

Assim também já ocorreu na França que teve o comunista François Miterrand dirigindo o país por quatorze anos, já ocorreu na Espanha com o socialista Felipe Gonzales, na Inglaterra com o trabalhista (que é socialista) Tony Blair ou com a conservadora Margareth Thatcher. Isto é, o parlamentarismo não está imune às ditaduras.

Por isso, a proposta que está escrita no meu livro "Proposta de Constituição de um novo país chamado Brasil" é parlamentarista, mas o mandato do presidente do Brasil é fixado em dois anos sem reeleição. 

Por que só dois anos? Por que os governos nada fazem. Governos bons são aqueles que não aparecem. Governos bons são aqueles que deixam a economia e a vida florescerem. Governos bons não “fazem”, mas deixam o povo fazer e, por isso, não precisam de mandatos maiores que dois anos. 

Aqueles que querem grandes mandatos com reeleição são os comunistas, mas não é para fazer e sim para se perpetuarem no poder. Dizem que em quatro anos não daria para fazer nada. 

Ora, não daria para fazer nem em oito anos por que governos nunca fazem, mas apenas são necessários para pacificar conflitos entre cidadãos livres.

O Senhor Fernando Henrique Cardoso aliciou com cargos e vantagens os votos dos parlamentares para aprovar a própria reeleição dizendo que precisava fazer mais, mas o segundo período acabou até por desfazer alguma coisa boa que ele, por descuido, tinha deixado que o povo fizesse. 

Se o Senhor Fernando Henrique Cardoso fosse democrático não teria imposto a própria reeleição que acabou por possibilitar a ditadura petista que o povo brasileiro sofre até hoje.

Portanto, deixo o meu recado aos conservadores que se interessam pelo PACO. Somos monarquistas. Queremos a volta da família real de Dom Pedro II porque seus membros são conservadores. Somos parlamentaristas, mas com limitação do mandato do presidente em dois anos.

terça-feira, 3 de abril de 2018

SOBRE EMANCIPAÇÃO DO ÍNDIO, DEMARCAÇÃO DE TERRAS INDÍGENAS, DEMARCAÇÃO DE QUILOMBOLAS

O ser humano é igual. Deus criou o índio, o europeu e o africano ao mesmo tempo e os criou iguais. Portanto, restringir o índio ou o negro de participar com igualdade da vida civil é discriminação praticada por esquerdistas.

Está certo que o português chegou ao Brasil em condições tecnológicas superiores ao índio que aqui já estava, mas isso não o torna um ser humano superior ou inferior ao índio ou ao negro escravizado que veio depois dele.

Portanto, os artigos 231, 232, 216, § 5º e 68 da ADCT da Constituição do Brasil que tratam das questões indígena e quilombola deveriam ser revogados.

Esses artigos submetem e escravizam a vida do índio à Funai – Fundação Nacional do Índio - que os marginaliza e os discrimina. 

Veja o que diz o artigo 8º da Lei 6.001/73 (Estatuto do índio): Art. 8º São nulos os atos praticados entre o índio não integrado e qualquer pessoa estranha à comunidade indígena quando não tenha havido assistência do órgão tutelar competente.

O índio não pode comprar nem uma geladeira a crédito sem autorização da Funai! E há pessoas más que se aproveitam dessa condição do índio colocando-o como mero ser subserviente para invadir áreas rurais cultivadas. Quem faz isso são os esquerdos do CIMI – Conselho Indigenista Missionário - e outras organizações como o MST, por exemplo. 

A emancipação dos índios está na mão do Presidente da República que a pode fazer mediante um simples decreto, como disposto no artigo 11 do Estatuto do Índio:
  • Art. 11. Mediante decreto do Presidente da República, poderá ser declarada a emancipação da comunidade indígena e de seus membros, quanto ao regime tutelar estabelecido em lei, desde que requerida pela maioria dos membros do grupo e comprovada, em inquérito realizado pelo órgão federal competente, a sua plena integração na comunhão nacional.
Portanto, o Partido Conservador, acaso assuma o poder, não fará nenhuma demarcação de terra indígena. Ao contrário, propõe-se o fechamento da Funai.

O direito de propriedade será dado àqueles que tiverem a posse da terra, que foi o caso do Brasil desde 1500. Vocês lembram-se do Tratado de Tordesilhas? Foi um tratado assinado em 1494 entre Portugal e Espanha.

Pelo Tratado de Tordesilhas, a coroa portuguesa só seria dona das terras a Leste da Linha de Tordesilhas que é um meridiano que passa, ao Norte do Brasil, na capital do Pará – Belém – e, ao Sul, passa na cidade de Laguna em Santa Catarina. 

Porém, os portugueses avançaram muito além da linha e incorporaram toda a Amazônia e praticamente todo o Sul e Centro Oeste brasileiro. Os espanhóis, evidentemente, reclamaram tendo a questão sido decidida pelo Tratado de Madrid em 1750. 

Nas discussões do Tratado de Madrid, que versavam sobre de quem seriam as terras ocupadas pelos portugueses a Oeste da Linha de Tordesilhas, quem se destacou foi o Brasileiro Alexandre de Gusmão. 

Ele era um diplomata brasileiro que trabalhava em Portugal. Venceu a discussão alegando o direito de posse. Portugal seria dona de todas as terras a Oeste da Linha de Tordesilhas. Isto é, o Brasil triplicou o território em relação àquilo que teria a Leste de Tordesilhas pelo direito de posse. 

E assim foram e são decididas as questões de propriedades de terra até hoje. Quem tem a posse é dono. Os índios que efetivamente ocuparem as terras receberão o título das terras ocupadas por eles.

Quanto à questão quilombola referente aos negros remanescentes de quilombos que se formaram durante a escravidão, a resolução da questão da terra é da mesma maneira que a indígena: Aquele quilombola que provar a posse receberá o título de propriedade da terra.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

CONTRA A LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS

Quem já viu pessoas drogadas consumindo crack nas ruas percebeu a tremenda dependência (doença) que acometeu aquelas vítimas. Se pensou um pouco mais na desgraça do drogado viu que a família dele sofre mais que se tivesse morrido um filho.

Mesmo assim, há esquerdos propondo a descriminação do tráfico de drogas alegando que a permissão diminuiria os crimes praticados pelos traficantes e pelos consumidores que furtam seus próprios pais ou pessoas desavisadas para comprar drogas.

Alegam também que seria mais fácil lidar com os danos à saúde, distúrbios psiquiátricos e psicológicos, causados pelo seu consumo do que empregar forças policiais em luta armada a quadrilhas de traficantes enriquecidos pelo comércio ilegal.

Os apologistas da legalização das drogas são esquerdos que sempre mentem para convencer o outro a entrar em desgraça. Parecem o próprio diabo querendo levar alguém para o inferno. 

Imagine você que, em função da descriminação das drogas, eles alegam que a legalização não é a liberação geral do uso, mas sim seria uma regulamentação acompanhada de ações de prevenção com diálogo dentro da família com decisão pelo uso ou não sempre por conta do consumidor de drogas.

Isto é, estão dizendo que quem quisesse ser drogado poderia pedir ao estado que visitasse a família e convencesse (impusesse) a família de que o filho tem liberdade de consumir e que tem também o direito de consumir.

É a mesma coisa que dizer aos pais que seus filhos morrerão ou que os perderão para as drogas, haja vista que o estado está lhe dizendo que "garantiria" o desejo do filho de consumir drogas ou que pagaria a cirurgia de mudança de sexo do filho ou que estariam proibidos de tratar o filho para deixar de ser gay. 

É muito grande a maldade desse pessoal esquerdista. Querem a desgraça completa das famílias e da sociedade só para que tenham poder de praticar políticas assistencialistas ou de simplesmente exercer o poder por intermédio da mentira.

Eles dizem ainda que a legalização das drogas levaria à desmobilização do crime organizado e da rede associada ao tráfico. 

Isso é mentira! O crime organizado, além de outras fontes de renda criminosas como prostituição, furto dos familiares da vítima e encomenda de assassinatos, continuaria a existir muito mais fortalecido e muito mais letal porque teria mais dinheiro advindo do comércio de drogas.

O traficante que vive em cima da desgraça alheia jamais iria querer legalizar-se. Jamais montaria uma farmácia para vender as drogas que hoje são ilícitas, haja vista que seria desmascarado como aquele que pratica o mal.

O Partido Conservador além de propor a mais absoluta perseguição e punição dos traficantes propõe também a criminação do consumidor das drogas ilícitas. A criminação do consumidor facilitaria o combate a esse crime que infelicita todas as famílias brasileiras. 

Não há nenhuma vantagem econômica na legalização das drogas por que nem o traficante é beneficiado, haja vista que se ele não tivesse vida facilitada no tráfico então poderia ser produtivo em outra atividade.

quinta-feira, 29 de março de 2018

OS SIGNIFICADOS DA PÁSCOA (JUDAICO E CRISTÃO)

Perguntei para meu filho de seis anos: O que é a páscoa? A páscoa é vida porque Jesus ressuscitou, ele disse. De fato, Páscoa é o florescimento da vida, mas representa coisas diferentes para judeus e cristãos:

a) Para cristãos, a Páscoa representa a ressurreição de Cristo. Ou seja, um rito de passagem para o cristão que adquire uma nova vida em Cristo-Deus;

b) Para judeus, a Páscoa representa a passagem do anjo da morte matando os primogênitos do povo egípcio e a libertação do povo hebreu. Ou seja, um rito de passagem do povo judeu que passou da escravidão no Egito para a liberdade nas mãos de Deus.

Mas não é possível falar mais sobre o significado da Páscoa sem falar da história que Deus produziu junto ao povo judeu por intermédio de seu filho Jesus Cristo.

Deus marcou nossas vidas com muita força. Em nossa civilização ocidental, o primeiro sinal da força de Deus ocorreu como contado na história da Arca de Noé que sofreu o dilúvio. 

O segundo sinal ocorreu mais ou menos oitocentos anos depois do dilúvio quando Abraão conheceu pessoalmente a força de Deus. Abraão não tinha filhos e sua mulher Sara tinha setenta anos, mas Deus lhe disse que ela engravidaria. 

Assim ocorreu e nasceu Isaac. Mas Deus novamente testou a fé de Abraão e mandou que seu filho único fosse sacrificado. Nos segundos finais, antes de Abraão cumprir a exigência, Deus interveio e salvou Isaac da morte.

Os filhos de Isaac foram Esaú e Jacó. Eles nasceram gêmeos, mas disputaram a primogenitura. Jacó,  vitorioso na disputa pela primogenitura, teve doze filhos e os criou na região do atual Estado de Israel.

Um deles, José, era o escolhido por Deus. Por isso mesmo foi invejado pelos irmãos que o venderam como escravo a um rico mercador egípcio.

Vivendo como escravo no Egito, mas tendo a proteção de Deus, José decifrou os sonhos do Faraó Ramsés que queria saber o que representavam as sete vacas gordas e as sete vacas magras que povoavam os sonhos dele. José disse-lhe que ocorreriam sete anos de grandes safras agrícolas e, em seguida, sete anos de secas no Rio Nilo que reduziria, em muito, as safras. 

Além de decifrar o sonho, José propôs uma solução administrativa para as desgraças que viriam. O Faraó deveria guardar o excesso dos sete anos de fartura para consumir nos anos de miséria. Essa sabedoria divina o tornou superintendente geral do império egípcio.

Vieram os sete anos de seca e miséria. Tanta miséria ocorreu nas regiões do Egito e de Israel que os doze filhos de Jacó vieram pedir comida ao Superintendente Egípcio. Foram perdoados e atendidos por José. Gostaram e ficaram morando no Egito. Mas os anos se passaram, José morreu, e o povo hebreu tornou-se escravo dos egípcios. Foram quatrocentos anos de escravidão.

Depois de quatrocentos anos da ocorrência da história de José, o crescimento populacional maior dos escravos hebreus ameaçava o domínio egípcio. Por isso, o Faraó mandou assassinar os filhos homens do povo escravo. 

Mas um deles, Moisés, foi salvo por Deus e colocado aos cuidados de uma irmã do Faraó que cuidou de Moisés como se fosse seu filho. A história de Moisés ocorreu aproximadamente mil e duzentos anos antes de Cristo.

Moisés, depois de adulto rebelou-se contra o Faraó e foi viver na região da atual Península do Sinai, que era um deserto. Passados mais de quarenta anos, Deus veio e falou pessoalmente a Moisés que deveria ir ao Faraó pedir a libertação do povo hebreu. 

Deus prometeu usar a força divina contra o povo egípcio em caso de negativa. A cada negativa ocorreria uma grande desgraça ao povo egípcio. E assim ocorreu.

Depois da décima negativa, veio a maior das desgraças: Todos os filhos primogênitos do povo egípcio morreram à meia noite de um dia fixado por Deus. Até o filho do Faraó morreu. Aquele dia, ou melhor, aquela noite ficou marcada para sempre como a passagem do anjo da morte. 

A Páscoa Judaica é comemorada todo ano no mesmo dia da passagem do anjo da morte. O anjo da morte matou somente primogênitos egípcios. Nenhum filho dos judeus morreu naquela passagem. O Faraó percebeu a força de Deus e aceitou libertar aquele povo. Que eles voltassem à terra prometida (Israel) da qual tinham vindo.

Mas o Faraó arrependeu-se de libertar os judeus e mandou soldados trazê-los de volta. Mas Deus estava com Moisés e abriu o Mar Vermelho para que os judeus passassem e fechou a passagem submergindo os soldados egípcios que os perseguiam.

Percebam que a força de Deus já existia muito antes de Cristo que é o próprio Deus que veio de novo trazer a mensagem de salvação. 

Dessa vez, a salvação veio não só para o povo judeu, mas para todos os habitantes do planeta terra. Foi na Páscoa Judaica que ocorreu a ressurreição de Jesus Cristo que é a mesma data da Páscoa Cristã.

quarta-feira, 28 de março de 2018

LIBERALISMO - O conservador preza a vida e a verdadeira liberdade. O liberal, ao contrário, não valoriza a vida e minimiza o valor da liberdade.

Antes de conceituar liberalismo é necessário explicar alguns princípios do conservadorismo: 

Em primeiro lugar, o conservador conserva a vida, a liberdade individual e os dez mandamentos de Deus. 

Em segundo lugar, o conservador conserva tudo aquilo que deu certo ou que é reconhecido como um direito natural.

Em terceiro lugar, o conservador põe limites à liberdade relativamente à vida e às coisas do outro. Isto é, você tem liberdade total, a menos de tirar a vida ou as propriedades de outrem.

Por que se deve colocar a realidade conservadora antes de conceituar o liberalismo? Por que o liberalismo nasceu em oposição ao conservadorismo.

Consultem os dicionários e verifiquem que os conceitos de liberalismo jamais dizem que um dos seus princípios é a preservação da vida ou dos mandamentos de Deus.

É assim por que o liberalismo é uma filosofia política ou ideologia que defende:

1)Liberdade individual total - Até mesmo de matar.

2)Igualitarismo econômico - Rendas iguais para méritos diferentes.

3)Igualdade de gênero - Homem e mulher ocorrem depois do nascimento;

4)Liberdade religiosa e estado laico - Significa perseguir o cristianismo;

5)Propriedade privada – Desde que atendido seus fins coletivos;

6)Aborto – A vida não tem valor superior à liberdade de matar.

Inicialmente, o liberalismo rejeitou as normas sociais e políticas prevalecentes de privilégio hereditário, religião estatal, monarquia e direito divino dos reis. 

Atacava os defeitos do governo existente, mas não para melhorá-lo. Ao contrário, queriam implantar as ditaduras republicanas ou socialistas no lugar das tradições monarquistas.

Pode-se dizer que foram estabelecidos estados liberais em nações da Europa e América do Sul no século XIX, mas não se pode dizer isso em relação aos Estados Unidos por que aquele não é um estado liberal, mas sim que é um estado conservador.

Observem o seguinte: O conservador respeita a liberdade e é democrático a ponto de aceitar que, em determinados períodos, um liberal governe o país. No entanto, o liberal não tem essa percepção da liberdade. 

Vejam o caso recente do liberal (comunista) Obama. Ele usou todo o poder e os recursos do estado para comprar a imprensa ou votos para não permitir a vitória do conservador (capitalista) Donald Trump. 

Isto é, os liberais não respeitam a liberdade do próximo tanto quanto os conservadores a respeitam.

Outro exemplo de que o liberal não é democrático foi o caso do Presidente Americano Franklin Delano Roosevelt que não queria largar o poder nos Estados Unidos. 

Ele foi eleito e reeleito por quatro vezes ficando no poder até morrer. Reelegeu-se sucessivamente usando o aparelho estatal. Ele aumentou demais a intervenção estatal na economia americana por meio do New Deal, que era um programa de intervenção estatal que atrasou a recuperação da economia americana depois da crise de 1930. Era o tal do estado do bem-estar social. Uma falácia socialista.

Nos Estados Unidos, a palavra liberal designa, de forma geral, um proponente da esquerda política ou defensor da liberdade de comportamento. Isto é, o liberal americano gosta da intervenção estatal na economia e do estado ditando regras esquisitas para os normais.

O conservador, ao contrário, defende a verdadeira liberdade comportamental, haja vista que não impõe nenhuma regra comportamental usando a força do estado. Quem quiser comportar-se como homossexual é livre para isso, mas sem uso do estado para impor o comportamento gay aos outros. 

Isto é, o liberal impõe certas regras de comportamento em nome de se estimular o comportamento agressivo à família ou aos valores conservadores ou cristãos, mas o conservador simplesmente defende a liberdade de comportamento sem usar o estado para estimular as agressões ao comportamento normal do ser humano.

O liberal é um estatista. Ele considera que a liberdade existe por uma criação estatal. Isto é, considera que o ser humano agiu no sentido de criar o estado para garantir sua liberdade, mas o conservador já considera que você é livre desde que foi criado por Deus que é quem lhe garante a liberdade.

O liberalismo considera que o mercado ou o capitalismo é uma criação humana. Com essa bandeira querem dizer que não são os conservadores os responsáveis pela existência das regras do mercado. 

No entanto, é o conservador quem primeiro conservou a liberdade dos seres humanos realizarem trocas entre si e, adicionalmente, conservou os valores morais cristãos que criam confiança, que estimulam e que garantem a existência das trocas de mercadorias entre pessoas e países. 

Portanto, quem defende a sua liberdade antes até do advento do estado é o conservadorismo e quem usa o estado para lhe retirar algumas liberdades ou para praticar o aborto é o liberalismo.

terça-feira, 27 de março de 2018

POSIÇÃO DO PACO A RESPEITO DO REGIME MILITAR E UMA POSSÍVEL INTERVENÇÃO HOJE.

João Goulart sucedeu ao Presidente Jânio Quadros em 1961 por que este renunciou. De 1961 até março de 1964, João Goulart tentou instalar a sanguinolenta ditadura comunista no Brasil. Foram justamente os indícios de que ele queria instalá-la que a população clamou pela intervenção dos militares.

Castelo Branco foi eleito indiretamente pelo Congresso Nacional em 10 de abril de 1964, tomou posse em 11 de abril e governou até 15 de março de 1967 quando foi sucedido por Costa e Silva que também havia sido eleito pelo Congresso Nacional em 3 de outubro de 1966.

Castelo Branco não foi ditador. Não prendeu ninguém. Não perseguiu ninguém e permitiu a sua sucessão por eleição do Congresso Nacional. Ele apenas fez a intervenção clamada pela população brasileira que nunca quis a ditadura comunista.

Mas os terroristas daquela época, que eram os mesmos que queriam a ditadura sanguinolenta desejada por João Goulart, praticaram diversos ataques terroristas a partir de 1966. O atentado do Aeroporto de Guararapes em Recife é um exemplo.

Com isso, os sucessores de Castelo Branco (General Costa e Silva e General Médici) foram obrigados a tomar medidas de exceção visando a prender terroristas. 

Por conseqüência desses atos repressivos, a esquerda terrorista, que domina as universidades e as mídias escrita e falada desde aquela época, classificou todo o período que o Brasil foi governado por militares como uma ditadura.

Marco Antonio Villa, um bom historiador do Brasil, no seu livro “Ditadura à Brasileira”, publicado pela Editora Leya, disse que de 2 de abril de 1964 até dezembro de 1968, quando foi imposto o Ato Institucional número 5 (AI-5), bem com de 1979 a 1985, não houve ditadura no Brasil.

Esse historiador disse também que de dezembro de 1968 até 1979 houve ditadura, mas minimizada por eleições em 1974 que elegeu e deu posse a 16 senadores da oposição dentre vinte e dois eleitos.

No entanto, os militares que atuaram no sistema político do Brasil, para evitar a sanguinolenta ditadura socialista, intervieram na economia criando quase uma centena de empresas estatais que acabaram por tornar estado brasileiro mais próximo do estado totalitário socialista.

Além disso, não souberam lutar contra o inimigo do ser humano que trabalha sorrateiramente subvertendo mentes pela guerra cultural financiada pelos globalistas que só lutam pela implantação de ditaduras socialistas. 

Isto é, houve uma intervenção militar em 1964 que afastou temporariamente o perigo, mas que permitiu o inimigo socialista tomando conta das universidades, das redações de jornais, do aparelho estatal de servidores e de empregados públicos de uma maneira tal que, hoje, é praticamente impossível reduzir o tamanho do estado e democratizar o aparelho estatal sem que haja outra intervenção.

Mas isso justifica uma nova intervenção militar? 

Os novos interventores saberão lutar contra os verdadeiros inimigos socialistas? 

Os novos interventores, a exemplo dos militares de 1964 que deveriam ficar por apenas dois anos, mas ficaram até 1985, não ultrapassarão dois anos? 

Por isso, o PACO não é a favor de nova intervenção militar. Acreditamos que é possível lutar pela redução do aparelho estatal até que a democracia volte.

segunda-feira, 26 de março de 2018

AUTONOMIA DE ESTADOS E MUNICÍPIOS E RESPECTIVOS IMPOSTOS

POR UM NOVO PACTO FEDERATIVO
O Brasil, já por tradição federalista, é dividido em três esferas administrativas, em tese, independentes ou autônomas: União, Estados e Municípios. 

Essa autonomia político-administrativa somente atinge sua eficácia quando os entes são também financeiramente independentes. 

Por isso, não há que se falar em autonomia política ou administrativa sem autonomia financeira. É por esse motivo que a nossa proposta de Constituição concede poderes à União, aos Estados e  aos Municípios de instituírem seus próprios impostos. 

Sendo assim, em nossa proposta de Constituição, o governo federal ficaria com o imposto único sobre movimentação financeira, mais os impostos de importação e de exportação que funcionam como protetores do mercado nacional. Nenhum outro imposto seria permitido ao governo federal. 

Os governos estaduais seriam sustentados pelos seguintes impostos: 

1-Transmissão de bens causa mortis e doação; 

2-Transmissão de bens intervivos; 

3-Propriedade de veículos automotores. 

4-Outros impostos, desde que não sejam incidentes sobre renda, circulação de mercadorias ou serviços ou de competência municipal ou federal. 

Os governos municipais seriam sustentados por impostos: 

1-Propriedade predial e territorial urbana; 

2-Propriedade territorial rural; 

3-Sobre exploração de recursos naturais 

4-Outros impostos, desde que não sejam incidentes sobre renda, circulação de mercadorias ou serviços ou de competência estadual ou federal. 

Proibição dos impostos declaratórios ou progressivos em quaisquer das esferas de poder.

Acesse o site www.paco.org.br e leia o livro "Proposta de Constituição de um novo país chamado Brasil".

sexta-feira, 23 de março de 2018

SOBRE INSTAURAÇÃO DO IMPOSTO ÚNICO OU IMPOSTO SOBRE MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA-IMF

Segundo o economista e tributarista Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque*, o imposto único traz inúmeras vantagens de ordem tributária: 

A fiscalização torna-se mais simples; os critérios de taxação ficam mais transparentes; os custos por parte do poder público, bem como os custos do setor privado vinculados às exigências tributárias, tornam-se menores. 

Segundo o diretor do grupo Studio Fiscal de Porto Alegre (RS), Marcelo Kaiber, que realizou um estudo aprofundado do imposto sobre a movimentação financeira, o imposto reduz sonegação, aumenta arrecadação e facilita tanto a fiscalização quanto a rotina do empresário. 

Já, os impostos declaratórios tipo imposto de renda são altamente sonegáveis, bem como desestimulam a produção de riquezas que beneficiam todo o povo brasileiro. 

Desde 2001 tramita no Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 474/01) visando a aprovar o imposto único no Brasil, mas os parlamentares não a votam porque ela contraria interesses de grupos poderosos que lucram com o caos tributário atual. 

O ISMF é um imposto que não tem custo de apuração, ninguém tem que gastar um segundo sequer para apurar e são os próprios bancos que calculam e transferem para o governo. Aqueles que argumentam que o ISMF alimenta o mercado informal não entendem de macroeconomia. 

Agora, o mais importante do ISMF é o aumento da riqueza da população. Imagine que você pode comprar pela metade do preço produtos que hoje são tributados a 40, 50%? 

Imagine poder comprar um carro pela metade do preço, remédio pela metade do preço, combustível pela metade do preço? Parece algo bem distante da realidade, não é mesmo? Mas é uma possibilidade bem real. 

Primeiramente cabe dizer que todo imposto causa distorção na atividade produtiva. Não há tributo neutro. A questão é apurar qual causa menor impacto. 

Estudos sérios, como o de Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque, provam que o efeito do ISMF sobre o preço das mercadorias é consideravelmente menor. 

Pense bem contribuinte ou empreendedor: Se fosse oferecida para você a possibilidade de não precisar mais declarar Imposto de Renda e de passar a receber o seu salário integral, sem nenhum desconto – como INSS, por exemplo – e se, em troca, você tivesse que pagar uma taxa de 4% sobre os créditos de todas as suas movimentações financeiras. Você aceitaria? 

E por que 4% (quatro por cento)? Porque fizemos um cálculo da necessidade financeira para sustentar o governo federal que apresentamos em nossa proposta e constatamos que o percentual de 4% sobre a movimentação financeira seria suficiente. 

E não haveria nenhum outro imposto sobre a renda ou circulação de mercadorias em nenhuma das esferas federal, estadual ou municipal. 

* Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque, economista e tributarista, escreveu o livro “A Verdade sobre o Imposto Único”, defendendo essa proposta tributária de imposto único desde 1990.

quarta-feira, 21 de março de 2018

SOBRE A MALDITA INTERVENÇÃO ESTATAL NA VIDA, NA ECONOMIA, NOS COSTUMES ETC.


O ser humano criado por Deus é ingrato. Está sempre querendo livrar-se do fardo leve que é o domínio do pai ou de Deus. Os judeus eram liderados pelo próprio Deus, mas pediram ao Deus-Pai o seguinte: Dá-nos um rei que nos lidere.(1 SM 8, 6). 

A resposta de Deus foi positiva, mas advertiu: 
  • O rei que reinará sobre vocês tomará os filhos de vocês para servi-lo em seus carros de guerra e em sua cavalaria (...) 
  • Tomará um décimo dos cereais e da colheita das uvas e o dará a seus oficiais e a seus criados(...)
  • E tomará de vocês um décimo dos rebanhos e vocês mesmos se tornarão escravos dele (1 SM, 8, 11-17) 
Isto é, o ser humano deixa de pedir a Deus que nunca lhe negaria nada, mas pede ao estado que não lhe dá nada e, ainda por cima, o escraviza. E assim nasce a intervenção estatal na economia, na família, na liberdade e nos costumes até virarmos escravos. 

O mercado ou o capitalismo é uma criação divina e boa por que sempre tem as melhores soluções para os problemas econômicos, mas o homem teima em pedir intervenções governamentais tornando a vida um inferno dirigido por ditadores. 

Até mesmo em sociedades conscientes da nocividade da intervenção estatal, de vez em quando há o pedido para o governo resolver determinado “problema”. É o caso ocorrido nos Estados Unidos em 2009 quando o governo Obama usou recursos públicos para impedir a falência da gigante General Motors. 

Ora, o mercado teria uma solução melhor que a imposta pelo socialista Obama. A partir da intervenção, a General Motors virou uma estatal que exigiria favores cada vez maiores do governo. 

O governo teria que subsidiar seus produtos mais caros em relação ao mercado. Consequentemente, o povo pagou o preço das mordomias dos dirigentes da empresa falida que deveriam ter os próprios bens distribuídos aos credores. 

Mas há também os casos dos governos que interferem na economia para destruir organizações privadas naturalmente criadas pelo mercado que se autoregula. É o caso dos bancos privados que podem criar um Banco Central independente do Governo, mas o governo quer impor seu domínio, como ocorreu na Argentina em 2010, sob a ditadura Kirchner, bem como ocorreu na ditadura socialista da União Europeia que interveio na indústria carbonífera em 1997 impondo metas de produção ou no caso recente da Venezuela, cujo governo fixou metas para a produção de papel higiênico e o mesmo desapareceu das prateleiras dos supermercados.

A intervenção estatal é um fenômeno muito ruim, mas, infelizmente, tem aumentado continuamente mundo afora. Ao final deste texto, há um quadro com o percentual dos gastos governamentais em relação ao PIB dos países democráticos mais desenvolvidos de 1870 até 2009. Observe-se, desde já, que o aumento da intervenção estatal praticamente acabou com a democracia naqueles países. 

Note-se que o aumento da intervenção estatal foi lento e pequeno até 1960, mas a partir daquele ano, os governos de todos os países intervieram com intensidade na economia. No Brasil, a intervenção aumentou a partir de 1985 e extrapolou a partir dos governos FHC e Lula. A intervenção que era de 21% em 1985 passou para 41% em 2009. 

Note-se também alguns casos típicos. A Suécia tinha a menor intervenção na economia de todos os países pesquisados em 1870 (5,7%), mas passou para a maior em 1980 (60,1%). Observe-se também que a economia da Suécia cresceu quando o estado era pequeno (de 1870 a 1960) e estagnou a partir de 1980. 

A Inglaterra diminuiu a participação estatal de 1980 a 2005. O período coincide com o início do governo conservador de Margareth Thatcher, no qual houve forte progresso e crescimento do PIB inglês. A diminuição da intervenção estatal coincidiu com o início do governo conservador, mas a influência positiva prolongou-se até 2005. 

Mas a principal nota é a de que todas as economias democráticas, com exceção do Japão e da Suíça, passaram o percentual de 40% de intervenção na economia e, a partir desse percentual, ficou muito difícil o retorno ao crescimento econômico porque a participação estatal engessa a economia. 

Outro aspecto negativo do aumento da intervenção estatal é que os membros desses governos que se tornaram disfarçadamente totalitários são reeleitos com facilidade. Basta ver o caso de Ângela Merkel na Alemanha e de Obama nos EUA. Já, a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos foi um milagre, bem como a diminuição dos impostos de 35% para 21% foi outro milagre. 

Mas o pior da intervenção estatal ocorre quando começa a regular número de filhos, obrigar igrejas a celebrar casamento gay, impor comportamentos sociais etc. Seria muito mulher que o estado apenas prestasse o serviço jurisdicional quando provocado pelos indivíduos em conflito.

Visto que a intervenção estatal é maligna sob todos os aspectos, o Partido Conservador – PACO – propõe a diminuição da intervenção estatal de 41% em 2009 para 10% ou menos como era no primeiro quarto do século XX, bem como propõe que o governo não tenha poderes para resolver conflitos que interfiram na família ou no trabalho.

É difícil, mas é possível por meio de fechamento de ministérios, privatização de estatais, diminuição de impostos, eliminação do direito de família e do direito do trabalho, deixando que os conflitos sejam levados aos juízes apenas quando houver alguém que se considere prejudicado em seus direitos naturais positivados.

GASTOS GOVERNAMENTAIS EM PERCENTAGEM DO PIB
ANO
1870
1913
1920
1937
1960
1980
1990
2000
2005
2009
Áustria
10,5
17,0
14,7
20,6
35,7
48,1
38,6
52,1
50,2
52,3
Bélgica
8,0
13,8
22,1
21,8
30,3
58,6
54,8
49,1
52,0
54,0
Inglaterra
9,4
12,7
26,2
30,0
32,2
43,0
39,9
36,6
40,6
47,2
Canadá


16,7
25,0
28,6
38,8
46,0
40,6
39,2
43,8
França
12,6
17,0
27,6
29,0
34,6
46,1
49,8
51,6
53,4
56,0
Alemanha
10,0
14,8
25,0
34,1
32,4
47,9
45,1
45,1
46,8
47,6
Itália
13,7
17,1
30,1
31,1
30,1
42,1
53,4
46,2
48,2
51,9
Japão
8,8
8,3
14,8
25,4
17,5
32,0
31,3
37,3
34,2
39,7
Holanda
9,1
9,0
13,5
19,0
33,7
55,8
54,1
44,2
44,8
50,0
Espanha

11,0
8,3
13,2
18,8
32,2
42,0
39,1
38,4
45,8
Suécia
5,7
10,4
10,9
16,5
31,0
60,1
59,1
52,7
51,8
52,7
Suíça
16,5
14,0
17,0
24,1
17,2
32,8
33,5
33,7
37,3
36,7
EUA
7,3
7,5
12,1
19,7
27,0
31,4
33,3
32,8
36,1
42,2
MÉDIA
10,4
12,7
18,4
23,8
28,4
43,8
44,7
43,2
44,1
47,7
BRASIL
ANO
1900
1900
1913
1920
1925
1937
1960
1980
1985
2000
2005
2009
MÉDIA
12,6
12,6
21,0
11,0
10,0
16,0
19,0
22,0
21,0
33,0
36,0
41,0
Fontes:
a) The Economist
b)https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1287 (Fontes: IBGE e Heritage Foundation).
c) Peter Schrank, A intervenção estatal na economia é inevitável? (https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1786)